Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 38.948 questões

Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: CRC-RO Prova: IBADE - 2022 - CRC-RO - Contador |
Q1944468 Português

Exercício potencializa o efeito benéfico do fármaco losartana ao sistema cardiovascular de hipertensos

    

    Associar a prática de atividade física aeróbia ao uso do medicamento losartana aumenta os benefícios para pacientes hipertensos, principalmente no que diz respeito à regulação autonômica cardíaca, contribuindo com o funcionamento adequado do sistema cardiovascular. Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada com voluntários homens na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

     Os cientistas mostraram que caminhadas de 45 minutos, três vezes por semana, melhoram a variabilidade da frequência cardíaca, um marcador cientificamente validado que afere o funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável pela regulação de processos fisiológicos corporais, como pressão arterial e frequência respiratória.

     O medicamento é considerado a primeira linha de tratamento da hipertensão arterial (reduzindo o risco de eventos cardiovasculares), da insuficiência cardíaca e também é indicado para a proteção renal. Tem um mecanismo de ação que bloqueia o receptor AT1 da angiotensina 2 – um peptídeo que faz com que as paredes musculares das pequenas artérias (arteríolas) se contraiam, aumentando a pressão arterial. [...]

(CONSTANTINO, L. Exercício potencializa o efeito benéfico do fármaco losartana ao sistema cardiovascular de hipertensos. Disponível em: tps://agencia.fapesp.br/exercicio-potencializa-o-efeito-benefico-do-farmaco-losartana-ao-sistema-cardiovascular-de-hipertensos/38868/ Acesso em: 16 jun. 2022)

O objetivo central do texto acima é:  
Alternativas
Q1943839 Português
Luís Antônio Marcuschi, no livro “Da fala para a escrita” (Editora Cortez, 2001), discute as relações entre a língua falada e a língua escrita. Nesse livro, o autor apresenta os conceitos de língua falada e escrita e como ocorrem as influências de uma sobre a outra.
Julgue os itens abaixo, colocando V nos Verdadeiros e F nos Falsos.

( ) Assim como a fala não apresenta propriedades intrínsecas negativas, também a escrita não tem propriedades intrínsecas privilegiadas. São modos de representação cognitiva e social que se revelam em práticas específicas.
( ) Postular algum tipo de supremacia ou superioridade de alguma das duas modalidades seria uma visão equivocada, pois não se pode afirmar que a fala é superior à escrita ou vice-versa. Em primeiro lugar, deve-se considerar o aspecto que se está comparando e, em segundo, deve-se considerar que essa relação não é homogênea nem constante.
( ) Do ponto de vista cronológico, a fala tem grande procedência sobre a escrita, mas, do ponto de vista do prestígio social, a escrita é vista como mais prestigiosa que a fala. Não se trata, porém, de algum critério intrínseco nem de parâmetros linguísticos e, sim, de postura ideológica. Por outro lado, há culturas em que a fala é mais prestigiosa que a escrita.
( ) Mesmo considerando a enorme e inegável importância que a escrita tem nos povos e civilizações “letradas”, continuamos povos orais. A oralidade jamais desaparecerá e sempre será, ao lado da escrita, o grande meio de expressão e de atividade comunicativa. A oralidade enquanto prática social é inerente ao ser humano e não será substituída por nenhuma tecnologia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Q1943837 Português
[...] A linguagem verbal tem sido compreendida como uma forma de ação social, localizada em um contexto específico. Daí resulta o conceito de interação verbal, segundo o qual o locutor sempre age sobre o interlocutor (avisa, confidencia, impressiona, dá a conhecer, etc.) e, por sua vez, orienta sua produção discursiva pela imagem que constrói do interlocutor antes e durante o processo de comunicação. Assim ocorre a interação: ação de um sobre o outro.

Fonte: Luís Carlos Travaglia, disponível em https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/interacao-verbal. Acesso em 12 mai. 2022.

Assinale, dentre as práticas abaixo, aquela que apresenta uma abordagem que condiz com o posicionamento sobre língua defendida por Travaglia, no texto acima.
Alternativas
Q1943833 Português
O aluno deveria ser persuadido, motivado a gostar de ler, atraído, pelo texto literário, encarando a leitura literária como um jogo, nos termos de Iser (1999), em que o autor dita as regras de funcionamento do jogo, por meio da tessitura textual e o leitor descobre como jogar, negociando sentidos, decifrando pistas, fazendo inferências, enfim, reconstruindo o jogo, antes dirigido pelo autor. Enquanto os alunos não encontrarem esse sentido para a leitura literária, continuarão a ler sem prazer, lendo apenas os resumos das obras clássicas disponíveis na web, recortando e copiando textos da internet, fazendo da pesquisa na escola mera cópia, diminuindo a capacidade imaginativa, restringindo seu potencial de coprodução enquanto leitores críticos.

(MARTINS, Ivanda. A literatura no Ensino Médio: quais os desafios do professor?. In: BUZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 97-8)

Analisando a proposta de leitura do texto literário na escola, apresentada pela professora Ivanda Martins, julgue as abordagens do texto literário condizentes com essa visão.

I. A escola deve priorizar a leitura das obras literárias clássicas, que coloquem o aluno em contato com uma linguagem pertencente a contextos espaço-temporais distantes da realidade do aluno.
II. Para o aluno desenvolver estratégias comunicativas e dominar a norma-padrão, é necessário o estímulo à leitura de obras literárias, os consagrados clássicos.
III. A linguagem literária é marcada pela especificidade própria e única, que distingue linguagem literária de linguagem não literária, que o aluno deve perceber.
IV. É preciso que o aluno reconheça a obra literária como uma figura tridimensional (multi/inter/transdisciplinar) que utiliza a língua como instrumento de realização artística.

Está(ão) CORRETA(S)
Alternativas
Q1943832 Português
É preciso que a escola amplie mais suas atividades, visando à leitura da literatura como atividade lúdica de construção e reconstrução de sentidos. Contudo, parece-nos que o contexto escolar privilegia o ensino de literatura, no qual a leitura realizada pelos professores, inevitavelmente, é diferente daquela efetivada pelos alunos, pois a diversidade de repertórios, conhecimento de mundo, experiências de leitura influenciam diretamente o contato do leitor com o texto. Tanto a leitura da literatura quanto o ensino da literatura deveriam estar presentes no contexto escolar, de modo articulado, pois são dois níveis dialogicamente relacionados. (grifo da autora)

(MARTINS, Ivanda. A literatura no Ensino Médio: quais os desafios do professor?. In: BUZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 85)

A professora Ivanda Martins estabelece uma relação entre dois termos: leitura da literatura e ensino da literatura. Os conceitos dos termos que estão subnjacentes nas afirmações acima podem ser assim apresentados:
Alternativas
Q1943830 Português
Ler e escrever têm se tornado, cada vez mais, uma ação integrada. Bruns (2007) empregava o termo produsage para se referir às ações dos usuários da internet, especialmente em blogs e outros espaços de interação multimodal, quando eles liam e participavam, transformando a escrita em uma reação contínua, quase natural, de quem navega pela web. Nesse contexto, a produção de textos multimodais precisa estar tão à nossa disposição quanto a leitura. As novas tecnologias podem incrementar nossas habilidades, o que não nos dispensa de desenvolver essas habilidades de seleção de modos e recursos expressivos tanto quanto em qualquer época. Fazendo uma analogia, embora não tão feliz quanto o termo de Bruns, vivemos o tempo de escreler em múltiplas linguagens.

(RIBEIRO, Ana Elisa. Multimodalidade, textos e tecnologias: provocações para a sala de aula. São Paulo: Parábola, 2021, p. 17)

O neologismo usado por Ana Elisa Ribeiro para resumir as habilidades modernas de interação, principalmente pela internet, é escreler.
Qual das afirmações abaixo apresenta uma discussão assertiva acerca das afirmações da autora?
Alternativas
Q1943127 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o trecho da crônica “O VIP sem querer”, de Carlos Drummond de Andrade.



O narrador recorre a uma expressão paradoxal no seguinte trecho:  
Alternativas
Q1943122 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o poema de Mario Quintana.


            Recordo ainda... e nada mais me importa…

           Aqueles dias de uma luz tão mansa            

          Que me deixavam, sempre, de lembrança,

           Algum brinquedo novo à minha porta...      


        Mas veio um vento de desesperança       

         Soprando cinzas pela noite morta!            

        E eu pendurei na galharia torta                

         Todos os meus brinquedos de criança...    


        Estrada afora após segui... Mas, ai,         

        Embora idade e senso eu aparente,         

        Não vos iluda o velho que aqui vai:           


          Eu quero os meus brinquedos novamente!

        Sou um pobre menino... acreditai…          

        Que envelheceu, um dia, de repente!...     

(QUINTANA, Mario. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2005)  

No poema, o eu lírico mostra-se, sobretudo,
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CRM-SC Prova: Quadrix - 2022 - CRM-SC - Revisor de Texto |
Q1942889 Português

Considerando a correção gramatical, a concisão e a coerência dos trechos apresentados, julgue o item. 


Na medicina atual, já existem ferramentas capazes de processar uma grande quantidade de informações por meio da inteligência artificial, que podem executar algumas tarefas com mais precisão, além de projetarem cenários e fazer análises mais eficientes com base na comparação de dados, sendo um bom exemplo o algoritmo usado para auxiliar no tratamento de câncer, comparando resultados anteriores de casos parecidos, materiais científicos e o histórico do paciente para indicar possíveis linhas de tratamento, seus efeitos colaterais e riscos. Podendo, assim, o profissional tomar decisões embasadas em informações confiáveis. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CRM-SC Prova: Quadrix - 2022 - CRM-SC - Revisor de Texto |
Q1942883 Português

Texto para o item.  


Internet: <crmdf.org.br> (com adaptações).

A respeito do texto acima, julgue o item. 


A exploração de recursos gráficos no texto constitui uma forma eficiente de comunicação com o público leitor da mensagem. 

Alternativas
Q1942749 Português

Analise as assertivas a seguir e assinale a opção correta:


I - Caminhar e nadar faz bem à saúde.


II - Chegou João e Manoel.


III - Chegaram João e Manoel.


IV - Helena e tu podeis fazer isso.

Alternativas
Q1942573 Português
Depreende-se do 3o parágrafo que
Alternativas
Q1942572 Português
A reflexão de Rubião no 2o parágrafo permite caracterizá-lo como
Alternativas
Q1942409 Português
Texto CB1A1-III 

    Em um mercado cada dia mais competitivo e globalizado, torna-se essencial que as empresas procurem adotar estratégias que lhes proporcionem maior desenvolvimento, possibilitando-lhes destacar-se quanto à capacidade e eficiência para criar, expandir e aplicar recursos. Ressalte-se que as companhias se destacam competitivamente quando adquirem resultados satisfatórios a partir da adoção de práticas aceitas e valorizadas no ambiente em que atuam. Assim, as estratégias competitivas refletem a maneira como as empresas se distinguem de suas concorrentes. Dentre as diversas estratégias competitivas, destacam-se a internacionalização e a inovação. A internacionalização é motivada pela necessidade de recursos, mercados e ativos estratégicos, enquanto a inovação é impulsionada pela necessidade de obtenção de maior eficiência econômica e financeira. Ademais, a internacionalização induz o uso da inovação e proporciona melhores resultados competitivos e, assim como a inovação, pode facilitar a inserção em mercados estrangeiros, propiciando a abertura de caminhos para atuação em diferentes ambientes. 


Antonio Albuquerque Filho et alii. Influência da internacionalização e  da inovação na competitividade empresarial. In: Revista Eletrônica de  Negócios Internacionais (Internext), v. 15, n.º 1, 2020, p. 1 e 2 (com adaptações)
De acordo com o texto CB1A1-III, as estratégias competitivas constituem o meio pelo qual as empresas 
Alternativas
Q1942408 Português
Texto CB1A1-II   

        As exportações do Brasil dependem, cada vez mais, de recursos naturais pelo fato de o país não ter entrado nas cadeias globais de valor (CGV). O papel do Brasil na economia global é, principalmente, o de exportador de commodities primárias ou de produtos baseados em recursos naturais. Com isso, o país gera receita em exportações, que é relevante, mas deixa de lado uma importante forma de integração ao comércio global, o que poderia gerar mais benefícios econômicos e sociais ao país.   

       O volume de investimentos estrangeiros no país é bastante elevado, porém, com empresas voltadas a atender o mercado interno brasileiro, em muitos casos com grande conteúdo tecnológico importado. A não exportação de bens de maior valor agregado significa perda de oportunidade de ganhos de escala maiores e de ampliação de investimentos produtivos no país. Governo e empresas brasileiras precisam rever acordos e relações comerciais. A celebração de acordos comerciais com países que estão no centro das CGV é importante para facilitar a entrada do Brasil nas cadeias. Além da revisão de acordos comerciais, o esforço do Brasil em ampliar sua presença internacional também passa necessariamente pela maior digitalização e integração dos processos em busca do aumento da maturidade e da sofisticação na gestão da indústria nacional. Com uma gestão mais moderna, mais robusta e mais bem planejada, é possível ampliar a produtividade, fortalecer o mercado brasileiro e, assim, expandir a participação do país nas CGV. 


Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os seguintes itens, de acordo com a correção gramatical, a coerência textual e as disposições do Manual de Redação e Estilo da ApexBrasil. 
I A substituição do trecho “é bastante elevado” (primeiro período do segundo parágrafo) por são bastante elevados manteria a correção gramatical do texto.
II A substituição da forma verbal “significa” (segundo período do segundo parágrafo) por implica manteria a correção gramatical e a coerência do texto.
III Em “mais bem planejada” (último período do último parágrafo), a substituição de “mais bem” por melhor garantiria a correção gramatical do texto e atenderia ao disposto no referido manual.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q1942405 Português
Texto CB1A1-II   

        As exportações do Brasil dependem, cada vez mais, de recursos naturais pelo fato de o país não ter entrado nas cadeias globais de valor (CGV). O papel do Brasil na economia global é, principalmente, o de exportador de commodities primárias ou de produtos baseados em recursos naturais. Com isso, o país gera receita em exportações, que é relevante, mas deixa de lado uma importante forma de integração ao comércio global, o que poderia gerar mais benefícios econômicos e sociais ao país.   

       O volume de investimentos estrangeiros no país é bastante elevado, porém, com empresas voltadas a atender o mercado interno brasileiro, em muitos casos com grande conteúdo tecnológico importado. A não exportação de bens de maior valor agregado significa perda de oportunidade de ganhos de escala maiores e de ampliação de investimentos produtivos no país. Governo e empresas brasileiras precisam rever acordos e relações comerciais. A celebração de acordos comerciais com países que estão no centro das CGV é importante para facilitar a entrada do Brasil nas cadeias. Além da revisão de acordos comerciais, o esforço do Brasil em ampliar sua presença internacional também passa necessariamente pela maior digitalização e integração dos processos em busca do aumento da maturidade e da sofisticação na gestão da indústria nacional. Com uma gestão mais moderna, mais robusta e mais bem planejada, é possível ampliar a produtividade, fortalecer o mercado brasileiro e, assim, expandir a participação do país nas CGV. 


Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).
De acordo com as ideias do texto CB1A1-II, 
Alternativas
Q1942403 Português
Texto CB1A1-I   

        O desenvolvimento tecnológico das últimas décadas levou à Quarta Revolução Industrial, também chamada de Indústria 4.0, que busca integrar pessoas, organizações e processos por meio da utilização de tecnologias digitais desenvolvidas ao longo dos últimos anos.   

        Entre as áreas afetadas pelas inovações da Indústria 4.0, o comércio internacional sofre impactos substanciais em sua estrutura. A conexão entre tecnologia e negociações reduz comunicações e custos de transporte, por exemplo, por meio da ampliação do e-commerce e da Internet. A digitalização oferece potencial para aprimorar as trocas de bens e serviços entre países e para reduzir seus custos mediante negócios paperless, ou seja, negociações sem o uso de papel, medida tomada por alguns países desde a década passada. Uma das formas como as novas tecnologias afetaram os fluxos internacionais de bens e serviços no período anterior à pandemia foi o surgimento e fortalecimento das plataformas de vendas online.   

          Com o impacto da pandemia, todo o prévio processo de modernização das negociações internacionais foi acelerado. Não só o volume das trocas foi alterado, como também a sua natureza: as exportações, antes constituídas em sua maioria por bens, referem-se agora, em proporção cada vez mais importante, a serviços. 


Yohan Farias Capela Ferreira et alii. A Indústria 4.0 no cenário global pós-pandemia:  aplicabilidade nos negócios internacionais. In: Revista de Artigos.  Simpósio em Negócios Internacionais da ApexBrasil,  v. 1, 2021, p. 45 e 47 (com adaptações). 
Depreende-se dos sentidos do segundo parágrafo do texto CB1A1-I que, em “seus custos” (terceiro período), “seus” diz respeito aos “custos” 
Alternativas
Q1942402 Português
Texto CB1A1-I   

        O desenvolvimento tecnológico das últimas décadas levou à Quarta Revolução Industrial, também chamada de Indústria 4.0, que busca integrar pessoas, organizações e processos por meio da utilização de tecnologias digitais desenvolvidas ao longo dos últimos anos.   

        Entre as áreas afetadas pelas inovações da Indústria 4.0, o comércio internacional sofre impactos substanciais em sua estrutura. A conexão entre tecnologia e negociações reduz comunicações e custos de transporte, por exemplo, por meio da ampliação do e-commerce e da Internet. A digitalização oferece potencial para aprimorar as trocas de bens e serviços entre países e para reduzir seus custos mediante negócios paperless, ou seja, negociações sem o uso de papel, medida tomada por alguns países desde a década passada. Uma das formas como as novas tecnologias afetaram os fluxos internacionais de bens e serviços no período anterior à pandemia foi o surgimento e fortalecimento das plataformas de vendas online.   

          Com o impacto da pandemia, todo o prévio processo de modernização das negociações internacionais foi acelerado. Não só o volume das trocas foi alterado, como também a sua natureza: as exportações, antes constituídas em sua maioria por bens, referem-se agora, em proporção cada vez mais importante, a serviços. 


Yohan Farias Capela Ferreira et alii. A Indústria 4.0 no cenário global pós-pandemia:  aplicabilidade nos negócios internacionais. In: Revista de Artigos.  Simpósio em Negócios Internacionais da ApexBrasil,  v. 1, 2021, p. 45 e 47 (com adaptações). 
De acordo com as ideias do texto CB1A1-I, 
Alternativas
Q1942246 Português

“SOBRE ÉTICA E IMPRENSA”

Texto incita jornalistas à saudável autocrítica 

       As acusações de espionagem contra o físico Wen Ho Lee, divulgadas este ano pelo mais respeitado jornal dos EUA, "The New York Times", depois comprovadas como falsas, provocaram recentemente intenso debate público sobre ética e imprensa nesse país e resultaram num editorial de "mea culpa" do diário.

       Outros episódios (os equívocos das redes de TV na boca de urna da eleição presidencial, por exemplo) têm colocado a prática do jornalismo no centro das atenções da sociedade americana.

       Erros comparáveis ou até mais graves no Brasil dificilmente motivam discussões similares entre jornalistas, "interna corporis" ou - muito menos - diante dos consumidores de informação.

      A ausência desse tipo de autoexame pelos jornalistas brasileiros só empobrece seu ofício e fornece munição aos que tentam desacreditá-lo diante da sociedade.

       Essa é uma das razões por que o lançamento de "Sobre Ética e Imprensa", de Eugênio Bucci, é um sinal de alento. O fato de um dirigente de primeiro escalão de uma das mais importantes empresas jornalísticas do país se dispor a gastar parte de seu tempo na reflexão sobre questões éticas da profissão e, mais ainda, a reparti-las com o público (com todos os riscos naturais da empreitada) só merece elogios.

      Ainda mais quando o produto final é um texto bem escrito, embasado em sólida pesquisa, comedido e, muitas vezes, corajoso.

     Para fazer justiça completa ao autor e aceitar os desafios que ele mesmo propõe, uma resenha de seu trabalho deve, no entanto, dar mais destaque às divergências que ele suscite do que aos elogios. Por isso, seguem-se alguns pontos defendidos por Bucci no livro a respeito dos quais discordo, ao menos do modo como os expôs.

    O primeiro é que Bucci parece fazer uma distinção entre as exigências da separação entre opinião e informação feitas a veículos de comunicação diversos. Ele demonstra ter muito mais tolerância com as revistas do que com a TV; condena com grande vigor o comportamento do telejornalismo da Rede Globo na eleição presidencial de 89, mas quase justifica o da revista "Exame" na de 94.

       As justificativas para esse tratamento diferenciado vão desde o que Bucci classifica de "traço de nascença" das revistas, que a seu ver lhes permite editorializar a notícia, até o fato de a TV atingir muito maior número de pessoas, muitas das quais analfabetas e sem outras fontes de informação.

       São argumentos duvidosos, ainda que dignos de consideração. Ninguém está à mercê da televisão. Mesmo os mais pobres e ignorantes dispõem de meios de apreensão da realidade que se confrontam com o mundo apresentado nas telas.

     A Rede Globo, por mais poderosa que fosse, não impediu que Leonel Brizola se elegesse duas vezes governador do Rio. Quanto às revistas, elas podem ser consumidas por menos pessoas, mas elas são líderes de opinião; portanto o seu efeito social pode ser até mais poderoso do que o da TV.

     Em relação a outros assuntos que deveriam receber tratamento igual, Bucci adota graus de flexibilidade bastante variados, sem apresentar muitos argumentos que expliquem seu procedimento diferenciado. Por exemplo, é muito mais compreensivo com os conflitos de convicção e consciência dos jornalistas do que com suas necessidades econômicas.

      É possível depreender de seu raciocínio, por exemplo, que um repórter ou editor só pode ser eticamente condenado se tiver um cargo remunerado num partido político e trabalhar num jornal ou revista; mas, se ele agir na imprensa em favor de uma causa ideológica em que acredita sem ser pago por uma organização que a represente, sua falta é mais leve.

     Bucci afirma que o jornalista "não tem autorização ética para perseguir outros fins que não (o de bem informar o público)". Pode ser assim no mundo ideal. Mas há muitas situações no Brasil em que essa exigência é cruel. Por exemplo, em muitas cidades do Nordeste, em que o salário do jornalista não garante sobrevivência digna, exigir dele que não tenha "duplo emprego" (muitas vezes no governo e num jornal) só é justificável como sonho.

      Aqui e ali, Bucci revela alguma ingenuidade. Como ao achar que o fim da condescendência com a aceitação de viagens e favores para a produção de reportagens de turismo é uma "questão de (pouco) tempo", em aparente demonstração de fé numa espécie de teoria evolucionista da imprensa. Ele mesmo argumenta, com razão, ao longo do livro, que o processo de aperfeiçoamento ético depende de muito esforço e encontra sérias resistências não apenas no interior das empresas jornalísticas, mas também (e talvez mais) na própria corporação profissional.

       Outras mostras de boa-fé excessiva aparecem nas frequentes referências ao sistema de comunicação dos EUA como exemplo de preservação da "diversidade".

        Embora haja legislação (contestada seriamente nesta década e já em estado de caduquice) para impedir a concentração excessiva de meios de comunicação nas mãos de um mesmo proprietário em uma só cidade, a uniformidade do jornalismo americano é dramática. Para o consumidor, importa pouco que suas emissoras de TV pertençam a donos diferentes se os telejornais que tem disponíveis são idênticos em todos os canais.

     Se o livro se referisse mais a exemplos concretos (apesar de fictícios, se fosse necessário não atiçar suscetibilidades), talvez muitas das posições do autor tivessem ficado mais claras.

     A primeira metade do trabalho é especialmente abstrata e, por isso, ainda que útil para provocar o pensamento, pouco prática para o debate do procedimento ético. Com frequência, quando cita exemplos, o autor mostra dois possíveis comportamentos antagônicos e não diz qual deles é o mais recomendável na sua opinião, o que, de novo, ajuda a refletir, mas não a discutir.

        Louve-se, no entanto, a coragem de algumas opiniões, como as que cobram, com absoluta clareza, que as empresas jornalísticas adotem práticas compatíveis com a ética que exigem de seus jornalistas no dia a dia.

       Mais do que isso, como já dito antes, "Sobre Ética e Imprensa" merece aplausos por incitar os jornalistas brasileiros ao saudável exercício da autocrítica, tão desprezada entre eles pela posição de arrogância e de anti-intelectualismo arraigado que ainda é hegemônica na corporação.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3012200017.htm 
Uma informação correta sobre o texto só está presente na opção: 
Alternativas
Q1942243 Português

“SOBRE ÉTICA E IMPRENSA”

Texto incita jornalistas à saudável autocrítica 

       As acusações de espionagem contra o físico Wen Ho Lee, divulgadas este ano pelo mais respeitado jornal dos EUA, "The New York Times", depois comprovadas como falsas, provocaram recentemente intenso debate público sobre ética e imprensa nesse país e resultaram num editorial de "mea culpa" do diário.

       Outros episódios (os equívocos das redes de TV na boca de urna da eleição presidencial, por exemplo) têm colocado a prática do jornalismo no centro das atenções da sociedade americana.

       Erros comparáveis ou até mais graves no Brasil dificilmente motivam discussões similares entre jornalistas, "interna corporis" ou - muito menos - diante dos consumidores de informação.

      A ausência desse tipo de autoexame pelos jornalistas brasileiros só empobrece seu ofício e fornece munição aos que tentam desacreditá-lo diante da sociedade.

       Essa é uma das razões por que o lançamento de "Sobre Ética e Imprensa", de Eugênio Bucci, é um sinal de alento. O fato de um dirigente de primeiro escalão de uma das mais importantes empresas jornalísticas do país se dispor a gastar parte de seu tempo na reflexão sobre questões éticas da profissão e, mais ainda, a reparti-las com o público (com todos os riscos naturais da empreitada) só merece elogios.

      Ainda mais quando o produto final é um texto bem escrito, embasado em sólida pesquisa, comedido e, muitas vezes, corajoso.

     Para fazer justiça completa ao autor e aceitar os desafios que ele mesmo propõe, uma resenha de seu trabalho deve, no entanto, dar mais destaque às divergências que ele suscite do que aos elogios. Por isso, seguem-se alguns pontos defendidos por Bucci no livro a respeito dos quais discordo, ao menos do modo como os expôs.

    O primeiro é que Bucci parece fazer uma distinção entre as exigências da separação entre opinião e informação feitas a veículos de comunicação diversos. Ele demonstra ter muito mais tolerância com as revistas do que com a TV; condena com grande vigor o comportamento do telejornalismo da Rede Globo na eleição presidencial de 89, mas quase justifica o da revista "Exame" na de 94.

       As justificativas para esse tratamento diferenciado vão desde o que Bucci classifica de "traço de nascença" das revistas, que a seu ver lhes permite editorializar a notícia, até o fato de a TV atingir muito maior número de pessoas, muitas das quais analfabetas e sem outras fontes de informação.

       São argumentos duvidosos, ainda que dignos de consideração. Ninguém está à mercê da televisão. Mesmo os mais pobres e ignorantes dispõem de meios de apreensão da realidade que se confrontam com o mundo apresentado nas telas.

     A Rede Globo, por mais poderosa que fosse, não impediu que Leonel Brizola se elegesse duas vezes governador do Rio. Quanto às revistas, elas podem ser consumidas por menos pessoas, mas elas são líderes de opinião; portanto o seu efeito social pode ser até mais poderoso do que o da TV.

     Em relação a outros assuntos que deveriam receber tratamento igual, Bucci adota graus de flexibilidade bastante variados, sem apresentar muitos argumentos que expliquem seu procedimento diferenciado. Por exemplo, é muito mais compreensivo com os conflitos de convicção e consciência dos jornalistas do que com suas necessidades econômicas.

      É possível depreender de seu raciocínio, por exemplo, que um repórter ou editor só pode ser eticamente condenado se tiver um cargo remunerado num partido político e trabalhar num jornal ou revista; mas, se ele agir na imprensa em favor de uma causa ideológica em que acredita sem ser pago por uma organização que a represente, sua falta é mais leve.

     Bucci afirma que o jornalista "não tem autorização ética para perseguir outros fins que não (o de bem informar o público)". Pode ser assim no mundo ideal. Mas há muitas situações no Brasil em que essa exigência é cruel. Por exemplo, em muitas cidades do Nordeste, em que o salário do jornalista não garante sobrevivência digna, exigir dele que não tenha "duplo emprego" (muitas vezes no governo e num jornal) só é justificável como sonho.

      Aqui e ali, Bucci revela alguma ingenuidade. Como ao achar que o fim da condescendência com a aceitação de viagens e favores para a produção de reportagens de turismo é uma "questão de (pouco) tempo", em aparente demonstração de fé numa espécie de teoria evolucionista da imprensa. Ele mesmo argumenta, com razão, ao longo do livro, que o processo de aperfeiçoamento ético depende de muito esforço e encontra sérias resistências não apenas no interior das empresas jornalísticas, mas também (e talvez mais) na própria corporação profissional.

       Outras mostras de boa-fé excessiva aparecem nas frequentes referências ao sistema de comunicação dos EUA como exemplo de preservação da "diversidade".

        Embora haja legislação (contestada seriamente nesta década e já em estado de caduquice) para impedir a concentração excessiva de meios de comunicação nas mãos de um mesmo proprietário em uma só cidade, a uniformidade do jornalismo americano é dramática. Para o consumidor, importa pouco que suas emissoras de TV pertençam a donos diferentes se os telejornais que tem disponíveis são idênticos em todos os canais.

     Se o livro se referisse mais a exemplos concretos (apesar de fictícios, se fosse necessário não atiçar suscetibilidades), talvez muitas das posições do autor tivessem ficado mais claras.

     A primeira metade do trabalho é especialmente abstrata e, por isso, ainda que útil para provocar o pensamento, pouco prática para o debate do procedimento ético. Com frequência, quando cita exemplos, o autor mostra dois possíveis comportamentos antagônicos e não diz qual deles é o mais recomendável na sua opinião, o que, de novo, ajuda a refletir, mas não a discutir.

        Louve-se, no entanto, a coragem de algumas opiniões, como as que cobram, com absoluta clareza, que as empresas jornalísticas adotem práticas compatíveis com a ética que exigem de seus jornalistas no dia a dia.

       Mais do que isso, como já dito antes, "Sobre Ética e Imprensa" merece aplausos por incitar os jornalistas brasileiros ao saudável exercício da autocrítica, tão desprezada entre eles pela posição de arrogância e de anti-intelectualismo arraigado que ainda é hegemônica na corporação.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3012200017.htm 
Levando-se em consideração o texto tratar-se do gênero resenha, o que foi declarado internamente, assinale a alternativa em cuja passagem há julgamento do autor dessa resenha: 
Alternativas
Respostas
16541: B
16542: A
16543: E
16544: E
16545: A
16546: A
16547: E
16548: C
16549: E
16550: C
16551: A
16552: D
16553: B
16554: C
16555: B
16556: A
16557: C
16558: A
16559: C
16560: E