Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3033159 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que amigos prolongam nossas vidas

Se você tiver prestado atenção às noções mais recentes sobre bem-estar e longevidade As pesquisas trazem conclusões claras, terá notado o aumento do foco na situação dos nossos relacionamentos.

Os pesquisadores dizem que as pessoas com redes de relacionamento bem desenvolvidas tendem a ser muito mais saudáveis do que aquelas que se sentem isoladas.

A relação entre as nossas interações com as outras pessoas e a nossa longevidade é tão forte que a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou recentemente uma nova Comissão sobre Conexões Sociais, consideradas uma "prioridade de saúde global".

Talvez você tenha um certo ceticismo sobre estas afirmações e os misteriosos mecanismos que supostamente relacionam nosso bem-estar físico à solidez dos nossos relacionamentos. Mas a nossa compreensão do modelo de saúde "biopsicossocial" vem crescendo há décadas

Enquanto pesquisava a ciência por trás dessas conclusões para o meu livro The Laws of Connection ("As leis da conexão", em tradução livre), descobri que nossas amizades podem exercer influência sobre tudo − desde a resistência do nosso sistema imunológico até a possibilidade de morrermos de doenças cardíacas.

As pesquisas trazem conclusões claras. Se quisermos viver uma vida longa e saudável, devemos começar à priorizar as pessoas à nossa volta.

As raízes científicas desta descoberta remontam ao início dos anos 1960.

Foi quando o médico Lester Breslow (1915-2012), do Departamento de Saúde Pública do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, definiu um projeto ambicioso para identificar os hábitos e comportamentos que geram maior longevidade.

Para isso, ele recrutou cerca de 7 mil participantes do condado de Alameda, na Califórnia. E, com questionários abrangentes, o médico elaborou um quadro extraordinariamente detalhado dos seus estilos de vida e acompanhou seu bem-estar nos anos que se seguiram.

Depois de uma década, a equipe de Breslow havia identificado vários dos ingredientes que, como sabemos hoje, são essenciais para a boa saúde: não fumar; beber com moderação; dormir sete a oito horas por noite; fazer exercícios; evitar guloseimas; manter peso adequado; e tomar café da manhã.

Na época, essas descobertas foram tão surpreendentes que, quando seus colegas apresentaram os resultados, Breslow achou que eles estivessem fazendo algum tipo de brincadeira.

Dificilmente você irá precisar de mim para explicar essas orientações com mais detalhes. O conjunto de sete hábitos saudáveis conhecido como "Alameda 7", atualmente, é a base da maioria das orientações de saúde pública.

Mas as pesquisas continuaram. E, em 1979, dois colegas de Breslow − Lisa Berkman e S. Leonard Syme − descobriram um oitavo fator que influencia a longevidade das pessoas: as conexões sociais.

Em média, as pessoas com maior número de laços sociais apresentaram cerca de metade da probabilidade de morrer em relação às pessoas com redes sociais menores. E este resultado permanecia inalterado, mesmo considerando fatores como situação socioeconômica e a saúde das pessoas no início da pesquisa, consumo de cigarros, prática de exercícios e alimentação.

Analisando com mais profundidade, ficou claro que todos os tipos de relacionamentos são importantes, mas alguns são mais significativos do que outros.

O senso de conexão com o cônjuge e amigos próximos oferece maior proteção, mas os próprios conhecidos casuais da igreja ou de um clube de boliche também ajudam a afastar a indesejável visita da morte.

A completa ousadia desta afirmação pode explicar por que ela foi inicialmente desprezada pelas orientações de saúde pública.

Os cientistas estavam acostumados a observar o corpo como uma espécie de máquina, praticamente separada do nosso estado mental e do ambiente social. Mas desde então, extensas pesquisas confirmaram, que a conexão e a solidão influenciam nossa suscetibilidade, a muitas doenças.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce98r0mvq78o adaptado) 
As palavras "físico", "saúde" e "até", retiradas do texto, são, respectivamente, proparoxítona, paroxítona e oxítona. Identifique a alternativa abaixo que apresenta palavras acentuadas corretamente pela mesma classificação acima: 
Alternativas
Q3032571 Português

Complete as palavras abaixo de acordo com o uso correto do G e J.


I. Verti___em.


II. Lison___ear.


III. Abran___er.


IV. Tra___e.

Alternativas
Q3032569 Português

Complete as palavras abaixo de acordo com a grafia correta do S, SS, C e Ç.


I. _____elva.


II. Submer_____o.


III. Omi_____o.

Alternativas
Q3032494 Português

Texto 8a


“… é preciso lembrar que, do ponto de vista sociológico, o ‘erro’ existe e sua maior ou menor ‘gravidade’ depende precisamente da distribuição dos falantes dentro da pirâmide das classes sociais, que é também uma pirâmide de variedades linguísticas. Quanto mais baixo estiver um falante na escala social, maior número de ‘erros’ as camadas mais elevadas atribuirão à sua variedade linguística (e a diversas outras características sociais dele). O ‘erro’ linguístico, do ponto de vista sociológico é antropológico, e se baseia, portanto, numa avaliação negativa que nada tem de linguística.”


BAGNO, Marcos. A inevitável travessia: da prescrição gramatical à educação linguística. In: ___; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Gilles. Língua Materna: letramento, variação & ensino. São Paulo: Parábola, 2002, p. 13-84


Texto 8b


“Humildemente meu respeito a todos os membros do grupo bem como os demais irmãos. Pesso a oportunidade de desenrrolá o que houve contra mim. Sei que vários irmãos não me conhece realmente, assim quero pasá quem sô, de que tempo vim, e em que realmente acredito! Me envolvi foi nos anos 80 tempo que perdemo o morro.”


BARCELLOS, Caco – Abusado, o dono do morro Santa Marta – Ed. Record, Rio de Janeiro, 2003, p. 428.

O texto 8b é parte da carta escrita por Juliano, personagem central do livro-reportagem de Barcellos, no qual relata a história do líder do tráfico neste morro.


Confrontando os dois textos, é correto afirmar que:


1. a linguagem empregada pelo personagem (texto 8b) é marcada por desvios ortográficos que revelam problemas de letramento. O texto está marcado pela oralidade.


2. O texto 8b, confrontado ao texto 8a, é exemplo de falta de prestígio social, já que seu emissor pertence à base da pirâmide social.


3. O texto 8b marca a variação diastrática, porque emprega a linguagem do favelado.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q3032387 Português

Inteligência Artificial no Mercado Editorial: Possibilidades e desafios éticos


Disponível: https://portal.fgv.br/en/node/31487. Acesso em: 15/08/2024. Adaptação.

Observe as palavras que seguem:

I. algorítmica;
II. conteúdo;
III. ético;
IV. inegável;
V. técnico.

Das palavras acima apresentadas, são acentuadas pela mesma regra ortográfica somente as que constam em
Alternativas
Q3032386 Português

Inteligência Artificial no Mercado Editorial: Possibilidades e desafios éticos


Disponível: https://portal.fgv.br/en/node/31487. Acesso em: 15/08/2024. Adaptação.

A sequência que apresenta todas as palavras grafadas corretamente é:
Alternativas
Q3032109 Português
“No Brasil, educação de má qualidade submete indivíduos a situação análoga à escravidão”


Não há dúvidas de que o capital humano é central no processo dos desenvolvimentos econômico e social de qualquer país — e a educação é um dos pilares da formação de um capital humano qualificado. O filósofo e economista Eduardo Giannetti alerta: a falta de acesso à educação de qualidade e ao domínio da linguagem tolhe as capacidades de expressão e articulação de pensamentos, desejos e escolhas dos indivíduos. Segundo ele, esse cenário restringe liberdades.

“Não adianta dizer a uma pessoa analfabeta que ela é livre para ler Machado de Assis, Nelson Rodrigues ou Guimarães Rosa. Assim como dizer a alguém que está passando fome de que ele é livre para ir ao melhor restaurante da cidade. É uma liberdade completamente vazia”, explica. “A liberdade genuína, profunda, ocorre quando a pessoa tem meios para exercer a escolha de ler, de gastar o dinheiro dessa ou daquela maneira. Caso contrário, é realmente uma piada de mau gosto dizer que um analfabeto é livre para fazer o que quer. Ele não é”, completa.

De acordo com Giannetti, a falta de acesso à educação no Brasil faz com que muitos vivam em uma situação análoga à escravidão. “É a escravidão da ignorância. O escândalo da má qualidade do ensino no Brasil é o análogo do século 21 à escravidão. É da mesma ordem de gravidade”, explica.


(Trecho adaptado de entrevista de Eduardo Gianetti para Renato Galeno) (https://umbrasil.com/videos/no-brasil-educacao-de-ma-qualidade-submete-individuos-a-situ acao-analoga-a-escravidao/)
[Questão Inédita] “Levando em conta os próprios mandatos, os governantes têm à vista apenas os próximos quatro ou oito anos.”

As palavras “mandato” e “mandado” são parônimas, pois são parecidas e isso contribui para algumas falhas. Às parônimas ainda se associam as palavras homônimas, que trazem igualdade (na escrita e/ou no som, como em senso e censo). Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está adequada ao sentido da frase.
Alternativas
Q3032105 Português
“No Brasil, educação de má qualidade submete indivíduos a situação análoga à escravidão”


Não há dúvidas de que o capital humano é central no processo dos desenvolvimentos econômico e social de qualquer país — e a educação é um dos pilares da formação de um capital humano qualificado. O filósofo e economista Eduardo Giannetti alerta: a falta de acesso à educação de qualidade e ao domínio da linguagem tolhe as capacidades de expressão e articulação de pensamentos, desejos e escolhas dos indivíduos. Segundo ele, esse cenário restringe liberdades.

“Não adianta dizer a uma pessoa analfabeta que ela é livre para ler Machado de Assis, Nelson Rodrigues ou Guimarães Rosa. Assim como dizer a alguém que está passando fome de que ele é livre para ir ao melhor restaurante da cidade. É uma liberdade completamente vazia”, explica. “A liberdade genuína, profunda, ocorre quando a pessoa tem meios para exercer a escolha de ler, de gastar o dinheiro dessa ou daquela maneira. Caso contrário, é realmente uma piada de mau gosto dizer que um analfabeto é livre para fazer o que quer. Ele não é”, completa.

De acordo com Giannetti, a falta de acesso à educação no Brasil faz com que muitos vivam em uma situação análoga à escravidão. “É a escravidão da ignorância. O escândalo da má qualidade do ensino no Brasil é o análogo do século 21 à escravidão. É da mesma ordem de gravidade”, explica.


(Trecho adaptado de entrevista de Eduardo Gianetti para Renato Galeno) (https://umbrasil.com/videos/no-brasil-educacao-de-ma-qualidade-submete-individuos-a-situ acao-analoga-a-escravidao/)
[Questão Inédita] Atente-se à acentuação das palavras genuína, filósofo, alguém, , e assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, as palavras acentuadas segundo as mesmas regras de acentuação dessas.
Alternativas
Q3032028 Português
Texto 2 para responder à questão.


A expressão Big Brother (Grande Irmão) foi cunhada pelo escritor inglês George Orwell no aclamado livro 1984. Em sua obra, o autor relata um futuro terrível: governo totalitário; permanente vigilância pelo Grande Irmão através de um aparelho que nunca desliga; o eclipse da intimidade doméstica e o aniquilamento do sujeito possuidor de liberdade. Quanto ao nosso Big Brother Brasil – BBB, promete-nos o papel de sermos o todo-poderoso Grande Irmão, tirânicos, detentores do direito de vida ou morte sobre pobres personagens no “paredón”. Quais as consequências? Ora, sentimos o gosto de poder e gostamos. A tirania, a autocracia, deixa de se tornar um absurdo e passa a ser desejável, a ponto de se reproduzir na realidade de jovens e adultos. Não por acaso, nos últimos vinte anos, os adolescentes são cada vez mais incapazes de reconhecer a autoridade de pais e professores, — afinal, eles são os big brothers da vida real. Do mesmo modo, a destruição de uma carreira profissional de sucesso pode ser perpetrada em um piscar de olhos por meio do “cancelamento”, simplesmente por conta de uma ou duas palavras mal redigidas (ou mal interpretadas). Enfim, os Grandes Irmãos, déspotas obscurecidos, estão à solta.

(Henrique Vieira do Carmo é servidor público federal e escritor de Itumbiara*
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/por-que-odeio-o-big-brother-387307/. Acesso em: 22 jul. 2024, com adaptação.)
Com base nos termos “mal redigidos” e “mal interpretadas” (l. 10), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3032024 Português
Assinale a alternativa que complete as lacunas a seguir.

I. O padeiro preferiu assar o pão _____ rosca.
II. Trouxe-lhe os doces ______ você gosta.
III. Este é um cargo _______ todos aspiram.
Alternativas
Q3031990 Português

Leia o texto para responder à questão.


Guterres alerta que o planeta está "à beira do abismo" 


O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou, esta quinta-feira, a alertar que o planeta está "à beira do abismo" devido às crises ambientais, durante a VI Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente (UNEA6).

"O nosso planeta está à beira do precipício. Os ecossistemas estão em colapso", disse António Guterres num vídeo apresentado na abertura da cimeira ambiental de alto nível da UNEA-6, o principal órgão de tomada de decisões ambientais do mundo, realizado em Nairobi, no Quénia.

António Guterres sublinhou que o clima "está a implodir" e que "a culpa é da humanidade".

"As consequências, desde rios envenenados até à subida dos mares, afetam-nos a todos", alertou o secretário-geral da ONU, sublinhando que "os menos responsáveis são os que mais sofrem". 

Para combater esta crise, apelou a um trabalho "em conjunto (...) para colocar o mundo no caminho da sustentabilidade e acelerar o desenvolvimento sustentável".

"Isto significa tomar medidas urgentes para acelerar uma transição justa dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, adaptar-se a fenômenos meteorológicos extremos, proporcionar justiça climática, controlar a poluição e proteger e restaurar os ecossistemas", realçou.

Segundo António Guterres, os países "devem definir objetivos nacionais para cumprir este quadro", ou seja, "criar novas contribuições a nível nacional para toda a economia antes de 2025 que estejam em linha com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius".

"Juntos, precisamos que os governos elaborem um novo tratado sobre a poluição causada pelo plástico e aumentem o financiamento para o desenvolvimento sustentável e para ações climáticas e de biodiversidade nos países em desenvolvimento", acrescentou.

Numa mensagem aos líderes da UNEA-6, que inclui o presidente queniano, William Ruto, e outros chefes de estado africanos, bem como vários ministros de todo o mundo, Guterres instou os países a "cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU".

"Vocês têm muitas resoluções importantes diante de vocês, então aproveitem esta oportunidade para pressionar por soluções multilaterais. Vamos fazer o espírito de Nairobi funcionar mais uma vez", concluiu.

A UNEA-6 reúne mais de cinco mil representantes de governos, da sociedade civil e do setor privado no complexo da ONU na capital queniana desde segunda-feira e até hoje. 

Na sessão deste ano, a sexta desde o lançamento da Assembleia em 2014, os países devem avaliar cerca de 19 resoluções que cobrem desafios como parar a desertificação, combater a poluição atmosférica ou limitar a poluição química.

https://www.jn.pt/8490102869/, 29/02/2024

Assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q3031983 Português

Leia o texto para responder à questão.


Guterres alerta que o planeta está "à beira do abismo" 


O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou, esta quinta-feira, a alertar que o planeta está "à beira do abismo" devido às crises ambientais, durante a VI Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente (UNEA6).

"O nosso planeta está à beira do precipício. Os ecossistemas estão em colapso", disse António Guterres num vídeo apresentado na abertura da cimeira ambiental de alto nível da UNEA-6, o principal órgão de tomada de decisões ambientais do mundo, realizado em Nairobi, no Quénia.

António Guterres sublinhou que o clima "está a implodir" e que "a culpa é da humanidade".

"As consequências, desde rios envenenados até à subida dos mares, afetam-nos a todos", alertou o secretário-geral da ONU, sublinhando que "os menos responsáveis são os que mais sofrem". 

Para combater esta crise, apelou a um trabalho "em conjunto (...) para colocar o mundo no caminho da sustentabilidade e acelerar o desenvolvimento sustentável".

"Isto significa tomar medidas urgentes para acelerar uma transição justa dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, adaptar-se a fenômenos meteorológicos extremos, proporcionar justiça climática, controlar a poluição e proteger e restaurar os ecossistemas", realçou.

Segundo António Guterres, os países "devem definir objetivos nacionais para cumprir este quadro", ou seja, "criar novas contribuições a nível nacional para toda a economia antes de 2025 que estejam em linha com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius".

"Juntos, precisamos que os governos elaborem um novo tratado sobre a poluição causada pelo plástico e aumentem o financiamento para o desenvolvimento sustentável e para ações climáticas e de biodiversidade nos países em desenvolvimento", acrescentou.

Numa mensagem aos líderes da UNEA-6, que inclui o presidente queniano, William Ruto, e outros chefes de estado africanos, bem como vários ministros de todo o mundo, Guterres instou os países a "cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU".

"Vocês têm muitas resoluções importantes diante de vocês, então aproveitem esta oportunidade para pressionar por soluções multilaterais. Vamos fazer o espírito de Nairobi funcionar mais uma vez", concluiu.

A UNEA-6 reúne mais de cinco mil representantes de governos, da sociedade civil e do setor privado no complexo da ONU na capital queniana desde segunda-feira e até hoje. 

Na sessão deste ano, a sexta desde o lançamento da Assembleia em 2014, os países devem avaliar cerca de 19 resoluções que cobrem desafios como parar a desertificação, combater a poluição atmosférica ou limitar a poluição química.

https://www.jn.pt/8490102869/, 29/02/2024

“O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou, esta quinta-feira, a alertar que o planeta está "à beira do abismo"...”, analise as assertivas abaixo e coloque (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.

( )“secretário-geral” pode ser também grafado sem hífen, segundo o Novo Acordo Ortográfico. ( )Na escrita de “secretário-geral” e “quinta-feira”, há uso de hífen indevido, segundo o Novo Acordo Ortográfico. ( )“quinta-feira”, por ser dia da semana, continua sendo escrito com hífen mesmo depois do Novo Acordo Ortográfico.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q3031475 Português
Um cartão de Paris

     Passei o dia trabalhando; li longamente um livro, tomando notas; revi horas e horas as provas de um livro de poesias de um amigo. Quando me ergui e fui à varanda olhar o mar, o farol já estava pulsando na escuridão com suas luzes brancas e vermelhas, um ou outro barco de pescador que passava era apenas um arfar surdo de motor e uma ou duas indecisas luzinhas. Os pássaros já se tinham ido; de manhã eu vira rolas se amando sobre o telhado e andorinhas no ar, eram pequenas e escuras e pareciam muito inquietas; também apareceram os sanhaços, há tanto tempo sumidos. Agora todos se tinham ido, e eu me sentia fatigado e náufrago nesse começo de noite. Onde dormem os urubus? – indagava, inquieto, Jayme Ovalle, e depois explicava a Vinicius de Moraes por que os açougues, à noite, ficam de luzes acesas: “A carne é vaidosa”.
     Quando eu era criança não conseguia separar o Céu da religião do céu da minha terra mesmo, aquele que pairava sobre os morros e o rio. Por isso sempre imaginei o Céu cheio de passarinhos, todos os passarinhos vindos comer nas nossas palmas. Quantas saíras! Tucanos, araras lindas, papagaios peripatéticos contando histórias, a capengar de um lado para outro, como velhos marujos do ar – e chusmas de coleirinhos do brejo! Pavões!
     Agora não tenho mais céu nenhum, nem com pássaros nem com anjos; e o meu céu de praia está escuro, com as estrelas brilhando fracas no ar enevoado. Mas como é fácil de alegrar meu coração! Recebo um cartão de Paris, não é de amante nem namorada, é apenas uma recente amiga; mas como foi gentil em se lembrar de mim, em me mandar seu abraço, e como está linda na fotografia! Essa delicadeza gratuita me faz bem. Ganhei meu dia, ganhei minha noite, já não me sinto mais sozinho na varanda triste.
     Se a velhice tem alguma coisa abençoada é permitir essas amizades realmente isentas de malícia. Sentimento tranquilo, sem ciúme. Mas ainda assim com uma delicadeza toda especial, com um sabor lírico muito leve. Esse cartão de Paris me fez bem, um grande bem.

(BRAGA, Rubem, Um cartão de Paris. Seleção e organização de Domício Proença Filho, Record, 1997, pp. 108-110. Publicada, anteriormente, n' O Estado de S. Paulo, de 09/1990. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: 12/06/2024.)
É certo que uma forma de dar destaque à grafia de certos vocábulos se dá ao conferir-lhes a letra inicial maiúscula. Ademais, a diferenciação entre iniciais maiúsculas e minúsculas em certos vocábulos também tem propósitos de diferenciação semântica. O termo “Céu”, por exemplo, é grafado com inicial maiúscula no texto de modo a denotar:
Alternativas
Q3031431 Português

Leia atentamente o texto I para responder a questão. 


Texto I - MEMÓRIA: ESQUECER PARA LEMBRAR 


Nossas cabeças estão cada vez mais cheias. Ao mesmo tempo, esquecemos cada vez mais coisas. A explicação disso acaba de ser descoberta – e é surpreendente


Por Bruno Garattoni e Gisela Blanco 


Atualizado em 31 mar. 2017, 11h56 - Publicado em 5 fev. 2011, 22h00  


    Você conhece uma pessoa e logo depois esquece o nome dela? Nunca sabe onde largou as chaves de casa, a carteira, os óculos? Vai ao supermercado e sempre deixa de comprar alguma coisa porque não se lembra? E de vez em quando, bem no meio de uma conversa, para e se pergunta sobre o que é que estava falando mesmo? Você não é o único. Bem-vindo ao mundo moderno. Devem existir uns 6 bilhões de pessoas com o mesmo problema. No meio de tudo o que escolhemos e temos para fazer é difícil se lembrar de alguma coisa. Isso você já sabe. O que você não sabe é que a sua memória tem uma capacidade incrível, muito maior do que jamais imaginou. E a chave para dominá-la não é tentar se lembrar de cada vez mais coisas: é aprender a esquecer.

     [...] Por que esquecemos quando queremos lembrar? A resposta acaba de ser descoberta, e vai contra tudo o que sempre se pensou sobre memória. A ciência sempre acreditou que uma memória puxa a outra, ou seja, lembrar-se de uma coisa ajuda a recordar outras. Em muitos casos, isso é verdade (é por isso que, quando você se lembra de uma palavra que aprendeu na aula de inglês, por exemplo, logo em seguida outras palavras vêm à cabeça. Mas um estudo revolucionário, que foi publicado por cientistas ingleses e está causando polêmica entre os especialistas, descobriu o oposto. Quando você se lembra de algo, isso pode gerar uma consequência negativa – enfraquecer as outras memórias armazenadas no cérebro. “O enfraquecimento acontece porque se lembrar de uma coisa é como reaprendê-la”, explica o psicólogo James Stone, da Universidade de Sheffield. Vamos explicar.

     As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios. Suponha que você pegue um papelzinho onde está escrito um endereço de rua. O seu cérebro usa um grupo de neurônios para processar essa informação. Para memorizá-la, fortalece as ligações entre eles – e aí, quando você quiser se lembrar do endereço, ativa esses mesmos neurônios. Beleza. Só que nesse processo parte do cérebro age como se tal informação (o endereço de rua) fosse uma coisa inteiramente nova, que deve ser aprendida. E esse pseudoaprendizado acaba alterando, ainda que só um pouquinho, as conexões entre os neurônios. Isso interfere com outros grupos de neurônios, que guardavam outras memórias, e chegamos ao resultado: ao se lembrar de uma coisa, você esquece outras. [...] 

    “Esquecer faz parte de uma memória saudável”, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do centro de memória da PUC-RS e autor do livro A Arte de Esquecer. Até 99% das informações que vão para a memória somem alguns segundos ou minutos depois. Isso é um mecanismo de limpeza que ajuda a otimizar o trabalho do cérebro. Se tudo ficasse na cabeça para sempre, ele viraria um depósito de entulho. Isso nos tornaria incapazes de focar em qualquer coisa e atrapalharia bastante o dia-a-dia. Afinal, para que saber onde você estacionou o carro na semana passada? O importante é se lembrar de onde o deixou hoje de manhã. O esquecimento também é um trunfo da evolução. Imagine se as mulheres pudessem se lembrar exatamente, nos mínimos e mais arrepiantes detalhes, a dor que sentiram durante o parto? Provavelmente não teriam outros filhos. Aliás, recordar-se de tudo pode ter efeitos psicológicos graves. É o caso da americana Jill Price, de 44 anos [...]. Ela sabe tudo o que aconteceu, comeu e fez em cada dia dos últimos 29 anos. Por causa disso, tem problemas psiquiátricos e sofre para levar uma vida normal. “Imagine se você conseguisse se lembrar de todos os erros que já cometeu”, explica. Seria horrível. [...]

GAROTTINI, Bruno; BLANCO, Gisele, Memória: esquecer para lembrar. 31 mar. 2017. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/memoria-esquecer-para-Memória: lembrar. Acesso em: 15 jul. 2024. Adaptado.

No tocante aos aspectos estruturais e semânticos do texto, considere as assertivas que se seguem.

 

I- O substantivo Beleza (terceiro parágrafo), no terceiro parágrafo, instaura um registro de linguagem impróprio ao propósito comunicativo da reportagem.


II- No texto, as expressões E ai e Beleza (terceiro parágrafo) são expressões do registro informal da linguagem e são empregadas  para deixar o texto mais atraente para o seu público-alvo.


III- O pronome demonstrativo Isso (em todo texto) não tem participação na sequenciação textual.


IV- A expressão dia-a-dia (quarto parágrafo) não está escrita corretamente. 


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3031239 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

A partir do trecho “De lá, espalhou-se pela Europa e Ásia. Há 60 mil anos, nossa espécie atingia a Austrália” (linha 20), julgue os itens abaixo:

I. O pronome „se‟, enclítico à forma verbal „espalhou‟, deveria vir em próclise;
II. A vírgula após o vocábulo „anos‟ está incorretamente empregada;
III. O vocábulo „a‟, antes de „Austrália‟, deveria ter recebido o acento grave.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031233 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

Levando-se em conta o trecho “[...], mas são iguais às tipicamente encontradas nos ossos de animais consumidos por caçadores-coletores nos tempos antigos” (linhas 7 e 8), julgue os itens abaixo:

I. O uso do acento grave utilizado no trecho se explica porque o vocábulo „iguais‟ exige a preposição „a‟ e o substantivo „marcas‟ (subentendido) admite a anteposição do artigo feminino no plural „as‟;
II. A vírgula antes da conjunção „mas‟ pode ser suprimida, sem que isso viole as regras preconizadas pela tradição normativa;
III. A expressão „nos tempos antigos‟ não poderia, na posição em que está, receber uma vírgula antes da preposição contraída „nos‟.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031199 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com a mesma regra de acentuação da palavra “árabe”: 
Alternativas
Q3031196 Português
No que tange a ortografia oficial, assinale a alternativa que apresenta a oração escrita corretamente:
Alternativas
Q3031155 Português
José tem três filhas. Assinalar a alternativa em que seus nomes estão em ordem alfabética.
Alternativas
Q3031153 Português
Qual alternativa apresenta duas palavras escritas de forma INCORRETA?
Alternativas
Respostas
4001: D
4002: C
4003: C
4004: E
4005: C
4006: D
4007: A
4008: E
4009: A
4010: B
4011: C
4012: D
4013: C
4014: D
4015: E
4016: A
4017: A
4018: A
4019: D
4020: C