Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2086123 Português

INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente para respondê-las.


TEXTO 1

China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas


    O vôlei feminino do Brasil pode decidir o vencedor do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A China chega ao último dia de competição com 38 medalhas de ouro, apenas duas a mais que os Estados Unidos. Por isso, uma vitória brasileira sobre as norte-americanas na decisão do vôlei pode fazer a diferença na contagem final. 
     [...]
    A China tenta ser primeira colocada em uma edição das Olimpíadas pela segunda vez na história. Os asiáticos só ficaram no topo do quadro de medalhas quando organizaram os Jogos, em Pequim-2008. O Brasil ocupa a 12ª colocação, com sete medalhas de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Como disputa ainda duas finais (o vôlei e Bia Ferreira, no boxe), o país já garantiu um número recorde de 21 medalhas.

NÓBREGA, Gaspar. China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas. Disponível em: https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/07/china-torcepor-brasil-no-volei-para-terminar-em-1-no-quadro-de-medalhas.htm Acesso em: 07 ago. 2021.
Considerando-se a composição do texto, é CORRETO afirmar que
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Q2065799 Português
Cientistas americanos criam robô que se refresca sozinho…
suando

Máquinas superaquecem quando são muito exigidas – o que, a longo prazo, pode comprometer seu funcionamento. Com robôs, não é diferente.
Foi pensando nisso que cientistas da Universidade Cornell criaram um “músculo” robótico capaz de suar, diminuindo sua própria temperatura. A garra-robô, usada para manipular objetos, foi feita de hidrogel e impressa em 3D no formato de dedos.
O próprio material serve como sensor térmico: dentro dos dedos há um pequeno reservatório que armazena água, e, na _____________, vários microporos por onde o suor robótico escapa.
No frio, os poros ficam fechados. Temperaturas acima de 30°C fazem o hidrogel dilatar, expandindo os buraquinhos. Em um teste, o robô suado conseguiu refrescar 21°C em 30 segundos – taxa de resfriamento três vezes mais rápida do que a da pele humana.

(Site: Super Abril - adaptado.) 
Em conformidade com o texto, analisar os itens abaixo:

I. Ao serem muito exigidas, as máquinas superaquecem, mas isso não altera seu funcionamento. II. A taxa de resfriamento da pele humana é duas vezes maior que a do robô.
Alternativas
Q2065564 Português
Texto I

    Uma brasileira analfabeta tem, em média, cinco ou seis filhos. À medida que cresce a escolaridade da mãe, esse número vai diminuindo. Se a mulher tem nível secundário, a média desce para 2,5 filhos; com nível universitário, dois filhos. As razões são várias. Uma delas é óbvia: falta de conhecimentos elementares sobre como prevenir a gravidez.

     A tragédia estatística prossegue depois do parto. Bebês de mães analfabetas correm várias vezes mais risco de morrer antes de completar doze meses. É uma inversão. Quem menos dispõe de condições para criar filhos produz a família mais numerosa.
   
    O grande salto civilizatório que deveríamos dar ainda não foi dado: uma escola pública de qualidade, que equalize direitos e oportunidades. Dessa maneira, produz-se não um muro de lamentações do que foram esses mais de 500 anos da descoberta do Brasil, mas um farol do que poderemos ser se trocarmos a ignorância pela fertilidade do saber.

(CIPRO NETO, Pasquale e DIMENSTEIN, Gilberto. In: O Brasil na ponta da língua. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado)

Texto II

  Este domingo (8/9/2019) marca a passagem do Dia Internacional da Alfabetização, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no século passado (em 1966), para incentivar o pleno letramento da população internacional. Apesar da melhoria do acesso às escolas, nos últimos 53 anos, em diversos países, ainda existem em todo planeta 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever.

    Nesse contingente populacional, duas de cada três pessoas que não sabem ler são mulheres.

   De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Se todos residissem na mesma cidade, este lugar só seria menos populoso que São Paulo – a capital paulista tem população estimada de 12,2 milhões.“Existe uma desigualdade social que se espelha na própria desigualdade educacional. As oportunidades não são iguais para todos.

   Existe uma desvalorização da educação para pessoas de baixa renda”, lamenta Roberto Catelli Jr., coordenador Adjunto da ONG Ação Educativa, ao pensar sobre as dificuldades atuais do país acabar com o analfabetismo.

                                                 (https://www.portaldoholanda.com.br. Acesso em 18.01.2020. Adaptado)
De acordo com os dois textos,
Alternativas
Q2065558 Português
Canção de torna-viagem

Uma carta encontrarei
Debaixo da minha porta.
Ordem da Filha do Rei?
Feitiço da Moira Torta*?
A carta não abrirei.
Talvez me seja fatal.
Mas sobre o leito há uma rosa,
Há uma rosa e um punhal.
Que fiz de bem e de mal
Pelos caminhos que andei?
Qual dos dois, rosa e punhal,
É o da Princesa e o do Rei?
Ai, tudo a carta diria,
A carta de sob a porta...
Se não houvera sumido
Por artes da Moira Torta*!

(Mario Quintana, Poesia fora da estante - volume 2, (Vera Aguiar Coord.)
Porto Alegre: Editora Projeto, 2002)

* Moira Torta ou Moura Torta: entidade lendária com poderes de
feitiços e de encantamentos malignos.

O verso que expressa elementos dos contos infantis trazidos pelo poema é
Alternativas
Q2065557 Português
A educação infantil dá retorno

       Pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos, na Escandinávia e na Itália mostram que a criança que passa por um bom programa de Educação Infantil chega ao primeiro ciclo lendo, escrevendo e trabalhando com quantidades muito bem. Além disso, molda uma boa auto-estima. Quem recebe uma formação adequada antes dos 6 anos dificilmente fracassa no Ensino Fundamental. Se os governos só estão pensando em cifrões, fiquem sabendo que vão lucrar, porque investir em Educação Infantil significa diminuir a repetência e a evasão.

       O Brasil só tem a ganhar, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento da cidadania. Essas crianças serão pessoas melhores, mais equilibradas, mais sofisticadas. Desperdiçar esses seis primeiros anos é uma negligência criminosa. Esse é um capital inestimável para nosso país. Estamos passando por uma crise ética grave. Onde isso vai terminar se não na redefinição de como educar as crianças? Educá-las não para que sejam apenas grandes inteligências, mas para construírem um quadro de valores éticos, políticos e estéticos. A definição de valores cidadãos não deve esperar até que a criança tenha 7 anos. Deve ser iniciada desde que ela é um bebê.

(https://novaescola.org.br/conteudo/967/a-educacao-infantil-da-retorno. Acesso em 09.01.2020)
No trecho ─ O Brasil só tem a ganhar, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento da cidadania. ─ o advérbio em destaque indica que
Alternativas
Q2065556 Português
A educação infantil dá retorno

       Pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos, na Escandinávia e na Itália mostram que a criança que passa por um bom programa de Educação Infantil chega ao primeiro ciclo lendo, escrevendo e trabalhando com quantidades muito bem. Além disso, molda uma boa auto-estima. Quem recebe uma formação adequada antes dos 6 anos dificilmente fracassa no Ensino Fundamental. Se os governos só estão pensando em cifrões, fiquem sabendo que vão lucrar, porque investir em Educação Infantil significa diminuir a repetência e a evasão.

       O Brasil só tem a ganhar, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento da cidadania. Essas crianças serão pessoas melhores, mais equilibradas, mais sofisticadas. Desperdiçar esses seis primeiros anos é uma negligência criminosa. Esse é um capital inestimável para nosso país. Estamos passando por uma crise ética grave. Onde isso vai terminar se não na redefinição de como educar as crianças? Educá-las não para que sejam apenas grandes inteligências, mas para construírem um quadro de valores éticos, políticos e estéticos. A definição de valores cidadãos não deve esperar até que a criança tenha 7 anos. Deve ser iniciada desde que ela é um bebê.

(https://novaescola.org.br/conteudo/967/a-educacao-infantil-da-retorno. Acesso em 09.01.2020)
O pronome Esse, destacado no segundo parágrafo, refere-se
Alternativas
Q2065555 Português
A educação infantil dá retorno

       Pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos, na Escandinávia e na Itália mostram que a criança que passa por um bom programa de Educação Infantil chega ao primeiro ciclo lendo, escrevendo e trabalhando com quantidades muito bem. Além disso, molda uma boa auto-estima. Quem recebe uma formação adequada antes dos 6 anos dificilmente fracassa no Ensino Fundamental. Se os governos só estão pensando em cifrões, fiquem sabendo que vão lucrar, porque investir em Educação Infantil significa diminuir a repetência e a evasão.

       O Brasil só tem a ganhar, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento da cidadania. Essas crianças serão pessoas melhores, mais equilibradas, mais sofisticadas. Desperdiçar esses seis primeiros anos é uma negligência criminosa. Esse é um capital inestimável para nosso país. Estamos passando por uma crise ética grave. Onde isso vai terminar se não na redefinição de como educar as crianças? Educá-las não para que sejam apenas grandes inteligências, mas para construírem um quadro de valores éticos, políticos e estéticos. A definição de valores cidadãos não deve esperar até que a criança tenha 7 anos. Deve ser iniciada desde que ela é um bebê.

(https://novaescola.org.br/conteudo/967/a-educacao-infantil-da-retorno. Acesso em 09.01.2020)
O trecho do 2° parágrafo ─ Onde isso vai terminar se não na redefinição de como educar as crianças? ─ é um questionamento que expressa
Alternativas
Q2065554 Português
A educação infantil dá retorno

       Pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos, na Escandinávia e na Itália mostram que a criança que passa por um bom programa de Educação Infantil chega ao primeiro ciclo lendo, escrevendo e trabalhando com quantidades muito bem. Além disso, molda uma boa auto-estima. Quem recebe uma formação adequada antes dos 6 anos dificilmente fracassa no Ensino Fundamental. Se os governos só estão pensando em cifrões, fiquem sabendo que vão lucrar, porque investir em Educação Infantil significa diminuir a repetência e a evasão.

       O Brasil só tem a ganhar, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento da cidadania. Essas crianças serão pessoas melhores, mais equilibradas, mais sofisticadas. Desperdiçar esses seis primeiros anos é uma negligência criminosa. Esse é um capital inestimável para nosso país. Estamos passando por uma crise ética grave. Onde isso vai terminar se não na redefinição de como educar as crianças? Educá-las não para que sejam apenas grandes inteligências, mas para construírem um quadro de valores éticos, políticos e estéticos. A definição de valores cidadãos não deve esperar até que a criança tenha 7 anos. Deve ser iniciada desde que ela é um bebê.

(https://novaescola.org.br/conteudo/967/a-educacao-infantil-da-retorno. Acesso em 09.01.2020)
A ideia expressada pelo título do texto está também contida na passagem:
Alternativas
Q2065553 Português
A educação infantil dá retorno

       Pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos, na Escandinávia e na Itália mostram que a criança que passa por um bom programa de Educação Infantil chega ao primeiro ciclo lendo, escrevendo e trabalhando com quantidades muito bem. Além disso, molda uma boa auto-estima. Quem recebe uma formação adequada antes dos 6 anos dificilmente fracassa no Ensino Fundamental. Se os governos só estão pensando em cifrões, fiquem sabendo que vão lucrar, porque investir em Educação Infantil significa diminuir a repetência e a evasão.

       O Brasil só tem a ganhar, sobretudo do ponto de vista do desenvolvimento da cidadania. Essas crianças serão pessoas melhores, mais equilibradas, mais sofisticadas. Desperdiçar esses seis primeiros anos é uma negligência criminosa. Esse é um capital inestimável para nosso país. Estamos passando por uma crise ética grave. Onde isso vai terminar se não na redefinição de como educar as crianças? Educá-las não para que sejam apenas grandes inteligências, mas para construírem um quadro de valores éticos, políticos e estéticos. A definição de valores cidadãos não deve esperar até que a criança tenha 7 anos. Deve ser iniciada desde que ela é um bebê.

(https://novaescola.org.br/conteudo/967/a-educacao-infantil-da-retorno. Acesso em 09.01.2020)
Quanto à repetência e à evasão escolar, o texto afirma que
Alternativas
Q2038155 Português
Um SPA para o cérebro

               Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
             A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café, ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
            No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre “produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena. Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são “leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade de fugir.
            Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos agregam.
                Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las, consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
               É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a de ensinar.
                 A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido falar a respeito...
           Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.

Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
Sobre as consequências do excesso de uso das tecnologias digitais, análise os itens que se seguem.
I. Assimilação consistente dos conteúdos. II. Conexão necessária com a natureza. III. Debilidade física, mental e emocional. IV. Ensino e aprendizagem dialogados.
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns):
Alternativas
Q2038154 Português
Um SPA para o cérebro

               Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.
             A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café, ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as notícias suspeitas enviadas no grupo da família.
            No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre “produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena. Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são “leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade de fugir.
            Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos agregam.
                Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las, consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.
               É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a de ensinar.
                 A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido falar a respeito...
           Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.

Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.
Sobre as ideias defendidas no texto, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q2015512 Português
Expedição internacional fará diagnóstico do Rio Uruguai

Pesquisadores argentinos e uruguaios iniciaram nesta segunda-feira uma visita à região Oeste de Santa Catarina, que faz parte do projeto “Expedición El Rio Uruguay”. A expedição vai coletar informações sobre o rio e a população de seu entorno, com o objetivo de elaborar uma lei integrada do Brasil, Argentina e Uruguai, para proteção da bacia hidrográfica. Também fará parte das comemorações dos 500 anos da chegada dos espanhóis no Rio da Prata, em 2020. A expedição vai percorrer 1770 quilômetros em dois anos.

O projeto foi apresentado na manhã desta segunda-feira na Prefeitura de Chapecó. A iniciativa é do Fórum Permanente de Conservação e Uso Racional do Rio Uruguai e Aquífero Guarani, que tem apoio da União de Parlamentares do Mercosul. Representantes das universidades da região também vão participar da pesquisa. A Polícia Militar Ambiental vai apoiar na navegação pelo rio, prevista para o próximo sábado, quando o grupo vai se deslocar de Chapecó para Águas de Chapecó.

– Vamos mostrar as coisas bonitas do rio e a necessidade de preservá-lo. Ele é um corpo vivo que tem muitos braços e uma bacia muito importante, que cruza três países. Nossa intenção é integrar forças para preservá-lo, pois o que vemos é cada vez mais um rio deteriorado, não temos mais corredeiras, é um rio muito mais lento pelas barragens, o que contribui para a poluição pelas indústrias, agricultura e cidades, atrapalhando a auto-depuração – explicou José Antônio Persigo, secretário-geral do fórum.
DEBONA, Darci. Disponível em: . Acesso em: 11 mar de 2020. Publicado em: 06/08/2018. [Adaptado].
Assinale a pergunta que pode ser respondida com base no texto 1.
Alternativas
Q2015511 Português
Expedição internacional fará diagnóstico do Rio Uruguai

Pesquisadores argentinos e uruguaios iniciaram nesta segunda-feira uma visita à região Oeste de Santa Catarina, que faz parte do projeto “Expedición El Rio Uruguay”. A expedição vai coletar informações sobre o rio e a população de seu entorno, com o objetivo de elaborar uma lei integrada do Brasil, Argentina e Uruguai, para proteção da bacia hidrográfica. Também fará parte das comemorações dos 500 anos da chegada dos espanhóis no Rio da Prata, em 2020. A expedição vai percorrer 1770 quilômetros em dois anos.

O projeto foi apresentado na manhã desta segunda-feira na Prefeitura de Chapecó. A iniciativa é do Fórum Permanente de Conservação e Uso Racional do Rio Uruguai e Aquífero Guarani, que tem apoio da União de Parlamentares do Mercosul. Representantes das universidades da região também vão participar da pesquisa. A Polícia Militar Ambiental vai apoiar na navegação pelo rio, prevista para o próximo sábado, quando o grupo vai se deslocar de Chapecó para Águas de Chapecó.

– Vamos mostrar as coisas bonitas do rio e a necessidade de preservá-lo. Ele é um corpo vivo que tem muitos braços e uma bacia muito importante, que cruza três países. Nossa intenção é integrar forças para preservá-lo, pois o que vemos é cada vez mais um rio deteriorado, não temos mais corredeiras, é um rio muito mais lento pelas barragens, o que contribui para a poluição pelas indústrias, agricultura e cidades, atrapalhando a auto-depuração – explicou José Antônio Persigo, secretário-geral do fórum.
DEBONA, Darci. Disponível em: . Acesso em: 11 mar de 2020. Publicado em: 06/08/2018. [Adaptado].
Em relação ao texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2015159 Português
Leia o texto para responder a questão.

Produto vencido e oferta 'fantasma' são principais queixas em mercados

    Nos supermercados brasileiros, os consumidores se deparam com uma série de problemas de informação, desde rótulos trocados até promoções que não são cumpridas pelas empresas.
    No primeiro semestre de 2015, as reclamações por falsas promoções subiram 34% em relação ao ano passado. Só no Reclame Aqui, foram 8.550 queixas de consumidores envolvendo promoções.
    Há duas causas possíveis para esse aumento: um perfil mais atento do brasileiro com suas contas desde que a inflação alta veio a corroer a renda e a intensificação do uso de promoções por parte do varejo, para estimular o consumo desaquecido.
[..]
    Andrea Arantes, assessora-executiva do Procon-SP, cita como casos comuns as embalagens de "leve 3 e pague 2" com valores enganosos ou anúncios de desconto em produtos cujos estoques são insuficientes. "Às vezes, elevam o preço por período curto para depois anunciar que estão dando desconto, como na Black Friday [promoção que virou tradição em novembro]. É a famosa „metade do dobro'. Isso tudo pode ser denunciado."
    Em supermercados visitados, foram encontradas etiquetas erradas ou com preços desatualizados nas gôndolas, além de produtos vencidos.
A respeito dos produtos vencidos e oferta fantasma, depreende-se do texto que: 
Alternativas
Q2015155 Português
Na expressão “lavar a mão”, caso o artigo “a”, seja craseado, teremos, na oração, valor semântico de: 
Alternativas
Q2015152 Português
Leia o texto para responder a questão.

Um poema como um gole d'água bebido no escuro. Como um pobre animal palpitando ferido. Como pequenina moeda de prata perdida para semprena
[floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema. Triste. Solitário Único. Ferido de mortal beleza.

Mário Quintana  
Em relação ao trecho “Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição/ [de poema./Triste. /Solitário. /Único. Ferido de mortal beleza”, julgue os itens a seguir e marque a opção correta.
Alternativas
Q2014273 Português
TEXTO 01

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

AJUDANDO A CHORAR

A menina chegou em casa atrasada para o jantar.

Sua mãe tentava acalmar o nervoso pai enquanto pedia explicações sobre o que havia acontecido.

A menina respondeu que tinha parado para ajudar Janie, sua amiga, pois ela tinha levado um tombo e sua bicicleta tinha se quebrado.

- E desde quando você sabe consertar bicicletas? - perguntou a mãe.

- Eu não sei consertar bicicletas! - disse a menina, eu só parei para ajudá-la a chorar.

Não muitos de nós sabemos consertar bicicletas. E quando nossos amigos caíram e quebraram, não as suas bicicletas, mas suas vidas, poucas vezes tivemos capacidade para consertá-las. Não podemos simplesmente consertar a vida de outra pessoa, embora isso seja o que nós gostaríamos de fazer.

Mas como a menina, nós podemos parar para lhes ajudar a chorar. Se isso é o melhor que nós podemos fazer... e isso é muito!

Giani (adaptado). https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias. html
Qual a ideia expressa na palavra destacada no trecho "Não podemos simplesmente consertar a vida de outra pessoa, EMBORA isso seja o que nós gostaríamos de fazer"?
Alternativas
Q2012658 Português
       Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha. Belezas eram para as .mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações.[...] Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença que passa, a noite passasse. No dia seguinte, as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu espera pela vida seguinte.
A escrita de Mia Couto tem base em histórias de vida com um discurso ideológico e social. Em suas narrativas estão inseridos os costumes moçambicanos, a cultura e outras noções. Considere a leitura do fragmento de "A saia almarrotada" e assinale a alternativa correta em relação à condição feminina, no excerto.  



Em relação à linguagem empregada por Mia Couto, no fragmento de "A saia almarrotada", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2012657 Português
Leia o fragmento do conto "A saia almarrotada", do escritor moçambicano Mia Couto.
          Na minha vila, a única vila do mundo, as mulheres sonhavam com vestidos novos para saírem. Para serem abraçadas pela felicidade. A mim, quando me deram a saia de rodar, eu me tranquei em casa. Mais que fechada, me apurei invisível, eternamente nocturna. Nasci para cozinha, pano e pranto. Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha. Belezas eram para as .mulheres de fora. Elas desencobriam as pernas para maravilhações.[...] Estava tão habituada a não ter motivo, que me enrolei no velho sofá. Olhei a janela e esperei que, como uma doença que passa, a noite passasse. No dia seguinte, as outras chegariam e me falariam do baile, das lembranças cheias de riso matreiro. E nem inveja sentiria. Mais que o dia seguinte, eu espera pela vida seguinte.
A escrita de Mia Couto tem base em histórias de vida com um discurso ideológico e social. Em suas narrativas estão inseridos os costumes moçambicanos, a cultura e outras noções. Considere a leitura do fragmento de "A saia almarrotada" e assinale a alternativa correta em relação à condição feminina, no excerto. 
Alternativas
Q2012655 Português
Leia o texto "Arte de infantilizar formigas", do escritor sul-mato-grossense Manoel de Barros:
        As coisas tinham para nós uma desutilidade poética. Nos fundos do quintal era riquíssimo o nosso dessaber. A gente inventou um truque pra fabricar brinquedos com palavras. O truque era só virar bocó. Como dizer: Eu pendurei um bentivi no Sol. O que disse Bugrinha: Por dentro de nossa casa passava um rio inventado. O que nosso avô falou: O olho do gafanhoto é sem princípios. Mano Preto perguntava: Será que fizeram o beija-flor diminuído só para ele voar parado? As distâncias somavam a gente para menos. O pai campeava campeava. A mãe faia velas. Meu irmão cangava sapos. Bugrinha batia com uma vara no corpo do sapo e ele virava uma pedra.
É comum coexistirem sequências tipológicas na construção de um gênero textual. Nesse fragmento, os tipos textuais que se evidenciam na organização temática são: 
Alternativas
Respostas
18041: C
18042: D
18043: D
18044: A
18045: E
18046: E
18047: C
18048: B
18049: C
18050: A
18051: D
18052: A
18053: D
18054: A
18055: D
18056: A
18057: D
18058: B
18059: B
18060: D