Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3470932 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais



Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.



À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.



"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).



Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.



"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."



O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.



As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. 



Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.



Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.



Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.



"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.



"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."



Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.



De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.



Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.



"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.



Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.



"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."



Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.



Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.



Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados. 



"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.



Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.



Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.



Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.



Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.



"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.



"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.


Mas, por trás dessa teimosia, apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada. 

De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3470510 Português
FURACÕES ESTÃO FICANDO FORTES DEMAIS PARA NOSSAS ESCALAS DE MEDIDA


Um trabalho importante da meteorologia é antecipar fenômenos climáticos – especialmente aqueles que podem ser ameaças à população. No caso de furacões, existe uma classificação para estimar possíveis danos materiais que ele pode causar: a escala de furacões Saffir-Simpson. Ela avalia a força de um furacão de 1 a 5, com base na velocidade sustentada de seus ventos.

Desculpe, mas qual é mesmo seu nome? De 119 a 153 km/h, um furacão é considerado de “categoria 1”. São ventos perigosos, que vão causar alguns danos: quebrar galhos grandes de árvores, arrancar árvores de raízes superficiais do chão, danificar alguns telhados, e causar quedas de energia por alguns dias.

De 252 km/h para cima são os furacões mais perigosos, os de “categoria 5”. Os danos são catastróficos, causando destruição completa de casas, quedas de árvores e falhas de energia que duram por meses. A área afetada pode ficar inabitável por semanas ou meses.

Graças ao aquecimento global, essa categorização pode estar ficando obsoleta. Uma dupla de pesquisadores defende a criação de novas categorias na escala, a fim de englobar a intensificação recente das tempestades causadas pelo aquecimento do planeta. Sua pesquisa foi publicada no periódico PNAS.

Na última década, cinco furacões registraram velocidades de vento tão altas que, segundo os autores, deveriam ter sido classificadas como tempestades de “categoria 6” – e, se a emissão de poluentes continuar no ritmo atual, o planeta pode aquecer tanto a ponto de termos tempestades de “categoria 7”.

Por causa do jeito que a escala Saffir-Simpson funciona, não existem furacões de categoria 6 ou categoria 7 – tudo acima dos 252 km/h é categoria 5. Segundo a dupla, essa classificação atual falha em transmitir os riscos representados pelas tempestades mais fortes. Eles defendem que a categoria 5 deveria ir de 252 km/h até 309 km/h, e tudo acima disso deveria entrar na categoria 6.

Fonte: Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/furacoes-estao-ficandofortes-demais-para-nossas-escalas-de-medida/
Assinale a alternativa em que não há erro ortográfico.
Alternativas
Q3470283 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente de acordo com as normas ortográficas.
Alternativas
Q3470282 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente de acordo com as normas ortográficas.
Alternativas
Q3468378 Português
Jogos Olímpicos e o respeito à natureza

        A primeira edição dos Jogos Olímpicos aconteceu há cerca de 2.800 anos. De acordo com historiadores e arqueólogos, ela ocorreu na cidade de Olímpia, na Grécia, de onde tem origem o nome Olimpíadas. os Jogos Olímpicos da Antiguidade se tornaram símbolo da paz e da união entre os povos porque, no período em que aconteciam as competições, todas as guerras e rivalidades entre nações eram suspensas de comum acordo. O francês Pierre de Coubertin, que sempre foi apaixonado por esportes, foi quem criou os Jogos Olímpicos da era moderna. Ele teve a ideia depois de saber das escavações arqueológicas que revelaram informações sobre os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Então, criou o Comitê Olímpico Internacional e fez a primeira competição acontecer também em Olímpia, no ano de 1896.


        Em 2024, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos aconteceram em Paris, a capital da França! Chamaram a atenção desde a escolha das mascotes. Em vez de um animal, como geralmente acontece, nesta edição, as mascotes tiveram a forma de um chapéu ou gorro, que tem o nome de barrete frígio e um significado forte na França. Sua história é antiga.
Na Roma Antiga, quando um gladiador escravizado ganhava uma luta, ele recebia um barrete frígio, que era o símbolo de sua libertação. Tempos depois, o gorro foi usado por manifestantes, durante a Revolução Francesa, que aconteceu no final do século 18. Seus participantes queriam o fim da monarquia e dos privilégios da nobreza, e tinham como lema “liberdade, igualdade e fraternidade”. Com essa escolha, a organização dos Jogos quis dar um recado ao mundo. Mas que recado é esse? Ele tem a ver com a tradição de paz que esse evento promove e traz um alerta sobre um futuro de proteção do nosso planeta.


        Os Jogos chamaram a atenção para a emergência climática que a Terra vive. Se nós, humanos, não conseguirmos reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera e frear outras ações que prejudicam a natureza e o meio ambiente, viveremos situações cada vez mais difíceis. Além disso, mostraram como é possível que grandes eventos aconteçam com menor impacto para a natureza. Por isso, planejaram ser a edição mais sustentável de todos os tempos, investindo na instalação de painéis de energia solar e na criação de mais espaços para bicicletas. Até o cardápio incluiu menos carne e mais opções de comidas vegetarianas. E muitas das instalações que abrigaram os atletas já existiam e foram readaptadas para esse fim. Outras foram construídas como temporárias ou com uso reduzido de cimento e madeira, e alimentadas com energia solar e têm espaços verdes.

(Texto adaptado especialmente para essa prova. Revista CHC - Julho 2024 - edição 356 – acesso em 31 de julho de 2024.)
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam dígrafos.
Alternativas
Q3467262 Português

Leia o texto para responder à questão.


Vacina anticâncer para cães dobra a taxa de sobrevivência dos animais


Com tratamentos convencionais como quimioterapia, cachorros com certos tipos de câncer têm 35% mais chances de sobreviver por um período extra de um ano. Com uma nova vacina anticâncer, essa probabilidade sobe para 60% – praticamente o dobro.


Os resultados foram publicados na revista Translational Oncology em 2021, mas só foram divulgados em 5 de março pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O tratamento é uma forma de imunoterapia e está atualmente sob revisão pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 


A vacina foi submetida a múltiplos ensaios clínicos ao longo dos últimos oito anos. Ela foi aplicada inclusive no golden retriever Hunter, de 11 anos, que, também passou por quimioterapia e, dois anos após seu diagnóstico inicial, não apresenta mais sinais de câncer.


O cachorro brincalhão que trabalhava antes como cão de resgate em locais de desastres agora vive com apenas três patas. Ele passou por uma amputação da pata dianteira esquerda após ser diagnosticado com osteossarcoma, forma de câncer ósseo que mata mais de 65% dos cães que aflige dentro de 12 meses.


“Cães, assim como humanos, desenvolvem câncer espontaneamente; eles crescem, metastatizam e mutam, assim como os cânceres humanos”, diz em comunicado um dos desenvolvedores da vacina, Mark Mamula, professor de reumatologia na Escola de Medicina de Yale.


O especialista conta que perdeu seu próprio cachorro para um câncer inoperável há cerca de 11 anos atrás. “Se pudermos fornecer algum benefício, algum alívio – uma vida sem dor – esse é o melhor resultado que poderíamos ter”, ele afirma.


Resultados promissores

Hunter recebeu sua primeira dose da vacina antes de sua cirurgia de amputação. A segunda dose veio antes do cachorro iniciar a quimioterapia e depois ele ainda recebeu um reforço.


Até agora, mais de 300 cães foram tratados com o imunizante durante uma série de ensaios clínicos, que ainda estão em andamento em 10 locais nos EUA e Canadá. Os resultados mostraram que a vacina cria anticorpos que encontram e se ligam a tumores, interferindo com as vias de sinalização responsáveis pelo crescimento tumoral.


Além de aumentar a taxa de sobrevivência de um ano após a vacinação, o tratamento também reduz os tumores em muitos dos cães. Por enquanto, a intervenção só se aplica a cachorros que já foram diagnosticados com câncer, mas, no futuro, os cientistas esperam descobrir se isso poderá ser aplicado para reduzir a incidência de tumores em cães saudáveis.


Mark Mamula criou uma empresa chamada TheraJan, que deve produzir eventualmente a vacina. “Recebo muitos e-mails de proprietários de cães gratos que foram informados de que seus animais de estimação teriam semanas ou meses de vida, mas que agora estão dois ou três anos além de seu diagnóstico de câncer”, ele relata.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/03/vacina-anti-cancer-para-caes-dobra-a-taxa-de-sobrevivencia-dos-animais.ghtml

A palavra “clínicos”, que ocorre no texto, é proparoxítona. A palavra a seguir que apresenta a mesma tonicidade é:
Alternativas
Q3466452 Português

Leia o texto para responder à questão.


Timidez


        Sou um tímido veterano e posso dar conselhos aos que estão recém descobrindo o martírio de enfrentar esse terror, os outros, e a obrigação de se fazer ouvir, ter amigos, namorar, procriar e, enfim, viver, quando preferia ficar quieto em casa. Ou, de preferência, no útero.


        Algumas coisas não funcionam. Já tentei várias maneiras de conviver com minha timidez e nenhuma deu certo. Decorar frases, por exemplo. Já fui com uma frase pronta para impressionar a menina e na hora saiu “Teus verdes são como dois olhos, lagoa”. Também resista à tentação de assumir um ar superior e dar a impressão de que você não é tímido, é misterioso.

   

        Eu sou do tempo em que se usava chaveiro com correntinha (além de tope e topete, tope de gravata enorme e topete duro de Gumex) e ficava girando a correntinha no dedo, enquanto examinava as garotas na saída das matinês (eu sou do tempo das saídas de matinês). Um dia uma garota veio falar comigo, ou ver de perto o que mantinha meu topete em pé, foi atingida pela hélice da correntinha e saiu furiosa. Melhor, porque eu não tinha nenhuma fala pronta, o que dirá misteriosa, que correspondesse à pose.

   

        Evite manobras calhordas, como identificar alguém tão tímido quanto você no grupo e quando, por sacanagem, lhe passarem a palavra, passar a palavra imediatamente para ele. O mínimo que um tímido espera de outro é solidariedade. E não há momento mais temido na vida de um tímido do que quando lhe passam a palavra.

    

        Tente se convencer de que você não é o alvo de todos os olhares e de todas as expectativas de vexame quando entra em qualquer recinto. Porque, no fundo, a timidez é uma forma extrema de vaidade, pois é a certeza de que, onde o tímido estiver, ele é o centro das atenções, o que torna quase inevitável que errará a cadeira e sentará no chão, ou no colo da anfitriã.

  

        Convença-se, o mundo não está só esperando para ver qual é a próxima que você vai aprontar. E mire-se no meu exemplo. Depois que aposentei a correntinha e (suspiro) perdi o topete, namorei, casei, procriei, fiz amigos, vivi e hoje até faço palestras, ou coisas parecidas. Mesmo com o secreto e permanente desejo, é verdade, de não estar ali, mas quieto em casa.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A palavra “tímido”, que ocorre no texto apresentado, é acentuada pela mesma regra ortográfica que:
Alternativas
Q3459365 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

É uma palavra acentuada por ser oxítona: 
Alternativas
Q3459335 Português
Estão corretamente empregadas as palavras na frase:
Alternativas
Q3458886 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que é o fenômeno da água morta?



Ele acontece quando ondas se formam dentro do mar, e não na superfície. E pode ter decidido uma batalha na Roma Antiga.


Que água e óleo não se misturam, você já sabe. Um pouco menos trivial é que, em algumas condições, água e água não se misturam. Por exemplo: no litoral de regiões de baixas temperaturas, conforme o gelo dos glaciares derrete e escorre para o mar, forma-se uma camada de água doce mais fria na superfície do oceano − que permanece separada da camada inferior, mais salgada e quente.


Quando um navio está passando em uma região em que acontece esse fenômeno, ele perturba as águas e vai gerando ondas atrás de si. Mas essas ondas não acontecem na superfície da água. São ondas submarinas, que se formam na interface entre a água doce e a salgada.


Essas ondas invisíveis (seriam visíveis se você pudesse, por exemplo, tingir a água doce com corante para vê-la em contraste com a salgada) vão ganhando velocidade, alcançam o próprio navio responsável por gerá-las e então interferem com seu movimento, fazendo-o desacelerar ou parar.


Existem dois tipos de água morta. A versão do fenômeno conhecida como Nansen faz a velocidade do navio diminuir de maneira mais ou menos uniforme. Já a versão chamada de Ekman faz o velocímetro do barco oscilar: ele vai ora mais rápido, ora mais devagar. Hoje, sabemos que essas duas manifestações são etapas do mesmo processo. Primeiro o navio oscila à moda Ekman, depois se estabiliza do jeitinho Nansen.


Acredita-se que o fenômeno tenha sido fundamental para a vitória do imperador Otaviano contra a frota de Marco Antônio e Cleópatra na Batalha do Áccio, em 31 a.C. Pela maior parte da história, a água morta foi  descartada como história de pescador: só em 1893 o caso do explorador norueguês Fridtjof Nansen convenceu um meteorologista, Vilhelm Bjerknes, a descrevê-lo cientificamente.


(Seleçõesmarço2024)

A letra "X", presente em "explorador", não ocorre em: 
Alternativas
Q3458879 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 



Vírus é capaz de gerar eletricidade



Micróbio foi desenvolvido em laboratório - e talvez possa servir como bateria biológica um dia. 


Ele se chama M13, foi criado por cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley), e tem uma habilidade inédita (1): se exposto ao calor, começa a produzir uma corrente elétrica.

Esse fenômeno, que se chama piroeletricidade (e só havia sido detectado em minerais), acontece porque a parte externa do vírus foi revestida por uma proteína eletricamente carregada: metade dela tem carga positiva, e a outra metade tem carga negativa.

O calor perturba as moléculas dessa proteína, fazendo com que elas se desmanchem − e esse movimento altera as posições dos polos negativo e positivo, gerando uma "diferença de potencial elétrico", ou seja, voltagem.

Os cientistas acreditam que o M13 poderá ser usado, no futuro, como uma espécie de bateria biológica para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos − como o vírus é capaz de se autorreplicar, ele "recarregaria" essa bateria sozinho.


(Bruno Garattoni.12 de dezembro de 2023/https:super.abril.uol.com.br.)

O prefixo "auto" de autorreplicar não foi devidamente afixado em:
Alternativas
Q3458878 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 



Vírus é capaz de gerar eletricidade



Micróbio foi desenvolvido em laboratório - e talvez possa servir como bateria biológica um dia. 


Ele se chama M13, foi criado por cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley), e tem uma habilidade inédita (1): se exposto ao calor, começa a produzir uma corrente elétrica.

Esse fenômeno, que se chama piroeletricidade (e só havia sido detectado em minerais), acontece porque a parte externa do vírus foi revestida por uma proteína eletricamente carregada: metade dela tem carga positiva, e a outra metade tem carga negativa.

O calor perturba as moléculas dessa proteína, fazendo com que elas se desmanchem − e esse movimento altera as posições dos polos negativo e positivo, gerando uma "diferença de potencial elétrico", ou seja, voltagem.

Os cientistas acreditam que o M13 poderá ser usado, no futuro, como uma espécie de bateria biológica para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos − como o vírus é capaz de se autorreplicar, ele "recarregaria" essa bateria sozinho.


(Bruno Garattoni.12 de dezembro de 2023/https:super.abril.uol.com.br.)

A alternativa em que a palavra não segue a regra de acentuação semelhante à "inédita" é:
Alternativas
Q3458874 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 



Vírus é capaz de gerar eletricidade



Micróbio foi desenvolvido em laboratório - e talvez possa servir como bateria biológica um dia. 


Ele se chama M13, foi criado por cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley), e tem uma habilidade inédita (1): se exposto ao calor, começa a produzir uma corrente elétrica.

Esse fenômeno, que se chama piroeletricidade (e só havia sido detectado em minerais), acontece porque a parte externa do vírus foi revestida por uma proteína eletricamente carregada: metade dela tem carga positiva, e a outra metade tem carga negativa.

O calor perturba as moléculas dessa proteína, fazendo com que elas se desmanchem − e esse movimento altera as posições dos polos negativo e positivo, gerando uma "diferença de potencial elétrico", ou seja, voltagem.

Os cientistas acreditam que o M13 poderá ser usado, no futuro, como uma espécie de bateria biológica para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos − como o vírus é capaz de se autorreplicar, ele "recarregaria" essa bateria sozinho.


(Bruno Garattoni.12 de dezembro de 2023/https:super.abril.uol.com.br.)

A segunda palavra apresenta falha de grafia em:
Alternativas
Q3458258 Português
De acordo com as novas regras ortográficas, assinale a frase correta:  
Alternativas
Q3458249 Português
Assinale a opção que apresenta um exemplo correto de dígrafo e de encontro consonantal respectivamente? 
Alternativas
Q3457635 Português
O que é uma tempestade, como ela se forma


As pesquisas pelo termo "tempestade" cresceram mais de 50% na comparação com o ano passado e mais de 70% nos últimos três anos.

Os moradores da região Sul do país — Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná — foram os que mais tiveram interesse no tema.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.

Uma tempestade é um fenômeno meteorológico que "tem como características ventos fortes, chuva, trovoadas, relâmpagos, granizo e raios", explica Paulo Cezar Mendes, professor de climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Ou seja, é uma chuva forte com raios ou granizos; logo, chuvas que não têm pelo menos um desses fenômenos, não são consideradas tempestades.

Elas se formam em nuvens grandes verticais chamadas cumulonimbus.

Já chuvas mais amenas são formadas em nuvens cirrus − fibrosas, altas, brancas e finas − ou stratus − nuvens com menos formato, que ficam um pouco mais baixas no céu.

O tipo de nuvem formado é o que determina a intensidade da chuva, o tempo que ela vai demorar para cair e, consequentemente, se ela é uma tempestade ou não.

Uma tempestade é um fenômeno meteorológico caracterizado por muita instabilidade atmosférica; as moléculas presentes na superfície terrestre se movimentam de maneira muito intensa, provocando a formação de nuvens.

Estas nuvens se formam a partir da movimentação do ar em uma área de baixa pressão atmosférica. A tempestade está associada, principalmente, ao encontro de duas massas de ar com características diferentes − quente/seca e úmida/fria − que provoca uma variação de temperatura na atmosfera.

Esse choque provoca uma movimentação intensa das moléculas presentes na superfície da terra, ou seja, o ar quente − menos denso − eleva-se para a atmosfera, enquanto o ar frio − mais denso − desce em direção à superfície do solo, proporcionando uma redução da pressão atmosférica. Esse choque entre massas de ar é o que causa a tempestade.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ ce5pl2e1nkdo. Adaptado. 
Uma tempestade é um fenômeno meteorológico caracterizado por muita instabilidade atmosférica; as moléculas presentes na superfície [...].
De acordo com as regras de acentuação gráfica, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3457585 Português
Analise as palavras a seguir e assinale a alternativa em que se verifica o emprego incorreto do hífen.
Alternativas
Q3457526 Português

História do pão de queijo: do Brasil para o mundo


    A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.


    Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.


    Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.


    No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.


    Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.


    Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.


    Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.


(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)

O texto empregou a palavra “mandioca-brava” com hífen. Assinale a alternativa que a presenta palavra com a mesma regra de emprego do hífen:
Alternativas
Q3457449 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão

A importância dos povos indígenas para a preservação da natureza.

Os povos indígenas desempenham um papel crucial na preservação ambiental no Brasil, devido à sua profunda conexão e conhecimento tradicional da fauna e flora.

O Brasil abriga um grande número de comunidades indígenas, muitas das quais vivem em áreas de grande importância ecológica, como a floresta amazônica. Essas comunidades têm uma forte compreensão de seus ecossistemas circundantes, tendo desenvolvido relações complexas com plantas, animais e terra ao longo de milhares de anos. Como tal, eles possuem um conhecimento valioso sobre como gerenciar e proteger esses ambientes de forma sustentável, que tem sido transmitido por gerações.

Os territórios indígenas têm sido uma fronteira de resistência diante da ganância capitalista expressa em atividades como a mineração, extração de madeira, monocultura, pecuária entre outras práticas de exploração predatórias.

O líder Yanomami Davi Kopenawa nos mostra como a cosmovisão de seu povo considera as árvores como colunas de sustentação do céu, logo, a destruição da floresta ocasionará a queda do céu e o fim da humanidade. É nessa perspectiva que os indígenas têm sido fundamentais para a preservação da natureza, tendo uma perspectiva singular sobre o meio ambiente, vendo-o como parte integrante de sua identidade cultural e meios de subsistência.

Eles veem a natureza como um ser vivo, com o qual mantêm uma relação recíproca, e reconhecem a importância de protegê-la para as gerações futuras. Esse entendimento os levou a desenvolver práticas que priorizam a conservação e restauração do ambiente natural. Respeitando e trabalhando com a natureza, os povos indígenas têm mostrado que é possível preservar a biodiversidade, manter os serviços ecossistêmicos e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. No geral, suas contribuições são essenciais para o bem-estar contínuo dos ecossistemas brasileiros e para a luta global contra a degradação ambiental.


Wesley Ketile — UFPA Publicado em 19/04/2023 https://www.gov.br/mast/pt-br/assuntos/noticias/2023/abril
As palavras “climáticas” e “indígenas” recebem acento gráfico porque:
Alternativas
Q3457230 Português

Felipe Silva | Dirigente do Sindicato dos Vigilantes do RJ e membro do Movimento Luta de Classes


12 de novembro de 2024



OPINIÃO – O futuro da política no Brasil está intrinsecamente ligado às pautas trabalhistas, e entre as mais urgentes está o fim da escala 6×1.



Historicamente, o movimento sindical tem sido protagonista nas maiores conquistas da classe trabalhadora, especialmente nas lutas pela redução da carga horária. Desde as greves de 1917 até a implementação da CLT em 1943 e a conquista da jornada de 44 horas semanais na Constituição de 1988, foram as mobilizações sindicais que abriram caminho para cada um desses avanços. 



Ignorar o trabalhador é fechar os olhos para a realidade do país. Hoje, a prioridade das centrais sindicais e dos movimentos sociais deve ser o trabalhador, que enfrenta constantes ataques aos seus direitos – intensificados com a Reforma Trabalhista. Ainda que os sindicatos tenham sido fundamentais para os direitos da classe, o cenário atual é de desafios, agravado pela queda no número de associados e pelo enfraquecimento do movimento sindical, influenciado por campanhas antissindicais fomentadas pela grande mídia, empresários e políticos da extrema-direita. A resposta não pode ser paralisia; é hora de se mobilizar, de “voltar para a base” e fazer muito com poucos recursos.



Um sinal claro dos anseios da classe trabalhadora foi a eleição de Rick Azevedo, idealizador do movimento VAT, para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Sua eleição representa um verdadeiro grito de socorro dos trabalhadores cariocas. Apesar de o tema da escala 6×1 não ser competência direta da câmara, Rick, que até pouco tempo era visto como “um maluco que só falava da escala 6×1”, conquistou a confiança e o voto dos trabalhadores. Ele representa a visibilidade que essa pauta precisa – algo que tantas candidaturas voltadas para a defesa da classe trabalhadora pelo Brasil não conseguiram fazer. Sua eleição mostra a urgência de colocar as lutas da base no centro da agenda sindical.



Chega de governismo e de uma falsa esperança de governo popular. É preciso conquistar os direitos dos trabalhadores com luta, não com discursos vazios. O sindicalismo não pode mais ser símbolo de acomodação.



É preciso reconhecer as perdas, mas também se comprometer a reconquistar a confiança do trabalhador. Isso exige um resgate do sindicalismo raiz, com foco nas pautas que realmente impactam o dia a dia da classe trabalhadora.



Desde o início da campanha pelo fim da escala 6×1, houve o apoio de alguns sindicatos, principalmente o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, um dos principais a combater historicamente a jornada de trabalho excessiva, e dezenas de sindicalistas envolvidos, como eu, que fiz parte da coordenação nacional do VAT e atuo no sindicato dos vigilantes do município do Rio de janeiro, que, mesmo diante de desafios impostos pela Reforma Trabalhista, ainda lutam para defender os direitos de seus trabalhadores e tem como umas das maiorias conquistas o adicional de periculosidade e aposentadoria especial, vitórias relevantes, mas que requer um esforço contínuo para ser garantida em um cenário de crescentes ataques.



Mas é preciso mais. É necessário um envolvimento em massa das centrais sindicais.



Agora, mais do que nunca, é essencial ter coragem para que a base também tenha – e para que os trabalhadores voltem a acreditar no poder de transformação da luta sindical.


(https://averdade.org.br/2024/11/opiniaosindicatos-e-o-fim-da-escala-6x1/)




Marque a alternativa que apresenta só palavras com regras de acentuação diferentes:
Alternativas
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3023: A
3024: D
3025: B
3026: B
3027: B
3028: B
3029: D
3030: A
3031: A
3032: B
3033: D
3034: C
3035: A
3036: B
3037: A
3038: D
3039: C
3040: B