Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3555918 Português
Assinale a alternativa em que a forma pluralizada da palavra está incorreta, considerando o emprego do hífen.
Alternativas
Q3555670 Português
TEXTO:

ESTUDO MOSTRA RELAÇÃO ENTRE CIRURGIA BARIÁTRICA E PIORA DA SAÚDE ORAL

        Apesar das cirurgias bariátricas serem realizadas no Brasil desde a década de 70, os últimos anos registraram um aumento desse procedimento. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgias subiu de 34 mil em 2011 para 74 mil em 2022. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no entanto, revelou uma consequência negativa dessas operações: os pacientes submetidos demonstraram uma piora na saúde bucal.

        Os resultados foram publicados na Journal of Oral Rehabilitation e na revista Clinical Oral Investigations. Os pesquisadores perceberam que tanto as pessoas em dieta preparatória para o procedimento quanto os que já fizeram a cirurgia apresentam um maior número de cáries, gengivite e doença periodontal.

        No estudo foram analisados 100 pacientes da Clínica Bariátrica de Piracicaba. A centena foi dividida em dois grupos: um grupo controle, em que os pacientes seguiam uma dieta durante 6 meses, mas não fizeram a cirurgia; e outro com os pacientes que seguiram a dieta e foram submetidos a cirurgia de fato. A coleta dessas análises foi feita antes, e três e seis meses depois do procedimento.

        Foram aplicados questionários sobre os hábitos alimentares dos pacientes, além de exames bucais, como raspagem de bochechas, e amostras de saliva. A saliva, aliás, é uma das melhores formas não invasivas para estudar diferentes tipos de fisiopatologias. Ela pode ser utilizada em estudos de obesidade graças a sua relevância para análises da percepção e ingestão de alimentos.

        Para a professora Paula Midori Castelo Ferrua, uma das coordenadoras do estudo, essa relação de causa e efeito pode estar relacionada a um aumento na frequência de refeições durante o dia, mas, em contrapartida, um declínio no número de escovações.

        “Mesmo orientando os pacientes para que realizassem os cuidados básicos de higiene, verificamos uma piora significativa na saúde bucal, com aumento no número de dentes cariados e piora do índice periodontal em ambos os grupos, mas especialmente naquele submetido à cirurgia, em um curto período de tempo”, disse a pesquisadora à Agência Fapesp.

Para os pesquisadores, esse é um indicativo de que as equipes responsáveis pelas cirurgias bariátricas precisam incluir, também, os dentistas. Mesmo com a quantidade de procedimentos realizados nos últimos anos, as equipes geralmente são formadas por médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, mas sem nenhum profissional da área odontológica.

Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/estudo-mostra-relacao-entre-cirurgia-bariatrica-e-piora-da-saude-oral/
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. 
Alternativas
Q3555556 Português

Julgue o item subsequente.


As palavras café, cipó e coração são oxítonas, pois a sílaba tônica se encontra demarcada na última sílaba. 

Alternativas
Q3555552 Português

Julgue o item subsequente.


Está correta a grafia do trecho seguinte: Maria conquistou seu maior sonho profissional ainda jovem, quanto foi promovida a gerente da fábrica.

Alternativas
Q3555550 Português

Julgue o item subsequente.


Na Língua Portuguesa, usa-se letra maiúscula no início de uma frase ou oração, no início de um substantivo e nas oxítonas terminadas em sílaba tônica. 

Alternativas
Q3555549 Português

Julgue o item subsequente.


Considerando a norma culta da Língua Portuguesa, a grafia dos vocábulos seguintes está correta: reforso, hipinose e elencar. 

Alternativas
Q3555547 Português

Julgue o item subsequente.


Graficamente, acentuam-se os seguintes monossílabos tônicos: chá e pá.

Alternativas
Q3555277 Português
O que acontece no meio


    Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

    No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

    Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

    No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

    Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

    No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

    Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

    No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

    Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. (…).

    No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, coluna Ela Disse. Disponível em: oglobo.globo.com 
A forma verbal “harmonizar”, presente no último parágrafo do texto, está grafada corretamente com a letra “z”; o mesmo acontece com o vocábulo da alternativa: 
Alternativas
Q3555272 Português
O que acontece no meio


    Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

    No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

    Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

    No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

    Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

    No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

    Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

    No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

    Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. (…).

    No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, coluna Ela Disse. Disponível em: oglobo.globo.com 
O acento presente na palavra “difícil” (4º parágrafo) foi empregado com base na mesma regra de acentuação gráfica que o vocábulo:
Alternativas
Q3555142 Português
TEXTO:

A história da Lua e da Terra

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/alua-e-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. 
Alternativas
Q3555123 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
No texto, as palavras “Lua” e “Terra” são grafadas com iniciais maiúsculas porque 
Alternativas
Q3555121 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
Assinale a questão em que há um erro de ortografia.
Alternativas
Q3555120 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. 
Alternativas
Q3555119 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
Assinale a alternativa em que as palavras preenchem os espaços corretamente.
Não aceitamos __________ como forma de pagamento. Entre todos os presos, o que está na primeira __________ é o mais perigoso. O visitante colocou a ___________ no cavalo antes de montar.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Ubatuba - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fisioterapeuta | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Urologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Ginecologista e Obstetra | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Infectologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Psicólogo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Proctologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Dermatologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Cirurgião Dentista Endodontista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Cirurgião - Dentista Periodontista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Médico Radiologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Cirurgião - Dentista Bucomaxilo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Nutricionista |
Q3554550 Português
Margaret Crane: a designer que criou o teste caseiro de gravidez


Crane recebeu apenas um dólar pela criação – mas revolucionou a autonomia das mulheres sobre o próprio corpo.


A gonadotrofina coriônica humana pode ser assustadora. Não só pelo nome bizarro, mas porque esse é o hormônio que interrompe a menstruação e prepara o útero para receber o embrião. Em outras palavras, ele anuncia que a mulher está grávida. Mais conhecido como hCG, ele surge em altas concentrações no sangue da gestante, e vai parar no xixi. A detecção desse hormônio é a base dos testes de gravidez atuais – tanto o de sangue, em laboratório, quanto o de xixi, em casa. Esse último só surgiu nos anos 1970, graças a uma publicitária e designer sem qualquer formação científica. Aos 26 anos, Margaret Crane trabalhava na empresa Organon Pharmaceuticals. Ela foi contratada em 1967 para desenhar uma linha de cosméticos, mas se interessou por outro tema ao visitar o laboratório da farmacêutica. Crane notou uma grande fila de provetas apoiadas sob um espelho, e perguntou do que se tratava. Um cientista disse que aqueles eram testes de gravidez, e explicou como funcionavam.



Processo demorado


A mulher com suspeita de gravidez deveria ir a um consultório médico para coletar urina, que seria enviada a um laboratório especializado. O xixi era colocado em uma proveta com reagentes químicos que interagem com o hCG, formando um círculo roxo no fundo do recipiente. Os pesquisadores usavam espelhos para refletir e observar o fundo do tubo. Se o círculo estivesse ali, significava que havia hormônio e a mulher estava grávida. Caso contrário, nada de gestação. Só então o resultado era enviado de volta ao médico, que informava o status da paciente. Todo o processo demorava até duas semanas – um período desnecessariamente grande de espera pela informação que mudaria a vida da mulher. Além disso, o processo exigia que ela passasse por um médico, sem privacidade ao receber uma notícia sensível. Crane pensou em maneiras de tornar o método mais acessível – e caseiro. Seu desafio como designer era juntar o tubo e o espelho em um único recipiente. A solução foi usar uma caixinha transparente com um espelho no fundo e um tubo acoplado em cima. O reagente seria aplicado com um conta-gotas e a caixa permitiria ver o resultado no espelho, que sairia em poucos minutos. [...]


Predictor


Crane apresentou o protótipo aos seus chefes na farmacêutica, mas eles não gostaram da ideia. Achavam que o teste caseiro acabaria com os negócios da empresa e não seria bem recebido pelos médicos. Mas a proposta foi bem aceita na sede da Organon Pharmaceuticals, na Holanda. A Europa já tinha outros produtos de venda direta ao consumidor, e os executivos acreditaram que esse também funcionaria. Duas patentes do teste Predictor, como ficou chamado, foram registradas no nome de Margaret Crane em 1969. Só que o custo do pedido de patente era muito caro, e a jovem não conseguiria arcar sozinha. Então, ela renunciou os direitos de sua invenção por um dólar, para que a empresa pagasse o registro. E esse dólar foi tudo que ela recebeu. Crane já disse em entrevistas que não se arrepende da decisão, pois o projeto não sairia do papel sem a grana. Mas que ela não faria a negociação de novo sem um advogado ou representante.


Reconhecimento veio tarde


A partir dali os testes caseiros de gravidez só se modernizaram, até chegarem nas fitinhas e visores usados hoje. Só que a contribuição de Crane ficou apagada por muito tempo. Com exceção de alguns amigos e familiares próximos, ninguém sabia que ela havia sido a inventora do teste de gravidez. Foi só em 2012, quando o teste completou 35 anos, que Margaret se apresentou como inventora. O Instituto Smithsonian, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e o FDA (Food and Drug Administration) estavam em busca do primeiro protótipo do teste caseiro, para registrá-lo em seus arquivos. Por sorte, Crane ainda guardava o protótipo e um dos primeiros testes comercializados, junto com suas instruções em francês e inglês. Desde então, a inventora é reconhecida por sua criação. [...]


Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/margaretcrane-a-designer-que-criou-o-teste-caseiro-de-gravidez
Assinale a alternativa em que a palavra dispensa incorretamente o emprego do hífen.
Alternativas
Q3545620 Português
LEIA O POEMA E RESPONDA À QUESTÃO.

Também já fui brasileiro

Carlos Drummond de Andrade

Eu também já fui brasileiro
Moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude
Mas há uma hora em que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.

Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.

Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.
Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isto, dizia aquilo.

E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.

Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irónico mais não,
não tenho ritmo mais não.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. http://www.horizonte.unam.mx/brasil/drumm1a.html, acesso em, 06 de out. 2023.
Na oração, “Eu também já tive meu ritmo.” a palavra em destaque foi acentuada corretamente por ser uma: 
Alternativas
Q3497849 Português
Dentre as palavras, abaixo, aquela que está grafada de forma incorreta é: 
Alternativas
Q3497482 Português
Marque a alternativa que contenha o vocábulo e o respectivo significado grafado de forma correta:
Alternativas
Q3497481 Português
Assinale a alternativa que possui a grafia correta de todos os vocábulos, quanto às regras de acentuação:
Alternativas
Q3497480 Português
Está correta a grafia de todas as palavras da frase: (Texto adaptado de SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015)
Alternativas
Respostas
5561: D
5562: B
5563: C
5564: E
5565: E
5566: E
5567: C
5568: B
5569: D
5570: B
5571: A
5572: C
5573: D
5574: B
5575: D
5576: B
5577: C
5578: B
5579: D
5580: B