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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 52.087 questões

Q710245 Português
     Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou, ainda, encantador ou irritante. Apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular em todo o mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar definitivamente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados para obtenção de leite, carne, lã, ou para o trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para o sustento dos humanos. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?
    Pesquisadores sempre acreditaram que os egípcios tenham sido os primeiros a manter o gato como animal de estimação, há 3.600 anos. As descobertas arqueológicas e genéticas feitas mais recentemente chegaram a conceitos mais atualizados tanto sobre os antepassados do gato doméstico quanto sobre a evolução de seu relacionamento com os seres humanos.
    Permanece, no entanto, a velha questão: por que os gatos e os seres humanos desenvolveram uma relação especial? Em geral, gatos não são candidatos prováveis à domesticação. Características dessa espécie animal sugerem que, enquanto outros animais foram resgatados da vida selvagem pelos homens, que os criaram para tarefas específicas, os gatos mais provavelmente encontraram oportunidades nos agrupamentos humanos, optando por viver entre eles.
    Arqueólogos encontraram, por exemplo, restos do camundongo doméstico nos povoamentos iniciais do Crescente Fértil entre 9 mil e 10 mil anos atrás. É quase certo que, no caso, os camundongos atraíram os gatos. Mas as montanhas de lixo nas cidades também devem ter sido um grande atrativo para os felinos que tivessem a esperteza de explorá-lo. Essas duas fontes de alimentos teriam incentivado os gatos a se adaptarem à vida junto aos homens.
(Adaptado de: DRISCOLL, Carlos A., CLUTON-BROCK, Juliet, KITCHENER, Andrew C. e O’BRIEN, Stephen J. Scientific American Brasil, Edição Especial Vida Animal, p. 36-40) 
O texto informa claramente que
Alternativas
Q710241 Português
    Duas das principais constatações da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) são a contínua redução do desemprego nacional e a elevação da escolaridade média da população − que se revelou na diminuição do analfabetismo funcional (pessoas que passaram menos de quatro anos na escola). São duas tendências que vêm de longo prazo e têm profundos impactos na estrutura econômica do país.
  A escolaridade mais alta é fruto da universalização do ensino. Ao longo das últimas décadas, proporcionalmente mais crianças e jovens estão passando mais tempo de suas vidas na escola. São eles que elevam a média de anos de estudo da população, de modo geral.
  A mão de obra brasileira está mais bem preparada e o mercado está absorvendo pessoas com escolaridade mais alta. Um dos efeitos dessa combinação é o aumento da renda total que, por sua vez, aumenta o consumo e faz girar um círculo virtuoso: mais consumo estimula maior produção, que requer mais emprego, que aumenta a renda, que alimenta o consumo − e assim por diante.
   A taxa de desemprego nacional é medida exclusivamente pela Pnad e, por isso, só é divulgada uma vez por ano − e com 12 meses de atraso. É a única taxa que espelha o conjunto do mercado de trabalho, ao mostrar o que acontece em todo o país e destacar as diferenças estaduais. As taxas mensais refletem um pedaço restrito e pouco representativo do Brasil: as maiores regiões metropolitanas.
   A taxa nacional de desemprego, de 6,1%, é a menor desde 1995. Está em queda há uma década, com a breve interrupção da crise financeira mundial, em 2009. A queda ocorreu ao mesmo tempo em que a maior geração de brasileiros entrava no mercado de trabalho. A coincidência potencializou o aumento da renda e o círculo econômico virtuoso.
(Adaptado de: TOLEDO, José Roberto de. O Estado de S. Paulo, Metrópole A27, 28 de setembro de 2013)
... que se revelou na diminuição do analfabetismo funcional (pessoas que passaram menos de quatro anos na escola) O sentido do trecho entre parênteses no 1o parágrafo é de
Alternativas
Q710240 Português
    Duas das principais constatações da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) são a contínua redução do desemprego nacional e a elevação da escolaridade média da população − que se revelou na diminuição do analfabetismo funcional (pessoas que passaram menos de quatro anos na escola). São duas tendências que vêm de longo prazo e têm profundos impactos na estrutura econômica do país.
  A escolaridade mais alta é fruto da universalização do ensino. Ao longo das últimas décadas, proporcionalmente mais crianças e jovens estão passando mais tempo de suas vidas na escola. São eles que elevam a média de anos de estudo da população, de modo geral.
  A mão de obra brasileira está mais bem preparada e o mercado está absorvendo pessoas com escolaridade mais alta. Um dos efeitos dessa combinação é o aumento da renda total que, por sua vez, aumenta o consumo e faz girar um círculo virtuoso: mais consumo estimula maior produção, que requer mais emprego, que aumenta a renda, que alimenta o consumo − e assim por diante.
   A taxa de desemprego nacional é medida exclusivamente pela Pnad e, por isso, só é divulgada uma vez por ano − e com 12 meses de atraso. É a única taxa que espelha o conjunto do mercado de trabalho, ao mostrar o que acontece em todo o país e destacar as diferenças estaduais. As taxas mensais refletem um pedaço restrito e pouco representativo do Brasil: as maiores regiões metropolitanas.
   A taxa nacional de desemprego, de 6,1%, é a menor desde 1995. Está em queda há uma década, com a breve interrupção da crise financeira mundial, em 2009. A queda ocorreu ao mesmo tempo em que a maior geração de brasileiros entrava no mercado de trabalho. A coincidência potencializou o aumento da renda e o círculo econômico virtuoso.
(Adaptado de: TOLEDO, José Roberto de. O Estado de S. Paulo, Metrópole A27, 28 de setembro de 2013)
As taxas mensais refletem um pedaço restrito e pouco representativo do Brasil: as maiores regiões metropolitanas. (4o parágrafo) A afirmativa acima está escrita de outra maneira, mas com o mesmo sentido, em:
Alternativas
Q710238 Português
    Duas das principais constatações da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) são a contínua redução do desemprego nacional e a elevação da escolaridade média da população − que se revelou na diminuição do analfabetismo funcional (pessoas que passaram menos de quatro anos na escola). São duas tendências que vêm de longo prazo e têm profundos impactos na estrutura econômica do país.
  A escolaridade mais alta é fruto da universalização do ensino. Ao longo das últimas décadas, proporcionalmente mais crianças e jovens estão passando mais tempo de suas vidas na escola. São eles que elevam a média de anos de estudo da população, de modo geral.
  A mão de obra brasileira está mais bem preparada e o mercado está absorvendo pessoas com escolaridade mais alta. Um dos efeitos dessa combinação é o aumento da renda total que, por sua vez, aumenta o consumo e faz girar um círculo virtuoso: mais consumo estimula maior produção, que requer mais emprego, que aumenta a renda, que alimenta o consumo − e assim por diante.
   A taxa de desemprego nacional é medida exclusivamente pela Pnad e, por isso, só é divulgada uma vez por ano − e com 12 meses de atraso. É a única taxa que espelha o conjunto do mercado de trabalho, ao mostrar o que acontece em todo o país e destacar as diferenças estaduais. As taxas mensais refletem um pedaço restrito e pouco representativo do Brasil: as maiores regiões metropolitanas.
   A taxa nacional de desemprego, de 6,1%, é a menor desde 1995. Está em queda há uma década, com a breve interrupção da crise financeira mundial, em 2009. A queda ocorreu ao mesmo tempo em que a maior geração de brasileiros entrava no mercado de trabalho. A coincidência potencializou o aumento da renda e o círculo econômico virtuoso.
(Adaptado de: TOLEDO, José Roberto de. O Estado de S. Paulo, Metrópole A27, 28 de setembro de 2013)
A afirmativa correta, de acordo com o texto, é:
Alternativas
Q710237 Português
    O Brasil é, sem dúvida, a maior bacia fluvial do mundo. Os milhares de rios que ziguezagueiam pelo território nacional trazem em suas águas passagens fundamentais de nossa cultura e ajudam a construir a identidade do país.
    Há uma máxima surgida em Pernambuco, que diz: “O rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o oceano Atlântico”. A frase contém uma boa dose de exagero, mas revela a importância que os rios têm para a cultura e o imaginário coletivo dos lugares: Capibaribe no Recife, Negro em Manaus, Branco em Boa Vista, Tietê em São Paulo.
    O país concentra cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Tem o rio com o maior volume d’água, o Amazonas, e divide com a Argentina o conjunto de quedas d’água com o segundo maior fluxo médio anual, as Cataratas do Iguaçu. A bacia fluvial brasileira inspirou ainda lendas e artistas; produziu batalhas e religiosidade; é palco para espetáculos naturais e esportes radicais. É parte da paisagem das cidades − mesmo que muitas, em busca de progresso, tenham coberto seus leitos com cimento.
   Descoberto em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco, o velho Chico passa por cinco estados brasileiros: Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como nunca seca, tornou-se símbolo de prosperidade em lugares historicamente castigados pela estiagem. Por sua importância, inspirou canções, romances e poesias de grandes nomes da cultura nacional. “Uma vez que se bebe a água do rio, o rio nunca mais sai da gente”, garantem os ribeirinhos.
    Não são só o Tietê e o Pinheiros. Muitos outros rios percorrem a cidade de São Paulo. “É praticamente impossível andar 200 metros sem passar por um deles”, garante o geógrafo Luiz de Campos Júnior que, ao lado de companheiros, comanda o projeto Rios e Ruas, que leva paulistanos a caminhar sobre águas canalizadas escondidas embaixo de ruas e avenidas. Atrás da Avenida Paulista, por exemplo, nasce o Saracura. No Anhangabaú corre o rio que batizou o vale. O córrego da Água Preta brota sob carros e cimento no bairro da Pompeia, com água potável limpíssima. “Não se mata um rio. Acham que enterrar e colocar rua em cima faz o rio sumir. Mas ele continua vivo: erodindo, inundando, enchendo, esvaziando”, ensina Campos.
(Adaptado de: HOFFMANN, Bruno e VARGAS, Rodrigo Terra. Brasil. Almanaque de cultura popular. São Paulo: Andreato, novembro de 2013, n. 175. p. 18-21) 
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante ... A referência ao riacho Ipiranga nos versos iniciais do Hino Nacional é um exemplo, com base no que diz o texto, da
Alternativas
Q710233 Português
    O Brasil é, sem dúvida, a maior bacia fluvial do mundo. Os milhares de rios que ziguezagueiam pelo território nacional trazem em suas águas passagens fundamentais de nossa cultura e ajudam a construir a identidade do país.
    Há uma máxima surgida em Pernambuco, que diz: “O rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o oceano Atlântico”. A frase contém uma boa dose de exagero, mas revela a importância que os rios têm para a cultura e o imaginário coletivo dos lugares: Capibaribe no Recife, Negro em Manaus, Branco em Boa Vista, Tietê em São Paulo.
    O país concentra cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Tem o rio com o maior volume d’água, o Amazonas, e divide com a Argentina o conjunto de quedas d’água com o segundo maior fluxo médio anual, as Cataratas do Iguaçu. A bacia fluvial brasileira inspirou ainda lendas e artistas; produziu batalhas e religiosidade; é palco para espetáculos naturais e esportes radicais. É parte da paisagem das cidades − mesmo que muitas, em busca de progresso, tenham coberto seus leitos com cimento.
   Descoberto em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco, o velho Chico passa por cinco estados brasileiros: Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como nunca seca, tornou-se símbolo de prosperidade em lugares historicamente castigados pela estiagem. Por sua importância, inspirou canções, romances e poesias de grandes nomes da cultura nacional. “Uma vez que se bebe a água do rio, o rio nunca mais sai da gente”, garantem os ribeirinhos.
    Não são só o Tietê e o Pinheiros. Muitos outros rios percorrem a cidade de São Paulo. “É praticamente impossível andar 200 metros sem passar por um deles”, garante o geógrafo Luiz de Campos Júnior que, ao lado de companheiros, comanda o projeto Rios e Ruas, que leva paulistanos a caminhar sobre águas canalizadas escondidas embaixo de ruas e avenidas. Atrás da Avenida Paulista, por exemplo, nasce o Saracura. No Anhangabaú corre o rio que batizou o vale. O córrego da Água Preta brota sob carros e cimento no bairro da Pompeia, com água potável limpíssima. “Não se mata um rio. Acham que enterrar e colocar rua em cima faz o rio sumir. Mas ele continua vivo: erodindo, inundando, enchendo, esvaziando”, ensina Campos.
(Adaptado de: HOFFMANN, Bruno e VARGAS, Rodrigo Terra. Brasil. Almanaque de cultura popular. São Paulo: Andreato, novembro de 2013, n. 175. p. 18-21) 
 “Não se mata um rio. Acham que enterrar e colocar rua em cima faz o rio sumir. Mas ele continua vivo: erodindo, inundando, enchendo, esvaziando”, ensina Campos. (5º  parágrafo) O ensinamento do geógrafo deve ser entendido como 
Alternativas
Q710231 Português
    O Brasil é, sem dúvida, a maior bacia fluvial do mundo. Os milhares de rios que ziguezagueiam pelo território nacional trazem em suas águas passagens fundamentais de nossa cultura e ajudam a construir a identidade do país.
    Há uma máxima surgida em Pernambuco, que diz: “O rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o oceano Atlântico”. A frase contém uma boa dose de exagero, mas revela a importância que os rios têm para a cultura e o imaginário coletivo dos lugares: Capibaribe no Recife, Negro em Manaus, Branco em Boa Vista, Tietê em São Paulo.
    O país concentra cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Tem o rio com o maior volume d’água, o Amazonas, e divide com a Argentina o conjunto de quedas d’água com o segundo maior fluxo médio anual, as Cataratas do Iguaçu. A bacia fluvial brasileira inspirou ainda lendas e artistas; produziu batalhas e religiosidade; é palco para espetáculos naturais e esportes radicais. É parte da paisagem das cidades − mesmo que muitas, em busca de progresso, tenham coberto seus leitos com cimento.
   Descoberto em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco, o velho Chico passa por cinco estados brasileiros: Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como nunca seca, tornou-se símbolo de prosperidade em lugares historicamente castigados pela estiagem. Por sua importância, inspirou canções, romances e poesias de grandes nomes da cultura nacional. “Uma vez que se bebe a água do rio, o rio nunca mais sai da gente”, garantem os ribeirinhos.
    Não são só o Tietê e o Pinheiros. Muitos outros rios percorrem a cidade de São Paulo. “É praticamente impossível andar 200 metros sem passar por um deles”, garante o geógrafo Luiz de Campos Júnior que, ao lado de companheiros, comanda o projeto Rios e Ruas, que leva paulistanos a caminhar sobre águas canalizadas escondidas embaixo de ruas e avenidas. Atrás da Avenida Paulista, por exemplo, nasce o Saracura. No Anhangabaú corre o rio que batizou o vale. O córrego da Água Preta brota sob carros e cimento no bairro da Pompeia, com água potável limpíssima. “Não se mata um rio. Acham que enterrar e colocar rua em cima faz o rio sumir. Mas ele continua vivo: erodindo, inundando, enchendo, esvaziando”, ensina Campos.
(Adaptado de: HOFFMANN, Bruno e VARGAS, Rodrigo Terra. Brasil. Almanaque de cultura popular. São Paulo: Andreato, novembro de 2013, n. 175. p. 18-21) 
Uma vez que se bebe a água do rio, o rio nunca mais sai da gente”, garantem os ribeirinhos. (4o parágrafo) A fala dos habitantes das margens do rio São Francisco comprova, considerando-se o que diz o texto,
Alternativas
Q710229 Português
    O Brasil é, sem dúvida, a maior bacia fluvial do mundo. Os milhares de rios que ziguezagueiam pelo território nacional trazem em suas águas passagens fundamentais de nossa cultura e ajudam a construir a identidade do país.
    Há uma máxima surgida em Pernambuco, que diz: “O rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o oceano Atlântico”. A frase contém uma boa dose de exagero, mas revela a importância que os rios têm para a cultura e o imaginário coletivo dos lugares: Capibaribe no Recife, Negro em Manaus, Branco em Boa Vista, Tietê em São Paulo.
    O país concentra cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Tem o rio com o maior volume d’água, o Amazonas, e divide com a Argentina o conjunto de quedas d’água com o segundo maior fluxo médio anual, as Cataratas do Iguaçu. A bacia fluvial brasileira inspirou ainda lendas e artistas; produziu batalhas e religiosidade; é palco para espetáculos naturais e esportes radicais. É parte da paisagem das cidades − mesmo que muitas, em busca de progresso, tenham coberto seus leitos com cimento.
   Descoberto em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco, o velho Chico passa por cinco estados brasileiros: Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como nunca seca, tornou-se símbolo de prosperidade em lugares historicamente castigados pela estiagem. Por sua importância, inspirou canções, romances e poesias de grandes nomes da cultura nacional. “Uma vez que se bebe a água do rio, o rio nunca mais sai da gente”, garantem os ribeirinhos.
    Não são só o Tietê e o Pinheiros. Muitos outros rios percorrem a cidade de São Paulo. “É praticamente impossível andar 200 metros sem passar por um deles”, garante o geógrafo Luiz de Campos Júnior que, ao lado de companheiros, comanda o projeto Rios e Ruas, que leva paulistanos a caminhar sobre águas canalizadas escondidas embaixo de ruas e avenidas. Atrás da Avenida Paulista, por exemplo, nasce o Saracura. No Anhangabaú corre o rio que batizou o vale. O córrego da Água Preta brota sob carros e cimento no bairro da Pompeia, com água potável limpíssima. “Não se mata um rio. Acham que enterrar e colocar rua em cima faz o rio sumir. Mas ele continua vivo: erodindo, inundando, enchendo, esvaziando”, ensina Campos.
(Adaptado de: HOFFMANN, Bruno e VARGAS, Rodrigo Terra. Brasil. Almanaque de cultura popular. São Paulo: Andreato, novembro de 2013, n. 175. p. 18-21) 
Há, no 3o parágrafo do texto,
Alternativas
Q710227 Português
    O Brasil é, sem dúvida, a maior bacia fluvial do mundo. Os milhares de rios que ziguezagueiam pelo território nacional trazem em suas águas passagens fundamentais de nossa cultura e ajudam a construir a identidade do país.
    Há uma máxima surgida em Pernambuco, que diz: “O rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o oceano Atlântico”. A frase contém uma boa dose de exagero, mas revela a importância que os rios têm para a cultura e o imaginário coletivo dos lugares: Capibaribe no Recife, Negro em Manaus, Branco em Boa Vista, Tietê em São Paulo.
    O país concentra cerca de 12% de toda a água doce do planeta. Tem o rio com o maior volume d’água, o Amazonas, e divide com a Argentina o conjunto de quedas d’água com o segundo maior fluxo médio anual, as Cataratas do Iguaçu. A bacia fluvial brasileira inspirou ainda lendas e artistas; produziu batalhas e religiosidade; é palco para espetáculos naturais e esportes radicais. É parte da paisagem das cidades − mesmo que muitas, em busca de progresso, tenham coberto seus leitos com cimento.
   Descoberto em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco, o velho Chico passa por cinco estados brasileiros: Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como nunca seca, tornou-se símbolo de prosperidade em lugares historicamente castigados pela estiagem. Por sua importância, inspirou canções, romances e poesias de grandes nomes da cultura nacional. “Uma vez que se bebe a água do rio, o rio nunca mais sai da gente”, garantem os ribeirinhos.
    Não são só o Tietê e o Pinheiros. Muitos outros rios percorrem a cidade de São Paulo. “É praticamente impossível andar 200 metros sem passar por um deles”, garante o geógrafo Luiz de Campos Júnior que, ao lado de companheiros, comanda o projeto Rios e Ruas, que leva paulistanos a caminhar sobre águas canalizadas escondidas embaixo de ruas e avenidas. Atrás da Avenida Paulista, por exemplo, nasce o Saracura. No Anhangabaú corre o rio que batizou o vale. O córrego da Água Preta brota sob carros e cimento no bairro da Pompeia, com água potável limpíssima. “Não se mata um rio. Acham que enterrar e colocar rua em cima faz o rio sumir. Mas ele continua vivo: erodindo, inundando, enchendo, esvaziando”, ensina Campos.
(Adaptado de: HOFFMANN, Bruno e VARGAS, Rodrigo Terra. Brasil. Almanaque de cultura popular. São Paulo: Andreato, novembro de 2013, n. 175. p. 18-21) 
O texto assinala, predominantemente,
Alternativas
Q708470 Português
De acordo com o texto, os lenhadores famosos eram, em relação ao uso do machado, respectivamente,
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Q704249 Português

     São os meios de comunicação, em especial a televisão, que divulgam, em escala mundial, informações (fragmentadas) hoje tomadas como conhecimento, construindo, desse modo, o mundo que conhecemos. Trata-se, na verdade, de processo metonímico – a parte escolhida para ser divulgada, para ser conhecida, vale pelo todo. É como se “o mundo todo” fosse constituído apenas por aqueles fatos/notícias que chegam até nós.

    Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante. O conhecimento implica crítica. Ele se baseia na inter-relação e não na fragmentação. Todos temos observado que essa troca do conhecimento pela informação tem resultado na diminuição da criticidade.

    O conhecimento é um processo que prevê a condição de reelaborar o que vem como um “dado”, possibilitando que não sejamos meros reprodutores; inclui a capacidade de elaborações novas, permitindo reconhecer, trazer à superfície o que ainda é virtual, o que, na sociedade, está ainda mal desenhado, com contornos borrados. Para tanto, o conhecimento prevê a construção de uma visão que totalize os fatos, inter-relacionando todas as esferas da sociedade, percebendo que o que está acontecendo em cada uma delas é resultado da dinâmica que faz com que todas interajam, de acordo com as possibilidades daquela formação social, naquele momento histórico; permite perceber, enfim, que os diversos fenômenos da vida social estabelecem suas relações tendo como referência a sociedade como um todo. Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.

    Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, ao produzirem essas informações, transformam em verdadeiros espetáculos os acontecimentos selecionados para se tornar notícias. Já na década de 1960, Guy Debord percebia “na vida contemporânea uma ‘sociedade de espetáculo’, em que a forma mais desenvolvida de mercadoria era antes a imagem que o produto material concreto”, e que “na segunda metade do século XX, a imagem substituiria a estrada de ferro e o automóvel como força motriz da economia”.

    Por sua condição de “espetáculo”, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração, de entretenimento. Não podemos nos esquecer, porém, de que as coisas se passam desse modo exatamente para que o conhecimento – e, portanto, a crítica – da realidade fique bastante embaçada ou simplesmente não se dê.

    O conhecimento continua a ser condição indispensável para a crítica. A informação, que parece ocupar o lugar desse conhecimento, tornou-se, ela própria, a base para a reprodução do sistema, uma mercadoria a mais em circulação nessa totalidade.

    A confusão entre conhecimento e informação, entre totalidade e fragmentação, leva à concepção de que a informação veiculada pelos meios é suficiente para a formação do cidadão, de que há um pressuposto de interação entre os meios e os cidadãos e de que todas as vozes circulam igualmente na sociedade.

    É a chamada posição liberal, a qual parece esquecer-se de que ideias, para circular, precisam de instrumentos, de suportes – rádio, televisão, jornal etc. – que custam caro e que, por isso, estão nas mãos daqueles que detêm o capital. [...]

BACCEGA. Maria Aparecida. In: A TV aos 50 – Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: PerseuAbramo, 2000, p. 106-7.

Entre os processos metonímicos exemplificados a seguir, aquele de que a cronista se vale em sua argumentação (§ 1) é:
Alternativas
Q704247 Português

     São os meios de comunicação, em especial a televisão, que divulgam, em escala mundial, informações (fragmentadas) hoje tomadas como conhecimento, construindo, desse modo, o mundo que conhecemos. Trata-se, na verdade, de processo metonímico – a parte escolhida para ser divulgada, para ser conhecida, vale pelo todo. É como se “o mundo todo” fosse constituído apenas por aqueles fatos/notícias que chegam até nós.

    Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante. O conhecimento implica crítica. Ele se baseia na inter-relação e não na fragmentação. Todos temos observado que essa troca do conhecimento pela informação tem resultado na diminuição da criticidade.

    O conhecimento é um processo que prevê a condição de reelaborar o que vem como um “dado”, possibilitando que não sejamos meros reprodutores; inclui a capacidade de elaborações novas, permitindo reconhecer, trazer à superfície o que ainda é virtual, o que, na sociedade, está ainda mal desenhado, com contornos borrados. Para tanto, o conhecimento prevê a construção de uma visão que totalize os fatos, inter-relacionando todas as esferas da sociedade, percebendo que o que está acontecendo em cada uma delas é resultado da dinâmica que faz com que todas interajam, de acordo com as possibilidades daquela formação social, naquele momento histórico; permite perceber, enfim, que os diversos fenômenos da vida social estabelecem suas relações tendo como referência a sociedade como um todo. Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.

    Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, ao produzirem essas informações, transformam em verdadeiros espetáculos os acontecimentos selecionados para se tornar notícias. Já na década de 1960, Guy Debord percebia “na vida contemporânea uma ‘sociedade de espetáculo’, em que a forma mais desenvolvida de mercadoria era antes a imagem que o produto material concreto”, e que “na segunda metade do século XX, a imagem substituiria a estrada de ferro e o automóvel como força motriz da economia”.

    Por sua condição de “espetáculo”, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração, de entretenimento. Não podemos nos esquecer, porém, de que as coisas se passam desse modo exatamente para que o conhecimento – e, portanto, a crítica – da realidade fique bastante embaçada ou simplesmente não se dê.

    O conhecimento continua a ser condição indispensável para a crítica. A informação, que parece ocupar o lugar desse conhecimento, tornou-se, ela própria, a base para a reprodução do sistema, uma mercadoria a mais em circulação nessa totalidade.

    A confusão entre conhecimento e informação, entre totalidade e fragmentação, leva à concepção de que a informação veiculada pelos meios é suficiente para a formação do cidadão, de que há um pressuposto de interação entre os meios e os cidadãos e de que todas as vozes circulam igualmente na sociedade.

    É a chamada posição liberal, a qual parece esquecer-se de que ideias, para circular, precisam de instrumentos, de suportes – rádio, televisão, jornal etc. – que custam caro e que, por isso, estão nas mãos daqueles que detêm o capital. [...]

BACCEGA. Maria Aparecida. In: A TV aos 50 – Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: PerseuAbramo, 2000, p. 106-7.

Ao longo da argumentação, a autora entende como ideologicamente afins os termos relacionados na seguinte alternativa:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFBA Órgão: UFOB Prova: UFBA - 2014 - UFOB - Administrador |
Q703601 Português

No texto, “alegres barracas de cimento”(Imagem associada para resolução da questão. 17) constitui uma metáfora da casa moderna.

Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFBA Órgão: UFOB Prova: UFBA - 2014 - UFOB - Administrador |
Q703593 Português

No período “Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.” (Imagem associada para resolução da questão. 11), há a personificação da cidade.

Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFBA Órgão: UFOB Prova: UFBA - 2014 - UFOB - Assistente em Administração |
Q703510 Português
Quanto à composição do texto, nota-se que predomina a sequência de fatos reais, envolvendo personagens, com referências a tempo e lugar.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFBA Órgão: UFOB Prova: UFBA - 2014 - UFOB - Assistente em Administração |
Q703504 Português

Os termos “como símbolo a ser transmitido” (Imagem associada para resolução da questão. 3) e “como forma de registro apropriado” (Imagem associada para resolução da questão. 4) ampliam o sentido de “palavra escrita” (Imagem associada para resolução da questão. 3) e de “livro” (Imagem associada para resolução da questão. 3), respectivamente.

Alternativas
Q702392 Português

TEXTO 5

A arte de ser feliz

Cecília Meireles

Houve um tempo em que minha janela se abria

sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.

Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,

e o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,

e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.

Outras vezes encontro nuvens espessas.

Avisto crianças que vão para a escola.

Pardais que pulam pelo muro.

Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.

Ás vezes, um galo canta.

Às vezes, um avião passa.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,

que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,

outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,

finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


http://pensador.uol.com.br/cecilia_meireles_poemas/

Tudo aquilo que a poetisa via,
Alternativas
Q702391 Português
Na frase “Fácil de preparar, barato e com todos os nutrientes de que você precisa.” (linha 1),
Alternativas
Q702389 Português
Na frase “Críticos culinários provaram a gororoba e constataram que realmente não tem gosto”, a palavra gororoba tem o mesmo significado de
Alternativas
Q702388 Português
A partir do texto acima, assinale a opção correta em relação ao nutraloaf:
Alternativas
Respostas
44521: D
44522: B
44523: E
44524: C
44525: A
44526: B
44527: A
44528: D
44529: C
44530: X
44531: A
44532: B
44533: C
44534: C
44535: E
44536: E
44537: E
44538: B
44539: A
44540: A