Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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DICIONÁRIOS E A RIQUEZA DO LÉXICO
(1º§) Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento.
(2º§) E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor. Mas entendo que gosto de me apropriar do léxico de minha língua pátria. Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava riqueza vocabular.
(3º§) Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista Coelho Netto; grande infanticida, isto é o que ele foi.
(4º§) Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Ruy Barbosa. O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos.
(5º§) Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.
(6º§) Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo. Às vezes uma que outra vem luzir-se desdentadamente, em público, nalguma oração de paraninfo. Pobres velhinhas... Pobre velhinho!
(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p.176) – (Adaptado)
Nova tendência
Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das dez tendências mais importantes do futuro pela revista "Time."
Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquinas de lavar, quartos em casas.
Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso; as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas; e, por fim, existe a preocupação com o meio ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).
Gosto muito da ideia. Ela vai contra essa obsessão histérica pelo consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está se tornando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro O que é meu é seu, que está se tornando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.
Gilberto Dimenstein
www.uol.com.br - 04/04/2015
_______ água gelada não prende gordura no fígado?
Por dois motivos. O primeiro é a que a bebida nem passa por este órgão ao ser ingerida, ________ o percurso natural é atravessar o esôfago e o estômago e ser absorvida pelas paredes do intestino delgado, de onde segue pela corrente sanguínea até chegar _________ rins.
O segundo é que a gordura no fígado é resultante de fatores que nada _________ com a água, seja ela da temperatura que for
1- Os que têm espírito de observação sabem quantos capítulos contém este livro. 2- A noite, os pais leem belas histórias para os filhos. 3- A professora falou que minhas provas contêem muitos erros. 4-Palavras têm poder para modificar fatos. 5- Os moradores vem protestar em frente à prefeitura. 6- Depois de muito calor vêm as tempestades. 7- Alguém se detém demais e mantém a fila parada.
Em todos os períodos, os verbos sublinhados estão corretos quanto à acentuação e grafia, EХСЕТО:
Um casal decidiu passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passaram a lua de mel ______ 20 anos. Por problemas de trabalho, a mulher não ______ viajar com seu marido, mas iria na semana seguinte. Quando o marido chegou, foi para seu quarto do hotel e viu que havia um computador com internet. Imediatamente, decidiu enviar um e-mail _____ esposa, mas errou uma letra no endereço e não percebeu que a mensagem foi enviada _____ outra pessoa. O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido. Ao entrar na casa, o filho da pobre viúva _____ desmaiada perto do computador, em cuja na tela se podia ler: "Querida esposa, cheguei bem. Imagino que você esteja surpresa ao receber notícias minhas por e-mail, mas agora aqui tem computador e eu posso usar o quanto quiser. Acabei de chegar e vi que está tudo preparado para sua chegada na semana que vem. Um beijo do seu marido".
______________água gelada não prende gordura no fígado?
Por dois motivos. O primeiro é a que a bebida nem passa por este órgão ao ser ingerida, ________ o percurso natural é atravessar o esôfago e o estômago e ser absorvida pelas paredes do intestino delgado, de onde segue pela corrente sanguínea até chegar ________ rins.
O segundo é que a gordura no fígado é resultante de fatores que nada _________ com a água, seja ela da temperatura que for.
1- Os que têm espírito de observação sabem quantos capítulos contém este livro.
2- À noite, os pais leem belas histórias para os filhos.
3- A professora falou que minhas provas contéem muitos erros.
4- Palavras têm poder para modificar fatos.
5- Os moradores vem protestar em frente à prefeitura.
6- Depois de muito calor vém as tempestades.
7- Alguém se detém demais e mantém a fila parada.
Em todos os períodos, os verbos sublinhados estão corretos quanto à acentução e grafia, EXCETO:
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, observando a grafia das palavras e o emprego correto de crase, pronomes e acentuação, no seguinte texto humorístico, denominado “A mensagem inesperada”.
Um casal decidiu passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passou a lua de mel há 20 anos. Por problemas de trabalho, a mulher não viajaria com seu marido, mas iria na semana seguinte.
Quando o marido chegou, foi para o seu quarto de hotel e viu que havia um computador com internet. Imediatamente, decidiu enviar um e-mail à esposa, mas errou uma letra no endereço e não percebeu que a mensagem foi enviada a outra pessoa.
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do marido. Ao entrar na casa, o filho da pobre viúva encontrou-a desmaiada perto do computador, em cuja tela se podia ler:
“Querida esposa, cheguei bem. Imagino que você esteja surpresa ao receber notícias minhas por e-mail, mas agora aqui tem computador e eu posso usá-lo o quanto quiser. Acabei de chegar e vi que está tudo preparado para a sua chegada na semana que vem. Um beijo do seu marido.”
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os alertas sobre uso contínuo de remédio para emergência
Disponíveis nas farmácias desde os anos 1960, os benzodiazepínicos — classe de drogas da qual fazem parte o clonazepam, o diazepam e o lorazepam, por exemplo — surgiram como uma esperança de tratar ansiedade, fobia social, epilepsia, entre outros quadros psiquiátricos, com menos risco de efeitos colaterais graves.
Passadas algumas décadas, porém, a prática mostrou que o uso dessas medicações, das quais o Rivotril é a marca comercial mais famosa, requer alguns cuidados básicos.
O principal deles está em limitar o consumo desses comprimidos a períodos mais curtos, de poucos dias, ou apenas em situações de emergência, segundo especialistas.
"Em suma, os benzodiazepínicos não são nem venenos, nem panaceias universais", resume o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A atenção extra na hora de prescrever e orientar o uso adequado desses remédios tem a ver com o risco de abuso, tolerância e dependência.
Se Rivotril e outros remédios do grupo são tomados de forma contínua, por várias semanas, meses ou até anos, o paciente precisará de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, além de criar um perigoso vínculo emocional entre a melhora dos sintomas e a necessidade de se medicar com frequência.
Procurada pela reportagem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que mais de 65 milhões de unidades de clonazepam (Rivotril) foram vendidas no Brasil em 2022.
Bernik lembra que, ao longo da História, a humanidade sempre buscou e usou substâncias com efeito sedativo.
"Desde o tempo de xamãs e curandeiros, as pessoas têm uma demanda por produtos que aliviem a dor, auxiliem na interação social, facilitem o sono ou aplaquem a ansiedade."
Durante boa parte dos séculos XIX e XX, os principais ansiolíticos disponíveis eram os barbitúricos — o antigo gardenal talvez seja o representante mais conhecido dessa classe.
"Esses medicamentos eram consumidos em excesso, mesmo numa época em que já se sabia que eles estavam relacionados a envenenamento e alto risco de morte", lembra o psiquiatra.
Uma das vítimas do abuso de barbitúricos foi a atriz e modelo americana Marilyn Monroe.
O desenvolvimento e a popularização dos benzodiazepínicos a partir dos anos 1960, então, representou um grande alívio. "O principal aspecto positivo desses remédios é a segurança, ainda mais quando os resultados deles são comparados aos barbitúricos", diz Bernik.
Mas como essa classe de ansiolíticos funciona? O farmacêutico André Bacchi, professor da Universidade Federal de Rondonópolis, no Mato Grosso, explica que os neurônios funcionam por meio de impulsos elétricos e é justamente na brecha entre uma célula nervosa e outra que esses fármacos agem.
"Nesse espaço entre os neurônios, conhecido como fenda sináptica, os sinais elétricos são transformados em sinais químicos, mediados por neurotransmissores", aponta ele.
De forma geral, essas substâncias produzidas pelo organismo têm dois efeitos principais: algumas geram excitação e estímulo, enquanto outras funcionam como inibidores e redutores da atividade cerebral.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cglene4kvjxo. Adaptado.
Outros remédios do grupo são tomados de forma contínua, por várias semanas, meses ou até anos; o paciente precisará de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, além de criar um perigoso vínculo emocional.
De acordo com as regras de acentuação gráfica: