Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Um dos estudantes levantou a mão. Embora compreendesse perfeitamente que não se podia permitir que pessoas de casta inferior desperdiçassem o tempo da Comunidade com livros e que havia sempre o perigo de lerem coisas que provocassem o indesejável descondicionamento de algum dos seus reflexos... enfim, ele não conseguia entender o referente às flores. Por que se dar ao trabalho de tornar psicologicamente impossível aos Deltas o amor às flores? [...] – As flores do campo e as paisagens, advertiu, têm um grave-defeito: são gratuitas. O amor à natureza não estimula a atividade de nenhuma fábrica. Decidiu-se que era preciso aboli-lo, pelo menos nas classes baixas; abolir o amor à natureza [...] (HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo, p. 22, 1946.)
Texto II

A partir de uma comparação entre os textos I e II, e considerando-se uma possível reflexão advinda do texto I acerca de um comportamento social, depreende-se que o texto II constitui
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.
NAVEGUE NAS REDES SOCIAIS SEM BOTAR A SAÚDE EM RISCO
Cada vez mais conectados, encurtamos distâncias, ganhamos tempo e fazemos amigos. Mas, sem bom senso, já tem gente pagando um preço: o bem-estar
André Bernardo

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.
NAVEGUE NAS REDES SOCIAIS SEM BOTAR A SAÚDE EM RISCO
Cada vez mais conectados, encurtamos distâncias, ganhamos tempo e fazemos amigos. Mas, sem bom senso, já tem gente pagando um preço: o bem-estar
André Bernardo

Tuíto, logo existo
Não tenho Twitter nem estou no Facebook. A Constituição me permite isso. Todavia, há no Twitter um falso perfil meu, assim como de muitas pessoas. Certa vez uma senhora me disse com o olhar cheio de reconhecimento que sempre me lê no Twitter e que já interagiu muitas vezes comigo, para seu grande proveito intelectual. Tentei explicar que se tratava de um falso eu, mas ela olhou para mim como se estivesse dizendo que eu não sou eu. Se estava no Twitter, eu existia. Tuíto, logo existo.
Não me preocupei em convencê-la porque, a despeito do que a senhora pensasse de mim, essa história não mudaria a história do mundo – aliás não mudaria sequer a minha própria história pessoal.
A irrelevância das opiniões expressas no Twitter é que todos falam, e entre estes todos há quem acredite nas coisas mais insensatas. Falam de tudo e mais alguma coisa, um contradiz o outro e todos juntos não dão uma ideia do que pensam as pessoas, mas apenas do que pensam certos pensadores desarvorados.
O Twitter é igual ao bar da esquina de qualquer cidadezinha ou periferia. Falam o idiota da aldeia, o pequeno proprietário que se considera perseguido pela receita, o médico do interior amargurado por não ter conseguido o diploma de uma grande universidade, o passante que já bebeu todas. Mas tudo se consome ali mesmo: os bate-bocas no bar nunca mudaram a política internacional. No geral, o que a maioria das pessoas pensa é apenas um dado estatístico no momento em que, depois de refletir, cada um vota – e vota pelas opiniões emitidas por outro alguém.
Assim, o éter da internet é atravessado por opiniões irrelevantes, mesmo porque não é possível expressar magistralmente ideias em menos de cento e quarenta caracteres*.
(Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida. Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado)
* antigo limite de caracteres para postagem de mensagens no Twitter
Tuíto, logo existo
Não tenho Twitter nem estou no Facebook. A Constituição me permite isso. Todavia, há no Twitter um falso perfil meu, assim como de muitas pessoas. Certa vez uma senhora me disse com o olhar cheio de reconhecimento que sempre me lê no Twitter e que já interagiu muitas vezes comigo, para seu grande proveito intelectual. Tentei explicar que se tratava de um falso eu, mas ela olhou para mim como se estivesse dizendo que eu não sou eu. Se estava no Twitter, eu existia. Tuíto, logo existo.
Não me preocupei em convencê-la porque, a despeito do que a senhora pensasse de mim, essa história não mudaria a história do mundo – aliás não mudaria sequer a minha própria história pessoal.
A irrelevância das opiniões expressas no Twitter é que todos falam, e entre estes todos há quem acredite nas coisas mais insensatas. Falam de tudo e mais alguma coisa, um contradiz o outro e todos juntos não dão uma ideia do que pensam as pessoas, mas apenas do que pensam certos pensadores desarvorados.
O Twitter é igual ao bar da esquina de qualquer cidadezinha ou periferia. Falam o idiota da aldeia, o pequeno proprietário que se considera perseguido pela receita, o médico do interior amargurado por não ter conseguido o diploma de uma grande universidade, o passante que já bebeu todas. Mas tudo se consome ali mesmo: os bate-bocas no bar nunca mudaram a política internacional. No geral, o que a maioria das pessoas pensa é apenas um dado estatístico no momento em que, depois de refletir, cada um vota – e vota pelas opiniões emitidas por outro alguém.
Assim, o éter da internet é atravessado por opiniões irrelevantes, mesmo porque não é possível expressar magistralmente ideias em menos de cento e quarenta caracteres*.
(Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida. Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado)
* antigo limite de caracteres para postagem de mensagens no Twitter
Cotas têm prós e contras
Levantamento feito pela Folha de São Paulo ao final de 2017 mostrou que, em boa parte dos cursos universitários, alunos que ingressam por meio de cotas se formam com notas próximas dos demais. O estudo usou os resultados de mais de 250 mil estudantes nas três últimas edições do Enade e constatou que alunos cotistas chegam a ter notas melhores que os outros, por exemplo, em odontologia.
É refrescante dispormos de dados objetivos sobre um assunto tantas vezes poluído por ideologias. É inegável que ações afirmativas, como as cotas, são importantes mecanismos de justiça social em um país tão profundamente injusto como o nosso. E as conclusões do levantamento indicam que tais ferramentas são válidas também no plano acadêmico: não se confirmam os prognósticos de que o ingresso de alunos cotistas resultaria em degradação da qualidade dos cursos.
O perigo é alguém acreditar que cotas resolvem alguma coisa no médio prazo. Nosso sistema educacional está doente, e cotas são como um antitérmico, que reduz o desconforto do paciente, mas não ataca as causas da febre. O que precisamos é que a escola pública, democrática e gratuita, ofereça formação de qualidade, para que as cotas se tornem desnecessárias. Não é uma utopia: acontece em muitos outros países, inclusive mais pobres que o Brasil.
Ações afirmativas não podem servir de álibi para continuarmos oferecendo formação inferior aos filhos das classes mais desfavorecidas. Até porque propiciar acesso à universidade a alguns desses jovens deixa muita coisa por resolver. O mesmo levantamento mostra que as notas de cotistas são sim inferiores à média nos cursos de exatas, possivelmente os mais críticos para o desenvolvimento do país.
Não é difícil aventar uma explicação. Em matemática, cada etapa prepara a seguinte, não é possível pular. Quem não aprendeu multiplicação, não vai nunca entender frações. Se a matemática não é ensinada na escola, na faculdade é simplesmente tarde demais. E aí os benefícios da ação afirmativa foram desperdiçados.
Na virada do ano, outra notícia alvissareira: a Unicamp, talvez a mais inovadora de nossas universidades, aprovou a criação de até 10% de vagas extras em seus cursos para candidatos premiados em competições escolares, como as Olimpíadas Brasileiras de Matemática e Física. Uma espécie de “cotas por mérito”.
Como todas as ideias inteligentes e com potencial para fazer diferença, essa também desperta oposição. Inclusive de setores que advogam as cotas sociais, o que talvez não seja surpreendente, mas é certamente lamentável. Tomara que a inteligência prevaleça.
(Marcelo Viana. Folha de S.Paulo, 21.01.2018. Adaptado)
Cotas têm prós e contras
Levantamento feito pela Folha de São Paulo ao final de 2017 mostrou que, em boa parte dos cursos universitários, alunos que ingressam por meio de cotas se formam com notas próximas dos demais. O estudo usou os resultados de mais de 250 mil estudantes nas três últimas edições do Enade e constatou que alunos cotistas chegam a ter notas melhores que os outros, por exemplo, em odontologia.
É refrescante dispormos de dados objetivos sobre um assunto tantas vezes poluído por ideologias. É inegável que ações afirmativas, como as cotas, são importantes mecanismos de justiça social em um país tão profundamente injusto como o nosso. E as conclusões do levantamento indicam que tais ferramentas são válidas também no plano acadêmico: não se confirmam os prognósticos de que o ingresso de alunos cotistas resultaria em degradação da qualidade dos cursos.
O perigo é alguém acreditar que cotas resolvem alguma coisa no médio prazo. Nosso sistema educacional está doente, e cotas são como um antitérmico, que reduz o desconforto do paciente, mas não ataca as causas da febre. O que precisamos é que a escola pública, democrática e gratuita, ofereça formação de qualidade, para que as cotas se tornem desnecessárias. Não é uma utopia: acontece em muitos outros países, inclusive mais pobres que o Brasil.
Ações afirmativas não podem servir de álibi para continuarmos oferecendo formação inferior aos filhos das classes mais desfavorecidas. Até porque propiciar acesso à universidade a alguns desses jovens deixa muita coisa por resolver. O mesmo levantamento mostra que as notas de cotistas são sim inferiores à média nos cursos de exatas, possivelmente os mais críticos para o desenvolvimento do país.
Não é difícil aventar uma explicação. Em matemática, cada etapa prepara a seguinte, não é possível pular. Quem não aprendeu multiplicação, não vai nunca entender frações. Se a matemática não é ensinada na escola, na faculdade é simplesmente tarde demais. E aí os benefícios da ação afirmativa foram desperdiçados.
Na virada do ano, outra notícia alvissareira: a Unicamp, talvez a mais inovadora de nossas universidades, aprovou a criação de até 10% de vagas extras em seus cursos para candidatos premiados em competições escolares, como as Olimpíadas Brasileiras de Matemática e Física. Uma espécie de “cotas por mérito”.
Como todas as ideias inteligentes e com potencial para fazer diferença, essa também desperta oposição. Inclusive de setores que advogam as cotas sociais, o que talvez não seja surpreendente, mas é certamente lamentável. Tomara que a inteligência prevaleça.
(Marcelo Viana. Folha de S.Paulo, 21.01.2018. Adaptado)
Cotas têm prós e contras
Levantamento feito pela Folha de São Paulo ao final de 2017 mostrou que, em boa parte dos cursos universitários, alunos que ingressam por meio de cotas se formam com notas próximas dos demais. O estudo usou os resultados de mais de 250 mil estudantes nas três últimas edições do Enade e constatou que alunos cotistas chegam a ter notas melhores que os outros, por exemplo, em odontologia.
É refrescante dispormos de dados objetivos sobre um assunto tantas vezes poluído por ideologias. É inegável que ações afirmativas, como as cotas, são importantes mecanismos de justiça social em um país tão profundamente injusto como o nosso. E as conclusões do levantamento indicam que tais ferramentas são válidas também no plano acadêmico: não se confirmam os prognósticos de que o ingresso de alunos cotistas resultaria em degradação da qualidade dos cursos.
O perigo é alguém acreditar que cotas resolvem alguma coisa no médio prazo. Nosso sistema educacional está doente, e cotas são como um antitérmico, que reduz o desconforto do paciente, mas não ataca as causas da febre. O que precisamos é que a escola pública, democrática e gratuita, ofereça formação de qualidade, para que as cotas se tornem desnecessárias. Não é uma utopia: acontece em muitos outros países, inclusive mais pobres que o Brasil.
Ações afirmativas não podem servir de álibi para continuarmos oferecendo formação inferior aos filhos das classes mais desfavorecidas. Até porque propiciar acesso à universidade a alguns desses jovens deixa muita coisa por resolver. O mesmo levantamento mostra que as notas de cotistas são sim inferiores à média nos cursos de exatas, possivelmente os mais críticos para o desenvolvimento do país.
Não é difícil aventar uma explicação. Em matemática, cada etapa prepara a seguinte, não é possível pular. Quem não aprendeu multiplicação, não vai nunca entender frações. Se a matemática não é ensinada na escola, na faculdade é simplesmente tarde demais. E aí os benefícios da ação afirmativa foram desperdiçados.
Na virada do ano, outra notícia alvissareira: a Unicamp, talvez a mais inovadora de nossas universidades, aprovou a criação de até 10% de vagas extras em seus cursos para candidatos premiados em competições escolares, como as Olimpíadas Brasileiras de Matemática e Física. Uma espécie de “cotas por mérito”.
Como todas as ideias inteligentes e com potencial para fazer diferença, essa também desperta oposição. Inclusive de setores que advogam as cotas sociais, o que talvez não seja surpreendente, mas é certamente lamentável. Tomara que a inteligência prevaleça.
(Marcelo Viana. Folha de S.Paulo, 21.01.2018. Adaptado)
Sob a aparente desordem da cidade tradicional, existe, nos lugares em que ela funciona a contento, uma ordem surpreendente que garante a manutenção da segurança da liberdade. É uma ordem complexa. Sua essência é a complexidade do uso das calçadas, que traz consigo uma sucessão permanente de olhos.
Na obra “Morte e Vida nas Grandes cidades”, a consagrada jornalista americana Jane Jacobs tece exemplos e análises sobre o processo de planejamento urbano e suas formas de controle. No trecho descrito acima a jornalista exalta

Em relação ao texto, julgue o item a seguir.
De acordo com o texto, é importante que se entenda que
o descarte de embriões para evitar o nascimento de
crianças doentes é tão imoral quanto a prática do
aborto.

Em relação ao texto, julgue o item a seguir.
Pela leitura do texto, entende‐se que a lei brasileira
permite a intervenção sobre o patrimônio genético
humano desde que com fins terapêuticos.

Em relação ao texto, julgue o item a seguir.
O objetivo do texto é convencer o público leitor a
aceitar, sem questionamentos, a aplicação da terapia
genética aos seres humanos.
Considere o texto abaixo
“Não darei um passo, uma afirmação, sem ouvir, antes, a diretoria e este plenário. A opinião pessoal de quem ocupa temporariamente esta presidência não pode ser confundida com a opinião do Conselho Federal. Esta é aquela decidida e deliberada pelo plenário. O presidente vai expressar a opinião da advocacia brasileira. [...]
Devemos procurar a verdade, devemos buscá-la sempre, mas com a sabedoria de que a verdade absoluta jamais é alcançada e, portanto, é do debate que surgem as melhores definições e caminhos. Quando se participa do debate com alma aberta e espírito livre é que se avança. O debate não corrói, não ofende e não diminui. O debate engrandece, constrói, conquista e inclui. [...]
Convoco as senhoras e senhores, conselheiros federais de todas as bancadas, a participar desta bela página da história de nossa entidade, que ora se inicia. Continuando a tradição de belas páginas anteriores. Participem! Integrem! Compartilhem! Sintam-se diretores do Conselho Federal.
Muito obrigado.”
(Disponível em: http://www.camara.leg.br/. Acesso em 13/07/2018)
Considere as proposições abaixo sobre o texto:
I. O uso da primeira pessoa confere maior expressividade e emotividade ao discurso.
II. O uso da conotação é ausente no texto, já que discursos como esse primam pela objetividade.
III. Ao final, o texto faz um chamamento como estratégia de convencimento do leitor.
Está correto o que se afirma APENAS em
Tive a sorte, entre muitas, de me criar onde a conversação era cravejada de particularidades tão fascinantes quanto ininteligíveis ultramuros. Exemplo? Palanfrão, esquisitice de uso exclusivo, que eu saiba, da família do meu pai, constituída por dois cariocas radicados em Belo Horizonte (quase digo radicalizados, pois a cidade tinha apenas 9 anos de fundação).
Cheguei a pensar que se tratasse de carioquismo perdido nas Gerais. Por mais que procure entre nativos do Rio de Janeiro, porém, ainda não encontrei quem saiba me dizer o que seja palanfrão, esse quase palavrão que na casa da vovó Dora e do vovô Hugo designava assadeira, ou, em Minas, tabuleiro desses de assar pão de queijo. O vocábulo mais próximo a que me levaram os dicionários é palanfrório, “conjunto de palavras ou conversa desconexa, sem importância; bolodório”, e, em outra acepção,” verbosidade ardilosa”.
(WERNECK, Humberto. Gasguitos na gagosa. In: O Estado de São Paulo, Caderno 2, C6, 10 de julho de 2018)
O mundo moderno está em crise (os mundos do passado tiveram suas crises; é a nossa perspectiva presente). É truísmo, esse, inarredável. E o sentem os que veem a crise como um mal de cujo ventre irromperá monstros, como o sentem os que a veem como um bem de cujo cerne nascerá algo como a Utopia. Isso é dito pelo poeta em mais de um lugar da Obra, que é perpassada por toda essa crise. Veja-se na sua transposição simbólica de um joão-ninguém ou joão-todo-o-mundo.
(Adaptado de: HOUAISS, Antônio. Drummond. In: Drummond mais seis poetas e um problema. Rio de Janeiro: Imago, 1976, p. 35)
Sr. Presidente, eu queria deixar como lido o meu pronunciamento intitulado “Não é hora de aumentar tarifas, e sim de melhorar a qualidade dos transportes públicos”, em que nós fazemos uma análise do que está para acontecer: um novo aumento das tarifas em várias cidades de São Paulo, articulado com o Governo do Estado, o Metrô e a CPTM. As tarifas vão a R$ 3,40 ou R$ 3,50. Lembro que o movimento de 2013 partiu daí para incendiar o País.
Nós queremos dizer que, na verdade, essa é uma linha para dar prioridade ao transporte individual, não ao coletivo. Inclusive, há 2 dados importantes: a redução do IPI e o subsídio da gasolina. Foram destinados R$ 20 bilhões para esse setor. O BNDES também recebeu R$ 32 bilhões, enquanto os setores de mobilidade urbana não receberam nem metade disso.
Por isso, nós estamos colocando aqui a necessidade, Sr. Presidente, Srs. Deputados, de aprovarmos o projeto de lei de minha autoria, já aprovado por esta Casa por unanimidade, que propõe a transparência total das planilhas de custo das tarifas de ônibus, que está lá no Senado Federal para ser votado há quase 1 ano. Na verdade, há um Senador que é dono de empresa de ônibus e que pede vista todas as vezes que o projeto vai para o plenário do Senado.
Nós estamos entendendo que 64% da população quer maior atenção à questão do transporte coletivo de massa; 71%, conforme pesquisa realizada nacionalmente, deixariam de usar o carro se houvesse um transporte coletivo de massa decente; e 41%, Sr. Presidente, já são a favor da chamada tarifa zero, ou seja, do direito ao transporte e à livre circulação dos cidadãos.
Muito obrigado.
(Disponível em: http://www.camara.leg.br/. Acesso em 02/07/2018)
Sr. Presidente, eu queria deixar como lido o meu pronunciamento intitulado “Não é hora de aumentar tarifas, e sim de melhorar a qualidade dos transportes públicos”, em que nós fazemos uma análise do que está para acontecer: um novo aumento das tarifas em várias cidades de São Paulo, articulado com o Governo do Estado, o Metrô e a CPTM. As tarifas vão a R$ 3,40 ou R$ 3,50. Lembro que o movimento de 2013 partiu daí para incendiar o País.
Nós queremos dizer que, na verdade, essa é uma linha para dar prioridade ao transporte individual, não ao coletivo. Inclusive, há 2 dados importantes: a redução do IPI e o subsídio da gasolina. Foram destinados R$ 20 bilhões para esse setor. O BNDES também recebeu R$ 32 bilhões, enquanto os setores de mobilidade urbana não receberam nem metade disso.
Por isso, nós estamos colocando aqui a necessidade, Sr. Presidente, Srs. Deputados, de aprovarmos o projeto de lei de minha autoria, já aprovado por esta Casa por unanimidade, que propõe a transparência total das planilhas de custo das tarifas de ônibus, que está lá no Senado Federal para ser votado há quase 1 ano. Na verdade, há um Senador que é dono de empresa de ônibus e que pede vista todas as vezes que o projeto vai para o plenário do Senado.
Nós estamos entendendo que 64% da população quer maior atenção à questão do transporte coletivo de massa; 71%, conforme pesquisa realizada nacionalmente, deixariam de usar o carro se houvesse um transporte coletivo de massa decente; e 41%, Sr. Presidente, já são a favor da chamada tarifa zero, ou seja, do direito ao transporte e à livre circulação dos cidadãos.
Muito obrigado.
(Disponível em: http://www.camara.leg.br/. Acesso em 02/07/2018)
Considere o texto abaixo.
A viola pode ter mais dificuldade em se libertar de sua linguagem natural não apenas pelo preconceito que ainda persiste, mas por uma própria história sempre muito representativa na chamada música caipira. Vilela lembra que, ao contrário do violão, que puxou linhagens a partir de referências eruditas e populares, como Francisco Tárrega, Andrés Segovia, Baden Powell ou Yamandú Costa, a viola “não tem uma escola definida”, não se academizou e pouco foi objeto de peças clássicas escritas especialmente para ela. O que poderia se tornar sua produção menor se reverte em liberdade. “Sobretudo os mais jovens estão trazendo uma gama de informações surpreendentes”, diz Vilela.
(MARIA, Julio. A moda da liberdade. O Estado de São Paulo, Caderno 2, C6, 29 de junho de 2018) É correto afirmar:
É correto afirmar:
Considere o texto abaixo, de Ricardo Ramos, publicado em Circuito Fechado (1972):
Circuito Fechado 1
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. [...] Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
(RAMOS, Ricardo. Circuito fechado. In: LADEIRA, Julieta de Godoy (org.). Contos brasileiros contemporâneos. São Paulo: Moderna 1994)
Depreende-se do conto Circuito Fechado que
Considere o poema abaixo de João Cabral de Melo Neto:
Lendo provas de um poema
Com Rubem Braga, certa vez,
lia em provas “Dois parlamentos”.
Na manhã ipanema e verão,
em volta do alto apartamento,
sem que carniça houvesse perto,
sem explicação, todo um elenco
de urubus se pôs a rondar
a cobertura, em voos pensos:
como se farejassem a morte
no texto que estávamos lendo
e se a inodora morte escrita
não fosse esconjuro mas treno.
(MELO NETO, João Cabral. A educação pela pedra e depois. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997, p.73)
É correto afirmar que