Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Ainda que se desconfie da uniformidade esquematizante, no texto que se busca captar como um modo de significação, as partes se integram e se esclarecem reciprocamente. (GUIMARÃES, Elisa. A Articulação do Texto. São Paulo: Editora Ática, 2004, p. 06).
Considerando a articulação do texto e seus modos de enunciação, assinale a alternativa INCORRETA.




Texto para os item.


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
De acordo com o texto, toda pergunta é um grito para
compreender o mundo, mesmo o questionamento “Por
que a Lua é redonda?”, caracterizado pelo autor como
uma pergunta ingênua.
Texto para os item.


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O sexto parágrafo concentra-se em mostrar que a
pergunta “Por que a grama é verde?”, mencionada no
parágrafo anterior, não é uma pergunta simples, uma
vez que se relaciona com outras questões que ainda
estão em aberto no campo da ciência.
Texto para os item.


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Para defender a ideia de que não existem perguntas
estúpidas, o autor menciona, como estratégia
argumentativa, diferentes situações por ele vivenciadas
ou observadas.
Texto para os item.


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Depreende-se do texto que um adulto que tente
responder às perguntas profundas feitas por uma
criança, ainda que não consiga fornecer uma resposta
completa, pode contribuir para que ela não perca o
interesse pela ciência.
Texto para o item.

Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No último parágrafo, o termo “as”, que antecede
“farejava” (linha 24), retoma “A minha ignorância de
viver” (linha 23) e “a natureza das minhas
preocupações” (linhas 23 e 24).
Texto para o item.

Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Na linha 28, o termo “ele”, em “Com ele, era assim”,
retoma “o homem”.
Texto para o item.

Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Infere-se do último parágrafo que o gerente do hotel
utilizava anedotas como estratégia para intimidar o
narrador.
O Texto a seguir refere-se ao item.
ELES NÃO APRENDEM
Estudo monitora psicopatas condenados por crimes violentos e descobre que eles respondem mal a penalizações como forma de aprendizado
O neurologista norte-americano James Fallon já estudava há décadas o cérebro de pacientes diagnosticados com distúrbios psíquicos quando ficou sabendo de seis assassinatos na família de seu pai. Decidiu, então, fazer uma tomografia, e, ao analisar o resultado, encontrou características semelhantes às apresentadas por psicopatas. “Minha mãe teve quatro abortos espontâneos, então, quando cheguei, me trataram como um garoto de ouro. Se tivesse sido tratado normalmente, talvez fosse hoje meio barra-pesada”, ele diz.
Fallon agora se reconhece como psicopata. Ele faz parte da corrente que acredita que é possível diagnosticar a psicopatia a partir de anomalias no cérebro, teoria ainda contestada por parte da comunidade médica, mas que acaba de ganhar um reforço importante. Um estudo feito pela Universidade de Montreal e pelo King's College London analisou 12 homens condenados por conduta violenta e diagnosticados clinicamente como psicopatas e outros 20 condenados pelo mesmo motivo, mas diagnosticados apenas como antissociais. Eles jogaram uma espécie de jogo da memória enquanto estavam dentro de uma máquina de ressonância magnética. As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se adaptavam a essas mudanças — errar é uma forma de aprendizado, já que o cérebro costuma entender a mensagem, representada no jogo pela perda de pontos, e deixa de repetir o padrão que levou à punição.
Os psicopatas tiveram mais dificuldades que os antissociais para aprender com as penalidades, e duas áreas do cérebro apresentaram comportamentos anormais. “Nosso estudo desafia a visão de que psicopatas têm baixa sensibilidade neural a punições”, dizem os pesquisadores. “Em vez disso, o problema é que existem alterações no sistema de processamento de informações responsável pelo aprendizado”. A expectativa é que a descoberta seja útil na busca por novos tratamentos para prevenir ações violentas.
Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/psicopatas-podem-se-recuperar-ao-serem-penalizados.html. Acesso em: 16 mar. 2022.
Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item.
Em “[...] eles respondem mal a penalizações [...]”, o termo em destaque tem o mesmo sentido que
em “Hoje está calor. Mal posso esperar para ir à praia.”.
A arte silenciosa e o café
Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.
Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.
Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.
A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.
Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.
O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.
André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Não é de hoje que algumas mulheres marcam presença na política, como Magdalena Andersson e Sanna Marin, chanceleres da Suécia e da Finlândia. As duas ganharam evidência com o pedido de adesão de seus países à OTAN, diante da invasão da Rússia na Ucrânia. Pesquisa do Fórum Econômico Mundial sobre o tema (Global Gender Gap Report), publicada anualmente, aponta países da Escandinávia no topo dos mais igualitários quanto a cargos executivos e parlamentares divididos por homens e mulheres, com o Brasil em 106º lugar, entre 156 analisados. A participação cresce em Parlamentos e alguns ministérios importantes, como das Relações Exteriores. No último encontro do G7, em 12 de maio, em Wengels (Alemanha), a presença feminina chamou atenção. Participaram ministras como a britânica Elizabeth Truss, a canadense Melanie Joly, a americana Victoria Nuland e a alemã Annalena Baerbock. E a maior líder do continente nas últimas décadas já tinha sido uma mulher: a alemã Angela Merkel, recém-aposentada. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a percorrer.
I. O Ministério das Relações Exteriores é um dos espaços de maior crescimento da participação feminina.
II. Um dos eventos em que a participação feminina foi destaque aconteceu no último encontro do G7, na Alemanha.
III. Angela Merkel é considerada como a maior líder do continente europeu nas últimas décadas.
Pode-se afirmar que: