Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1788064 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

Meiguice
(Adelina Lopes Vieira)

Deram à linda Clarisse
uma gatinha mimosa,
tão branca, tão carinhosa,
tão engraçada, tão mansa
que a encantadora criança
por nome lhe pôs — Meiguice.

Tinha bom leite ao almoço
e biscoitos e bolinhos;
dormia em sedas e armarinhos,
e ronronava fagueira
quando sentia a coleira
de fita azul, no pescoço.

Clarisse amava deveras
a bichinha cor de neve
e a gata, nervosa e leve,
adorava a pequenita;
e tinham graça infinita,
estas amigas sinceras!

Veio Raul, o mais louro
e traquinas dos rapazes,
forte e audaz entre os audazes,
fanfarrão e desordeiro;
correu a casa ligeiro
indo encontrar o tesouro,

a doce e branca Meiguice,
deitada comodamente
na cama fofinha e quente
da prima, e gritou: — Que vejo?
um bicho tão malfazejo,
sobre o leito de Clarisse!

E... zás, suspendeu a gata
pela coleira de fita,
atirou a pobrezita,
ao jardim e, satisfeito,
à priminha o heroico feito
foi contar como bravata.

Debatia-se Meiguice,
no lago, fria, transida,
a morrer.
O gaticida
sentiu remorso pungente
ao ver o pranto tremente
no olhar azul de Clarisse.

E... correndo, denodado,
deitou-se ao lago profundo,
(dois palmos d'água); do fundo
tirou Meiguice, e ofegante
disse em tom dilacerante:
— Salvei-a!
— Estou perdoado?

(Disponível em: dominiopublico.gov.br)
Depreende-se CORRETAMENTE do texto:
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Q1787765 Português

Altos e baixos na política

(Milton Santos)


    É pelo menos insólita a insistência dos nossos círculos oficiais em querer separar, de modo absoluto, o que é político do que não é. Assim, toda a ação sindical, toda reclamação da igreja, em suma, todo movimento social, ao postular mudanças, é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política. Ao contrário, as atividades dos lobbies e as exigências de reforma do Estado feitas pelas empresas não são tidas como atividades políticas. Essa parcialidade é tanto mais gritante quando todos sabemos que o essencial na produção da política do Estado tem como atores principais as grandes empresas, cabendo aos políticos propriamente ditos e ao aparelho do Estado um papel de figurantes secundários, quando não de meros porta– vozes.

    A política se caracteriza como exercício de uma ação ou defesa de uma ideia destinada a mudar o curso da história. No mundo da globalização, onde a técnica e o discurso são dados obrigatórios das atividades hegemônicas, o induzimento à política é exponencial. O mundo da técnica cientificizada é também o mundo das regras, de cujo uso adequado depende da maior ou menor eficácia dos instrumentos disponíveis. [...]

(Folha de São Paulo, 1/10/2000) 

No texto, o emprego da primeira pessoa do discurso cumpre um importante papel argumentativo uma vez que:
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Q1787292 Português
Leia o TEXTO I e responda à questão.

TEXTO I
Energias alternativas podem gerar 1 milhão de empregos no Brasil
Com investimentos em energias alternativas, o Brasil pode gerar mais de 1 milhão de empregos e reduzir em 28 toneladas a emissão de CO² até 2025.

   Nos próximos cinco anos, os investimentos da indústria de energia alternativa, como a solar e a eólica, e o impacto da digitalização das cidades podem gerar mais de 1,2 milhão de novos empregos no país.
   A análise é do Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Accenture, empresa global de serviços profissionais, que ouviu mais de 25 empresas de serviços públicos globais e empresas de tecnologia de energia.
   Além dos empregos, esses investimentos deverão resultar na redução de 28 toneladas de emissão de CO² (dióxido de carbono). O estudo foi feito em várias regiões, explorando o caminho das concessionárias em meio à pandemia e as oportunidades para acelerar o crescimento econômico e a transição para a energia limpa.
   O Grupo de Ação da Indústria, formado por mais de 25 empresas, buscou avaliar de forma holística os resultados econômicos, ambientais, sociais, bem como desdobramentos técnicos de potenciais soluções de energia.
   Segundo a Accenture, foram mapeados diversos elementos da cadeia de valor do setor elétrico no país, como emissão de gás carbônico, pegadas d’água, acesso a eletricidade, qualidade do ar, resiliência e segurança do setor, qualidade de serviços e flexibilidade.
   No entanto, foram outros aspectos que se destacaram no cenário nacional, como: impactos no emprego e na economia, eficiência do setor e produtividade, investimento estrangeiro, atualização de sistemas e competitividade.
   Setor elétrico deve triplicar até 2050
   Com o mapeamento do setor elétrico brasileiro, foi possível identificar um modelo que pode direcionar a transformação e atualização do país em termos de energia, utilizando sua grande fonte de energia hidrelétrica como alicerce para sustentar a população.
   Simultaneamente a isso, investimentos em fontes alternativas de energia ganham força, como a solar e a eólica, bem como investimentos em cidades integradas e inteligentes.
   A demanda por energia no país deve triplicar até 2050, fortalecendo a necessidade de investimentos. Para isso, segundo o estudo, o Brasil deverá precisar de, pelo menos, 38 novas linhas de distribuição de energia com mais de 5 mil km de extensão.
   Na prática, isso significa um investimento de mais de R$10 bilhões, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, articulada com o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Economia.
   (...)
Folha Dirigida. Reportagem: Energias Alternativas podem gerar 1 milhão de empregos no Brasil. [Fragmento]. (Disponível em: https://folhadirigida.com.br/mais/noticias/sustentabilidade/energias-alternativas-podem-gerar-1-milhao-de-empregos-no-brasil .)
O objetivo principal do autor com o TEXTO I é
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Q1787173 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA EDUCACIONAL
(1º§) Os jovens hoje em dia estão ligados a uma 'sociedade digital' com o grande avanço tecnológico e meios de comunicação, mas isso tem gerado muitas questões. A tecnologia não tem mais como ser evitada, principalmente pelos jovens e adolescentes, e no ambiente escolar não é diferente, e isso vem gerando muitas opiniões diversas na sociedade. Mas todos nós somos cientes de que o uso dos aparelhos digitais melhoram e favorecem o trabalho nas escolas, tornando-o mais criativo, dinâmico e envolvente. Os membros das próprias escolas precisam reconhecer que o celular é sim importante, e que para os pais, é um meio de monitoramento da trajetória diária dos filhos, no qual é um fácil contato entre eles. 
(2º§) O objetivo dos educadores deveria ser apenas conscientizar os próprios do uso indevido, e não proibir. O celular pode ser utilizado facilmente como um organizador, que contém um acesso muito rápido, assim ajudando o desempenho didático. Nós, jovens, temos capacidade de raciocinar e observar várias coisas ao mesmo tempo, e com o celular não iria ser diferente, como por exemplo: podemos copiar e ouvir uma explicação na sala de aula, tocar e cantar em um instrumento musical sem problema algum.
(3º§) Antes não dependíamos tanto da tecnologia, mas quanto mais ela cresce, mais a violência aumenta absurdamente seu índice, e assim segue preocupando mais os próprios pais que, às vezes passam o dia todo longe. A nova era digital tem que ser considerada pelas escolas uma aliada, e não inimiga. Sou a favor da conscientização dos alunos, mas não da proibição em si, o aluno que tiver responsabilidade, não deixará o objeto digital atrapalhar seus estudos e conhecimentos adquiridos, assim ele será útil no momento certo, sem afetar o seu desempenho mental. (...)

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/redacao/a-importancia-tecnologia-educa cional.htm) - (Adaptado)
Analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso.
(__)O título do texto exemplifica um período simples composto por oração absoluta, escrita com contrações prepositivas, substantivos e adjetivos. (__)No desenvolvimento do texto, percebe-se claramente que os jovens desprezam as tecnologias usadas pela sociedade digital, porque preferem preservar os conhecimentos tradicionais. (__)O (1º§) está escrito com períodos que têm classificações diferentes, há um termo que faz antítese com "menos", há um termo que faz antítese com "sim", e um termo que faz antítese com difícil. (__)O primeiro período do (2º§) inicia com oração escrita com locução verbal enunciando ideia hipotética no futuro do pretérito do modo indicativo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
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Q1786929 Português

O QUE MAIS DÓI


O que mais dói não é sofrer saudade

Do amor querido que se encontra ausente

Nem a lembrança que o coração sente

Dos belos sonhos da primeira idade.


Não é também a dura crueldade

Do falso amigo, quando engana a gente,

Nem os martírios de uma dor latente,

Quando a moléstia o nosso corpo invade.


O que mais dói e o peito nos oprime,

E nos revolta mais que o próprio crime,

Não é perder da posição um grau.


É ver os votos de um país inteiro,

Desde o praciano ao camponês roceiro,

Pra eleger um presidente mau.


(PATATIVA DO ASSARÉ)

O poeta cearense propõe, no poema O que mais dói, uma reflexão que
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Q1786922 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso.
(__)O acento circunflexo do verbo em: "Todos têm que conhecer a língua que falam", é obrigatório por imposição da concordância verbal. (__)A composição do (3º§) permite entender que: "Falar corretamente tem relação direta com exercer bem uma profissão". (__)As expressões: "Norma culta", "escrever", "comunicação digital" se relacionam pelo sentido temático textual. (__)O período: "É preciso preparo linguístico e valorização da Língua Portuguesa", exemplifica subordinação adverbial.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
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Q1786921 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Como ideia implícita no (2º§), temos:
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Q1786920 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Marque a alternativa CORRETA.
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Q1786919 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Analise e marque (F) fato ou (O) opinião.
(__)Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria. (__)É preciso preparo linguístico e valorização da Língua Portuguesa. (__)O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. (__)O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q1786918 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Marque o que NÃO se comprova na composição textual.
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Q1786916 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso.
(__)De acordo com o foco temático textual, seguir a norma culta da Língua Portuguesa tornou-se prescindível para o sucesso profissional. (__)O fato de as empresas enxugarem o quadro dos seus funcionários fez com que os executivos percebessem a necessidade de aprimoramento dos mecanismos linguísticos da norma culta da Língua Portuguesa. (__)Conhecer os mecanismos da Língua Portuguesa é dever de todos os seus usuários, portanto, não está restrito às secretárias, conforme se pode depreender das ideias textuais. (__)Dentre as ideias textuais, entende-se que a comunicação impõe a necessidade de conhecer a norma culta da Língua Portuguesa.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q1786915 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O DOMÍNIO DA NORMA CULTA NA ERA DIGITAL
(1º§) A norma culta da Língua Portuguesa tem dificuldades por ser diferente da norma popular, da oralidade, da livre pronunciação, do coloquialismo. Assim sendo, dominá-la está se tornando cada vez mais importante para o sucesso de profissionais de todas as áreas. Em eras passadas, quando diretores, superintendentes e gerentes podiam contar com uma secretária, a falta de domínio da Língua Portuguesa não era tão notada, afinal, quem precisava escrever corretamente era ela. Hoje, isso mudou. Com as empresas cada vez mais "enxutas", muitas vezes os executivos ou não possuem nenhum ajudante ou precisam dividir a mesma assistente, obrigando-se a compartilhar os serviços de uma só pessoa, normalmente a sua secretária.
(2º§) Assim, obrigatoriamente, tiveram que começar a escrever relatórios, preparar documentos e enviar e-mails. Por que tanto obstáculo para escrever ideias sequenciadas na elaboração de um texto, sendo ele comumente feito sob forma de redação oficial? Medo ou despreparo linguístico? Importa cuidar da comunicação de forma clara, correta e elegante, mesmo com tanta praticidade da era digital.
(3º§) Qual o motivo de tanta dificuldade para elaborar um bom texto oficial, como: carta comercial, ofício, relatório, dentre muitos outros? Resumidamente, o português é um idioma muito complexo e uma das principais dificuldades é que a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada.
(4º§) E a falta de domínio do idioma pode comprometer profundamente a imagem do profissional, colocando em dúvida a qualidade de seu trabalho. A imagem negativa projetada pela má comunicação dos funcionários é muito mal recebida tanto pelo público interno como o externo (clientes e concorrentes). Todos têm que conhecer a língua que falam, a língua oficial de sua pátria.
(5º§) Nesse contexto, falar corretamente é fundamental para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência e corretamente. É preciso preparo e valorização da Língua Portuguesa.
(6º§) Aqueles que cometem erros de português ao falar e não são capazes de escrever dez linhas gramaticalmente corretas e com clareza, passam aos outros uma péssima imagem de pessoa mal informada, de nível cultural baixo, que não lê. Ou seja, podem ser grandes especialistas em suas áreas de atuação, mas que provavelmente não poderão transmitir seus valores.
(7º§) O avanço da comunicação digital tem aumentado a necessidade de o profissional escrever. O número de mensagens que circulam nas empresas aumenta exponencialmente ano a ano. Nunca se escreveu tanto, embora não esteja aí qualquer indício de qualidade dos textos produzidos. (...)

(Ana Cláudia Madaleno é professora de Português nos cursos de graduação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo) - (Adaptado) (http://www.via6.com/topico.php?tid=163923&cid=)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q1786834 Português

"Tudo em ’Torto arado’ é presente no mundo rural do Brasil. Há pessoas em condições análogas à escravidão"


     Quando Bibiana e Belonísia nasceram, tinham outros nomes. O baiano Itamar Vieira Junior tinha 16 anos quando começou a escrever Torto arado (Todavia), que ganhou nesta quinta-feira o Prêmio Jabuti de melhor romance, e suas protagonistas tinham outras identidades. A essência da narrativa, no entanto, permaneceu inalterada: a história de duas irmãs, contada a partir de sua relação com o pai e com a terra onde viviam. O título, retirado do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, tampouco mudou. O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas. "A gente fala do sertão, do semiárido, parece que se trata de uma coisa só, mas o sertão da Chapada tem uma regularidade de chuva, uma diversidade de paisagem, de mato, que salta aos olhos", conta Vieira Junior, hoje com 41 anos, ao EL PAÍS, por telefone.

    

    Profundamente influenciado pelas leituras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz, ele escreveu as primeiras 80 páginas da obra, mas o manuscrito se perdeu durante uma mudança da família. Vieira Junior só retomaria a história vinte anos depois, quando, formado geógrafo e funcionário público do INCRA, conheceu as realidades de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados no sertão baiano e maranhense. "Ao longo de 15 anos, aprendi muito sobre a vida no campo e vi um Brasil muito diverso do que vivemos cotidianamente nas cidades. Existe uma vida muito pulsante no campo, uma vida que está em risco, porque essas pessoas vivem em constante conflito na defesa de seus territórios. Tudo isso reacendeu a chama de escrever Torto arado", conta o escritor, que lembra que o Brasil é um dos países com maiores índices de violência no campo. No ano passado, foram registrados 1.883 conflitos, incluindo 32 assassinatos, de acordo com o levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

    

    Em 2017, quando escrevia a segunda - e definitiva - versão do romance, nove trabalhadores rurais com os quais Vieira Junior teve contato foram assassinados, seis deles em uma chacina. "Foi um ano brutal", lembra. São as vidas e lutas dessa gente que estão contadas em sua obra, que acompanha a família das irmãs Bibiana e Belonísia no cotidiano de Água Negra, uma fazenda onde os trabalhadores aram a terra sem receber salário, tendo apenas o direito de construir casebres de barro que precisam ser reconstruídos a cada chuva, pois o fazendeiro não autoriza construções de alvenaria. Quando não estão plantando e colhendo nas terras do patrão, cultivam roças nos próprios quintais para comer e ganhar um pouco dinheiro vendendo abóbora, feijão e batata na feira. São quase todos negros, descendentes de escravizados libertos havia poucas décadas, como é o próprio autor. Descendente de negros escravizados vindos de Serra Leoa e da Nigéria e de indígenas Tupinambás, Vieira Junior construiu um sertão real, que tem vida e verde, graças, em parte, às histórias dos avós paternos, que viveram no campo, na região de Coqueiros do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.

    

    O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs ? filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance. 


(FONTE: El País. Texto de Joana Oliveira. Disponível em https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12- 02/tudo-em-torto-arado-ainda-e-presente-no-mundo-rural-brasileiro-ha-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao.html)

A autora do texto emprega variadas estratégias para desenvolver seu tema. Divide-se entre a realidade e a ficção, como também entre o presente e o passado, por exemplo. Também alterna a autoria, em uma dimensão microestrutural, inserindo em seu texto trechos que correspondem a declarações do autor do romance, Itamar Vieira Júnior.


Que outra estratégia pode ser associada a esse jogo de construção de sentido?

Alternativas
Q1786472 Português
Após a leitura do texto 2 a seguir, responda à questão.

Texto 2

'ANJO BOM DA BAHIA'

Nascida em Salvador, Irmã Dulce, que ficou conhecida como "anjo bom da Bahia", teve uma trajetória de fé e obstinação na qual enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da igreja para prestar assistência a comunidades pobres da cidade, trabalho que realizou até a morte.
Ela ingressou na vida religiosa como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão (SE).

Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais. Em 1959, ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes. Foi o embrião das Obras Sociais Irmã Dulce, que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano.
Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/ 

Com relação à estruturação das sentenças, atribua (V) para as assertivas verdadeiras ou (F) para as assertivas falsas:


( ) A oração “que ficou conhecida como 'anjo bom da Bahia” pode ser suprimida do texto, sem prejuízo para o sentido da oração principal à qual está subordinada.

( ) O período: “Em 1959, ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes” é constituído por duas orações coordenadas, separadas pela conjunção aditiva “e”, e uma oração subordinada adverbial final, introduzida pela conjunção “para”.

( ) No período: “Foi o embrião das Obras Sociais Irmã Dulce, que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano.”, a oração introduzida pelo pronome relativo é classificada como subordinada adjetiva explicativa.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.

Alternativas
Q1786467 Português

Leia o texto 1 abaixo e responda à questão:


Texto 1


Neurocientista é alvo de mansplaining citando artigo que ela mesma escreveu

Enquanto palestrava, a especialista foi interrompida por homem que sugeriu a leitura de um estudo sobre o assunto – que ela mesma tinha escrito.

REDAÇÃO GALILEU

05 NOV2019 - 12H50 ATUALIZADO EM 05 NOV2019 - 19H20


A neurocientista Dra. Tasha Stanton contou no Twitter um episódio de machismo que sofreu durante a Conferência Australiana da Associação de Fisioterapia, que aconteceu no fim de outubro. Ela foi vítima de mansplaining com sua própria pesquisa científica. Mansplaining é um termo em inglês usado para descrever o comportamento de alguns homens que assumem que uma mulher não conhece determinado assunto e insiste em explicá-lo, subestimando os conhecimentos da mulher.


O caso de Stanton é um exemplo de mansplaining: enquanto ela palestrava, um cientista homem a interrompeu no meio do discurso e sugeriu que ela lesse determinado artigo para "entender melhor" o assunto. O artigo que ele indicou, entretanto, tinha sido escrito pela própria palestrante.

"Espere aí por um segundo, amigo. Sou Stanton. Eu sou a autora do artigo que você acabou de mencionar", ela disse naquele momento da palestra. Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

A coesão do texto 1 é construída com base em diferentes recursos de referenciação. A partir dessa informação, assinale a alternativa CORRETA sobre as formas referenciais empregadas nos trechos abaixo:
Alternativas
Q1786465 Português

Leia o texto 1 abaixo e responda à questão:


Texto 1


Neurocientista é alvo de mansplaining citando artigo que ela mesma escreveu

Enquanto palestrava, a especialista foi interrompida por homem que sugeriu a leitura de um estudo sobre o assunto – que ela mesma tinha escrito.

REDAÇÃO GALILEU

05 NOV2019 - 12H50 ATUALIZADO EM 05 NOV2019 - 19H20


A neurocientista Dra. Tasha Stanton contou no Twitter um episódio de machismo que sofreu durante a Conferência Australiana da Associação de Fisioterapia, que aconteceu no fim de outubro. Ela foi vítima de mansplaining com sua própria pesquisa científica. Mansplaining é um termo em inglês usado para descrever o comportamento de alguns homens que assumem que uma mulher não conhece determinado assunto e insiste em explicá-lo, subestimando os conhecimentos da mulher.


O caso de Stanton é um exemplo de mansplaining: enquanto ela palestrava, um cientista homem a interrompeu no meio do discurso e sugeriu que ela lesse determinado artigo para "entender melhor" o assunto. O artigo que ele indicou, entretanto, tinha sido escrito pela própria palestrante.

"Espere aí por um segundo, amigo. Sou Stanton. Eu sou a autora do artigo que você acabou de mencionar", ela disse naquele momento da palestra. Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

Ainda com base no texto 1, cujo gênero textual é uma notícia, atribua (V) para as assertivas verdadeiras ou (F) para as assertivas falsas.


( ) Apenas pela interpretação da manchete, não é possível identificar quem praticou mansplaining contra a cientista.

( ) O lead da notícia responde a todas as questões fundamentais para um texto do domínio jornalístico: o que, quem, quando, onde, como e por quê.

( ) A notícia foi publicada pela Redação Galileu, pela primeira vez, em 05 de novembro de 2019, às 12h50.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:

Alternativas
Q1786464 Português

Leia o texto 1 abaixo e responda à questão:


Texto 1


Neurocientista é alvo de mansplaining citando artigo que ela mesma escreveu

Enquanto palestrava, a especialista foi interrompida por homem que sugeriu a leitura de um estudo sobre o assunto – que ela mesma tinha escrito.

REDAÇÃO GALILEU

05 NOV2019 - 12H50 ATUALIZADO EM 05 NOV2019 - 19H20


A neurocientista Dra. Tasha Stanton contou no Twitter um episódio de machismo que sofreu durante a Conferência Australiana da Associação de Fisioterapia, que aconteceu no fim de outubro. Ela foi vítima de mansplaining com sua própria pesquisa científica. Mansplaining é um termo em inglês usado para descrever o comportamento de alguns homens que assumem que uma mulher não conhece determinado assunto e insiste em explicá-lo, subestimando os conhecimentos da mulher.


O caso de Stanton é um exemplo de mansplaining: enquanto ela palestrava, um cientista homem a interrompeu no meio do discurso e sugeriu que ela lesse determinado artigo para "entender melhor" o assunto. O artigo que ele indicou, entretanto, tinha sido escrito pela própria palestrante.

"Espere aí por um segundo, amigo. Sou Stanton. Eu sou a autora do artigo que você acabou de mencionar", ela disse naquele momento da palestra. Ela e outros cientistas da conferência riram da situação, mas ela ficou desconfortável com o acontecido.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

Analise as alternativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1786414 Português
Para responder à questão, leia atentamente o texto a seguir:

A importância da alimentação saudável na infância

Por Bem Viver em Minas, em 12/03/2021.

Poucas coisas são tão gratificantes para os pais quanto ver os seus filhos se alimentando bem. Todo mundo quer ver um filho sempre com um prato cheio de legumes e verduras e, pelo menos a maioria, sabe que uma alimentação correta nos primeiros anos da vida é fundamental para que ele se torne um adulto saudável. Um discurso que funciona bem na teoria, mas que, na prática, não ocorre da forma como é enunciado. Isso ocorre pelos mais diversos fatores, que vão desde a situação socioeconômica, passando pelos hábitos culturais, até a rotina turbulenta e a falta de tempo das pessoas, principalmente nos grandes centros.

Em 2018, o Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância – divulgou dados que mostram que, no mundo todo, 149 milhões de crianças menores de 5 anos sofrem de déficit de crescimento ou estão muito baixas para a idade, sendo que 50 milhões delas apresentam baixo peso para a sua altura. No mesmo estudo, o órgão internacional diz que 340 milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem de fome, caracterizada pela falta de nutrientes essenciais como vitamina A e ferro, o que prejudica a capacidade de desenvolverem todo o seu potencial. O levantamento ainda mostra que 40 milhões estão obesas ou com sobrepeso.

Números bastante expressivos, que apontam para a má alimentação infantil como causa de diversas doenças que afetam principalmente as populações mais pobres como a do Brasil. Atualmente, a má alimentação infantil é o principal fator de risco para o surgimento de doenças. O Dr. Paulo Miranda, médico endocrinologista cooperado da Unimed BH e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, alerta para a gravidade da situação que envolve a pouca qualidade da alimentação das crianças de maneira geral e as suas consequências: “isso é uma preocupação de saúde pública e o impacto em termos de doenças crônico-degenerativas será enorme com o avançar da idade desse grupo populacional”.

(Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minasgerais/especial-publicitario/bem-viver-emminas/noticia/2021/03/12/a-importancia-da-alimentacaosaudavel-na-infancia.ghtml, adaptado)
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1786355 Português
Texto CG2A1-I

    Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade.
    Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.

Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
Depreende-se do último período do texto CG2A1-I que
Alternativas
Q1786354 Português
Texto CG2A1-I

    Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade.
    Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.

Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
De acordo com o texto CG2A1-I, a alta densidade demográfica em certas cidades é um fato provocado
Alternativas
Respostas
17521: B
17522: C
17523: D
17524: A
17525: B
17526: A
17527: C
17528: A
17529: D
17530: B
17531: C
17532: C
17533: D
17534: A
17535: B
17536: E
17537: A
17538: D
17539: C
17540: A