Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto II, julgue o item subsecutivo.
No primeiro parágrafo, embora haja omissão de termos
empregados anteriormente, foi mantido o paralelismo
sintático-semântico no trecho.
Com relação ao texto I, julgue o próximo item.
Infere-se do texto que o paradigma estabelecido pela bioeconomia vai ao encontro do modelo de desenvolvimento econômico dependente de recursos não renováveis.
Chove chuva
Água, água e mais água. É tudo o que eu tenho a oferecer. Escrever o maior número de vezes a palavra mágica, na certeza de que águas passadas não movem moinhos, mas podem, de tanto serem sugeridas, sensibilizar os céus e fazer com que elas desabem sobre nós. E que depois se faça o arco-íris. Que depois apareça, toda de branco, toda molhada e despenteada, que maravilha!, a coisa linda que é o meu amor,
Eu gostaria de repetir a dança da chuva, a coreografia provocativa dos cheyennes, tantas vezes vista nos filmes. Falta-me o requebro. Temo também que o ridículo da cena faça o feitiço ir água abaixo. Eu gostaria de subir aos ares, como um Santos Dumont tardio, bombardear as nuvens com cloreto de sódio. Se não desse certo, pelo menos chegaria perto do ouvido de São Pedro e, com piadas do tipo “afogar o ganso” e “molhar o biscoito”, faria com que o santo relaxasse e abrisse as torneiras.
De nada disso, no entanto, sou capaz. Fico aqui, no limite do meu oceano, jacaré no seco anda, escrevendo e evocando as águas que passaram pela ponte da memória. Lembro, vizinha à minha casa, na Vila da Penha dos rios transbordantes, a compositora Zilda do Zé, de “As águas vão rolar”. A sua força ancestral, grande sambista, eu evoco agora, mesmo sabendo que a letra da música se refere à água que passarinho não bebe.
Todas as águas devem ser provocadas nesta imensa onda de pensamento positivo, e eu agora molho reverente os pés do balcão com o primeiro gole para o santo. Finjo-me pau d’água e sigo em frente. Nem aí para os incréus, nem aí para os que zombam da fé, esses insensatos. A todos peço que leiam na minha camisa e não desistam: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura".
[...]
O sonho acabou há tempo, e lá se foi John Lennon morto. Agora chegou a nostalgia da água, de torcer pelo volume morto e sentir saudade de ver um arco-íris emoldurando o Pão de Açúcar depois da pancada de verão. Como explicar a uma criança que sol e chuva é casamento de viúva? Como explicar a deliciosa aflição de dormir se perguntando “será que vai dar praia?”, se agora todo dia é dia de sol?
A propósito, eu li o grande poeta sentado no banco da praia e sei que a sede é infinita, que na nossa secura de amar é preciso buscar a água implícita, o beijo tácito — mas acho que é poesia demais para uma hora dessas. Urge, como queria Benjor, que chova chuva. Canivetes. Gatos e cachorros. Se Joseph Conrad traduziu a guerra com “o horror, o horror, o horror”, chegou a vez de resumir o nosso tempo com “a seca, a seca, a seca” — e bater os tambores na direção contrária. Saúdo para que se faça nuvem, e a todos cubra com o seu divino manto líquido, a saudosa Maria, a santa carioca que a incomparável Marlene viu subindo o morro com a lata d'água na cabeça.
2015 promete ser terrível, mas há quem ache
bom negócio refletir sobre os valores básicos da
sobrevivência, o que o homem está fazendo com o
meio ambiente. Vai ser o ano de valorizar como bem
de consumo insuperável não o Chanel n° 5, mas o
cheiro da terra molhada depois do toró de fim de
tarde. Que assim seja. Que se cumpra a felicidade de
ouvir Tom Jobim ao piano, tecla por tecla, gota a gota,
celebrando a cena real de, lá fora, estar chovendo na roseira.
Ah, quem me dera ligar o rádio e escutar o formidável português ruim da edição extraordinária. Aumentar o som para deixar o locutor gritar — os clichês boiando molhadinhos pelo tesão da notícia — que chove a cântaros em todos os quadrantes da Cidade Maravilhosa.
(SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Chove chuva. In: O Globo, 26.01.2015.)
Com relação às ideias presentes na imagem e no texto verbal, considere as afirmativas a seguir.
I - A expressão corporal dos personagens, na imagem,
demonstra a sensação indicada no texto verbal.
II - O tédio e a falta de entusiasmo geram o fim da felicidade nas pessoas, e o domingo ajuda na recuperação.
III - Segundo a neurocientista americana, as pessoas preferem sexta-feira, pois vislumbram a segunda-feira.
Está(ão) correta(s)
Em relação ao conteúdo do texto, considere as afirmações a seguir.
I - A associação do campo semântico de "conduta" ( ℓ. 4) ao campo semântico de "profissionais" (ℓ. 34) subsidia o desenvolvimento do tema "profissionalismo" ( ℓ. 30-31).
II - No 1º parágrafo, são apresentados exemplos de atitudes profissionais que corroboram a fundamentação da tese.
III - A tese centraliza-se na ideia de que o equilíbrio necessário à lapidação de profissionais depende do tempo gasto com os serviços prestados e do custo pago por esses serviços.
IV - No 2º parágrafo, verifica-se o estabelecimento de uma relação de causa e efeito, sendo a causa o domínio do "profissionalismo de sua força de trabalho" ( ℓ.30-31) e o efeito "muito esforço em lapidar os profissionais" (ℓ. 33-34).
Estão corretas
Cinco mitos sobre a idade da informação
I - O livro morreu.
II - Entramos na idade da informação.
III - Agora, toda informação está disponível online.
IV - As bibliotecas são obsoletas.
V - O futuro é digital.
Fonte: DARTON, Robert. Cinco mitos sobre a idade da informação.
Tradução J. Amado. , ed. 638, 20 abr. 2011. Observatório da Imprensa Disponível em:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 01 abr. 2015. (Adaptado)
Considere os mitos I, II, III e V para o estabelecimento da seguinte relação:
II é causa de I e III.
V é conclusão.
A alternativa que atende à relação solicitada é

Julgue o item que se segue, referente ao sentido e a aspectos gramaticais do texto.
Para o autor do texto, o liberalismo tem sua origem relacionada
a três elementos distintos: a dimensão ‘ético-filosófica’, a
dimensão econômica e a perspectiva ‘político-jurídica’.
Julgue o próximo item , relativo à ideia do texto.
Segundo o autor do texto, não há coerência entre a perspectiva
‘político-jurídica’ e a dimensão econômica do liberalismo.
Julgue o próximo item , relativo à ideia do texto.
O autor defende que, seja na Europa, seja no Brasil, o
liberalismo funcionou historicamente como uma ideologia
predominantemente contrarrevolucionária.
Julgue o próximo item , relativo à ideia do texto.
Conclui-se do texto que o autor apresenta uma reflexão, de
cunho comparativo, acerca das relações estabelecidas entre
movimentos sociais ocorridos no Brasil e sua vinculação com
determinada doutrina europeia.
Julgue o próximo item , relativo à ideia do texto.
O autor menciona as ideias defendidas por Emília Viotti da Costa como um contraponto a suas próprias ideias, e acaba por refutar as ideias da referida autora.
Conforme as ideias apresentadas no texto,
nas sociedades antigas, houve período em que o direito era
consuetudinário, ou seja, baseava-se nas práticas, nos hábitos
e nos costumes da sociedade.
Conforme as ideias apresentadas no texto,
nas sociedades antigas, a origem do direito esteve diretamente
relacionada ao declínio do poder real exercido por monarcas
hereditários e à emergência de aristocracias.
Conforme as ideias apresentadas no texto,
a evolução do direito desde as sociedades antigas passou por
apenas dois períodos evolutivos.
Conforme as ideias apresentadas no texto,
a legislação escrita era mais confiável que a legislação
instrumentalizada pela repetição de usos.
Cada um dos itens subsequentes apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto de M. Said Ali, que deve ser julgada certa se estiver devidamente pontuada e gramaticalmente correta e mantiver as informações do texto, ou errada, em caso contrário.
“Neste ponto, nunca será a linguagem escrita, dada a sua
tendência conservadora, espelho fiel do que se passa na
linguagem falada.” (l 19 a 22): A linguagem escrita nesse
aspecto jamais será cópia exata àquilo que ocorre na linguagem
oral, por sua propensão tradicionalista.
Cada um dos itens subsequentes apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto de M. Said Ali, que deve ser julgada certa se estiver devidamente pontuada e gramaticalmente correta e mantiver as informações do texto, ou errada, em caso contrário.
“Mas os escritores antigos evitavam afastar-se da prática
recebida de seus avós e, posto que muitas concessões
tivessem de fazer ao uso para serem entendidos, propendiam
mais a utilizar-se de recursos artificiais que dessem ao estilo
certo ar de gravidade e acima do vulgar.” (l. 43 a 47): Porém
os escritores antigos furtavam-se a distanciar-se do uso
adquirido de seus avós e, uma vez que diversas transigências
se tivesse de fazer à prática a fim de serem compreendidos,
inclinavam-se mais a empregar meios factícios que
imprimissem ao seu modo de escrever alguma mostra de
sobriedade e superior ao popular.
Acerca das ideias do texto de M. Said Ali, julgue (C ou E) o item que se segue.
Segundo o autor, os escritores portugueses, tendo adotado,
após 1500, o falar comum da gente instruída em suas obras
literárias, refinando-o, atingiram seu intento de transformar a
língua oral e reformar o português antigo.
Acerca das ideias do texto de M. Said Ali, julgue (C ou E) o item que se segue.
Infere-se do desenvolvimento das ideias no segundo parágrafo
do texto que pessoas instruídas inicialmente rejeitam uma
inovação na língua; entretanto, passado algum tempo,
incorporam-na à escrita, de forma refletida, assim como à
linguagem empregada nos relacionamentos íntimos e no
cotidiano.






