Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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As regras de acentuação gráfica no português são essenciais para a correta pronúncia e compreensão das palavras. Por exemplo, os ditongos abertos "éi", "éu" e "ói" em palavras oxítonas são sempre acentuados, como em "papéis", "céu" e "herói". Além disso, as vogais "i" e "u" tônicas em hiatos são acentuadas quando formam sílabas sozinhas ou com 's', como em "baía" e "juízes". A correta aplicação dessas regras evita ambiguidade na leitura e escrita.
O Acordo Ortográfico de 2009 determinou mudanças significativas na escrita do português, como a eliminação do trema em palavras como "freqüente" (que passou a "frequente") e a simplificação na utilização do hífen, como em "autoescola" e "antissocial". Essas alterações buscam unificar a ortografia nos países de língua portuguesa.
O uso do hífen em português é regido por regras específicas que incluem a combinação de prefixos e sufixos. Por exemplo, usa-se o hífen em compostos como "bem-estar" e "guarda-chuva", mas não se usa em "autodidata" e "infraestrutura". Essas regras visam padronizar a escrita e evitar ambiguidades na junção de palavras.
As palavras parônimas, como "ratificar" (confirmar) e "retificar" (corrigir), são facilmente diferenciadas na escrita devido à variação na grafia. A presença de letras distintas em suas formas escritas deixa de lado qualquer possibilidade de confusão, permitindo que leitores identifiquem corretamente o significado pretendido pelo contexto, independentemente da similaridade fonética que possa existir na comunicação oral.
De acordo com a ortografia oficial do português, palavras de origem estrangeira mantêm sempre a grafia original, independentemente de sua adaptação fonética ou morfológica ao português. Isso significa que termos como "show", "skate" e "hambúrguer" não podem ser adaptados para "xou", "isqueite" ou "hamburguer", devendo manter a grafia inglesa em todas as situações.
As palavras paroxítonas, ou seja, aquelas cuja penúltima sílaba é a tônica, são sempre acentuadas graficamente quando terminam em "r", "l", "n", "x" e "ps". Exemplos são "fácil", "ítem" e "móvel".
A acentuação gráfica em português segue regras específicas para indicar a tonicidade das palavras, como no caso das oxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em" e "ens", que recebem acento agudo, como em "café", "sofá", "parabéns" e "também". Essas regras ajudam a evitar ambiguidades na pronúncia e são essenciais para a correta escrita e leitura da língua portuguesa.
O Acordo Ortográfico de 2009 alterou as regras de acentuação das palavras paroxítonas, eliminando o acento em ditongos abertos "éi" e "ói" em palavras como "assembleia" e "jiboia". Anteriormente, essas palavras eram acentuadas como "assembléia" e "jibóia". Com a mudança, a nova grafia tornou-se "assembleia" e "jiboia", simplificando a ortografia e promovendo a padronização entre as variantes do português.
As palavras proparoxítonas, cuja antepenúltima sílaba é tônica, recebem acento gráfico para indicar a tonicidade, independentemente de sua terminação. Exemplos incluem "lâmpada", "próximo" e "médico". Essa regra é aplicável sem exceções sendo uma das mais consistentes na acentuação gráfica do português, ajudando a evitar confusões na pronúncia e escrita dessas palavras.
A ortografia oficial da língua portuguesa é regulada pelo Acordo Ortográfico de 2009, que visa a unificar as normas ortográficas entre os países lusófonos. Esse acordo introduziu mudanças significativas, como a eliminação do trema e a simplificação de algumas regras de hifenização, afetando tanto a escrita quanto o ensino da língua.
A regra de acentuação gráfica determina que todas as palavras proparoxítonas, ou seja, aquelas cuja antepenúltima sílaba é a tônica, não recebem acento gráfico, independentemente de sua terminação. Exemplos comuns incluem "médico", "cálculo" e "lâmpada", que, segundo a regra, seriam escritos sem acento.
Segundo a ortografia oficial estabelecida pelo Acordo Ortográfico de 2009, palavras com a letra "x" não podem ter seu som modificado por prefixos ou sufixos, mantendo-se sempre com o mesmo som de "sh" como em "exame" e "xerox".
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
Os percalços de viver no espaço
TEXTO 2
Continho
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:
— Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
— Ela não vai não: nós é que vamos nela.
— Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
— Eu não me chamo não: os outros é que me chamam de Zé.
Paulo Mendes Campos. Continho. Em: Carlos Drummond de Andrade e
outros. Crônicas. São Paulo: Ática, 1984. p. 76 (Coleção Para Gostar de
Ler).
TEXTO 2
Continho
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:
— Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
— Ela não vai não: nós é que vamos nela.
— Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
— Eu não me chamo não: os outros é que me chamam de Zé.
Paulo Mendes Campos. Continho. Em: Carlos Drummond de Andrade e
outros. Crônicas. São Paulo: Ática, 1984. p. 76 (Coleção Para Gostar de
Ler).
TEXTO 1
"Eu e casca de bala".
Se você usa muito o TikTok, é bem provável que tenha se deparado com essa expressão nas últimas semanas.
O artista de São João do Rio do Peixe (PB) explica: "Casca de Bala é aquele amigo que tá ali para tudo que vier".
Mas esse significado é novo. Rafael Gustavo Rigolon, professor de Ensino de Ciências na Universidade Federal de Viçosa (UFV), explica a Splash que essa definição ganhou força após o sucesso da música.
Originalmente, a bala era a bala a bala que sai da arma mesmo. Já a casca, era a cápsula. "Em grande parte da literatura de algumas décadas atrás, o termo 'casca de bala' aparece apenas com o sentido de 'cápsula, cilindro que contém o projétil da arma de fogo'.
Originalmente, então, a bala em questão não é a guloseima e a casca não é a embalagem", explica Rigolon.
Assistindo ao clipe da música, ainda há outra interpretação: a de que o apelido do amigo é Casca de Bala. "Provavelmente, 'Casca de Bala' foi um termo que, no início, estaria associado a passar uma imagem de medo. Parece-me que o intuito de 'Casca de Bala', no 'hit' atual, era para ser um nome engraçado, já que o parceiro representado no clipe também pretende ser. Se 'Casca de Bala' causa medo; no clipe, a ironia caiu bem".
O termo foi ressignificado de forma bastante positiva e hoje você
pode chamar seu amigão, parceiro e companheiro inseparável, de
'casca de bala', mesmo ele sendo um docinho.