Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 54.898 questões

Q2028315 Português
Conforme o texto, é importante que os pais tenham o hábito da leitura porque: 
Alternativas
Q2028314 Português
De acordo com o texto, a contação de história para crianças:
Alternativas
Q2028313 Português
O texto tem o objetivo de:
Alternativas
Q2027763 Português
Conforme o texto, pais e educadores 
Alternativas
Q2027762 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma informação correta sobre o texto.
Alternativas
Q1913564 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Alguns recursos utilizados pelo eu-lírico, inclusive o título, permitem associar a escrita do poema ao período de isolamento social provocado pela pandemia relacionada ao coronavírus.

II. Os versos “Balbúrdia, parcimônia / Equilíbrio, frenesi” mostram uma clara oposição, que se relaciona à temática e tem um efeito pragmático. O leitor consegue recuperar o significado relacionando-os a um contexto histórico.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1913563 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Pode-se deduzir, a partir do texto, que o conflito gerado pela sensação de perda é o que provoca a insônia no eu-lírico.

II. O último verso do texto traz um vocábulo que sintetiza a visão do eu-lírico em relação às inquietações apresentadas nos versos anteriores, isto é, não há solução para os entraves propostos.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1913562 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. O antagonismo, presente em alguns versos, transmite ao leitor a serenidade vivida pelo eu-lírico que, diante dos fatos aos quais é possível remeter, não encontra solução.

II. Pode-se inferir que os versos “Não se isolar ou morrer? /Viver sem comer?” revelam um dilema surgido em meio à pandemia no Brasil: não se isolar e morrer de fome, por não trabalhar; ou como sobreviver sem ter o que comer.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1913561 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. O último verso do texto revela uma quebra de expectativa (mudança de atitude), pois o eu-lírico demonstra um sentimento pessimista em quase todos os demais versos.

II. O poema adota uma perspectiva exclusivamente pessimista sobre um tema relacionado à saúde pública e, ao final, defende que o Brasil será o país mais afetado pela crise sanitária.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1913560 Português

Covid-A?

Tempos de crise, pandemia,


O que fazer?

Para onde correr?

Balbúrdia, parcimônia,

Equilíbrio, frenesi,

Provocam insônia.

Tudo vem à tona

Não se isolar ou morrer?

Viver sem comer?

Insolucionável!

(Autoria exclusiva)

OBSERVAÇÃO: no ano de 2020, diversos países adotaram medidas sanitárias em decorrência da epidemia de COVID-19. Entre as medidas, destacam-se o isolamento e o distanciamento social, o uso de máscaras e a adoção de medidas de higiene e limpeza.

Leia o texto 'Covid-A?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. O poema é permeado por questionamentos que sugerem o clima de descontração do eu-lírico e seu ceticismo diante da vida.

II. No texto, é possível identificar um extenso uso da linguagem conotativa para apresentar argumentos em favor da manutenção da política econômica brasileira.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1910189 Português

ECLIPSES SOLARES DE MARTE 

Por Patrícia Gnipper, em 2020. 

O rover (um tipo de veículo usado em missões espaciais) Curiosity percorre o terreno marciano desde 2012 e já testemunhou diversos eclipses solares por lá. Sim, Marte também tem eclipses solares — eles podem acontecer em qualquer planeta que tenha alguma lua ao seu redor, na verdade. Afinal, um eclipse solar nada mais é do que o resultado da passagem de um corpo celeste à frente do Sol, seja de maneira parcial, anular ou total. Só que os eclipses solares observados a partir da superfície de Marte são bem diferentes dos que vemos aqui na Terra. 

Em Marte não existem eclipses solares totais. O rover Curiosity (e qualquer pessoa que estiver na superfície marciana em um futuro não muito distante) somente testemunha eclipses parciais e anulares. O motivo? É que as duas únicas luas do Planeta Vermelho — Fobos e Deimos — são pequenas demais para cobrirem o disco solar por inteiro quando passam à frente dele.

A passagem das luas Fobos e Deimos à frente do Sol também projeta sombras em Marte, tal qual acontece com a passagem da nossa Lua à frente do Sol. Só que esses "cones" de sombra acabam sendo curtos demais para atingirem a superfície, então eclipses solares marcianos não geram uma região no planeta onde o eclipse seria visto de maneira total. Então todos os eclipses que acontecem por lá acabam sendo parciais ou anulares, apenas.

E a NASA já mirou a câmera MastCam do Curiosity para o céu em várias ocasiões, flagrando eclipses ao longo desses quase oito anos de operação.

(disponível em: https://bit.ly/38Znuyh. Com adaptações.)

Leia o texto 'ECLIPSES SOLARES DE MARTE' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a concluir que a passagem das luas Fobos e Deimos à frente do Sol projeta sombras em Marte, tal qual acontece com a passagem da nossa Lua à frente do Sol.
II. O texto apresenta ao leitor a ideia de que a NASA já mirou a câmera MastCam do Curiosity para o céu em várias ocasiões, flagrando eclipses na superfície de vários planetas do sistema solar, ao longo dos quase oito anos de operação.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1906742 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão .


A marca no flanco 

Lya Luft 


O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 

É uma ideia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo. 

E o que configura essa perspectiva nossa?

Ela se inaugura na infância, com suas carências nem sempre explicáveis. Mesmo se fomos amados, sofremos de uma insegurança elementar. Ainda que protegidos, seremos expostos a fatalidades e imprevistos contra os quais nada nos defende. Temos de criar barreiras e ao mesmo tempo lançar pontes com o que nos rodeia e o que ainda nos espera. Toda essa trama de encontro e separação, terror e êxtase encadeados, matéria da nossa existência, começa antes de nascermos.

Mas não somos apenas levados à revelia numa torrente. Somos participantes. 

Nisso reside nossa possível tragédia: o desperdício de uma vida com seus talentos truncados se não conseguirmos ver ou não tivermos audácia para mudar para melhor – em qualquer momento, e em qualquer idade.

A elaboração desse “nós” iniciado na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice, que é coroamento embora em geral seja visto como deterioração.

Nesse trabalho nossa mão se junta às dos muitos que nos formam. Libertando-nos deles com o amadurecimento, vamos montando uma figura: quem queremos ser, quem pensamos que devemos ser – quem achamos que merecemos ser.

Nessa casa, a casa da alma e a casa do corpo, não seremos apenas fantoches que vagam, mas guerreiros que pensam e decidem.

Constituir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço que vai desabar. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.

O que se produzir – casa habitável ou ruína estéril – será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que nos fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca.

Porém isso ainda seria simples demais: nessa argamassa misturam-se boa-vontade e equívocos, sedução e celebração, palavras amorosas e convites recusados. Participamos de uma singular dança de máscaras sobrepostas, atrás das quais somos o objeto de nossa própria inquietação. Nem inteiramente vítimas nem totalmente senhores, cada momento de cada dia um desafio.

Essa ambiguidade nos dilacera e nos alimenta. Nos faz humanos.

No prazo de minha existência completarei o projeto que me foi proposto, aos poucos tomando conta dessa tela e do pincel.

Nos primeiros anos quase tudo foi obra do ambiente em que nasci: família, escola, janelas pelas quais me ensinaram a olhar, abrigo ou prisão, expectativa ou condenação.

Logo não terei mais a desculpa dos outros: pai e mãe amorosos ou hostis, bondosos ou indiferentes, sofrendo de todas as naturais fraquezas da condição humana que só quando adultos reconhecemos. Por fim havemos de constatar: meu pai, minha mãe, eram apenas gente como eu. Fizeram o que sabiam, o que podiam fazer.

E eu… e eu?

Marcados pelo que nos transmitem os outros, seremos malabaristas em nosso próprio picadeiro. A rede estendida por baixo é tecida de dois fios enlaçados: um nasce dos que nos geraram e criaram; o outro vem de nós, da nossa crença ou nossa esperança. 

LUFT, Lya. Perdas & Ganhos. Rio de Janeiro: Record, 2003. p. 21-23 [Adaptado] 

No 7º parágrafo do texto, Luft afirma que “A elaboração desse ‘nós’ iniciado na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice [...]”. Assinale a alternativa referente a outro trecho do texto que ajuda a esclarecer como se daria a elaboração desse ‘nós’.
Alternativas
Q1906741 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão .


A marca no flanco 

Lya Luft 


O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 

É uma ideia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo. 

E o que configura essa perspectiva nossa?

Ela se inaugura na infância, com suas carências nem sempre explicáveis. Mesmo se fomos amados, sofremos de uma insegurança elementar. Ainda que protegidos, seremos expostos a fatalidades e imprevistos contra os quais nada nos defende. Temos de criar barreiras e ao mesmo tempo lançar pontes com o que nos rodeia e o que ainda nos espera. Toda essa trama de encontro e separação, terror e êxtase encadeados, matéria da nossa existência, começa antes de nascermos.

Mas não somos apenas levados à revelia numa torrente. Somos participantes. 

Nisso reside nossa possível tragédia: o desperdício de uma vida com seus talentos truncados se não conseguirmos ver ou não tivermos audácia para mudar para melhor – em qualquer momento, e em qualquer idade.

A elaboração desse “nós” iniciado na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice, que é coroamento embora em geral seja visto como deterioração.

Nesse trabalho nossa mão se junta às dos muitos que nos formam. Libertando-nos deles com o amadurecimento, vamos montando uma figura: quem queremos ser, quem pensamos que devemos ser – quem achamos que merecemos ser.

Nessa casa, a casa da alma e a casa do corpo, não seremos apenas fantoches que vagam, mas guerreiros que pensam e decidem.

Constituir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço que vai desabar. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.

O que se produzir – casa habitável ou ruína estéril – será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que nos fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca.

Porém isso ainda seria simples demais: nessa argamassa misturam-se boa-vontade e equívocos, sedução e celebração, palavras amorosas e convites recusados. Participamos de uma singular dança de máscaras sobrepostas, atrás das quais somos o objeto de nossa própria inquietação. Nem inteiramente vítimas nem totalmente senhores, cada momento de cada dia um desafio.

Essa ambiguidade nos dilacera e nos alimenta. Nos faz humanos.

No prazo de minha existência completarei o projeto que me foi proposto, aos poucos tomando conta dessa tela e do pincel.

Nos primeiros anos quase tudo foi obra do ambiente em que nasci: família, escola, janelas pelas quais me ensinaram a olhar, abrigo ou prisão, expectativa ou condenação.

Logo não terei mais a desculpa dos outros: pai e mãe amorosos ou hostis, bondosos ou indiferentes, sofrendo de todas as naturais fraquezas da condição humana que só quando adultos reconhecemos. Por fim havemos de constatar: meu pai, minha mãe, eram apenas gente como eu. Fizeram o que sabiam, o que podiam fazer.

E eu… e eu?

Marcados pelo que nos transmitem os outros, seremos malabaristas em nosso próprio picadeiro. A rede estendida por baixo é tecida de dois fios enlaçados: um nasce dos que nos geraram e criaram; o outro vem de nós, da nossa crença ou nossa esperança. 

LUFT, Lya. Perdas & Ganhos. Rio de Janeiro: Record, 2003. p. 21-23 [Adaptado] 

No primeiro parágrafo do texto, ao afirmar que “O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.”, Lya Luft considera que 
Alternativas
Q1906734 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão .


A marca no flanco 

Lya Luft 


O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 

É uma ideia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo. 

E o que configura essa perspectiva nossa?

Ela se inaugura na infância, com suas carências nem sempre explicáveis. Mesmo se fomos amados, sofremos de uma insegurança elementar. Ainda que protegidos, seremos expostos a fatalidades e imprevistos contra os quais nada nos defende. Temos de criar barreiras e ao mesmo tempo lançar pontes com o que nos rodeia e o que ainda nos espera. Toda essa trama de encontro e separação, terror e êxtase encadeados, matéria da nossa existência, começa antes de nascermos.

Mas não somos apenas levados à revelia numa torrente. Somos participantes. 

Nisso reside nossa possível tragédia: o desperdício de uma vida com seus talentos truncados se não conseguirmos ver ou não tivermos audácia para mudar para melhor – em qualquer momento, e em qualquer idade.

A elaboração desse “nós” iniciado na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice, que é coroamento embora em geral seja visto como deterioração.

Nesse trabalho nossa mão se junta às dos muitos que nos formam. Libertando-nos deles com o amadurecimento, vamos montando uma figura: quem queremos ser, quem pensamos que devemos ser – quem achamos que merecemos ser.

Nessa casa, a casa da alma e a casa do corpo, não seremos apenas fantoches que vagam, mas guerreiros que pensam e decidem.

Constituir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço que vai desabar. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.

O que se produzir – casa habitável ou ruína estéril – será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que nos fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca.

Porém isso ainda seria simples demais: nessa argamassa misturam-se boa-vontade e equívocos, sedução e celebração, palavras amorosas e convites recusados. Participamos de uma singular dança de máscaras sobrepostas, atrás das quais somos o objeto de nossa própria inquietação. Nem inteiramente vítimas nem totalmente senhores, cada momento de cada dia um desafio.

Essa ambiguidade nos dilacera e nos alimenta. Nos faz humanos.

No prazo de minha existência completarei o projeto que me foi proposto, aos poucos tomando conta dessa tela e do pincel.

Nos primeiros anos quase tudo foi obra do ambiente em que nasci: família, escola, janelas pelas quais me ensinaram a olhar, abrigo ou prisão, expectativa ou condenação.

Logo não terei mais a desculpa dos outros: pai e mãe amorosos ou hostis, bondosos ou indiferentes, sofrendo de todas as naturais fraquezas da condição humana que só quando adultos reconhecemos. Por fim havemos de constatar: meu pai, minha mãe, eram apenas gente como eu. Fizeram o que sabiam, o que podiam fazer.

E eu… e eu?

Marcados pelo que nos transmitem os outros, seremos malabaristas em nosso próprio picadeiro. A rede estendida por baixo é tecida de dois fios enlaçados: um nasce dos que nos geraram e criaram; o outro vem de nós, da nossa crença ou nossa esperança. 

LUFT, Lya. Perdas & Ganhos. Rio de Janeiro: Record, 2003. p. 21-23 [Adaptado] 

Tendo em vista aquilo de que trata o texto, é correto afirmar que se intenciona 
Alternativas
Q1891453 Português
Toda produção escrita apresenta fatores de contextualização que ancoram o texto em uma situação comunicativa. Feita a leitura do texto abaixo responda a questão.


O tom da velhice

Pardais são como cantores profissionais: Também têm momentos de auge e declínio em suas carreiras. Entre pássaros, é comum que o canto de um macho invasor sirva como alerta de perigo. Só que pardais mais velhos colocam menos banca usando o gogó que os mais novos. Cientistas descobriram isso, colocando trinta e cinco pardais para ouvir sons de rivais com dois ou dez anos de idade. As cobaias se mostraram preocupadas com ruídos dos jovens, se aproximando desta fonte sonora para investigá-los. Avoz dos anciões, porém, não gerou a mesma comoção. O próximo passo é descobrir se ter um tom idoso afeta o match com as fêmeas.

Fonte: Sessão Fatos. Revista Superinteressante. Edição 412, fevereiro/2020, pag. 14.
Sobre o enunciado “Pardais são como cantores profissionais: também têm momentos de auge e declínio em suas carreiras”, é CORRETO afirmar que:

I- há uma comparação explícita na construção linguística, tendo em vista a aproximação de dois seres por alguma semelhança existente.
II- existe na elaboração discursiva, a figura prosopopeia, que atribui aos pardais linguagem, sentimentos e ações próprias dos seres humanos.
III- há uma construção argumentativa na 2ª oração, justificando a oração.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1891452 Português
Toda produção escrita apresenta fatores de contextualização que ancoram o texto em uma situação comunicativa. Feita a leitura do texto abaixo responda a questão.


O tom da velhice

Pardais são como cantores profissionais: Também têm momentos de auge e declínio em suas carreiras. Entre pássaros, é comum que o canto de um macho invasor sirva como alerta de perigo. Só que pardais mais velhos colocam menos banca usando o gogó que os mais novos. Cientistas descobriram isso, colocando trinta e cinco pardais para ouvir sons de rivais com dois ou dez anos de idade. As cobaias se mostraram preocupadas com ruídos dos jovens, se aproximando desta fonte sonora para investigá-los. Avoz dos anciões, porém, não gerou a mesma comoção. O próximo passo é descobrir se ter um tom idoso afeta o match com as fêmeas.

Fonte: Sessão Fatos. Revista Superinteressante. Edição 412, fevereiro/2020, pag. 14.
Considerando o título do texto em questão, avalie as proposições, assinalando (V) para verdadeiro e (F) para falso.

( ) apresenta pistas que norteiam seu objetivo discursivo, de forma geral, sobre a temática do texto.
( ) desempenha um papel prospectivo que colabora com as expectativas na formulação de hipóteses sobre os assuntos do texto.
( ) é sobremaneira despistador, não favorecendo ao leitor qualquer pista na formulação da temática desenvolvida.

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1858727 Português

MARX TINHA RAZÃO

Tenho conversado com pessoas cujos condomínios contrataram portarias inteligentes e as opiniões são controversas. Mas a moda está pegando e a demissão em massa dos profissionais na área cresce.

Uma portaria inteligente é uma portaria sem porteiros ou nenhum funcionário similar. Você fala com um cara, sei lá, no Acre, que monitora 150 portarias pelo país. O argumento básico e a reduçáo de custos, claro.

Podemos olhar para esse fenômeno de um modo mais amplo, ou mais imediato, ligado ao cotidiano. A portaria inteligente torna o predio impermeável, inclusive a você e a seus convidados ou encomendas. Coisa de gente chata.

A ordem espontânea e expandida (expressão usada pelo economista liberal Friedrich Hayek para se referir ao mercado) é uma entidade moral, social, política e econômica. Na China, por exemplo, você vê um número enorme de pessoas, claramente sem grande formação, realizando pequenos trabalhos.

Esse fato garante a atividade e a dignidade de pessoas dentro dessa ordem espontânea e expandida. Economia sem a dimensão social e uma economia tão cega quanto um mercado em que o Estado controla preços: gera desemprego, instabilidade, e, por tabela, pobreza, concentrando a riqueza na mão de quem destroi o próprio tecido social do mercado. Coisa de idiotas de mercado.

lnfelizrnente, no Brasil, existe em grande número esse personagem que é o idiota do mercado ou o liberal inteligentinho, que acha que sociedade de mercado é uma entidade meramente econômica.

Não. O mercado é moral e social. Adam Smith, filósofo do século 18, antes de ser um economista, foi um filósofo moral. Como você identifica um idiota de mercado?

Esse personagem confunde a dimensão social e moral do mercado com a ingerência de um Estado gigantesco na vida das pessoas. A dimensão social e moral do mercado é a responsabilidade moral dos agentes econômicos nas suas pequenas decisões diárias, nas suas esferas de poder. Mas, para além dessas consequências mais amplas, há que se pensar nas consequências mais imediatas, a curto e médio prazo, no mínimo.

A humanidade envelhece a passos largos. Idosos que conseguem manter suas casas, onde viveram e constituíram memória, dependem de pessoas que os ajudem a lidar com o cotidiano, nos prédios em que vivem. Portarias inteligentes destroem essa dimensaó do vínculo externo da casa com o condomínio. Apenas millennials, enquanto ainda têm 15 anos de idade, não percebem isso.

Todo mundo sabe que porteiros e similares são os primeiros a darem socorro e tomarem decisões em momentos de emergência. Muitos idosos dependem deles no seu dia a dia, inclusive para ajudar na lida com pequenas compras. Os inteligentinhos de mercado, provavelmente, dirão que esses idosos devem ser lançados em casas de repouso, locais em que a história presente na memória material deles inexiste.

O problema é que o número de idosos só cresce, e destruir essa rede de vínculos próximos, no cotidiano, só aumenta a inviabilidade da vida desses idosos nos predios em que sempre viveram. E uma torma ciara de desumanização.

Se por um lado, a sociedade contemporânea deve pensar no meio ambiente e nos jovens, ela deve se ocupar com o modo como lidará com o crescimento da longevidade.

Outro traço das portarias inteligentes é o aumento gigantesco de burocracia, inclusive mediado pelo uso de ferramentas mais próximas à sensibilidade dos millennials.

Receber, por exemplo, uma nova faxineira, transforma-se num processo semelhante a tirar vistos para viajar. Cada passo banal da relação do predio com o mundo externo se transforma num grande processo kafkiano.

Compilado. Luiz Felipe Pondé, jornal "Folha de são Paulo"' edição de 20/1/2020.

Leia as asseverações feitas sobre o texto. l. O autor compactua com o ideário de Adam Smith, filósofo do século 18, no sentido de que a sociedade de mercado deve ser uma entidade meramente econômica. ll. Pondé define o "idiota de mercado" como o indivíduo que se opõe à necessária ingerência do Estado como elemento regulador na vida das pessoas. lll. Na acepção do autor as portarias inteligentes têm o condão de minar o necessário vínculo de idosos com pessoas que os auxiliem a lidar com o cotidiano, inviabilizando suas vidas nos prédíos em que muitos sempre viveram. lV. A analogia da recepção de uma nova faxineira ao processo de tirar vistos para viajar se dá no seguinte sentido: as portarias inteligentes facilitarão a interação entre elementos internos e externos aos condomínios, que passarão a ser mais bem controlados e ao mesmo tempo menos burocráticos.
Representa inferência possível de sua leitura o afirmado em:
Alternativas
Q1858726 Português

MARX TINHA RAZÃO

Tenho conversado com pessoas cujos condomínios contrataram portarias inteligentes e as opiniões são controversas. Mas a moda está pegando e a demissão em massa dos profissionais na área cresce.

Uma portaria inteligente é uma portaria sem porteiros ou nenhum funcionário similar. Você fala com um cara, sei lá, no Acre, que monitora 150 portarias pelo país. O argumento básico e a reduçáo de custos, claro.

Podemos olhar para esse fenômeno de um modo mais amplo, ou mais imediato, ligado ao cotidiano. A portaria inteligente torna o predio impermeável, inclusive a você e a seus convidados ou encomendas. Coisa de gente chata.

A ordem espontânea e expandida (expressão usada pelo economista liberal Friedrich Hayek para se referir ao mercado) é uma entidade moral, social, política e econômica. Na China, por exemplo, você vê um número enorme de pessoas, claramente sem grande formação, realizando pequenos trabalhos.

Esse fato garante a atividade e a dignidade de pessoas dentro dessa ordem espontânea e expandida. Economia sem a dimensão social e uma economia tão cega quanto um mercado em que o Estado controla preços: gera desemprego, instabilidade, e, por tabela, pobreza, concentrando a riqueza na mão de quem destroi o próprio tecido social do mercado. Coisa de idiotas de mercado.

lnfelizrnente, no Brasil, existe em grande número esse personagem que é o idiota do mercado ou o liberal inteligentinho, que acha que sociedade de mercado é uma entidade meramente econômica.

Não. O mercado é moral e social. Adam Smith, filósofo do século 18, antes de ser um economista, foi um filósofo moral. Como você identifica um idiota de mercado?

Esse personagem confunde a dimensão social e moral do mercado com a ingerência de um Estado gigantesco na vida das pessoas. A dimensão social e moral do mercado é a responsabilidade moral dos agentes econômicos nas suas pequenas decisões diárias, nas suas esferas de poder. Mas, para além dessas consequências mais amplas, há que se pensar nas consequências mais imediatas, a curto e médio prazo, no mínimo.

A humanidade envelhece a passos largos. Idosos que conseguem manter suas casas, onde viveram e constituíram memória, dependem de pessoas que os ajudem a lidar com o cotidiano, nos prédios em que vivem. Portarias inteligentes destroem essa dimensaó do vínculo externo da casa com o condomínio. Apenas millennials, enquanto ainda têm 15 anos de idade, não percebem isso.

Todo mundo sabe que porteiros e similares são os primeiros a darem socorro e tomarem decisões em momentos de emergência. Muitos idosos dependem deles no seu dia a dia, inclusive para ajudar na lida com pequenas compras. Os inteligentinhos de mercado, provavelmente, dirão que esses idosos devem ser lançados em casas de repouso, locais em que a história presente na memória material deles inexiste.

O problema é que o número de idosos só cresce, e destruir essa rede de vínculos próximos, no cotidiano, só aumenta a inviabilidade da vida desses idosos nos predios em que sempre viveram. E uma torma ciara de desumanização.

Se por um lado, a sociedade contemporânea deve pensar no meio ambiente e nos jovens, ela deve se ocupar com o modo como lidará com o crescimento da longevidade.

Outro traço das portarias inteligentes é o aumento gigantesco de burocracia, inclusive mediado pelo uso de ferramentas mais próximas à sensibilidade dos millennials.

Receber, por exemplo, uma nova faxineira, transforma-se num processo semelhante a tirar vistos para viajar. Cada passo banal da relação do predio com o mundo externo se transforma num grande processo kafkiano.

Compilado. Luiz Felipe Pondé, jornal "Folha de são Paulo"' edição de 20/1/2020.

"o liberal inteligentinho" - o uso do diminutivo no segmento: 
Alternativas
Q1858725 Português

MARX TINHA RAZÃO

Tenho conversado com pessoas cujos condomínios contrataram portarias inteligentes e as opiniões são controversas. Mas a moda está pegando e a demissão em massa dos profissionais na área cresce.

Uma portaria inteligente é uma portaria sem porteiros ou nenhum funcionário similar. Você fala com um cara, sei lá, no Acre, que monitora 150 portarias pelo país. O argumento básico e a reduçáo de custos, claro.

Podemos olhar para esse fenômeno de um modo mais amplo, ou mais imediato, ligado ao cotidiano. A portaria inteligente torna o predio impermeável, inclusive a você e a seus convidados ou encomendas. Coisa de gente chata.

A ordem espontânea e expandida (expressão usada pelo economista liberal Friedrich Hayek para se referir ao mercado) é uma entidade moral, social, política e econômica. Na China, por exemplo, você vê um número enorme de pessoas, claramente sem grande formação, realizando pequenos trabalhos.

Esse fato garante a atividade e a dignidade de pessoas dentro dessa ordem espontânea e expandida. Economia sem a dimensão social e uma economia tão cega quanto um mercado em que o Estado controla preços: gera desemprego, instabilidade, e, por tabela, pobreza, concentrando a riqueza na mão de quem destroi o próprio tecido social do mercado. Coisa de idiotas de mercado.

lnfelizrnente, no Brasil, existe em grande número esse personagem que é o idiota do mercado ou o liberal inteligentinho, que acha que sociedade de mercado é uma entidade meramente econômica.

Não. O mercado é moral e social. Adam Smith, filósofo do século 18, antes de ser um economista, foi um filósofo moral. Como você identifica um idiota de mercado?

Esse personagem confunde a dimensão social e moral do mercado com a ingerência de um Estado gigantesco na vida das pessoas. A dimensão social e moral do mercado é a responsabilidade moral dos agentes econômicos nas suas pequenas decisões diárias, nas suas esferas de poder. Mas, para além dessas consequências mais amplas, há que se pensar nas consequências mais imediatas, a curto e médio prazo, no mínimo.

A humanidade envelhece a passos largos. Idosos que conseguem manter suas casas, onde viveram e constituíram memória, dependem de pessoas que os ajudem a lidar com o cotidiano, nos prédios em que vivem. Portarias inteligentes destroem essa dimensaó do vínculo externo da casa com o condomínio. Apenas millennials, enquanto ainda têm 15 anos de idade, não percebem isso.

Todo mundo sabe que porteiros e similares são os primeiros a darem socorro e tomarem decisões em momentos de emergência. Muitos idosos dependem deles no seu dia a dia, inclusive para ajudar na lida com pequenas compras. Os inteligentinhos de mercado, provavelmente, dirão que esses idosos devem ser lançados em casas de repouso, locais em que a história presente na memória material deles inexiste.

O problema é que o número de idosos só cresce, e destruir essa rede de vínculos próximos, no cotidiano, só aumenta a inviabilidade da vida desses idosos nos predios em que sempre viveram. E uma torma ciara de desumanização.

Se por um lado, a sociedade contemporânea deve pensar no meio ambiente e nos jovens, ela deve se ocupar com o modo como lidará com o crescimento da longevidade.

Outro traço das portarias inteligentes é o aumento gigantesco de burocracia, inclusive mediado pelo uso de ferramentas mais próximas à sensibilidade dos millennials.

Receber, por exemplo, uma nova faxineira, transforma-se num processo semelhante a tirar vistos para viajar. Cada passo banal da relação do predio com o mundo externo se transforma num grande processo kafkiano.

Compilado. Luiz Felipe Pondé, jornal "Folha de são Paulo"' edição de 20/1/2020.

Para o autor, o fato de na China existir um número enorme de pessoas sem grande formação, realizando pequenos trabalhos:
Alternativas
Q1858724 Português

MARX TINHA RAZÃO

Tenho conversado com pessoas cujos condomínios contrataram portarias inteligentes e as opiniões são controversas. Mas a moda está pegando e a demissão em massa dos profissionais na área cresce.

Uma portaria inteligente é uma portaria sem porteiros ou nenhum funcionário similar. Você fala com um cara, sei lá, no Acre, que monitora 150 portarias pelo país. O argumento básico e a reduçáo de custos, claro.

Podemos olhar para esse fenômeno de um modo mais amplo, ou mais imediato, ligado ao cotidiano. A portaria inteligente torna o predio impermeável, inclusive a você e a seus convidados ou encomendas. Coisa de gente chata.

A ordem espontânea e expandida (expressão usada pelo economista liberal Friedrich Hayek para se referir ao mercado) é uma entidade moral, social, política e econômica. Na China, por exemplo, você vê um número enorme de pessoas, claramente sem grande formação, realizando pequenos trabalhos.

Esse fato garante a atividade e a dignidade de pessoas dentro dessa ordem espontânea e expandida. Economia sem a dimensão social e uma economia tão cega quanto um mercado em que o Estado controla preços: gera desemprego, instabilidade, e, por tabela, pobreza, concentrando a riqueza na mão de quem destroi o próprio tecido social do mercado. Coisa de idiotas de mercado.

lnfelizrnente, no Brasil, existe em grande número esse personagem que é o idiota do mercado ou o liberal inteligentinho, que acha que sociedade de mercado é uma entidade meramente econômica.

Não. O mercado é moral e social. Adam Smith, filósofo do século 18, antes de ser um economista, foi um filósofo moral. Como você identifica um idiota de mercado?

Esse personagem confunde a dimensão social e moral do mercado com a ingerência de um Estado gigantesco na vida das pessoas. A dimensão social e moral do mercado é a responsabilidade moral dos agentes econômicos nas suas pequenas decisões diárias, nas suas esferas de poder. Mas, para além dessas consequências mais amplas, há que se pensar nas consequências mais imediatas, a curto e médio prazo, no mínimo.

A humanidade envelhece a passos largos. Idosos que conseguem manter suas casas, onde viveram e constituíram memória, dependem de pessoas que os ajudem a lidar com o cotidiano, nos prédios em que vivem. Portarias inteligentes destroem essa dimensaó do vínculo externo da casa com o condomínio. Apenas millennials, enquanto ainda têm 15 anos de idade, não percebem isso.

Todo mundo sabe que porteiros e similares são os primeiros a darem socorro e tomarem decisões em momentos de emergência. Muitos idosos dependem deles no seu dia a dia, inclusive para ajudar na lida com pequenas compras. Os inteligentinhos de mercado, provavelmente, dirão que esses idosos devem ser lançados em casas de repouso, locais em que a história presente na memória material deles inexiste.

O problema é que o número de idosos só cresce, e destruir essa rede de vínculos próximos, no cotidiano, só aumenta a inviabilidade da vida desses idosos nos predios em que sempre viveram. E uma torma ciara de desumanização.

Se por um lado, a sociedade contemporânea deve pensar no meio ambiente e nos jovens, ela deve se ocupar com o modo como lidará com o crescimento da longevidade.

Outro traço das portarias inteligentes é o aumento gigantesco de burocracia, inclusive mediado pelo uso de ferramentas mais próximas à sensibilidade dos millennials.

Receber, por exemplo, uma nova faxineira, transforma-se num processo semelhante a tirar vistos para viajar. Cada passo banal da relação do predio com o mundo externo se transforma num grande processo kafkiano.

Compilado. Luiz Felipe Pondé, jornal "Folha de são Paulo"' edição de 20/1/2020.

Da leitura do texto deduzimos não ser possível relação de causa e consequência entre uma portaria inteligente e: 
Alternativas
Respostas
27421: C
27422: E
27423: A
27424: A
27425: C
27426: A
27427: C
27428: C
27429: D
27430: D
27431: B
27432: D
27433: C
27434: A
27435: A
27436: B
27437: A
27438: C
27439: A
27440: B