Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.842 questões

Q1774061 Português
Os vocábulos em destaque funcionam como marcadores de conclusão, exceto:
Alternativas
Q1770986 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


O não desaparecimento de Maria Sombrinha

[...]

Deu-se o caso numa família pobre, tão pobre que nem tinha doenças. Dessas em que se morre mesmo saudável. Não sendo, pois espantável que esta narração acabe em luto. Em todo o mundo, os pobres têm essa estranha mania de morrerem muito. Um dos mistérios dos lares famintos é falecerem tantos parentes e a família aumentar cada vez mais. Adiante, diria o camaleonino réptil.

A família de Maria Sombrinha vivia em tais misérias, que nem queria saber de dinheiro. A moeda é o grão de areia esfluindo entre os dedos? Pois, ali nem dedos. Tudo começou com o pai de Sombrinha. Ele se sentou, uma noite, à cabeceira da mesa. Fez as rezas e olhou o tampo vazio.

[...]

Por fim, sua visão minguante aconteceu com Sombrinha. Ele via o tamanho dela se acanhar, mais e mais pequenita. E se queixava, pressentimental: - “Esta menina está-se a enxugar no poente...”

[...]

Valia a pena sombrear a miúda, minhocar-lhe o juízo? Mas Sombrinha não deixou de rimar com a alegria. Afinal, era ainda menos que adolescente, dada somente a brincriações. Sendo ainda tão menina, contudo, um certo dia ela se barrigou, carregada de outrem. Noutros termos: ela se apresentou grávida. Nove meses depois se estreava a mãe. Sem ter idade para ser filha como podia desempenhar maternidades? 

A criancinha nasceu, de simples escorregão, tão minusculinha que era. A menina pesava tão nada que a mãe se esquecia dela em todo o lado. Ficava em qualquer canto sem queixa nem choro.

[...]

Deram o nome à menininha: Maria Brisa. Que ela nem vento lembrava, simples aragem. Dona mãe ralhava, mas sem nunca fechar riso, tudo em disposições. Até que certa vez repararam em Maria Brisa. Porque a barriguinha dela crescia, parecia uma lua em estação cheia. Sombrinha ainda devaneou. Deveria ser um vazio mal digerido. Gases crescentes, arrotos tontos. Mas depois, os seios lhe incharam. E concluíram, em tremente arrepiação: a recém-nascida estava grávida! E, de facto, nem tardaram os nove meses. Maria Brisa dava à luz e Maria Sombrinha ascendia a mãe e avó quase em mesma ocasião. Sombrinha passou a tratar de igual seus rebentinhos - a filha e a filha da filha. Uma pendendo em cada pequenino seio.

A família deu conta, então, do que o pai antes anunciara: Sombrinha, afinal das contas, sempre se confirmava regredindo. De dia para dia ela ia ficando sempre menorzita. Não havia que iludir - as roupas iam sobrando, o leito ia crescendo. Até que ficou do mesmo tamanho da filha. Mas não se quedou por ali. Continuou definhando a pontos de competir com a neta.

Os parentes acreditaram que ela já chegara ao mínimo, mas, afinal, ainda continuava a reduzir-se. Até que ficou do tamanho de uma unha negra. A mãe, as primas, as tias a procuravam, agulha em capinzal.

Encontravam-na em meio de um anónimo buraco e lhe deixavam cair uma gotícula de leite.[...]

Até que, um dia, a menina se extingiu, em idimensão.

Sombrinha era incontemplável a vistas nuas. Choraram os familiares, sem conformidade. Como iriam ficar as duas orfãzinhas, ainda na gengivação de leite? A mãe ordenou que se fosse ao quintal e se trouxesse o esquecido pai. O velho entrou sem entender o motivo do chamamento. Mas, assim que passou a porta, ele olhou o nada e chamou, em encantado riso:

- “Sombrinha, que faz você nessa poeirinha?”

E depois pegou numa imperceptível luzinha e suspendeu-a no vazio dos braços. “Venha que eu vou cuidar de si”, murmurou enquanto regressava para o quintal da casa, nas traseiras da vida.

Mia Couto, Contos do nascer da Terra

Assinale a alternativa que NÃO discorre sobre os fatos do texto lido:
Alternativas
Q1770557 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


Animal não é brinquedo, sente fome, frio e medo!


Por isso, não pode ser descartado e deixado à própria sorte nas ruas.

Quando você leva um animal para sua casa, a responsabilidade pela vida e a qualidade de vida dele é SUA!

Posse Responsável – maltratar ou abandonar animais é CRIME previsto em lei.

Disponível em: http://lolaeamigos.blogspot.com.

As palavras “SUA” e “CRIME” pode ser considerada para:
Alternativas
Q1770556 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


Animal não é brinquedo, sente fome, frio e medo!


Por isso, não pode ser descartado e deixado à própria sorte nas ruas.

Quando você leva um animal para sua casa, a responsabilidade pela vida e a qualidade de vida dele é SUA!

Posse Responsável – maltratar ou abandonar animais é CRIME previsto em lei.

Disponível em: http://lolaeamigos.blogspot.com.

Com base no texto assinale alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1770476 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


Pandemia e tecnologia: estamos sendo vigiados?


O mundo já não é mais o mesmo do final de 2019. A pandemia do Coronavírus tem, certamente, modificado muito dos nossos hábitos. Neste novo normal, a tecnologia, que já vinha ocupando um espaço significativo nas relações humanas, passou a ser o centro das comunicações e a unir a sociedade de um modo nunca visto antes. Em tempos de isolamento social, embora distante das ruas movimentadas, os “rastros pessoais” multiplicam-se em novas plataformas que vão desde o home-office ao TikTok. Este último, com mais de 100 milhões de instalações, foi um dos aplicativos mais baixados no mundo no mês de maio.

Estes rastros, também chamados de dados, são informações particulares do usuário que criam a sua identidade digital. É a partir deles que os algoritmos podem lhe proporcionar uma melhor qualidade na navegação em rede. Assim se explica a razão do Google já conhecer a sua pergunta na barra de pesquisa ou o anúncio no Youtube coincidir com o seu desejo[...]

Rahellen Ramos Redação adaptada :< https://www.politize.com.br/pandemia-e-tecnologia/ Publicado em 1 de julho de 2020>

Com relação ao texto é CORRETO afirmar
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770385 Português
Um dicionário de língua portuguesa registra o seguinte verbete: “Polícia e ladrão – Brincadeira infantil dramatizada em que dois grupos se perseguem, tentando os policiais aprisionar o maior número possível de ladrões, os quais, por sua vez, procuram rendê-los sob ameaça de armas.”
A afirmação abaixo que é INADEQUADA em relação ao conteúdo e forma desse texto é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770384 Português
“A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (19), dois mandados de prisão na zona leste de Porto Alegre contra ladrões de veículos. Um deles, que havia rompido tornozeleira eletrônica após ter progredido de regime, foi recapturado no bairro Glória e, segundo a investigação, seguia cometendo crimes.”
A afirmação abaixo que pode ser inferida após a leitura do texto é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770382 Português
É muito conhecida a frase “O crime não compensa”; se colocarmos a conjunção MAS após essa frase, uma complementação formalmente adequada será:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770377 Português
Rui Barbosa disse certa vez que “As leis que não protegem o nosso adversário não podem nos proteger”.
Isso mostra que as leis:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770374 Português

Texto 1


“A instituição policial brasileira, segundo documentação existente no Museu Nacional do Rio de Janeiro, data de 1530, quando da chegada de Martim Afonso de Sousa enviado ao Brasil – Colônia por D. João III. A pesquisa histórica revela que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava as suas ações, promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor entendesse nas terras conquistadas do Brasil. A partir de então a instituição policial brasileira passou por seguidas reformulações nos anos de 1534, 1538, 1557, 1565, 1566, 1603, e, assim, sucessivamente. Somente em 1808, com a chegada do príncipe Dom João ao Brasil, a polícia começou a ser estruturada, comandada por um delegado e composta por escrivães e agentes.”

No texto 1, o trecho “segundo documentação existente no Museu Nacional do Rio de Janeiro” tem a função de:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770373 Português
Todas as frases abaixo têm o crime como tema; a frase em que se apresenta uma visão positiva do crime é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770371 Português
“Scotland Yard é o Departamento de Investigações Criminais da Polícia Metropolitana de Londres. Seu nome vem do nome da rua onde funcionou seu primeiro quartel central e onde, por outro lado, localizou-se o palácio que utilizavam os reis da Escócia quando visitavam a Inglaterra.” (Atrás das palavras, Charlie Lopes)
A afirmação correta sobre um dos termos sublinhados é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770370 Português
“Scotland Yard é o Departamento de Investigações Criminais da Polícia Metropolitana de Londres. Seu nome vem do nome da rua onde funcionou seu primeiro quartel central e onde, por outro lado, localizou-se o palácio que utilizavam os reis da Escócia quando visitavam a Inglaterra.” (Atrás das palavras, Charlie Lopes)
O objetivo principal deste pequeno texto é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770369 Português
Um escritor americano é autor da seguinte frase: “Não grite por socorro à noite. Pode acordar os vizinhos.”
Tal frase apresenta um problema textual, que é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770366 Português
“É minha opinião que não se deve dizer mal de ninguém, e ainda menos da polícia. A polícia é uma instituição necessária à ordem e à vida da cidade.” (Machado de Assis, A Semana – 1871)
Sobre a estruturação desse pensamento de Machado de Assis, a única observação correta é:
Alternativas
Q1770298 Português

Internet: <https://g1.globo.com>  (com adaptações).

No trecho “A Inove que é especializada em cursos a distância, desde o início da crise, se adaptou para atender a demanda de forma eficiente” (linhas 16 e 17), segundo a norma-padrão, deveria haver uma vírgula após a palavra “Inove”, no início da passagem. Sua ausência, no entanto, como está no texto original, gera o seguinte sentido:
Alternativas
Q1770193 Português

Leia o poema abaixo e responda a questão.


Tempo virá.

Uma vacina preventiva de erros e violência se fará.

As prisões se transformarão em escolas e oficinas.

E os homens, imunizados contra o crime,

cidadãos de um novo mundo, contarão às crianças do futuro,

estórias absurdas de prisões, celas, altos muros, de um tempo superado.

Cora Coralina

Através da leitura do poema assinale a alternativa correspondente:
Alternativas
Q1769972 Português

Está em carentena? Como surgiram as gírias nascidas durante a pandemia 

Marcela Capobianco


1§ Em abril, o Dicionário Oxford, um dos mais importantes do planeta, precisou fazer uma atualização extraordinária. Incluiu em sua lista de verbetes o termo “Covid-19”. Na publicação on-line, ele é descrito como “um tipo de coronavírus que foi relatado pela primeira vez em 2019 e se tornou uma pandemia”. 


2§ Desde então, o vírus não só se espalhou por cinco continentes como trouxe com ele um dialeto próprio, recheado de termos técnicos e, também, de vocábulos criativos. É sobre isso que me interessa refletir. Importado do inglês, “covidiota”, por exemplo, passou a designar as pessoas que não levavam a sério o isolamento social e, ainda por cima, saíram estocando mantimentos e papel higiênico no início do surto epidêmico.


3§ “A língua é viva, funciona como um reflexo da história. Todo episódio marcante traz consigo um vocabulário, e a pandemia é um exemplo disso”, explica Evanildo Bechara, ocupante da cadeira de número 33 da Academia Brasileira de Letras.


4§ As redes sociais são palco de embates frequentes entre os quarenteners e os cloroquiners – os primeiros designam literalmente quem aderiu à recomendação de ficar em casa e os últimos, fãs do tratamento com a desprestigiada hidroxicloroquina, mas, na prática, são designações disfarçadas da velha e nada boa rixa entre esquerda e direita. 


5§ Para quem cultivou a alma fitness mesmo trancafiado em casa, nasceu o “quarentreino” – só no Instagram há mais de 140 000 fotos publicadas com essa hashtag, indicando treinos realizados durante a pandemia.


6§ “Fica até difícil de dar conta de tantos neologismos, mas esse é um reflexo da rapidez do mundo em que vivemos hoje”, analisa outro imortal da ABL, o poeta Geraldo Carneiro. Em um de seus poemas – “A Coisa Bela” – Carneiro afirma que “cada língua escolhe as afeições e imperfeições que lhe compete ser”. No caso do português, após muito tempo de isolamento social, uma das competências recaiu sobre a palavra “carentena”, amplamente usada pelos solteiros carentes de afeto. O termo, inclusive, serviu de inspiração para uma série do canal pago Warner, “Carenteners”, que estreou no ano passado. 


7§ Em meio às gírias e expressões do momento, que brotam da necessidade de os grupos tentarem criar um código, geralmente em tom jocoso, surgiu ainda um “confinastê”, primo torto da saudação hindu, adotada pela turma do paz e amor no mundo virtual. 


8§ De tanto sucesso, os vocábulos já ilustraram alguns posts do Instagram Greengo Dictionary, do designer Matheus Diniz, que faz sucesso ao traduzir a seus 1,2 milhão de seguidores o significado de expressões informais do português para o inglês. É o caso do “coronga”, apelido debochado da doença. 


9§ A maioria dos termos de ocasião, porém, tem prazo de validade segundo os estudiosos e acabará enterrada pelas gírias de alguma nova situação excepcional. A língua, tal qual o ser humano, está em constante adaptação, e os termos de agora vão passar, junto com o corona. Corona?


Disponível em: <https://vejario.abril.com.br/cidade/girias-pandemia/>.

Acesso em: 02 abr. 2021. Adaptado.

Preencha corretamente as lacunas do texto.


Como se observa no texto de Marcela Capobianco, a pandemia do Coronavírus – uma realidade totalmente inédita para as gerações contemporâneas – fez surgir uma multiplicidade de vocábulos novos e, portanto, ainda não _______________. A autora esboça um brevíssimo glossário do corona, com expressões que já estão na boca do povo como, por exemplo, “carentena, cloroquiner, confinastê, coronga, covidiota, quarentener, quarentreino”. O emprego recorrente de palavras para explicar outras nesse texto de referência _______________ significa trazer para a mensagem a semântica do _______________, um falar sobre a palavra utilizando a própria palavra.


A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é

Alternativas
Q1769971 Português

Está em carentena? Como surgiram as gírias nascidas durante a pandemia 

Marcela Capobianco


1§ Em abril, o Dicionário Oxford, um dos mais importantes do planeta, precisou fazer uma atualização extraordinária. Incluiu em sua lista de verbetes o termo “Covid-19”. Na publicação on-line, ele é descrito como “um tipo de coronavírus que foi relatado pela primeira vez em 2019 e se tornou uma pandemia”. 


2§ Desde então, o vírus não só se espalhou por cinco continentes como trouxe com ele um dialeto próprio, recheado de termos técnicos e, também, de vocábulos criativos. É sobre isso que me interessa refletir. Importado do inglês, “covidiota”, por exemplo, passou a designar as pessoas que não levavam a sério o isolamento social e, ainda por cima, saíram estocando mantimentos e papel higiênico no início do surto epidêmico.


3§ “A língua é viva, funciona como um reflexo da história. Todo episódio marcante traz consigo um vocabulário, e a pandemia é um exemplo disso”, explica Evanildo Bechara, ocupante da cadeira de número 33 da Academia Brasileira de Letras.


4§ As redes sociais são palco de embates frequentes entre os quarenteners e os cloroquiners – os primeiros designam literalmente quem aderiu à recomendação de ficar em casa e os últimos, fãs do tratamento com a desprestigiada hidroxicloroquina, mas, na prática, são designações disfarçadas da velha e nada boa rixa entre esquerda e direita. 


5§ Para quem cultivou a alma fitness mesmo trancafiado em casa, nasceu o “quarentreino” – só no Instagram há mais de 140 000 fotos publicadas com essa hashtag, indicando treinos realizados durante a pandemia.


6§ “Fica até difícil de dar conta de tantos neologismos, mas esse é um reflexo da rapidez do mundo em que vivemos hoje”, analisa outro imortal da ABL, o poeta Geraldo Carneiro. Em um de seus poemas – “A Coisa Bela” – Carneiro afirma que “cada língua escolhe as afeições e imperfeições que lhe compete ser”. No caso do português, após muito tempo de isolamento social, uma das competências recaiu sobre a palavra “carentena”, amplamente usada pelos solteiros carentes de afeto. O termo, inclusive, serviu de inspiração para uma série do canal pago Warner, “Carenteners”, que estreou no ano passado. 


7§ Em meio às gírias e expressões do momento, que brotam da necessidade de os grupos tentarem criar um código, geralmente em tom jocoso, surgiu ainda um “confinastê”, primo torto da saudação hindu, adotada pela turma do paz e amor no mundo virtual. 


8§ De tanto sucesso, os vocábulos já ilustraram alguns posts do Instagram Greengo Dictionary, do designer Matheus Diniz, que faz sucesso ao traduzir a seus 1,2 milhão de seguidores o significado de expressões informais do português para o inglês. É o caso do “coronga”, apelido debochado da doença. 


9§ A maioria dos termos de ocasião, porém, tem prazo de validade segundo os estudiosos e acabará enterrada pelas gírias de alguma nova situação excepcional. A língua, tal qual o ser humano, está em constante adaptação, e os termos de agora vão passar, junto com o corona. Corona?


Disponível em: <https://vejario.abril.com.br/cidade/girias-pandemia/>.

Acesso em: 02 abr. 2021. Adaptado.

“Intertextualidade é o diálogo entre textos. Em outras palavras, é a criação de um novo texto a partir de outros já existentes.”
SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de Redação. São Paulo: Moderna, 2013, p. 236-240.
Com base no conceito apresentado, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I - Percebe-se no texto de Marcela Capobianco o jogo de intertextualidade quando o enunciador mobiliza outras vozes exteriores ao seu discurso para ratificar a defesa de seu ponto de vista PORQUE, II - nesse diálogo com essas vozes, ele precisa utilizar argumentos convincentes e possíveis soluções para suas ideias, mas atribuindo ao seu texto efeitos mais sarcásticos, irônicos e críticos.
Sobre essas asserções, é correto afirmar que
Alternativas
Q1769970 Português

Está em carentena? Como surgiram as gírias nascidas durante a pandemia 

Marcela Capobianco


1§ Em abril, o Dicionário Oxford, um dos mais importantes do planeta, precisou fazer uma atualização extraordinária. Incluiu em sua lista de verbetes o termo “Covid-19”. Na publicação on-line, ele é descrito como “um tipo de coronavírus que foi relatado pela primeira vez em 2019 e se tornou uma pandemia”. 


2§ Desde então, o vírus não só se espalhou por cinco continentes como trouxe com ele um dialeto próprio, recheado de termos técnicos e, também, de vocábulos criativos. É sobre isso que me interessa refletir. Importado do inglês, “covidiota”, por exemplo, passou a designar as pessoas que não levavam a sério o isolamento social e, ainda por cima, saíram estocando mantimentos e papel higiênico no início do surto epidêmico.


3§ “A língua é viva, funciona como um reflexo da história. Todo episódio marcante traz consigo um vocabulário, e a pandemia é um exemplo disso”, explica Evanildo Bechara, ocupante da cadeira de número 33 da Academia Brasileira de Letras.


4§ As redes sociais são palco de embates frequentes entre os quarenteners e os cloroquiners – os primeiros designam literalmente quem aderiu à recomendação de ficar em casa e os últimos, fãs do tratamento com a desprestigiada hidroxicloroquina, mas, na prática, são designações disfarçadas da velha e nada boa rixa entre esquerda e direita. 


5§ Para quem cultivou a alma fitness mesmo trancafiado em casa, nasceu o “quarentreino” – só no Instagram há mais de 140 000 fotos publicadas com essa hashtag, indicando treinos realizados durante a pandemia.


6§ “Fica até difícil de dar conta de tantos neologismos, mas esse é um reflexo da rapidez do mundo em que vivemos hoje”, analisa outro imortal da ABL, o poeta Geraldo Carneiro. Em um de seus poemas – “A Coisa Bela” – Carneiro afirma que “cada língua escolhe as afeições e imperfeições que lhe compete ser”. No caso do português, após muito tempo de isolamento social, uma das competências recaiu sobre a palavra “carentena”, amplamente usada pelos solteiros carentes de afeto. O termo, inclusive, serviu de inspiração para uma série do canal pago Warner, “Carenteners”, que estreou no ano passado. 


7§ Em meio às gírias e expressões do momento, que brotam da necessidade de os grupos tentarem criar um código, geralmente em tom jocoso, surgiu ainda um “confinastê”, primo torto da saudação hindu, adotada pela turma do paz e amor no mundo virtual. 


8§ De tanto sucesso, os vocábulos já ilustraram alguns posts do Instagram Greengo Dictionary, do designer Matheus Diniz, que faz sucesso ao traduzir a seus 1,2 milhão de seguidores o significado de expressões informais do português para o inglês. É o caso do “coronga”, apelido debochado da doença. 


9§ A maioria dos termos de ocasião, porém, tem prazo de validade segundo os estudiosos e acabará enterrada pelas gírias de alguma nova situação excepcional. A língua, tal qual o ser humano, está em constante adaptação, e os termos de agora vão passar, junto com o corona. Corona?


Disponível em: <https://vejario.abril.com.br/cidade/girias-pandemia/>.

Acesso em: 02 abr. 2021. Adaptado.

Em alguns aspectos, o anúncio publicitário a seguir guarda sintonia com o texto “Está em carentena? Como surgiram as gírias nascidas durante a pandemia”, de Marcela Capobianco.
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: http://www.faculdademental.com.br/nossosColunistas2. php?not_id=0003673. Acesso em: 02 abr. 2021.
A esse respeito, informe se é verdadeiro ou falso o que se afirma acerca dos dois textos.
( ) Ambos utilizam palavras cujo processo de criação caracteriza um fenômeno linguístico enriquecedor atribuído ao léxico da língua e ao vocabulário dos falantes.
( ) No anúncio, o emprego da linguagem mista revela que a linguagem verbal apresenta as ideias secundárias e a linguagem não verbal contém a ideia central do texto.
( ) No anúncio, as linguagens verbal e não verbal são autônomas; a linguagem verbal poderia ser descartada, pois isso não comprometeria a intenção original do autor.
( ) “Covidiota” e “bienalizar” são palavras novas acrescentadas ao nosso léxico, formadas de outras já existentes, e pertencem a classes de palavras distintas, respectivamente.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Respostas
17061: B
17062: A
17063: A
17064: B
17065: B
17066: A
17067: D
17068: E
17069: C
17070: D
17071: E
17072: C
17073: C
17074: A
17075: C
17076: A
17077: B
17078: D
17079: B
17080: B