Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1850391 Português

Leia o microconto abaixo exposto, e responda ao que se pede. 


Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.


(MONTERROSO, A. O dinossauro. In _________. Obras completas e outros contos. Barcelona: Editorial Anagrama, 1959.)


No processo de escrita, algumas pistas linguísticas/textuais denunciam subjetividade do narrador. No referido microconto, constitui esse tipo de marca 

Alternativas
Q1850388 Português

Após a leitura do trecho abaixo exposto, analise as proposições, com relação ao uso do pronome VOCÊ, e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.


“Quando você assistir a Vingadores:Ultimato nas próximas semanas, por favor, não dê spoilers para os outros, da mesma maneira que você não gostaria que dessem spoilers a você.”


( ) Arepetição do pronome não causa prejuízo à compreensão da mensagem e é um recurso típico no suporte de publicação da carta – o Instagram.1

( ) Arepetição do termo torna a frase mal formada, ferindo ainda os princípios de organização textual permitidos no gênero carta.

( ) O uso repetitivo do pronome é uma estratégia de ênfase, visando a uma aproximação maior entre os irmãos Russo e o público que assistirá ao filme Vingadores: Ultimato.


A sequência que responde CORRETAMENTE é:

Alternativas
Q1850386 Português

Leia a matéria abaixo, com atenção para a carta nela contida, e responda à questão:


Assim como fizeram em Guerra Infinita, os diretores Joe e Anthony Russo publicaram nesta terça-feira (16), no Instagram, uma carta aberta sobre Vingadores: Ultimato, na qual pedem que os fãs não compartilhem spoilers sobre o tão aguardado filme, que encerra um importante capítulo no universo cinematográfico da Marvel. A publicação chegou um dia após cenas finais do longa vazarem na web.


“Para os melhores fãs do mundo:

        

    Por favor, saibam que nós dois, junto com todos os envolvidos no Ultimato, temos trabalhado incansavelmente nos últimos três anos com a única intenção de entregar uma conclusão surpreendente e emocionalmente poderosa para a Saga do Infinito. Como muitos de vocês investiram seu tempo, seus corações e suas almas nessas histórias, estamos mais uma vez pedindo sua ajuda. Quando você assistir a Vingadores: Ultimato nas próximas semanas, por favor, não dê spoilers para os outros, da mesma maneira que você não gostaria que dessem spoilers a você.

    Lembre-se, Thanos ainda exige seu silêncio.

    Como sempre, boa sorte e bom filme”.


AMADOR, R. Disponível em:<https://uol.com.br. Acesso em 20 de fevereiro de 2020.


O advento dos recursos digitais de informação promoveu modificações na estrutura de diversos gêneros, entre eles, as cartas. A carta aberta dos Irmãos Russo evidencia esse novo panorama. Nesse sentido, avalie a validade das proposições abaixo:


I- A tecnologia digital, juntamente com as redes sociais, tem alterado as possibilidades de interação, sendo a hibridização dos gêneros um recurso muito frequente.

II- A carta dos Irmãos Russo é veiculada em um meio de comunicação moderno que não admite o tipo de abordagem uniforme requerida pelo gênero carta, o que compromete o sentido da informação passada.

III- Os Irmãos Russo, conhecendo o poder atrativo dos recursos visuais que prevalecem no “Instagram”, estruturam a mensagem em formato de carta para dar mais visibilidade ao apelo pretendido.


É CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q1850385 Português
Na produção textual, a escolha não só de uma estrutura gramatical mas de um certo vocábulo é uma valiosa estratégia para a obtenção do efeito de sentido desejado pelo autor. Na charge abaixo, a criatividade da linguagem se evidencia no emprego das formas verbais e na polissemia do adjetivo. A respeito deste último, analise as proposições e as classifique em (V) verdadeiro ou (F) falso. 

Imagem associada para resolução da questão
FONTE: https://www.hojeemdia.com.br/polopoly_fs/1.683695!/image/image.jpg_gen/derivatives/landscape_653/image.jpg (04/01/19 - jornal Hoje em dia).

( ) Na primeira frase, que reproduz a fala de um jornalista, o adjetivo “escuro” é usado no sentido objetivo e neutro, representando “descoberta do lado negro” da lua, contexto típico da esfera científica.
( ) Na segunda frase, que reproduz a fala do telespectador, o adjetivo “escuro” é usado no sentido figurativo e avaliativo, aludindo ao lado obscuro, nebuloso, “descoberta da situação de dificuldade do brasileiro”, na esfera social.
( ) No segundo enunciado, proferido pelo telespectador, o adjetivo “escuro” é usado de forma ambígua: no sentido literal representa as pessoas de cor negra; e no figurativo, representa “o resgate da cultura negra e os problemas a serem enfrentados nesse campo, na esfera cultural.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1850381 Português

As duas charges ilustradas abaixo abordam o mesmo tema, com delimitação distinta. Feita a leitura, avalie as proposições, de modo a julgar a sua correspondência com o enfoque dos chargistas.


Imagem associada para resolução da questão


I- A charge (1) focaliza os fatores condicionantes das enchentes, responsabilizando igualmente gestores públicos, a sociedade e aspectos ambientais, pelos transtornos causados pelas chuvas, e não apenas as causas naturais.

II- A charge (2) põe em evidência o desamparo da população quanto ao enfrentamento do problema das chuvas, já que o alerta dos órgãos públicos chegam tardiamente, corroborando com a causa apontada em (1), sobre a omissão do poder público.

III- Dada a função crítico-social e educativa do gênero charge, ambos os textos apelam para que as escolas discutam a temática com os jovens, de modo a conscientizá-los sobre a gravidade da situação e cobrem soluções dos políticos.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1850379 Português

PICHINCHA A BORDO


Os ônibus entram na onda dos aplicativos de viagens compartilhadas no estilo Uber, provocam queda significativa nos preços e sacolejam o mercado (FERNANDO MOLICA E MARIA CLARA VIEIRA)


Fretar um ônibus remete à ideia de um negócio de alta envergadura, que envolve logística complicada. Pois esqueça o velho conceito, reinventado nos dias de hoje para atender um novo propósito: transportar gente que quer viajar pagando menos e sem ter trabalho. Até agora, duas empresas vêm chacoalhando o universo rodoviário ao oferecer um serviço já conhecido como o “Uber dos ônibus”. A exemplo do aplicativo que imprimiu outra lógica em um setor dominado pelos táxis, a safra que abarca os coletivos só opera on-line e consegue emagrecer os preços à base do casamento da demanda com a oferta. À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista – afinal é disso que tratam a paulista Buser, a maior do mercado que se desbrava no Brasil, e a gaúcha Levebus. Elas são “facilitadoras no compartilhamento”, como reza o jargão, e não companhias de transporte, já que não têm um único veículo na garagem. [...]”

(Veja, 28/08/19)

Dado o período: “À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista”, é possível que sejam sugeridas outras versões de acordo com a intenção comunicativa. Dependendo do sentido que se quer destacar, opta-se pelo uso de um conectivo específico.


Em face disso, assinale a única versão em que a troca do conectivo NÃO altera a relação de sentido entre as orações, mantendo-se o valor expresso no texto base: 

Alternativas
Q1850345 Português

    Há carroças exóticas, pintadas com desenhos de figuras populares, seres mitológicos, nuvens, pássaros e vampiros. A que mais me chamou atenção foi uma carroça linda, com uma pintura geométrica que lembra um quadro de Mondrian. Na lateral, estava escrito: “Carrego todo tipo de tralha, e carrego um sonho dentro de mim”.

    Era uma carroça mineira, pois ostentava uma bandeira de Minas. Conversei um pouco com esse carroceiro de São João del-Rei. Acho que perdeu a desconfiança nas ruas paulistanas, pois não se esquivou de mim, e ainda me mostrou uma luminária de aço, fabricada em Manchester (1946). Esse objeto havia sido abandonado numa caixa de papelão e recolhido pelo caprichoso carroceiro de Minas.

    Especulei a origem da luminária e me indaguei: quantas páginas esse belo objeto tinha iluminado em noites do pós- -guerra?

    Depois o carroceiro abriu uma caixa e me mostrou livros velhos, em língua alemã. Disse que tinha encontrado tudo numa mesma calçada do Jardim Europa, e agora ia vender os livros para um sebo. Ele me olhou e acrescentou: “Ando solto, não gosto de ser botado preso dentro de curral. A gente encontra cada coisa por aí... Só não encontra o que a gente sonha”.

    Comprei a luminária desse filósofo ambulante, mas não me interessei pelos livros.

    Sei que não é fácil encontrar um sonho nas ruas; mas encontrei carroceiros simpáticos e um assunto para escrever esta crônica.


(Milton Hatoum. Catadores de tralhas e sonhos.

https://cultura.estadao.com.br, 27.03.2015. Adaptado)

Um vocábulo empregado em sentido figurado está destacado em:
Alternativas
Q1850344 Português

    Há carroças exóticas, pintadas com desenhos de figuras populares, seres mitológicos, nuvens, pássaros e vampiros. A que mais me chamou atenção foi uma carroça linda, com uma pintura geométrica que lembra um quadro de Mondrian. Na lateral, estava escrito: “Carrego todo tipo de tralha, e carrego um sonho dentro de mim”.

    Era uma carroça mineira, pois ostentava uma bandeira de Minas. Conversei um pouco com esse carroceiro de São João del-Rei. Acho que perdeu a desconfiança nas ruas paulistanas, pois não se esquivou de mim, e ainda me mostrou uma luminária de aço, fabricada em Manchester (1946). Esse objeto havia sido abandonado numa caixa de papelão e recolhido pelo caprichoso carroceiro de Minas.

    Especulei a origem da luminária e me indaguei: quantas páginas esse belo objeto tinha iluminado em noites do pós- -guerra?

    Depois o carroceiro abriu uma caixa e me mostrou livros velhos, em língua alemã. Disse que tinha encontrado tudo numa mesma calçada do Jardim Europa, e agora ia vender os livros para um sebo. Ele me olhou e acrescentou: “Ando solto, não gosto de ser botado preso dentro de curral. A gente encontra cada coisa por aí... Só não encontra o que a gente sonha”.

    Comprei a luminária desse filósofo ambulante, mas não me interessei pelos livros.

    Sei que não é fácil encontrar um sonho nas ruas; mas encontrei carroceiros simpáticos e um assunto para escrever esta crônica.


(Milton Hatoum. Catadores de tralhas e sonhos.

https://cultura.estadao.com.br, 27.03.2015. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1850340 Português

    David Peace tem a doença do neurônio motor, uma condição terminal que afeta seu cérebro e sistema nervoso de forma gradual. Sabendo da sua morte iminente, ele quer viajar até uma clínica na Suíça para fazê-lo por conta própria quando tudo ficar insuportável, enquanto ainda tem controle sobre suas competências mentais.

    “Tenho duas opções. Uma é enfrentar uma paralisia progressiva, impossível de parar e que me afeta por inteiro. A outra é viajar para a Suíça e saber que meu coração vai parar de bater enquanto eu estiver inconsciente”, diz ele.

    David é uma das pessoas que reivindicam uma atualização nas leis da Inglaterra para permitir que pessoas com doenças terminais tenham direito a uma morte assistida, mas pessoas contrárias à ideia dizem que deveria existir um foco maior em ajudar pessoas com doenças de longo prazo para que vivam mais confortavelmente, em vez de ajudá-las a morrer.


(“Quero decidir morrer enquanto posso”: a luta pelo direito à morte assistida na Inglaterra. www.bbc.com, 09.08.2021. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1850338 Português

Leia a tira para responder à questão.


(André Dahmer. Malvados. www1.folha.uol.com.br, 13.07.2017. Adaptado) 

Para compreender a tira e o efeito de humor por ela causado, o leitor precisa saber
Alternativas
Q1850258 Português
Texto para a questão. 

Internet: <https://mv.com.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa correta em relação ao texto. 
Alternativas
Q1850099 Português
Considere o texto abaixo para responder à questão.

Arte digital e leilões pela internet revolucionaram o mercado

   Os NFTs, certificados de autenticidade digital de conteúdos da internet (como imagens e animações), revolucionaram o mercado de arte no mundo, o que colocou a criação contemporânea como "locomotiva" do setor - afirma o relatório anual da empresa francesa Artprice publicado nesta segunda-feira, 4. As vendas públicas alcançaram o recorde de US$ 2,7 bilhões durante o ano fiscal 2020-2021, o que representa um aumento anual de 117%.
   Considera-se arte contemporânea qualquer obra de um artista (tanto pintura, escultura, instalações, desenho, fotografia, gravuras, vídeos e, agora, NFT) nascido depois de 1945.
   Entre 30 de junho de 2020 e 30 de junho de 2021, 102 mil obras contemporâneas foram vendidas no mundo, o que representa 23% do mercado mundial de arte. Um índice que era de apenas 3% em 2000-2001, destaca a Artprice, líder mundial das informações sobre o setor.
   Com 40% das vendas no mundo, China continental, Taiwan e Hong Kong, viraram o principal mercado de arte contemporânea, à frente de Estados Unidos (32%) e Reino Unido (16%). Nova York continua liderando a lista de mercados emblemáticos da arte, mas Hong Kong está bem perto, destronando Londres do segundo lugar.
   As mulheres representam 37% das artistas, quase metade no setor de fotografia, disse à AFP o presidente da Artprice, Thierry Ehrmann.
   As obras digitais em NFT representam dois terços do valor das vendas pela internet, e 2% do mercado global de arte em 2021, segundo o relatório.
   "Há artistas emergentes como Beeple, que saem do nada, sem galeristas nem exposições, que se recusam a entrar no circuito tradicional da arte", afirma Ehrmann.
   Considerados em algumas ocasiões uma "bolha especulativa", "os NFTs permitem que jovens artistas ganhem a vida com isto, sobretudo, os criadores de 'street art', efêmera por natureza". Banksy, um dos mais famosos artistas de rua, registrou no primeiro semestre de 2021 um volume de negócios de US$ 123 milhões. Ele está entre os cinco artistas mais rentáveis nas salas de leilões, atrás de Picasso, Basquiat, Warhol e Monet, segundo o relatório.
   (...) Os NFTs chamam a atenção de "novos colecionadores, com idade média de 32 anos, a geração 2.0 que compra arte a preços mais baratos, mas como um modo de vida", explica Thierry Ehrmann.
   Outro fato relevante do ano é a forte presença de artistas afro-americanos, afro-britânicos e africanos no mercado de leilões. O pintor Amoako Boafo, de Gana, viu seu quadro Baba Diop ser leiloado em dezembro de 2020, em Hong Kong, por US$ 1,14 milhão, 10 vezes mais que a estimativa inicial.

Fonte: https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,arte-digital-e-leiloes
pela-internet-revolucionaram-o-mercado,70003859081

De acordo com o texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q1849913 Português
Leia a definição da palavra egoísmo, conforme consta no dicionário:
Egoísmo: amor exagerado aos próprios valores e interesses; sentimento que leva uma pessoa a se tomar como referência a tudo; excessiva vaidade, pretensão, orgulho, presunção.
(verbete egoísmo, do Dicionário Houaiss de língua portuguesa – adaptado)
Com base nessa definição, é correto afirmar que o egoísta é um homem
Alternativas
Q1849909 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.

    A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.

    A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.

    O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.

    Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.

    Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro. 


(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que consta palavra empregada com sentido figurado. 
Alternativas
Q1849905 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.

    A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.

    A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.

    O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.

    Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.

    Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro. 


(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)

No penúltimo parágrafo – Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito. –, constam, respectivamente, relações entre
Alternativas
Q1849904 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.

    A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.

    A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.

    O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.

    Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.

    Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro. 


(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)

Em – A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. – (3º parágrafo), o autor sugere que
Alternativas
Q1849903 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.

    A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.

    A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.

    O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.

    Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.

    Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro. 


(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)

Considerando a frase inicial do texto – Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro… –, é correto afirmar que, no contexto, preservando o sentido e a correção gramatical, ela pode ser precedida de
Alternativas
Q1849902 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.

    A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.

    A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.

    O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.

    Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.

    Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro. 


(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)

Com base nas informações do texto, é correto afirmar que o autor
Alternativas
Q1849022 Português

Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão.


O coração roubado


    Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: “O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller1 do gênero infantojuvenil. À página de abertura, lá estava a dedicatória do velho com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, tanto que a levava ao grupo escolar para reler trechos no recreio.
    Justamente no último dia de aula, o das despedidas, após a festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava “O coração”? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele.
    Ia informar à diretora quando, passando pelas carteiras, vi o livro bem escondido sob uma pasta escolar. Mas era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais bem limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei2 . Desmascarar um ídolo? Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido.
    Passados muitos anos, reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça.
    E, quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles era “O coração”. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Lembrei-me da dedicatória do meu falecido pai. Procurei e não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna: “Ao meu querido filho Plínio, com todo o amor e carinho de seu pai”.

(Coleção Melhores Crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

1 best-seller: livro que é sucesso de vendas
2 hesitei: fiquei na dúvida

Assinale a alternativa correta a respeito do trecho do texto.
Alternativas
Q1849021 Português

Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão.


O coração roubado


    Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: “O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller1 do gênero infantojuvenil. À página de abertura, lá estava a dedicatória do velho com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, tanto que a levava ao grupo escolar para reler trechos no recreio.
    Justamente no último dia de aula, o das despedidas, após a festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava “O coração”? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele.
    Ia informar à diretora quando, passando pelas carteiras, vi o livro bem escondido sob uma pasta escolar. Mas era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais bem limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei2 . Desmascarar um ídolo? Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido.
    Passados muitos anos, reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça.
    E, quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles era “O coração”. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Lembrei-me da dedicatória do meu falecido pai. Procurei e não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna: “Ao meu querido filho Plínio, com todo o amor e carinho de seu pai”.

(Coleção Melhores Crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

1 best-seller: livro que é sucesso de vendas
2 hesitei: fiquei na dúvida

O trecho do texto que evidencia uma das ações do autor ao retornar à sala de aula é: 
Alternativas
Respostas
16041: E
16042: A
16043: C
16044: D
16045: D
16046: C
16047: A
16048: B
16049: B
16050: E
16051: D
16052: D
16053: E
16054: D
16055: C
16056: A
16057: E
16058: D
16059: E
16060: D