Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1770889 Português
Avalie como (V) verdadeiro ou (F) falso as proposições a seguir sobre a estrutura do enunciado:
“Se toque. Acura do câncer pode estar em suas mãos”. (In: ANTUNES, Irandé. Aula de Português: Encontro e Interação. São Paulo: Parábola, 2003, p. 132).
( ) A construção linguística do enunciado apresenta um desvio da norma culta da língua, sendo incompatível com o gênero “anúncio publicitário”. ( ) O objetivo do gênero textual é atingir o maior número de pessoas por força da persuasão, por isso o emprego de um registro mais próximo do informal. ( ) A elaboração do anúncio enseja uma análise discursiva sobre a duplicidade de sentido do enunciado.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1770839 Português

Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão:


Fruta - furto


Atrás do grupo escolar ficam as jabuticabeiras.

Estudar, gente estuda. Mas depois,

ei  pessoal: furtar jabuticaba.  


Jabuticaba chupa-se no pé.

O furto exaure-se no ato de furtar.

Consciência mais leve do que asa

ao descer,

volto de mãos vazias para casa. 


ANDRADE, CarIos Drurmond de. Boitempo II, 2006. p. 238. 

Os versos "O furto exaure-se no ato de furtar. / Consciência mais leve do que asa / ao descer" sugerem que:
Alternativas
Q1770837 Português

A questão baseia-se no texto a seguir:


Betina 


    - Ai! Ui! Vó! - reclamava a menina. 
    - Que é isso, Betina? Estou penteando com tanto cuidado! Seguro cada montinho de cabelo bem perto da raiz e ainda uso um pente de madeira com dentes grossos. Então, deixa de manhã! - ralhou a avó.
    - Eu Sei, .... vó! Mas, mesmo assim, dói! Ainda bem que, depois do penteado pronto, eu me sinto bem! - disse a menina. com cara de levada.  
    - Oh. minha querida! Apesar de saber que não tem jeito de evitar uns puxõezinhos, a vovó penteia o seu cabelo com muito carinho - a avó falava devagarzinho ... devagarzinho ... parecia música.  
    O dia de fazer penteado novo era especial. A avó tirava as tranças ou o coque antigos, lavava o cabelo da neta, passava creme para desembaraçar, desembaraçava, lavava de novo e secava com a toalha . Nessa última etapa. o cabelo já não tinha mais creme. Uma dica: o segredo para um bom trançado é deixar o cabelo bem limpinho e sem creme. Evita caspa e facilita o manusear dos fios. 
    Depois de todas essas etapas, a avó sentava-se em um banquinho, colocava uma almofada para Betina sentar-se no chão, jogava uma toalha sobre os ombros da menina, dividia o cabelo em mechas e ia desembaraçando, penteando e trançando uma a uma, com uma rapidez incrível.
    Enquanto trançava, avó e neta conversavam, cantavam e contavam histórias. Era tanta falação, tanta gargalhada que o tempo voava! E, no final, o resultado era um conjunto de tranças tão artisticamente realizadas que mais parecia uma renda. 

GOMES, Nilma Lino. Betina. Adaptado. Disponível em http://www.letras.ufmg.brl/liteafro/autoras/24-testos-das-autoras/990-nilma-lino-gomes-texto-02.  Acesso em. 08/03/2020  
Como aspectos do tema central do texto, é CORRETO apontar questões relacionadas a:
Alternativas
Q1770836 Português

A questão baseia-se no texto a seguir:


Betina 


    - Ai! Ui! Vó! - reclamava a menina. 
    - Que é isso, Betina? Estou penteando com tanto cuidado! Seguro cada montinho de cabelo bem perto da raiz e ainda uso um pente de madeira com dentes grossos. Então, deixa de manhã! - ralhou a avó.
    - Eu Sei, .... vó! Mas, mesmo assim, dói! Ainda bem que, depois do penteado pronto, eu me sinto bem! - disse a menina. com cara de levada.  
    - Oh. minha querida! Apesar de saber que não tem jeito de evitar uns puxõezinhos, a vovó penteia o seu cabelo com muito carinho - a avó falava devagarzinho ... devagarzinho ... parecia música.  
    O dia de fazer penteado novo era especial. A avó tirava as tranças ou o coque antigos, lavava o cabelo da neta, passava creme para desembaraçar, desembaraçava, lavava de novo e secava com a toalha . Nessa última etapa. o cabelo já não tinha mais creme. Uma dica: o segredo para um bom trançado é deixar o cabelo bem limpinho e sem creme. Evita caspa e facilita o manusear dos fios. 
    Depois de todas essas etapas, a avó sentava-se em um banquinho, colocava uma almofada para Betina sentar-se no chão, jogava uma toalha sobre os ombros da menina, dividia o cabelo em mechas e ia desembaraçando, penteando e trançando uma a uma, com uma rapidez incrível.
    Enquanto trançava, avó e neta conversavam, cantavam e contavam histórias. Era tanta falação, tanta gargalhada que o tempo voava! E, no final, o resultado era um conjunto de tranças tão artisticamente realizadas que mais parecia uma renda. 

GOMES, Nilma Lino. Betina. Adaptado. Disponível em http://www.letras.ufmg.brl/liteafro/autoras/24-testos-das-autoras/990-nilma-lino-gomes-texto-02.  Acesso em. 08/03/2020  
É CORRETO considerar que o texto acima consiste em:
Alternativas
Q1770833 Português

Leia a letra de música a seguir para responder à próxima questão:  


A carta 


Escrevo-te 

Estas mal traçadas linhas,

Meu amor,

Porque veio a saudade

Visitar meu coração.

Espero que desculpes

Os meus erros, por favor,

Nas frases desta carta

Que é uma prova de afeição. 


Talvez tu não a leias,

Mas quem sabe até darás

Resposta imediata

Me chamando de "Meu Bem".


Porém, o que me importa

É confessar-te uma vez mais:

Não sei amar na vida

Mais ninguém.


[...]


Ao me apaixonar,

Por ti não reparei

Que tu tivestes

Só entusiasmo

E para terminar

Amor assinarei

"Do sempre, sempre teu..."


SAMPAIO, Raul: SANTOS. Benil. A Carta. Disponível em: https://www.letras.mus.br/erasmo-carlos/45771/Acesso em: 07103/2020.  (Adaptado.)  




Essa letra de canção esta disposta na forma de carta pessoal. Ê CORRETO apontar, como um dos elementos formais desse gênero de texto:
Alternativas
Q1770832 Português

A partir da leitura do texto abaixo, responda à questão.


Crianças que veem comidas saud6vels na TV tendem a se alimentar melhor



    Programas de televisão que apresentem alimentos saudáveis podem ser uma ajuda e tanto para que as crianças façam melhores escolhas alimentares. segundo uma pesquisa realizada na Holanda e publicada na Revista de Nutrição, Educação e Comportamento, dos Estados Unidos. Os pesquisadores chegaram â conclusão após realizarem um experimento com 125 crianças holandesas que tinham entre 10 e 12 anos. 
    No estudo. os pequenos foram divididos em grupos: parte deles assistiu a um programa de culinár1a em que apareciam alimentos saudáveis, os outros jovens viram programas com comidas nem tão benéficas â saúde. Após a exibição dos programas, os pesquisadores ofereceram dois lanches para as crianças: um mais saudável, com maçã e pepino, e outro com batatas fritas e biscoitos industrializados. Segundo os especialistas, as crianças que assistiram a programas de TV em que apareciam alimentos saudáveis tinham uma probabilidade quase três vezes maior de optar peto menu mais nutritivo. 
    Para Frans FoIkvord, líder da pesquisa, o estudo prova que a educação alimentar é essencial, inclusive, no ambiente acadêmico. "A educação nutricional nos ambientes escolares pode ter uma influência positiva importante no conhecimento. atitudes, habilidades e comportamentos das crianças-, disse no artigo.  
    Os estudiosos fizeram questão de ressaltar que maus hábitos alimentares durante a infância e a adolescência têm múltiplos efeitos negativos para a saúde. Por isso, eles acreditam que influenciar positivamente as crianças é importe. "A probabilidade de consumir frutas e legumes entre jovens e adultos está fortemente relacionada ao conhecimento de como prepará-los", comentou Falkvord. "O aumento das habilidades culinárias entre as crianças pode influenciar positivamente o consumo de frutas e vegetais de forma que persista na idade adulta", conclui.  

Revista Galileu. 06/01/2020. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/crianças-que-veem-comidas-saudaveis-na-tv-tendem-se-alimentar-melhor.html.Acesso em: 07/03/2020. (Adaptado.)


Quanto ao gênero discursivo do texto e ás sequências textuais que o constituem, é CORRETO considerar que:
Alternativas
Q1770831 Português

A partir da leitura do texto abaixo, responda à questão.


Crianças que veem comidas saud6vels na TV tendem a se alimentar melhor



    Programas de televisão que apresentem alimentos saudáveis podem ser uma ajuda e tanto para que as crianças façam melhores escolhas alimentares. segundo uma pesquisa realizada na Holanda e publicada na Revista de Nutrição, Educação e Comportamento, dos Estados Unidos. Os pesquisadores chegaram â conclusão após realizarem um experimento com 125 crianças holandesas que tinham entre 10 e 12 anos. 
    No estudo. os pequenos foram divididos em grupos: parte deles assistiu a um programa de culinár1a em que apareciam alimentos saudáveis, os outros jovens viram programas com comidas nem tão benéficas â saúde. Após a exibição dos programas, os pesquisadores ofereceram dois lanches para as crianças: um mais saudável, com maçã e pepino, e outro com batatas fritas e biscoitos industrializados. Segundo os especialistas, as crianças que assistiram a programas de TV em que apareciam alimentos saudáveis tinham uma probabilidade quase três vezes maior de optar peto menu mais nutritivo. 
    Para Frans FoIkvord, líder da pesquisa, o estudo prova que a educação alimentar é essencial, inclusive, no ambiente acadêmico. "A educação nutricional nos ambientes escolares pode ter uma influência positiva importante no conhecimento. atitudes, habilidades e comportamentos das crianças-, disse no artigo.  
    Os estudiosos fizeram questão de ressaltar que maus hábitos alimentares durante a infância e a adolescência têm múltiplos efeitos negativos para a saúde. Por isso, eles acreditam que influenciar positivamente as crianças é importe. "A probabilidade de consumir frutas e legumes entre jovens e adultos está fortemente relacionada ao conhecimento de como prepará-los", comentou Falkvord. "O aumento das habilidades culinárias entre as crianças pode influenciar positivamente o consumo de frutas e vegetais de forma que persista na idade adulta", conclui.  

Revista Galileu. 06/01/2020. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/crianças-que-veem-comidas-saudaveis-na-tv-tendem-se-alimentar-melhor.html.Acesso em: 07/03/2020. (Adaptado.)


De acordo com O que é apresentado no texto acima. é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q1770295 Português
Leia a tirinha a seguir e responda o que se pede.
Imagem associada para resolução da questão
(Fonte: Retirada da Internet, em “Charges sobre Tecnologia no Ensino”. Acesso em 06/10/19.)
I- A inclusão digital, além da contribuição no processo de ensino e aprendizagem, cumpre o papel fundamental de possibilitar às pessoas o contato com o mundo digital. II- A facilidade de pesquisar, ler e conhecer sobre os mais variados assuntos, navegando na internet, enseja um novo perfil de estudante, que exige, também, um outro perfil de professor. III- A fala da personagem no último quadrinho apresenta um paradoxo, em relação às ideias anteriores, tendo em vista que a personagem defende e reforça o comportamento feminista dos padrões tradicionais.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q1770294 Português
Leia com atenção a citação abaixo e responda o que se pede. “Escrever é deixar uma marca/ É impor ao papel em branco um sinal permanente/ É capturar um instante em forma de palavra. Margaret Astwood
Neste sentido, pode-se afirmar que a produção textual:
I- Impõe uma marca autoral, supõe envolvimento, parceria e interação, por meio de trocas enunciativas instauradas pela interação verbal. II- Exige do professor preocupação com o aspecto de mensuração, uma espécie de ajuste de contas, numa perspectiva “gramatiqueira”, restrita a protocolos escolares, que supõem, de um lado, o aluno que escreve e do outro, o professor que corrige. III- É um “momento mágico” de intercâmbio e interação, em que determinado modo de atuar passa pelo contingente do dizer verbal.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1770285 Português
Irandé Antunes, parafraseando Fernando Pessoa, diz: “Pobre língua escolar! Tantas vezes fora de voz e tão cheia de não ser nada!” (ANTUNES, Irandé. Muito além da Gramática: Por um ensino de língua sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007. p. 24). Nesta perspectiva, é pertinente o alerta para que se afirme CORRETAMENTE que
Alternativas
Q1769895 Português

A onça e a raposa 


    A raposa e a onça eram inimigas antigas. Cansada de ser enganada pela raposa, sem poder apanhá-la, a onça resolveu atraí-la à sua furna, fazendo correr a notícia de que tinha morrido, e deitando-se no chão da caverna a fingir de cadáver. Todos os bichos vieram olhar a defunta, contentíssimos. A raposa também, mas prudentemente, pondo-se de longe. E, por trás dos outros animais, gritou:

    — Minha avó, quando morreu, espirrou três vezes. Espirrar é o único sinal verdadeiro da morte. 

    Para mostrar que estava morta de verdade, a onça espirrou três vezes e a raposa fugiu às gargalhadas.

    A onça ficou furiosa por ter ela descoberto facilmente seu embuste e resolveu agarrá-la, quando fosse beber água. Havia seca no sertão e somente numa cacimba, ao pé duma serra, se encontrava ainda um pouco de água. Todos os bichos eram obrigados a matar a sede ali. A onça ficou à espera da adversária dia e noite, ao pé da bebida. 

    Nunca a raposa curtira tanta sede em dias de sua vida. Ao fim de uns três, já não aguentava mais. Resolveu empregar astúcia para se desalterar. Procurou um cortiço de abelhas. furou-o e, com o mel que dele escorreu, untou todo o corpo. Espojou-se, depois, num monte de folhas secas, que se grudaram aos seus pelos e a cobriram toda. 

    Ao cair da tarde, foi à cacimba. A onça montava guarda, olhou-a muito tempo e perguntou-lhe: 

    — Que bicho és tu que não conheço e nunca vi? 

    Ela respondeu, disfarçando a voz.

    — Sou o bicho Folharal.

    — Está bem. Podes beber. 

    Mais que depressa, a raposa desceu a pequena rampa do bebedouro, meteu-se na água, sorvendo-a com delícia, e a onça, lá de cima, vendo aquela sofreguidão no beber de animal que trazia sede de vários dias, desconfiou e murmurou:

    — Quanto bebes, Folharal! 

    Mas a água derretia o mel e as folhas iam-se despregando. Quando a raposa se fartou, caíra a última. Então, a onça a reconheceu e, com um urro de triunfo, saltou ferozmente sobre ela. A noite viera, o pulo foi mal calculado no escuro e a raposa escapou, fugindo às gargalhadas. 

Qual lição pode-se extrair desse texto?
Alternativas
Q1769894 Português

A onça e a raposa 


    A raposa e a onça eram inimigas antigas. Cansada de ser enganada pela raposa, sem poder apanhá-la, a onça resolveu atraí-la à sua furna, fazendo correr a notícia de que tinha morrido, e deitando-se no chão da caverna a fingir de cadáver. Todos os bichos vieram olhar a defunta, contentíssimos. A raposa também, mas prudentemente, pondo-se de longe. E, por trás dos outros animais, gritou:

    — Minha avó, quando morreu, espirrou três vezes. Espirrar é o único sinal verdadeiro da morte. 

    Para mostrar que estava morta de verdade, a onça espirrou três vezes e a raposa fugiu às gargalhadas.

    A onça ficou furiosa por ter ela descoberto facilmente seu embuste e resolveu agarrá-la, quando fosse beber água. Havia seca no sertão e somente numa cacimba, ao pé duma serra, se encontrava ainda um pouco de água. Todos os bichos eram obrigados a matar a sede ali. A onça ficou à espera da adversária dia e noite, ao pé da bebida. 

    Nunca a raposa curtira tanta sede em dias de sua vida. Ao fim de uns três, já não aguentava mais. Resolveu empregar astúcia para se desalterar. Procurou um cortiço de abelhas. furou-o e, com o mel que dele escorreu, untou todo o corpo. Espojou-se, depois, num monte de folhas secas, que se grudaram aos seus pelos e a cobriram toda. 

    Ao cair da tarde, foi à cacimba. A onça montava guarda, olhou-a muito tempo e perguntou-lhe: 

    — Que bicho és tu que não conheço e nunca vi? 

    Ela respondeu, disfarçando a voz.

    — Sou o bicho Folharal.

    — Está bem. Podes beber. 

    Mais que depressa, a raposa desceu a pequena rampa do bebedouro, meteu-se na água, sorvendo-a com delícia, e a onça, lá de cima, vendo aquela sofreguidão no beber de animal que trazia sede de vários dias, desconfiou e murmurou:

    — Quanto bebes, Folharal! 

    Mas a água derretia o mel e as folhas iam-se despregando. Quando a raposa se fartou, caíra a última. Então, a onça a reconheceu e, com um urro de triunfo, saltou ferozmente sobre ela. A noite viera, o pulo foi mal calculado no escuro e a raposa escapou, fugindo às gargalhadas. 

De acordo com o texto, só não se aplicaria à raposa a característica:
Alternativas
Q1769778 Português
Após a Leitura da quadrinha a seguir, analise as proposições com relação a esse gênero, assinalando (V) para verdadeiro e (F) para falso.
Até nas flores se vê O destino e a sorte Umas enfeitam a vida Outras enfeitam a morte.
( ) Há neste gênero o emprego de recursos sonoros, métrica e ritmo que enriquecem a coerência temática do texto. ( ) Os mecanismos utilizados na formatação do gênero ampliam o significado das palavras, o que confere sentido ao texto. ( ) Os dois últimos versos apresentam a figura de linguagem paradoxo.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1769775 Português

Leia a charge abaixo e, em seguida, analise as proposições.


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: linguadinamica.wordpress.com.


I- O humor do texto é criado, a partir da exposição do próprio código usado pela “professora”, caracterizando o uso da metalinguagem.

II- A charge provoca humor, por conta do efeito de sentido, decorrente do equívoco estabelecido por Juca sobre a palavra “casos”.

III- O diálogo mantido no texto revela uma forma discursiva empregada no discurso direto, sem a explicitação do verbo de dizer.


É CORRETO o que se afirmar em:

Alternativas
Q1769514 Português

Leia atentamente o texto abaixo, extraído do jornal O TEMPO - 16/02/20, de modo a responder à questão:


O PESO DO MOSQUITO (LAURA MEDIOLE)

"Convidei meu vizinho para fazer um mutirão da limpeza em seu quintal, e ele só me enrola. Já denunciei, e nada. Ele só aparece a cada 15 dias. Mato e entulho tomaram conta de tudo.” 

“Por que o jornal não vem filmar o criadouro dos mosquitos aqui, no vizinho? As calhas da sua casa estão todas entupidas, e a água da chuva desce em cima do muro, que vai cair a qualquer momento. Já denunciei aí no jornal a proliferação do mosquito da dengue, e ninguém faz nada...”

Pois é; as internautas têm razão, é o fim da picada!!! Ou melhor, o início, quando os vizinhos ignoram um dos maiores problemas enfrentados pela população nos últimos anos. Impressionante a falta de consciência (ou de vergonha na cara mesmo) dessas pessoas (felizmente, uma minoria), que põem em risco a saúde e até a vida dos moradores.

Custa dar uma olhada nos seus quintais? Não entendem que uma simples tampinha de Coca-Cola com água pode vir a ser um criadouro de larvas do Aedes aegypti? Que, ao crescerem, viram mosquitos capazes de causar danos enormes às pessoas? Quem já teve dengue sabe disso. [...] Como se não bastasse a incapacidade de reação, correm o risco de sofrer a dengue hemorrágica, que pode ser fatal. 

Explico isso em pormenores acreditando que algum leitor menos esclarecido, que ainda não se deu conta da situação, se atente ao problema. E, antes de fazer pouco-caso das campanhas, mutirões ou pedidos dos vizinhos, pense nisso, pense num filho seu acometido pela doença. Se para um adulto já é pesado, imagina para uma criança?

Pesquisas confirmam que 80% dos focos são residenciais. Ou seja, estão no lixo acumulado nos quintais, na latinha com água de chuva, na calha entupida, e por aí vai. Como exemplo da irresponsabilidade, cito as caixas-d’água. O fiscal chega na casa, vasculha o terreno minuciosamente, explica os riscos, deixa um panfleto sobre o tema, notifica quando necessário e, para finalizar, pergunta sobre a caixa-d’água. O morador, já sem muita paciência com aquela “invasão domiciliar”, diz que a caixa está ok, que se encontra fechada. O fiscal sai, e entra o drone, que, do alto, mostra que aquela caixa-d’água, além de não ter tampa, é um criadouro de mosquitos.

Há vários meses a Prefeitura de Betim (cito ela porque é a que estou mais próxima) vem fazendo campanhas e mutirões de casa em casa, envolvendo escolas, pais de alunos, moradores de modo geral, além de um trabalho intensivo de capina e retirada de lixo e entulhos, espalhados pela população. [...]

Vejo que, além do lixo, temos aí um problema educacional. Talvez o país ainda demore décadas para que a população se conscientize disso. [...] Em cada regional há um local destinado aos entulhos, o que muitos caminhões clandestinos, vindos até de cidades vizinhas, ignoram. Mesmo com o risco de serem multados, na calada da noite, continuam descarregando materiais nas calçadas ou em locais indevidos, apesar de a prefeitura disponibilizar caçambas próprias para isso, distribuídas em pontos estratégicos da cidade. Nas escolas, as crianças desde cedo são conscientizadas sobre a importância da reciclagem. E, numa espécie de gincana ecológica, envolvendo também os pais, elas cumprem o que lhes é ensinado.

Um trabalho de formiguinha, até chegar o dia em que não serão mais necessários fiscais e tantos outros custos para o município, que poderiam ser evitados. Até chegar o dia em que não morrerão mais pessoas de dengue. 


Analise as proposições acerca da estruturação do texto jornalístico acima, e as classifique como (V) para verdadeiras ou (F) para falsas:
( ) A menção aos depoimentos no início do texto, culminando na pergunta destinada ao leitor, constitui a chamada introdução para chamar a atenção, recurso que reforça o apelo da autora para a necessidade de evitar o lixo, que contribui para a proliferação do mosquito da dengue. ( ) O gênero a que pertence o texto é a notícia, o que se comprova pelos depoimentos citados e pelas pesquisas, relativos a uma cidade específica (Betim), que denunciam a dificuldade para controlar os focos do mosquito da dengue. ( ) O gênero a que pertence o texto é o artigo de opinião, e do ponto de vista tipológico, classifica-se como dissertativo-argumentativo, apresentando sequências linguísticas expositivas, opinativas e conversacionais. ( ) A estratégia usada pela autora, de inserir depoimentos bem como comentários avaliativos entre parênteses, tem o propósito de sensibilizar diretamente os gestores (prefeitos, em especial) para o problema de saúde pública que afeta as cidades brasileiras.
A sequência que responde CORRETAMENTE é:
Alternativas
Q1769510 Português
A partir da leitura do texto “Proteção para os jornalistas” (Correio da Paraíba, 19/01/2020), responda à questão:

Em pesquisa sobre corrupção, a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) reforça a necessidade de garantir a liberdade de expressão e, consequentemente, proteger os profissionais da imprensa. O objetivo do documento “Corrupção e Direitos Humanos” é o de apresentar uma análise do fenômeno da corrupção dentro da perspectiva dos direitos humanos, levando em conta o cenário dos países que compõem o continente americano. A partir disso, a Comissão demonstra que a corrupção afeta os direitos humanos na medida em que enfraquece instituições democráticas e os governos, aumenta a desigualdade social a partir da impunidade e também anula o estado de direito. Segundo o relatório, que foi divulgado em dezembro de 2019, a importante contribuição dos jornalistas para fiscalizar a conduta e buscar pela transparência da administração pública acaba os colocando em situações de vulnerabilidade. São mencionados os casos de Héctor Félix Miranda e Victor Manuel Oropeza, jornalistas do México que apuravam casos de corrupção e foram assassinados em 1999. Também é citado o jornalista Aristeu Guida da Silva, que denunciou casos de corrupção de funcionários públicos, e foi assassinado em 2016, no Brasil. 
Avalie as proposições acerca do conteúdo do texto e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
I- O texto trata de um documento elaborado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que, com base em um estudo sobre a corrupção sob a ótica dos direitos humanos, revela as consequências desse fenômeno e alerta para a relevância da garantia de liberdade de expressão aos jornalistas. II- O texto, de natureza expositivo-argumentativa, faz uma análise do documento elaborado pela CIDH, e serve como uma espécie de “chamada” aos interessados em conhecer mais detalhadamente o trabalho dos jornalistas que investigaram casos de corrupção. III- Para destacar o importante papel dos jornalistas na busca de transparência dos gestores do setor público bem como comprovar a situação de vulnerabilidade dos jornalistas que investigam casos de corrupção, o texto cita o relatório divulgado em 2019, o que dá mais credibilidade à matéria.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q1768573 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. Como participar que os acompanham ao nascer e que ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes - de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional . Estas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensíveis a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações ”.
(Trecho com adaptações).
No trecho “estas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação…”, uma expressão “autoridade insuspeita” se refere:
Alternativas
Q1768543 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. As circunstâncias que os acompanharam ao nascer e que os ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes – de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional. Estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensível a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações”.
(Trecho com adaptações).
No trecho “estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação…”, a expressão “autoridade insuspeita” se refere:
Alternativas
Q1768539 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. As circunstâncias que os acompanharam ao nascer e que os ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes – de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional. Estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensível a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações”.
(Trecho com adaptações).
Em relação à interpretação do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1768514 Português
O poema a seguir também foi escrito por Mário Quintana. Considere-o para responder a próxima questão.

Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar sozinha
entre o vermelho dos cravos.
O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono...
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente”. 
Em relação aos jardins, o poeta dá a entender que tem por eles um sentimento de:
Alternativas
Respostas
17861: E
17862: D
17863: D
17864: B
17865: B
17866: A
17867: C
17868: C
17869: E
17870: C
17871: E
17872: B
17873: C
17874: B
17875: A
17876: A
17877: A
17878: A
17879: B
17880: C