Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A leitura do Texto I é necessária para responder à questão:
TEXTO I
O Mágico
André Ricardo Aguiar
Ele era mágico, vivia disso e se orgulhava, quando saiu de sua terra, de ter de memória, todas as técnicas que aprendeu com um sujeito velho, espécie de caixeiro-viajante, que lhe ensinou o básico: tudo é ilusão.
Agora vivia num quartinho alugado, perto da boate onde ele, com destreza, fazia mil e uma mágicas de enganar a vista, o dito ilusionismo para alguns. Desaparecia e aparecia com o espectador e sabia muito bem esticar o suspense; as inevitáveis e mirabolantes estripulias com cartas de baralhos; o truque de mover objetos. E em tudo isso o pouco rendimento, o suado resultado que mal pagava as contas – e que mal alimentava o coelho da cartola. Também sonhava com Carolina, a filha do dono do estabelecimento. Ia e vinha entre as mesas, atendendo os clientes.
Lembrava bem da cidade em que nasceu, da prima que se espantou com a primeira mágica, do beijo roubado no crepúsculo, da estranheza em pouco mais que um fim de semana ver o pai desaparecer numa curva da estrada e nunca mais aparecer, amargo número incompleto.
Estava nas reminiscências naquela manhã, quando treinava os números daquele dia, e, num momento raro, pegou o coelho, o pôs na cartola e o viu sumir. A mão sentiu a penugem ir aos poucos se desfazendo numa matéria mínima até pouco restar, a não ser pelos entre os dedos. Depois, olhou para o fundo da cartola, para os lados, para a sala e nada.
Demorou muito a cair em si. Não era apenas a cartola. Qualquer coisa que pudesse se ocultar por ele, podia sim, sumir. E não mais voltar. Esperou dias pela volta do coelhinho e nada. Sentiu ânsias de vômito e teve a impressão de uma bola de pelos efervescentes subir a garganta, e nada.
Na boate, a platéia (SIC.) entediada, como a esperar que ele fosse apenas a atração secundária para o show com mulheres voluptuosas. Então, de pirraça, começou a desaparecer com pessoas. Escolhia ao acaso, na platéia (SIC.), aqueles seres desacompanhados, que geralmente ficavam nos cantos apenas pedindo, com os gestos mínimos, para não serem perturbados. Mas quando chamados, talvez para evitar um constrangimento na recusa, iam ao palco e se submetiam à humilhação de serem vistos e analisados com os olhares. Durava pouco, pois entravam numa cabine e, num zastrás, o vazio apenas, o holofote chicoteava e pronto, música de finalização. Ninguém reclamava o fechamento do círculo. Achavam que quem desaparecia, ia para os bastidores e de lá, talvez pegar a lateral da boate e ir embora. O dono do estabelecimento, vez ou outra, preocupado, perguntava mesmo, onde o sujeito? E ele, vestindo a roupa comum, desconversava dizendo, está na mesa perto do balcão, é só conferir. E dizia com poucas palavras, já anunciando que o silêncio era o que faltava vestir para ir cuidar da vida.
Mágica. Não tinha a capacidade, esta sim, necessária, de fazer aparecer coisas. Dinheiro no bolso ou na cartola, por exemplo. Só desaparecia. Sabia, pois sonhou com isso, que as pessoas que desapareciam, forçosamente apareciam em outros lugares. Os solitários caíam em antigas aldeias festivas e geralmente eram solicitados a cantar ou tocar. Os tímidos ou feios terminavam em serviço social, os hospitais do outro lado do mundo, os contratavam para atender pacientes. Os que estavam terrivelmente molestados, com pouco tempo de vida, iam para as guerras fronteiriças, e na luta, descobriam um sentido imediato de vida. Morriam úteis, sem saber se foi a bala ou o tumor.
Foi só quando Carolina confessou o seu amor, um amor que seria sempre proibido, que ele se lembrou do conselho do caixeiro-viajante e tornou a frase ao avesso: vida é ilusão. E programou seu último número, às ocultas.
Naquela última noite, o mágico fez tudo às pressas, tão nervoso estava. Alguns números não funcionaram. Outros, arrancaram risadas, outros ainda nem foram aplaudidos. Deixou pra o final, já cansado e com a cartola jogada no canto do palco, o número da cabine. Olhou para a platéia (SIC.) na luz difusa e com um gesto, chamou a filha do dono do estabelecimento. Tudo combinado, ela veio às pressas, enquanto o pai estava ocupado, com urgências de última hora. E quando entrou na cabine, o mágico suspirou aliviado e sem muita cerimônia, para surpresa do público, também entrou, uma maleta nas mãos. Fechou e entrou no abafado mundo do seu talento. Escuro estava. Tateou até encontrar uma mão trêmula e febril. Podia ser Carolina ou a ilusão que lhe convinha, não importa.
Desaparecer sempre era um bom começo.
ANDRÉ RICARDO AGUIAR nasceu em Itabaiana, Paraíba e ficou tempo suficiente nesta zona rural para adquirir o olhar para as coisas mais básicas da vida, tempo e memória. Veio para João Pessoa, tomou contato com livros e bibliotecas e nunca mais parou de beber da fonte. Passou por jornalismo e letras e através de muitas amizades, integrou os movimentos culturais do fim de século, além de colaborar com jornais e revistas, entre eles, Correio das Artes, sua estreia. Participou de concursos literários, fundou o selo Trema, junto com Antonio Mariano e José Caetano e ajudou a fundar o Clube do Conto da Paraíba. Começou na poesia, publicando AFlor em Construção (Idéia), Alvenaria (Ed. UFPB). Em seguida, o livro de crônicas de viagem Bagagem Lírica (Sal da Terra) e os infantis O rato que roeu o rei (Rocco) e Pequenas Reinações. Tem inéditos outros livros.
Fonte: https://clubedoconto.blogspot.com/search/label/Conto
Releia o trecho: “Ele era mágico, vivia disso e se orgulhava, quando saiu de sua terra, de ter de memória, todas as técnicas que aprendeu com um sujeito velho, espécie de caixeiro-viajante, que lhe ensinou o básico: tudo é ilusão.”
Considerando o ensinamento do caixeiro-viajante ao mágico, expresso no texto, qual conceito fundamental orienta a prática do ilusionismo do protagonista?
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
O que é Riqueza e Pobreza
Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
- Como foi a viagem?
- Muito boa, Papai!
- Você viu como as pessoas podem ser pobres?
- Sim. “Respondeu o menino”.
- E o que você aprendeu?
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm um céu imenso com as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.
O pequeno garoto estava acabando de responder, quando seu pai ficou estupefato pelo que o filho acrescentou:
- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres.…
(Texto adaptado)
Disponível em:
http://www.reflexaodevida.com.br/074riquezapobreza.htm. Acesso em 25AGO2024
O que é Riqueza e Pobreza
Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
- Como foi a viagem?
- Muito boa, Papai!
- Você viu como as pessoas podem ser pobres?
- Sim. “Respondeu o menino”.
- E o que você aprendeu?
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm um céu imenso com as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.
O pequeno garoto estava acabando de responder, quando seu pai ficou estupefato pelo que o filho acrescentou:
- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres.…
(Texto adaptado)
Disponível em:
http://www.reflexaodevida.com.br/074riquezapobreza.htm. Acesso em 25AGO2024
O que é Riqueza e Pobreza
Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
- Como foi a viagem?
- Muito boa, Papai!
- Você viu como as pessoas podem ser pobres?
- Sim. “Respondeu o menino”.
- E o que você aprendeu?
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm um céu imenso com as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.
O pequeno garoto estava acabando de responder, quando seu pai ficou estupefato pelo que o filho acrescentou:
- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres.…
(Texto adaptado)
Disponível em:
http://www.reflexaodevida.com.br/074riquezapobreza.htm. Acesso em 25AGO2024
"As novas medidas do governo para controlar a inflação foram recebidas com otimismo pelo mercado. Especialistas acreditam que essas políticas podem estabilizar os preços nos próximos meses."
Fonte: Jornal Valor Econômico, 12/08/2023.
Qual das alternativas mantém o sentido original do texto?
"A questão ambiental é um dos temas mais discutidos atualmente. Em 2023, diversas conferências internacionais ressaltaram a urgência de adoção de medidas sustentáveis. O Brasil, com sua vasta biodiversidade, tem papel fundamental na preservação do meio ambiente e no combate às mudanças climáticas."
Fonte: Revista Exame, 12/06/2023.
De acordo com o texto, o que é essencial para o Brasil?
"Nas últimas semanas, as altas temperaturas têm causado preocupação em diversas cidades brasileiras. O verão de 2023 foi um dos mais quentes dos últimos anos, segundo especialistas. Além dos impactos na saúde, com o aumento de casos de desidratação e problemas respiratórios, há também a preocupação com o consumo de energia elétrica, que tende a crescer devido ao uso intensivo de aparelhos de ar condicionado e ventiladores."
Fonte: Jornal O Globo, 05/02/2023.
De acordo com o texto, o que tem preocupado os especialistas?
Leia o texto a seguir.
Reconhecimento facial: o que se pode esperar dele?
A tecnologia não é nova, mas está cada vez mais avançada. O conceito foi desenvolvido na década de 1960 por Woodrow "Woody" Bledsoe para a Panoramic Research e até hoje os preceitos são os mesmos: boa parte dos sistemas ainda aposta em imagens 2D, já que a maioria dos bancos de dados de referência tem apenas esse tipo de foto. Ela é, portanto, uma forma de autenticação biométrica, que permite confirmar uma identidade. D processo de identificação usa as medidas do formato e da estrutura facial, que são únicas para cada indivíduo. Aí começam os problemas: embora seja bastante interessante, ela pode ser controversa.
É essa a tecnologia usada no Facebook para sugerir marcações em fotos e, quem tem irmãos, sabe que o sistema pode ser bastante falho na tarefa de diferenciar pessoas com características semelhantes. Isso porque informações-chave das imagens (como o tamanho e o formato de nariz, boca e olhos, bem como a distância entre diferentes pontos da face) são comparadas com um banco de dados. Há até quem tenha processado a rede social por ter sido identificado em imagens sem ser informado.
(Trecho de texto escrito por Roseli Andrion, publicado no site Olhar Digital, em 23/03/2019.) Acesso em 25AGD2024
Disponível em: <https://olhardigital.com.br/noticia/reconhecimento-facialo-que-se-pode-esperar-dele/84009>. (Adaptado)
Leia o texto a seguir.
Reconhecimento facial: o que se pode esperar dele?
A tecnologia não é nova, mas está cada vez mais avançada. O conceito foi desenvolvido na década de 1960 por Woodrow "Woody" Bledsoe para a Panoramic Research e até hoje os preceitos são os mesmos: boa parte dos sistemas ainda aposta em imagens 2D, já que a maioria dos bancos de dados de referência tem apenas esse tipo de foto. Ela é, portanto, uma forma de autenticação biométrica, que permite confirmar uma identidade. D processo de identificação usa as medidas do formato e da estrutura facial, que são únicas para cada indivíduo. Aí começam os problemas: embora seja bastante interessante, ela pode ser controversa.
É essa a tecnologia usada no Facebook para sugerir marcações em fotos e, quem tem irmãos, sabe que o sistema pode ser bastante falho na tarefa de diferenciar pessoas com características semelhantes. Isso porque informações-chave das imagens (como o tamanho e o formato de nariz, boca e olhos, bem como a distância entre diferentes pontos da face) são comparadas com um banco de dados. Há até quem tenha processado a rede social por ter sido identificado em imagens sem ser informado.
(Trecho de texto escrito por Roseli Andrion, publicado no site Olhar Digital, em 23/03/2019.) Acesso em 25AGD2024
Disponível em: <https://olhardigital.com.br/noticia/reconhecimento-facialo-que-se-pode-esperar-dele/84009>. (Adaptado)
Leia o texto a seguir.
Reconhecimento facial: o que se pode esperar dele?
A tecnologia não é nova, mas está cada vez mais avançada. O conceito foi desenvolvido na década de 1960 por Woodrow "Woody" Bledsoe para a Panoramic Research e até hoje os preceitos são os mesmos: boa parte dos sistemas ainda aposta em imagens 2D, já que a maioria dos bancos de dados de referência tem apenas esse tipo de foto. Ela é, portanto, uma forma de autenticação biométrica, que permite confirmar uma identidade. D processo de identificação usa as medidas do formato e da estrutura facial, que são únicas para cada indivíduo. Aí começam os problemas: embora seja bastante interessante, ela pode ser controversa.
É essa a tecnologia usada no Facebook para sugerir marcações em fotos e, quem tem irmãos, sabe que o sistema pode ser bastante falho na tarefa de diferenciar pessoas com características semelhantes. Isso porque informações-chave das imagens (como o tamanho e o formato de nariz, boca e olhos, bem como a distância entre diferentes pontos da face) são comparadas com um banco de dados. Há até quem tenha processado a rede social por ter sido identificado em imagens sem ser informado.
(Trecho de texto escrito por Roseli Andrion, publicado no site Olhar Digital, em 23/03/2019.) Acesso em 25AGD2024
Disponível em: <https://olhardigital.com.br/noticia/reconhecimento-facialo-que-se-pode-esperar-dele/84009>. (Adaptado)