Questões de Concurso Sobre orações coordenadas assindéticas em português

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Q4442782 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A vertigem do mundo: a angústia de Graciliano Ramos


O Estado Novo não havia sido instaurado, mas o ambiente político já era marcado pelo autoritarismo crescente

Danielle Romani


Angústia, publicado em 1936, é a experiência mais radical de Graciliano Ramos no mergulho no interior de um personagem. Se em Caetés e São Bernardo a primeira pessoa já havia servido à narrativa, desta vez, o leitor não acompanha simplesmente a vida de Luís da Silva: é obrigado a permanecer dentro de sua cabeça, percorrendo lembranças, humilhações, ressentimentos, fantasias, desejos, obsessões.

É justamente a linguagem obsessiva que torna o romance tão singular. Em vez de conduzir o leitor por uma sucessão ordenada de acontecimentos, o escritor constrói uma narrativa em que passado e presente se misturam continuamente. O cotidiano é povoado por decadência: no entorno de Luís, habitam frustração, desconfiança, lixo, cheiros desagradáveis, ratos, pulgas, decadência e ódio. Imagens que o leitor se questiona serem reais, ou se tratar de uma desconstrução da realidade. Uma distorção. A memória não funciona como arquivo, mas como uma força que fragmenta, confunde, atormenta.

Uma imagem do presente pode desencadear uma lembrança da infância; um ruído, um rosto, uma palavra ou um objeto podem fazer surgir acontecimentos remotos. O tempo psicológico passa a dominar o tempo cronológico. A narrativa avança menos pelos acontecimentos externos do que pelas associações da mente do protagonista. A própria estrutura do livro acompanha, assim, o estado de perturbação de Luís.

Angústia não é apenas a história de um homem ciumento que chega ao crime. É a história de uma consciência que se deteriora diante dos próprios pensamentos. O assassinato de Julião Tavares, embora embase o eixo dramático do romance, não é seu verdadeiro centro. O centro está no processo interior que leva Luís da Silva a desejar, imaginar, ensaiar e finalmente realizar o ato extremo. Muito antes de existir como ação, o crime existe como fantasia. Nesse intervalo entre pensar e agir, Graciliano encontra uma das regiões mais perturbadoras da literatura brasileira.

O romance nasceu num momento particularmente tenso da vida nacional. Graciliano o escreveu entre 1935 e 1936, durante o governo de Getúlio Vargas, quando o país atravessava um período de intensa polarização política, repressão e instabilidade. O Estado Novo ainda não havia sido instaurado, o que aconteceria em novembro de 1937, mas o ambiente político já era marcado pelo autoritarismo crescente.

Em 1936, o próprio Graciliano foi preso, sem processo formal, acusado de envolvimento com a militância comunista, e permaneceu encarcerado por quase um ano. A informação é importante porque ajuda a perceber a atmosfera de sufocamento em que o livro foi concebido. Mas seria um erro transformar Angústia em um manifesto político.

 O mundo de Luís da Silva é socialmente determinado, mas a angústia que o consome ultrapassa a circunstância histórica. Há no personagem uma experiência de inadequação que nasce de sua origem, de sua condição econômica, de sua frustração intelectual, de sua incapacidade de estabelecer vínculos afetivos e de uma percepção negativa de si mesmo.

Luís é funcionário público, jornalista ocasional, escritor que sonha com uma obra literária que nunca consegue realizar. Vive modestamente em Maceió, numa existência sem brilho, marcada pelo ressentimento e pela sensação de fracasso. Não é propriamente um homem pobre no sentido extremo, mas é alguém que experimenta a pobreza como humilhação, como posição social e sobretudo como consciência de inferioridade. Ele observa aqueles que possuem dinheiro, prestígio, mulheres, roupas elegantes e facilidade de circulação e os percebe como representantes de um mundo ao qual não consegue pertencer.

É nesse ponto que surge Julião Tavares. Rico, bem-vestido, expansivo, dono de uma segurança que Luís não possui, ele parece encarnar tudo aquilo que o protagonista detesta e, ao mesmo tempo, deseja. A rivalidade entre os dois não é apenas amorosa. Julião é o homem que ocupa o espaço que Luís gostaria de ocupar. É aquele que fala sem constrangimento, circula sem pedir licença, conquista mulheres, possui dinheiro e parece não experimentar a mesma dolorosa consciência do protagonista. O ódio, nesse caso, nasce também da comparação.

Marina aparece nesse sistema de tensões como objeto de desejo, mas sua função literária é mais complexa do que a de simples personagem disputada por dois homens. O relacionamento com ela expõe a fragilidade emocional de Luís, sua necessidade de reconhecimento e seu permanente sentimento de desvantagem. Quando Marina se aproxima de Julião Tavares, deixando Luís, a ferida narcísica do protagonista se aprofunda. O ciúme passa a contaminar sua percepção do mundo, e o rival deixa de ser apenas um indivíduo para se transformar na encarnação de tudo aquilo que Luís considera injusto em sua própria existência.

A narrativa, entretanto, permanece presa à perspectiva de Luís, e isso significa que nem mesmo os acontecimentos podem ser recebidos como verdades. O leitor precisa desconfiar do narrador, porque Luís conta não apenas aquilo que viu, mas também aquilo que imagina, supõe e reconstrói.

Luís da Silva é um narrador pouco confiável, não porque pretenda deliberadamente enganar, mas porque ele próprio já não consegue separar com nitidez o que aconteceu daquilo que desejou que acontecesse, o que viu do que imaginou, a realidade da fantasia.

Angústia está na categoria de literatura psicológica, embora Graciliano não abandone jamais a dimensão social. A interioridade de Luís não existe num vazio. Ela é produzida também pelas relações de classe, pelo trabalho burocrático, pela pobreza, pela desigualdade, pela masculinidade ferida, pelo desejo de ascensão e pela sensação de não pertencer. A genialidade do romance está em não separar artificialmente o indivíduo da sociedade. O mundo exterior entra na consciência e passa a fazer parte dela.

Por isso, Angústia ocupa um lugar particular entre os romances da chamada segunda fase do Modernismo brasileiro. A literatura dos anos 1930 voltou-se para as desigualdades sociais, para o mundo do trabalho, para a pobreza, para o Nordeste e para os conflitos históricos do país. Graciliano participa desse movimento, mas, nesse caso, desloca a perspectiva. Em Vidas Secas , a opressão social é percebida sobretudo na luta pela sobrevivência de uma família sertaneja; em São Bernardo , a violência social e econômica aparece filtrada pela consciência de Paulo Honório; em Angústia , a opressão passa pela confusão de uma mente urbana, solitária e ressentida. As três experiências revelam, de maneiras diferentes, a capacidade do escritor de transformar estruturas sociais em conflitos humanos.

A primeira edição de Angústia saiu pela José Olympio em 1936, ano em que o livro recebeu o Prêmio Lima Barreto da Revista Acadêmica.


(Disponível em: https://pernambucorevista.com.br/artigos/a-vertigem-do-mundo-a-angu stia-de-graciliano-ramos. Acesso em: 21 set. 2026. Adaptado.)
De acordo com Cunha e Cintra, "Nem sempre as frases se organizam com absoluta coesão gramatical. O empenho de maior expressividade leva-nos, com frequência, a superabundâncias, a desvios, a lacunas nas estruturas frásicas tidas por modelares. Em tais construções a coesão gramatical é substituída por uma coesão significativa, condicionada pelo contexto geral e pela situação. Os processos expressivos que provocam essas particularidades de construção denominam-se figuras de sintaxe".

Fonte: CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

No 1º e no 2º parágrafos, a autora lançou mão de figuras de sintaxe para construir a coesão. Analise o excerto e as sentenças sublinhadas.

"Angústia, publicado em 1936, é a experiência mais radical de Graciliano Ramos no mergulho no interior de um personagem. Se em Caetés e São Bernardo a primeira pessoa já havia servido à narrativa, desta vez, o leitor não acompanha simplesmente a vida de Luís da Silva: é obrigado a permanecer dentro de sua cabeça, percorrendo lembranças, humilhações, ressentimentos, fantasias, desejos, obsessões."
É justamente a linguagem obsessiva que torna o romance tão singular. Em vez de conduzir o leitor por uma sucessão ordenada de acontecimentos, o escritor constrói uma narrativa em que passado e presente se misturam continuamente. O cotidiano é povoado por decadência: no entorno de Luís, habitam frustração, desconfiança, lixo, cheiros desagradáveis, ratos, pulgas, decadência e ódio. Imagens que o leitor se questiona serem reais, ou se tratar de uma desconstrução da realidade. Uma distorção. A memória não funciona como arquivo, mas como uma força que fragmenta, confunde, atormenta."

A respeito dos trechos sublinhados, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4437500 Português

Leia o texto a seguir. 


1.jpg (352×479)


Considerando a organização sintática dos dois primeiros períodos e os efeitos de sentido produzidos pela pontuação no texto, observa-se que a vírgula 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Guarabira - PB Provas: CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Agente Fiscal de Tributos | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Arquiteto e Urbanista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Arquivista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Assistente Social | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Auditor de Controle Interno | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Biomquímico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Educador Físico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Enfermeiro 40h | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Reumatologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Socorrista 24h | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Nutricionista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Odontólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Odontológo Pediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Procurador Municipal | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Programador | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Psicólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Farmacêutico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Cardiologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Gastroenterologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Mastologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Neurologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Neuropediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Pediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico PSF | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q4404773 Português

Leia o Texto III para responder à questão.

Texto III - Dona Anésia


Fonte: http://www.willtirando.com.br/anesia-324/ .Acesso em: 21 abr. 2026.

No trecho “Não acredito em você. Só em mim, mesmo.”, a construção sintática evidencia: 
Alternativas
Q4399408 Português
Leia com atenção o texto a seguir, para responder à questão.


    [...]

    Por ter plasticidade e ser elástico, o ciberespaço nos permite misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e vice-versa – tudo em um fluxo de negociações intersemióticas. Sem falar que a hipermídia nos permite derrubar as fronteiras entre as profissões, já que hoje a área tem se tornado de fundamental importância na grade curricular das profissões, seja em um curso de Direito, Biologia ou Comunicação.

    Comecei a perceber no dia a dia que a textura híbrida da hipermídia entrelaçou a sociedade pós-moderna em uma hierarquizada replicação rizomática de Deleuze, que foi capaz de prever a desterritorialização da escrita, saindo de um regime maquínico – com o livro e a imprensa como seus maiores expoentes – e torna-se um rizoma orgânico na web. Absorvemos regimes complexos como um caldo tecnocultural que ingerimos sem grandes reflexões. [...]

(Ferrari, Pollyana. In: Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2019, p.79). 
Sobre o 1º parágrafo do texto, pode-se afirmar:

I. É formado por 2 períodos compostos por coordenação.
II. O 1º período é formado por 6 orações, sendo apenas 1 desenvolvida.
III. O 2º período é formado por orações coordenadas assindéticas e coordenadas sindéticas alternativas.
IV. A oração “já que hoje a área tem se tornado de fundamental importância na grade curricular das profissões” denota causa, motivo.

As afirmativas corretas são apenas:
Alternativas
Q4394800 Português
Leia o texto I e responda à questão.

TEXTO I

Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão

Imagine sair de uma consulta médica com a prescrição de, assim que possível, visitar um museu, ir ao teatro, ao cinema ou a um show — tudo isso sendo seriamente considerado como uma ferramenta de tratamento. Parece insólito, é verdade, mas a prática começa a ganhar força no Brasil e no mundo e tem até nome. São as “prescrições sociais” que miram na necessidade de conexão com o outro e, portanto, na capacidade da arte (e outras atividades coletivas) de aproximar pessoas, contar histórias, partilhar contextos, entre outros aspectos.

Projetos realizados na Bélgica e na Suíça, por exemplo, permitiam que médicos dessem indicações de visitas a museus para quem passa por desafios de ordem psicológica, da depressão ao burnout, como uma forma de promover o bem-estar.

No Brasil, a conversa sobre atividades artísticas também ocupa as consultas e fazem parte da anamnese (a conversa entre médico e paciente que coleta informações para diagnóstico e tratamento) de diversos psiquiatras.

— A prescrição de atividades culturais entra como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ela não substitui medicação — explica Priscila Rocco, psiquiatra e psicoterapeuta do Hospital Sírio-Libanês. — Ela pode colaborar com o alívio do sofrimento psíquico. E, nesse caso, a gente não precisa de um diagnóstico psiquiátrico para oferecer. O nosso foco pode ser aliviar o estresse, por exemplo.

Priscilla explica que um dos ganhos desse tipo de atividade é, basicamente, a manifestação “não verbal” de alguns dos sentimentos. Ou seja, vai além de só incentivar o paciente a sair de casa e dar uma volta, tem a ver com o contato com novas narrativas e interpretações do mundo, da sociedade.

ALIADA NA PREVENÇÃO

Luiz Gustavo Zoldan, psiquiatra e gerente médico da unidade de saúde mental do Einstein, diz ainda que esse tipo de prescrição pode ir além e não só “remediar” diagnósticos de saúde já conhecidos, mas trabalhar na promoção da boa saúde, ou seja, na área da prevenção de problemas psíquicos.

— São atividades que ajudam a reduzir estresse, desacelerar o ritmo mental, ampliar a percepção de si, do mundo, gerar emoções positivas, que ajudam a contrabalancear emoções negativas — diz. — Isso contribui para o bem-estar emocional de forma concreta, e tem impacto na promoção de saúde e no cuidado de transtornos como depressão e ansiedade.

A prescrição, dizem os especialistas, não pode ser feita de maneira generalista, mas deve levar em consideração experiências anteriores e os gostos do paciente. Ou seja, se a pessoa costumava ir a exposições e em algum momento deixou de ir, é uma ótima ideia voltar ao hábito de visitar museus. Mostras temáticas sobre assuntos como futebol, música e história — quando se conectam com algo que já despertava uma vontade anterior — também são mais do que válidas. Além disso, o vínculo entre médico e paciente também pesa na hora de aderir, ou não, à indicação.

No Reino Unido as chamadas “prescrições sociais” miram ainda em pessoas que estão sozinhas ou se sentem isoladas, além de questões mentais diversas. O serviço abrange atividades culturais como grupos de coral, aulas de dança, visitas a galerias, sessões musicais e ainda abre espaço para atividades como grupos esportivos e práticas onde há contato com a natureza.

Uma das maiores especialistas no tema em todo o mundo, a pesquisadora e professora Jill Sonke, ligada à Universidade da Flórida, conta que ao menos 40 países adotam algum tipo de prescrição social, e a maior parte dessas localidades conta com prescrições de atividades artísticas. O Canadá e o Reino Unido, ela explica, têm avançado rapidamente nesse tipo de prática.

Uma publicação recente da professora Sonke junto a outros pesquisadores, porém, chama atenção ao demonstrar que as atividades culturais têm impactos positivos que vão além dos desafios de ordem mental. Eles podem ser benéficos também para reduzir doenças não transmissíveis, como diabetes e obesidade, que figuram como grandes desafios em termos de saúde global. O estudo — que fez uma revisão de 95 artigos com análises de programas artísticos em 27 países — foi publicado em outubro de 2025 na revista Nature.

REVOLUÇÃO A CAMINHO

Embora ainda exista uma resistência em incluir atividades artísticas como verdadeiras promotoras de saúde, a professora acredita que viveremos uma verdadeira “revolução”, na qual esse tipo de participação se tornará cada vez mais relevante para a saúde individual e coletiva.


ROSÁRIO, Mariana. Arte prescrita: médicos passam a recomendar atividades culturais para lidar com depressão e solidão. O Globo, São Paulo,4 jan.2026. Caderno Saúde.
A alternativa que apresenta duas orações coordenadas assindéticas é: 
Alternativas
Q4344537 Português

Leia o texto e responda as questões:


Como é a bola mais antiga do mundo — que viajou até Miami para Brasil x Escócia


A bola, que se acredita ter sido produzida entre 1540 e 1570, foi encontrada em castelo Stirling, na Escócia, na década de 1970


        A bola de futebol mais antiga de que se tem notícia no mundo viajou de Stirling, na Escócia, para a Flórida, nos Estados Unidos, para participar das atividades em torno da partida decisiva da Escócia contra o Brasil pela Copa do Mundo.


        A bola, que se acredita ter sido produzida entre 1540 e 1570, foi descoberta na década de 1970, presa entre vigas no Castelo de Stirling.


        Ela ficará em exposição no Museu Coral Gables até sábado (27/06) e também será exibida durante a partida entre Brasil e Escócia nesta quarta-feira (24/06), a partir das 19h (horário de Brasília).


        A peça foi emprestada ao museu pela Stirling Smith Art Gallery and Museum, onde é a principal atração de uma coleção com mais de 40 mil itens.


        A bola, reconhecida pelo Guinness World Records, o livro dos recordes, como a mais antiga do mundo, tem aproximadamente o tamanho de um melão pequeno.


        Ela é feita de gomos de couro espesso que envolvem uma bexiga de porco.


        A peça foi datada do período de James 5º da Escócia e da jovem Mary Stuart, rainha da Escócia no século 16, que viveu nos aposentos do castelo durante a infância. "Alguém na década de 1540 deve ter chutado a bola tão alto que ela ficou presa no teto. A cronologia coincide com o período em que Mary, rainha dos escoceses, vivia no castelo e, claro, a bola foi encontrada nos aposentos da rainha", explica Aiofe McKenna, curadora do Stirling Smith.


        "Não podemos afirmar isso com certeza, mas gostamos de imaginar que Mary brincou com esta bola", acrescenta McKenna.


        Registros históricos mostram que uma versão antiga do futebol já era popular na Escócia desde o século 15.


        "As pessoas gostavam de jogar futebol tanto quanto hoje, mas o esporte era bem diferente e muito mais violento", conta McKenna.


(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/24/como-ea-bola-mais-antiga-do-mundo-que-viajou-ate-miami-para-brasil-xescocia.ghtml) 

Assinale a opção que apresenta a classificação correta da oração abaixo:
“Comi maçã, mas estou com fome.”
Alternativas
Q4342851 Português

Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais delas há o emprego de uma oração coordenada assindética.



I.O pesquisador concluiu a análise, revisou os dados e encaminhou o relatório à comissão responsável.


II.A reunião foi encerrada, os participantes deixaram o auditório antes do horário inicialmente previsto.


III.Embora houvesse divergências entre os membros, o conselho aprovou a proposta apresentada pela diretoria.


IV.O prazo se aproximava; os responsáveis ainda não haviam concluído todas as etapas do procedimento.


V.Os técnicos revisaram o equipamento porque identificaram falhas durante a inspeção realizada anteriormente.




Assinale a alternativa que corretamente as afirmativas em que há emprego de oração coordenada assindética:

Alternativas
Q4335508 Português
A digital da solidão


    A polpa digital mudou de função. Além da digital tradicional que nos identifica, deixa rastros eletrônicos que revelam confidências e inconfidências. Dizem que o homem moderno não está mais sozinho. Carrega no bolso um aparelho que o conecta ao mundo inteiro, às multidões, aos amigos de infância que mal se lembram dele e aos desconhecidos que compartilham fotografias de cães e gatos fazendo coisas extraordinárias. É a era da comunicação total, dizem os ufanistas. Nunca estivemos tão próximos uns dos outros. Pois eu digo: nunca estivemos tão magnificamente sós. Talvez porque, como já suspeitava Schopenhauer, a convivência não elimina a solidão – apenas a distrai por alguns instantes.

    O celular é o grande paradoxo do nosso tempo. Prometeu-nos companhia e nos entregou solidão. Uma solidão que fica na polpa digital, colorida, que vibra e faz barulhinhos. Antes, quando um sujeito estava só, ele sabia que estava só. Doía, mas passava. Sentava-se numa cadeira, olhava pela janela e contemplava o vazio existencial com a dignidade de quem sabe que está vivo e, portanto, irremediavelmente sozinho.

    Hoje não. Hoje a solidão vem camuflada. O sujeito está ali, sozinho no quarto, na cama, no sofá, no ônibus, mas não se sente só porque está rolando o dedo na telinha, vendo vidas alheias, curtindo, comentando, reagindo com emojis que expressam sentimentos que ele nem sabe se realmente sente. É uma solidão acompanhada, se é que isso faz algum sentido. E não faz. No fundo, é apenas mais uma tentativa de fugir do tédio – aquele vazio que surge quando a vontade não está ocupada com desejos imediatos.

    O curioso é que ninguém admite. Pergunte a qualquer pessoa se ela se sente solitária e ela dirá que não, que tem centenas de amigos (no Facebook), milhares de seguidores (no Instagram), conexões profissionais (no LinkedIn), e está sempre em contato com todo mundo. Sempre. A toda hora. É o que ela diz.

     A Organização Mundial da Saúde declarou que temos um problema de saúde pública mundial nas mãos. Desde 2014, quando as redes sociais se expandiram e se tornaram onipresentes como o ar que respiramos (só que bem menos saudáveis), os índices de depressão e suicídio dispararam, especialmente entre os jovens.

    O celular nos roubou algo precioso: o direito ao ócio, à contemplação, ao devaneio. Não somos ingênuos. Sabemos que o celular está nos tornando mais solitários, mais ansiosos, mais distraídos. Sabemos que as redes sociais foram desenhadas para viciar, que cada curtida libera uma “dosezinha” de dopamina. Sabemos tudo isso e continuamos, dedo no scroll, olho na tela, alma no limbo.

    O que fazer, então? Jogar o celular pela janela e voltar para a idade do telefone de discar? Claro que não. O celular é uma ferramenta maravilhosa, revolucionária, indispensável. O problema não é o aparelho, é o que fizemos dele.

    Talvez a solução seja simples, embora difícil: aprender a estar só de verdade. Desligar o celular de vez em quando. Sentar numa cadeira e olhar pela janela. Deixar o tédio vir, a inquietação, o silêncio. Descobrir que a solidão não é tão terrível assim – e que é justamente na solidão que o indivíduo pode se libertar da influência constante dos outros e se aproximar de si mesmo. Porque no fim das contas, a solidão é inevitável. É a condição humana. Aceitá-la como companheira é condição básica para nossa sanidade mental.

(Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/. Acesso em: maio de 2026. Fragmento.)

No último parágrafo do texto, o autor utiliza a seguinte sequência de estruturas: “Desligar o celular de vez em quando. Sentar numa cadeira e olhar pela janela. Deixar o tédio vir, a inquietação, o silêncio. Descobrir que a solidão não é tão terrível assim [...]”. Considerando os mecanismos de articulação textual e os efeitos de sentido pretendidos, aproximar essas orações sem o emprego de conectivos explícitos indica que:
Alternativas
Q4317326 Português

Insetos a favor da Lei: a entomologia forense como aliada da justiça na Amazônia


No Pará, peritos e pesquisadores utilizam moscas e outros insetos para estimar o tempo de morte, identificar circunstâncias de crimes e ampliar as possibilidades de investigação forense.


        Era mais um dia de plantão do perito criminal Augusto Andrade. Dessa vez, ele tinha sido chamado para coletar evidências em uma residência no município de São Domingos do Araguaia, região sudeste do estado do Pará. No local, o corpo de uma mulher tinha sido encontrado e a suspeita era de morte natural. Chegando lá, algo chamou a atenção do perito. “Havia muitas moscas. Mais do que deveriam”, disse. Para Augusto, que tem a experiência de anos recolhendo evidências em locais de crime no interior do estado, isso significava uma coisa: “Algum ferimento havia sido aberto ali”, disse ele.


As moscas eram os vestígios

        O laudo científico foi encaminhado para a Polícia Civil, que junto a outras evidências passou investigar o caso como homicídio. Essa não foi a primeira vez que esses insetos ajudaram Augusto em uma investigação. Em outras sete cenas de crime, as moscas foram fundamentais em determinar o chamado “Intervalo Post Mortem” (IPM) - uma estimativa sobre quanto tempo uma pessoa foi morta, dado essencial nas investigações criminais. Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas que estavam em um cadáver e os levou para a Polícia Científica de Marabá, onde analisou o tempo em que se desenvolviam. “As moscas têm um ciclo de vida de dias. Então dependendo do estágio em que a mosca está no corpo, se larvas ou os ovos, a gente pode dizer há quanto tempo um cadáver está ali”, diz.


        Augusto explica que esse tipo de dado torna o laudo mais técnico, auxiliando a Polícia Civil, caso eles já tenham um suspeito ou uma linha de investigação. “A Polícia Civil pode comparar com o que eles já apuraram. Por exemplo, se uma pessoa está mentindo ou não sobre determinada informação, ou se a evidência é convergente com aquela linha já adota da”, disse.


Entomologia Forense

        Contar com insetos como ‘microinvestigadores’ não é uma novidade nem na perícia e nem na ciência. A entomolo gia forense (entomo - inseto; logia - estudo) aplica o estudo dos insetos e outros artrópodes a procedimentos legais, auxili ando nas investigações criminais. O primeiro registro disto está em um manual de medicina chinês, datado do século XIII, que relata a investigação de um homicídio.


        “Um dia alguém observou uma pessoa assassinada e suspeitavam de um determinado aldeão. Foram lá na casa de le e acharam uma foice com sangue e vermes, indicando que aquela tinha sido a arma do crime. A partir disso começa-se o estudo da entomologia. Esses bichinhos aqui seriam, digamos assim, os nossos aliados para descobrir quem é o criminoso, as circunstâncias e o local do crime”, explica o professor Danilo Oliveira, entomologista e docente na Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).


        No Brasil, os primeiros registros de insetos auxiliando em investigações estão datados de 1908. Mesmo assim, es tudos na área ainda carecem de investimentos. Além de essenciais para os ecossistemas, o professor explica que alguns insetos também são capazes de fornecer dados que vão desde as circunstâncias do crime e o local em que o crime ocorreu, até a identificação do criminoso. “Essa observação torna possível responder algumas perguntas e ajuda a entender como foi a morte, qual que foi a causa, o local onde isso aconteceu. E aí a gente tem algumas espécies que nos ajudam muito assim, e que se destacam”, diz.


        Entre os principais insetos de importância forense estão as moscas, os besouros e até borboletas. Danilo explica que, quando há um corpo morto, os dípteros, ou seja, as moscas, são os primeiros a chegar.

        “As moscas depositam ovos no cadáver. Esses ovos eclodem em larvas. Essas larvas vão crescendo em etapas e es sas etapas têm duração específica. É nesse tempo de ‘crescimento’ que estão os dados da investigação”, explica o profes sor.


Por exemplo, se em um cadáver é coletada uma larva de uma espécie cujo ciclo de desenvolvimento demora 10 di as, e após a coleta a larva demora 5 dias para se desenvolver, isto significa que os outros 5 dias ocorreram antes do corpo ser encontrado. Com isso é possível saber a duração de cada etapa e calcular o intervalo pós-morte, ou seja, uma estimativa de quanto tempo aquela pessoa morreu. “Mas essa é uma estimativa que também depende das condições do ambiente, localização, clima”, diz.

[...]


(Vanessa Monteiro. Supervisão Ruanne Lima. Edição Carla Fischer. Fotos de Lucas dos Santos Alves. Publicado em 29/09/2025. Dispononível em: www.amazoniavox.com/reportagens/view/141/pt-br/insetos_a_favor_da_lei_a_entomologia_forense_como_aliada_da_justica_na_amazonia)

Considere o período: “As moscas depositam ovos no cadáver. Esses ovos eclodem em larvas. Essas larvas vão crescendo em etapas e essas etapas têm duração específica.” A respeito da organização sintática do trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4285664 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Insônia infeliz e feliz

Clarice Lispector  



        De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?
    
        Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se.
   
        Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.  
    
        Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.
    
        As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Fonte:https://www.revistaprosaversoearte.com/content/uploads/2017 /01/2fb34981563848b2.jpg.Acesso em 14/07/2026.
Leia o trecho a seguir.
"Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café."
Com base na pontuação empregada no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4228544 Português
As orações coordenadas podem ser classificadas em assindéticas ou sindéticas. O reconhecimento dessas estruturas é fundamental para a análise sintática do período composto e para a compreensão das relações de sentido entre as orações. Considerando essas características, correlacione os períodos compostos apresentados na Coluna 1 com a classificação correspondente na Coluna 2. 

Coluna 1
(__)O pesquisador concluiu a análise, redigiu o parecer, encaminhou o processo.
(__)A equipe finalizou o relatório, porém aguardará a aprovação da diretoria antes da divulgação.
(__)Os candidatos estudaram durante todo o semestre, portanto obtiveram excelente desempenho.
(__)O servidor organizou os documentos, arquivou os processos, atualizou os registros eletrônicos.
(__)A comissão suspendeu a sessão, porque novos documentos precisavam ser analisados.

Coluna 2
I.Oração coordenada sindética.
II.Oração coordenada assindética.

Correlacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4223850 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Qual é a constituição do período “Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar.” (2º§), considerando sua estrutura sintática?
Alternativas
Q4222963 Português

Leia o texto para responder à questão

Desconstruções. (Martha Medeiros).


Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam ideias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.


Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Ainda no texto, o período “mas nada que resista por muito tempo”, a oração é:
Alternativas
Q4177695 Português
As orações coordenadas são sintaticamente independentes e são classificadas em assindéticas ou sindéticas. Com base nisso, os seguintes itens têm orações coordenadas assindéticas:
I. “O verdadeiro amor não se divide e há de ser voluntário e não forçado.” (Cervantes).
II. “Terás alegria, ou terás poder, disse Deus; não terás um e outro.” (Emerson).
III. “Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites.” (Provérbios 18:6).
Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q4131724 Português
Leia o texto a seguir.

Quem fala

Está de malas prontas?
Aproveite bastante
Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum
Tudo de bom
Não volte nunca

ALVIM, Francisco. Quem fala. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. 6. ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007. p.18. 

O verso “Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum” apresenta dois enunciados justapostos. Considerando o encadeamento sintático dessa construção, a relação estabelecida entre “Leia jornais” e “não ouça rádio de jeito nenhum”
Alternativas
Q4131563 Português
Considere a classificação das orações coordenadas na língua portuguesa, observando que essas estruturas são independentes entre si. Analise atentamente as orações da Coluna 01 e identifique o tipo de coordenação estabelecido em cada caso.
Coluna 01:
(__)O aluno revisou o conteúdo, organizou os apontamentos, finalizou os exercícios.
(__)A equipe trabalhou intensamente, mas não conseguiu cumprir o prazo estabelecido.
(__)Estude com dedicação, pois o resultado depende do seu esforço contínuo.
(__)O pesquisador analisou os dados e apresentou os resultados na reunião científica.
(__)Ou você se dedica aos estudos, ou enfrentará dificuldades no processo avaliativo.

Coluna 02:
I.Oração coordenada assindética.
II.Oração coordenada sindética aditiva.
III.Oração coordenada sindética adversativa.
IV.Oração coordenada sindética explicativa.
V.Oração coordenada sindética alternativa.

Correlacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4126274 Português
Leia o texto e responda à questão.

O que acontece com o cérebro quando deixamos de escrever à mão? 

Hábito cada vez mais raro na era digital, a escrita manual ativa áreas importantes do cérebro e pode influenciar memória, aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo. 

Diferenças dentro do cérebro

A ciência foi investigar o que acontece nesse processo e encontrou respostas nas conexões neurais, chamadas de sinapses. Ao escrever à mão, o cérebro ativa várias áreas ao mesmo tempo, criando uma rede intensa de comunicação.

Já na digitação, essa integração é menor. Isso porque no teclado os dedos repetem praticamente o mesmo movimento para todas as letras, enquanto na escrita manual cada traço é único — e esse esforço extra estimula mais o cérebro.

 Exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.
 
Aprendizado e memória

Essa diferença tem impacto direto na aprendizagem. Ao escrever à mão, o cérebro precisa trabalhar mais: organizar o pensamento, selecionar o que é importante e transformar isso em palavras. Esse esforço ajuda a fixar melhor a informação. 

Na digitação, o processo pode ser mais automático. A informação entra, é registrada rapidamente, mas nem sempre fica armazenada com a mesma força na memória.

Estudos com estudantes mostram que o cérebro permanece ativo por mais tempo durante a escrita manual, especialmente em áreas ligadas à atenção e ao aprendizado.

Especialmente no caso das crianças, aprender a escrever à mão antes de migrar para as telas ajuda a aproveitar melhor o potencial cognitivo.

 
(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/05/19/o-
que-acontece-dentro-do-nosso-cerebro-quando-deixamos-
de-escrever-a-
mao.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-
bar-mobile&utm_campaign=materias) 

Analise:


“Ora gosta de bolos, ora gosta de pães.”


Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da oração acima: 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: IGEDUC Órgão: AESGA - PE Prova: IGEDUC - 2025 - AESGA - PE - Contador |
Q3752170 Português
As orações coordenadas se caracterizam por apresentarem independência sintática, mesmo quando relacionadas semanticamente dentro do período composto. Analise a coluna I, que apresenta tipos de orações coordenadas, e associe à coluna II, que apresenta suas respectivas características e/ou exemplos.
COLUNA I (1) Oração Coordenada Aditiva (2) Oração Coordenada Adversativa (3) Oração Coordenada Conclusiva (4) Oração Coordenada Assindética
COLUNA II (A) Indica conclusão da ideia anterior, geralmente marcada por "portanto", "logo", "assim", "por conseguinte", entre outros.
(B) Apresenta relação de oposição entre as ideias, sendo expressa por "mas", "contudo", "porém", "entretanto", etc.
(C) Não apresenta conjunção explícita na ligação entre as orações, sendo a relação sugerida por pontuação, como vírgula.
(D) Indica soma ou continuidade da ideia, comumente introduzida por "e", "mas também", "nem", entre outros.

Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA:
Alternativas
Q3741594 Português
Joselita

        Joselita foi pobre de passar fome. Quando deixou de sê‑lo, o espírito não acompanhou. A vida não gozava. Comia pouco, usava trapos. Reciclava lenços, lavava o fio dental usado. Afastou‑se de todos. Em “Morreu sozinha em sua cama, onde ratazanas criavam filhotes, alimentadas por sua carne magra e aquecidas por cerca de 300 mil reais que juntara sob o colchão.”

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Em “Joselita foi pobre de passar fome. Quando deixou de sê‑lo, o espírito não acompanhou”, ocorre um período misto, composto por coordenação e subordinação.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: IF Sertão - PE Provas: FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Administração | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Agroindústria | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Agronomia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Física | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Geografia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Biologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Biotecnologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - História | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Informática | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Inglês | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Libras | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Matemática | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Arquitetura | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Música com ênfase em Educação Musical e Cordas Friccionadas | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Pedagogia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Libras com ênfase em Pedagogia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Educação Física | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Português | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Química | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Engenharia Elétrica com ênfase em Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Enologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Filosofia |
Q3563816 Português





(Disponível em: www.iedamagri.wordpress.com/ – texto adaptado especialmente para essa prova). 

Sobre o trecho “Enquanto lhe cortavam o umbigo movia a cabeça de um lado para o outro, reconhecendo as coisas do quarto, e examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro” (l. 08-09), analise as assertivas a seguir:

I. A oração “Enquanto lhe cortavam o umbigo” é uma oração subordinada adverbial temporal.

II. O verbo “movia” tem como sujeito a expressão “lhe cortavam o umbigo”.

III. As orações “reconhecendo as coisas do quarto” e “examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro” estabelecem entre si uma relação de coordenação assindética.

IV. No contexto, o termo “com uma curiosidade sem assombro” exerce função de adjunto adverbial de modo.


Quais estão corretas?
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: A
4: E
5: B
6: C
7: A
8: D
9: C
10: E
11: A
12: D
13: C
14: C
15: B
16: A
17: B
18: C
19: E
20: B