Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3590930 Português

Em cada frase a seguir, há uma palavra sublinhada.


Assinale a alternativa que indica a frase em que essa palavra está grafada corretamente.

Alternativas
Q3589609 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 O Tempo


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...


(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)
"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa."

Os enunciados a seguir apresentam palavras escritas com 'x' de forma correta, tal qual o vocábulo 'trouxemos', EXCETO em: 
Alternativas
Q3589608 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 O Tempo


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...


(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)
"Quando se vê, já é sexta-feira!"

A palavra 'sexta-feira' possui hífen, pois em palavras compostas sem elemento de ligação quando o primeiro termo está representado por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal ocorrerá o hífen.

Essa mesma regra está empregada CORRETAMENTE no vocábulo: 
Alternativas
Q3588744 Português
Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave

        Nas últimas semanas, parte do Brasil tem registrado aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada por infecções diversas. A SRAG é uma condição clínica caracterizada por sintomas como febre alta, tosse intensa, dificuldade para respirar, calafrios e cansaço extremo. Pacientes acometidos pela síndrome podem evoluir rapidamente de forma desfavorável, levando à necessidade de internação hospitalar e, em casos mais graves, à ventilação mecânica e até mesmo ao óbito. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades correm maior risco.

        A incidência dos casos de SRAG está vinculada a diversos fatores. É comum que, durante as estações do outono e do inverno, ocorra o aumento na circulação de vírus respiratórios, que se proliferam com mais facilidade em ambientes secos e com temperaturas mais baixas. É o caso dos vírus que têm sido mais relacionados à síndrome nas últimas notificações, sendo eles principalmente os causadores da Covid (Sars-Cov-2) e gripe (Influenza), além do rinovírus e do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), responsáveis respectivamente pelos resfriados e bronquiolite. São velhos conhecidos da população, que continuam a circular e a causar contaminações, a maioria assintomática ou pouco sintomática.

        O tratamento pode variar dependendo do agente causador, mas costuma envolver suporte respiratório, hidratação intravenosa e medicamentos antivirais. A recuperação depende do estado geral de saúde do paciente e da rapidez com que o problema é identificado e o tratamento é iniciado. Quem se lembra do triste período do auge da pandemia de Covid com certeza se recorda do quanto é complicado viver nessa situação, necessitando-se de aparelhos para conseguir respirar.

        Há formas de reduzir de maneira drástica as chances de contaminação pelos vírus que circulam e, consequentemente, a incidência de SRAG. São métodos básicos de prevenção para praticamente todas as doenças respiratórias e suas complicações, que devemos lembrar e reforçar para garantir o combate eficiente aos vírus e formas graves de moléstias infecciosas causadas por eles. O principal de todos, como sempre, é manter atualizada a carteira de vacinação. A campanha de imunização contra a gripe é anual no Brasil e, ao final, costuma ser aberta a todos os públicos aptos a receber a dose protetora. Contra a Covid-19, a vacinação atualmente preconizada pelo Ministério da Saúde é bianual, e em breve passará a ser anual. Em fevereiro deste ano a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, recomendou a inclusão de uma vacina na rede pública para proteger gestantes e seus bebês contra o VRS, em terapia associada a um anticorpo monoclonal.

        Além disso, cuidados básicos como lavar as mãos com água e sabão frequentemente e utilizar álcool em gel depois de manusear objetos continuam sendo medidas não farmacológicas importantes. Mas, caso sejam notados sintomas mais graves, como falta de ar ou febre persistente, é essencial buscar orientação médica especializada. Informações seguras e confiáveis sobre vacinas e prevenção contra formas graves de doenças respiratórias estão disponíveis nos canais oficiais dos órgãos sanitários e na imprensa. Mas muito cuidado com as fake news disseminadas em redes sociais e grupos de Whatsapp. Contra elas, “vacine-se” todos os dias.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
No que se refere à acentuação das palavras, elas podem ser classificadas em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3588742 Português
Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave

        Nas últimas semanas, parte do Brasil tem registrado aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada por infecções diversas. A SRAG é uma condição clínica caracterizada por sintomas como febre alta, tosse intensa, dificuldade para respirar, calafrios e cansaço extremo. Pacientes acometidos pela síndrome podem evoluir rapidamente de forma desfavorável, levando à necessidade de internação hospitalar e, em casos mais graves, à ventilação mecânica e até mesmo ao óbito. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades correm maior risco.

        A incidência dos casos de SRAG está vinculada a diversos fatores. É comum que, durante as estações do outono e do inverno, ocorra o aumento na circulação de vírus respiratórios, que se proliferam com mais facilidade em ambientes secos e com temperaturas mais baixas. É o caso dos vírus que têm sido mais relacionados à síndrome nas últimas notificações, sendo eles principalmente os causadores da Covid (Sars-Cov-2) e gripe (Influenza), além do rinovírus e do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), responsáveis respectivamente pelos resfriados e bronquiolite. São velhos conhecidos da população, que continuam a circular e a causar contaminações, a maioria assintomática ou pouco sintomática.

        O tratamento pode variar dependendo do agente causador, mas costuma envolver suporte respiratório, hidratação intravenosa e medicamentos antivirais. A recuperação depende do estado geral de saúde do paciente e da rapidez com que o problema é identificado e o tratamento é iniciado. Quem se lembra do triste período do auge da pandemia de Covid com certeza se recorda do quanto é complicado viver nessa situação, necessitando-se de aparelhos para conseguir respirar.

        Há formas de reduzir de maneira drástica as chances de contaminação pelos vírus que circulam e, consequentemente, a incidência de SRAG. São métodos básicos de prevenção para praticamente todas as doenças respiratórias e suas complicações, que devemos lembrar e reforçar para garantir o combate eficiente aos vírus e formas graves de moléstias infecciosas causadas por eles. O principal de todos, como sempre, é manter atualizada a carteira de vacinação. A campanha de imunização contra a gripe é anual no Brasil e, ao final, costuma ser aberta a todos os públicos aptos a receber a dose protetora. Contra a Covid-19, a vacinação atualmente preconizada pelo Ministério da Saúde é bianual, e em breve passará a ser anual. Em fevereiro deste ano a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, recomendou a inclusão de uma vacina na rede pública para proteger gestantes e seus bebês contra o VRS, em terapia associada a um anticorpo monoclonal.

        Além disso, cuidados básicos como lavar as mãos com água e sabão frequentemente e utilizar álcool em gel depois de manusear objetos continuam sendo medidas não farmacológicas importantes. Mas, caso sejam notados sintomas mais graves, como falta de ar ou febre persistente, é essencial buscar orientação médica especializada. Informações seguras e confiáveis sobre vacinas e prevenção contra formas graves de doenças respiratórias estão disponíveis nos canais oficiais dos órgãos sanitários e na imprensa. Mas muito cuidado com as fake news disseminadas em redes sociais e grupos de Whatsapp. Contra elas, “vacine-se” todos os dias.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
No 1º§, a palavra “síndrome” aparece grafada com letra maiúscula e minúscula. Nesse sentido, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3588642 Português

 A dúvida

Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico absoluto. Ele ouvia gritos e preces ao seu redor. Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente, provavelmente uma tentativa de enviar uma última mensagem para familiares e amigos. Eu te amo, adeus, eu não deveria ter dito aquilo. Todas aquelas frases que passam pela cabeça quando se sabe que serão as últimas.

Da mesma forma, ele estava angustiado. A mesma angústia que o acompanhara desde o momento em que pegara o metrô, 3 horas atrás, rumo ao aeroporto.

Antes que o avião se partisse em milhares de pedaços, sua angústia se resumia em uma única e persistente pergunta:

— Será que eu desliguei o ferro de passar?

 (https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)

 "Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico."
Identifique a alternativa em que os vocábulos devem ser acentuados pela mesma regra de 'pânico'.
Alternativas
Q3586888 Português
Perder um animal de estimação é motivo de luto

        Na semana passada, no meio de uma troca de mensagens de trabalho, um colega com quem não divido o elevador emocional da vida mandou: “Perdi meu gato de uma hora pra outra. Sei que você me entende”.
Não era uma confidência íntima, nem um desabafo dramático.
Era mais um pedido de licença para sofrer um tipo de luto ainda não plenamente autorizado socialmente. Um luto menor. Perder um animal, dizem, é “triste, mas nem se compara”.

        Não se compara mesmo. Em muitos casos, é pior.

        E veja: eu nem gostava de gato. Sempre me pareceu uma mini jaguatirica prestes a furar meu olho ou levar um pedaço da minha canela. Mas gato não se impõe, seduz. E, com um pouco de intimidade, você aprende que ele te ignora na maior parte do tempo e, quando decide te dar atenção, é sempre quando você está atrasada, ocupada ou deitada numa posição milimetricamente desconfortável. Gente pegajosa sempre me deu preguiça, e gato me parecia a versão felina do grude passivo-agressivo. Até que tive dois. E mordi a língua, o preconceito e alguns fios do meu próprio cabelo, porque eles simplesmente tomaram conta da casa, da rotina e, no fim, do coração. Sem pedir. Sem invadir.

        Escolhi não ter filhos. Trato meus gatos com o amor que dedicaria se tivesse parido, e falo isso sem constrangimento. A relação que tenho com eles é íntima, cotidiana, visceral. Tem rotina, tem entrega, tem dependência e uma confiança que poucos humanos merecem. Eles sabem quando eu tô triste, brava ou só quero existir em silêncio. Só querem estar por perto. Ou a três metros de distância, dependendo do humor.

        Então, meu bem, nenhum tipo de amor cabe numa régua emocional. Quem convive com um animal por anos, o vê adoecer, melhorar, envelhecer, conhece o som das patinhas cruzando o corredor, já teve a cama invadida, o teclado interditado e o coração completamente capturado, sabe: a dor é real.

        Tenho vontade de botar no colo quem chora, com vergonha, o luto por um bicho. Como se existisse uma espécie de IBGE dos afetos, uma tabela oficial que determina quanto sofrimento é aceitável por perda. Perdeu o pai? Sofra com intensidade dez. Perdeu o namorado? Intensidade sete, se ele prestava. Agora, perdeu o gato? Dois no máximo, com prazo de validade.

        Quando meu colega disse que sabia que eu o entenderia, percebi que buscava empatia para viver um luto que ainda é ridicularizado, abafado, diminuído – porque falta espaço para sofrer por um animal, sem vergonha e sem escala de comparação. Chore, meu querido. Chore o quanto for preciso. Gato não é filho, mas é rotina, é testemunha, é laço. E quando esse laço arrebenta, dói muito mesmo. É motivo de vazio, de tristeza, de luto.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
Assinale, a seguir, a palavra que NÃO é acentuada pelo mesmo motivo que “íntima” (1º§).
Alternativas
Q3586650 Português
Assinale a palavra que está acentuada corretamente.
Alternativas
Q3586642 Português
Texto para responder à questão.

Gilberto Gil anuncia show extra da turnê de despedida em São Paulo

Os shows realizados por Gilberto Gil em São Paulo nos dias 11, 12, 25 e 26 de abril não foram os últimos dele na cidade. O artista confirmou mais uma apresentação de sua turnê de despedida “Tempo Rei”, no Allianz Parque, para 18 de outubro.

Clientes do Banco do Brasil com cartões Ourocard Visa têm direito à pré-venda de entradas com benefícios exclusivos a partir das 10h do dia 12 de maio. Já a venda geral começa ao meio-dia, do dia 15 de maio, ambas no site da Eventim.

Hoje com 82 anos, Gilberto Gil vem amadurecendo a ideia de não realizar mais turnês há algum tempo. É uma reflexão que ele enxerga como natural e a decisão visa diminuir a intensidade de sua agenda. Há também uma mudança de perspectiva: agora menos centrada no plano material e mais próxima à espiritualidade.

(Disponível em: https://rollingstone.com.br/amp/musica/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)
Em “Clientes do Banco do Brasil com cartões Ourocard Visa têm direito à pré-venda de entradas com benefícios exclusivos a partir das 10h do dia 12 de maio.” (2º§), “pré-venda” está grafada de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). Assinale, a seguir, a frase que NÃO possui erro de ortografia.
Alternativas
Q3586504 Português

Analise as assertivas quanto à ortografia das palavras em destaque:


I.Um espaço cultural dever estar a serviço da comunidade, senão é um descumprimento de sua função.


II.A história nos ensina que é muito difícil, se não impossível coletivamente sem um sistema democrático.


III.Que tem isso? Você exagera demais em seus ulgamentos.


IV.Vírgulas de mais atrapalham a fluidez do texto.


Está correta a grafia das palavras destacadas em:

Alternativas
Q3586415 Português
Brancos usam “humor” e “amigo negro” para perpetuar discriminação, diz autor de “Racismo Recreativo”

BBC News Brasil – Qual a definição de racismo recreativo?

        Adilson José Moreira – O humor racista é uma forma com que pessoas brancas e instituições controladas por pessoas brancas expressam condescendência e ódio por minorias raciais, para reproduzir a ideia de que só pessoas brancas podem atuar de forma competente no espaço público. É um meio dessas pessoas ainda manterem uma visão, uma imagem positiva de si mesmos. O racismo recreativo tem sido usado no Brasil e em outros países para reproduzir a ideia de que minorias raciais não são atores sociais competentes.

BBC News Brasil – De que maneira o humor racista se manifesta no Brasil?

        Moreira – De diferentes formas e em diferentes espaços sociais. Ele está presente, por exemplo, em programas humorísticos e aparece por meio de representações estereotipadas de minorias raciais. O humor é uma mensagem. E, portanto, ele faz sentido dentro de um contexto social específico. Um dos objetivos do humor racista é a reprodução de estereótipos pejorativos sobre membros de grupos raciais.

BBC News Brasil – A piada no ambiente de trabalho é usada, portanto, como instrumento para impedir o acesso de pessoas negras às mesmas oportunidades de crescimento que as pessoas brancas?

        Moreira – Um dos elementos centrais da minha teoria do racismo recreativo é seu caráter estratégico. As piadas acontecem com frequência no espaço de trabalho e em situações específicas, como quando há possibilidade de promoção e pessoas negras ou asiáticas ou indígenas são candidatas. [...] Isso é uma ação coletiva para tornar o ambiente de trabalho insustentável, para forçar a demissão da pessoa negra, para ela ser substituída por uma pessoa branca. O objetivo do racismo recreativo é a manutenção da supremacia branca.

BBC News Brasil – De que maneira o humor racista se conecta com o mito da democracia racial, pelo qual o Brasil seria um país miscigenado e sem racismo?

        Moreira – O humor racista está diretamente ligado à narrativa brasileira da democracia racial. 99% de todas as pessoas brancas acusadas de racismo utilizam o mesmo argumento: a ideia de que eles têm um amigo negro, uma empregada negra, um avô negro. O humor racista sempre foi elemento importante de exclusão social em diferentes partes do mundo: foi importante na exclusão dos judeus na Alemanha nazista e teve papel importante no regime de segregação racial dos EUA. Agora, aqui no Brasil, realmente há o uso estratégico do humor racista para preservar a ideia de cordialidade. 98% das pessoas acusadas de racismo levam testemunhas negras para dizer que não são racistas. [...]

(Trechos de entrevista com o pesquisador Adilson José Moreira a Natália Passarinho, da BBC News Brasil, em: novembro de 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/. Acesso em: maio de 2025.)
Considerando os termos destacados em “Um dos elementos centrais da minha teoria do racismo recreativo é seu caráter estratégico. As piadas acontecem com frequência no espaço de trabalho e em situações específicas, [...]” (6º§), assinale a alternativa em que os vocábulos estão acentuados corretamente e apresentam a mesma justificativa de acentuação vista em “estratégico” e “específicas”.
Alternativas
Q3585050 Português
Texto CG1A1

        No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.

        De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”

Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.

        O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos. 

        De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.

        Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).

Internet:<www.bbc.com>  (com adaptações)

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.  


A eliminação do acento gráfico na palavra “hieróglifos” (final do quarto parágrafo) não geraria incorreção no texto. 

Alternativas
Q3580925 Português
Leia o texto que segue e complete as lacunas:
Quem nunca esqueceu o nome de alguém segundos depois de ouvir? Ou ficou em branco diante de uma tarefa corriqueira, mesmo após uma semana __________ de compromissos e estímulos? Esses pequenos esquecimentos, muitas vezes encarados com frustração ou _____________, podem revelar mais do que imaginamos.
"A memória falha, _________ é justamente _______ que ela nos diz quem somos". Lembrar é um convite a olhar para a memória com _______ profundidade e presença no agora.
[...] Nem toda falha de memória é sinal de déficit. ______ vezes, esquecemos porque estamos sobrecarregados de informação, de exigência ou de dor. Em outras, porque algo simplesmente escapa, mesmo que __________ queira lembrar.

Assinale a alternativa que correta e respectivamente completa as lacunas do texto:
Alternativas
Q3580489 Português
"Você acorda com coriza, a garganta arranhando e aquela dor no corpo que incomoda: é gripe ou resfriado na certa. Com o tempo frio característico do outono e do inverno, o corpo fica mais vulnerável para algumas doenças respiratórias e, uma hora ou outra, elas podem te atingir. Por isso, é comum as pessoas tomarem chás contra gripe, que ajudam a aquecer e também a recuperar a disposição. Apesar de parecer um gesto simples, essa tradição carrega saberes antigos que hoje têm respaldo científico . Muitos dos compostos presentes nas ervas utilizadas para chás contra gripe e resfriado têm ação comprovada sobre o sistema imunológico, inflamações e sintomas respiratórios".


(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/seis-receitas-de-chas-contra-grip e-e-resfriado/. Acesso em 17 jul. 2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa em que a palavra é acentuada pela mesma regra da palavra destacada − científico:
Alternativas
Q3578996 Português
Entre as frases a seguir, assinale aquela que mostra uma grafia correta no que diz respeito às letras G ou J. 
Alternativas
Q3578339 Português
E esse milhinho assado? Tem sem ser transgênico?


Entre riscos à saúde e à biodiversidade, pequenos agricultores resistem ao domínio do milho modificado com o cultivo de sementes crioulas e práticas agroecológicas.

Dente de Burro, Sabugo Fino, Sol da Manhã, Batité, Landrês, Cateto, Cateto Kiriri, Eldorado, Branco de Angola, Catingueiro, Branco do Egito, Pontinha, Jaboatão e Roxo Peruano. Você já ouviu esses nomes antes? São alguns nomes de milhos orgânicos, de diferentes cores, preservados e produzidos por organizações brasileiras hoje.

Cada um deles é fruto de um processo que envolve agroecologia, mudança de manejo, agricultura familiar e resistência produtiva. Uma pesquisa identificou, aliás, 29 tipos diferentes de milho cultivados no Brasil e no Uruguai, todos cultivados justamente por pequenos agricultores.

A pergunta que fica é: porque estamos comendo apenas milho amarelo e transgênico ao invés de diversos outros tipos de milhos — roxo, vermelho, branco, preto, azul e rajado —, e agroecológicos ? Antes de mais nada é importante entender como e porque o milho amarelo se tornou o queridinho. As justificativas são muitas: é cultivado em abundância desde o período da escravatura nos Estados Unidos, tem alto teor de amido, serve também como alimento para animais, fabricação de xarope, combustível, óleo etc. É ainda fácil de manipular geneticamente, o que muitos adjetivam como melhorias: essas são algumas das justificativas encontradas neste artigo da Embrapa, para o sucesso do milho amarelo. Mas a maior delas é a produtividade. É pela produtividade que deixamos para trás milénios de evolução, sabores diferentes, distintas regiões de plantio e épocas do ano para colheita.

A boa notícia é: tem gente fazendo diferente.

Do outro lado dessa moeda estão , por exemplo, as sementes agroecológicas produzidas pelo Movimento Camponês Popular (MCP) no Brasil, em especial em Pernambuco e Sergipe e da CoopBorborema, na Paraíba. As duas organizações têm como foco espalhar as sementes e o manejo agroecológico para pequenos produtores dos estados. "Que os camponeses tenham capacidade para produzir alimento para alimentar a nação", diz Sandreildo Santos, dirigente do MCP Pernambuco.


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/06/e-esse-milhinho-assado-tem-sem-s er-transgenico/. Acesso em 22 jul. 2025. Adaptado.)
Analise as assertivas que seguem:

I.Em "É pela produtividade que deixamos para trás milénios de evolução,..." há um equívoco na acentuação da palavra em destaque por o som do "e" ser fechado e não aberto. O adequado seria com acento circunflexo: milênios.

II.As palavras transgênico e agroecológicos são acentuadas pela mesma regra: ambas são proparoxítonas, logo, todas devem ser acentuadas.

III.Em "As duas organizações têm...", o verbo ter recebe acento apenas com o objetivo de diferenciar a conjugação dele no singular e no plural, sendo têm a grafia do plural.

IV.As palavras combustível e fácil são acentuadas pela mesma regra de acentuação.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3577337 Português
Assinale a afirmativa que apresenta o uso de parônimos.
Alternativas
Q3577335 Português
Assinale a frase a seguir em que o vocábulo “abaixo-assinado” deveria estar grafado sem hífen. 
Alternativas
Q3577334 Português
Assinale a frase que mostra a grafia correta da palavra sublinhada.
Alternativas
Q3577333 Português
Observe o seguinte texto:

Ontem à tarde, por 2 kms. na Ave. Copacabana, ocorreu uma passeata que parecia do séc. passado: pessoas de vários gên. desfilaram, durante 2h. com roupas de época durante 2h. Descobriu-se, depois, que se tratava de propaganda de uma loja de roupas que se havia inaugurado no centro do R. de Janeiro.

O texto mostra uma série de abreviaturas.
Abaixo estão várias normas para a abreviação.
Entre elas, assinale a única que foi obedecida. 
Alternativas
Respostas
1981: C
1982: C
1983: C
1984: A
1985: B
1986: C
1987: A
1988: B
1989: A
1990: C
1991: B
1992: C
1993: D
1994: A
1995: E
1996: D
1997: B
1998: C
1999: B
2000: D