Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A interpretação de textos poéticos não requer análise do ritmo, da métrica ou das figuras de linguagem utilizadas pelo autor, bastando apenas compreender o significado literal das palavras. A análise poética é uma tarefa simples e objetiva, que não envolve a apreciação estética ou a compreensão do simbolismo presente no poema.
A leitura e interpretação de textos técnicos e científicos é simples e direta, pois tais textos apresentam informações objetivas e claras, sem necessidade de análise crítica. O leitor não precisa considerar a validade das fontes ou a metodologia utilizada pelos autores, bastando compreender os dados apresentados literalmente.
A leitura e a interpretação de textos argumentativos exigem a identificação da tese central, dos argumentos de suporte e das estratégias retóricas utilizadas pelo autor. Além disso, o leitor deve ser capaz de reconhecer contra-argumentos e avaliar a eficácia das evidências apresentadas. Por exemplo, ao analisar um ensaio sobre mudanças climáticas, é crucial identificar os dados científicos, as fontes citadas e a lógica dos argumentos apresentados.



Assinale a afirmação correta sobre o significado da frase.
As mãos
O mundo é mais fácil com ternura
Carlos Starling | 23/01/2024
O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.
Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.
O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.
O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.
Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.
Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.
Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!
Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.
Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.
Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.
No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.
A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]
As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.
Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.
Qual dentre as frases a seguir, retiradas do texto 1, apresenta pontuação correta?


I. A quantidade de entulho gerada pelas enchentes no Rio Grande do Sul é comparável à de desastres naturais.
II. A presidente do Fórum dos Catadores de Porto Alegre relatou que a maioria dos catadores manteve sua renda, apesar das dificuldades causadas pelas enchentes.
III. Os catadores de resíduos recicláveis foram severamente afetados, com muitas unidades de triagem alagadas e equipamentos inoperantes devido à falta de luz.
Quais estão corretas?


I. A palavra “veículos” (l. 30) é usada no texto com sentido de meio utilizado para difundir uma mensagem de propaganda.
II. A palavra “gama”, utilizada no texto em “gama de produtos” (l. 16), pode ser considerada uma palavra homônima de outras palavras em Língua Portuguesa.
III. O termo “brecha” (l. 12) pode ser substituído por “corte”, sem prejuízo de seu significado no texto.
Quais estão corretas?

I. Uma das principais reflexões apresentadas no texto é que as ações institucionais realizadas por empresas como a Philip Morris são uma forma de contornar as proibições legais sobre a publicidade de produtos de tabaco: a empresa tenta melhorar sua imagem pública associando-se a eventos sociais de grande visibilidade.
II. Entre as linhas 12 e 14, há intertextualidade, ou seja, a referência explícita ou implícita de um texto ou discurso em outro texto.
III. O nexo coesivo “contudo” (l. 08) estabelece uma relação de contraste acerca do patrocínio da Philip Morris com a legalidade dessa ação.
Quais estão corretas?



I. Os irmãos do autor e ele contavam apenas com um par de abrigos para o ano, sem possibilidade de substituição caso um deles se estragasse durante as brincadeiras.
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II. Quando um abrigo estragava, os pais do autor enviavam o abrigo danificado para a costureira, com o propósito de colocar remendo de couro, demonstrando uma atitude considerada cafona pelo autor.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

I. O autor demonstra resistência física ao jogar futebol, evitando quedas e mantendo-se de pé mesmo diante de adversidades como carrinhos, trombadas e voadoras. II. A resiliência do autor em não se entregar no jogo de futebol é atribuída a um trauma pessoal que o condicionou a evitar cair durante as partidas. III. A escola em que o autor estudou no Ensino Médio tinha uma quadra de piche e brita, o que pode ter contribuído para o desenvolvimento de sua habilidade em se manter de pé e evitar quedas no futebol.
Quais estão corretas?