🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 12.887 questões

Q3116931 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


IA e educação: o que precisamos ensinar hoje para que nossos filhos se virem amanhã?

A revolução tecnológica e o impacto da IA estão transformando o mercado de trabalho. Como preparar as próximas gerações para um futuro incerto? Confira o artigo de Joice Leite

A revolução tecnológica, impulsionada pela inteligência artificial (IA), está transformando o mercado de trabalho a uma velocidade inédita. Hoje, pais e educadores enfrentam um desafio central: preparar crianças e jovens para um futuro incerto, no qual muitas das profissões para as quais estão sendo formados sequer existem. Como, então, podemos educá-los para esse cenário em constante evolução?

O impacto da IA e a criação de novas profissões

Nos últimos anos, a ideia de que milhões de empregos podem desaparecer tem ganhado força, com números alarmantes reforçando essa previsão. O Fórum Econômico Mundial aponta que cerca de 83 milhões de empregos serão eliminados globalmente nos próximos anos, enquanto 69 milhões de novos postos surgirão. A IA está no epicentro dessa transformação, com 75% das empresas previstas para adotar a tecnologia em suas operações. Apesar das previsões de crescimento de empregos, 25% das empresas acreditam que a IA pode reduzir vagas de trabalho.

O impacto da IA, entretanto, vai além da simples substituição de tarefas repetitivas. Ela está abrindo oportunidades em áreas completamente novas, que exigem habilidades contempladas na BNCC. No entanto, muitas vezes as instituições educacionais não dispõem dos recursos necessários para implementar na prática as habilidades do século XXI, como a criatividade, o pensamento crítico e a resolução de problemas complexos. Além disso, é crucial que as políticas públicas invistam em infraestrutura adequada e tecnologia acessível, garantindo que todos os estudantes tenham a oportunidade de explorar e integrar a IA em seu aprendizado, contribuindo assim para uma educação mais inclusiva e equitativa. Isso exige uma reflexão urgente sobre o que realmente estamos ensinando aos nossos filhos.

O papel da educação no preparo para o futuro

As disciplinas que atualmente compõem o currículo escolar são indiscutivelmente importantes. A matemática, a história e a gramática continuam a ser pilares fundamentais do conhecimento humano; porém, à medida que nos deparamos com um mundo em rápida transformação, a maneira como essas disciplinas são ensinadas e aprendidas deve evoluir.

Para preparar os estudantes para os desafios do século XXI, é crucial que as disciplinas tradicionais não sejam apenas ensinadas de forma isolada, mas integradas a metodologias que estimulem o desenvolvimento de habilidades essenciais. O pensamento crítico, a resolução de problemas complexos, a criatividade e a capacidade de adaptação são competências que não podem ser negligenciadas no ambiente educacional atual.

Vivemos em tempos nos quais, além de dominar a tabuada, as crianças precisam aprender a lidar com incertezas e mudanças rápidas. Profissões como analista de dados, especialista em cibersegurança e desenvolvedor de IA, que não existiam há dez anos, são apenas exemplos de campos que continuarão a emergir. Para pais e educadores, isso implica uma mudança de mentalidade: mais do que garantir boas notas, é necessário incentivar a curiosidade e o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e emocionais.

O papel das escolas e o desenvolvimento de competências

As escolas, por sua vez, percebem a necessidade de se adaptar às demandas do futuro. Muitas já estão conscientes dessas mudanças, buscando ir além do currículo acadêmico tradicional. Instituições que estimulam o desenvolvimento de competências emocionais, tecnológicas e sociais, como empatia, liderança, pensamento computacional e trabalho colaborativo, estão preparando melhor seus alunos para os desafios que virão.

A importância de se adaptar a diferentes cenários, resolver problemas de maneira criativa e pensar de forma inovadora não pode ser subestimada. O desenvolvimento dessas habilidades é essencial para que os jovens se tornem agentes ativos e preparados para moldar o mundo em que viverão, e isso não pode ser feito apenas pela escola; os pais também devem estar envolvidos nesse processo.

Como os pais podem ajudar a moldar o futuro de seus filhos

Para os pais, refletir sobre o futuro é especialmente importante. A educação formal pode ser complementada por estímulos externos, como atividades extracurriculares, leitura e incentivo a projetos pessoais. Essas experiências ajudam a desenvolver o espírito empreendedor, a criatividade e a capacidade de inovação, elementos essenciais para atuar em um mercado de trabalho em constante transformação.

Com profissões emergindo em áreas como sustentabilidade, energias renováveis, saúde digital e desenvolvimento de novas tecnologias, as oportunidades para as próximas gerações são vastas. Porém, elas exigirão uma mentalidade flexível, aberta e adaptável às mudanças.

Portanto, é necessário ter coragem para inovar e determinação para educar para um futuro que já começou. Ao educar nossas crianças e jovens para enfrentar desafios que ainda não podemos prever, estamos, na verdade, abrindo caminho para que eles liderem essa nova era de inovações e descobertas. 


(https://exame.com/bussola/ia-e-educacao-o-que-precisamos-ensinar-hoje-para-que-nossos-filhos-se-virem-amanha/)
"A educação formal pode ser complementada por estímulos externos, como atividades extracurriculares."
O Novo Acordo Ortográfico trouxe mudanças significativas nas regras do uso do hífen. Por exemplo, o termo ' extracurriculares' não é hifenizado, uma vez que o segundo elemento não começa com a letra 'h' e também porque o prefixo não termina com a mesma letra que inicia a segunda palavra. Tendo isso como referência e considerando as diferentes regras que regem o uso do hífen, avalie as afirmativas a seguir:

I.Os vocábulos 'manda-chuva', 'conta-gotas' e 'primeira-dama', são exemplos de palavras hifenizadas por apresentarem elementos de natureza verbal e numeral.
II.Emprega-se o hífen nos topônimos em que o primeiro elemento é verbal e quando os elementos estão ligados por artigos, como exemplificado em 'Passa-Quatro' e 'Trás-os-Montes'.
III.Não se usa o hífen em locuções como 'café da manhã' e 'fim de semana'. Porém, são exceções a essa regra os vocábulos 'arco-da-velha' e 'pé-de-meia'.
IV.As palavras 'para-brisa', 'tira-teima' e 'para-quedas' são palavras que mantiveram o hífen, seguindo a regra das palavras compostas cujos elementos são de natureza verbal.
V.Estão grafadas sem hífen corretamente os vocábulos 'semirreta', 'hiperativo' e 'superabundante'.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3116862 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


Aracnofilia


"Tarântulas são animais carismáticos", diz Chris Hamilton, professor assistente no departamento de entomologia, patologia vegetal e nematologia da Universidade de Idaho. "E isso é ótimo, porque podemos usá-las para educar o público."


Hamilton acredita que o "hobby da tarântula" começou a ganhar força na década de 2000. Hoje, pesquisadores veem regularmente entusiastas ostentando coleções de mais de 100 espécies em fóruns online.


"Esses fóruns mostram que as pessoas colecionam aranhas um pouco como colecionam Pokémon — elas querem 'pegar' todas elas", diz Alice Hughes, professora associada de biologia na Universidade de Hong Kong. É uma analogia precisa, considerando quantas cores e padrões diferentes as tarântulas podem ter.


Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem. 


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg7n96y0kxo)

"Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem."


O vocábulo 'multimilionária' não é hifenizado. O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças importantes no uso do hífen em palavras compostas. Com base nas novas regras, assinale a alternativa INCORRETA sobre o emprego do hífen.

Alternativas
Q3116802 Português
O texto seguinte servirá de base para responder àa questão.


Aracnofilia


"Tarântulas são animais carismáticos", diz Chris Hamilton, professor assistente no departamento de entomologia, patologia vegetal e nematologia da Universidade de Idaho. "E isso é ótimo, porque podemos usá-las para educar o público."

Hamilton acredita que o "hobby da tarântula" começou a ganhar força na década de 2000. Hoje, pesquisadores veem regularmente entusiastas ostentando coleções de mais de 100 espécies em fóruns online. "Esses fóruns mostram que as pessoas colecionam aranhas um pouco como colecionam Pokémon — elas querem 'pegar' todas elas", diz Alice Hughes, professora associada de biologia na Universidade de Hong Kong. É uma analogia precisa, considerando quantas cores e padrões diferentes as tarântulas podem ter.

Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg7n96y0kxo)
Identifique a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA, quanto à acentuação:
Alternativas
Q3116788 Português
Durante uma atividade de revisão textual, um professor de Língua Portuguesa identifica que seus alunos apresentam dúvidas ao diferenciar palavras parônimas, como "eminente" e "iminente". Ele decide elaborar uma explicação que explore o uso correto dessas palavras, com exemplos que permitam aos alunos compreenderem seus significados e diferenças. Qual das alternativas abaixo exemplifica corretamente o uso da palavra iminente?
Alternativas
Q3116779 Português
A compreensão do sistema fonológico e das regras ortográficas do português é essencial para evitar erros de escrita que podem alterar significados. Avalie as frases abaixo quanto à correta utilização dos termos em contexto:

I. Durante a partida intensa, o mestre do jogo colocou o rei adversário em xeque, antecipando uma vitória iminente.
II. Os agricultores encheram o coxo de madeira com grãos frescos para alimentar o gado ao amanhecer.
III. Apesar das inúmeras qualidades do relatório, uma pequena taxa em sua metodologia levantou questões durante a revisão.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3116721 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mundo mini dos micromoluscos


Os micromoluscos, como o nome indica, são pequenos caramujos, caracóis e outros moluscos consideravelmente pequenos. Eles têm, em média, o tamanho de um grão de arroz. Mas alguns podem ser ainda menores, medindo micrômetros − um micrômetro equivale a um milímetro dividido por mil! Diga se não é um mini, ou melhor, micromundo?! 


Esses animais superminúsculos vivem por toda sua vida em um hábitat específico: entre os grãos de areia ou entre as folhas que caem das árvores, enterrados no solo. Há os que vivem na entrada ou nas profundezas de uma caverna, grudados em rochas próximas a rios e lagos, ou mesmo parasitando a pele de animais marinhos como estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, e poliquetas.


https://chc.org.br/artigo/o-mundo-mini-dos-micromoluscos/

"Há os que vivem na entrada ou nas profundezas de uma caverna, grudados em rochas próximas a rios e lagos, ou mesmo parasitando a pele de animais marinhos."


Os vocábulos 'profundezas' e 'rochas' são grafados com as letras 'z' e 'ch', respectivamente. Marque a alternativa que apresenta vocábulos grafados corretamente, contendo as mesmas letras na mesma ordem:

Alternativas
Q3116720 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mundo mini dos micromoluscos


Os micromoluscos, como o nome indica, são pequenos caramujos, caracóis e outros moluscos consideravelmente pequenos. Eles têm, em média, o tamanho de um grão de arroz. Mas alguns podem ser ainda menores, medindo micrômetros − um micrômetro equivale a um milímetro dividido por mil! Diga se não é um mini, ou melhor, micromundo?! 


Esses animais superminúsculos vivem por toda sua vida em um hábitat específico: entre os grãos de areia ou entre as folhas que caem das árvores, enterrados no solo. Há os que vivem na entrada ou nas profundezas de uma caverna, grudados em rochas próximas a rios e lagos, ou mesmo parasitando a pele de animais marinhos como estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, e poliquetas.


https://chc.org.br/artigo/o-mundo-mini-dos-micromoluscos/

Os vocábulos 'caracóis', 'milímetro' e 'há', retirados do texto, são acentuados pela mesma regra dos vocábulos identificados na alternativa: 

Alternativas
Q3116251 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão..


Chuvas excepcionais


Embora as chuvas torrenciais e as tempestades sejam comuns nas regiões mediterrânicas da Espanha nos meses de setembro e outubro, as que caíram nas zonas mais afetadas quebraram recordes.


Na província de Valência caíram até 500 litros de água por metro quadrado e, em algumas regiões, choveu mais do que normalmente é registrado durante todo o ano.


Como explica José María Bodoque, pesquisador especializado em avaliação de risco de inundação, da Universidade de Castilla-La Mancha, ao The Conversation, "as chuvas saturaram rapidamente os solos, gerando inundações repentinas em rios, canais e avenidas que, em poucas horas, ficaram inundados e cobertos pela água, o que limitou o tempo de resposta.


Vídeos postado nas redes sociais por moradores de alguns dos municípios afetados mostraram como uma tromba d'água e lama se espalhava pelas ruas e calçadas, mesmo em áreas onde não chovia.


Foi apenas o começo de um pesadelo cuja extensão naquela época não era possível imaginar.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2y8822r7lo

Quanto à acentuação dos vocábulos extraídos do texto, identifique a alternativa que apresenta uma informação CORRETA:
Alternativas
Q3116022 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O dia é 28 de maio do ano 585 a.C., na atual Anatólia, na Turquia.

Os medos, um povo antigo que vivia onde hoje fica o Irã, e os lídios − um reino no sul da atual Turquia − vêm lutando há seis anos.

O historiador grego Heródoto (485-425 a.C.) conta que a guerra mostrava poucos sinais de estar chegando ao fim e nenhum dos lados fazia progressos significativos.

Seria preciso um eclipse solar para pôr fim ao banho de sangue.

Quando a batalha começava a esquentar, o dia subitamente se transformou em noite", escreveu Heródoto. "Quando observaram a mudança, os medos e os lídios pararam de lutar e ficaram ansiosos para definir um acordo de paz."

Talvez não observemos uma reação tão dramática ao eclipse total que passa pela América do Norte em 8 de abril deste ano, mas pesquisas recentes indicam que ele pode causar fortes impactos sobre a nossa psicologia, evocando o nosso deslumbramento.

Existem poucos eventos que despertam mais o nosso deslumbramento do que a série de coincidências celestiais que nos permite experimentar o eclipse solar total. A Lua precisa estar no tamanho correto, na distância exata da Terra e na órbita certa para passar em frente ao Sol e bloquear totalmente a sua luz por alguns momentos.

Presenciar esse evento surpreendente pode nos inspirar a encontrar mais humildade e cuidado pelos outros, segundo as pesquisas.

"As pessoas podem ser mais cooperativas − elas podem dizer que tem laços sociais mais fortes com os outros e se sentir mais conectadas à sua comunidade", afirma o psicólogo Sean Goldy, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que pesquisou os efeitos psicológicos do eclipse de 2017


(https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2024/04/6833848-)
Avalie as afirmações a seguir sobre os vocábulos extraídos do texto:

I.O verbo 'pôr' recebe acento diferenciando-se da preposição 'por'.
II.Devem ser acentuados pela mesma regra de 'órbita' os vocábulos 'canhamo' e 'exodo'.
III.A palavra 'Irã' é uma oxítona, assim como 'Nobel' e 'ureter'.
IV.'distância' e 'coincidência' seguem a mesma regra de acentuação.
V.São paroxítonas 'lua', 'despertem' e 'sentir'.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3115682 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão


Aracnofilia


"Tarântulas são animais carismáticos", diz Chris Hamilton, professor assistente no departamento de entomologia, patologia vegetal e nematologia da Universidade de Idaho. "E isso é ótimo, porque podemos usá-las para educar o público."


Hamilton acredita que o "hobby da tarântula" começou a ganhar força na década de 2000. Hoje, pesquisadores veem regularmente entusiastas ostentando coleções de mais de 100 espécies em fóruns online.


"Esses fóruns mostram que as pessoas colecionam aranhas um pouco como colecionam Pokémon — elas querem 'pegar' todas elas", diz Alice Hughes, professora associada de biologia na Universidade de Hong Kong. É uma analogia precisa, considerando quantas cores e padrões diferentes as tarântulas podem ter.


Não é de surpreender que o tráfico de tarântulas tenha se tornado um "produto" constante na indústria multimilionária de comércio ilegal de vida selvagem.



(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg7n96y0kxo) 

Identifique a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA, quanto à acentuação: 
Alternativas
Q3115311 Português
"A ideia de que a mentalidade afeta diretamente nosso sono não é nova."
"Décadas de pesquisa indicaram amplamente que, de fato, os processos psicológicos são provavelmente o principal motivador por trás da insônia."
"Para deixar claro, a insônia e suas consequências são muito reais. E ninguém argumentaria que, se você se sente sempre cansado, não deveria tentar mudar coisas na sua rotina, se puder.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yjnq4pgwno)

Em relação à acentuação, analise as afirmativas referentes aos vocábulos extraídos dos trechos:

I.De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, a palavra 'ideia' perdeu o acento devido ao ditongo aberto, pelo mesmo motivo, os vocábulos 'enjoo' e 'abençoo' também não são mais acentuados.
II.'décadas' é acentuada pela mesma regra de 'clímax' e 'Normândia'.
III.'trás' e 'você' são oxítonas.
IV.'ninguém' é acentuada pela mesma regra de 'além'.
V.são paroxítonas as palavras 'pesquisa', 'fato' e provavelmente'.

Estão corretas:
Alternativas
Q3115310 Português
Em relação à ortografia, identifique em qual alternativa há um vocábulo que está grafado INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q3115290 Português
"Urubus não estão entre os mais fofos dos animais, mas estão entre os campeões quando o assunto é a prestação de serviços ecossistêmicos."
As palavras abaixo que são acentuadas pela mesma regra da destacada no enunciado são:
Alternativas
Q3115026 Português
Cidade Linear


Em 2022, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, deu início à construção de uma cidade planejada: The Line. “A Linha.” Caso saia totalmente do papel, essa obra faraônica consistirá em dois ........................ gêmeos de 500 m de altura – o que os tornará, juntos, a 12ª construção mais alta do mundo. Eles terão 200 m de largura cada um e se estenderão por 170 km; mais ou menos a distância entre São Paulo e Campos do Jordão. Entre os dois, haverá um vão colossal. Ali dentro, jardins suspensos, passarelas cortando o céu e a sensação de que não há ................................ – apenas andares e mais andares de concreto e aço. Por fora, mal se verá o prédio: uma fachada espelhada vai refletir com tal perfeição as dunas e o céu que um desavisado poderia trombar com a muralha pensando que o deserto continua. Não há ruas, e carros são proibidos: todos os deslocamentos de longa distância dependem de uma única linha de metrô ........................

O objetivo é que essa cidade distópica seja .............................. Em tese, será possível nascer e morrer lá dentro, usando energia de fontes renováveis gerada no próprio prédio e seus arredores. O plano atual é construir “só “ 2,4 km para abrigar 300 mil pessoas até 2030, o que dá 2% da meta final.

Na estimativa mais pessimista, a “cidade” sairá por US$ 1 trilhão e só a construção exigirá 460 mil operários. Quando estiver pronta – caso fique pronta –, The Line terá espaço para 9 milhões de pessoas, o equivalente a 25% da população saudita. Nas imagens de satélite mais recentes, que datam de 2024, vê-se apenas a silhueta na areia: a área da construção está demarcada e as escavações começaram, mas não há nada do prédio em si, apenas escritórios e estruturas de apoio no canteiro de obras. The Line é a parte mais ambiciosa de um plano maior chamado Neom. Trata- -se de um esforço da monarquia para urbanizar um grande pedaço do deserto para diversificar a economia da Arábia Saudita.

Além da The Line, o Neom inclui um distrito industrial flutuante em forma de octógono, uma pista de esqui em pleno deserto, um ................................... de 450 m enterrado no chão, um resort de luxo, grandes usinas de dessalinização de água e um aeroporto ligando tudo isso ao resto do mundo.

The Line até tenta incorporar alguns preceitos do urbanismo contemporâneo, como transporte público, energia renováveis e um complexo monitoramento anti-incêndio. Mas o projeto saudita ignora o que temos aprendido sobre o crescimento das metrópoles: cidades são vivas como seus habitantes, tentar espremê-las em uma linha reta é um ato totalitário. Enquanto o mundo tiver três dimensões, ninguém aceitará se relegar a duas.

SUPERInteressante, Editora Abril, São Paulo. Edição 465; Julho de 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto. 
Alternativas
Q3115022 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.As palavras oxítonas terminadas nas vogais tônicas abertas -a, -e ou -o, com ou sem -s no final, recebem acento agudo.

II.As paroxítonas com sílaba tônica nas vogais abertas grafadas -a, -e, -o, -i e -u, e que terminam em -l, -n, -r, -x, -s, ou em algumas formas plurais que se tornam proparoxítonas, recebem acento agudo.

III.São acentuadas as palavras oxítonas que apresentam os ditongos abertos grafados como -éu, -éi ou -ói, seguidos ou não de -s.

IV.Palavras paroxítonas que possuem na sílaba tônica as vogais fechadas -a, -e e -o, terminando em -l, -n, -r ou -x, bem como certas formas plurais que se tornam proparoxítonas, não recebem acento.

V.As palavras oxítonas que terminam nas vogais tônicas fechadas grafadas como -e ou -o, com ou sem -s, não recebem acento.


Quais das afirmativas lidas são regras de acentuação verdadeiras?
Alternativas
Q3114689 Português
Assinale a frase que não apresenta erro ortográfico. 
Alternativas
Q3114219 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Assinale a alternativa em que as palavras são acentuadas graficamente pelo mesmo motivo. 
Alternativas
Q3114043 Português
Visitante noturno

        O inseto apareceu sobre a mesa como todos os insetos: sem se fazer anunciar. E sem que se atinasse por que motivo escolhera aquele pouso. Não parecia bicho da noite, desses que não podem ver lâmpada acesa, e logo se aproximam, fascinados. Era uma coisinha insignificante, encolhida sobre o papel e ali disposta, aparentemente, a passar o resto de sua vida mínima, sem explicação, sem sentido para ninguém.
        Ninguém? O homem, que tem o hábito de ficar altas horas entre papéis e livros, sentiu-lhe a presença e pensou imediatamente em esmagar o intruso. Chegou a mover a mão. Não o mataria com os dedos, mas com outra folha de papel.
        Deteve-se. Não seria humano liquidar aquele bichinho só porque estava em lugar indevido, sem fazer mal algum. Inseto nocivo? Talvez. Mas sua ignorância em entomologia não lhe dava chance de decidir entre a segurança e a injustiça. E na dúvida, era melhor deixar viver aquilo, que nem nome tinha para ele. Com que direito aplicaria pena de morte a um desconhecido infinitamente desprovido de meios sequer para reagir, quanto mais para explicar-se?
        O inseto parecia pouco ligar para ele, juiz autonomeado e algoz em perspectiva. Dormia ou modorrava, sobre a mesa literária, indiferente, simplesmente. Chegara por acaso, sumiria daí a pouco; deixá-lo viver a seu modo, que era um viver anônimo, desligado de inquietações humanas, invariável dentro da natureza; curto e pobre.
        Uma ternura imprevista brotou no homem pelo animáculo que momentos antes pensara em destruir. Como se alguém viesse de longe para vê-lo, fazer-lhe companhia, em sua noite de trabalho. Não conversava, não incomodava, era uma questão apenas de estar à sua frente, imóvel, em secreta comunhão. Ele fora o escolhido de um inseto, que poderia ter voado para outro apartamento, onde houvesse outra vigília de escrevedor de coisas, mas fora aquela a casa de sua preferência.
        A menos que o acaso determinasse aquele encontro? Era possível. O inseto voara a esmo. O homem quis aferrar-se a essa hipótese, bem plausível. Já se envergonhava de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade, e talvez voltasse ao impulso inicial de eliminação. A essa altura, espantou-se com a mobilidade de suas reações. Passava de verdugo a sentimentalão, depois a observador cético e crítico, finalmente perdia-se na confusão das várias atitudes que podemos assumir diante de um inseto instalado na mesa de um escritório, a uma hora que ainda não é madrugada, mas já é noite alta e de sono profundo.
        Aquietou-se, afinal, na contemplação do “bicho da terra tão pequeno”. Era alguma coisa parecida com um botão marrom rombudo, que tivesse olhos e um projeto de asas – o suficiente para deslocar-se no espaço em aventuras breves. Aquela não era uma aventura simples: a altura do edifício exigia esforço grande para chegar da árvore até o décimo primeiro andar. Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.
        O homem não pensou em recorrer às enciclopédias para identificar o visitante. Ainda que chegasse a identificá-lo como espécie, não avançaria muito no conhecimento do indivíduo, que era único por ser entre todos o que o visitava. E na multidão de insetos, imagináveis e inimagináveis, só lhe interessava aquele, companheiro noturno vindo de não se sabe onde, a caminho de ignorado rumo.
        Já não escrevia. Olhava. Mirava. Sentia-se também olhado e mirado, quando o inseto fez ligeiro movimento que o colocou diretamente sob o foco de luz. Seria exagero encontrar expressão naqueles dois pontinhos negros e reluzentes, mas o fato é que deles parecia vir para os olhos do homem um sinal de atenção ou curiosidade. E os dois, homem e inseto, assim ficaram longo tempo, na muda inspeção, ou conversa, que não conduzia a nada.
        A nada? Muitas conversas entre homens também não levam a resultado algum, mas há sempre a esperança de um entendimento que pode vir das palavras ou de uma troca desprevenida de olhares. E o olhar pode penetrar mais fundo que as palavras. O homem sabia disso. Mas aí notou que, sabendo falar alguma coisa, não era perito em ver diretamente o real. A figura do inseto dizia-lhe pouco. Dos dois, talvez fosse ele, homem, o que menos habilitado se achava para uma forma de comunicação, aquém – ou além – dos códigos tradicionais.
        Distraiu-se avaliando essas limitações e, ao voltar à observação do visitante, este havia desaparecido, decepcionado talvez com a incomunicabilidade dos gigantes. Não é todas as noites que um inseto nos visita. E, se consegue insinuar-nos alguma coisa, nunca jamais foi captada para os homens que merecem crédito; só os ficcionistas é que costumam registrá-la, mas quem leva a sério ficcionistas?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boca de luar. Brasil, Editora Record, 1984.) 
Nos termos “deteve-se” (3º§), “sentiu-lhe” (2º§) e “aferrar-se” (6º§), o hífen foi usado de modo a demarcar: 
Alternativas
Q3114039 Português
Visitante noturno

        O inseto apareceu sobre a mesa como todos os insetos: sem se fazer anunciar. E sem que se atinasse por que motivo escolhera aquele pouso. Não parecia bicho da noite, desses que não podem ver lâmpada acesa, e logo se aproximam, fascinados. Era uma coisinha insignificante, encolhida sobre o papel e ali disposta, aparentemente, a passar o resto de sua vida mínima, sem explicação, sem sentido para ninguém.
        Ninguém? O homem, que tem o hábito de ficar altas horas entre papéis e livros, sentiu-lhe a presença e pensou imediatamente em esmagar o intruso. Chegou a mover a mão. Não o mataria com os dedos, mas com outra folha de papel.
        Deteve-se. Não seria humano liquidar aquele bichinho só porque estava em lugar indevido, sem fazer mal algum. Inseto nocivo? Talvez. Mas sua ignorância em entomologia não lhe dava chance de decidir entre a segurança e a injustiça. E na dúvida, era melhor deixar viver aquilo, que nem nome tinha para ele. Com que direito aplicaria pena de morte a um desconhecido infinitamente desprovido de meios sequer para reagir, quanto mais para explicar-se?
        O inseto parecia pouco ligar para ele, juiz autonomeado e algoz em perspectiva. Dormia ou modorrava, sobre a mesa literária, indiferente, simplesmente. Chegara por acaso, sumiria daí a pouco; deixá-lo viver a seu modo, que era um viver anônimo, desligado de inquietações humanas, invariável dentro da natureza; curto e pobre.
        Uma ternura imprevista brotou no homem pelo animáculo que momentos antes pensara em destruir. Como se alguém viesse de longe para vê-lo, fazer-lhe companhia, em sua noite de trabalho. Não conversava, não incomodava, era uma questão apenas de estar à sua frente, imóvel, em secreta comunhão. Ele fora o escolhido de um inseto, que poderia ter voado para outro apartamento, onde houvesse outra vigília de escrevedor de coisas, mas fora aquela a casa de sua preferência.
        A menos que o acaso determinasse aquele encontro? Era possível. O inseto voara a esmo. O homem quis aferrar-se a essa hipótese, bem plausível. Já se envergonhava de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade, e talvez voltasse ao impulso inicial de eliminação. A essa altura, espantou-se com a mobilidade de suas reações. Passava de verdugo a sentimentalão, depois a observador cético e crítico, finalmente perdia-se na confusão das várias atitudes que podemos assumir diante de um inseto instalado na mesa de um escritório, a uma hora que ainda não é madrugada, mas já é noite alta e de sono profundo.
        Aquietou-se, afinal, na contemplação do “bicho da terra tão pequeno”. Era alguma coisa parecida com um botão marrom rombudo, que tivesse olhos e um projeto de asas – o suficiente para deslocar-se no espaço em aventuras breves. Aquela não era uma aventura simples: a altura do edifício exigia esforço grande para chegar da árvore até o décimo primeiro andar. Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.
        O homem não pensou em recorrer às enciclopédias para identificar o visitante. Ainda que chegasse a identificá-lo como espécie, não avançaria muito no conhecimento do indivíduo, que era único por ser entre todos o que o visitava. E na multidão de insetos, imagináveis e inimagináveis, só lhe interessava aquele, companheiro noturno vindo de não se sabe onde, a caminho de ignorado rumo.
        Já não escrevia. Olhava. Mirava. Sentia-se também olhado e mirado, quando o inseto fez ligeiro movimento que o colocou diretamente sob o foco de luz. Seria exagero encontrar expressão naqueles dois pontinhos negros e reluzentes, mas o fato é que deles parecia vir para os olhos do homem um sinal de atenção ou curiosidade. E os dois, homem e inseto, assim ficaram longo tempo, na muda inspeção, ou conversa, que não conduzia a nada.
        A nada? Muitas conversas entre homens também não levam a resultado algum, mas há sempre a esperança de um entendimento que pode vir das palavras ou de uma troca desprevenida de olhares. E o olhar pode penetrar mais fundo que as palavras. O homem sabia disso. Mas aí notou que, sabendo falar alguma coisa, não era perito em ver diretamente o real. A figura do inseto dizia-lhe pouco. Dos dois, talvez fosse ele, homem, o que menos habilitado se achava para uma forma de comunicação, aquém – ou além – dos códigos tradicionais.
        Distraiu-se avaliando essas limitações e, ao voltar à observação do visitante, este havia desaparecido, decepcionado talvez com a incomunicabilidade dos gigantes. Não é todas as noites que um inseto nos visita. E, se consegue insinuar-nos alguma coisa, nunca jamais foi captada para os homens que merecem crédito; só os ficcionistas é que costumam registrá-la, mas quem leva a sério ficcionistas?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boca de luar. Brasil, Editora Record, 1984.) 
Quanto ao termo “ignorância” (3º§), é correto afirmar que sua acentuação se dá pela mesma razão que o termo disposto na alternativa: 
Alternativas
Q3113171 Português
Assinale a alternativa que apresenta somente paroxítonas: 
Alternativas
Respostas
3621: A
3622: B
3623: B
3624: A
3625: C
3626: C
3627: D
3628: A
3629: B
3630: B
3631: C
3632: B
3633: A
3634: C
3635: A
3636: B
3637: C
3638: D
3639: D
3640: A