Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o microconto abaixo exposto, e responda ao que se pede.
Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.
(MONTERROSO, A. O dinossauro. In _________. Obras completas e outros contos. Barcelona: Editorial Anagrama, 1959.)
No processo de escrita, algumas pistas linguísticas/textuais denunciam subjetividade do narrador. No referido microconto, constitui
esse tipo de marca
Após a leitura do trecho abaixo exposto, analise as proposições, com relação ao uso do pronome VOCÊ, e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
“Quando você assistir a Vingadores:Ultimato nas próximas semanas, por favor, não dê spoilers para os
outros, da mesma maneira que você não gostaria que dessem spoilers a você.”
( ) Arepetição do pronome não causa prejuízo à compreensão da mensagem e é um recurso típico no suporte de publicação da carta – o Instagram.1
( ) Arepetição do termo torna a frase mal formada, ferindo ainda os princípios de organização textual permitidos no gênero carta.
( ) O uso repetitivo do pronome é uma estratégia de ênfase, visando a uma aproximação maior entre os irmãos Russo e o público que assistirá ao filme Vingadores: Ultimato.
A sequência que responde CORRETAMENTE é:
Leia a matéria abaixo, com atenção para a carta nela contida, e responda à questão:
Assim como fizeram em Guerra Infinita, os diretores Joe e Anthony Russo publicaram nesta terça-feira (16), no Instagram, uma carta aberta sobre Vingadores: Ultimato, na qual pedem que os fãs não compartilhem spoilers sobre o tão aguardado filme, que encerra um importante capítulo no universo cinematográfico da Marvel. A publicação chegou um dia após cenas finais do longa vazarem na web.
“Para os melhores fãs do mundo:
Por favor, saibam que nós dois, junto com todos os envolvidos no Ultimato, temos trabalhado incansavelmente nos últimos três anos com a única intenção de entregar uma conclusão surpreendente e emocionalmente poderosa para a Saga do Infinito. Como muitos de vocês investiram seu tempo, seus corações e suas almas nessas histórias, estamos mais uma vez pedindo sua ajuda. Quando você assistir a Vingadores: Ultimato nas próximas semanas, por favor, não dê spoilers para os outros, da mesma maneira que você não gostaria que dessem spoilers a você.
Lembre-se, Thanos ainda exige seu silêncio.
Como sempre, boa sorte e bom filme”.
AMADOR, R. Disponível em:<https://uol.com.br. Acesso em 20 de fevereiro de 2020.
O advento dos recursos digitais de informação promoveu modificações na estrutura de diversos gêneros, entre eles, as cartas. A carta aberta dos Irmãos Russo evidencia esse novo panorama. Nesse sentido, avalie a validade das proposições abaixo:
I- A tecnologia digital, juntamente com as redes sociais, tem alterado as possibilidades de interação, sendo a hibridização dos gêneros um recurso muito frequente.
II- A carta dos Irmãos Russo é veiculada em um meio de comunicação moderno que não admite o tipo de abordagem uniforme requerida pelo gênero carta, o que compromete o sentido da informação passada.
III- Os Irmãos Russo, conhecendo o poder atrativo dos recursos visuais que prevalecem no “Instagram”, estruturam a mensagem em formato de carta para dar mais visibilidade ao apelo pretendido.
É CORRETO o que se afirma em:
FONTE: https://www.hojeemdia.com.br/polopoly_fs/1.683695!/image/image.jpg_gen/derivatives/landscape_653/image.jpg (04/01/19 - jornal Hoje em dia).
( ) Na primeira frase, que reproduz a fala de um jornalista, o adjetivo “escuro” é usado no sentido objetivo e neutro, representando “descoberta do lado negro” da lua, contexto típico da esfera científica.
( ) Na segunda frase, que reproduz a fala do telespectador, o adjetivo “escuro” é usado no sentido figurativo e avaliativo, aludindo ao lado obscuro, nebuloso, “descoberta da situação de dificuldade do brasileiro”, na esfera social.
( ) No segundo enunciado, proferido pelo telespectador, o adjetivo “escuro” é usado de forma ambígua: no sentido literal representa as pessoas de cor negra; e no figurativo, representa “o resgate da cultura negra e os problemas a serem enfrentados nesse campo, na esfera cultural.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
As duas charges ilustradas abaixo abordam o mesmo tema, com delimitação distinta. Feita a leitura, avalie as proposições, de modo a julgar a sua correspondência com o enfoque dos chargistas.

I- A charge (1) focaliza os fatores condicionantes das enchentes, responsabilizando igualmente gestores públicos, a sociedade e aspectos ambientais, pelos transtornos causados pelas chuvas, e não apenas as causas naturais.
II- A charge (2) põe em evidência o desamparo da população quanto ao enfrentamento do problema das chuvas, já que o alerta dos órgãos públicos chegam tardiamente, corroborando com a causa apontada em (1), sobre a omissão do poder público.
III- Dada a função crítico-social e educativa do gênero charge, ambos os textos apelam para que as escolas discutam a temática com os jovens, de modo a conscientizá-los sobre a gravidade da situação e cobrem soluções dos políticos.
É CORRETO o que se afirma em:
PICHINCHA A BORDO
Os ônibus entram na onda dos aplicativos de viagens compartilhadas no estilo Uber, provocam queda significativa nos preços e sacolejam o mercado (FERNANDO MOLICA E MARIA CLARA VIEIRA)
Fretar um ônibus remete à ideia de um negócio de alta envergadura, que envolve logística complicada. Pois esqueça o velho conceito, reinventado nos dias de hoje para atender um novo propósito: transportar gente que quer viajar pagando menos e sem ter trabalho. Até agora, duas empresas vêm chacoalhando o universo rodoviário ao oferecer um serviço já conhecido como o “Uber dos ônibus”. A exemplo do aplicativo que imprimiu outra lógica em um setor dominado pelos táxis, a safra que abarca os coletivos só opera on-line e consegue emagrecer os preços à base do casamento da demanda com a oferta. À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista – afinal é disso que tratam a paulista Buser, a maior do mercado que se desbrava no Brasil, e a gaúcha Levebus. Elas são “facilitadoras no compartilhamento”, como reza o jargão, e não companhias de transporte, já que não têm um único veículo na garagem. [...]”
(Veja, 28/08/19)
Dado o período: “À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista”, é possível que sejam sugeridas outras versões de acordo com a intenção comunicativa. Dependendo do sentido que se quer destacar, opta-se pelo uso de um conectivo específico.
Em face disso, assinale a única versão em que a troca do conectivo NÃO altera a relação de sentido entre as orações, mantendo-se o valor expresso no texto base:
Há carroças exóticas, pintadas com desenhos de figuras populares, seres mitológicos, nuvens, pássaros e vampiros. A que mais me chamou atenção foi uma carroça linda, com uma pintura geométrica que lembra um quadro de Mondrian. Na lateral, estava escrito: “Carrego todo tipo de tralha, e carrego um sonho dentro de mim”.
Era uma carroça mineira, pois ostentava uma bandeira de Minas. Conversei um pouco com esse carroceiro de São João del-Rei. Acho que perdeu a desconfiança nas ruas paulistanas, pois não se esquivou de mim, e ainda me mostrou uma luminária de aço, fabricada em Manchester (1946). Esse objeto havia sido abandonado numa caixa de papelão e recolhido pelo caprichoso carroceiro de Minas.
Especulei a origem da luminária e me indaguei: quantas páginas esse belo objeto tinha iluminado em noites do pós- -guerra?
Depois o carroceiro abriu uma caixa e me mostrou livros velhos, em língua alemã. Disse que tinha encontrado tudo numa mesma calçada do Jardim Europa, e agora ia vender os livros para um sebo. Ele me olhou e acrescentou: “Ando solto, não gosto de ser botado preso dentro de curral. A gente encontra cada coisa por aí... Só não encontra o que a gente sonha”.
Comprei a luminária desse filósofo ambulante, mas não me interessei pelos livros.
Sei que não é fácil encontrar um sonho nas ruas; mas encontrei carroceiros simpáticos e um assunto para escrever esta crônica.
(Milton Hatoum. Catadores de tralhas e sonhos.
https://cultura.estadao.com.br, 27.03.2015. Adaptado)
Há carroças exóticas, pintadas com desenhos de figuras populares, seres mitológicos, nuvens, pássaros e vampiros. A que mais me chamou atenção foi uma carroça linda, com uma pintura geométrica que lembra um quadro de Mondrian. Na lateral, estava escrito: “Carrego todo tipo de tralha, e carrego um sonho dentro de mim”.
Era uma carroça mineira, pois ostentava uma bandeira de Minas. Conversei um pouco com esse carroceiro de São João del-Rei. Acho que perdeu a desconfiança nas ruas paulistanas, pois não se esquivou de mim, e ainda me mostrou uma luminária de aço, fabricada em Manchester (1946). Esse objeto havia sido abandonado numa caixa de papelão e recolhido pelo caprichoso carroceiro de Minas.
Especulei a origem da luminária e me indaguei: quantas páginas esse belo objeto tinha iluminado em noites do pós- -guerra?
Depois o carroceiro abriu uma caixa e me mostrou livros velhos, em língua alemã. Disse que tinha encontrado tudo numa mesma calçada do Jardim Europa, e agora ia vender os livros para um sebo. Ele me olhou e acrescentou: “Ando solto, não gosto de ser botado preso dentro de curral. A gente encontra cada coisa por aí... Só não encontra o que a gente sonha”.
Comprei a luminária desse filósofo ambulante, mas não me interessei pelos livros.
Sei que não é fácil encontrar um sonho nas ruas; mas encontrei carroceiros simpáticos e um assunto para escrever esta crônica.
(Milton Hatoum. Catadores de tralhas e sonhos.
https://cultura.estadao.com.br, 27.03.2015. Adaptado)
David Peace tem a doença do neurônio motor, uma condição terminal que afeta seu cérebro e sistema nervoso de forma gradual. Sabendo da sua morte iminente, ele quer viajar até uma clínica na Suíça para fazê-lo por conta própria quando tudo ficar insuportável, enquanto ainda tem controle sobre suas competências mentais.
“Tenho duas opções. Uma é enfrentar uma paralisia progressiva, impossível de parar e que me afeta por inteiro. A outra é viajar para a Suíça e saber que meu coração vai parar de bater enquanto eu estiver inconsciente”, diz ele.
David é uma das pessoas que reivindicam uma atualização nas leis da Inglaterra para permitir que pessoas com doenças terminais tenham direito a uma morte assistida, mas pessoas contrárias à ideia dizem que deveria existir um foco maior em ajudar pessoas com doenças de longo prazo para que vivam mais confortavelmente, em vez de ajudá-las a morrer.
(“Quero decidir morrer enquanto posso”: a luta pelo direito à morte assistida na Inglaterra. www.bbc.com, 09.08.2021. Adaptado)
Leia a tira para responder à questão.

(André Dahmer. Malvados. www1.folha.uol.com.br, 13.07.2017. Adaptado)

Egoísmo: amor exagerado aos próprios valores e interesses; sentimento que leva uma pessoa a se tomar como referência a tudo; excessiva vaidade, pretensão, orgulho, presunção.
(verbete egoísmo, do Dicionário Houaiss de língua portuguesa – adaptado)
Com base nessa definição, é correto afirmar que o egoísta é um homem
Leia o texto para responder à questão.
Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.
A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.
A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.
O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.
Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.
Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.
(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro.
www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.
A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.
A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.
O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.
Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.
Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.
(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro.
www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.
A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.
A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.
O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.
Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.
Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.
(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro.
www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.
A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.
A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.
O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.
Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.
Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.
(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro.
www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.
A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.
A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.
O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.
Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.
Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.
(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro.
www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)
Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão.
O coração roubado
Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão.
O coração roubado