Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1848345 Português
EXCERTO PARA QUESTÃO:
“(...) a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela | janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por | degrau”. 
Os pronomes oblíquos presentes no período em análise substituem o vocábulo:  
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Q1848342 Português
Leia, com atenção, o texto de Lucília Diniz, 66 DIAS PARA | | MUDAR e responda o que se pede no comando da questão.

66 DIAS PARA MUDAR
Eis o tempo médio para incorporarmos um novo hábito.
    Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina. Mas também não é especialmente difícil. Não há regra geral. Depende da rotina que se quer mudar, do hábito a ser adquirido e, sobretudo, de cada um de nós. De qualquer maneira, não é algo que ocorra da noite para o dia. Pode levar poucas semanas ou alguns meses. Por mais elástico que seja o prazo, no entanto, é importante termos um horizonte à vista, para calibrar nossas expectativas e aplacar ansiedades naturais.
    Muitos anos atrás, quando eu investi na formação de hábitos saudáveis, responsáveis pela eliminação da metade dos meus 120 quilos, não havia referências confiáveis sobre o tempo que o processo duraria. Nos anos 60, o que estava disponível na praça era o mito de que a automação de um novo comportamento consumia no mínimo 21 dias. Era um número mágico, saído da cartola de um bestseller americano, o médico Maxwell Maltz, que difundiu essa métrica a partir da experiência própria e da observação de alguns pacientes. Mas, na falta de um benchmark baseado em estatísticas robusta, as tais três semanas ganharam ares de verdade absoluta.
    Hoje, estudos mais consistentes sobre o fenômeno de mudança de hábito evitam cravar o intervalo de tempo necessário para a adaptação da mente e do corpo, uma vez que são muitas as variáveis que influenciam a transformação. Uma pesquisa de 2009, publicada numa revista especializada, a European Journal of Social Psychology, mostrou que leva de 254 dias para uma pessoa incorporar um novo hábito. A variação é tão grande que teria pouca utilidade a quem busca um parâmetro. Mas o mesmo estudo conclui que, na média, levamos 66 dias para que um exercício diferente ou nova dieta entrem no modo piloto automático.
    Pela minha própria experiência, considero esse um prazo bastante razoável. Não é tão curto a ponto de criar falsas esperanças, nem tão longo que provoque desânimo. Quando embarquei em minha revolução comportamental teria sido mentalmente reconfortante contar com esse referencial. Na época, eu ignorava quanto deveria insistir para concluir a travessia do deserto - o obstáculo inicial para implementar um novo hábito. Comecei e terminei muitas dietas por imaginar que aquele período duro de adaptação não teria fim. Venci, por fim, vivendo um dia de cada vez, mas é claro que a estratégia adotada intuitivamente teria sido facilitada no caso de uma contagem regressiva em direção a essa linha de chegada imaginária dos 66 dias. A medida não é relevante por si própria, mas por quantificar o desafio. Cada xis rabiscado no calendário é um pequeno passo que nos aproxima de um tempo melhor. O processo de mudança é gradativo. Como dizia Mark Twain, “a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau”.
    O nosso cérebro, que valoriza a eficiência, gosta da rotina. Afinal, se não precisamos pensar para praticar certas ações, como escovar os dentes ou afivelar o cinto de segurança, liberamos a mente para tarefas mais nobres - como nos preparar para o desafio de normalizar novos hábitos nos próximos 66 dias.
FONTE: DINIZ, Lucilia. Revista Veja, 07/07/2021.

De acordo com o texto, equivale semanticamente à expressão “novo hábito à rotina” do trecho “Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina.” 

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Q1848206 Português

Texto 02 – O que é inovar na educação? 



Fonte: Disponível em: < https://revistaeducacao.com.br/2021/05/27/inovar-educacao-blikstein/> Acesso em 04/junho/2021.

Em “a modalidade remota pode ser uma nova forma de fazer a mesma coisa e, muitas vezes, pior. " (linha 10-11), é CORRETO afirmar que


I- o termo “remota” é um atributo que qualifica o núcleo do sujeito.

II- “pode ser uma nova forma [...]" é um enunciado hipotético referendado pela forma verbal.

III- “muitas vezes” é um operador conversacional para introduzir mudança de tópico.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

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Q1848204 Português

Texto 02 – O que é inovar na educação? 



Fonte: Disponível em: < https://revistaeducacao.com.br/2021/05/27/inovar-educacao-blikstein/> Acesso em 04/junho/2021.

No enunciado “O discurso dizia que ele permitia ao aluno estudar no próprio ritmo” é CORRETO afirmar que há uma


I- ambiguidade, tendo em vista haver duplicidade de sentidos.

II- construção linguística em sentido conotativo.

III- produção sintática formada por período composto.


É CORRETO o que se afirma apenas em

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Q1848202 Português

Texto 02 – O que é inovar na educação? 



Fonte: Disponível em: < https://revistaeducacao.com.br/2021/05/27/inovar-educacao-blikstein/> Acesso em 04/junho/2021.

Segundo o pesquisador Paulo Blikstein, é CORRETO afirmar que
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Q1848197 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

No enunciado “Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência.” (linhas 19 e 20), é CORRETO afirmar que


I- o termo “não” indica dúvida no posicionamento da autora.

II- o advérbio “não” vem repetido para realçar seu valor semântico na declaração.

III- o advérbio “não” foi usado para indicar a negação que se dá a ação verbal.


É CORRETO o que se afirma apenas em

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Q1848196 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

No enunciado “Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente.” (linhas 11 e 12), é CORRETO afirmar que se apresentam


I- argumentos indicando razões válidas para legitimar o que foi exposto.

II- provas concretas que podem contestar o que foi dito.

III- justificativas que ratificam o dizer da autora.


É CORRETO o que se afirma em

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Q1848195 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

A leitura do texto “O contrário do amor” provoca


I- a produção de sentidos por parte do leitor, por tratar-se de um discurso argumentativo.

II- uma reflexão crítica por exigir a capacidade de interpretação do leitor.

III- uma atividade de interação na interlocução com o discurso da autora.


É CORRETO o que se afirma em

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Q1848194 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

É CORRETO afirmar que a linguagem utilizada no texto demonstra
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Q1848193 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

Da leitura do texto, constata-se que a autora
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Q1848192 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

Sobre o primeiro parágrafo do texto é CORRETO afirmar a presença de


I- exemplos de palavras que se opõem semanticamente, logo no início.

II- uma situação comunicativa hipotética, indicada pelo uso da partícula "se", no segundo período.

III- uma exposição imperativa com o objetivo de provocar no leitor uma postura ativa.


É CORRETO o que se afirma em

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Q1848004 Português
Leia o texto para responder à questão.

Enfrentamento ao racismo une trajetórias de
pensadores do Brasil e dos EUA

   Com formação histórica marcada pelo sequestro e tráfico de pessoas africanas e um longo processo de escravidão, Brasil e Estados Unidos possuem sociedades estruturadas pelo racismo. Nem sempre as expressões da discriminação racial são semelhantes em ambos os países, mas as formas de superação por vezes são convergentes.
   Um livro lançado na última semana lança luz sobre esses processos de estruturação do racismo e tentativas de superações nestas nações, por meio da trajetória de dois intelectuais negros que tiveram a relevância intelectual e ativista apagada ao longo da história. Em Travessias no Atlântico Negro: reflexões sobre Booker T. Washington e Manuel R. Querino, a autora Sabrina Gledhill apresenta as táticas destas duas figuras emblemáticas no combate antirracista na virada do século XIX.
   Nascido em Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano, em 1851, Manuel Querino foi um abolicionista, jornalista, líder operário, político, pintor e professor de desenho industrial. Ele é considerado o fundador da história da arte baiana e dos estudos da culinária popular da Bahia. Booker T. Washington, nascido escravo na Virginia (EUA), em 1856, após a alforria, trabalhou como zelador para custear seus estudos no Instituto Hampton, depois fundou o Instituto Normal e Industrial Tuskegee. Washington se dedicou aos ex-escravizados que enfrentavam o grande desafio do analfabetismo, já que as leis escravistas os proibiam de ler ou escrever. Como foco comum, os dois apostaram na educação e na divulgação de imagens positivas de pessoas negras.
   Para a autora, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a visão dominante sobre o negro no século XIX e no início do século XX era de uma massa de escravos ou recém-libertos, marginalizada, analfabeta e avessa ao trabalho. A existência de intelectuais, artistas e cientistas negros neste período nega este estereótipo. Por isso, Manuel R. Querino e Booker T. Washington ajudaram a divulgar biografias de pessoas negras. Eles tinham consciência da importância de se contar essas histórias para quebrar estereótipos.
(André Santana, Uol, 07 de novembro de 2020. Adaptado)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
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Q1848002 Português
Leia a tira para responder à questão

(Bill Watterson, O essencial de Calvin e Haroldo, 2018)
Considerando-se os elementos verbais e visuais da tira, é possível dizer que uma das principais causas de seu efeito de humor é
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Q1847963 Português

Pegar o bonde andando


    Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

    O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.

    O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.

    Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).


(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)

No trecho do terceiro parágrafo – … esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos. –, é correto afirmar que o autor
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Q1847962 Português

Pegar o bonde andando


    Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

    O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.

    O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.

    Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).


(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)

Pelas informações do texto, é correto afirmar que
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Q1847953 Português

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.


    Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.

    O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.

    Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.

    A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.

    Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.

    Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.

    Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.

(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

Pelas informações do sexto parágrafo, é correto concluir que o personagem
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Q1847952 Português

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.


    Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.

    O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.

    Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.

    A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.

    Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.

    Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.

    Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.

(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que o personagem
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Q1847844 Português
Quais produtos são feitos das árvores?

     As árvores estão entre os seres vivos mais antigos da Terra: as primeiras surgiram há aproximadamente 1 bilhão de anos. Elas se adaptaram a diferentes condições e estão em todos os lugares, de cidades a florestas. E, além de serem essenciais para manter o ambiente da Terra, fornecem diversos produtos para a gente.
    Quase tudo em uma árvore tem utilidade: elas nos dão alimentos, material para construção, substâncias para várias áreas da indústria e até o papel de livros e revistas.
   Várias camadas formam a madeira que sustenta uma árvore. E cada pedaço tem substâncias diferentes, com aplicações variadas. A madeira é o produto principal das árvores, usado para fazer móveis e também nas construções de edifícios e casas. A celulose, extraída da polpa da madeira, serve para fazer papel, ________ e alguns tipos de colas.
    A goma está presente em produtos que contêm borracha, como gomas de mascar, e a resina é aplicada na fabricação de vários tipos de sabão, ________ e adesivos. Já a seiva está nas famosas caldas doces que os canadenses e norte-americanos adoram comer com panquecas, e também dá origem a doces como marshmallows.
     A casca é a parte exterior do tronco e protege a árvore de insetos, perda de água e bruscas mudanças de temperatura. E, ainda, pode ter uma utilidade especial: na espécie chamada sobreiro, a casca produz a ________, que forma rolhas de bebidas e quadros de aviso.
   Com formatos variados, as folhas são parte essencial para a árvore fazer fotossíntese, produzir seu próprio alimento e gerar oxigênio para o ambiente. Para nós, a utilidade vai além, pois as folhas são ricas em fibras aplicadas na fabricação de produtos, como é o caso das cordas.
     As flores possuem uma grande variedade de substâncias usadas em cosméticos e tratamentos de saúde. É o caso da flor da laranjeira, que rende óleos cheirosos, também usados como calmantes naturais. Limão, goiaba, manga e uma infinidade de frutos são consumidos do jeito que nascem nas árvores. Outros precisam de um preparo especial, mas quase sempre há alguma forma de aproveitálos: é o caso, do cacau, que dá origem ao chocolate.
(Site: RecreioUol - adaptado.)
Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
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Q1847743 Português
Como o camaleão consegue mudar de cor?

    Todo mundo conhece os camaleões pela habilidade de se camuflarem, mudando de cor. O camaleão pode, por exemplo, assustar predadores, com cores de alerta, como vermelho e laranja, ou se misturar ao ambiente, com as cores verde e amarelo, para capturar presas e se esconder dos predadores.
    A pele do camaleão é cheia de células chamadas cromatóforos, que possuem pigmentos de diferentes cores. Conforme as reações nervosas do animal, essas células podem se contrair ou se dilatar, provocando uma divisão dos pigmentos e causando a alteração de cor.
   Dessa forma, se o ambiente é verde e o camaleão entende que precisa se camuflar, as células que contêm o pigmento esverdeado dilatam, enquanto as demais se contraem.
   A pele também é rica em queratina. Essa substância (a mesma encontrada nas nossas unhas) protege o réptil, formando uma espécie de carapaça bem dura. Conforme o camaleão cresce, a pele vai sendo renovada.
   A língua do camaleão é bem longa (tem mais ou menos a metade do corpo do bicho), estica até 1 metro e possui um líquido __________ que, em contato com uma presa, faz com que ela grude. Essa é uma das estratégias do camaleão para caçar. Além disso, o bicho move os músculos da língua para agarrar animais grandes, como pássaros.
    Ele __________ tudo! O camaleão olha para direções diferentes de uma vez. Os olhos giram de forma independente, ou seja, enquanto um olha para a direita, o outro pode ir para a esquerda ou para baixo. Assim, quando avista uma presa, um olho fica ligado nela enquanto o outro observa ao redor, para ver se não há perigos.
   Camaleões são lentos e não correm atrás de vítimas para caçá-las. Mesmo assim, são ótimos predadores porque rastejam até o alvo e usam a visão aguçada para disparar a língua e atingir, com precisão, a cabeça do bicho.
(Site: Uol - adaptado.)
Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
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Q1847616 Português

Excerto para a questão:

“É importante saber que fugir do problema não o fará sumir. É necessário olhar de frente para ele e se mostrar maior.”  

Analise as afirmativas, coloque C (correta) e E (errada) e marque a alternativa que contempla a sequência correta. ( )O emissor se dirige ao leitor, usando os pronomes “o”, "ele", "se". ( )"O" e "ele” são anafóricos de problema. ( )“se” deveria estar em posição enclítica à forma verbal. 
Alternativas
Respostas
24821: D
24822: C
24823: E
24824: B
24825: A
24826: C
24827: C
24828: B
24829: D
24830: E
24831: D
24832: E
24833: B
24834: A
24835: D
24836: C
24837: D
24838: C
24839: B
24840: B