Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3412868 Português

Leia o texto para responder à questão.


Omelete 


Pior foi Jacinta, que perdeu o marido para uma omelete. Quando alguém — desinformado ou desalmado — perguntava perto da Jacinta se “omelete” era masculino ou feminino, ela respondia “feminino, feminino”. Depois suspirava e dizia: “Eu è que sei”. As amigas tentaram convencer Jacinta de que o Luiz Augusto não merecia um suspiro. O que se poderia dizer de um homem que tinha abandonado a mulher de dez anos de casamento, para não falar em cotas num condomínio horizontal da zona Sul, por uma omelete bemfeita? Mas Jacinta não se conformava. Foi procurar um curso de culinária. Pediu aulas particulares e específicas. Queria aprender a fazer omelete. A professora começou com um histórico da omelete e sua força metafórica. Uma omelete justificava a violência feita aos ovos. Uma omelete... Mas Jacinta não queria saber da história da omelete. Queria aprender a fazer.


 — Bem — disse a professora —, a omelete perfeita...


— Eu sei, eu sei — interrompeu Jacinta.


Sabia como era a omelete perfeita. Durante todos os seus anos de casada tinha ouvido a descrição da omelete perfeita. Luiz Augusto não se cansava de repetir que a omelete perfeita devia ser tostada por fora e úmida por dentro. Que seu interior devia se desmanchar, e espalhar-se pelo prato como baba. “Baveuse, entende? Baveuse.” Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha. 


Jacinta sabia a teoria da omelete perfeita. Queria a prática. Precisava aprender. O curso intensivo durou duas semanas. No fim do curso, a professora recomendou que Jacinta comprasse uma frigideira especial, de ferro, para garantir a omelete perfeita. Não havia como errar. Jacinta telefonou para a casa de Beatriz e pediu para falar com Luiz Augusto.


— Precisamos conversar.


— Está bem.


— Aqui.


— Certo.


— Outra coisa.


— O quê?


— Não coma nada antes.


Quando Luiz Augusto chegou, Jacinta não disse uma palavra. Apontou para a mesa, onde estava posto um lugar. Luiz Augusto sentou-se. Jacinta desapareceu na cozinha. Reapareceu quinze minutos depois com uma omelete dentro de uma frigideira nova. Serviu a omelete e ficou esperando, de pé, enquanto Luiz Augusto dava a primeira garfada. Luiz Augusto disse: — Você chama isto de baveuse?


— Não — disse Jacinta —, eu chamo isto de baveuse.


E acertou com a frigideira a cabeça de Luiz Augusto, que caiu morto com a cara na omelete.





VERISSIMO, L. F. (Adaptado). Verissimo antolÛgico — meio sÈculo de crÙnicas, ou coisa parecida. S„o Paulo: Objetiva, 2020

De acordo com o texto, conclui-se que:
Alternativas
Q3412752 Português
Leia o texto e responda:
        “Em 25 de janeiro de 1554, a fundação do Colégio São Paulo era realizada. O feito acabou se transformando no marco inicial da cidade paulistana, fazendo com que a data ganhasse espaço também no calendário brasileiro, marcando o Aniversário de São Paulo — ainda que o local tenha passado de vila para cidade mais de cem anos depois, ou seja, em 1711.
        Nesses 470 anos da cidade de São Paulo, alguns marcos históricos contribuíram para que o local se tornasse não só o município mais populoso de todo o hemisfério sul, visto que conta com mais de 11 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como também uma referência nos âmbitos culturais, econômicos e políticos. [...]” (Fonte: https://recreio.uol.com.br)

Qual é o tema central desse texto? 
Alternativas
Q3412112 Português
Leia o texto a seguir:


Texto I


Leia abaixo um trecho de Caramuru, um importante poema épico de autoria de Santa Rita Durão:


CANTO I

I

De um varão em mil casos agitado,

Que as praias discorrendo do Ocidente,

Descobriu o Recôncavo afamado

Da capital brasílica potente:

Do Filho do Trovão denominado,

Que o peito domar soube à fera gente;

O valor cantarei na adversa sorte,

Pois só conheço herói quem nela é forte.


II

Santo Esplendor, que do grão-Padre manas

Ao seio intacto de uma Virgem bela;

Se da enchente de luzes Soberanas

Tudo dispensas pela Mãe Donzela;

Rompendo as sombras de ilusões humanas,

Tu do grão caso! a pura luz revela

Faze que em ti comece, e em ti conclua

Esta grande Obra, que por fim foi tua.


III

E vós, Príncipe excelso, do Céu dado

Para base imortal do Luso Trono;

Vós, que do Áureo Brasil no Principado

Da Real sucessão sois alto abono:

Enquanto o Império tendes descansado

Sobre o seio da paz com doce sono,

Não queirais de dignar-vos no meu metro

De pôr os olhos, e admiti-lo ao cetro.

Fonte: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/caramuru.pdf. Acesso em: 03 fev. 2024. 

 
Na primeira estrofe do Texto I, Santa Rita Durão retrata uma imagem heroica. Essa imagem está construída com base no/a:
Alternativas
Q3411544 Português

Por que é importante bocejar?


    Uma pessoa boceja em média de 5 a 10 vezes por dia. O sinal, causado por um reflexo involuntário, acontece quando se está sonolento, entediado ou ansioso, mas a importância do bocejo para o organismo ainda é pouco esclarecida.

    Acreditava-se que uma das finalidades do bocejo seria a de despertar o indivíduo ao fazer ele estirar os músculos e ajudar o sangue a circular. Outra hipótese é que o reflexo funcione para oxigenar o corpo.

    Entretanto, um estudo norte-americano mostrou que o bocejo esfria o cérebro, _______ através da inalação simultânea de ar frio e do alongamento dos músculos ao redor das cavidades orais, o bocejo aumenta o fluxo de sangue mais frio para o cérebro e, portanto, tem uma função termorreguladora.

    Essa função está ligada ao nível de atenção do indivíduo. Isso _______ os cérebros funcionam melhor em uma temperatura ideal, portanto, se a temperatura cerebral aumentar demais por qualquer motivo, ficamos menos alertas e atentos.

    Além dos humanos, estudos também observaram o bocejo em outros vertebrados, como peixes, sapos, cobras, passarinhos, golfinhos, gatos e macacos. A pesquisa apoia a ideia de que o bocejo em animais está ligado com o quanto o cérebro é ativo. A hipótese é que quanto mais ativo, mais resfriamento ele precisa.

    Em conclusão, acredita-se que, por isso, a duração do bocejo entre as espécies aumenta com o tamanho e o número de neurônios no cérebro. Os mamíferos parecem bocejar mais e por mais tempo do que os pássaros, por exemplo.



(Fonte: National Geographic — adaptado.) 

Com base nas informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3410593 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
Nos termos do texto, qual é o conselho dos entendidos ao reconhecer um mitomaníaco? 
Alternativas
Q3410592 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
De acordo com o texto, quais são os indícios que podem pressagiar a presença de mitomania em um indivíduo? 
Alternativas
Q3410591 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
Como se descreve o modo de agir do mitomaníaco em relação às suas falsidades? 
Alternativas
Q3410590 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
Segundo os peritos referidos, qual é a conexão entre mitomania e distúrbios de personalidade antissocial?
Alternativas
Q3410589 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
De acordo com o texto, qual é o atributo preponderante que singulariza a mitomania frente à mera prática da mentira cotidiana? 
Alternativas
Q3408948 Português
A prova do tempo

        Uma polêmica suposição, sustentada desde 1978 pelo arqueólogo francês Bernard Vandermeersch, acaba de ser confirmada por uma técnica de última geração. Ele vinha dizendo que o homem de Neandertal, hominídeo cujo primeiro fóssil foi encontrado há 132 anos no vale do rio Neander, na Alemanha, era contemporâneo do Homo sapiens sapiens, o homem moderno. Isso contraria a hipótese tradicionalmente aceita de que este teria surgido depois daquele. Segundo o cientista, o homem do vale de Neander teria se originado na Europa há cerca de 350 mil anos, desaparecendo por razões ainda desconhecidas há 42 mil anos. Já o homem moderno teria surgido no Oriente Próximo numa época em que os neandertais ainda viviam.
        A teoria foi comprovada recentemente graças ao método da termoluminescência, que permite saber quando um mineral foi manipulado para a confecção de instrumentos. Identificando-se, por exemplo, quando uma pedra foi lascada para fazer-se uma ponta de lança, pode-se saber a idade do fóssil encontrado no mesmo local. Ao fim dos estudos, os pesquisadores concluíram que o homem moderno é mais antigo do que se pensava, tendo surgido há 94 mil anos. As duas espécies, portanto, teriam coexistido no planeta por 500 séculos, pelo menos. Resta saber se foram apresentados uns aos outros alguma vez.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:

I. De acordo com Bernard Vandermeersch, o homem de Neandertal originou-se na Europa há cerca de 350 mil anos.
II. O arqueólogo francês tinha certeza de suas ideias, até poder comprová-las nos dias atuais.
III. Bernard Vandermeersch descobriu que as duas espécies de hominídeos conviveram juntas por 500 séculos.

Está(ão) CORRETO(S): 
Alternativas
Q3407385 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A atividade de produção textual escrita



        Quantas vezes, você chegou à escola e se deparou com a situação nada inusitada de ter de produzir um texto a partir de uma consigna escrita no quadro que dizia mais ou menos assim: “Escreva um texto dissertativo sobre…” ou “Escreva um texto narrativo sobre…”? E, diante daquela frase paralisante, teve de acionar o submundo da memória para produzir um texto sem sequer discutir as condições de produção ou mesmo sem pensar em um provável público leitor. Ops! Isso não é verdade, pois o público certeiro era a/o docente que certamente avaliaria se havia erros ortográficos, problemas de concordância e de regência, repetição de palavras entre outros.


        Quantas e quantas vezes recebeu aquele texto de volta um mês depois totalmente riscado, cheio de sinais ilegíveis e, com vergonha da turma, dobrou a folha disfarçadamente e a colocou dentro de um livro de onde jamais a retirou? Infelizmente, essa continua sendo a realidade em muitas escolas brasileiras. A produção de textos orais e escritos em boa parte do tempo é atividade improvisada que desconsidera as condições de produção, de circulação e de recepção de textos.


        Irandé, em seu texto “Aula de português: encontro e interação”, afirma que “o que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer”.


        A partir disso, reforçamos a necessidade de direcionar as atividades de produção escrita para uma prática sistematizada que leve em conta o planejamento, a textualização (a escrita propriamente dita) e a reescrita. 

O texto acima discute as atividades de produção de textos escritos na escola com uma visão pragmática desse processo, partindo de supostas atividades propostas em sala e possíveis dificuldades encontradas pelo aluno na produção de seus textos.



A respeito da relação entre textos escritos e textos orais, no contexto de ensino da produção de textos, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3407350 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nosso corpo reage à sensação de insegurança


Segundo pesquisadores, a exposição crônica a um fator de estresse coloca o corpo em um estado permanente que os especialistas apelidaram de "luta ou fuga".


Nossos sistemas fisiológicos sabem lidar bem com estressores agudos, mas não tanto com aqueles que são crônicos. Quando permanentemente ativados, levam-nos a quadros de adoecimento.


Esse estado prejudica o sistema imunológico e causa diferentes problemas gástricos e digestivos, como gastrite, úlceras e síndrome do intestino irritável.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gy24y5kz2o. Adaptado.

A percepção sobre a violência é cada vez mais um tema recorrente entre os meios de comunicação.


Com base no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3407220 Português
"O sol despontava no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados. As árvores balançavam suavemente ao vento, enquanto os pássaros começavam a cantar anunciando o início de um novo dia.”
(autor desconhecido)

Qual é o principal elemento que compõe a atmosfera do texto?
Alternativas
Q3407216 Português
Texto para a questão

Acredite


Acredite nas pessoas... Naquelas que possuem algo 
mais... Aquelas que, às vezes, a gente confunde com 
anjos e outras divindades... Digo daquelas pessoas que 
existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com 
pequenas alegrias e grandes atitudes... Falo daquelas 
que te olham nos olhos quando precisam ser 
verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas 
com a simplicidade de uma criança... 
 
Pessoas firmes... Verdadeiras, transparentes, amigas, 
ingênuas... Que com um sorriso, um beijos, um abraço, 
uma palavra de faz feliz... Aquelas que erram... 
Acertam... Não tem vergonha de dizer não sei... aquelas 
que sonham... Aquelas amigas... Aquelas que passam 
pela vida deixando sua marca, saudades, aquelas que 
fazem à diferença... Aquelas que vivem intensamente 
um grande amor... 
desconhecido 

Luis Fernando Verissimo
Ainda sobre o texto, qual é o impacto dessas pessoas na vida de quem as conhece? 
Alternativas
Q3407215 Português
Texto para a questão

Acredite


Acredite nas pessoas... Naquelas que possuem algo 
mais... Aquelas que, às vezes, a gente confunde com 
anjos e outras divindades... Digo daquelas pessoas que 
existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com 
pequenas alegrias e grandes atitudes... Falo daquelas 
que te olham nos olhos quando precisam ser 
verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas 
com a simplicidade de uma criança... 
 
Pessoas firmes... Verdadeiras, transparentes, amigas, 
ingênuas... Que com um sorriso, um beijos, um abraço, 
uma palavra de faz feliz... Aquelas que erram... 
Acertam... Não tem vergonha de dizer não sei... aquelas 
que sonham... Aquelas amigas... Aquelas que passam 
pela vida deixando sua marca, saudades, aquelas que 
fazem à diferença... Aquelas que vivem intensamente 
um grande amor... 
desconhecido 

Luis Fernando Verissimo
Como as pessoas citadas no texto se relacionam com os outros? 
Alternativas
Q3407214 Português
Texto para a questão

Acredite


Acredite nas pessoas... Naquelas que possuem algo 
mais... Aquelas que, às vezes, a gente confunde com 
anjos e outras divindades... Digo daquelas pessoas que 
existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com 
pequenas alegrias e grandes atitudes... Falo daquelas 
que te olham nos olhos quando precisam ser 
verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas 
com a simplicidade de uma criança... 
 
Pessoas firmes... Verdadeiras, transparentes, amigas, 
ingênuas... Que com um sorriso, um beijos, um abraço, 
uma palavra de faz feliz... Aquelas que erram... 
Acertam... Não tem vergonha de dizer não sei... aquelas 
que sonham... Aquelas amigas... Aquelas que passam 
pela vida deixando sua marca, saudades, aquelas que 
fazem à diferença... Aquelas que vivem intensamente 
um grande amor... 
desconhecido 

Luis Fernando Verissimo
Que tipo de pessoas são mencionadas no texto? 
Alternativas
Q3407114 Português

Saúde de cachorros grandes e pequenos


Quem tem ou teve cachorros provavelmente já ouviu que as raças menores apresentam maior probabilidade de viver mais e de forma mais saudável.


"Esse boato é uma verdade que vemos no dia a dia e, por isso, alertamos os donos", afirma a veterinária Carla Alice Berl.


"Uma raça grande, acima de 50 kg, costuma viver por menos anos do que uma pequena", completa a especialista.


Um novo estudo, conduzido por biólogos, veterinários e estatísticos de sete instituições americanas, oferece resultado sobre essa afirmação.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm5059nymd9o. Adaptado.


Um artigo, intitulado "Tamanho do cão e padrões de histórico de doenças", concluiu que o porte do cão certamente afeta sua expectativa de vida.


Com base no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3406766 Português
Texto para a questão

Um sopro de vida

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar. (…)

Clarice Lispector
De acordo com o texto, qual é o principal pedido feito pelo eu lírico a Deus?
Alternativas
Q3405663 Português
Como as bicicletas transformaram o mundo

        Se a história não se repete, ela certamente rima. O coronavírus provocou um boom no transporte sobre duas rodas em muitas partes do mundo. Mas essa não é a primeira vez que as bicicletas são as máquinas protagonistas do mercado: o advento da bicicleta no final do século 19 transformou as sociedades em todo o mundo.
        Foi uma tecnologia extremamente revolucionária, facilmente equivalente ao smartphone de hoje. Por alguns anos inebriantes na década de 1890, a bicicleta era o que havia de mais moderno — um transporte rápido, acessível e elegante, que podia levá-lo a qualquer lugar que você quisesse ir, a qualquer hora que quisesse, de graça.
        Quase todo mundo podia aprender a andar de bicicleta, e quase todo mundo aprendia. O sultão de Zanzibar começou a andar de bicicleta. O mesmo aconteceu com o czar da Rússia. O emir de Cabul comprou bicicletas para todo o seu harém. Mas foram as classes média e trabalhadora de todo o mundo que realmente se apropriaram da bicicleta.
        Pela primeira vez na história, as massas tinham mobilidade, podendo ir e vir quando quisessem. Não havia mais necessidade de cavalos e carruagens caras. O “cavalo do povo”, como era conhecida a bicicleta, não era apenas leve, econômica e de fácil manutenção, mas também era rápida nas estradas.
        Com isso, a sociedade foi transformada. As mulheres ficaram especialmente entusiasmadas, descartando suas incômodas saias vitorianas, adotando roupas mais leves e pegando a estrada em massa. Com uma bicicleta, tudo parecia possível, e pessoas comuns partiam em jornadas extraordinárias.

(Fonte: National Geographic — Adaptado.)
O texto destaca que o advento da bicicleta no final do século 19 teve um impacto significativo na sociedade. Quanto à principal ideia abordada nessa passagem do texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) A popularização da bicicleta foi efêmera e com impacto desastroso.
( ) A preferência por bicicletas está diminuindo globalmente devido ao surgimento dos smartphones.
( ) No final do século 19, o surgimento da bicicleta já havia transformado sociedades em todo o mundo. 
Alternativas
Q3405232 Português
Versificação refere-se ao conjunto de técnicas empregadas na arte de criar versos, utilizando diversos elementos que contribuem para a harmonia e beleza do gênero lírico, como ritmo, métrica, rima, entre outros. Cada linha de um poema constitui um verso, os quais são categorizados com base nas sílabas poéticas que contêm. Por sua vez, a reunião de versos forma as estrofes, as quais são classificadas de acordo com o número de versos que as compõem.
Fonte: (https://www.todamateria.com.br/versificacao/. adaptado.)
Com base no texto fornecido sobre versificação, as estrofes são:
Alternativas
Respostas
5561: D
5562: B
5563: A
5564: B
5565: C
5566: E
5567: A
5568: D
5569: C
5570: A
5571: B
5572: B
5573: D
5574: D
5575: D
5576: C
5577: E
5578: C
5579: B
5580: A