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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 51.668 questões

Q1869377 Português
Em “A resposta dele foi:” (l. 50), os dois pontos introduzem
Alternativas
Q1869376 Português
Semanticamente, a sequência “O processo de crescimento é contínuo,” (l. 51), em relação ao sentido da pergunta feita, caracteriza-se como um(a) 
Alternativas
Q1869375 Português
A atitude de um profissional holístico só NÃO se caracteriza pela
Alternativas
Q1869374 Português
Na linha argumentativa do texto, a expressão “Está conectado...” (l. 27-28), semanticamente, retoma
Alternativas
Q1869372 Português
Qual parágrafo do Texto I se atém a tecer considerações sobre a importância da aprendizagem ?
Alternativas
Q1869371 Português
Em relação às ideias apresentadas no 2º parágrafo do Texto I, é correto afirmar que a(o)
Alternativas
Q1869370 Português
Considere as afirmativas abaixo.

I - Cada empreendimento configura-se, numa visão holística, como singular e autossuficiente no que se refere à aspiração profissional.
II - O perfil ideal do profissional privilegia as características psicológicas em detrimento do potencial genético.
III - A concepção holística engloba as atividades profissionais tanto no âmbito pessoal quanto no interpessoal.

Está correto APENAS o que se afirma em
Alternativas
Q1869369 Português
Segundo o Texto I, o profissionalismo está no(a)
Alternativas
Q1869368 Português
De acordo com as ideias apresentadas no Texto I, profissional holístico é o que
Alternativas
Q1667640 Português



Com referência a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item seguintes.

Infere-se que a expressão “Coisas simples” refere-se a atitudes que o receptor do texto pode tomar em relação à economia e à preservação das águas. 
Alternativas
Q1659730 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão:


Imagem associada para resolução da questão


I. o texto é polissêmico

II. o texto é ambíguo

III. é um texto verbal e não verbal

IV. trata-se de um texto não polissêmico e ambíguo


Assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Q1659726 Português

O jargão


    Nenhuma figura é tão fascinante quanto o Falso Entendido. É o cara que não sabe nada de nada mas sabe o jargão. E passa por autoridade no assunto. Um refinamento ainda maior da espécie é o tipo que não sabe nem o jargão. Mas inventa.

    - Ó Matias, você que entende de mercado de capitais...

    - Nem tanto, nem tanto...

    (Uma das características do Falso Entendido é a falsa modéstia.)

     - Você, no momento, aconselharia que tipo de aplicação?

    - Bom. Depende do yield pretendido, do throwback e do ciclo refratário. Na faixa de papeis top market – ou o que nós chamamos de topi-marque – o throwback recai sobre o repasse e não sobre o release, entende?

    - Francamente, não.

    Aí o Falso Entendido sorri com tristeza e abre os braços como quem diz “É difícil conversar com leigos...”

Luis Fernando Veríssimo, As Mentiras que os homens contam.

De acordo com a linguagem empregada no texto acima, podemos afirmar que o autor fez uso de:


I. estrangeirismo

II. linguagem coloquial

III. discurso de humor

IV. linguagem literária


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1659724 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.


Medeias modernas


    Você fecha o livro, chocada. Absolutamente chocada. Medeia, a tragédia de Eurípedes, é uma das obras literárias mais crueis de todos os tempos.

    Vamos à história: Medeia jamais mediu esforços para favorecer seu amado, Jasão. Após uma série de aventuras, eles se estabelecem em Corinto e, para espanto de Medeia, Jasão, com a cara-de-pau que Deus lhe deu, desposa a filha do rei Creonte.

    Então a peça começa: ao saber da traição do esposo, Medeia não levanta a fronte, não tira os olhos do chão, não se alimenta, se abandona à dor, se consome em lágrimas e ouve as consolações dos amigos dura como um rochedo. “Aquele que era tudo para mim, meu esposo, se tornou o mais pérfido dos homens.”

    Jasão jura de pés juntos à Medeia que seu objetivo, ao se casar com a filha do rei, é dar irmãos reais aos seus filhos (seus dois filhos com Medeia) e, assim, protegê-los quanto ao futuro incerto. Verdade ou não, ela está por demais ferida para ser razoável. E decide se vingar.

    Qual a vingança de Medeia? Matar o rei? Matar a nova companheira de Jasão? Sim, ela faz isso. Envenena uma coroa, um vestido e manda de presente para a noiva. Ao tocar nas peças, a moça morre vítima de terríveis padecimentos. O rei Creonte igualmente perece ao tentar ajudar a filha. Mas esse não é o cerne da vingança de Medeia: suas intenções são bem mais terríveis.

    Cega de rancor de mulher rejeitada, Medeia usa um punhal e assassina os próprios filhos, indiferente aos seus gritos infantis. Por fim, exibe, de longe, seus corpinhos inertes para um Jasão em desespero. Ele implora para abraçar os filhos uma última vez e os sepultar, mas Medeia, no arremate de sua vingança, não permite e vai embora.

    Você lê essa história e pensa: “Criatura vil e louca, impossível uma mãe chegar a esse extremo.” Será? Será mesmo? O que você diria de formas metafóricas de matar os próprios filhos? O que você diria sobre as Medeias modernas?

    As Medeias modernas usam as crianças como instrumentos de ataque ao ex-marido. Elas insuflam seus filhos contra ele. Elas envenenam consciências infantis com tormentos que pertencem apenas à história de duas pessoas adultas. Não raro, elas conseguem exterminar ou reduzir drasticamente o convívio das crianças com o pai. Essas atitudes, frequentemente justificadas como proteção, irão cobrar seu preço no futuro. E que preço alto será!

    Em seu supremo egoismo, as Medeias modernas se disfarçam atrás da natural preocupação que mães tem com seus filhos: 'Estou fazendo isso pelo bem deles!'. A não ser que o ex-marido em questão seja um pedófilo ou alguém com pós-graduação em violência, elas não estão pensando no bem das crianças coisa nenhuma. As Medeias modernas estão fazendo isso por vingança... 


Stella Florence, O diabo que te carregue!

De acordo com o texto, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q1659721 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


amei em cheio

meio amei-o

meio não amei-o

Paulo Leminski, distraídos venceremos


No poema acima, podemos afirmar que:

I. no primeiro verso o poeta afirma que amou muito.

II. no segundo, o poeta repensa e afirma que amou mais ou menos.

III. no terceiro verso, o poeta assegura que quase não amou;

IV. o poema é apenas um jogo de aliteração que reforça a forma poética.

V. as palavras “meio” em “meio amei-o” e em “meio não amei-o” pertencem à classe dos advérbios de intensidade.

Alternativas
Q1651998 Português

Com relação ao texto acima, julgue o item que se segue.


O autor do texto defende a ideia de que o envelhecimento da população não afetará, no futuro, o crescimento econômico de um país.

Alternativas
Q1651993 Português

Com relação ao texto acima, julgue o item que se segue.


A substituição de “melhora” (.7) por melhoria prejudica as relações de sentido originais do texto.

Alternativas
Q1650032 Português

    Resolvidos os entraves técnicos e ambientais da usina de Belo Monte, o governo se esforça agora para desenvolver a próxima fronteira energética do país: o complexo Tapajós, no Pará, com potência estimada de 10,7 mil MW. A previsão é a construção de cinco usinas, duas delas no rio Tapajós, que seguirão um conceito inovador, qual seja, o de usinas-plataformas. O inventário da bacia do complexo de Tapajós já foi entregue à ANEEL e a ideia é terminar os estudos até o final de 2010, para que o primeiro leilão possa ser realizado no ano seguinte. A ELETROBRÁS já tem seus argumentos para evitar críticas sobre os impactos ambientais. Segundo dados da empresa, o complexo terá capacidade para gerar 50,9 milhões de MWh por ano, o equivalente ao consumo de 30,5 milhões de barris de petróleo. A preços de hoje, portanto, há uma economia estimada em cerca de US$ 2,1 bilhões em petróleo.

Internet:<www.ihu.unisinos.br>(com adaptações).

Tendo o texto acima como referência, julgue o item seguinte.


O cálculo da vantagem econômica compara duas modalidades de energia, a renovável com a não renovável, ambas integrantes da matriz energética brasileira e potenciais geradoras de gases de efeito estufa.

Alternativas
Q1647745 Português

Trânsito também é coisa de mulher!


    Para os habitantes dos grandes centros urbanos, hoje, falar sobre trânsito é quase tão comum quanto falar sobre o tempo: todo mundo olha para o céu e arrisca uma previsão. Conviver com congestionamentos, acidentes, desrespeito e mortes no trânsito já parece familiar para boa parte da população. Todavia, um olhar mais atento desperta para alguns detalhes que não podem passar despercebidos neste dia internacional da mulher.

    O trânsito é basicamente composto por motoristas e pedestres. Na dinâmica do dia a dia, homens e mulheres compartilham este espaço público, notadamente mais masculino do que feminino. A quantidade de homens habilitados no Rio de Janeiro supera a quantidade de mulheres. Segundo dados do DENATRAN/RJ, 73% dos habilitados no estado são homens, contra 27% de mulheres.

Entretanto, os contrastes entre motoristas homens e mulheres vão muito além dos números.     A relação do homem com o automóvel é intensa e construída desde a infância: da decoração do quartinho do bebê com motivos de automóveis aos carros de brinquedo e games de corrida, presentes constantes nas datas festivas. Às meninas, até passado recente, ainda eram reservadas apenas as bonecas e panelinhas. Hoje, com o advento dos brinquedos eletrônicos a situação mudou um pouco, mas mesmo assim, ainda prevalecem temas “de menina”. Ou seja, enquanto os homens são preparados para serem motoristas, as mulheres são induzidas para outras funções – principalmente as domésticas – sem que a elas sejam oferecidas escolhas diferentes no que diz respeito à sua relação com o carro e com seu futuro como provável motorista. 

    O automóvel hoje tem uma representação fortemente identificada com a figura masculina. Vigor e potência do automóvel, somados à velocidade, passam a ser encarados como a própria expressão do poder na contemporaneidade. A socialização dos homens para o automóvel é antiga e simbolicamente pode ser comparada ao que representavam os cavalos para os senhores feudais na cultura medieval: eram eles o signo da virilidade. Mesmo hoje, apesar de todas as lutas e conquistas obtidas pelas mulheres em diversos campos, esta lógica continua a se reproduzir.

    No trânsito é comum nós, mulheres, ouvirmos frases pouco elogiosas a respeito de nossa capacidade de conduzir automóveis: a primeira delas e talvez a mais abrangente seja a exclamação “tinha que ser mulher!”. Outra pérola que ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é na cozinha!”. Penso que o conteúdo destas frases ditas no calor da emoção das situações tensas de trânsito – congestionamentos ou acidentes – demonstra o quanto o fator gênero ainda é motivo de todo tipo de preconceito, principalmente quando as mulheres “invadem” nichos de mercado anteriormente reservados aos homens, como as funções que envolvem a condução de veículos.

    As companhias seguradoras, baseadas em estatísticas que demonstram que mulheres dirigem de forma mais cuidadosa e envolvem-se menos em acidentes, oferecem, na contratação de seguros, bons descontos se o carro pertencer a uma mulher e ela for a principal motorista. Ou seja, pela visão de negócios das seguradoras, os fatos negam o histórico preconceito quanto à competência da mulher motorista.

Mas nem tudo está perdido. Os avanços da legislação de trânsito, traduzido em sua maior expressão pela Lei de Tolerância Zero de Álcool ao Volante, também veio salvar a mulher das reservas de muitos homens a deixá-las dirigir o seu “querido carrinho”. É que hoje as mulheres representam o maior “Amigo da Vez” quando o assunto é voltar para casa de carro depois da cervejinha. É a solidariedade, o altruísmo feminino e a natural vocação para a paz e a harmonia que falam mais alto e nos deixam bebendo refrigerante e água para que levemos nossos amigos, amigas, companheiros ou filhos em segurança de volta para casa.

    O curioso desta estória toda é que mesmo assim o preconceito não acaba: há quem ande dizendo por aí que a culpa disto tudo é do próprio álcool. Só mesmo estando bêbado para deixar a mulher dirigir!!!

    Por todos esses motivos, neste mês de março quando se comemora O Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar todas as nossas conquistas com alarde e galhardia e celebrar também o sucesso da Lei Seca, que com a nossa ajuda está salvando muitas vidas e provando que, cada vez mais, o trânsito também é coisa de mulher!


Marisa Dreys - Inspetora da Polícia Rodoviária Federal. Disponível em www.detran.pr.gov.br/revista de trânsito. Edição 40.

Marque a opção que justifica o fato da expressão grifada no trecho abaixo estar “fora de moda”.


“Outra pérola que ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é na cozinha!”.

Alternativas
Q1647744 Português

Trânsito também é coisa de mulher!


    Para os habitantes dos grandes centros urbanos, hoje, falar sobre trânsito é quase tão comum quanto falar sobre o tempo: todo mundo olha para o céu e arrisca uma previsão. Conviver com congestionamentos, acidentes, desrespeito e mortes no trânsito já parece familiar para boa parte da população. Todavia, um olhar mais atento desperta para alguns detalhes que não podem passar despercebidos neste dia internacional da mulher.

    O trânsito é basicamente composto por motoristas e pedestres. Na dinâmica do dia a dia, homens e mulheres compartilham este espaço público, notadamente mais masculino do que feminino. A quantidade de homens habilitados no Rio de Janeiro supera a quantidade de mulheres. Segundo dados do DENATRAN/RJ, 73% dos habilitados no estado são homens, contra 27% de mulheres.

Entretanto, os contrastes entre motoristas homens e mulheres vão muito além dos números.     A relação do homem com o automóvel é intensa e construída desde a infância: da decoração do quartinho do bebê com motivos de automóveis aos carros de brinquedo e games de corrida, presentes constantes nas datas festivas. Às meninas, até passado recente, ainda eram reservadas apenas as bonecas e panelinhas. Hoje, com o advento dos brinquedos eletrônicos a situação mudou um pouco, mas mesmo assim, ainda prevalecem temas “de menina”. Ou seja, enquanto os homens são preparados para serem motoristas, as mulheres são induzidas para outras funções – principalmente as domésticas – sem que a elas sejam oferecidas escolhas diferentes no que diz respeito à sua relação com o carro e com seu futuro como provável motorista. 

    O automóvel hoje tem uma representação fortemente identificada com a figura masculina. Vigor e potência do automóvel, somados à velocidade, passam a ser encarados como a própria expressão do poder na contemporaneidade. A socialização dos homens para o automóvel é antiga e simbolicamente pode ser comparada ao que representavam os cavalos para os senhores feudais na cultura medieval: eram eles o signo da virilidade. Mesmo hoje, apesar de todas as lutas e conquistas obtidas pelas mulheres em diversos campos, esta lógica continua a se reproduzir.

    No trânsito é comum nós, mulheres, ouvirmos frases pouco elogiosas a respeito de nossa capacidade de conduzir automóveis: a primeira delas e talvez a mais abrangente seja a exclamação “tinha que ser mulher!”. Outra pérola que ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é na cozinha!”. Penso que o conteúdo destas frases ditas no calor da emoção das situações tensas de trânsito – congestionamentos ou acidentes – demonstra o quanto o fator gênero ainda é motivo de todo tipo de preconceito, principalmente quando as mulheres “invadem” nichos de mercado anteriormente reservados aos homens, como as funções que envolvem a condução de veículos.

    As companhias seguradoras, baseadas em estatísticas que demonstram que mulheres dirigem de forma mais cuidadosa e envolvem-se menos em acidentes, oferecem, na contratação de seguros, bons descontos se o carro pertencer a uma mulher e ela for a principal motorista. Ou seja, pela visão de negócios das seguradoras, os fatos negam o histórico preconceito quanto à competência da mulher motorista.

Mas nem tudo está perdido. Os avanços da legislação de trânsito, traduzido em sua maior expressão pela Lei de Tolerância Zero de Álcool ao Volante, também veio salvar a mulher das reservas de muitos homens a deixá-las dirigir o seu “querido carrinho”. É que hoje as mulheres representam o maior “Amigo da Vez” quando o assunto é voltar para casa de carro depois da cervejinha. É a solidariedade, o altruísmo feminino e a natural vocação para a paz e a harmonia que falam mais alto e nos deixam bebendo refrigerante e água para que levemos nossos amigos, amigas, companheiros ou filhos em segurança de volta para casa.

    O curioso desta estória toda é que mesmo assim o preconceito não acaba: há quem ande dizendo por aí que a culpa disto tudo é do próprio álcool. Só mesmo estando bêbado para deixar a mulher dirigir!!!

    Por todos esses motivos, neste mês de março quando se comemora O Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar todas as nossas conquistas com alarde e galhardia e celebrar também o sucesso da Lei Seca, que com a nossa ajuda está salvando muitas vidas e provando que, cada vez mais, o trânsito também é coisa de mulher!


Marisa Dreys - Inspetora da Polícia Rodoviária Federal. Disponível em www.detran.pr.gov.br/revista de trânsito. Edição 40.

Assinale a opção que tem apoio no texto.
Alternativas
Q1647743 Português

Trânsito também é coisa de mulher!


    Para os habitantes dos grandes centros urbanos, hoje, falar sobre trânsito é quase tão comum quanto falar sobre o tempo: todo mundo olha para o céu e arrisca uma previsão. Conviver com congestionamentos, acidentes, desrespeito e mortes no trânsito já parece familiar para boa parte da população. Todavia, um olhar mais atento desperta para alguns detalhes que não podem passar despercebidos neste dia internacional da mulher.

    O trânsito é basicamente composto por motoristas e pedestres. Na dinâmica do dia a dia, homens e mulheres compartilham este espaço público, notadamente mais masculino do que feminino. A quantidade de homens habilitados no Rio de Janeiro supera a quantidade de mulheres. Segundo dados do DENATRAN/RJ, 73% dos habilitados no estado são homens, contra 27% de mulheres.

Entretanto, os contrastes entre motoristas homens e mulheres vão muito além dos números.     A relação do homem com o automóvel é intensa e construída desde a infância: da decoração do quartinho do bebê com motivos de automóveis aos carros de brinquedo e games de corrida, presentes constantes nas datas festivas. Às meninas, até passado recente, ainda eram reservadas apenas as bonecas e panelinhas. Hoje, com o advento dos brinquedos eletrônicos a situação mudou um pouco, mas mesmo assim, ainda prevalecem temas “de menina”. Ou seja, enquanto os homens são preparados para serem motoristas, as mulheres são induzidas para outras funções – principalmente as domésticas – sem que a elas sejam oferecidas escolhas diferentes no que diz respeito à sua relação com o carro e com seu futuro como provável motorista. 

    O automóvel hoje tem uma representação fortemente identificada com a figura masculina. Vigor e potência do automóvel, somados à velocidade, passam a ser encarados como a própria expressão do poder na contemporaneidade. A socialização dos homens para o automóvel é antiga e simbolicamente pode ser comparada ao que representavam os cavalos para os senhores feudais na cultura medieval: eram eles o signo da virilidade. Mesmo hoje, apesar de todas as lutas e conquistas obtidas pelas mulheres em diversos campos, esta lógica continua a se reproduzir.

    No trânsito é comum nós, mulheres, ouvirmos frases pouco elogiosas a respeito de nossa capacidade de conduzir automóveis: a primeira delas e talvez a mais abrangente seja a exclamação “tinha que ser mulher!”. Outra pérola que ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é na cozinha!”. Penso que o conteúdo destas frases ditas no calor da emoção das situações tensas de trânsito – congestionamentos ou acidentes – demonstra o quanto o fator gênero ainda é motivo de todo tipo de preconceito, principalmente quando as mulheres “invadem” nichos de mercado anteriormente reservados aos homens, como as funções que envolvem a condução de veículos.

    As companhias seguradoras, baseadas em estatísticas que demonstram que mulheres dirigem de forma mais cuidadosa e envolvem-se menos em acidentes, oferecem, na contratação de seguros, bons descontos se o carro pertencer a uma mulher e ela for a principal motorista. Ou seja, pela visão de negócios das seguradoras, os fatos negam o histórico preconceito quanto à competência da mulher motorista.

Mas nem tudo está perdido. Os avanços da legislação de trânsito, traduzido em sua maior expressão pela Lei de Tolerância Zero de Álcool ao Volante, também veio salvar a mulher das reservas de muitos homens a deixá-las dirigir o seu “querido carrinho”. É que hoje as mulheres representam o maior “Amigo da Vez” quando o assunto é voltar para casa de carro depois da cervejinha. É a solidariedade, o altruísmo feminino e a natural vocação para a paz e a harmonia que falam mais alto e nos deixam bebendo refrigerante e água para que levemos nossos amigos, amigas, companheiros ou filhos em segurança de volta para casa.

    O curioso desta estória toda é que mesmo assim o preconceito não acaba: há quem ande dizendo por aí que a culpa disto tudo é do próprio álcool. Só mesmo estando bêbado para deixar a mulher dirigir!!!

    Por todos esses motivos, neste mês de março quando se comemora O Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar todas as nossas conquistas com alarde e galhardia e celebrar também o sucesso da Lei Seca, que com a nossa ajuda está salvando muitas vidas e provando que, cada vez mais, o trânsito também é coisa de mulher!


Marisa Dreys - Inspetora da Polícia Rodoviária Federal. Disponível em www.detran.pr.gov.br/revista de trânsito. Edição 40.

De acordo com o texto:
Alternativas
Respostas
47661: C
47662: B
47663: C
47664: B
47665: D
47666: E
47667: E
47668: E
47669: B
47670: C
47671: D
47672: D
47673: A
47674: A
47675: E
47676: E
47677: C
47678: C
47679: C
47680: B