Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3891075 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o fragmento: "(...) como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saira-militar, tendem a ser pequenas (...)" 2°§.

Assinale a opção em que o vocábulo está com a grafia correta.
Alternativas
Q3891074 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o trecho: "(...) que tramita na Assembleia Legislativa (...)" 20°§. Quanto à acentuação, assinale a opção em que a palavra destacada NÃO está escrita de maneira correta.
Alternativas
Q3890730 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.” No fragmento existem duas palavras esdrúxulas. Assinale a alternativa que a palavra deveria ser acentuada pela mesma regra.
Alternativas
Q3890549 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Um país de escolas inseguras não tem futuro



Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.

Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes.

O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.

 

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)

Considere as frases:



•  A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, ______________ e sustentável.


•  Imagine-se o que significa para o Brasil quando muitos dos jovens estudantes ____________ a escola como um lugar de incerteza e insegurança.


•  O Brasil universalizou o ensino fundamental nos anos 1990, desde então faz a _____________, de forma _____________ e lenta, da educação na pré-escola e no ensino médio.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:

Alternativas
Q3889506 Português

SOLO DE CLARINETA

 

Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?

Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.

 

Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

“Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela [...]”
A partir da acentuação gráfica dos vocábulos assinalados, é correto dizer que:
Alternativas
Q3889502 Português

SOLO DE CLARINETA

 

Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?

Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.

 

Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

“[...] enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo”. Assim como em pobre-diabo, há um vocábulo formado corretamente, por hifenização, destacado na alternativa:
Alternativas
Q3888213 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1



Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar



   Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.


    À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.


   Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.


Raiz do problema


   Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.


    “O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.


     De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.


    Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.


  Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.


Os ‘kidults’


    Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.


    Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).


   Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.


    Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.


    Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.


Hora de brincar


   Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.


    Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.


   Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

Assinale a alternativa que apresenta a grafia INCORRETA para o plural de algumas das palavras presentes no texto.
Alternativas
Q3887702 Português
Marque a alternativa na qual o conjunto de palavras estão grafadas CORRETAMENTE. 
Alternativas
Q3887694 Português

Atente aos textos abaixo para responder a questão


Texto I

Maria da Vila Matilde (Elza Soares)


Cadê meu celular?

Eu vou ligar pro 180

Vou entregar teu nome

E explicar meu endereço

Aqui você não entra mais

Eu digo que não te conheço

E jogo água fervendo

Se você se aventurar

Eu solto o cachorro

E, apontando pra você

Eu grito: péguix...

Eu quero ver

Você pular, você correr

Na frente dos vizinhos

Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim

E quando o samango chegar

Eu mostro o roxo no meu braço

Entrego teu baralho

Teu bloco de pule

Teu dado chumbado

Ponho água no bule

Passo e ofereço um cafezim

Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mimCadê meu celular?

Eu vou ligar pro 180

Vou entregar teu nome

E explicar meu endereço

Aqui você não entra mais

Eu digo que não te conheço

E jogo água fervendo

Se você se aventurar

E quando tua mãe ligar

Eu capricho no esculacho

Digo que é mimado

Que é cheio de dengo

Mal acostumado

Tem nada no quengo

Deita, vira e dorme rapidinho

Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mimMão, cheia de dedo

Dedo, cheio de unha suja

E pra cima de mim? Pra cima de moi? Jamais, mané!


Fonte: https://www.google.com/search?q=letra+de+Maria+da+Vila+Matilde&rlz=1C1GCEA_enBR1167BR116 7&oq=letra++de+Maria+da+Vila+Matilde&gs_lcrp.. Acesso em: 03 nov. 2025.



Texto II


QT02.png (481×309)

Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-violencia-contra-a-mulher-2/.Acesso em: 03 nov. 2025.

Atente ao verso a seguir e responda ao que se pede. “ Eu mostro o roxo no meu braço/Entrego teu baralho


Sobre as palavras sublinhadas, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Telebras Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Advogado | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista de Tecnologia da Informação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Administrativo | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Auditoria | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Comercial | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Estatística | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Finanças | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Marketing | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Psicologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Aeroespacial | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro de Rede | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro de Telecomunicações |
Q3886719 Português
        O streaming hoje não é apenas um canal de distribuição. Ele se tornou um modelo de consumo cultural, baseado na personalização, na conveniência e na acessibilidade.

        Os algoritmos ajudam a moldar a experiência de cada usuário, enquanto o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer dispositivo. Além disso, o streaming reduziu as barreiras entre criadores, marcas e audiência.

        Com a explosão das plataformas sob demanda, a lógica da programação linear perdeu força. Hoje, a audiência se dispersa por uma infinidade de opções, e o grande público foi substituído por múltiplas comunidades de interesse.

Internet:<https://midia.market>  (com adaptações).

Considerando a organização do texto precedente, seus sentidos e sua estrutura gramatical, julgue o item que se segue.


Os vocábulos “experiência”, “usuário”, “conteúdo” e “audiência” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Telebras Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Advogado | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista de Tecnologia da Informação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Administrativo | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Auditoria | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Comercial | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Estatística | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Finanças | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Marketing | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Psicologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Aeroespacial | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro de Rede | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro de Telecomunicações |
Q3886714 Português
        Considerando a informação como um conceito que coexiste com a comunicação, conseguimos visualizá-la em dois sentidos. O primeiro, estritamente técnico ou tecnológico, diz respeito à informação como quantidade mensurável (dados); o segundo sentido é qualitativo e vinculado ao papel da informação como controle e redundância nos sistemas de comunicação. Aqui, a informação está relacionada à organização, na estrutura e na regulação dentro de sistemas; trata-se da informação como um meio de organizar e estabilizar sistemas, de maneira que a repetição (redundância) assegure a integridade da informação na comunicação.

        Dito isto, vale destacar o que se tem consolidado ao longo das últimas décadas como tecnologias da informação e da comunicação, em que a captura, a “mineração” e o processamento de dados condensam os fluxos da experiência humana, transformados em capital informativo e vendidos diuturnamente nas e pelas estruturas tecnológicas plataformizadas que abduzem nossa atenção. Nesse percurso, comunicação e informação caminham juntas e compõem o sistema central das tecnologias que, a partir das plataformas, interagem com a humanidade e que são denominadas de “inteligência” artificial primitiva ou generativa. Para muitos, tais tecnologias situam-se em um estágio pós-humano ou anti-humano.

Ana Regina Rêgo. Comunicação em tempos de inteligência artificial:
ampliação ou redução das desigualdades? In: INTERCOM — Revista Brasileira de
Ciências da Comunicação, n.º 48, 2025 (com adaptações). 

A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.


De acordo com as regras ortográficas vigentes, os vocábulos “pós-humano” e “anti-humano” podem ser corretamente grafados como duas palavras — pós humano e anti humano —, dada a autonomia dos prefixos e do vocábulo “humano”.

Alternativas
Q3885887 Português
Leia o texto para responder a questão.



Documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” estreia na
HBO Max

Por Rafael Saturnino - Colunista do UOL Play



           "Meu Ayrton Por Adriane Galisteu” chega ao catálogo da HBO Max nesta quinta-feira, 6 de novembro, com os dois episódios já disponíveis também on demand no UOL Play. A série documental promete emocionar quem viveu os anos 90 e provocar quem só ouviu falar do casal mais falado do país naquela época. É a chance de conhecer um lado pouco explorado de Ayrton Senna e, principalmente, ouvir tudo da própria Adriane, 31 anos depois.


            Ayrton Senna sempre foi um grande ídolo nacional. Mas por trás do capacete, havia um homem que viveu uma história de amor intensa, e muitas vezes polêmica, com Adriane Galisteu. O tempo passou, muitas versões foram contadas, algumas pessoas se calaram, e agora é ela quem decide falar.

             Se você quer entender melhor a relação entre Adriane Galisteu e Ayrton Senna, ou está só curioso com os bastidores de Meu Ayrton, siga aqui com a gente. Vamos te contar o que esperar dessa produção e por que ela vale o play!

             O que é Meu Ayrton Por Adriane Galisteu?

          Meu Ayrton Por Adriane Galisteu é uma série documental dividida em dois episódios de 45 minutos, sobre a história de amor vivida por Adriane e Ayrton entre 1993 e 1994. Tudo é contado por ela mesma, com depoimentos sinceros, registros pessoais e visitas a lugares marcantes. É um convite para enxergar o ídolo fora das pistas, pelos olhos de quem o amou longe dos holofotes.


           O objetivo é dar voz a uma narrativa que por muito tempo ficou abafada. Desde a morte de Senna, a presença de Galisteu em produções sobre a vida do piloto sempre foi tímida. Agora, ela toma as rédeas da própria história, com maturidade e liberdade para dizer o que nunca foi dito.

        Além da apresentadora, a produção traz depoimentos inéditos de pessoas que conviveram com o casal e presenciaram os bastidores dessa relação. É um retrato intimo e emocional, sem pretensão de ser definitivo, mas com o compromisso de ser verdadeiro para quem viveu cada detalhe.

             O amor interrompido: o conto de fadas e a tragédia

         Adriane tinha só 19 anos quando conheceu Ayrton Senna. Ele já era um dos maiores nomes do esporte mundial. Ela, uma modelo em ascensão. O encontro virou noticia, o namoro virou uma obsessão nacional. E, como a própria Galisteu define, foi um conto de fadas as avessas: intenso, inesperado e, infelizmente, com um fim trágico.

         Durante pouco mais de um ano, o casal viveu sob os flashes. Para o publico, eles estavam em mundos diferentes. Para os dois, havia uma conexão real, feita de afeto, admiração e companheirismo. Em Meu Ayrton, esse lado da relação vem a tona com detalhes inéditos, sem romantizações, mas com sentimentos genuínos.


         O fim chegou no dia 1° de maio de 1994, com o acidente fatal de Senna em Ímola, na Itália. Galisteu estava esperando por ele em Portugal, onde iriam se encontrar após a corrida. Em vez de reencontro, veio o luto, e a jovem precisou lidar, sozinha, com a dor e com a reação publica. É essa virada brutal que marca o tom da primeira parte da série. Prepare-se para se emocionar.

           Depois da chuva: o luto, as criticas e o isolamento

          A morte de Ayrton Senna abalou o mundo, mas para Adriane Galisteu, aos 21 anos, trouxe também um turbilhão de julgamentos, boatos e exclusões. Em vez de acolhimento, ela enfrentou desconfiança da imprensa, da opinião publica e até da família do piloto.


            Nos episódios de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu, ela relembra esse período com coragem. Fala da solidão, das portas que se fecharam, da dificuldade de voltar a trabalhar, e de como viveu “de favor” por um ano na casa de amigos, depois de ser rejeitada até pelo mercado da moda.


            A produção traz depoimentos inéditos de pessoas que ajudaram Adriane a atravessar esse momento. Gente que nunca apareceu em outras versões da história, mas que foi fundamental nos bastidores. O documentário da espago para essas vozes, e mostra que, mesmo longe das câmeras, ela teve quem segurasse sua mão.

            Só quem viveu pode contar: o que esperar de inédito?

            O maior atrativo de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu está justamente ai: o que ainda não foi contado. São memórias guardadas por mais de 30 anos, bastidores que nunca vieram a tona e sentimentos que, segundo Adriane, ela mesma só conseguiu entender com o tempo. Agora, com mais maturidade e distanciada da dor mais crua, ela se sente pronta para abrir essas gavetas.


            Não espere uma série sobre Formula 1. Aqui, Adriane revela o Ayrton que poucos conheceram, com suas fragilidades, generosidade, conflitos e inseguranças. Ela também compartilha momentos simples que viveram juntos, como viagens, conversas e planos que nunca se realizaram. Tudo isso costurado por cenas emocionantes, que misturam reconstituições com registros reais.

            E tem mais: depoimentos de pessoas próximas ao casal, como amigos, empresários e figuras que conviveram com Senna fora dos circuitos, ajudam a montar um quebra-cabeça afetivo. Alguns nomes nunca haviam falado publicamente sobre essa fase da vida do piloto.

            Meu Ayrton Por Adriane Galisteu estreia nesta quinta-feira, 6 de novembro, com exclusividade na HBO Max. São dois episódios de 45 minutos, lançados de uma vez só. Ou seja, dá para maratonar tudo em uma noite.


Disponível em https://www.uol.com.br/play/colunas/uol- play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play.htm

A palavra “ídolo”, que aparece no texto referindo-se a Ayrton Senna, é acentuada seguindo a regra geral das proparoxítonas. Qual outra palavra do texto segue a mesma regra de acentuação gráfica?


Alternativas
Q3885847 Português

Leia o texto para responder a questão.


É saudável acreditar no Papai Noel? Até que idade?

 Lidar com frustrações e estimular a criatividade e a empatia 

    são ensinamentos mais valiosos do que os presentes

Por Gabriel Bortulini 


            O Papai Noel gera muita expectativa, mas nem todas as crianças o amam imediatamente. Não são raros (mas muito engraçados) os momentos quando um bebê é apresentado a ele e cai no choro. Mas basta o primeiro presente e a criança é conquistada pela generosidade sem par do velhinho barbudo. Aliás, será que é saudável acreditar nesse mundo fantástico?  


            Estimula a criatividade


            Acreditar no Papai Noel é uma maneira de inventar um universo fantástico: imaginar a vida e a rotina dele é algo particular da fantasia de cada criança. É uma forma de desenvolver tanto a criatividade como a cognição, tornando as crianças mais abertas a ideias diferentes e aptas a resolver problemas, dos mais simples aos mais complexos.


            É um exercício de paciência


            Toda criança que acredita em Papai Noel conhece a regra: ele só vem uma vez por ano. Certamente, é uma forma de incentivar a paciência: afinal, nem todos os desejos são realizados no momento e da maneira que as crianças querem.


            Estimula a responsabilidade


            Além da paciência, também há o aprendizado de responsabilidade. Em troca dos presentes, o Papai Noel “exige” um compromisso cotidiano dos pequenos. É claro: a família pode não ter condições financeiras para dar o presente dos sonhos. Nesse ponto, vale a criatividade dos próprios pais em lidar com a situação sem colocar em dúvidas o merecimento do filho. Pode-se sugerir uma lista de presentes que a família consegue comprar, por exemplo. E também pode ser o momento de ensinar que o valor do presente não se mede pelo preço.


            Incentiva a fraternidade, a generosidade e a empatia


           A ideia é generosa e fraterna: o Papai Noel não mede esforços para entregar os presentes na noite de Natal. Afinal, todos nos sentimos mais próximos, como verdadeiros filhos do bom velhinho. Cada criança terá sua recompensa, por mais humilde que seja — o que é um exercício de empatia (e gratidão).


           Ensina a lidar com frustrações


        Seja na falta do presente pedido, seja na descoberta que, na verdade, o Papai Noel não existe. A frustração pode doer, mas não é necessariamente negativa: a criança vai viver inúmeras quebras de expectativa durante a vida e conseguir contorná-las é essencial para o amadurecimento. 


            Até que idade é saudável acreditar?


           Cada criança tem o seu tempo. Geralmente, os pequenos começam a suspeitar da real existência do Papai Noel sozinhos. Pode ser entre os 6 e 7 anos, mas não é incomum que seja mais tarde. Perceber os indícios de que a criança está crescendo é fundamental. Tratá-la de acordo com sua maturidade emocional é importante para que ela se sinta confortável de entender, por conta própria, que o Papai Noel foi uma fantasia muito boa, mas que já ficou no seu passado: agora existe um novo mundo a ser descoberto.


Disponível em: https://bebe.abril.com.br/desenvolvimento-infantil/e-saudavel-acreditar-no-papai-noel-ate-que-idade/#google_vignette 


A palavra “saudável “, presente no texto, segue a regra geral de acentuação gráfica. De acordo com a posição da sílaba tônica, ela é classificada como:  
Alternativas
Q3884951 Português
Assinale a frase em que a palavra sublinhada está grafada corretamente.
Alternativas
Q3884507 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?



As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.


Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola.


Mas foi exatamente isso que aconteceu não só ali, mas na maior parte do litoral desértico peruano, onde cresceram grandes plantações de frutas não tradicionais da região, como manga, mirtilos e abacates.


A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, as exportações agrícolas peruanas cresceram, entre 2010 e 2024, a uma média anual de 11%, alcançando em 2024 o recorde de US$ 9,185 milhões.


O Peru se transformou, nesses anos, no maior exportador mundial de uvas e de mirtilos — uma fruta que quase não era produzida no país antes de 2008.


E sua capacidade para produzir em grande escala durante as estações em que isso é mais difícil no hemisfério norte, fez com que o país se consolidasse como uma das grandes potências agroexportadoras, e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos, Europa, China e outros mercados.


Mas quais são as consequências disso? Quem se beneficia? E esse boom de exportação agrícola peruano é sustentável?


O processo que levaria ao desenvolvimento da indústria agroexportadora peruana começou na década de 1990, quando o governo do então presidente Alberto Fujimori promoveu profundas reformas para reanimar um país — atingido por anos de crise econômica e hiperinflação.


"O trabalho de base foi realizado para reduzir as barreiras tarifárias, promover o investimento estrangeiro no Peru e reduzir os custos administrativos para as empresas. Buscava-se impulsionar os setores que tivessem potencial exportador", disse à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC — César Huaroto, economista da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas.


"No início, o foco era o setor de mineração, mas, no fim do século já surge uma elite empresarial que vê o potencial do setor de exportação agrícola."


Mas não bastavam apenas leis mais favoráveis e nem boas intenções.


A agricultura em grande escala no Peru enfrentava tradicionalmente obstáculos como a baixa fertilidade dos solos da selva amazônica e a acidentada geografia da serra andina.


Ana Sabogal, especialista em ecologia vegetal e em mudanças antrópicas nos ecossistemas da Pontífica Universidade Católica do Peru, explicou que "o investimento privado de grandes agricultores, que são menos avessos ao risco do que os pequenos, facilitou inovações técnicas como a irrigação por gotejamento e o desenvolvimento de projetos de irrigação".


A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma "estufa natural".


"A região não tinha água, mas com água tornou-se uma terra muito fértil", afirma Huaroto.


Tudo isso, somado a inovações genéticas, como a que permitiu o cultivo local do mirtilo, possibilitou que o Peru incorporasse grandes extensões de seu deserto costeiro à superfície cultivável, que se expandiram em cerca de 30%, segundo estima Sabogal.


"Foi um aumento surpreendente e enorme da agroindústria", diz a especialista.


Hoje, regiões como Ica e Piura, no norte do país, tornaram-se importantes centros de produção agrícola, e a agroexportação é um dos motores da economia peruana.


"As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.

Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola."

Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir.

I.O vocábulo "desérticas" recebe acento por ser uma palavra proparoxítona, já o vocábulo "auréola" segue outra regra de acentuação.

II.A forma verbal "vê" recebe acento por ser um monossílabo tônico terminado em "ê". Entretanto, a forma correspondente desse verbo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo sofreu alteração e não recebe acento.

III.O vocábulo "poeira" não teve alteração na acentuação, ao passo que "alauita", antes do Novo Acordo Ortográfico, recebia acento gráfico no "i" tônico, na forma "alauíta".

IV.O vocábulo "difícil" está corretamente acentuado. A acentuação também é correta nos termos "ônus" e "baiúca".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3884462 Português
Leia o texto para responder à questão.


Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?


Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos animais de cada tipo o fazendeiro tem? Se esse enigma te deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo, duas cabras e três ovelhas. Mas por que a matemática parece vir com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras parecem ter dificuldade?


Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e ambiente.


Estudos com irmãos gêmeos


A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e psicóloga e estuda porque as pessoas têm diferentes habilidades matemáticas. Ela trabalhou em um estudo de grande escala com gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de aprendizagem. “Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim, contribuem”, explica.


Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. “Isso reforça a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes”, afirma. O ambiente a que somos expostos também é um fator importante a ser considerado. E isso não se limita apenas à qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos com a lição de casa. Pode ser algo “aleatório”, como algo ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses, sugere a professora Kovas. Mas ela observa que predisposições genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a determinados estímulos.


Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas, a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade, segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição matemática na Universidade de Loughborough, no Reino Unido. Há evidências de que, para desenvolver nossa numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um papel importante, explica ela. A doutora Xenidou-Dervou afirma que a “ansiedade em relação à matemática” pode influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas que querem melhorar acreditem que são capazes.


'Ansiedade matemática'


Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em comparação com os colegas, podem levar a um “ciclo vicioso” de pensamentos ansiosos, afirma ela. “A ansiedade em relação à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a ansiedade matemática.” E isso sobrecarrega a nossa memória de trabalho, onde o pensamento acontece. “O que ocorre com a ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para resolver o problema em questão”, explica Xenidou-Dervou.


Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre memória de trabalho e ansiedade em matemática. As crianças receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois dígitos, mas também passaram por uma condição em que ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois recordar verbalmente. O desempenho das crianças que apresentavam “alta ansiedade em matemática” foi particularmente afetado, observa ela.

[...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly0p23d3yvo  

Sobre a acentuação de “genética” e “matemática”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3883158 Português
Assinale a frase em que houve erro na grafia da palavra sublinhada.
Alternativas
Q3883157 Português
Assinale a frase em que houve troca indevida entre acento/assento.
Alternativas
Q3883150 Português
A frase abaixo em que houve troca indevida entre parônimos ou homônimos, com relação às palavras sublinhadas, é:
Alternativas
Q3882943 Português
A grafia correta das palavras é um requisito essencial para a produção de documentos oficiais no ambiente escolar. Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão escritas corretamente, segundo a normapadrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Respostas
561: B
562: D
563: B
564: B
565: D
566: D
567: A
568: D
569: E
570: E
571: E
572: C
573: B
574: C
575: D
576: D
577: A
578: D
579: D
580: A