Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 7 A 10, LEIA UM TRECHO DA ENTREVISTA “O PAPEL DAS CIDADÃS NA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: NOVAS PERSPECTIVAS E ABORDAGENS PARA PENSARMOS O PAPEL DAS MULHERES NO BlCENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA”, CONCEDIDA PELA DRA. ANDREA SLEMIAN (DOUTORA EM HISTÓRIA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DA UNIFESP) A WEDERSON DE SOUZA GOMES. O TRECHO DA ENTREVISTA SEGUE COM AS LINHAS NUMERADAS.
- O bicentenário da Independência do Brasil tem
- evidenciado a participação das mulheres no con-
- texto da separação política entre os reinos de
- Brasil e Portugal. Qual a sua visão sobre a his-
- toriografia acerca da participação das mulheres
- naquele contexto?
- [ANDREA SLEMIAN] O bicentenário tem produ-
- zido alterações na historiografia da independên-
- cia e também algumas alterações na memória
- oficial da independência. Uma memória que é
- bastante sedimentada, que, inclusive, foi recria-
- da em alguns momentos da história, mas sempre
- marcada por uma leitura oficial e oficiosa que se
- alicerça na ausência de um processo revolucio-
- nário, bem como da participação popular, re
- forçando que a ruptura foi uma alternativa con-
- servadora. O tema das mulheres tem ganhado
- protagonismo na produção historiográfica e as
- releituras das independências, as novas formas
- de compreensão do processo, têm evidenciado
- a participação de diferentes partes do corpo so-
- cial, tais como mulheres, afrodescendentes e in-
- dígenas. Isso é facilmente percebido nas chama-
- das que envolvem o bicentenário, cujo material
- de divulgação busca explicitar outras nuances.
- Títulos como ‘outros 200’, ‘outra independência’,
- ‘independências’ e ‘decolonização’ são exemplos
- das novas abordagens sobre o tema.
- A valorização do papel das mulheres no contexto
- da independência se insere nessa ampla conjun-
- tura de transformações e questionamentos acer-
- ca da narrativa oficial que se consolidou no ima-
- ginário social brasileiro. De certa forma, o tema
- Independência do Brasil não fala apenas sobre o
- passado da nação, fala do também do nosso pre-
- sente enquanto nação, da constituição do Estado
- do Brasil e todas as questões concernentes que
- atravessam esse complexo debate.
GOMES, W.S. O papel das cidadãs na Independência do Brasil: novas perspectivas e abordagens para pensarmos o papel das mulheres no bicentenário da Independência [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2022.
Disponível em: https://humanas.blog.scielo.org/blog/2022/09/15/o-papel-das-cidadas-na-independencia-do-brasil/ [Adaptado]
LEIA O SEGUINTE FRAGMENTO EXTRAÍDO DO TEXTO PARA RESPONDER À QUESTÃO 10:
“O tema das mulheres tem (1) ganhado protagonismo na produção historiográfica e as releituras das independências, as novas formas de compreensão do processo, têm (2) evidenciado a participação de diferentes partes do corpo social, tais como mulheres, afrodescendentes (3) e indígenas (4)”.
Marque a alternativa que apresenta justificativa coerente com o uso da norma-padrão:
( ) Devem me pagar essa semana o dinheiro que tenho a ver.
( ) Quando chove muito, costuma haver enchentes na cidade.
( ) É possível que dois gêmeos não tenham nada a ver um com o outro.
(1) Oxítona. (2) Paroxítona. (3) Proparoxítona.
( ) Açúcar. ( ) Pêssego. ( ) Caju.
A ciência e a tecnologia como
estratégias de desenvolvimento



Disponível em: https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/116-a-ciencia-e-a-tecnologia-como-estrategia-
-de-desenvolvimento. Acesso em: 10 fev. 2024. Adaptado.
De acordo com as regras de emprego do hífen, esse sinal gráfico foi utilizado corretamente, em todas as palavras, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:
Disponível em: https://www.dicionarioinformal.com.br/aspers%C3%A3o/. Acesso em: 18 jun.2024.
Observe: o verbo aspergir produz o substantivo aspersão. Baseando-se nesse modelo, assinale a alternativa em que o substantivo produzido esteja corretamente grafado.
O fim das redes sociais
Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações
de uso muito maiores do que se pensa
Marcelo Vidigal M de Barros
As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)
Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.
Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)
Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.
Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)
O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.
Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.
Adaptado de: https://exame.com/lideres-
extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:
30 out. 2023.
(Disponível em: https://ceasa.es.gov.br/Not%C3%ADcia/ceasa-es-divulga-editais-de-processos-licitatorios. Acesso em: 31 jul. 2024.)
Assinale a alternativa em que se justifica corretamente a acentuação gráfica no texto.
I. O vocábulo “climáticas” é acentuada pela regra das palavras paroxítonas.
II. As palavras “mês” e “Só” são acentuadas segundo a mesma regra referente aos monossílabos tônicos e sua terminação.
III. “tragédia” e “país” foram acentuadas conforme a mesma regra de acentuação.
A partir do conhecimento sobre o Novo Acordo Ortográfico, pode-se dizer que está correto o que se afirma:
( ) Para conseguirmos o que queremos, é preciso reinvindicar aos políticos.
( ) Na antiga Roma, no Coliseu, os lutadores digladiavam na arena.
( ) A criança ficou entretida com os brinquedos que ganhou da mãe.