Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3776863 Português

Texto 1


Leia com atenção a canção abaixo de autoria de Chico César e responda às questões a seguir:


Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim


Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim


Caminho se conhece andando

Então vez em quando é bom se perder

Perdido fica perguntando

Vai só procurando

E acha sem saber


Perigo é se encontrar perdido

Deixar sem ter sido

Não olhar, não ver

Bom mesmo é ter sexto sentido

Sair distraído, espalhar bem-querer



CÉSAR, Chico. Deus me proteja de mim. Disponível em: https://www. letras.mus.br/chico-cesar/1281067/. Acessado em: 28/10/2025.

No texto 1, a expressão “Deus me proteja de mim” revela, em seu cerne, uma reflexão sobre:
Alternativas
Q3775521 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC

 

Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor.


As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.


Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.


A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.


Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.


Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

A reflexão apresentada no texto aborda os impactos econômicos, tecnológicos e sociais da expansão acelerada da inteligência artificial, destacando tanto seu potencial transformador quanto os riscos associados a um possível excesso de investimentos no setor.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3768991 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Da perspectiva apresentada pelo cronista, conclui-se corretamente que
Alternativas
Q3768990 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Há uma relação de consequência e causa, nessa ordem, explicitada na passagem:
Alternativas
Q3768986 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
As informações do editorial permitem inferir corretamente que
Alternativas
Q3768981 Português
Leia o texto para responder à questão.


   A Universidade de Cambridge, onde Stephen Hawking realizou boa parte de suas contribuições, enfatizou que ele era uma “inspiração para milhões” de pessoas e deixa ao mundo “um legado indelével”. Em um comunicado, Stephen Toope, vice-reitor dessa instituição acadêmica, disse que o renomado professor era um “indivíduo único”, que será lembrado com “calor e carinho”, não só na universidade, mas também em todo o mundo.

  “Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularidade da ciência e da matemática deixaram um legado indelével”, afirmou a academia da universidade.


(https://www.estadao.com.br/ciencia, 14.03.2018. Adaptado)
Com as informações do texto, conclui-se corretamente que Stephen Hawking
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768840 Português
Texto 1: "O Ilê Asé Omi Osun, um terreiro de candomblé em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi completamente destruído por um incêndio na madrugada de quarta-feira (12). [...] A Polícia Civil investiga se o incêndio foi criminoso e se a motivação foi intolerância religiosa." (Notícia do G1, de 13/03/2025, disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/03/13/policia-investiga-incendio-que-destruiu-terreiro-de-candomble-em-nova-iguacu.ghtml).
Texto 2: "Artigo 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional". (...) "Artigo 20: "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".
(Fonte: Lei Federal n.º 7.716, de 05/01/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor).
Leia os Textos 1 e 2 e responda: se a investigação policial citada no Texto 1 provar que o incêndio foi causado por "intolerância religiosa", qual é a relação correta entre o fato (Texto 1) e a lei (Texto 2)?
Alternativas
Q3765439 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Brasil gera 88% da sua energia elétrica a partir de fontes renováveis


O Brasil produziu 88,2% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório mostra que a energia eólica e a solar, somadas, responderam por 23,7% da geração elétrica total no último ano. A capacidade da eólica cresceu 12,4%, a solar 39,6% e a geração a gás natural 23,9%, enquanto a participação da hidrelétrica caiu um ponto percentual. No total, a oferta de eletricidade do país alcançou 762,9 terawatts-hora, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Desde 2004, as fontes renováveis respondem por mais de 70% da matriz elétrica brasileira de forma consistente, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de energia limpa do mundo.


Adaptado de: https://tvbrics.com/pt/news/brasilreforca-lideranca-global-com-88-da-energiaproveniente-de-fontes-renovaveis/.  
O relatório do Balanço Energético Nacional 2025 revela que, em 2024, houve um crescimento expressivo da geração a gás natural. Com base nessas informações, analise as assertivas a seguir e assinale a sequência correta de verdadeiro (V) ou falso (F):

( ) O crescimento do gás natural ocorreu em proporção superior ao da energia solar.
( ) Apesar do crescimento da geração a gás natural, sua participação na matriz elétrica brasileira ainda é inferior à das fontes renováveis.
( ) O aumento da participação do gás natural em 2024 tornou a matriz elétrica brasileira majoritariamente não renovável. 
Alternativas
Q3765438 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Brasil gera 88% da sua energia elétrica a partir de fontes renováveis


O Brasil produziu 88,2% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório mostra que a energia eólica e a solar, somadas, responderam por 23,7% da geração elétrica total no último ano. A capacidade da eólica cresceu 12,4%, a solar 39,6% e a geração a gás natural 23,9%, enquanto a participação da hidrelétrica caiu um ponto percentual. No total, a oferta de eletricidade do país alcançou 762,9 terawatts-hora, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Desde 2004, as fontes renováveis respondem por mais de 70% da matriz elétrica brasileira de forma consistente, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de energia limpa do mundo.


Adaptado de: https://tvbrics.com/pt/news/brasilreforca-lideranca-global-com-88-da-energiaproveniente-de-fontes-renovaveis/.  
O Balanço Energético Nacional 2025 informa que, em 2024, a oferta total de eletricidade no Brasil atingiu 762,9 terawatts-hora, representando um aumento de 5,5% em relação a 2023. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q3765437 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Brasil gera 88% da sua energia elétrica a partir de fontes renováveis


O Brasil produziu 88,2% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório mostra que a energia eólica e a solar, somadas, responderam por 23,7% da geração elétrica total no último ano. A capacidade da eólica cresceu 12,4%, a solar 39,6% e a geração a gás natural 23,9%, enquanto a participação da hidrelétrica caiu um ponto percentual. No total, a oferta de eletricidade do país alcançou 762,9 terawatts-hora, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Desde 2004, as fontes renováveis respondem por mais de 70% da matriz elétrica brasileira de forma consistente, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de energia limpa do mundo.


Adaptado de: https://tvbrics.com/pt/news/brasilreforca-lideranca-global-com-88-da-energiaproveniente-de-fontes-renovaveis/.  
O texto traz dados recentes do Balanço Energético Nacional 2025, destacando não apenas os números da geração elétrica de 2024, mas também um recorte histórico da matriz elétrica brasileira. Considerando as informações apresentadas entre 2004 e 2024, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3763711 Português

Leia o texto:



“A recente popularização dos aplicativos de mobilidade urbana não pode ser vista como uma mera substituição de um serviço por outro. Trata-se de um fenômeno complexo que redefine a relação das pessoas com o espaço da cidade, impacta a economia informal e gera novos debates sobre legislação trabalhista. Embora ofereça praticidade, sua atuação em áreas periféricas ainda é incipiente, o que acentua desigualdades territoriais preexistentes”.


COSTA, M. Urbanidade e Tecnologia. São Paulo: Editora Moderna, 2023.



Com base no texto, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Castelo - ES Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Obras | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Dermatologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico do Trabalho | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Veterinário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Nutricionista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Orientador Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Procurador Municipal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Psicólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Endodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Odontopediatria | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Periodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ginecologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ortopedista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Otorrinolaringologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Pediatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Psiquiatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Tributos Municipais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Analista de Sistemas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Arquivista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Assistente Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Biólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Auditor Público Interno | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Bibliotecário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Educador Físico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrimensor | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Civil | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Eletricista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Farmacêutico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fisioterapeuta | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fonoaudiólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Contador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Economista Doméstico |
Q3761456 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O Espelho”


Machado de Assis


Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Eu, que era um dos convivas, contei-lhes que possuía uma teoria, a qual me tinha custado grande trabalho e algumas noites de insônia; mas não lhe queria expor sem que me prometessem ouvi-la com paciência. Prometeram todos.

— A teoria é esta — disse eu —: cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. A primeira, a alma interior, é a que sente e pensa; a segunda, a alma exterior, é a que nos vem de fora, da rua, das pessoas, das coisas. Esta domina muitas vezes aquela; e, em certos casos, não há propriamente duas, mas uma só alma exterior.

Pediram-me exemplos. Respondi que não os havia catalogados, mas que ia contar um caso, acontecido comigo, há muitos anos, em que vi a minha alma interior desaparecer, cedendo a outra, nascida de um objeto, de um simples objeto. E contei-lhes.

Era eu então rapaz de vinte e cinco anos, recém-saído de um curso, quando uma velha tia minha me deixou por herança um espelho grande, antigo, com moldura larga e severa. Não me parecia valiosa a dádiva; mas, por lembrança, levei-o comigo para uma casa de subúrbio, onde me recolhi, a fim de estudar. Ora, sucedeu que, mal instalado, comecei a sentir um vazio dentro de mim, como se me houvesse despido de mim mesmo. O estudo não me prendia, a leitura cansava-me; eu andava pela casa, de um aposento a outro, com um aborrecimento que não sei definir.

Foi então que me lembrei do espelho. Mandei pendurá-lo na parede da sala; ao vê-lo, senti-me outro. Não é que eu me achasse mais formoso do que era; mas o espelho tinha a virtude de dar consistência à minha pessoa: eu me via, e esse simples fato restituía-me a presença. Dentro de pouco, o hábito apoderou-se de mim. Vivia diante do espelho; trabalhava, comia, descansava, sempre com o olhar a buscar, de instante a instante, a confirmação da minha figura naquela lâmina tranquila. Se o retiravam, tudo caía no mesmo vazio anterior; se o repunham, eu renascia.

Parecer-vos-á ridículo; não o era então. O que digo é que a minha alma exterior se compunha, naquele tempo, desse objeto. Não era vaidade de beleza, nem amor próprio do traje; era qualquer coisa mais funda: a necessidade de um reflexo que me certificasse da minha existência. Ora, uma noite, por troça de amigos, esconderam-me o espelho. Dizei o que quiserdes: senti desfalecer a vida íntima; tornei-me sombra; e, apesar de me ver com os olhos do corpo, não me sentia com os olhos do espírito. Só quando me restituíram o espelho, voltei a ser eu.

Daí infiro que o homem, em não poucos casos, vive de fora para dentro; e que um objeto, um cargo, uma farda, um título, pode suplantar a alma interior, até anulá-la. Se isto é triste ou ridículo, não disputo; conto o que foi. E, posto que tenha hoje a casa cheia de espelhos, nenhum tem para mim a força daquele primeiro, que não era só vidro e azougue, mas um pedaço da minha própria alma.


Fonte: Edição de referência: Rio de Janeiro: Lombaerts & C., 1882. páginas 241-257. (Adaptado) - https://machadodeassis.net/
A tese das “duas almas” propõe um conflito entre interioridade e reconhecimento externo. No episódio do espelho, qual leitura articula melhor a tese e a experiência narrada?
Alternativas
Q3753967 Português

Texto 1

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.


Martha Medeiros  


    Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"


    Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?


    Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.


    Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.


    Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.


    Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.


    Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.


    E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer ao meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.


MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Acessível em https://www.pensador.com/cronicas_martha_medeiros/ 

No trecho "Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações...", do Texto 1, a autora emprega uma figura de linguagem para expressar um sentimento profundo da personagem. Assinale a alternativa que interpreta corretamente o sentido dessa expressão no contexto da crônica. 
Alternativas
Q3753966 Português

Texto 1

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.


Martha Medeiros  


    Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"


    Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?


    Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.


    Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.


    Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.


    Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.


    Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.


    E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer ao meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.


MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Acessível em https://www.pensador.com/cronicas_martha_medeiros/ 

A crônica do Texto 1, de Martha Medeiros, ao narrar a cena de uma garota insatisfeita em uma festa familiar e, em seguida, projetar os anseios dessa personagem, desenvolve uma tese central. Assinale a alternativa correta que sintetiza o argumento principal defendido pela autora. 
Alternativas
Q3751749 Português
TEXTO IV

Contrato polêmico e ‘cláusula da desgraça’

Um dos pontos mais discutidos durante o depoimento foi o contrato de Virgínia com a casa de apostas Esportes da Sorte. A CPI investiga se influenciadores recebiam um percentual sobre as perdas dos apostadores, o que ficou conhecido como “cláusula da desgraça”.

Virgínia negou que seu contrato incluísse essa cláusula e explicou que a única bonificação prevista era um aumento de 30% no cachê caso ela conseguisse dobrar o lucro da empresa. No entanto, ela afirmou que essa meta nunca foi atingida.

“Esse valor nunca foi atingido, nunca recebi um real a mais do que meu contrato de publicidade que fiz por 18 meses. Era um valor fixo. Se eu dobrasse o lucro, eu receberia 30% a mais da empresa. Mas isso não chegou a acontecer”, disse a influenciadora.

Alertas sobre os riscos das apostas

Durante a sessão, Virgínia ressaltou que sempre fez questão de alertar seus seguidores sobre os riscos das bets. Ela afirmou que seguia as diretrizes do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e deixava claro que o jogo envolvia tanto a possibilidade de ganhar quanto de perder dinheiro.

“Eu sempre deixo muito claro que é um jogo, que pode ganhar e pode perder. Que menores de 18 anos são proibidos na plataforma. Se possui qualquer tipo de vício, o recomendado é não entrar. E para jogar com responsabilidade”, afirmou Virgínia.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/13/entenda-em5-pontos-por-que-virginia-foi-a-cpi-das-bets-e-o-que-ela-disse.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
Considerando o uso da língua no texto IV, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3751745 Português
Considere o texto I e o texto II, a seguir, para responder, de forma comparativa, à questão.

TEXTO II

O LUXO DE MANDAR UM CARTÃO OU UM BILHETE ESCRITO À MÃO
Papelaria personalizada abre ateliê no Leblon

Por Jacqueline Costa

RIO - Pense. Quantas vezes nos últimos tempos você recebeu um bilhete ou um cartão de agradecimento escrito à mão? Em tempos de tantas mensagens virtuais, isso tem se tornado algo cada vez mais exclusivo, elegante. Um carinho a mais, para quem dá a devida importância ao papel. E foi justamente pensando assim que o trio de empresários formado por Marcelo Nogueira, Fernanda Fróes e Anna Luiza Padua criou a Nina Write, marca de papelaria personalizada com ateliê na Dias Ferreira, no Leblon.

— Percebemos que as pessoas estão voltando a valorizar o uso de cartas e cartões na comunicação pessoal. Luxo mesmo é mandar e receber um cartão com a gramatura certa do papel, a impressão perfeita e um texto com caligrafia manual — diz Marcelo, que, antes de se juntar a Fernanda e Anna Luiza, trabalhou durante 12 anos na Paul Nathan, a primeira empresa a produzir no Brasil impressos em relevo francês.

Como se fosse uma grife de moda, toda a produção da Nina Write é dividida em coleções, explica a publicitária Anna Luiza. A primeira, que vem em caixas com dez envelopes e dez cartões, é ilustrada com ícones (alguns têm a cara do Rio). São eles: árvore, sol, coroa, bicicleta e os relevos de montanhas cariocas.

— A nossa ideia é dar uma cara mais contemporânea à papelaria, combinando cores e papéis mais elaborados. Esse mercado lá fora conta com marcas importantes há muito tempo. Hoje, muitas pessoas compram esses artigos em viagens, porque eles não estão à disposição no Brasil com uma qualidade equivalente. Decidimos justamente preencher esse vazio — explica Fernanda, que é designer. 

Agora, o trio da Nina Write já está pensando numa coleção especial para lançar na época do Natal. Moleskines também podem vir por aí, avisa Anna Luiza.

— O método é quase artesanal. O artesão precisa ter uma mão talentosa para controlar a quantidade de tinta e não borrar —explica ela.

Por enquanto, os produtos da Nina Write estão sendo vendidos na multimarcas Dona Coisa e na AC Álbum, na Dias Ferreira. Ainda estão sendo negociados outros pontos. Em breve, os itens serão oferecidos também por meio de e-commerce (www. ninawrite.com).

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/gente/o-luxo-de-mandar-um-cartaoou-um-bilhete-escrito-mao-16950047. Acesso em 25/08/2025.
Os dois textos abordam a escrita à mão em contextos distintos. Considerando seus propósitos discursivos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3749825 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que brasileiros estão buscando cidadania de país africano de onde saíram milhões de escravizados


Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, morador de São Paulo, buscou conhecer suas origens, mas enfrentou uma dificuldade comum entre descendentes de pessoas escravizadas: a falta de registros sobre seus antepassados.

Ao realizar um teste de DNA, descobriu que cerca de 30% de sua ancestralidade vem da região onde hoje se localiza o Benin — país da África Ocidental de onde partiram milhões de escravizados levados ao Brasil no período colonial. Com o resultado, decidiu aproveitar a oportunidade criada pelo governo beninense, que desde 2024 concede cidadania a afrodescendentes com raízes na região. 

A medida é vista como um gesto de reconciliação e reparação histórica, mas também como uma forma de atrair turismo, talentos e investimentos. Clayton aguarda a resposta de seu pedido, que considera uma peça de quebra-cabeça para reconstruir sua história familiar.

Entre os que já receberam o documento, estão a filósofa brasileira Sueli Carneiro e a cantora americana Ciara. Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

A lei permite que qualquer pessoa maior de dezoito anos, sem outra cidadania africana, comprove ancestralidade subsaariana ligada ao tráfico negreiro. O processo é feito pela plataforma My Afro Origins, mediante taxa de cem dólares, com duração de cerca de três meses. Como muitos não possuem registros históricos, o teste genético tornou-se o meio mais acessível de comprovar origens.

Segundo o advogado Alessandro Vieira Braga, que auxilia brasileiros nesse processo, as motivações são mais simbólicas do que práticas — uma busca de reconexão com as origens e valorização da identidade afrodescendente.

O Benin, antigo Reino do Daomé, foi colônia francesa até 1960 e tem se destacado por políticas de reconciliação histórica e estímulo cultural. O atual presidente, Patrice Talon, natural da cidade de Ouidah — um dos principais portos de escravizados rumo às Américas —, é um defensor do pan-africanismo e vem promovendo a reaproximação entre África e suas diásporas.

Em Salvador, o cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, fortalece essa conexão por meio de projetos como a Casa do Benin, símbolo do vínculo histórico entre os dois países. O governo beninense planeja modernizar o espaço e criar uma rota aérea direta entre Salvador ou São Paulo e Cotonou, facilitando a integração cultural e turística.

O chef baiano João Diamante, que visitou o Benin e descobriu que o acarajé brasileiro é uma variação do akará africano, afirma ter vivido uma experiência de reencontro com suas raízes. "Lá, percebi o quanto nossas histórias estão conectadas. Só conseguimos evoluir quando sabemos de onde viemos e quem somos", diz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo.adaptado.
Outras personalidades, como Lauryn Hill e o cineasta Spike Lee, foram convidadas pelo governo do país a se aproximar do projeto.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3749648 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Compare com as ideias expressas do texto, em seguida, marque a opção correta:

I. Os quatro parágrafos iniciais começam com o mesmo vocábulo, tal recurso é bastante utilizado no âmbito da literatura, mas, em se tratando de uma crônica, conota pobreza no repertório linguístico.
II. As paisagens existentes "na janela" sugerem as várias perspectivas do expectador e dependem, entre outros fatores, da passagem do tempo da voz narrativa.
III. Expectativa e expectativa se misturam em profusão de beleza e poesia, realidade e fantasia ao demonstrar que a realidade é filtro de uma cosmovisão singular.
IV. Tempo e espaço se transformam, desejos e realizações mudam de direção, mas a capacidade de absorver referências exteriores com sororidade permanece inalterada.
V. O texto mostra a disparidade existente entre olhar e ver, enquanto aquele requer esforço deliberado de focar, este é a capacidade de captar imagem com os olhos. 
Alternativas
Q3748468 Português
TEXTO 1


Atenção e o Mundo Acelerado

Vivemos em um tempo em que a atenção se tornou um recurso escasso. São muitas telas, sons e informações disputando o olhar. As pessoas tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas acabam não se concentrando totalmente em nenhuma delas.

De acordo com a psicóloga Luciana Caliman, prestar atenção é um exercício que exige escolha e pausa. Quando tudo chama a nossa atenção, é preciso aprender a decidir o que realmente importa.

Desacelerar, portanto, não é perder tempo, mas recuperar a capacidade de perceber o que acontece dentro e fora de nós.


Luciana Caliman. Os regimes da atenção na subjetividade contemporânea. (adaptado) Revista Mal-Estar e Subjetividade, v.  12, n. 1, 2012.
De acordo com o texto, a principal consequência do excesso de estímulos é que as pessoas:
Alternativas
Q3746649 Português
TEXTO 1 


A Corrida Contra o Tempo: Reflexões sobre a
Pressa no Mundo Moderno


A correria do dia a dia é uma constante que todos conhecemos bem. Vivemos em um tempo em que a aceleração parece ser a única resposta para a demanda incessante de produtividade e resultados rápidos. Nos arrastamos de um compromisso para o outro, com os olhos sempre fixos no relógio, como se cada segundo perdido fosse um fracasso.

É interessante observar como, em meio a essa pressa generalizada, a sensação de que estamos ficando para trás cresce. Estamos sempre correndo, mas não temos a certeza de que estamos indo para o lugar certo. O mercado exige de nós que sejamos rápidos, que respondamos instantaneamente aos e-mails, que estejamos disponíveis o tempo todo, que não perca o bonde da história. “Aproveite o tempo”, nos dizem, como se fosse uma mercadoria que pode ser estocada e negociada. Mas, na prática, será que conseguimos aproveitar o tempo ou estamos apenas tentando sobreviver à velocidade do mundo em que nos inserimos?

Na sociedade digital, o tempo parece se comprimir. Tudo se torna urgente: uma atualização de status, uma notificação no celular, a chegada de uma nova mensagem. A rapidez virou sinônimo de eficiência, e as pausas, um luxo quase proibido. Quando foi que começamos a valorizar tanto o “fazer” em detrimento do “viver”?

A tecnologia tem sido Ao mesmo tempo em conexão instantânea e um motor dessa aceleração. que nos proporciona uma e facilita muitas tarefas, ela também nos priva da capacidade de desacelerar, de refletir, de saborear o momento presente. Quem se lembra de quando um encontro entre amigos podia ser uma conversa longa, sem pressa de terminar? Ou de quando um livro podia ser lido sem olhar o relógio a cada capítulo?

Claro, não podemos ignorar o fato de que a pressa é, muitas vezes, necessária. Em um mundo globalizado, as demandas são muitas e exigem respostas rápidas. O trabalho, a vida social, as responsabilidades familiares—tudo exige a nossa atenção simultaneamente. No entanto, é válido questionar até que ponto essa pressa não tem afetado nossa saúde mental, nossa capacidade de conexão genuína e, principalmente, a nossa qualidade de vida. 

Olhando para o futuro, talvez seja hora de repensarmos nossa relação com o tempo. Não estou falando de resistir às mudanças tecnológicas ou de abandonar a busca por eficiência, mas de redescobrir o valor do tempo bem vivido, não apenas consumido. Afinal, a vida não se resume à quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia, mas à qualidade das experiências que conseguimos vivenciar.

Em algum momento, precisamos encontrar o equilíbrio. Talvez seja hora de desacelerar um pouco e dar espaço para aquilo que realmente importa—o tempo para respirar, para conversar, para olhar ao redor e perceber o que o presente tem a nos oferecer. Porque, no final das contas, não é a pressa que define o valor da nossa vida, mas a forma como escolhemos viver o tempo que nos é dado.


Por Rafaella Alves Rodrigues. Portal labnoticias.jor.br (online), 2024

 
Segundo o Texto 1, a sensação de “estar sempre ficando para trás” ocorre porque: 
Alternativas
Respostas
1561: E
1562: D
1563: A
1564: C
1565: A
1566: A
1567: E
1568: A
1569: A
1570: B
1571: C
1572: D
1573: A
1574: C
1575: B
1576: E
1577: B
1578: C
1579: C
1580: B