Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 53.699 questões

Q956782 Português

Texto 1 - Fontes murmurantes

Não se trata de uma referência às fontes murmurantes cantadas por Ary Barroso em sua "Aquarela do Brasil". As fontes em questão são outras, estão atualmente em debate nos meios jornalísticos e legais: o direito de proteger o sigilo das "fontes".
Contrariando a maioria, diria até a unanimidade dos colegas de ofício, sou contra este tipo de sigilo e, sobretudo, contra as fontes em causa. Tenho alguns anos de estrada, mais do que pretendia e merecia, e em minha vida profissional nunca levei em consideração qualquer tipo de informação que não fosse assumida pelo informante. 
Evidente que fui mais furado do que um ralador de coco. Mas não fiz minha carreira no jornalismo na base de furos, que nunca os dei e nunca os levei a sério, uma vez que a maioria dos furos são, por natureza, furados. 
O sigilo das fontes beneficia as fontes, e não o jornalista, que geralmente é manipulado na medida em que aceita e divulga as informações obtidas com a garantia do próprio sigilo. São fontes realmente murmurantes, que transmitem os murmúrios, as especulações e as jogadas inconfessáveis dos interessados, que são os próprios informantes. 
Digo "inconfessáveis" por um motivo óbvio: se fossem confessáveis, as fontes não pediriam sigilo, confessariam o que sabem ou supõem, assumindo a responsabilidade pela informação. 
Os defensores do sigilo das fontes se justificam com o dever de informar a sociedade, como se esse dever fosse a tábua da lei, o mandamento supremo acima de qualquer outro mandamento ou lei. No fundo, aquela velha máxima de que o fim justifica os meios, pedra angular em que se baseou a Inquisição medieval e todos os movimentos totalitários que desgraçaram a humanidade.

CONY, Carlos Heitor. Folha de São Paulo. 06/12/2005. 


TEXTO 2

Na coluna desta semana, o professor Carlos Eduardo Lins da Silva comenta o caso de processos sendo movidos por policiais do Espírito Santo contra o jornal A Gazeta.

No carnaval, o jornal publicou uma charge em que um policial está fantasiado de bandido e um bandido de policial. Os policiais justificam que a charge é ofensiva à categoria, mas o colunista alerta que atitudes como esta ferem a liberdade de expressão e configuram censura prévia. O professor também comenta a relação conturbada entre jornalistas e o Poder Judiciário no Brasil. 




A relação de semelhança entre o texto 1 e o texto 2 está em ambos
Alternativas
Q956778 Português
As opções a seguir apresentam os argumentos apresentados pelo autor contra as fontes sigilosas, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Q956775 Português

Evidente que fui mais furado do que um ralador de coco.

Nesse segmento do texto, o autor nos informa que

Alternativas
Q956774 Português
Depreende-se do texto que, segundo a crônica, a maioria absoluta dos jornalistas defende o sigilo das fontes de informação, para
Alternativas
Q956773 Português
Diante do debate sobre o sigilo das fontes jornalísticas, assinale a opção que indica a posição do autor do texto.
Alternativas
Q956772 Português

“As fontes em questão são outras, estão atualmente em debate nos meios jornalísticos e legais: o direito de proteger o sigilo das ‘fontes’.”

O mesmo sentido da palavra sublinhada aparece em:

Alternativas
Q956771 Português
O título dado à crônica – Fontes Murmurantes – justifica-se pelo fato de
Alternativas
Q956770 Português
A primeira frase do texto nega
Alternativas
Ano: 2018 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Cuiabá - MT Provas: SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Administrador | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Bacharel em Direito | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Engenheiro Civil | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Psicólogo | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Arquiteto | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Contador | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Engenheiro Eletricista | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Estatística | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Nutricionista | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Engenheiro Ambiental - Sanitarista | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Letras/Língua Portuguesa | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Letras/Inglês | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Pedagogo | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - História | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Letras/Espanhol | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Geografia | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Instrutor de Libras | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Educação Física | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico Nível Superior - Fonoaudiólogo | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Matemática | SELECON - 2018 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Professor - Intérprete de Libras |
Q955031 Português

O papel de intelectuais negros, como Machado de Assis, na Abolição

 

   Quem observa a força com que os movimentos sociais têm ganhado as ruas do Brasil, em nome de diferentes causas, pode não imaginar o quão distantes e organizadas são as raízes desse tipo de ação no país. É o caso do movimento abolicionista, considerado por muitos historiadores uma das primeiras grandes mobilizações populares em terras brasileiras. Por trás desse movimento,que reverberou por vias, teatros e publicações impressas no final do século XIX, estão atores nem sempre lembrados com o devido destaque: literatos negros que se empenharam em dar visibilidade ao tema. Debruçados sobre essa fase decisiva da história do Brasil, uma leva de historiadores tem revelado detalhes sobre a atuação desses personagens e mostrado que a conexão entre eles era muito maior do que se imagina.

   A historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto fez deste tema sua tese de doutorado na Unicamp. Ela investigou a atuação de homens negros, livres, letrados e atuantes na imprensa e no cenário politico-cultural no eixo Rio-São Paulo, como Ferreira de Menezes, Luiz Gama, Machado de Assis, José do Patrocínio e Theophilo Dias de Castro. Segundo Ana Flávia, eles não só colaboraram para que o assunto ganhasse as páginas de jornais, como protagonizaram a criação de mecanismos e instrumentos de resistência, confronto e diálogo. Ela percebeu que não eram raros os momentos em que desenvolveram ações conjuntas.

   - O acesso ao mundo das letras e da palavra impressa foi bastante aproveitado por esses “homens de cor”, que não apenas se valeram desses trânsitos em benefício próprio, mas também aproveitavam para levar adiante projetos coletivos voltados para a melhoria da qualidade de vida no país. Desse modo, aquilo que era construído no cotidiano, em conversas e reuniões, ganhava mais legitimidade ao chegar às páginas dos jornais - conta Ana Flávia.

   A utilização da imprensa por eles foi de suma importância, na visão da pesquisadora. A “Gazeta da Tarde”, por exemplo, sob direção tanto de Ferreira de Menezes quanto de José Patrocínio, dedicou considerável espaço para tratar de casos de reescravização de libertos e escravização de gente livre, crime previsto no artigo 179 do Código Criminal do Império, como pontua a historiadora.

  - Ao mesmo tempo, o jornal também se preocupou em dar visibilidade a trajetórias de sucesso de gente negra na liberdade, como aconteceu em 1883, quando a “Gazeta” publicou em folhetim uma versão da autobiografia do destacado abolicionista afro-americano Frederick Douglass - ilustra Ana Flávia.

   Como observa o professor da UFF Humberto Machado, eles conheciam de perto as mazelas do cativeiro e levaram essa realidade às páginas dos jornais. José do Patrocínio, por exemplo, publicou livros que mostravam detalhes da escravidão como pano de fundo em formato de folhetim, que fizeram muito sucesso. Esses trabalhos penetravam em setores que desconheciam tal realidade.

    - Até os analfabetos tomavam conhecimento, porque as pessoas se reuniam em quiosques no Centro do Rio de Janeiro e escutavam as notícias. A oralidade estava muito presente nesse processo. Fora isso, havia eventos, como conferências e apresentações teatrais, e as pessoas iam tomando conhecimento e se mobilizando contra a escravidão. O resultado foi um discurso voltado não só à população em geral, mas também aos senhores de engenho, mostrando a eles a inviabilidade da manutenção dos cativeiros - relata o professor, que escreveu o livro “Palavras e brados: José do Patrocínio e a imprensa abolicionista no Rio”.

(Adaptado de: https://extra.globo.com/noticias/saude-eciencia/especialistas-revelam-papel-de-intelectuais-negroscomo-machado-de-assis-na-abolicao-1810S16S.html)

A discussão central do texto se baseia em:
Alternativas
Q954464 Português

De acordo com as ideias do texto CB2A1-I,


a ausência de apoio financeiro à pesquisa científica brasileira foi atribuída pelo setor de ciência e tecnologia à “limitação e instabilidade no fluxo dos recursos” (ℓ.29) e à “percepção de que pouco uso é feito dos conhecimentos gerados” (ℓ. 30 e 31).

Alternativas
Q954463 Português

De acordo com as ideias do texto CB2A1-I,


a falta de aplicação imediata das pesquisas científicas é um fato reprovável.

Alternativas
Q954461 Português

De acordo com as ideias do texto CB2A1-I,


os avanços em pesquisa durante a transição do século XX para o século XXI foram os que, historicamente, mais trouxeram benefícios para a sociedade.

Alternativas
Q954421 Português


Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.


De acordo com o texto, compete ao Ministério da Educação legislar sobre o ensino superior ofertado nas universidades brasileiras.

Alternativas
Q954375 Português

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o item subsequente.


Citado na linha 17, o “mecanismo de poder” é explicado de forma irônica no período seguinte: “Doutor não precisa se fazer entender: são os outros, os seres humanos comuns, que têm de se familiarizar com a caligrafia médica” (. 18 a 20).

Alternativas
Q954373 Português

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o item subsequente.


Depreende-se da narrativa apresentada no primeiro parágrafo que o cliente desiste de comprar o medicamento naquela farmácia porque o balconista não consegue compreender o texto da receita médica.

Alternativas
Q954371 Português

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue o item seguinte.


O emprego do advérbio “precisamente” (.25) enfatiza o nexo causal entre o avanço da qualidade da tradução feita por computadores e a percepção de seus desenvolvedores de que uma língua não é feita apenas de conjuntos de palavras.

Alternativas
Q954369 Português

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto antecedente, julgue o item seguinte.


Infere-se do terceiro parágrafo do texto que foram poucos os profissionais tradutores de textos literários que perderam seus empregos e oportunidades de trabalho em razão da utilização de tradutores automatizados.

Alternativas
Respostas
37781: D
37782: B
37783: C
37784: B
37785: B
37786: A
37787: E
37788: A
37789: B
37790: E
37791: E
37792: E
37793: E
37794: C
37795: E
37796: E
37797: C
37798: E
37799: C
37800: E