Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cuidado com o Pé de Garrafa
Nem bem entraram na mata, os homens foram surpreendidos por um assovio muito alto, tão alto que doeu os ouvidos: fiiiuuú!!! Todos que estavam agachados, deixando suas ferramentas no chão, ficaram de pé, em alerta, assustados. "O que foi isso?", disse um deles, e os outros deram de ombros. Os olhos de todos estavam arregalados, e os corpos quentes, em alerta, estavam prontos para correr. Mas, por que esse pânico todo? Primeiro, porque sabiam que o que iriam fazer na floresta não era certo. Afinal, eles tinham uma fileira de árvores para derrubar e um monte de bichos para caçar. Segundo, porque se lembraram de uma história horripilante contada pelos habitantes locais, a história do Pé de Garrafa!
Quem é esse? Nem queira saber! Mas quem mora lá pelas bandas do Mato Grosso do Sul sabe bem quem é. O Pé de Garrafa é um monstro que não se parece com nada que conhecemos. Não é gente, nem é bicho. Na cabeça, no lugar de cabelo, traz uns trapos de pano podre. Tem uma perna só, com o pé com um casco que deixa um rastro redondo por onde passa, como o fundo de uma garrafa. Por isso, claro, é conhecido como Pé de Garrafa.
Às sextas-feiras, por volta da meia-noite, é o momento preferido do monstro aparecer. Mas, se ele sente que a mata vai ser invadida, ele aparece a qualquer hora. Primeiro, dá o seu assobio, que é ouvido somente por caçadores ou pessoas mal-intencionadas. Quem escuta se confunde, pois o som ecoa para todos os lados. É aí que armadilha começa. A pessoa se perde na floresta, fica desorientada com o assobio e se embrenha na mata.
Quem voltou para contar diz que sentiu um vento nas costas enquanto corria sem parar, parecia um bater de asas muito pesadas ou encharcadas de água. Dizem que o Pé de Garrafa voa e parece ter asas de ema. Do alto, ele grita, e grita forte, por umas duas horas sem parar. É para todo mundo ouvir, da mata ou da cidade.
*O Pé de Garrafa é uma lenda brasileira, contada por moradores do Mato Grosso do Sul, mas que também é conhecida em outros estados brasileiros. Em algumas versões, ele ganha o nome de Troá, além de pernas de aves, pelos e espinhos. Esta versão foi livremente adaptada pela CHC.
(https://chc.org.br/artigo/cuidado-com-o-pe-de-garrafa/)
I.'pânico' e 'árvores' são proparoxítonas, por isso são acentuadas.
II.'pé' é uma palavra oxítona acentuada.
III.'encharcada' é escrita com 'ch' assim como ' enchada'.
IV.'assobio' é escrita com 'ss' assim como 'assento'.
Estão corretas:
(__)As formas verbais 'Têm' e 'lê' são exemplos de verbos que permaneceram com acento, para diferenciar a forma singular da de plural.
(__)O vocábulo 'razoável' e 'saúde' recebem acento pela regra das palavras que formam hiato.
(__)'Médica' e 'básico' são proparoxítonas.
(__)'Além' e 'olhar' são oxítonas.
(__)'Psicoativas' não é hifenizada, assim como 'autoescola'.
A sequência que preenche os parênteses corretamente é:
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
"Sou mineira, filha dessa cidade, meu registro informa que nasci no dia 29 de novembro de 1946. Essa informação deve ter sido dada por minha mãe, Joana Josefina Evaristo, na hora de me registrar, por isso acredito ser verdadeira. Mãe, hoje com os seus 85 anos, nunca foi mulher de mentir. Deduzo ainda que ela tenha ido sozinha fazer o meu registro, portando algum documento da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Uma espécie de notificação indicando o nascimento de um bebê do sexo feminino e de cor parda, filho da senhora tal, que seria ela. Tive esse registro de nascimento comigo durante muito tempo. Impressionava-me desde pequena essa cor parda. Como seria essa tonalidade que me pertencia? Eu não atinava qual seria. Sabia sim, sempre soube que sou negra.
Quanto a ela ir sozinha, ou melhor, solitária para o cartório me registrar é uma dedução minha tirada de alguns fatos relativos à vida de meu pai. Aliás, de meu pai conheço pouco, pouquíssimo.
Em compensação, sei um pouco mais, daquele que considero como sendo meu pai. Dele sei o nome todo. Aníbal Vitorino e a profissão, pedreiro. Meu padrasto Aníbal, quando chegou a nossa casa, minha mãe cuidava de suas quatro filhas sozinha. Maria Inês Evaristo, Maria Angélica Evaristo, Maria da Conceição Evaristo e Maria de Lourdes Evaristo. Bons tempos, o de nós meninas. Minha mãe se constituiu, para mim, como algo mais doce de minha infância. O que mais me importava era a sua felicidade. Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela. Minha mãe chorava muito, hoje não. Tem uma velhice mais tranquila. Meu padrasto completou 86 anos e vive ao lado dela. [...]"
(EVARISTO, Conceição. Conceição Evaristo por Conceição Evaristo. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo. Acesso em 31 out. 2024. Adaptado.)
I.São paroxítonas as palavras 'água', 'raro' e 'velocidade'.
II.A forma verbal 'há' é acentuada para simbolizar marca de plural.
III.'Climáticos' é uma paroxítona, assim como 'ímpio'.
IV.O adjetivo 'impossível', ao ser transformado em seu substantivo correspondente, perde o acento.
V.São oxítonas 'país', 'fator', 'também' e 'pior'.
Estão corretas:
Com o Novo Acordo Ortográfico, o vocábulo 'terça-feira' permaneceu inalterado. Entretanto, diversas palavras passaram por modificações. Nas alternativas a seguir, identifique aquela que apresenta um vocábulo grafado de forma INCORRETA:
Diante de uma ...................... formada pelas pessoas que estavam no .........................., o piloto foi um ................... Terminou o ..................... em segurança, fazendo uma aterrissagem de risco, apesar do grande temporal.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
O cotidiano da grosseria urbana
Perto de minha casa, há uma área reservada para veículos de idosos, com espaço para três carros. A medida é útil, sobretudo pela proximidade de um supermercado. Contudo, o desrespeito por regras básicas é comum. Alguns idosos (e outros nem tanto) utilizam a área, descarregam suas compras e abandonam os carrinhos na calçada, ignorando o simples ato de devolvê-los à loja, a poucos metros de distância.
Certa manhã, vi uma senhora estacionar seu SUV nessa área. Apesar do direito ao espaço, ela ocupou mais de uma vaga, restringindo o uso a outros veículos. Ao sugerir educadamente que reposicionasse o carro, fui surpreendido por uma resposta arrogante e uma atitude hostil. Sua reação pareceu fruto de alguma frustração pessoal, mas não deixou de refletir a crescente grosseria no convívio urbano.
Casos como esse se repetem. Outro exemplo ocorreu com uma motorista em um SUV que, parada em local proibido e atrapalhando o trânsito, ignorou os pedidos para liberar a passagem e respondeu com desdém: "Vá cuidar da sua vida!".
Supermercados, aliás, são um palco constante de falta de educação. Pessoas ignoram filas, empurram carrinhos nos calcanhares alheios e sequer pedem licença para pegar algo na prateleira. Em uma ocasião, crianças corriam pelos corredores soprando cornetas, enquanto o pai, alheio ao caos, analisava vinhos importados.
Esses episódios mostram como o egoísmo e a falta de empatia se manifestam em situações cotidianas. As grosserias urbanas, cada vez mais frequentes, evidenciam uma necessidade urgente de reflexão sobre respeito e convivência.
Autor: Fernando Fabbrini - Texto adaptado.
https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/10/17/gross erias
Leia as frases a seguir, inspiradas no texto "O cotidiano da grosseria urbana", e assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, de acordo com as normas de ortografia da Língua Portuguesa:
FRANKL, Viktor. Em busca de sentido. Petrópolis: Vozes, 2024, p. 122-123.
Considerando-se as regras ortográficas, qual das sequências preenche adequadamente as lacunas?

Disponível em: https://br.pinterest.com/rogemali/pins/. Acesso em: 27 out. 2024.
Considerando-se a construção verbal (palavras) e não verbal (imagens) do cartum, é possível perceber que tal construção apoia-se em um par de palavras

Disponível em: https://tudodireito.wordpress.com/2014/02/08/acordo-ortografico-o-uso-do-hifen/. Acesso em: 29 out. 2024.
De acordo com as regras ortográficas vigentes, e considerando-se o emprego do hífen, dados os termos,
I. antissocial.
II. mandachuva.
III. contraalmirante.
IV. recémcasados.
Das palavras, verifica-se que estão corretas