Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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Observe as regras de acentuação e assinale a alternativa correta, conforme o Novo Acordo Ortográfico.
1. "O microondas da minha avó quebrou depois de vinte anos de uso." 2. "O anti-inflamatório prescrito pelo médico deve ser tomado a cada oito horas." 3. "A autoescola onde fiz minhas aulas práticas fica no centro da cidade." 4. "O contrarregra da peça teatral esqueceu de ligar os microfones."
Sobre a grafia das palavras destacadas, conforme as regras do atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, analise as assertivas abaixo:
I. Em "microondas", o emprego sem hífen está correto, pois se aplica a seguinte regra: quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, o hífen deve ser retirado.
II. Em "anti-inflamatório", o hífen foi corretamente empregado, uma vez que o prefixo "anti-" termina em vogal "i" e o segundo elemento "inflamatório" inicia com a mesma vogal "i", exigindo hífen.
III. Em "autoescola", a ausência de hífen está correta, pois o prefixo "auto-" termina em vogal e o segundo elemento "escola" inicia com vogal diferente, caso em que não se emprega hífen.
IV. Em "contrarregra", a grafia apresentada está correta, pois quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento inicia com "r", dobra-se o "r" e suprime-se o hífen.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Roteiros rasgados
Formatura de terceiro ano do ensino médio e um ótimo laboratório antropológico musical. Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, quando honrei meu lugar de tiozão e sentei para assistir as entradas de cada aluno embaladas por músicas que eu jamais tinha ouvido - ou pelo menos era isso que eu imaginava. Mas não foi bem isso que aconteceu.
Fui pego de surpresa quando começou a tocar Legião Urbana. Pensei ser um caso isolado, afinal, estamos falando de adolescentes de 17 anos e é totalmente compreensível que alguns tenham herdado o gosto musical dos pais. Mas logo veio uma não tão conhecida assim do ABBA, seguida por um clássico do Engenheiros do Hawaii. E nem entro no mérito de dizer que as playlists de ontem eram melhores. A surpresa mesmo veio da subversão do que era esperado: enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, aluno após aluno ceifou meu pré-conceito. Quando Elis Regina tomou conta daquele teatro, percebi que talvez eu estivesse menos atualizado sobre os jovens do que eles sobre o passado.
Coisa parecida aconteceu dias atrás, quando respirei fundo e separei todo tipo de papelada possível antes de ligar para a empresa de gás e para a operadora de internet objetivando seus respectivos cancelamentos. A gente já sabe, a gente já está acostumado: o contratar e fácil, o rescindir e um teste de paciência. Preparei-me psicologicamente para a transferência de setor em setor, para a oferta insistente de descontos imperdíveis e para aquela frase clássica que sempre começa com "mas o senhor tem certeza?". Porém, poucos minutos ou alguns simples cliques depois, tudo estava suspenso. Sem drama. Sem resistência. A facilidade pareceu um soco que chega de surpresa quando você está esperando um cafuné. Ou vice-versa.
Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas de um jeito que não deveríamos ter nos acostumado. Decoramos situações com a expectativa que nos cabe, enfiando cada uma delas em espaços limitados onde o inesperado nem mesmo foi cogitado. Criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor. E é exatamente quando isso acontece que ficamos desconcertados - não pela música oitentista ser melhor que um funk atual, por exemplo, e sim porque estamos sempre prontos para confirmar o que já acreditamos mas raramente para sermos desmentidos.
Seja um atendimento público que funciona, um grupo de WhatsApp que não vira caos, um comentário gentil na internet ou um adolescente que segura a porta enquanto você atravessa carregado de certezas. a vida sabe quando desmontar nossos pequenos rótulos. No fim, quem sabe o mundo não esteja tão empenhado em confirmar nossos preconceitos quanto nos estamos em cultivá-los. As vezes, o inesperado não e revolucionário. E apenas o lembrete silencioso de que nem tudo precisa caber nas categorias que criamos para nos sentirmos no controle.
Autor. Pedro Guerra Kuman - GZH (adaptado)
Os espaços em branco acima podem ser preenchidos corretamente, na mesma ordem, por:
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
O debate sobre o tema domina assembleias.
A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas.
Considerando a ortografia oficial das palavras destacadas nos trechos acima, é CORRETO afirmar que:
Considerando as regras de acentuação, assinale a alternativa INCORRETA.
O vocábulo 'autodeclaração' não possui hífen, assim como os vocábulos das alternativas a seguir, EXCETO:
"A nova legislação, em vigor desde a terça-feira (17/3), estabelece diretrizes para proteger o público infanto-juvenil nos meios digitais, e é vista por especialistas como um marco na proteção das crianças e adolescentes no mundo virtual."
O vocábulo 'infanto-juvenil' está corretamente grafado com hífen, assim como os das alternativas a seguir, EXCETO:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.
À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.
De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.
Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.
Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.
Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.
As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).
Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".
Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.
Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.
E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.
A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.
A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.
Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.
Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.
Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.
Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.
Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.
"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.
Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.
"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.
"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."
"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."
"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.
Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.
Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.
Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".
"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.
Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".
"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele.
"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"
O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.
Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.
"Meu humano é ótimo", posta um agente.
"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.
"Humano nota 10/10, recomendo."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo
"À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.
De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."
Com fundamento nas normas de acentuação gráfica aplicáveis aos vocábulos constantes do trecho, bem como àqueles que o extrapolam, assinale V, para as proposições verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) O vocábulo 'popularíssima' recebe acento gráfico em conformidade com a mesma norma que fundamenta o acento em de 'feiíssimo'. Diversamente, 'sanduíche' submete-se a critério distinto nos termos das regras específicas aplicáveis a essa configuração vocálica.
(__) A forma verbal 'vão' submete-se ao mesmo regime de acentuação gráfica aplicado ao vocábulo 'é', já que, em ambas as ocorrências, trata-se de monossílabos tônicos constituídos por uma única sílaba fonética, que, em razão de sua tonicidade e estrutura formal, justificam a incidência do acento gráfico.
(__) O vocábulo 'usuários' constitui exemplo de forma cuja classificação pode suscitar mais de uma interpretação quanto à posição da sílaba tônica. Isso porque sua delimitação silábica, como paroxítona terminada em ditongo crescente ou como proparoxítona, depende da análise fonético-fonológica adotada, uma vez que a distinção entre ditongo e hiato interfere diretamente na determinação da sílaba tônica formal.
(__) O vocábulo 'favoritas' classifica-se como palavra paroxítona, à semelhança de 'filantropo' e 'recorde', vocábulos igualmente paroxítonos que, nos termos das regras gerais de acentuação da língua portuguesa, não recebem acento gráfico.
(__) O vocábulo 'rede' apresenta grafia única. Diversamente, 'sutil' constitui exemplo de palavra de dupla prosódia. Registra-se, de um lado, a forma 'sutil', oxítona, sem acento gráfico, consagrada no uso contemporâneo com o sentido de 'delicado', 'tênue' ou 'refinado'. De outro, atesta-se a variante 'sútil', de emprego raro ou arcaizante, utilizada com o significado de adjetivo relacionado a algo costurado.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso
Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.
Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.
O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.
Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.
Finlândia
O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.
"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.
"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."
Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.
Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.
"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"
Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro corporativo".
Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.
"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.
Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.
"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.
Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.
Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.
"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o -fragmento-adaptado
"O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção."
Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas relativas aos vocábulos presentes no texto, assim como àqueles que aparecem fora de contexto.
I. O vocábulo 'país' recebe acento por apresentar vogal tônica que forma hiato com a vogal anterior, estando sozinho na sílaba e acompanhado de 's'.
II. O vocábulo 'média' recebe acento pela mesma regra de 'úteis', uma vez que palavras paroxítonas terminadas em ditongos crescentes devem ser acentuadas.
III. O vocábulo 'para' é uma palavra homônima que sofreu alteração em sua acentuação quando utilizado como forma verbal. Diferentemente, o verbo 'pôr' manteve o acento para distingui-lo da preposição 'por'.
IV. Perderam o acento agudo as vogais tônicas 'i' e 'u' em palavras paroxítonas quando precedidas de ditongo. Assim, as formas 'feiura', 'boiuno' e 'alauita', que anteriormente eram acentuadas, passaram a ser grafadas sem acento.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.