Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

Foram encontradas 13.368 questões

Q3283756 Português
Algumas palavras da língua portuguesa causam dúvidas: escreve-se junto ou separado? Assinale a palavra que está escrita INCORRETAMENTE
Alternativas
Q3283751 Português
Marque a palavra que está escrita INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q3283053 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
As palavras a seguir, retiradas do texto, que recebem a acentuação gráfica pela mesma regra ortográfica são apenas:
Alternativas
Q3282893 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

     Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.



BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.


 



As palavras a seguir, retiradas do texto, que recebem a acentuação gráfica pela mesma regra ortográfica são apenas:
Alternativas
Q3282316 Português
A acentuação gráfica está INCORRETA apenas em:
Alternativas
Q3280978 Português
“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.”
Cecília Meireles 
As palavras, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica na alternativa:
Alternativas
Q3280971 Português


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: rigeo.sgb.gov.br


Assinale a alternativa, no texto do quadro acima, em que a palavra está acentuada por ser proparoxítona não formada por hiato.

Alternativas
Q3280139 Português
Leia o texto a seguir para responder à próxima pergunta:


No Meio do Caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho
tinha uma pedra.


Carlos Drummond de Andrade
Assinale a alternativa em que a ortografia está INCORRETA:
Alternativas
Q3279279 Português
        São dois pinheiros altos, e atrás deles o mar. Na linha do horizonte, as linhas parecem estar boiando, nessa luz indecisa da manhã de inverno.

         O homem lança um olhar apressado à paisagem cheia de vento e de sol, e se volta para o interior do apartamento; precisa providenciar as instalações elétricas; um amigo lhe disse uma coisa horrendamente prosaica, a saber: convém trocar o ralo do chuveiro por um desses que se pode fechar, porque assim é evitado o ingresso de baratas. É preciso pensar nisso; e também onde colocar o telefone; e em providenciar o telefone para ser colocado. (...) O colchão não veio? Mas ficaram de mandar trazer no sábado, sem falta. Ali está a cama nua; ali, homem, em breve tu dormirás, amarás, sonharás, morrerás talvez, quem sabe?

         Assim, dentro do apartamento, só existem problemas; entediado, o homem se volta para a varanda, para o mar. Em alguns minutos, houve um movimento de nuvens e de luz; há manchas verdes, três ou quatro, perto das ilhas que estão mais nítidas; parece que se ergueram um pouco no horizonte. Que planura terrena, que montanha imponente, que paisagem no mundo vale o mar? Não o mar do alto-mar, mas esse mar de costa e ilhas, sempre investindo sobre as pedras e sobre as terras, esse que leva homens e coisas dos homens, que recebe plantas que descem os rios boiando, esse mar humano e vivo, e entretanto batendo aos nossos pés a canção do eterno, chamando para o desconhecido, anunciando ao nosso mundo que este mundo não tem fim.

         Chega o porteiro, diz algumas coisas sobre calafates e ladrilhos, água e contrato. O homem desce lentamente, vai andando, encontra um amigo na esquina, o amigo pergunta se é verdade que ele agora vai morar ali no bairro, em que apartamento. Ele responde qualquer coisa, diz que é um apartamento pequeno, que ainda está arrumando, que não tem habite-se, mas dentro dele, consigo mesmo, ele pensa apenas: são dois pinheiros grandes e, atrás deles, o mar.

Rubem Braga. Dois pinheiros e o mar: e outras crônicas sobre o meio ambiente.
São Paulo: Global, 2017 (com adaptações).

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.


Conforme ortografia oficial atual, o termo “alto-mar” (quarto período do terceiro parágrafo) deveria ser grafado sem hífen — altomar.

Alternativas
Q3279133 Português
Em relação às regras de acentuação gráfica, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.


(1) São acentuadas por serem proparoxítonas.
(2) São acentuadas por serem oxítonas terminadas em ditongo aberto.
(3) São acentuadas por serem paroxítonas que terminam em “l, n, r, x, s”.
(4) Oxítonas não acentuadas. 

( ) Grátis | réptil | líquen. ( ) Troféu | chapéu | ilhéu. ( ) Árabe | lírico | recôncavo. ( ) Nobel | abacaxi | guarani
Alternativas
Q3279023 Português
Marque a alternativa correta quanto à grafia dos termos destacados.
Alternativas
Q3278941 Português
Assinale a alternativa onde todas as palavras estejam grafadas corretamente:
Alternativas
Q3278938 Português
Marque a alternativa onde todas as palavras estão corretamente acentuadas:
Alternativas
Q3278892 Português
Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão escritas CORRETAMENTE:
Alternativas
Q3278885 Português
Todas as palavras abaixo são paroxítonas, EXCETO:
Alternativas
Q3278881 Português
Assinale a alternativa em que a palavra está acentuada CORRETAMENTE
Alternativas
Q3278875 Português
Utilize a frase a seguir para responder a questão:

Assim como todo o norte do município de Conselheiro Pena, a área que originou Goiabeira era pertencente ao município de Itambacuri, Minas Gerais.
Observe as palavras retiradas do texto: Conselheiro Pena, Goiabeira, Itambacuri. Todas são escritas com letras maiúsculas porque são: 
Alternativas
Q3278632 Português
Com base nas regras de ortografia, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Escreve-se com J: manjericão. ( ) Escreve-se com G: vagem. ( ) Escreve-se com G: progeto.
Alternativas
Q3278631 Português
Assinalar a alternativa em que todas as palavras apresentam a grafia CORRETA quanto à acentuação.
Alternativas
Respostas
2461: A
2462: B
2463: C
2464: C
2465: D
2466: E
2467: A
2468: B
2469: A
2470: E
2471: C
2472: D
2473: D
2474: A
2475: B
2476: D
2477: B
2478: A
2479: A
2480: A