Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Sobre elementos do texto, são feitas as afirmações que seguem:
I. Ao utilizar as expressões ‘Fulano’, ‘Beltrano’ e ‘Sicrano’, o autor pretendeu dar uma designação vaga de pessoas incertas ou de alguém que não se quis nomear.
II. No segundo parágrafo do texto, as expressões ‘meu’, ‘meus’, ‘Ele’, ‘seus’ e ‘sua’ são pronomes que se referem ao ‘menino’ citado nas linhas 04 e 05.
III. Na linha 19, o pronome ‘Isso’ refere-se à informação já citada no parágrafo.
Quais estão corretas?
Essa frase do texto 2 mostra um problema em sua estruturação, que é:
A frase abaixo em que foi corretamente indicado o termo referido pelo vocábulo em destaque é:
O pensamento culinário abaixo que exemplifica a elaboração de “imagens sobre imagens”, como diz Machado de Assis no texto 1, é:
Nesse segmento do texto 1, a frase “não para aprender anatomia” desempenha a seguinte função:
“O laudo de necropsia é um documento elaborado pelo Instituto Médico Legal. Após ser gerado pelo IML, é encaminhado para a Delegacia de Trânsito em sua localidade. O prazo estimado para liberação do laudo é de aproximadamente trinta dias após o óbito, mediante apresentação dos documentos necessários.” (Adaptado)
Esse texto traz uma informação implícita para o leitor, que é:
Esse texto tem a finalidade de:
Verifica-se, com essa definição, que:
“Os defensores do meio ambiente discordam de muitas frases ditas como verdades absolutas: ‘Mais vale um pássaro na mão que dois voando’ ou ‘Quem não tem cão caça com gato’ recebem sugestões de mudanças para ‘Mais vale um pássaro voando que dois na mão’ ou ‘Não se deve caçar com cão nem com gato’.”
Nesse caso, as citações dos ditados originais cumprem o seguinte papel:
No texto acima, há a manifestação de uma opinião por parte do enunciador; indique a estratégia empregada na manifestação dessa opinião:
O emprego da expressão “É (...) que”, no quarto período do primeiro parágrafo, enfatiza que as migrações agridem o indivíduo pelas razões expressas no segundo e no terceiro período desse mesmo parágrafo, e não por outras quaisquer.
O segundo período do primeiro parágrafo apresenta um argumento a favor da afirmação de que cultura e territorialidade são sinônimos.
O texto associa a escolha de produtos mais duráveis e menos geradores de resíduos a um modelo de consumo mais consciente e responsável.
Segundo as informações do texto, a pandemia tem fomentado o uso irracional de recursos naturais e a destruição de hábitats.
Conforme o texto, um dos reflexos da pandemia no mundo diz respeito à mudança de hábitos das pessoas, principalmente daqueles relacionados à sustentabilidade.
De acordo com as ideias do texto, não haveria pandemia se as empresas assumissem verdadeiramente sua responsabilidade ambiental.
O texto apresenta uma crítica ao atual modelo de desenvolvimento e atrela o padrão de consumo dos indivíduos à forma de produção das empresas.
O desafio
Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do mamífero seja de uma espada por tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba. (…) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (…) emita sua sagrada opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e se recusam a fazê-lo.
(Leandro Karnal. O desafio. Jornal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado)

