Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.842 questões

Q1810834 Português
Em relação às corretas inferências da leitura do texto, analise as afirmativas a seguir:
I. Em 2020, ocorreu uma contradição entre o cenário de pandemia e a escalada da morte de agentes policiais. II. Uma das ideias apresentadas é que não há preconceito no país, em que o argumento para comprová-lo é que morrem mais negros por serem maior percentual da população. III. No contexto social brasileiro, a morte dos policiais ocorre por ações provocadas por elementos externos a eles.
Assinale
Alternativas
Q1810693 Português
Leia o Texto para responder a questão:

    No hospicio, um internado está sentado num banquinho, segurando uma vara de pescar mergulhada em um baude de água. 
 
    O médico passa e pergunta:
     - O que você está pescando?
     - Otarios, doutor - responde o interno.
    O médico, rindo, pergunta:
     - E já pegou algum?
     - O senhor é o quinto.
Disponível em:
https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=3661. Acesso
em: 20 de agosto de
2021 Adaptada.
Sem sombra de dúvida sobre o texto, é CORRETO afirmar que o:
Alternativas
Q1810673 Português
Leia o Texto para responder a questão:

O Acidente de Transito

   Um homem e uma mulher se envolvem num acidente de grandes proporssões: os carros são inteiramente destruídos, mas, por sorte, nenhum dos dois fica ferido. Depois de conseguirem sair do que restou dos carros, a mulher diz:
   — Olha só! Você, um homem, e eu, uma mulher, saímos ilesos de um acidente desses! Só pode ser um sinal de Deus! Ele está nos dando uma oportunidade para nos conhecermos e ficarmos juntos para o resto da vida! 
    — Concordo — responde o homem — Isso deve ser um sinal divino!
    A mulher continua: 
   — E olha só, um outro milagre: meu carro ficou totalmente destruído, mas essa garrafa de uísque não quebrou! Deve ser outro sinal. Vamos beber e comemorar esta sorte. 
    E ela entrega a garrafa ao homem. Ele concorda, abre a garrafa, toma alguns goles diretamente do gargalo e devolve a garrafa à mulher. Ela a pega, coloca a tampa de volta, e a devolve ao homem. Ele não entende o gesto e pergunta:
    — Você não vai tomar?
    — Não! Eu vou esperar a polícia chegar com o bafômetro... 
Disponível em:
https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=4641. Acesso
em: 25 de agosto de 2021.
Considerando o Texto lido, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1810535 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.

2020
   E vamos nós para o ano vinte-vinte, na esperança de que a repetição dos números signifique alguma coisa. Vivemos sempre com a expectativa que uma anomalia, qualquer anomalia, qualquer ruptura com o normal – como um ano com números reincidentes – seja um sinal. Estão querendo nos dizer alguma coisa. Quem, e o quê? Os avisos chegam de todos os lados, caberia a nós entendê-los. A Terra fala conosco por meio dos seus desastres naturais: terremotos e vulcões seriam recados a serem decifrados. A História fala conosco por meio dos seus intérpretes. E o Universo se dirige a nós pelos astros.
   As pessoas procuram nos astros a evidência de que não estão sozinhas, que algo guia seus passos e orienta sua vida – de longe, bem longe. A persistente crença em astrologia, apesar da dificuldade em conciliar seus princípios e sua linguagem com o bom senso, não tem explicação – ou só se explica pela renúncia à racionalidade que também é uma forma de buscar uma direção na vida, venha ela de onde vier, das religiões ou de Júpiter.
   História pessoal, que já contei mais de uma vez: quando comecei a trabalhar na imprensa, há 200 anos, fazia de tudo na redação, depois de passar o dia no meu outro emprego de redator de publicidade. Um dia me pediram para fazer o horóscopo, já que o astrólogo profissional insistia em ganhar um aumento, uma reivindicação irrealista, dadas as condições do jornal. Como eu já fazia de tudo na redação, comecei a fazer o horóscopo também. Todos os dias inventava o destino das pessoas e distribuía as previsões e os conselhos pelos 12 signos do zodíaco.
   O horóscopo era a última coisa que eu fazia no jornal antes de ir me encontrar com a Lucia e, se tivéssemos sorte, ir a um cinema, de modo que meu horóscopo era sempre feito às pressas, e com a escassa energia que sobrava depois de um dia fazendo de tudo, na agência de publicidade e na redação. E então bolei uma solução genial para liquidar o horóscopo em pouco tempo e ir embora. Como era óbvio que as pessoas só querem saber o texto do seu próprio signo e não o dos outros, comecei a fazer um rodízio: mudava os textos de signo e de lugar. O que um dia era o texto para libra no dia seguinte era para sagitário, etc. Ninguém iria notar a trapaça sideral, os deuses me perdoariam.
   Não demorou para que o editor do jornal me chamasse. Tinha muita gente reclamando do horóscopo. O que eu pensava que era óbvio não era. Minha pseudoesperteza tinha sido descoberta, aparentemente todo o mundo lê todo o horóscopo todos os dias. Minha breve carreira de astrólogo terminou ali. Mas eu só queria dizer que, mesmo quando era eu que escrevia os textos, nunca deixava de olhar para ver o que libra reservava para meu futuro. Fazer o quê? Precisamos de uma direção na vida, venha ela de onde vier.
(Veríssimo, L. F. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em: 23/01/2020.) 
No trecho História pessoal, que já contei mais de uma vez: quando comecei a trabalhar na imprensa, há 200 anos, fazia de tudo na redação, depois de passar o dia no meu outro emprego de redator de publicidade, a expressão sublinhada exemplifica o seguinte recurso linguístico:
Alternativas
Q1810534 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.

2020
   E vamos nós para o ano vinte-vinte, na esperança de que a repetição dos números signifique alguma coisa. Vivemos sempre com a expectativa que uma anomalia, qualquer anomalia, qualquer ruptura com o normal – como um ano com números reincidentes – seja um sinal. Estão querendo nos dizer alguma coisa. Quem, e o quê? Os avisos chegam de todos os lados, caberia a nós entendê-los. A Terra fala conosco por meio dos seus desastres naturais: terremotos e vulcões seriam recados a serem decifrados. A História fala conosco por meio dos seus intérpretes. E o Universo se dirige a nós pelos astros.
   As pessoas procuram nos astros a evidência de que não estão sozinhas, que algo guia seus passos e orienta sua vida – de longe, bem longe. A persistente crença em astrologia, apesar da dificuldade em conciliar seus princípios e sua linguagem com o bom senso, não tem explicação – ou só se explica pela renúncia à racionalidade que também é uma forma de buscar uma direção na vida, venha ela de onde vier, das religiões ou de Júpiter.
   História pessoal, que já contei mais de uma vez: quando comecei a trabalhar na imprensa, há 200 anos, fazia de tudo na redação, depois de passar o dia no meu outro emprego de redator de publicidade. Um dia me pediram para fazer o horóscopo, já que o astrólogo profissional insistia em ganhar um aumento, uma reivindicação irrealista, dadas as condições do jornal. Como eu já fazia de tudo na redação, comecei a fazer o horóscopo também. Todos os dias inventava o destino das pessoas e distribuía as previsões e os conselhos pelos 12 signos do zodíaco.
   O horóscopo era a última coisa que eu fazia no jornal antes de ir me encontrar com a Lucia e, se tivéssemos sorte, ir a um cinema, de modo que meu horóscopo era sempre feito às pressas, e com a escassa energia que sobrava depois de um dia fazendo de tudo, na agência de publicidade e na redação. E então bolei uma solução genial para liquidar o horóscopo em pouco tempo e ir embora. Como era óbvio que as pessoas só querem saber o texto do seu próprio signo e não o dos outros, comecei a fazer um rodízio: mudava os textos de signo e de lugar. O que um dia era o texto para libra no dia seguinte era para sagitário, etc. Ninguém iria notar a trapaça sideral, os deuses me perdoariam.
   Não demorou para que o editor do jornal me chamasse. Tinha muita gente reclamando do horóscopo. O que eu pensava que era óbvio não era. Minha pseudoesperteza tinha sido descoberta, aparentemente todo o mundo lê todo o horóscopo todos os dias. Minha breve carreira de astrólogo terminou ali. Mas eu só queria dizer que, mesmo quando era eu que escrevia os textos, nunca deixava de olhar para ver o que libra reservava para meu futuro. Fazer o quê? Precisamos de uma direção na vida, venha ela de onde vier.
(Veríssimo, L. F. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em: 23/01/2020.) 
Sobre o uso da linguagem nesse texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q1810533 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.

2020
   E vamos nós para o ano vinte-vinte, na esperança de que a repetição dos números signifique alguma coisa. Vivemos sempre com a expectativa que uma anomalia, qualquer anomalia, qualquer ruptura com o normal – como um ano com números reincidentes – seja um sinal. Estão querendo nos dizer alguma coisa. Quem, e o quê? Os avisos chegam de todos os lados, caberia a nós entendê-los. A Terra fala conosco por meio dos seus desastres naturais: terremotos e vulcões seriam recados a serem decifrados. A História fala conosco por meio dos seus intérpretes. E o Universo se dirige a nós pelos astros.
   As pessoas procuram nos astros a evidência de que não estão sozinhas, que algo guia seus passos e orienta sua vida – de longe, bem longe. A persistente crença em astrologia, apesar da dificuldade em conciliar seus princípios e sua linguagem com o bom senso, não tem explicação – ou só se explica pela renúncia à racionalidade que também é uma forma de buscar uma direção na vida, venha ela de onde vier, das religiões ou de Júpiter.
   História pessoal, que já contei mais de uma vez: quando comecei a trabalhar na imprensa, há 200 anos, fazia de tudo na redação, depois de passar o dia no meu outro emprego de redator de publicidade. Um dia me pediram para fazer o horóscopo, já que o astrólogo profissional insistia em ganhar um aumento, uma reivindicação irrealista, dadas as condições do jornal. Como eu já fazia de tudo na redação, comecei a fazer o horóscopo também. Todos os dias inventava o destino das pessoas e distribuía as previsões e os conselhos pelos 12 signos do zodíaco.
   O horóscopo era a última coisa que eu fazia no jornal antes de ir me encontrar com a Lucia e, se tivéssemos sorte, ir a um cinema, de modo que meu horóscopo era sempre feito às pressas, e com a escassa energia que sobrava depois de um dia fazendo de tudo, na agência de publicidade e na redação. E então bolei uma solução genial para liquidar o horóscopo em pouco tempo e ir embora. Como era óbvio que as pessoas só querem saber o texto do seu próprio signo e não o dos outros, comecei a fazer um rodízio: mudava os textos de signo e de lugar. O que um dia era o texto para libra no dia seguinte era para sagitário, etc. Ninguém iria notar a trapaça sideral, os deuses me perdoariam.
   Não demorou para que o editor do jornal me chamasse. Tinha muita gente reclamando do horóscopo. O que eu pensava que era óbvio não era. Minha pseudoesperteza tinha sido descoberta, aparentemente todo o mundo lê todo o horóscopo todos os dias. Minha breve carreira de astrólogo terminou ali. Mas eu só queria dizer que, mesmo quando era eu que escrevia os textos, nunca deixava de olhar para ver o que libra reservava para meu futuro. Fazer o quê? Precisamos de uma direção na vida, venha ela de onde vier.
(Veríssimo, L. F. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em: 23/01/2020.) 
Assinale a alternativa que apresenta o ponto de vista defendido pelo autor sobre horóscopos.
Alternativas
Q1810318 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão. 


Considerando o emprego dos pronomes e seus referentes, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 24, em “adaptando-a”, o referente do pronome oblíquo “a” é o substantivo “receita” (l. 23).

II. Na linha 26, o referente do pronome relativo “que” é o substantivo “ações” (l. 25).

III. Na linha 32, o referente do pronome “ela” é o substantivo “cultura” (l. 31).


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1810005 Português

Acerca da estrutura do texto e seus recursos de linguagem, analise as afirmativas a seguir:


I. Embora com teor científico, o autor do texto emprega um tom de linguagem mais próximo do coloquial, certamente para tornar o texto mais acessível a um leitor de jornal, não especialista no assunto.

II. Em função do assunto, foi necessário que o texto tivesse assumido um tom mais didático, com acréscimo de apostos e elementos explicativos.

III. O texto apresenta tipologia textual predominantemente narrativa.


Assinale

Alternativas
Q1809669 Português
Texto l ( Texto para a questão)

A crise da ecologia psíquica

Eduardo Giannetti
(Trópicos utópicos: uma perspectiva brasileira da crise
civilizatória. São Paulo: Cia das Letras, 2016)
“A crise ecológica é o resultado conjunto – imprevisto e indesejado – de uma infinidade de ações motivadas por escolhas e desejos que na sua origem, nada têm a ver com o problema criado: a fumaça tóxica das usinas chinesas movidas a carvão russo ilegalmente produzido torna-se chuva ácida e o câncer pulmonar dos coreanos; os gases emitidos por carros americanos movidos a petróleo venezuelano aceleram o derretimento das geleiras groenlandesas que provoca a elevação do nível dos oceanos”. O emprego dos dois-pontos introduz expressão que estabelece com a anterior o objetivo de:
Alternativas
Q1809476 Português
Assinale a opção que indica a frase em que o termo sublinhado, ao contrário das demais, se refere a um outro termo anterior e não a um termo seguinte.
Alternativas
Q1809472 Português
Assinale a frase que mostra em sua estruturação um jogo de palavras com sentidos diferentes de um mesmo termo.
Alternativas
Q1809471 Português
As frases a seguir carecem de coerência lógica, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Q1809470 Português
As frases a seguir se apoiam estruturalmente em uma comparação. Assinale a opção que apresenta a frase em que isso não acontece.
Alternativas
Q1809469 Português
“A riqueza não deve ser dissipada, mas é certo que impõe obrigações imprescindíveis, e seria da maior conveniência viver a gente abaixo dos seus meios.” ASSIS, Machado de. Helena. Ed. MEC (digital). Rio de Janeiro. 2020.
Ao dizer que “seria da maior conveniência viver a gente abaixo dos seus meios”, Machado quer dizer que todos nós devemos
Alternativas
Q1809468 Português
No fragmento a seguir, há uma série de conselhos implícitos.
“Assim como é boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço de nossa ambição.” ASSIS, Machado de. Teoria do Medalhão, Gazeta de Notícias. RJ. 1881.
Assinale a opção que apresenta o conselho que não faz parte dessa série.
Alternativas
Q1809244 Português

Imagem associada para resolução da questão

FONTE: https://acontecendoaqui.com.br/propaganda/marcca-cria-

campanha-publicitaria-de-dia-das-maes-para-fcdlsc


Considere as seguintes afirmações a respeito da propaganda:
I - “Ela” faz referência a “mãe”, articulando o texto com a imagem da publicidade. II - O pronome “que”, no texto, retoma, respectivamente, “Ela” e “você”. III - O uso da conjunção “mas” reforça “precisava” em contraposição a “não precisava”. IV - A locução “vai dizer” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “diria”.
É correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q1809243 Português
Leia a seguinte manchete, publicada no site 1News em 18/12/2018, para responder à questão.

“Luto na música: perda de Roberto Carlos perto do natal comove o Brasil” 
Assinale a alternativa que desfaz a ambiguidade do texto.
Alternativas
Q1809239 Português
Leia o trecho da crônica “Hobbies” de Luis Fernando Veríssimo para responder à questão.

    A maior coleção particular de pizzas do mundo pertence ao jurista Domenico Corolário, de São Paulo, que desenvolveu um método para preservá-las, semelhante, segundo ele, ao embalsamamento. O doutor Corolário começou com uma de mussarela (sic) e molho de tomate simples, tamanho médio, para viagem. Levou para casa, esqueceu-se de comê-la e duas semanas mais tarde encantou-se com aquela coisa redonda, colorida e incomível e teve a ideia da coleção. Hoje viaja sempre que pode à procura de pizzas diferentes e tem correspondentes em todo o mundo, que lhe enviam espécimens novos. Quais são seus exemplares mais raros?

    - Bem, tenho uma pizza de bacalhau, páprica e creme de leite. Esta aqui de creme de abacate, anchovas, azeitona, rodelas de tomate e caramelo. Esta de mamão, bacon e... Mas você está ficando verde!

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Novas comédias da vida privada, Porto Alegre, L&PM, 1996, p.325.
Os referentes dos termos em destaque no texto são, respectivamente:
Alternativas
Q1808742 Português

Leia o texto abaixo de Walcyr Carrasco, Revista Veja Ed. 2668, e responda à questão.


    Início de ano é sempre assim: a gente faz promessas, ambiciona novidades. Como o ano só começa realmente depois do Carnaval, costumo aguardar até lá. Mas aí já é tarde: o ano ganhou seu ritmo e eu deixo as mudanças para o futuro. Em 2019 pensei no que realmente desejaria para este 2020. Há uma palavra que não me sai da cabeça: segurança. É claro que o país tem problemas de todo tipo. Mas a segurança toca no meu cotidiano diretamente. [...] Eu me admiro ver as pessoas convivendo com a violência como se fosse absolutamente normal. Uma amiga sai sempre com dois celulares. Um velho e um bom, escondido. O mais antigo é para, no caso de assalto, entregar ao ladrão. Já ouvi um conhecido dizer que o “meliante” foi legal, pois o deixou ficar com os documentos. Ou seja: o sujeito assalta, ameaça, mas é “legal”? Recentemente, um amigo fez aniversário. Tínhamos um evento, mas queríamos nos reunir depois das dez da noite. Foi difícil achar um restaurante: a maioria está fechando mais cedo. Em São Paulo, no centro, as mulheres andam agarradas às bolsas. O pior, porém, repito, é nossa atitude passiva. Nós nos acostumamos ao absurdo. [...].

    Há alguns anos, eu saía do Leblon e andava até o Arpoador pela praia. É uma boa e saudável distância. Não tenho mais coragem. Quero voltar a andar pelo calçadão sem medo. Se caminhar, realizarei meu segundo desejo de Ano Novo: perder a barriga. Mas quando? A falta de segurança mudou a minha vida. Sem dúvida, continuarei barrigudo.

Assinale o trecho que NÃO corrobora a opinião do autor expressa em Eu me admiro ver as pessoas convivendo com a violência como se fosse absolutamente normal.
Alternativas
Q1808741 Português

Leia o texto abaixo de Walcyr Carrasco, Revista Veja Ed. 2668, e responda à questão.


    Início de ano é sempre assim: a gente faz promessas, ambiciona novidades. Como o ano só começa realmente depois do Carnaval, costumo aguardar até lá. Mas aí já é tarde: o ano ganhou seu ritmo e eu deixo as mudanças para o futuro. Em 2019 pensei no que realmente desejaria para este 2020. Há uma palavra que não me sai da cabeça: segurança. É claro que o país tem problemas de todo tipo. Mas a segurança toca no meu cotidiano diretamente. [...] Eu me admiro ver as pessoas convivendo com a violência como se fosse absolutamente normal. Uma amiga sai sempre com dois celulares. Um velho e um bom, escondido. O mais antigo é para, no caso de assalto, entregar ao ladrão. Já ouvi um conhecido dizer que o “meliante” foi legal, pois o deixou ficar com os documentos. Ou seja: o sujeito assalta, ameaça, mas é “legal”? Recentemente, um amigo fez aniversário. Tínhamos um evento, mas queríamos nos reunir depois das dez da noite. Foi difícil achar um restaurante: a maioria está fechando mais cedo. Em São Paulo, no centro, as mulheres andam agarradas às bolsas. O pior, porém, repito, é nossa atitude passiva. Nós nos acostumamos ao absurdo. [...].

    Há alguns anos, eu saía do Leblon e andava até o Arpoador pela praia. É uma boa e saudável distância. Não tenho mais coragem. Quero voltar a andar pelo calçadão sem medo. Se caminhar, realizarei meu segundo desejo de Ano Novo: perder a barriga. Mas quando? A falta de segurança mudou a minha vida. Sem dúvida, continuarei barrigudo.

A respeito dos sentidos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Dois desejos foram feitos pelo autor para 2020: segurança no país e perder a barriga. ( ) O autor não acredita que vá realizar seus desejos em 2020, conforme está expresso no segundo parágrafo. ( ) Os exemplos dados, da amiga, do conhecido e do amigo aniversariante, funcionam como argumentos a fundamentar o ponto de vista de Carrasco sobre a falta de segurança no país. ( ) No segundo parágrafo, aparece o segundo desejo e é retomado o primeiro como causa da não realização do segundo.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Respostas
16661: A
16662: B
16663: C
16664: C
16665: B
16666: D
16667: D
16668: A
16669: C
16670: B
16671: C
16672: B
16673: E
16674: A
16675: C
16676: D
16677: C
16678: D
16679: B
16680: D