Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1912455 Português
A questão refere-se ao texto abaixo. 

Sizenando, a vida é triste

Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Esta frase não é minha, e desgraçadamente não consegui saber o nome de seu autor, pois acordei muito cedo, mas não bastante cedo; quando liguei o rádio às 6h10 a aula já havia começado; ouvi o programa até o fim, mas não fiquei sabendo o nome do professor. La verando estas vera jardeno, plena de floroi. Nunca estudei esperanto, mas suponho que a varanda ou o verão está com muitas flores no jardim; de qualquer modo é uma boa notícia, algo de construtivo.

[…]

O professor estava agora respondendo cartas de ouvintes. O Sr. Sizenando Mendes Ferreira, de Iporá, Goiás, escrevera dizendo que achara suas aulas muito interessantes e queria se inscrever entre seus alunos.

Sou um homem do interior, tenho uma certa emoção do interior, às vezes penso que eu merecia ser goiano. A manhã estava escura e chuvosa em Ipanema; e me comoveu saber que naquele instante mesmo, a um mundo de remotas léguas, no interior de Goiás, havia um Sizenando, brasileiro como eu, aprendendo que o jardeno está plena de floroi – e talvez escrevendo isso em um caderno.

Não importa que neste momento haja milhões de brasileiros dormindo insensatamente, enquanto outros milhões tomam café ou banho de chuveiro ou já marchem para o trabalho, ou que minha amada Joana esteja neste minuto saindo do Sacha’s e entrando no carro daquele Stompanato de Botafogo. Eu e Sizenando cultivamos o jardim da cultura, plena de floroi; nós somos, de certo modo, a elite do Brasil; amanhecemos em flor.

Então o professor, talvez estimulado pela atenção do ouvinte goiano, fez uma pequena dissertação sobre a utilidade do esperanto e também sobre a vantagem de acordar cedo. Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Não será uma frase muito sutil, mas é tão pura e bem-intencionada que poderia figurar no decálogo do escoteiro. No fundo deve haver alguma ligação entre o escotismo, o esperanto e o acordar cedo. Eis uma falha de minha vida: nunca fui escoteiro; agora é tarde para quebrar coco na ladeira, mas talvez ainda seja tempo de aprender um pouco de esperanto; eu e Sizenando.

“Tenho um amigo – dizia o professor – que me confessou que nunca ouvira o meu programa, pois dorme até tarde. Pois bem. Ele ontem acordou cedo e ouviu o meu programa. Disse-me que passou o dia inteiro com uma excelente disposição, achou o dia maior e mais útil, ficou realmente satisfeito”.

O próprio professor estava satisfeito com a declaração de seu amigo; sentia-se isso em sua voz. Murmurei para mim mesmo que o golpe é este: todo dia acordar cedo, ouvir minha aula de esperanto e depois se houver alguma aula de ginástica pelas imediações topar também, mens sana in corpore sano; no fim de um mês os amigos vão ficar espantados, como o Braga está bem! Este pensamento me reconfortou; estendi a mão para pegar um cigarro na mesinha de cabeceira, mas fumei com certo remorso. No fundo o esperanto deve ser contra o tabagismo, assim como é favorável ao escotismo. 

Mi estas bruna. Isto quer dizer: eu sou moreno. Mi estas brunas, ó filhas de Jerusalém, dizia a Sulamita. A esta hora Joana deve estar no carro daquele palhaço, toda aconchegada a ele, meio tonta de uísque, vai para o apartamento dele – um imbecil que não sabe uma só palavra de esperanto! A vida é triste, Sizenando.

BRAGA, Rubem [1958]. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11528/sizenando-a-vida-e-triste. Acesso em: 12 mar. 2022.  
Ao final do primeiro parágrafo, a expressão “algo de construtivo” retoma
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Q1912454 Português
A questão refere-se ao texto abaixo. 

Sizenando, a vida é triste

Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Esta frase não é minha, e desgraçadamente não consegui saber o nome de seu autor, pois acordei muito cedo, mas não bastante cedo; quando liguei o rádio às 6h10 a aula já havia começado; ouvi o programa até o fim, mas não fiquei sabendo o nome do professor. La verando estas vera jardeno, plena de floroi. Nunca estudei esperanto, mas suponho que a varanda ou o verão está com muitas flores no jardim; de qualquer modo é uma boa notícia, algo de construtivo.

[…]

O professor estava agora respondendo cartas de ouvintes. O Sr. Sizenando Mendes Ferreira, de Iporá, Goiás, escrevera dizendo que achara suas aulas muito interessantes e queria se inscrever entre seus alunos.

Sou um homem do interior, tenho uma certa emoção do interior, às vezes penso que eu merecia ser goiano. A manhã estava escura e chuvosa em Ipanema; e me comoveu saber que naquele instante mesmo, a um mundo de remotas léguas, no interior de Goiás, havia um Sizenando, brasileiro como eu, aprendendo que o jardeno está plena de floroi – e talvez escrevendo isso em um caderno.

Não importa que neste momento haja milhões de brasileiros dormindo insensatamente, enquanto outros milhões tomam café ou banho de chuveiro ou já marchem para o trabalho, ou que minha amada Joana esteja neste minuto saindo do Sacha’s e entrando no carro daquele Stompanato de Botafogo. Eu e Sizenando cultivamos o jardim da cultura, plena de floroi; nós somos, de certo modo, a elite do Brasil; amanhecemos em flor.

Então o professor, talvez estimulado pela atenção do ouvinte goiano, fez uma pequena dissertação sobre a utilidade do esperanto e também sobre a vantagem de acordar cedo. Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Não será uma frase muito sutil, mas é tão pura e bem-intencionada que poderia figurar no decálogo do escoteiro. No fundo deve haver alguma ligação entre o escotismo, o esperanto e o acordar cedo. Eis uma falha de minha vida: nunca fui escoteiro; agora é tarde para quebrar coco na ladeira, mas talvez ainda seja tempo de aprender um pouco de esperanto; eu e Sizenando.

“Tenho um amigo – dizia o professor – que me confessou que nunca ouvira o meu programa, pois dorme até tarde. Pois bem. Ele ontem acordou cedo e ouviu o meu programa. Disse-me que passou o dia inteiro com uma excelente disposição, achou o dia maior e mais útil, ficou realmente satisfeito”.

O próprio professor estava satisfeito com a declaração de seu amigo; sentia-se isso em sua voz. Murmurei para mim mesmo que o golpe é este: todo dia acordar cedo, ouvir minha aula de esperanto e depois se houver alguma aula de ginástica pelas imediações topar também, mens sana in corpore sano; no fim de um mês os amigos vão ficar espantados, como o Braga está bem! Este pensamento me reconfortou; estendi a mão para pegar um cigarro na mesinha de cabeceira, mas fumei com certo remorso. No fundo o esperanto deve ser contra o tabagismo, assim como é favorável ao escotismo. 

Mi estas bruna. Isto quer dizer: eu sou moreno. Mi estas brunas, ó filhas de Jerusalém, dizia a Sulamita. A esta hora Joana deve estar no carro daquele palhaço, toda aconchegada a ele, meio tonta de uísque, vai para o apartamento dele – um imbecil que não sabe uma só palavra de esperanto! A vida é triste, Sizenando.

BRAGA, Rubem [1958]. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11528/sizenando-a-vida-e-triste. Acesso em: 12 mar. 2022.  
No contexto da crônica, o título indica a intenção do autor de abordar uma
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Q1912452 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

A banca do distinto

Não fala com pobre
Não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor?
Pra que esse orgulho?

A bruxa que é cega esbarra na gente
A vida estanca
O enfarto te pega, doutor
Acaba essa banca

A vaidade é assim, põe o tonto no alto, retira a escada
Fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do tonto
Afinal todo mundo é igual quando o tombo termina
Com terra em cima e na horizontal.

BLANCO, Billy. Disponível em: https://www.letras.mus.br/billy-blanco/392910/. Acesso em: 20 mar. 2022. 
Escrita na década de 1950, essa letra de samba tem como tema central a
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Q1912451 Português
A questão refere-se ao texto abaixo. 

Era sobre a luz, a luz que adentrava as vidraças e sobre o seu corpo, sobre o jornal e os sapatos gastos que encontravam as ruas todos os dias, porque tudo falava de alguma maneira sobre um desajuste seu ao mundo quase intransponível. Seus olhos e sua cabeça deveriam estar repousados na página de ofertas de emprego, mas eram o café e a firmeza da cadeira, e o chão limpo e a elegância de sua posição que o deixavam confortável na fração que pode ser ao mesmo tempo instante e eternidade.

E naquelas páginas estava a vida além da casa, do bairro, além da cidade. Naquelas páginas se abriam inúmeras janelas para o mundo, eu bem sei, e sobre elas se lia com curiosidade sobre o que não podíamos viver por estarmos cercados, e muitas vezes os sapatos que calçamos são os códigos que nos marcam aos lugares onde podemos ou não estar. Nos confinaram em baias, como animais domésticos, mesmo que não falássemos sobre isso, e não falássemos também que não poderíamos estar onde exatamente desejávamos. Mas naquele instante era um homem e lia, e se sentia parte do entorno por compreender o que poderia ser uma guerra e suas conquistas, o que poderia ser a morte e a política.


JUNIOR, Itamar Vieira. Você bem sabe. Instituto Moreira Sales, 02 de março de 2022. Disponível em: <https://ims.com.br/por-dentro-acervos/voce-bem-sabe-por-itamar-vieira-junior/>. Acesso em: 23 mar. 2022 (fragmento). 
O autor se identifica com o personagem no trecho:
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Q1912450 Português
A questão refere-se ao texto abaixo. 

Era sobre a luz, a luz que adentrava as vidraças e sobre o seu corpo, sobre o jornal e os sapatos gastos que encontravam as ruas todos os dias, porque tudo falava de alguma maneira sobre um desajuste seu ao mundo quase intransponível. Seus olhos e sua cabeça deveriam estar repousados na página de ofertas de emprego, mas eram o café e a firmeza da cadeira, e o chão limpo e a elegância de sua posição que o deixavam confortável na fração que pode ser ao mesmo tempo instante e eternidade.

E naquelas páginas estava a vida além da casa, do bairro, além da cidade. Naquelas páginas se abriam inúmeras janelas para o mundo, eu bem sei, e sobre elas se lia com curiosidade sobre o que não podíamos viver por estarmos cercados, e muitas vezes os sapatos que calçamos são os códigos que nos marcam aos lugares onde podemos ou não estar. Nos confinaram em baias, como animais domésticos, mesmo que não falássemos sobre isso, e não falássemos também que não poderíamos estar onde exatamente desejávamos. Mas naquele instante era um homem e lia, e se sentia parte do entorno por compreender o que poderia ser uma guerra e suas conquistas, o que poderia ser a morte e a política.


JUNIOR, Itamar Vieira. Você bem sabe. Instituto Moreira Sales, 02 de março de 2022. Disponível em: <https://ims.com.br/por-dentro-acervos/voce-bem-sabe-por-itamar-vieira-junior/>. Acesso em: 23 mar. 2022 (fragmento). 
No texto de Itamar Vieira Junior, a atitude do personagem que reflete seu sentimento de pertencer à outra classe social é a de
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Q1912448 Português
 A questão refere-se ao texto abaixo.

Hoje talvez não seja tão intenso, pois, se o celular pegar, distraímo- -nos com ele. Mas antes, ao esperar o elevador, nada havia a fazer senão ler e reler aquele aviso, em letras brancas sobre fundo preto, ou vice-versa, coberto por uma moldura de acrílico – “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar”. Assombrado, ameaçador, algo ininteligível pesava sobre a duração daquela espera, acompanhando até o “térreo” (outra palavra estranha) quem afinal se aventurar a entrar.

O Mesmo. Aqui, neste andar. Sim, antes de entrar. Verifique. A imprecisão em relação ao sujeito da frase (o elevador ou o “mesmo”?); o fato de que coisas demais são ditas sobre um maquinismo (“verifique se está parado” é quase temer que fuja de repente); a linguagem burocrática, sem molejo, mas em situação privada, onde estávamos quase sempre sozinhos, ou seja: dirigida, como em alguns textos de Kafka, diretamente a você; a lembrança mórbida de acidentes horrorosos (de gente que caiu em poços de elevador, como Anecy Rocha) – tudo isso dava um tom zicado à espera. Reproduzida por força da lei estadual de 11 de março de 1997, presente portanto em todos os andares de inúmeros prédios do estado de São Paulo, a própria repetição infindável alavancava o mistério e “mesmidade” da frase, gerando aos poucos um longo histórico de debates e comentários na internet, e até uma comunidade virtual – “Eu tenho medo do Mesmo” (com maiúscula).

Pessoalmente, tenho mesmo muito medo dele. Não sei onde começa nem onde termina, e detesto, particularmente, sua potência de disfarce, infiltrando-se em tudo como um penetra de festas profissional, sem nunca dizer o nome. [...]. Confunde-se, nesse sentido, com o tema, provavelmente complementar, da espera – o tenente Giovanni Drogo, em O deserto dos tártaros, de Dino Buzzati [...]. Ou, ainda, Bill Murray, no Feitiço do tempo (Groundhog day, 1993), em que a personagem fica presa num dia infindável, repetido a cada manhã, e do qual não consegue escapar nem sequer através do suicídio (suicida-se, de fato, dezenas de vezes) – até apaixonar-se (e ser correspondido) por sua colega de trabalho (Andie MacDowell).

RAMOS, Nuno. Verifique se o mesmo. São Paulo: Todavia, 2019 (adaptado).
O desvio gramatical discutido por Nuno Ramos em seu texto se refere ao(à)
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Q1912447 Português
Lembro a pergunta que fez:
“Poderia levá-la imediatamente para mim?”
“Posso”, respondo, batendo recordes de concisão, encorajada pela concisão dele e pela ausência de um “por favor” que a forma interrogativa e o uso do futuro do pretérito não deveriam, a meu ver, desculpar totalmente.
“É muito frágil”, acrescenta, “tome cuidado, por favor”.
A conjugação do imperativo e o “por favor” também não me agradam, tanto mais que ele me acha incapaz de tais sutilezas sintáticas e só as emprega por gosto, sem a cortesia de imaginar que eu poderia me sentir insultada. É tocar o fundo do pântano social ouvir, pelo tom de sua voz, que um rico só se dirige a si mesmo e que, embora as palavras que pronuncia sejam tecnicamente dirigidas a você, ele nem sequer imagina que você seja capaz de compreendê-las.
BARBERY, Muriel. A elegância do ouriço. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 (fragmento).

A linguagem utilizada na interpelação à personagem provocou insatisfação por
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Q1912360 Português
Leia um trecho do livro de memórias Balão cativo, de Pedro Nava, para responder à questão. 

   Meu tio Modesto e seus amigos Briggs iam frequentemente ao cinema e sempre ao Velo. Eu, ainda adolescente, com eles. Íamos de segunda classe, quinhentos-réis por cabeça, porque só a gente besta do bairro ia de primeira e sentava-se espaçadamente em cadeiras tristonhas. Galegos apatacados*, proprietários, senhoras de chapéu de plumas, moças preciosas...
   Na segunda classe, os intervalos entre as partes do filme eram uma alegria de amendoins, pipocas, sorvete-iaiá e baleiro-balas. Todos se cumprimentavam, as senhoras davam adeusinho, os meninos falavam e corriam e subia aquele ruído de conversas misturado aos pios do flautim, aos gemidos do violino, às bolhas sonoras do saxofone regulados pela batida do pianista. Do lado de fora, a campainha batia sem parar chamando para entrar; só calando depois do início dos filmes cômicos e dos dramas.
   Sempre nos sentávamos com todo o cuidado: ponta esquerda o Briggs, depois sua mulher, depois minha tia e, na ponta direita, meu tio Modesto. Era a defesa contra os bolinas que infestavam os cinemas da cidade.
   Meu tio me instruía a ficar na fila de trás e vigiar os mal-criados que costumavam cutucar as senhoras ou soprar-lhes o pescoço. Os bolinas eram tratados pelas mais discretas a golpes de espetos de broche, alfinetes de cabeça e grampos de chapéu. Isto as discretas, porque as escandalosas davam o brado. Ao grito de bolina! bolina! respondia o lincha da plateia. As luzes se acendiam e o canalha era corrido a murros e pontapés, para enfim, moído e sangrando, cair nos braços da polícia na sala de espera. Essas execuções eram frequentes no Velo.
   Terminada a sessão, saíamos devagar para casa. Outro sorvete na beira da calçada. Os jardins despejavam lufadas cariocas de jasmim-do-cabo, magnólias e madressilvas. O céu baixinho, baixinho. A gente, se quisesse, podia segurar os galhos da treva, baixá-los e colher nas suas pontas as frutas de prata das estrelas.

(Pedro Nava. Balão cativo. Ateliê Editorial. São Paulo, 2000. Adaptado)

*apatacados: ricos
Assinale a alternativa que completa, preservando o sentido original do texto, o trecho a seguir.
Meu tio me instruía a ficar na fila de trás...
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Q1912359 Português
Leia um trecho do livro de memórias Balão cativo, de Pedro Nava, para responder à questão. 

   Meu tio Modesto e seus amigos Briggs iam frequentemente ao cinema e sempre ao Velo. Eu, ainda adolescente, com eles. Íamos de segunda classe, quinhentos-réis por cabeça, porque só a gente besta do bairro ia de primeira e sentava-se espaçadamente em cadeiras tristonhas. Galegos apatacados*, proprietários, senhoras de chapéu de plumas, moças preciosas...
   Na segunda classe, os intervalos entre as partes do filme eram uma alegria de amendoins, pipocas, sorvete-iaiá e baleiro-balas. Todos se cumprimentavam, as senhoras davam adeusinho, os meninos falavam e corriam e subia aquele ruído de conversas misturado aos pios do flautim, aos gemidos do violino, às bolhas sonoras do saxofone regulados pela batida do pianista. Do lado de fora, a campainha batia sem parar chamando para entrar; só calando depois do início dos filmes cômicos e dos dramas.
   Sempre nos sentávamos com todo o cuidado: ponta esquerda o Briggs, depois sua mulher, depois minha tia e, na ponta direita, meu tio Modesto. Era a defesa contra os bolinas que infestavam os cinemas da cidade.
   Meu tio me instruía a ficar na fila de trás e vigiar os mal-criados que costumavam cutucar as senhoras ou soprar-lhes o pescoço. Os bolinas eram tratados pelas mais discretas a golpes de espetos de broche, alfinetes de cabeça e grampos de chapéu. Isto as discretas, porque as escandalosas davam o brado. Ao grito de bolina! bolina! respondia o lincha da plateia. As luzes se acendiam e o canalha era corrido a murros e pontapés, para enfim, moído e sangrando, cair nos braços da polícia na sala de espera. Essas execuções eram frequentes no Velo.
   Terminada a sessão, saíamos devagar para casa. Outro sorvete na beira da calçada. Os jardins despejavam lufadas cariocas de jasmim-do-cabo, magnólias e madressilvas. O céu baixinho, baixinho. A gente, se quisesse, podia segurar os galhos da treva, baixá-los e colher nas suas pontas as frutas de prata das estrelas.

(Pedro Nava. Balão cativo. Ateliê Editorial. São Paulo, 2000. Adaptado)

*apatacados: ricos
Com relação à elaboração do texto, é correto afirmar que o autor
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Q1912357 Português
Leia um trecho do livro de memórias Balão cativo, de Pedro Nava, para responder à questão. 

   Meu tio Modesto e seus amigos Briggs iam frequentemente ao cinema e sempre ao Velo. Eu, ainda adolescente, com eles. Íamos de segunda classe, quinhentos-réis por cabeça, porque só a gente besta do bairro ia de primeira e sentava-se espaçadamente em cadeiras tristonhas. Galegos apatacados*, proprietários, senhoras de chapéu de plumas, moças preciosas...
   Na segunda classe, os intervalos entre as partes do filme eram uma alegria de amendoins, pipocas, sorvete-iaiá e baleiro-balas. Todos se cumprimentavam, as senhoras davam adeusinho, os meninos falavam e corriam e subia aquele ruído de conversas misturado aos pios do flautim, aos gemidos do violino, às bolhas sonoras do saxofone regulados pela batida do pianista. Do lado de fora, a campainha batia sem parar chamando para entrar; só calando depois do início dos filmes cômicos e dos dramas.
   Sempre nos sentávamos com todo o cuidado: ponta esquerda o Briggs, depois sua mulher, depois minha tia e, na ponta direita, meu tio Modesto. Era a defesa contra os bolinas que infestavam os cinemas da cidade.
   Meu tio me instruía a ficar na fila de trás e vigiar os mal-criados que costumavam cutucar as senhoras ou soprar-lhes o pescoço. Os bolinas eram tratados pelas mais discretas a golpes de espetos de broche, alfinetes de cabeça e grampos de chapéu. Isto as discretas, porque as escandalosas davam o brado. Ao grito de bolina! bolina! respondia o lincha da plateia. As luzes se acendiam e o canalha era corrido a murros e pontapés, para enfim, moído e sangrando, cair nos braços da polícia na sala de espera. Essas execuções eram frequentes no Velo.
   Terminada a sessão, saíamos devagar para casa. Outro sorvete na beira da calçada. Os jardins despejavam lufadas cariocas de jasmim-do-cabo, magnólias e madressilvas. O céu baixinho, baixinho. A gente, se quisesse, podia segurar os galhos da treva, baixá-los e colher nas suas pontas as frutas de prata das estrelas.

(Pedro Nava. Balão cativo. Ateliê Editorial. São Paulo, 2000. Adaptado)

*apatacados: ricos
De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar que o autor 
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Q1912271 Português
   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Em “Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado”(2º§), o conectivo destacado possui um valor semântico. Assinale a alternativa em que foi empregado com sentido diferente desse identificado no trecho. 
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Q1912269 Português
   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
O texto transmite ao leitor um ponto de vista em relação à morte que é apresentada como algo:
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Q1912033 Português

Leia o parágrafo a seguir.


“Disputas em torno da autenticidade das histórias, críticas à supressão de trechos e debates sobre como a realidade impacta as narrativas marcam a história do Livro das mil e uma noites, cujos manuscritos remontam ao século IX. Reflexo de estudo iniciado nos anos 1980, obra recém-lançada por Mariza Werneck, professora de antropologia e literatura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), aborda os meandros dessa trajetória, com ênfase nas traduções de autores europeus, a partir do século XVIII. Resultado de outro projeto iniciado há mais de 20 anos, em 2021 Mamede Mustafa Jarouche, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), concluiu o quinto volume da tradução das Noites direto do árabe para o português. O trabalho lança luzes sobre narrativas posteriores, que parecem ter sido escritas para rivalizar com o livro milenar, mas acabaram sendo incorporadas a ele. Em comum, os dois esforços evidenciam como, ao longo dos séculos, a história do livro se confunde com as próprias narrativas que reúne. [...]”

QUEIROZ, Christina. Controvérsias na história do Livro das mil e uma noites. Pesquisa FAPESP, 8 de março de 2022. Literatura. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/controversias-na-historia-do-livro-das-mil-e-uma-noites/. Acesso em: 09 mar. 2022.


A expressão “os dois esforços”, presente no último período desse parágrafo, retoma quais informações citadas no trecho?

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Q1912031 Português

Leia a tirinha abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


O alívio cômico dessa tirinha reside, principalmente, no fato de:

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Q1912030 Português

Leia o texto a seguir.


Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio

Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura

POR: Camila Cecílio 08 de Março | 2022


   Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.

   Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano.

   A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.

   Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.

 A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma padrão da língua portuguesa”, explica.

[...]

CECÍLIO, Camila. Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio. Nova Escola, 08 de março de 2022. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suas-tecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 09 mar. 2022.


A partir das informações sobre a atividade desenvolvida pelo professor Luiz Lopes, assinale a alternativa cuja habilidade da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresentada é a que mais se aproxima do objetivo principal do docente nessa tarefa.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2022 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q1911789 Português
Leia o texto para responder à questão.

  Um grupo de cientistas vai mapear amostras de fungos subterrâneos em 2022. A meta deles é registrar em quais regiões esses organismos estão ameaçados. Com os dados em mãos, a equipe quer encontrar melhores formas de proteger e conservar o meio ambiente.
  O foco do grupo científico está nas micorrizas, como são chamadas as associações entre fungos e raízes de plantas e árvores. Estudos demonstram que as associações são capazes de absorver grandes quantidades de dióxido de carbono da atmosfera. O processo diminui o impacto do aquecimento global.
   As combinações também são responsáveis por criar conexões entre as plantas, em uma rede que se assemelha à internet, com repasse de nutrientes, em vez de informações, entre as árvores.
   Em apenas 10 centímetros do solo, é possível encontrar mais de 450 quatrilhões de quilômetros dessas associações entre fungos e plantas, estimam os cientistas. Apesar da importância desses organismos, pouco se sabe sobre eles, e há poucas iniciativas que buscam preservar a biodiversidade abaixo do solo, onde eles estão, algo que a iniciativa do grupo de cientistas tenta mudar com o mapeamento.
   Com a coleta de amostras, os pesquisadores vão criar imagens que demonstrem a função dos fungos ao absorver dióxido de carbono. Esse processo pode estar ameaçado pela expansão agrícola, pelo uso de fertilizantes e de pesticidas no solo e pelo desmatamento e urbanização.

(Crisley Santana. A iniciativa científica para fazer um mapa global de fungos. www.nexojornal.com.br, 02.12.2021. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2022 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q1911780 Português
Leia a tira para responder à questão.


(Bill Waterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br,
18.06.2019. Adaptado)
Na tira, é relatada uma situação que nos permite concluir que
Alternativas
Q1911559 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O QUE É SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL?

O termo sustentabilidade está ligado diretamente à ideia de utilizar algo, sem que com isso seja esgotada sua capacidade de ser consumida por outras pessoas. A sustentabilidade ambiental também tem esse significado, porém de maneira mais complexa, por estar ligada ao meio ambiente e a todas as coisas o englobam.

O conceito de sustentabilidade ambiental define a maneira como nós, seres humanos, utilizamos os bens e recursos naturais, para suprir nossas necessidades, sem que com isso exista o esgotamento e haja suprimento para as próximas gerações. É simples: ser sustentável é utilizar e cuidar para que não falte ao próximo que vai utilizar, formando assim uma cadeia solidária que busca preservar da melhor maneira possível o meio ambiente.

 O termo está diretamente ligado ao desenvolvimento sustentável, que começou a ser mais abordado na década de 1980, quando se iniciaram as discussões sobre o crescimento e desenvolvimento sem a extinção dos recursos naturais.

É sabido que toda ação humana modifica o meio ambiente, sem exceção. Também entendemos que, sem o meio ambiente, o homem não pode viver. Essa interação sustentável é importante para que os dois componentes, homem e natureza, possam conviver em harmonia, sem prejuízos para nenhum dos dois.

A importância da sustentabilidade ambiental é medida pelo quão importante é o meio ambiente na vida do homem. Sem os recursos naturais, que incluem água, o oxigênio, minérios, solo, a energia e calor do sol, as florestas, os animais o homem não pode viver. E por isso podemos medir a essencialidade de manter esses recursos de maneira sustentável.

Muitas pessoas já perceberam a necessidade de aplicar o conceito de sustentabilidade em suas ações diárias, como, por exemplo, consumir produtos naturais, evitar o consumo excessivo de produtos químicos, reutilizar embalagens, separar o lixo e incentivar a reciclagem, utilizar transportes menos poluentes, ensinar as crianças e jovens com uma educação ambiental adequada, entre outras ações.

Essas ações trazem benefícios a médio e longo prazo e, talvez por isso, seja tão difícil que toda a sociedade participe. Porém, a conscientização vai além das práticas diárias. A sustentabilidade ambiental também deve estar inserida no ambiente corporativo, com ações que resultem num crescimento econômico sem prejuízos ao meio ambiente.

E por que não crescer e ser sustentável ao mesmo tempo? Abaixo vamos listar algumas ações de Sustentabilidade Ambiental para o ambiente corporativo que podem ajudar as empresas a melhorarem o seu desempenho e colaborarem com o meio ambiente.

- Criar e desenvolver novos métodos que garantam a sustentabilidade dentro do crescimento econômico, abrangendo assim o desenvolvimento sustentável, é um desafio que deve ser posto em prática no cotidiano empresarial. Para isso, devemos conhecer algumas mudanças que permitam um crescimento saudável nas cadeias da indústria e serviços.

- Seguir os princípios do desenvolvimento sustentável, como criar uma responsabilidade social quanto à utilização e gestão do meio ambiente, o comprometimento com práticas sustentáveis, entre outras ações, pode significar um crescimento econômico de empresas sem prejuízos para a natureza.
De acordo com o texto, é imprescindível um mundo sustentável.
A ideia de sustentabilidade ambiental está relacionada à maneira como os indivíduos: 
Alternativas
Q1911550 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 
O texto exibido é uma charge e, portanto, apresenta um tom crítico característico do próprio gênero e traz consigo traços de humor.
Nesse sentido, o aspecto do humor é construído:
Alternativas
Q1911364 Português
Leia o texto publicitário a seguir.
“Acho que a atração pela nossa marca... deve-se à transparência das coisas que fazemos. Os investidores podem tocar, ver e sentir o produto. Você não tem que ser um técnico para descobrir a vantagem que a lingerie oferece.”
Nesse caso, a maior vantagem do produto oferecido é 
Alternativas
Respostas
21401: D
21402: C
21403: B
21404: D
21405: D
21406: E
21407: E
21408: E
21409: A
21410: D
21411: A
21412: D
21413: E
21414: B
21415: D
21416: B
21417: A
21418: A
21419: B
21420: B