Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3166471 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Cachorros nos Fazem Relaxar Mais do Que Amigos, Dizem Estudos



Eu e minha mulher, pais de quatro filhos e agora avós de dois netos, que, logicamente, não moram mais conosco, passamos a compartilhar a nossa casa com o Franc. Como geralmente acordo antes da minha mulher, ele costuma ser o primeiro com quem converso quando desperto. Quando saio para dar uma caminhada pelo bairro, é ele que tenho como companhia. É com ele também que divido muitas das minhas angústias decorrentes da vida puxada que levo e dos casos complicados que atendo.



Sabe aquela frase que diz que o cachorro é o melhor amigo do homem? De fato, ele também está entre os meus melhores amigos. Acredito que muitos dos que me leem agora têm com seus cães relação parecida com a que eu tenho com o Franc.



Que os cachorros nos fazem bem, todos sabemos. A novidade é que cada vez mais pesquisas vêm constatando que nem sempre precisamos ouvir uma palavra amiga para nos sentirmos confortados e mais calmos. Os cães conseguem gerar esse bem-estar em seus tutores com a sua simples presença.



O tal amor incondicional de que sempre falo e que descobri haver na minha relação com o Franc gera enorme impacto psicológico positivo em nós, humanos, nos dá segurança. Diferentemente do que mesmo os nossos melhores amigos humanos conseguem fazer, os nossos cãezinhos são incapazes de críticas e julgamentos. E isso nos traz calma e conforto.



Justamente por eles não nos censurarem e não nos interromperem quando desabafamos, muitos tutores se sentem mais "à vontade" para expressar suas inquietações para seus animais. Um estudo de 2018, por exemplo, mostrou que tutores estão mais dispostos a falar com seus cães do que com amigos sobre temas espinhosos para eles, como medos, ciúme e até depressão.



Nós, do campo da saúde mental, sabemos que quando expressamos em palavras a um outro algo que nos atormenta, isso tem o poder de nos tranquilizar. Verbalizar os nossos problemas tem grande efeito terapêutico.



Por fim, ao contrário do que acontece com muitos humanos com quem interagimos ao longo de nossos dias, nossos cães são capazes de "ler" as nossas microexpressões faciais e nosso comportamento, chegando mais próximos, por exemplo, quando estamos mais chateados ou tristes.



Não à toa, eles vêm sendo usados há muitos anos no que chamamos de terapia assistida por animais (TAA), da qual os cães são uma das ferramentas. Por todos esses benefícios trazidos ao homem, eles são usados para melhorar o estado geral de pessoas que estão em cuidados intensivos, de idosos com demência, de crianças com autismo ou câncer e, mais recentemente, de pacientes com dependência de álcool e drogas, especialmente daqueles que já estão em cuidados paliativos.



O Instituto Perdizes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, organização que lidero e especializado nos cuidados de dependentes químicos, tem como o seu primeiro voluntário para auxiliar esses pacientes ninguém menos do que o meu Franc. Além de me dar suporte todos os dias, agora ele vai poder ajudar a quem tanto precisa.




https://forbes.com.br/forbessaude/2024/10/arthur-guerra-cachorros-nos -fazem-relaxar-mais-do-que-amigos-dizem-estudos/

Em relação à acentuação, identifique a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3166469 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Cachorros nos Fazem Relaxar Mais do Que Amigos, Dizem Estudos



Eu e minha mulher, pais de quatro filhos e agora avós de dois netos, que, logicamente, não moram mais conosco, passamos a compartilhar a nossa casa com o Franc. Como geralmente acordo antes da minha mulher, ele costuma ser o primeiro com quem converso quando desperto. Quando saio para dar uma caminhada pelo bairro, é ele que tenho como companhia. É com ele também que divido muitas das minhas angústias decorrentes da vida puxada que levo e dos casos complicados que atendo.



Sabe aquela frase que diz que o cachorro é o melhor amigo do homem? De fato, ele também está entre os meus melhores amigos. Acredito que muitos dos que me leem agora têm com seus cães relação parecida com a que eu tenho com o Franc.



Que os cachorros nos fazem bem, todos sabemos. A novidade é que cada vez mais pesquisas vêm constatando que nem sempre precisamos ouvir uma palavra amiga para nos sentirmos confortados e mais calmos. Os cães conseguem gerar esse bem-estar em seus tutores com a sua simples presença.



O tal amor incondicional de que sempre falo e que descobri haver na minha relação com o Franc gera enorme impacto psicológico positivo em nós, humanos, nos dá segurança. Diferentemente do que mesmo os nossos melhores amigos humanos conseguem fazer, os nossos cãezinhos são incapazes de críticas e julgamentos. E isso nos traz calma e conforto.



Justamente por eles não nos censurarem e não nos interromperem quando desabafamos, muitos tutores se sentem mais "à vontade" para expressar suas inquietações para seus animais. Um estudo de 2018, por exemplo, mostrou que tutores estão mais dispostos a falar com seus cães do que com amigos sobre temas espinhosos para eles, como medos, ciúme e até depressão.



Nós, do campo da saúde mental, sabemos que quando expressamos em palavras a um outro algo que nos atormenta, isso tem o poder de nos tranquilizar. Verbalizar os nossos problemas tem grande efeito terapêutico.



Por fim, ao contrário do que acontece com muitos humanos com quem interagimos ao longo de nossos dias, nossos cães são capazes de "ler" as nossas microexpressões faciais e nosso comportamento, chegando mais próximos, por exemplo, quando estamos mais chateados ou tristes.



Não à toa, eles vêm sendo usados há muitos anos no que chamamos de terapia assistida por animais (TAA), da qual os cães são uma das ferramentas. Por todos esses benefícios trazidos ao homem, eles são usados para melhorar o estado geral de pessoas que estão em cuidados intensivos, de idosos com demência, de crianças com autismo ou câncer e, mais recentemente, de pacientes com dependência de álcool e drogas, especialmente daqueles que já estão em cuidados paliativos.



O Instituto Perdizes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, organização que lidero e especializado nos cuidados de dependentes químicos, tem como o seu primeiro voluntário para auxiliar esses pacientes ninguém menos do que o meu Franc. Além de me dar suporte todos os dias, agora ele vai poder ajudar a quem tanto precisa.




https://forbes.com.br/forbessaude/2024/10/arthur-guerra-cachorros-nos -fazem-relaxar-mais-do-que-amigos-dizem-estudos/

"O Instituto Perdizes , do Hospital das Clínicas de São Paulo, organização que lidero e especializado nos cuidados de dependentes químicos, tem como o seu primeiro voluntário para auxiliar esses pacientes ninguém menos do que o meu Franc."
Os vocábulos destacados no trecho estão grafados com 'z' corretamente.
O mesmo ocorre com os vocábulos identificados na alternativa:
Alternativas
Q3164238 Português
O tempo passa mais devagar para crianças?
Teresa McCormack pesquisa há muito tempo se existe algo essencialmente distinto no processamento do tempo das crianças, como um relógio interno que funciona em uma velocidade em relação à dos adultos. "É estranho que não saibamos realmente as respostas para perguntas como quando as crianças passam a fazer uma distinção adequada entre o passado e o futuro, já que isso estrutura toda a maneira como pensamos sobre nossas vidas como adultos".
Ela explica que, embora não tenhamos uma compreensão clara de quando as crianças entendem o sentido de tempo linear, sabemos que, desde cedo no desenvolvimento, as crianças são sensíveis a eventos rotineiros, como a hora das refeições e de dormir. Ela enfatiza que isso não é o mesmo que ter um senso adulto de tempo linear.
Diferente das crianças, os adultos têm a capacidade de pensar em pontos no tempo, independentemente de quando um evento acontece, devido ao seu conhecimento do sistema convencional de horário e calendário. A semântica também desempenha um papel importante nesse sistema. "Leva tempo para que as crianças se tornem usuárias competentes da linguagem temporal, usando termos como antes, depois, amanhã e ontem".
Ela acrescenta que nossa compreensão das passagens de tempo também se baseia no momento em que as pessoas são solicitadas a fazer essas avaliações em relação ao tempo. "Você faz a pergunta enquanto o evento acontece ou após ele ter acontecido?", ela questiona, dando um exemplo com o qual muita gente se identificará.
"O tempo entre o nascimento do meu filho e quando ele saiu de casa, agora parece ter passado em um piscar de olhos. Mas, durante o período em que você está realmente envolvido na tarefa de criar filhos, um único dia dura uma eternidade."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1jld22gzo.adaptado.
Mas, durante o período em que você está realmente envolvido na tarefa de criar filhos, um único dia dura uma eternidade.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3164118 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.



Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.



É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.



O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.



"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.



Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.



Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta.



Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.



Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos.Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.



A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3163668 Português

O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.


Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.


É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.


O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.


"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.


Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.


Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta.

 

Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.


Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.


A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3154124 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos



      A palavra “vermelho” vem do latim vermiculus, que significa “verme”. O motivo é que, por muito tempo, um pigmento vermelho comum na Europa vinha de um inseto minúsculo de nome científico Kermes vermilio. Esse bichinho excreta um composto químico batizado de ácido quermésico, que já dava cor a roupas, cerâmicas e quadros em Roma. Civilizações antigas das Américas, como astecas e maias, eram fãs de um ácido colorido similar – o ácido carmínico, presente no inseto Dactylopius coccus, a cochonilha.


    No século 15, por exemplo, Montezuma, o imperador asteca, exigiu tributo na forma de cochonilha de onze cidades conquistadas. Até hoje, o Peru e o México estão entre os maiores produtores desse pigmento. Os insetos são criados em cactos, que eles adoram parasitar.


     Para obter meio quilo de pó de carmim, é necessário pulverizar 70 mil cochonilhas secas. Até 20% do corpo do inseto de 0,5 cm consiste nesse ácido de cor vibrante, mas elas pesam frações de grama cada uma. Não rende.


     O pó escarlate se tornaria um dos produtos mais importantes da balança comercial do México colonial: só não movimentava mais dinheiro que a prata. Sua importância era tamanha que essa substância era negociada em bolsas de valores na Europa – como soja e minério de ferro são hoje, por exemplo –, e foi essencial para que a Espanha se tornasse uma potência econômica.


   Essa commodity fez muito sucesso nos retratos e cenas cristãs dramáticas do barroco. Caravaggio, o pintor italiano, utilizava frequentemente sua tonalidade cor de sangue. Quando os tintureiros europeus começaram a experimentar com o pigmento americano em tecidos, ficaram deslumbrados com sua vivacidade e concentração: o vermelho era muito mais bonito que o gerado pelos insetos do Velho Mundo.


    A Revolução Industrial e a ascensão dos corantes sintéticos no século 19, como a alizarina, mudaram o cenário. A indústria da cochonilha entrou em crise, e muitas fábricas fecharam: criar e triturar insetos aos milhões não era uma solução tão lucrativa ou escalável quanto usar pigmentos artificiais.


    O carmim de cochonilha só voltou a ser viável economicamente nas últimas décadas: embora tenha saído de cena nas artes, na construção civil e na indústria têxtil, ele ainda é uma opção biologicamente inofensiva para colorir comida e cosméticos, aprovada por agências de vigilância sanitária mundo afora. Aparece em iogurtes, balas e outras coisas sabor morango, bem como no bolo red velvet e em quase todo batom.


   No futuro, é possível que o corante passe a ser secretado por microrganismos geneticamente modificados, eliminando a preocupação dos veganos com a matança de artrópodes.



MOURÃO, M. Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em

<https://super.abril.com.br/historia/carmim-de- cochonilha-a-historia-do-pigmento-feito-de-insetos- moidos>.

O acento gráfico na palavra “artrópodes”, que ocorre no texto, decorre da mesma regra que acentua todas as palavras a seguir, exceto:
Alternativas
Q3153897 Português
Dentre as palavras a seguir, aquela cujo emprego do hífen está incorreto é:
Alternativas
Q3153894 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos


        A palavra “vermelho” vem do latim vermiculus, que significa “verme”. O motivo é que, por muito tempo, um pigmento vermelho comum na Europa vinha de um inseto minúsculo de nome científico Kermes vermilio. Esse bichinho excreta um composto químico batizado de ácido quermésico, que já dava cor a roupas, cerâmicas e quadros em Roma. Civilizações antigas das Américas, como astecas e maias, eram fãs de um ácido colorido similar – o ácido carmínico, presente no inseto Dactylopius coccus, a cochonilha.

       No século 15, por exemplo, Montezuma, o imperador asteca, exigiu tributo na forma de cochonilha de onze cidades conquistadas. Até hoje, o Peru e o México estão entre os maiores produtores desse pigmento. Os insetos são criados em cactos, que eles adoram parasitar.

    Para obter meio quilo de pó de carmim, é necessário pulverizar 70 mil cochonilhas secas. Até 20% do corpo do inseto de 0,5 cm consiste nesse ácido de cor vibrante, mas elas pesam frações de grama cada uma. Não rende.

    O pó escarlate se tornaria um dos produtos mais importantes da balança comercial do México colonial: só não movimentava mais dinheiro que a prata. Sua importância era tamanha que essa substância era negociada em bolsas de valores na Europa – como soja e minério de ferro são hoje, por exemplo –, e foi essencial para que a Espanha se tornasse uma potência econômica. 

    Essa commodity fez muito sucesso nos retratos e cenas cristãs dramáticas do barroco. Caravaggio, o pintor italiano, utilizava frequentemente sua tonalidade cor de sangue. Quando os tintureiros europeus começaram a experimentar com o pigmento americano em tecidos, ficaram deslumbrados com sua vivacidade e concentração: o vermelho era muito mais bonito que o gerado pelos insetos do Velho Mundo.

    O carmim de cochonilha só voltou a ser viável economicamente nas últimas décadas: embora tenha saído de cena nas artes, na construção civil e na indústria têxtil, ele ainda é uma opção biologicamente inofensiva para colorir comida e cosméticos, aprovada por agências de vigilância sanitária mundo afora. Aparece em iogurtes, balas e outras coisas sabor morango, bem como no bolo red velvet e em quase todo batom.

    No futuro, é possível que o corante passe a ser secretado por microrganismos geneticamente modificados, eliminando a preocupação dos veganos com a matança de artrópodes.

MOURÃO, M. Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em .
O acento gráfico na palavra “artrópodes”, que ocorre no texto, decorre da mesma regra que acentua todas as palavras a seguir, exceto:
Alternativas
Q3153739 Português
Qual das palavras a seguir NÃO admite as duas formas de escrita (acentuação ou não)?
Alternativas
Q3153552 Português
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão.

“Pouco a pouco, estudando as infinitas possibilidades do esquecimento, percebeu que podia chegar um dia em que se reconhecessem as coisas pelas suas inscrições, mas não se recordasse a sua utilidade. Então foi mais explícito. O letreiro que pendurou no cachaço da vaca era uma amostra exemplar da forma pela qual os habitantes de Macondo estavam dispostos a lutar contra o esquecimento: „Esta é a vaca, tem-se que ordenhá-la todas as manhãs para que produza o leite e é preciso ferver para misturá-lo com o café e fazer café com leite.‟”.

(Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez).
No trecho de Cem Anos de Solidão, a palavra “café” aparece acentuada. Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa que explica corretamente o uso do acento nesse caso: 
Alternativas
Q3151352 Português

O mistério dos pequenos pontos vermelhos no espaço que intriga os astrônomos


O poder do telescópio espacial James Webb foi colocado à prova recentemente, com resultados que intrigaram até mesmo os cientistas.


O telescópio detectou no espaço indícios de objetos que se formaram há 12 bilhões de anos — relativamente pouco depois do Big Bang, que teria ocorrido há 13,8 bilhões de anos.


Trata-se de objetos que nunca haviam sido detectados antes e que desafiam o que a ciência sabe sobre como se formam as galáxias.


Devido ao seu brilho no espectro vermelho dos instrumentos usados para observá-los, os astrônomos batizaram os objetos de "pequenos pontos vermelhos". Mas definir o que eles são está gerando um debate entre cientistas.


Eles parecem pequenas galáxias, com cerca de 3% do tamanho da Via Láctea — mas contendo bilhões de estrelas.


Também poderia se tratar de galáxias com grandes números de buracos negros, que é uma formação que nunca foi observada até hoje nas galáxias mais próximas que se tem conhecimento.


Tudo depende de como estes objetos astrofísicos estão sendo observados.


Alguns especialistas inclusive comparam a sua mudança de aparência com uma espécie de polvo que consegue mudar sua cor e forma para se camuflar.


Eles são "mestres do disfarce", diz o astrofísico Fabio Pacucci, do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos.


Os pequenos pontos vermelhos "vêm de distâncias tão longínquas que chegam aqui muito fracos", explica à BBC News Mundo o astrônomo Mario Hamuy, professor da Universidade de Chile.


"Eles têm tamanhos típicos de 3 mil anos-luz de diâmetro, uns 3% do diâmetro da Via Láctea, por exemplo, e têm uma cor muito avermelhada, o que acontece porque a luz que eles emitem têm sido fortemente mudada pela presença de grãos de poeira ao seu redor."


Diferentemente dos telescópios de uso doméstico, os grandes telescópios como o James Webb podem captar a luz de objetos muito distantes no universo. Os sinais de energia que ele recebe podem ser captados em frequências distintas, que são analisadas em espectros.


Quando o James Webb focou nos pontos mais distantes do universo, ele se deparou com sinais dos "pequenos pontos vermelhos", que tinham características diferentes de objetos astrofísicos conhecidos anteriormente. Dependendo de como se enxerga no espectro, eles possuem características que dividem as opiniões dos cientistas.


"Todas as fontes de luz do universo mudam de aparência quando se as observa em distintas janelas do espectro eletromagnético. Da mesma forma que acontece quando se faz uma imagem com raio-X ou com luz da sua mão. No primeiro caso, você verá os ossos da mão, e no segundo verá a pele", explica Hamuy.


"Os pequenos pontos vermelhos não são uma exceção. Dependendo da janela do espectro que você usa, verá regiões internas distintas do objeto", diz.


Como outros objetos do começo do universo, estes pontos existiram há bilhões de anos. Telescópios como o James Webb detectam a luz que viajou desde então pelo

"Mas agora se sabe que são galáxias e isso é superemocionante para todos."


Em relação à ortografia do vocábulo 'superemocionante' é correto afirmar:

Alternativas
Q3151109 Português

Vegetais quentinhos


Não estamos falando de legumes recém-cozidos, mas de plantas que podem gerar seu próprio calor!


Muitas reações químicas que ocorrem dentro dos corpos dos seres vivos liberam energia na forma de calor. Quando sentimos frio, por exemplo, trememos para que nossos músculos liberem calor ao se contraírem. Alguns organismos aproveitam esse calor metabólico para controlar a temperatura do próprio corpo, sendo chamados endotérmicos. Ao fazerem isso, eles conseguem manter estáveis importantes funções vitais, como a digestão, mesmo em dias muito frios.


Mas o que poucas pessoas sabem é que também existem plantas endotérmicas!


Para muitas espécies de plantas, é importante manter as flores aquecidas. As flores são órgãos reprodutivos e, por isso, muito importantes para a planta. E a temperatura é um fator fundamental para o crescimento e o desenvolvimento da flor, para a germinação do pólen e até mesmo para atrair polinizadores.


As plantas geralmente se aquecem usando o calor do Sol, e muitas desenvolveram flores com características (tamanho, posição, direcionamento, forma e cores) que favorecem a captação da radiação solar. Mas algumas espécies, de pelo menos 11 famílias de plantas diferentes, se aquecem por conta própria.


A maioria das flores endotérmicas usa o calor para garantir a polinização, já que as flores quentinhas atraem insetos que buscam se aquecer. Em alguns casos, o calor também ajuda a dispersar o cheiro das flores, atraindo polinizadores a maiores distâncias. Um detalhe interessante é que muitas dessas flores endotérmicas são polinizadas por moscas e besouros saprófagos − que se alimentam de restos de animais e vegetais − e, por isso, o perfume que espalham lembra carne podre ou fezes frescas. Não é que espalhar fedor pode ter lá suas vantagens?!


(https://chc.org.br/artigo/vegetais-quentinhos/)

"Não estamos falando de legumes recém-cozidos, mas de plantas que podem gerar seu próprio calor!"


O vocábulo 'recém-cozidos' está escrito com hífen corretamente, assim como os das alternativas abaixo, EXCETO:

Alternativas
Q3151089 Português

O mistério dos pequenos pontos vermelhos no espaço que intriga os astrônomos


O poder do telescópio espacial James Webb foi colocado à prova recentemente, com resultados que intrigaram até mesmo os cientistas.


O telescópio detectou no espaço indícios de objetos que se formaram há 12 bilhões de anos — relativamente pouco depois do Big Bang, que teria ocorrido há 13,8 bilhões de anos.


Trata-se de objetos que nunca haviam sido detectados antes e que desafiam o que a ciência sabe sobre como se formam as galáxias.


Devido ao seu brilho no espectro vermelho dos instrumentos usados para observá-los, os astrônomos batizaram os objetos de "pequenos pontos vermelhos". Mas definir o que eles são está gerando um debate entre cientistas.


Eles parecem pequenas galáxias, com cerca de 3% do tamanho da Via Láctea — mas contendo bilhões de estrelas.


Também poderia se tratar de galáxias com grandes números de buracos negros, que é uma formação que nunca foi observada até hoje nas galáxias mais próximas que se tem conhecimento.


Tudo depende de como estes objetos astrofísicos estão sendo observados.


Alguns especialistas inclusive comparam a sua mudança de aparência com uma espécie de polvo que consegue mudar sua cor e forma para se camuflar.


Eles são "mestres do disfarce", diz o astrofísico Fabio Pacucci, do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos.


Os pequenos pontos vermelhos "vêm de distâncias tão longínquas que chegam aqui muito fracos", explica à BBC News Mundo o astrônomo Mario Hamuy, professor da Universidade de Chile.


"Eles têm tamanhos típicos de 3 mil anos-luz de diâmetro, uns 3% do diâmetro da Via Láctea, por exemplo, e têm uma cor muito avermelhada, o que acontece porque a luz que eles emitem têm sido fortemente mudada pela presença de grãos de poeira ao seu redor."


Diferentemente dos telescópios de uso doméstico, os grandes telescópios como o James Webb podem captar a luz de objetos muito distantes no universo. Os sinais de energia que ele recebe podem ser captados em frequências distintas, que são analisadas em espectros.


Quando o James Webb focou nos pontos mais distantes do universo, ele se deparou com sinais dos "pequenos pontos vermelhos", que tinham características diferentes de objetos astrofísicos conhecidos anteriormente.


Dependendo de como se enxerga no espectro, eles possuem características que dividem as opiniões dos cientistas.


"Todas as fontes de luz do universo mudam de aparência quando se as observa em distintas janelas do espectro eletromagnético. Da mesma forma que acontece quando se faz uma imagem com raio-X ou com luz da sua mão. No primeiro caso, você verá os ossos da mão, e no segundo verá a pele", explica Hamuy.


"Os pequenos pontos vermelhos não são uma exceção. Dependendo da janela do espectro que você usa, verá regiões internas distintas do objeto", diz.


Como outros objetos do começo do universo, estes pontos existiram há bilhões de anos. Telescópios como o James Webb detectam a luz que viajou desde então pelo espaço.

Por causa dessas diferenças de análises do espectro que os cientistas viram nesses pequenos pontos vermelhos características diferentes: às vezes como uma galáxia que abriga milhões de estrelas, às vezes como uma galáxia com um buraco negro supermassivo.


"Não vemos este tipo de galáxias no nosso universo  próximo. Foi algo que surgiu nessa época do início do universo, que durou por um certo tempo e que agora não vemos mais", disse à BBC News Mundo a astrofísica Begoña Vila, engenheira de instrumentos da Nasa.


"Quando se começou a observá-los, no princípio se pensava se tratar de outro objeto. Mas agora se sabe que são galáxias e isso é superemocionante para todos."


Por serem diferentes e por serem "mestres do disfarce", os objetos estão desafiando os modelos que os cientistas construíram para explicar a origem das galáxias.


"Eles têm tamanhos típicos de 3 mil anos-luz de diâmetro, uns 3% do diâmetro da Via Láctea, por exemplo, e têm uma cor muito avermelhada, o que acontece porque a luz que eles emitem tem sido fortemente mudada pela presença de grãos de poeira ao seu redor."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g5zkqgk9go adaptado

"Mas agora se sabe que são galáxias e isso é superemocionante para todos."


Em relação à ortografia do vocábulo 'superemocionante' é correto afirmar:

Alternativas
Q3151068 Português

Diego Garcia, uma ilha remota no Oceano Índico, é um paraíso de vegetação exuberante e praias de areia branca, cercadas por águas azuis cristalinas.


Mas não é um destino turístico.


A ilha abriga uma base militar altamente secreta do Reino Unido e dos EUA, envolta em rumores e mistérios por décadas — estritamente fora do alcance da maioria da população civil.


Administrada a partir de Londres, a ilha está no centro  uma longa disputa territorial entre o Reino Unido e as Ilhas Maurício, e as negociações se intensificaram nas últimas semanas.         


É o inimigo", brinca um agente de segurança particular quando volto para meu quarto uma noite em Diego Garcia, com meu nome destacado em amarelo em uma lista que ele está segurando. A BBC lutou durante meses para ter acesso à ilha — a maior do Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico.

Queríamos cobrir um julgamento histórico que está sendo realizado sobre o tratamento dado aos tâmeis do Sri Lanka, as primeiras pessoas a solicitar asilo na ilha, que estão sendo mantidas lá há três anos. Foram travadas batalhas judiciais complexas sobre seu destino, e uma sentença vai determinar, em breve, se elas foram ocupadas e mantidas ilegalmente.

Até este momento, só podíamos cobrir a história remotamente.


Diego Garcia, que fica a cerca de 1.600 km da massa terrestre mais próxima, aparece nas listas das ilhas mais remotas do mundo. Não há voos c


são concedidas para as ilhas periféricas do arquipélago e para permitir a passagem segura pelo Oceano Índico.


Para entrar na ilha, é necessário obter uma autorização, concedida apenas a pessoas ligadas à instalação militar ou à autoridade britânica que administra o território. Os jornalistas têm sido historicamente barrados.


Os advogados do governo do Reino Unido entraram com uma ação judicial para tentar impedir que a BBC participasse da audiência e, mesmo quando a permissão foi concedida após uma decisão da Suprema Corte do território, os EUA se opuseram posteriormente, dizendo que não forneceriam alimentação, transporte ou acomodação àqueles que tentassem chegar à ilha para o julgamento, incluindo o juiz e os advogados


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cje3y4gxq5xo trecho adaptado)

Em relação à acentuação gráfica, analise as afirmativas a seguir:


I. O vocábulo 'queríamos' tem a mesma regra de acentuação de 'juízes'.


II. Embora não apresentem a mesma regra de acentuação, 'tâmeis' é uma paroxítona, assim como 'baía'.


III. 'até' é oxítona acentuada, assim como 'café'.


IV. 'fácil' é acentuada , pois é uma oxítona terminada em 'l'.


V. A palavra 'audiência' pode ser considerada tanto paroxítona quanto proparoxítona.


Estão corretas:

Alternativas
Q3150593 Português
O apoio do superior no trabalho pode melhorar a produtividade
Se você está estressado com algum aspecto do seu trabalho, isso pode afetar negativamente a sua produtividade. Talvez precise de ajuda com a demanda de projetos ou com o relacionamento com colegas de trabalho. Mas não precisa resolver tudo por conta própria. Não há problema em pedir ajuda. No entanto, não assuma que as outras pessoas sabem o quanto você precisa de ajuda. É parte do seu trabalho gerenciar essa questão. Fale com o seu chefe.
Disponível em: <https://forbes.com.br/carreira/2019/09/4-dicas-para-pedir- ajuda-ao-seu-chefe/>.
Acesso em: 20 set. 2024, com adaptações.

Acerca das informações do texto e das questões gramaticais que o envolvem, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3150592 Português

Imagem associada para resolução da questão
WATTERSON, Bill. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin & Haroldo. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2007, p. 50.
De acordo com a norma-padrão e com o sistema ortográfico oficial, a (o)
Alternativas
Q3150102 Português
As regras de acentuação são essenciais para a boa comunicação. Desse modo, assinale a alternativa que apresenta as palavras que estão acentuadas de acordo com a gramática normativa.
Alternativas
Q3150097 Português
A ortografia é o conjunto de orientações que determinam a escrita correta das palavras. A respeito disso, assinale a alternativa em que as palavras estão grafadas corretamente.
Alternativas
Q3150095 Português
A sílaba tônica de uma palavra é a emitida com mais ênfase. De acordo com a tonicidade, a palavra pode ser oxítona, paroxítona e proparoxítona. Considerando a palavra "literária", assinale a alternativa em que a palavra apresenta a mesma silaba tônica.
Alternativas
Respostas
3581: C
3582: C
3583: A
3584: B
3585: A
3586: B
3587: D
3588: A
3589: D
3590: C
3591: B
3592: B
3593: B
3594: D
3595: A
3596: E
3597: D
3598: B
3599: D
3600: B