Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3494654 Português
Um sonho

Foi um sonho tão forte que acreditei nele por minutos como uma realidade. Sonhei que aquele dia era Ano-Novo. E quando abri os olhos cheguei a dizer: Feliz Ano-Novo! Não entendo de sonhos. Mas este me parece um profundo desejo de mudança de vida. Não precisa ser feliz sequer. Basta ano novo. E é tão difícil mudar. Às vezes escorre sangue.

Clarice Lispector

(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)
"E quando abri os olhos cheguei a dizer: Feliz Ano-Novo!"
A palavra "Ano-Novo", com hífen e maiúsculas, indica a festa de passagem de ano, ou seja, o Réveillon, por isso está grafada corretamente no texto.
Identifique a alternativa em que o hífen também foi empregado de forma CORRETA.
Alternativas
Q3494474 Português
Um sonho

Foi um sonho tão forte que acreditei nele por minutos como uma realidade. Sonhei que aquele dia era Ano-Novo. E quando abri os olhos cheguei a dizer: Feliz Ano-Novo! Não entendo de sonhos. Mas este me parece um profundo desejo de mudança de vida. Não precisa ser feliz sequer. Basta ano novo. E é tão difícil mudar. Às vezes escorre sangue.

Clarice Lispector

(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)
Quanto à divisão silábica e à classificação da sílaba tônica das palavras presentes no texto, marque a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3494019 Português

Texto para a questão.



O naufrágio


    Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.

    Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.

    A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.

    O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.

    A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.

    A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.

    Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.

    Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.


Vittorio Medioli – Texto Adaptado


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio

Considerando as regras de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, inclusive as classificações quanto à tonicidade e à terminação das palavras, analise a acentuação das palavras que são encontradas no texto e identifique a alternativa cuja justificativa está correta.
Alternativas
Q3492867 Português
Estudante do Paraná morre durante intercâmbio no Canadá


   Um aluno da rede estadual de ensino do Paraná morreu na cidade de Nackawic, distrito de New Brunswick, no Canadá. O aluno Victor Gabriel Camargo, de 16 anos, participava do programa de intercâmbio Ganhando o Mundo e estava desaparecido desde segunda-feira (16) quando entrou num rio perto da região onde morava.

   Gabriel estava acompanhado da família canadense e de outra intercambista do programa. Equipes de resgate da região foram mobilizadas nas buscas. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação lamentou o acidente. “Toda a rede estadual está de luto e presta solidariedade aos familiares e amigos do estudante neste momento de profunda dor”.

   Para acompanhar os desdobramentos do caso, o diretor de educação da SEED-PR será enviado ao país. A secretaria informou que está em contato direto com a família do estudante, que mora na região Oeste do Paraná, prestando todo o apoio necessário e suporte com informações e orientações em relação às medidas legais, consulares e logísticas que envolvem o caso.

  O Governo do Paraná também estabeleceu com a cúpula da Polícia Federal a emissão de passaporte de maneira emergencial para os pais, se desejarem acompanhar todo o processo. O corpo consular canadense está à disposição para ajudar com vistos e outros procedimentos.



Fonte: Estudante do Paraná morre durante intercâmbio no Canadá
Assinale a alternativa cuja palavra seja oxítona: 
Alternativas
Q3492721 Português

Uma das letras da língua portuguesa cujo emprego mais suscita dúvidas é o “x”. No poema de Conceição Evaristo encontramos a letra empregada nas palavras “baixinho, debaixo, trouxas e perplexos”, todas empregadas corretamente. Sabendo disso, assinale abaixo a única das assertivas em que o emprego da letra “x” também se encontra adequado ao que preceituam as normas ortográficas do português. 

Alternativas
Q3491850 Português
A menor avenida do mundo fica em Curitiba; veja qual é sua extensão


    Curitiba, essa cidade que a gente ama (apesar de às vezes reclamarmos do frio e da chuva), é cheia de particularidades. E entre os parques, os museus e as capivaras, existe uma joia peculiar que muita gente nem sabe que é avenida: a Luiz Xavier. Prepare-se para conhecer a história, as fofocas e os detalhes dessa que é carinhosamente conhecida como a menor avenida do mundo!

    Localizada no coração do Centro de Curitiba, a avenida Luiz Xavier é tão pequenina que mais parece um calçadão, ou quem sabe, um pedacinho de rua que se perdeu. Com seus modestos 50 metros de extensão, ela liga a Rua XV de Novembro (o calçadão mais famoso da cidade) à Rua Ébano Pereira. É tão curtinha que, se você piscar, pode passar direto e nem perceber que andou por uma avenida! Mas não se engane: o tamanho não diminui sua importância e seu charme histórico.

    A história da Luiz Xavier é quase um conto de fadas urbano. Antes de virar a avenida que conhecemos, esse trecho era uma espécie de viela, um atalho para os curitibanos que queriam cortar caminho entre as ruas principais. Imagine só: uma Curitiba do século passado, com carroças, bondes e gente apressada, e no meio de tudo isso, uma passagem secreta. Pois é, a Luiz Xavier era assim.

    Em 1928, um projeto visionário (e talvez um pouco ambicioso para o tamanho do local) transformou essa viela em uma avenida. A ideia era criar um acesso mais direto e elegante, mas o espaço físico era o que era. E assim nasceu a avenida Luiz Xavier, com a peculiaridade de ser incrivelmente curta.

    O nome é uma homenagem a Luiz de Freitas Xavier, um importante jornalista e político paranaense. Luiz Xavier foi figura atuante na imprensa curitibana e teve grande relevância política no estado, sendo deputado estadual e federal. Dar o nome de uma avenida, mesmo que pequena, era uma forma de reconhecimento. A escolha do nome para uma avenida tão singular rende boas risadas e debates entre os curitibanos: seria uma homenagem proporcional ao espaço ou um gesto de carinho por sua importância, independentemente do tamanho?


Fonte: Menor avenida do mundo fica em Curitiba; veja qual é sua extensão
Assinale a alternativa cuja palavra seja paroxítona:
Alternativas
Q3491689 Português

Conheça cidade na Espanha onde é tradição moradores se encharcarem de vinho



    Uma taça de vinho da Borgonha durante o jantar. Um Chardonnay gelado ao pôr do sol. Um espumante na celebração de um casamento. Normalmente, uma taça de vinho é algo para ser apreciado, saboreado devagar. Exceto em uma pequena e tranquila cidade no norte da Espanha, onde o vinho vira munição.


    Todo dia 29 de junho, centenas de moradores se reúnem no município de Haro para celebrar o vinho pelo qual a região de La Rioja é famosa — festa que culmina na Batalla del Vino, que significa "Batalha do Vinho" na tradução literal. 


    O que começou como uma procissão religiosa até a Ermida de San Felices, um santuário histórico no alto de uma colina, evoluiu para uma vibrante festa cultural: milhares de pessoas se ensopam de vinho tinto, usando pistolas d’água, baldes e garrafas.


    O evento, caótico e animado, atrai turistas de toda parte, ansiosos para mergulhar no clima festivo. Mas, apesar dos litros e litros de vinho lançados pelos ares, autoridades locais estão preocupadas com visitantes que confundem a tradição com uma desculpa para exagerar na bebida. “Não podemos transformar isso em apenas mais uma festa de bebedeira”, disse José Luis Pérez Pastor, ministro de cultura, turismo, esportes e juventude de La Rioja, à CNN internacional.


    A programação começa às 7h30 da manhã, quando o prefeito de Haro e membros da Irmandade de San Felices lideram os peregrinos até os penhascos de Bilibio, onde fica a Ermida. Depois de uma missa celebrada no local, um foguete anuncia o início da batalha. Vestidos de branco da cabeça aos pés, com lenços vermelhos no pescoço, os participantes começam a se molhar mutuamente até ficarem tingidos de roxo.


    Embora hoje seja visto como um festival alegre e inusitado, o evento é profundamente ligado à tradição, à religiosidade e ao folclore local. Reza a lenda que tudo começou no século VI, quando peregrinos homenageavam São Felices, padroeiro de Haro, visitando as cavernas onde ele foi enterrado.


    Com o tempo, essas peregrinações deram lugar a celebrações mais animadas, com os chamados “batismos de vinho”, que evoluíram até se tornarem as batalhas que se vê hoje. Outra versão conta que, no século XII, uma disputa de terras entre Haro e a cidade vizinha de Miranda de Ebro levou os moradores a fazer caminhadas periódicas para marcar os limites das propriedades. Diz-se que isso durou mais de 400 anos — até que o costume virou bagunça, e os dois lados começaram a jogar vinho uns nos outros.


    As regras estão descritas no site oficial da Batalla del Vino: o objetivo é manchar o vizinho de vinho, deixando-o mais escuro do que o "Pendón de Haro", uma bandeira tradicional da cidade. Caminhões-tanque gigantes, cada um com até 15 mil litros de vinho, são disponibilizados pela prefeitura para abastecer os “armamentos” dos foliões.


    No total, até 50 mil litros podem ser arremessados a cada edição. Embora pareça um desperdício de bom vinho, o líquido usado na batalha não serve para engarrafamento — é de baixo valor comercial, muitas vezes excedente ou de qualidade inferior. Depois, o vinho que escorre morro abaixo é absorvido pela terra ou levado pela chuva, segundo as autoridades locais.


    Ao meio-dia, após horas de batalha, todos voltam para a Plaza de la Paz, no centro de Haro, onde desfilam ao som de bandas de metais — antes de, como manda a tradição espanhola, seguir para uma arena de touradas e outras atividades. Ao longo do dia, é comum que os participantes também se reúnam para comer caracoles, um prato típico de caracóis cozidos em molho de tomate e pimentões.


Fonte: Conheça cidade na Espanha onde é tradição moradores se encharcarem de vinho | CNN Brasil V&G


Assinale a alternativa cuja palavra não possua dígrafo: 
Alternativas
Q3488834 Português
Por que o inverno de 2025 deve ser mais frio que o de anos anteriores

Mesmo no auge dos invernos de 2023 e 2024, muitos brasileiros praticamente não sentiram frio.

Mas tudo indica que esse cenário não deve se repetir agora em 2025.

A estação deste ano, que começa nesta sexta-feira (20/6), tende a ser um tanto mais gélida — embora as temperaturas ainda possam ser superiores às médias históricas.

Por trás dessa previsão, há o comportamento e a influência das águas do Oceano Pacífico, além de outros fenômenos que costumam se desenrolar no país nessa época do ano.

Um inverno normal?

Danielle Ferreira, do Instituto Nacional de Meteorologia (InMet), explica que, durante o inverno brasileiro, as chuvas tendem a se concentrar mais no noroeste da Região Norte, na parte leste do Nordeste e na Região Sul — ou seja, nos extremos do território nacional.

"Com isso, a parte central do Brasil, que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e o sul da região amazônica tem uma escassez de chuvas durante o inverno e vive um período mais seco", acrescenta a meteorologista.

"Isso acontece por causa da presença de massas de ar seco nessas áreas, que bloqueiam as frentes frias que vêm do sul", complementa ela.

As previsões climatológicas apontam que o inverno de 2025 deve ficar dentro do que se espera para esse período do ano.

E isso tem muito a ver com o comportamento das águas superficiais do Oceano Pacífico.

"Estamos num momento de neutralidade, sem atuação do El Niño ou de La Niña", informa Ferreira.

Quando ocorre o El Niño, as águas superficiais oceânicas próximas da Linha do Equador estão mais quentes que o normal em boa parte das Américas.

Já com La Niña ocorre o contrário: as temperaturas ficam abaixo da média na região.

E esse fenômeno modifica todo o padrão climatológico de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

Em 2023 e 2024, o inverno no Hemisfério Sul teve a influência do El Niño, o que ajuda a entender porque praticamente não fez frio — e algumas regiões do país chegaram a sofrer até mesmo com ondas de calor durante alguns dias.

Projeções publicadas por instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e a Organização Meteorológica Mundial indicam que há uma grande probabilidade dessa condição de neutralidade do Pacífico (sem El Niño ou La Niña) permanecer até o início da primavera.

"Essa neutralidade significa que não devemos ter um aquecimento ou um resfriamento anômalo, com temperaturas dentro do esperado para essa época", diz Ferreira.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj0m4rvp010o fragmento.
"A estação deste ano, que começa nesta sexta-feira (20/6), tende a ser um tanto mais gélida — embora as temperaturas ainda possam ser superiores às médias históricas."
O emprego do hífen em palavras compostas obedece a diferentes critérios, como no caso do vocábulo 'sexta-feira', que segue uma regra específica. Nas alternativas a seguir, tanto o vocábulo quanto a justificativa para o uso (ou a ausência) do hífen estão corretos, EXCETO em:
Alternativas
Q3488795 Português
Por que o oceano está ficando mais escuro?

Mais de um quinto dos oceano global ficou mais escuro nas últimas duas décadas, segundo pesquisa da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, publicada na revista Global Change Biology.

De acordo com o estudo, 21% dos oceanos no mundo escureceram entre 2003 e 2022.

Esse processo acontece quando mudanças na camada mais superficial do oceano dificultam a penetração de luz na água.

É nessa camada superior, chamada de "zona fótica", que vive cerca de 90% da vida marinha — vital para manutenção dos ciclos biogeoquímicos.

Segundo a pesquisa, as causas do escurecimento dos oceanos vão desde mudanças na dinâmica dos florescimentos de algas até variações na temperatura da superfície do mar.

O escurecimento é visto com frequência em regiões costeiras, onde águas ricas em nutrientes sobem à superfície e o aumento das chuvas arrasta os sedimentos e resíduos agrícolas para o mar, alimentando florescimentos de plâncton.

Episódios de chuvas intensas têm se tornado mais comuns e mais fortes em muitos locais do mundo, impulsionados pelas mudanças climáticas.

Já no oceano aberto, o escurecimento pode estar relacionado ao aumento da temperatura da superfície do mar, o que pode levar ao aumento de plâncton, que bloqueia a luz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0qg3jkk952o fragmento
Com base nas regras de acentuação gráfica dos vocábulos extraídos do texto, assinale com (V) as afirmativas verdadeiras e com (F) as falsas:
(__)Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, o que justifica o acento na palavra 'plâncton'.
(__)O vocábulo 'episódio' pode ter duas classificações de acordo com a posição da sílaba tônica.
(__)Os vocábulos 'já' e 'têm' são acentuados pela mesma regra dos monossílabos tônicos.
(__)O vocábulo 'até' é acentuado por ser um oxítono terminado em 'e'. Quanto ao acento de tonicidade, os vocábulos 'levar' e 'superficial' apresentam a mesma classificação de 'até'.

A sequência que preenche corretamente os espaços é: 
Alternativas
Q3488794 Português
Por que o oceano está ficando mais escuro?

Mais de um quinto dos oceano global ficou mais escuro nas últimas duas décadas, segundo pesquisa da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, publicada na revista Global Change Biology.

De acordo com o estudo, 21% dos oceanos no mundo escureceram entre 2003 e 2022.

Esse processo acontece quando mudanças na camada mais superficial do oceano dificultam a penetração de luz na água.

É nessa camada superior, chamada de "zona fótica", que vive cerca de 90% da vida marinha — vital para manutenção dos ciclos biogeoquímicos.

Segundo a pesquisa, as causas do escurecimento dos oceanos vão desde mudanças na dinâmica dos florescimentos de algas até variações na temperatura da superfície do mar.

O escurecimento é visto com frequência em regiões costeiras, onde águas ricas em nutrientes sobem à superfície e o aumento das chuvas arrasta os sedimentos e resíduos agrícolas para o mar, alimentando florescimentos de plâncton.

Episódios de chuvas intensas têm se tornado mais comuns e mais fortes em muitos locais do mundo, impulsionados pelas mudanças climáticas.

Já no oceano aberto, o escurecimento pode estar relacionado ao aumento da temperatura da superfície do mar, o que pode levar ao aumento de plâncton, que bloqueia a luz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0qg3jkk952o fragmento
"É nessa camada superior, chamada de "zona fótica", que vive cerca de 90% da vida marinha — vital para manutenção dos ciclos biogeoquímicos."
Alguns vocábulos compostos como 'biogeoquímicos' não são hifenizados. A seguir, os vocábulos dos enunciados também estão grafados corretamente sem hífen, exceto o da alternativa:
Alternativas
Q3488753 Português
Por que o inverno de 2025 deve ser mais frio que o de anos anteriores

Mesmo no auge dos invernos de 2023 e 2024, muitos brasileiros praticamente não sentiram frio.

Mas tudo indica que esse cenário não deve se repetir agora em 2025.

A estação deste ano, que começa nesta sexta-feira (20/6), tende a ser um tanto mais gélida — embora as temperaturas ainda possam ser superiores às médias históricas.

Por trás dessa previsão, há o comportamento e a influência das águas do Oceano Pacífico, além de outros fenômenos que costumam se desenrolar no país nessa época do ano.

Um inverno normal?

Danielle Ferreira, do Instituto Nacional de Meteorologia (InMet), explica que, durante o inverno brasileiro, as chuvas tendem a se concentrar mais no noroeste da Região Norte, na parte leste do Nordeste e na Região Sul — ou seja, nos extremos do território nacional.

"Com isso, a parte central do Brasil, que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e o sul da região amazônica tem uma escassez de chuvas durante o inverno e vive um período mais seco", acrescenta a meteorologista.

"Isso acontece por causa da presença de massas de ar seco nessas áreas, que bloqueiam as frentes frias que vêm do sul", complementa ela.

As previsões climatológicas apontam que o inverno de 2025 deve ficar dentro do que se espera para esse período do ano.

E isso tem muito a ver com o comportamento das águas superficiais do Oceano Pacífico.

"Estamos num momento de neutralidade, sem atuação do El Niño ou de La Niña", informa Ferreira.

Quando ocorre o El Niño, as águas superficiais oceânicas próximas da Linha do Equador estão mais quentes que o normal em boa parte das Américas.

Já com La Niña ocorre o contrário: as temperaturas ficam abaixo da média na região.

E esse fenômeno modifica todo o padrão climatológico de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

Em 2023 e 2024, o inverno no Hemisfério Sul teve a influência do El Niño, o que ajuda a entender porque praticamente não fez frio — e algumas regiões do país chegaram a sofrer até mesmo com ondas de calor durante alguns dias.

Projeções publicadas por instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e a Organização Meteorológica Mundial indicam que há uma grande probabilidade dessa condição de neutralidade do Pacífico (sem El Niño ou La Niña) permanecer até o início da primavera.

"Essa neutralidade significa que não devemos ter um aquecimento ou um resfriamento anômalo, com temperaturas dentro do esperado para essa época", diz Ferreira.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj0m4rvp010o fragmento.
"Por trás dessa previsão, há o comportamento e a influência das águas do Oceano Pacífico, além de outros fenômenos que costumam se desenrolar no país nessa época do ano."
Considerando a acentuação dos vocábulos presentes no trecho e no texto-base, marque com (V) para as afirmativas verdadeiras e com (F) para as falsas.
(__) Os vocábulos 'trás' e 'há' são acentuados por regras diferentes.
(__) O vocábulo 'país' é acentuado pela mesma regra dos vocábulos: Andaraí, açaí e seriíssimo.
(__) Cada vocábulo a seguir apresenta uma regra distinta de acentuação gráfica: 'fenômenos' 'além' e 'época'.
(__) O acento de 'vêm' é diferencial, assim como dos verbos 'manter' e 'reter' na terceira pessoa do presente do indicativo.

A sequência que preenche corretamente os espaços é:
Alternativas
Q3488230 Português
Assinale a alternativa em que a palavra apresenta grafia INCORRETA:
Alternativas
Q3488189 Português
Analise as frases abaixo e assinale a alternativa que contém apenas palavras ortograficamente corretas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB
Q3479530 Português
Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.
 A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.
 As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.
 Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.
 O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.
Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue os itens seguintes. 
No segundo período do segundo parágrafo, o acento gráfico empregado na forma verbal “pôde” poderia ser eliminado, sem prejuízo dos sentidos originais e da coerência do texto.
Alternativas
Q3477503 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
A partir do processo de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, é correto o que se afirma, sobre as palavras enumeradas a seguir, na alternativa:
“O português faz parte da família de línguas¹ que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica²). Vinda de Portugal no século³ 16, a língua portuguesa sofreu alterações quando chegou em território brasileiro.” 
Alternativas
Q3477497 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
“No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos [...]” Assim como em europeias, o acento gráfico caiu em desuso no termo destacado em 
Alternativas
Q3475575 Português
DESCONECTAR PARA CONECTAR 

Proibir celulares nas escolas é só o começo: desafio
maior é preparar jovens para interagirem de forma
saudável tanto no mundo real quanto no virtual 

Stéphanie Habrich
Fundadora e diretora-executiva dos jornais Joca e Tino Econômico 

    O início do ano letivo trouxe polêmica com a lei que baniu celulares nas escolas. A pausa forçada no uso das telas gera resistência, mas levanta uma questão importante: isso realmente criará um ambiente de aprendizado mais saudável?
    A ciência mostra benefícios claros dessa restrição: maior concentração e foco, redução da ansiedade, melhora na interação social e no contato humano. Além disso, combater o cyberbullying e incentivar atividades físicas significativos. e culturais são ganhos O “detox digital” também pode fortalecer o senso crítico e a autonomia dos estudantes.
    Essa mudança, porém, exige acolhimento e conscientização. É essencial ouvir as preocupações dos alunos e explicar os benefícios. Pais e professores também precisam entender os impactos do uso excessivo da tecnologia, promovendo debates sobre saúde mental e dependência digital.
    Pesquisas indicam que o excesso de telas compromete habilidades cognitivas essenciais, como memória e criatividade, além de estar associado a transtornos do sono e aumento da impulsividade. Escolas que já adotaram essa medida ao redor do mundo notam melhores resultados acadêmicos e maior engajamento em atividades extracurriculares.
    Claro, a tecnologia é indispensável no mundo atual e pode ser uma grande aliada no aprendizado. O desafio está no equilíbrio entre seus benefícios e a necessidade de desenvolver habilidades interpessoais e emocionais. Cabe aos adultos orientar crianças e jovens no uso seguro e responsável das telas.
    A educação midiática é um caminho essencial nessa jornada. Ensinar a diferenciar informações confiáveis de fake news fortalece o pensamento crítico e reduz a vulnerabilidade à desinformação. Esse processo começa cedo e se torna fundamental para a autonomia intelectual dos estudantes.
    O afastamento do celular nas escolas também resgata o aprendizado ativo, incentivando a resolução de problemas, a colaboração em projetos e o desenvolvimento da criatividade sem distrações digitais. A aprendizagem significativa acontece quando há espaço para reflexão, troca de ideias e experimentação.
    Reduzir o uso de celulares contribui para um futuro mais saudável, tanto para os estudantes quanto para seus relacionamentos. Mais do que proibir a tecnologia, trata-se de construir um ambiente que desenvolva habilidades essenciais para a vida e o mercado de trabalho, como empatia, resiliência e argumentação.
    A discussão sobre o uso de celulares nas escolas vai além de evitar distrações em salas de aula. É uma oportunidade de repensar o papel da escola e o tipo de sociedade que queremos construir. A proibição é apenas o começo: o verdadeiro desafio está em preparar os jovens para interagirem de forma saudável tanto no mundo real quanto no virtual.
    Os jornais Joca e Tino Econômico, voltados ao público infantojuvenil e seus educadores, acompanham temas atuais como o “brain rot” — ou “apodrecimento cerebral”—, causado pelo consumo excessivo de conteúdos digitais de baixa qualidade. Afinal, informação sem reflexão é só ruído.

Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/03/desconectar-para conectar.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
Assinale a alternativa que analisa corretamente a formação e/ou grafia de algumas palavras presentes no texto. 
Alternativas
Q3475427 Português

Texto II para responder à questão.


O Sabor da Infância em Cada Doce


A cozinha da Vovó Isa era um lugar mágico, onde as panelas contavam histórias e os aromas traziam lembranças. De todos os tesouros que ela preparava, o Doce de Abóbora com Coco era, sem dúvida, o mais especial. Não apenas por ser delicioso, mas porque cada etapa de seu preparo era um ritual de carinho.


Primeiro, era preciso escolher a abóbora perfeita, madura e doce. Depois, cortá-la em cubinhos e cozinhála com pouca água até ficar macia. 


Aí vinha o segredo: amassar a abóbora com um garfo e adicionar o coco ralado fresco, açúcar e cravos-da-índia. Em fogo baixo, mexíamos sem parar, sentindo o cheiro que invadia a casa. O ponto ideal era quando o doce desgrudava do fundo da panela, brilhante e cremoso. Vovó sempre dizia que a pressa era inimiga da doçura. E, para finalizar, uma pitadinha de canela para realçar o sabor.


Esse doce não era apenas uma sobremesa; era a memória viva de domingos ensolarados e abraços apertados, passada de geração em geração. Ele nos ensinava que as melhores coisas da vida são feitas com tempo, amor e um toque de tradição. 


(Autor desconhecido)

A palavra Abóbora é acentuada graficamente por ser:
Alternativas
Q3475268 Português

Texto I para trabalhar a questão.


 Leia o último verso do poema de Mário Quintana:

Imagem associada para resolução da questão

A palavra destacada, dá, é acentuada graficamente porque, de acordo com as regras de acentuação da Língua Portuguesa, é um(a):

Alternativas
Respostas
2161: B
2162: A
2163: B
2164: D
2165: A
2166: A
2167: D
2168: C
2169: D
2170: C
2171: B
2172: C
2173: B
2174: E
2175: C
2176: A
2177: A
2178: A
2179: C
2180: C