Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1878176 Português

Após realizar a leitura do texto 3, responda à questão.



TEXTO 3

POEMA TECENDO A MANHÃ



      JOÃO CABRAL DE MELO NETO | nasceu em Recife, Pernambuco, em 1920, e morreu no Rio de Janeiro, em 1999. Poeta, acadêmico, diplomata consagrado.



Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

Pode-se considerar que, em seu nível fundamental de significados, o poema articula duas tensões ou oposições básicas. Assinale a alternativa em que elas estão mencionadas.
Alternativas
Q1878175 Português

TEXTO 2

FRAGMENTO DE A INVENÇÃO DO NORDESTE E OUTRAS ARTES



      DURVAL MUNIZ DE ALBUQUERQUE JÚNIOR | nasceu em 22 de junho de 1961, em Campina Grande, Paraíba. Pós-doutor e professor nas Universidades Federais do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Campina Grande, Paraíba, e nas estaduais da Paraíba, de São Paulo e de Campinas. 



      “O ‘Nordeste’, na verdade, está em toda parte desta região do país e em lugar nenhum, porque ele é uma cristalização de estereótipos que são subjetivados como característicos do ser nordestino e do Nordeste. Estereótipos que são operativos, positivos, que instituem uma verdade que se impõe de tal forma, que oblitera a multiplicidade das imagens e das falas regionais, em nome de um feixe limitado de imagens e falas-clichês, que são repetidas ad nauseum, seja pelos meios de comunicação, pelas artes, seja pelos próprios habitantes de outras áreas do país e da própria região.” 



Sobre o fragmento dado é válido afirmar que o trecho “estereótipos que são subjetivados como característicos do ser nordestino e do Nordeste” é, semântica e diretamente, relacionado pelo autor com:

Alternativas
Q1877173 Português
Texto VI

O texto abaixo é da poeta Amélia Rodrigues, escritora baiana do século XIX. Considere-o para responder à questão.


Almas irmãs


Que são irmãs as nossas almas, dizes:
Têm o mesmo Ideal, sagrado, imenso,
E se equilibram pelo azul extenso
Do céu, ébrias de luz, ternas, felizes...


Tens razão! Nossas almas se parecem!
- Aves que só procuram nas alturas,
No cimo dos rochedos, águas puras
P’ra matar-lhes a sede e nunca descem


A beber sobre o lodo, elas sonhando,
Vão pelo espaço intérmino cantando,
Em busca sempre da Incriada Luz...


A diferença é só – que a tua goza
E a minha chora, pálida, saudosa...
Como um goivo pendido aos pés da cruz.


No verso “P’ra matar-lhes a sede e nunca descem”, o pronome átono destacado cumpre papel coesivo, no entanto, percebe-se que ele apresenta também um valor de:
Alternativas
Q1877172 Português
Texto VI

O texto abaixo é da poeta Amélia Rodrigues, escritora baiana do século XIX. Considere-o para responder à questão.


Almas irmãs


Que são irmãs as nossas almas, dizes:
Têm o mesmo Ideal, sagrado, imenso,
E se equilibram pelo azul extenso
Do céu, ébrias de luz, ternas, felizes...


Tens razão! Nossas almas se parecem!
- Aves que só procuram nas alturas,
No cimo dos rochedos, águas puras
P’ra matar-lhes a sede e nunca descem


A beber sobre o lodo, elas sonhando,
Vão pelo espaço intérmino cantando,
Em busca sempre da Incriada Luz...


A diferença é só – que a tua goza
E a minha chora, pálida, saudosa...
Como um goivo pendido aos pés da cruz.


Todos os elementos listados abaixo constituem ferramentas da linguagem presentes no poema em análise, exceto: 
Alternativas
Q1877171 Português
Texto VI

O texto abaixo é da poeta Amélia Rodrigues, escritora baiana do século XIX. Considere-o para responder à questão.


Almas irmãs


Que são irmãs as nossas almas, dizes:
Têm o mesmo Ideal, sagrado, imenso,
E se equilibram pelo azul extenso
Do céu, ébrias de luz, ternas, felizes...


Tens razão! Nossas almas se parecem!
- Aves que só procuram nas alturas,
No cimo dos rochedos, águas puras
P’ra matar-lhes a sede e nunca descem


A beber sobre o lodo, elas sonhando,
Vão pelo espaço intérmino cantando,
Em busca sempre da Incriada Luz...


A diferença é só – que a tua goza
E a minha chora, pálida, saudosa...
Como um goivo pendido aos pés da cruz.


Resgatar a literatura brasileira feita por mulheres é um dos desafios não só da crítica literária, mas também do ensino de literatura. Uma leitura atenta do poema de Amélia Rodrigues permite concluir que:
Alternativas
Q1877169 Português
Texto V


Considere os dois fragmentos abaixo, retirados do poema “Morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
[...] 


Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.


Se considerássemos os versos “Os tiros na madrugada/ liquidaram meu leiteiro”, fora do contexto em que se encontram, poderíamos afirmar que a escolha vocabular e sintática promoveu o seguinte efeito:
Alternativas
Q1877167 Português
Texto V


Considere os dois fragmentos abaixo, retirados do poema “Morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
[...] 


Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.


Ainda em relação ao verso “que ladrão se mata com tiro” e ao contexto em que está inserido, pode-se perceber um exemplo de:
Alternativas
Q1877165 Português
Texto V


Considere os dois fragmentos abaixo, retirados do poema “Morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
[...] 


Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.


Ao considerarmos os estudos dos gêneros literários, podemos notar que eles podem ser mesclados na construção de textos, por razões estilísticas, a fim de alcançar maior expressividade. A partir dessa afirmação e da leitura atenta do poema acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1877161 Português
Considere o fragmento abaixo, retirado da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos para responder à questão.


    “E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.” (2009, p.18)
Nos romances, a construção dos personagens é um importante elemento na composição do enredo. No fragmento acima, destacam-se traços:
Alternativas
Q1877160 Português
Texto IV


O texto abaixo é um fragmento do poema “Navio Negreiro”, da poeta contemporânea Maria Duda. Considere-o para responder à questão.


[...]
Agora, voltando à escravidão
Vocês só a aboliram porque não tiveram opção
Foi o homem branco tremendo
Senhor de engenho correndo
Capataz atrás morrendo Até o sol raiar
Foi quilombola crescendo
Palmares tava dizendo
Enquanto Xangô tava vendo
Até o sol raiar
E os meus atentos ancestrais já percebiam que
vocês estavam
Estremecendo por mais medo do que cabe
E que o negro é forte e resistiu até a morte
Não adianta mais mentir que a gente sabe
(DUDA, Maria. Navio Negreiro. Rio de Janeiro: Malê, 2019, p. 28-29)





Podemos observar, no poema, registros diferentes no emprego do mesmo tempo verbal.

“Palmares tava dizendo
Enquanto Xangô tava vendo
Até o sol raiar
E os meus atentos ancestrais já percebiam que vocês estavam”

Em uma leitura que considerasse um recorte da perspectiva crítica do sujeito lírico, na seleção vocabular, poderíamos afirmar que esse uso seria justificado:
Alternativas
Q1877158 Português
Texto IV


O texto abaixo é um fragmento do poema “Navio Negreiro”, da poeta contemporânea Maria Duda. Considere-o para responder à questão.


[...]
Agora, voltando à escravidão
Vocês só a aboliram porque não tiveram opção
Foi o homem branco tremendo
Senhor de engenho correndo
Capataz atrás morrendo Até o sol raiar
Foi quilombola crescendo
Palmares tava dizendo
Enquanto Xangô tava vendo
Até o sol raiar
E os meus atentos ancestrais já percebiam que
vocês estavam
Estremecendo por mais medo do que cabe
E que o negro é forte e resistiu até a morte
Não adianta mais mentir que a gente sabe
(DUDA, Maria. Navio Negreiro. Rio de Janeiro: Malê, 2019, p. 28-29)





Ao fazer a análise de um poema, podemos considerar os efeitos expressivos gerados por vários recursos linguísticos nele presentes. Em todas as alternativas abaixo, aponta-se um exemplo correto dessa expressividade construída, exceto em:
Alternativas
Q1877157 Português
Texto IV


O texto abaixo é um fragmento do poema “Navio Negreiro”, da poeta contemporânea Maria Duda. Considere-o para responder à questão.


[...]
Agora, voltando à escravidão
Vocês só a aboliram porque não tiveram opção
Foi o homem branco tremendo
Senhor de engenho correndo
Capataz atrás morrendo Até o sol raiar
Foi quilombola crescendo
Palmares tava dizendo
Enquanto Xangô tava vendo
Até o sol raiar
E os meus atentos ancestrais já percebiam que
vocês estavam
Estremecendo por mais medo do que cabe
E que o negro é forte e resistiu até a morte
Não adianta mais mentir que a gente sabe
(DUDA, Maria. Navio Negreiro. Rio de Janeiro: Malê, 2019, p. 28-29)





Ingedore Koch lembra-nos de que “a coerência não constitui uma propriedade ou qualidade do texto em si” uma vez que um texto só é coerente para alguém “em dada situação de comunicação específica” (2012, p.21). Nesse sentido, além dos elementos linguísticos, para que o texto acima ganhe coerência, é preciso considerar também:
Alternativas
Q1877155 Português
Embora o aluno aprenda que o modo imperativo é, essencialmente, a forma empregada para indicar “ordem”, “convite” ou “pedido”, como usuário da língua, é igualmente importante que ele perceba que há outras construções linguísticas que também cumprem esse papel. Dentre as frases listadas abaixo, assinale a única que não evidencia, exclusivamente, esse valor “imperativo”.
Alternativas
Q1877151 Português
Texto III

Considere o texto abaixo para responder à questão.


Academia Brasileira de Letras inclui novas palavras no vocabulário atualizado da língua portuguesa

Sororidade, home office, lockdown e feminicídio são apenas alguns dos mil novos termos incluídos no Volp



    Criptomoeda, feminicídio, homoparental, infodemia e sororidade. O que essas palavras têm em comum? Além de serem usadas pelos brasileiros, elas vão constar, pela primeira vez, no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras.[...]

    A Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL, presidida por Evanildo Bechara, vem reunindo novos vocábulos colhidos em textos literários, científicos e jornalísticos ou recebidos como sugestão por quem consulta o Volp.[...]

    Telemedicina, ciberataque, judicialização, Covid-19, pós-verdade, negacionismo, necropolítica, gentrificação e ciclofaixa também são verbetes acrescidos ao Volp. Ainda foram registrados novos estrangeirismos como botox, bullying, compliance, crossfit, home office, lockdown, podcast e emoji.

   De acordo com a ABL, muitos dos acréscimos feitos no Volp se referem a termos oriundos do desenvolvimento científico e tecnológico, do contexto da pandemia do novo coronavírus, do registro mais abrangente de nomes de povos indígenas, assim como de termos técnicos das diversas áreas do conhecimento e novos vocábulos de uso comum, sempre de acordo com os critérios de formação de palavras da línguapadrão.

    O Volp é um levantamento de palavras existentes na língua, com indicação da grafia correta. Com 382 mil entradas, o novo Volp tem mil palavras novas, além de correções e informações complementares nos verbetes, como acréscimos de ortoépia (pronúncia correta), variadas possibilidades de plural e, em alguns casos, significados diversos para palavras que têm a mesma grafia ou mesma pronúncia (homonímia) ou grafia e pronúncia parecidas (paronímia), visando desfazer dúvidas e ambiguidades.


(Disponível: https://www.gaz.com.br/academia-brasileirade-letras-inclui-novas-palavras-no-vocabulario-atualizadoda-lingua-portuguesa/. Acesso em: 30/07/2021)
Considere esta outra habilidade indicada na BNCC quanto ao Ensino de Língua Portuguesa:

    “(EM13LP06) Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua.” (2017, p. 498)

Uma análise atenta do título da matéria jornalística permitiria mostrar aos alunos o seguinte efeito de sentido:
Alternativas
Q1877150 Português
Texto III

Considere o texto abaixo para responder à questão.


Academia Brasileira de Letras inclui novas palavras no vocabulário atualizado da língua portuguesa

Sororidade, home office, lockdown e feminicídio são apenas alguns dos mil novos termos incluídos no Volp



    Criptomoeda, feminicídio, homoparental, infodemia e sororidade. O que essas palavras têm em comum? Além de serem usadas pelos brasileiros, elas vão constar, pela primeira vez, no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras.[...]

    A Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL, presidida por Evanildo Bechara, vem reunindo novos vocábulos colhidos em textos literários, científicos e jornalísticos ou recebidos como sugestão por quem consulta o Volp.[...]

    Telemedicina, ciberataque, judicialização, Covid-19, pós-verdade, negacionismo, necropolítica, gentrificação e ciclofaixa também são verbetes acrescidos ao Volp. Ainda foram registrados novos estrangeirismos como botox, bullying, compliance, crossfit, home office, lockdown, podcast e emoji.

   De acordo com a ABL, muitos dos acréscimos feitos no Volp se referem a termos oriundos do desenvolvimento científico e tecnológico, do contexto da pandemia do novo coronavírus, do registro mais abrangente de nomes de povos indígenas, assim como de termos técnicos das diversas áreas do conhecimento e novos vocábulos de uso comum, sempre de acordo com os critérios de formação de palavras da línguapadrão.

    O Volp é um levantamento de palavras existentes na língua, com indicação da grafia correta. Com 382 mil entradas, o novo Volp tem mil palavras novas, além de correções e informações complementares nos verbetes, como acréscimos de ortoépia (pronúncia correta), variadas possibilidades de plural e, em alguns casos, significados diversos para palavras que têm a mesma grafia ou mesma pronúncia (homonímia) ou grafia e pronúncia parecidas (paronímia), visando desfazer dúvidas e ambiguidades.


(Disponível: https://www.gaz.com.br/academia-brasileirade-letras-inclui-novas-palavras-no-vocabulario-atualizadoda-lingua-portuguesa/. Acesso em: 30/07/2021)
De acordo com a BNCC, uma das habilidades que os alunos devem desenvolver no estudo da Língua Portuguesa é a capacidade de “Analisar o fenômeno da variação linguística” (2017, p. 500). Nesse sentido, a matéria acima nos permite concluir que: 
Alternativas
Q1877149 Português

Texto II Considere o parágrafo abaixo transcrito do romance A Amiga Genial (2015, p.29), de Elena Ferrante, e responda à questão. 



      Estávamos no segundo ano do fundamental, acho, e ainda nem nos falávamos quando correu a notícia que, bem em frente à igreja da Sagrada Família, na saída da missa, seu Peluso tinha começado a gritar de raiva contra dom Achille, e dom Achille deixou o filho maior, Stefano, Pinuccia, Alfonso, que era de nossa idade, a esposa e, mostrando-se por um instante em sua forma mais assustadora, lançou-se contra Peluso, o ergueu e o atirou contra uma árvore do jardim, abandonando-o ali, desacordado, com o sangue a lhe escorrer de mil feridas na cabeça e em todo o corpo, sem que o coitado ao menos pudesse dizer: me ajudem. 

No fragmento “e dom Achille deixou o filho maior, Stefano, Pinuccia, Alfonso, que era de nossa idade, a esposa”, destaca-se uma construção relativa que possui valor:
Alternativas
Q1877147 Português

Texto II Considere o parágrafo abaixo transcrito do romance A Amiga Genial (2015, p.29), de Elena Ferrante, e responda à questão. 



      Estávamos no segundo ano do fundamental, acho, e ainda nem nos falávamos quando correu a notícia que, bem em frente à igreja da Sagrada Família, na saída da missa, seu Peluso tinha começado a gritar de raiva contra dom Achille, e dom Achille deixou o filho maior, Stefano, Pinuccia, Alfonso, que era de nossa idade, a esposa e, mostrando-se por um instante em sua forma mais assustadora, lançou-se contra Peluso, o ergueu e o atirou contra uma árvore do jardim, abandonando-o ali, desacordado, com o sangue a lhe escorrer de mil feridas na cabeça e em todo o corpo, sem que o coitado ao menos pudesse dizer: me ajudem. 

A indicação do espaço em que se passa a cena é um componente significativo para a construção de sentido no trecho uma vez que, ao relacionar-se com as ações apresentadas, tal indicação assume um efeito: 
Alternativas
Q1877143 Português
Texto I


O trecho abaixo é o início do romance Capitu, Memórias Póstumas, de Domício Proença Filho. Considere-o para responder à questão.


    Só agora, decorrido tanto tempo humano, posso, finalmente, contestar as acusações contra mim feitas pelo meu ex-marido, Dr. Bento Santiago. E fazê-lo, porque, nestas paragens que ora habito, aprendi, com meu irmão Brás Cubas, as artes da narrativa alémtumular. Ficamos amigos, ele, eu e o senhor Quincas Borba, o filósofo, um homem extraordinário, não tão louco como alguns pensam e escreveram. Afinal, somos criaturas da mesma pessoa, diante de quem, confesso, fico dividida, talvez por força da ambiguidade do seu texto: ao mesmo tempo que o admiro, há um lado meu que o rejeita. Ele é o grande responsável por tudo o que me aconteceu. Devo-lhe minhas tristezas, minhas alegrias; devo-lhe a fama que, modéstia à parte, acabei granjeando. Mas a ele coube também a construção da imagem negativa que me foi atribuída. A ele e, a bem da verdade, a uns tantos críticos de nomeada que se debruçaram sobre minha história; alguns dentre eles me tiveram por frívola, outros felizmente, nunca aceitaram a palavra do filho de D. Glória. Sou-lhes grata, ao fim e ao cabo, do fundo do meu coração.

    Neste lugar de além-túmulo todos temos de assumir uma missão. A mim me foi dado trabalhar na direção da afirmação do discurso da mulher. Confesso-lhes que fiquei surpresa, quando fui notificada da incumbência. Por que eu? Disseram-me que era por força dos altos desígnios e da minha personalidade forte. Aceitei. Curiosamente, tive como companheira e leitora de fé, a Aurélia, Aurélia Camargo, que eu não conhecia e por quem logo me afeiçoei, uma mulher de rara distinção e encanto! Ela também teve problemas, antes e depois do casamento. Com um certo Seixas. Sua história, como a minha, também foi contada, ainda que apenas em parte, segundo seu próprio testemunho. Por um senhor chamado José de Alencar. Só que carregada de concessões, ela até que tentou afirmar-se, mas os tempos eram outros. “-Tive que ceder, minha amiga; Deus sabe o quanto me custou”. Estimulada por ela, eu, Capitu, decidi escrever sobre o outro lado da minha história. Sob o manto diáfano da fantasia, afinal a melhor forma de chegar à verdade profunda da humana condição. [...]
A última frase do texto aproxima-se do caráter metalinguístico encontrado no romance D. Casmurro. Quanto à frase em análise, é correto afirmar que ela indica:
Alternativas
Q1877141 Português
Texto I


O trecho abaixo é o início do romance Capitu, Memórias Póstumas, de Domício Proença Filho. Considere-o para responder à questão.


    Só agora, decorrido tanto tempo humano, posso, finalmente, contestar as acusações contra mim feitas pelo meu ex-marido, Dr. Bento Santiago. E fazê-lo, porque, nestas paragens que ora habito, aprendi, com meu irmão Brás Cubas, as artes da narrativa alémtumular. Ficamos amigos, ele, eu e o senhor Quincas Borba, o filósofo, um homem extraordinário, não tão louco como alguns pensam e escreveram. Afinal, somos criaturas da mesma pessoa, diante de quem, confesso, fico dividida, talvez por força da ambiguidade do seu texto: ao mesmo tempo que o admiro, há um lado meu que o rejeita. Ele é o grande responsável por tudo o que me aconteceu. Devo-lhe minhas tristezas, minhas alegrias; devo-lhe a fama que, modéstia à parte, acabei granjeando. Mas a ele coube também a construção da imagem negativa que me foi atribuída. A ele e, a bem da verdade, a uns tantos críticos de nomeada que se debruçaram sobre minha história; alguns dentre eles me tiveram por frívola, outros felizmente, nunca aceitaram a palavra do filho de D. Glória. Sou-lhes grata, ao fim e ao cabo, do fundo do meu coração.

    Neste lugar de além-túmulo todos temos de assumir uma missão. A mim me foi dado trabalhar na direção da afirmação do discurso da mulher. Confesso-lhes que fiquei surpresa, quando fui notificada da incumbência. Por que eu? Disseram-me que era por força dos altos desígnios e da minha personalidade forte. Aceitei. Curiosamente, tive como companheira e leitora de fé, a Aurélia, Aurélia Camargo, que eu não conhecia e por quem logo me afeiçoei, uma mulher de rara distinção e encanto! Ela também teve problemas, antes e depois do casamento. Com um certo Seixas. Sua história, como a minha, também foi contada, ainda que apenas em parte, segundo seu próprio testemunho. Por um senhor chamado José de Alencar. Só que carregada de concessões, ela até que tentou afirmar-se, mas os tempos eram outros. “-Tive que ceder, minha amiga; Deus sabe o quanto me custou”. Estimulada por ela, eu, Capitu, decidi escrever sobre o outro lado da minha história. Sob o manto diáfano da fantasia, afinal a melhor forma de chegar à verdade profunda da humana condição. [...]
Ingedore Koch explica que, em um texto, o autor pode fazer referência “por meio de expressões definidas” implicando “sempre uma escolha dentre as propriedades ou qualidades que caracterizem o referente” (2012, p.54-55). Um exemplo dessa escolha, feita pela narradora, a fim de contestar uma visão vulgarizada dos referentes pode ser encontrada quando faz menção a:
Alternativas
Q1877140 Português
Texto I


O trecho abaixo é o início do romance Capitu, Memórias Póstumas, de Domício Proença Filho. Considere-o para responder à questão.


    Só agora, decorrido tanto tempo humano, posso, finalmente, contestar as acusações contra mim feitas pelo meu ex-marido, Dr. Bento Santiago. E fazê-lo, porque, nestas paragens que ora habito, aprendi, com meu irmão Brás Cubas, as artes da narrativa alémtumular. Ficamos amigos, ele, eu e o senhor Quincas Borba, o filósofo, um homem extraordinário, não tão louco como alguns pensam e escreveram. Afinal, somos criaturas da mesma pessoa, diante de quem, confesso, fico dividida, talvez por força da ambiguidade do seu texto: ao mesmo tempo que o admiro, há um lado meu que o rejeita. Ele é o grande responsável por tudo o que me aconteceu. Devo-lhe minhas tristezas, minhas alegrias; devo-lhe a fama que, modéstia à parte, acabei granjeando. Mas a ele coube também a construção da imagem negativa que me foi atribuída. A ele e, a bem da verdade, a uns tantos críticos de nomeada que se debruçaram sobre minha história; alguns dentre eles me tiveram por frívola, outros felizmente, nunca aceitaram a palavra do filho de D. Glória. Sou-lhes grata, ao fim e ao cabo, do fundo do meu coração.

    Neste lugar de além-túmulo todos temos de assumir uma missão. A mim me foi dado trabalhar na direção da afirmação do discurso da mulher. Confesso-lhes que fiquei surpresa, quando fui notificada da incumbência. Por que eu? Disseram-me que era por força dos altos desígnios e da minha personalidade forte. Aceitei. Curiosamente, tive como companheira e leitora de fé, a Aurélia, Aurélia Camargo, que eu não conhecia e por quem logo me afeiçoei, uma mulher de rara distinção e encanto! Ela também teve problemas, antes e depois do casamento. Com um certo Seixas. Sua história, como a minha, também foi contada, ainda que apenas em parte, segundo seu próprio testemunho. Por um senhor chamado José de Alencar. Só que carregada de concessões, ela até que tentou afirmar-se, mas os tempos eram outros. “-Tive que ceder, minha amiga; Deus sabe o quanto me custou”. Estimulada por ela, eu, Capitu, decidi escrever sobre o outro lado da minha história. Sob o manto diáfano da fantasia, afinal a melhor forma de chegar à verdade profunda da humana condição. [...]
Considere o modo pelo qual o autor estabelece a coesão entre as frases na seguinte passagem: “Ela também teve problemas, antes e depois do casamento. Com um certo Seixas. Sua história, como a minha, também foi contada, ainda que apenas em parte, segundo seu próprio testemunho. Por um senhor chamado José de Alencar.” (2º§). Podemos notar que a escolha por essa estrutura:
Alternativas
Respostas
18261: B
18262: C
18263: D
18264: D
18265: C
18266: C
18267: D
18268: B
18269: D
18270: A
18271: B
18272: D
18273: C
18274: C
18275: A
18276: B
18277: C
18278: B
18279: B
18280: C