Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1886798 Português

Texto CG1A1-II



      Há quem veja a literatura como o refúgio da beleza e da paz. Num mundo amargo, triste e violento, os livros oferecem a rota de fuga. Não é a vida como ela é, mas a vida como deveria ser. Títulos agressivos devem ser evitados. Essa convicção é equivocada?


     Não é o caso de dizer que é equivocada. Os gostos são múltiplos e devem ser respeitados. O problema é acreditar que a literatura, para funcionar bem, deva ser o paraíso na terra. Há livros que funcionam assim, mas não são muitos. Para falar a verdade, as grandes obras literárias, com intensidade diferente, são marcadas pela ganância, pela traição, pela violência, pela catástrofe. 


      Assim, vale a pena respirar fundo e encarar as nossas imperfeições nas páginas dos grandes livros. O mergulho nas trevas forja o caráter da gente. Não é das coisas mais agradáveis, mas intensifica nossa humanidade. Ser humano em sua plenitude é conhecer a variedade de nossas emoções e ações. As boas e as ruins. As dignas e as indignas. As que comovem e as que perturbam. 


      Um belo treino é a leitura do monumental A canção do carrasco, de Norman Mailer. O centro de tudo é a execução de Gary Gilmore em 1977, nos Estados Unidos da América, pelos crimes que cometeu. Quase tudo nas mil páginas de Mailer é real. O material foi obtido a partir de entrevistas, leitura de processos judiciais e da cobertura da imprensa. Trata-se de uma aula de como a realidade é operada por diversas alavancas.


Nelson Fonseca Neto. O mundo do crime na literatura.

Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

No trecho “As boas e as ruins. As dignas e as indignas. As que comovem e as que perturbam.”, do texto CG1A1-II,
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Q1886796 Português

Texto CG1A1-I



      Um problema no estudo da violência é sua relação com a racionalidade. Os atos violentos mais graves, praticados com requintes de crueldade, são vistos pela mídia e pela opinião pública como atos irracionais. Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional. É o que ocorre quando certos mecanismos racionais, como a simplificação, que reduz tudo a um único princípio explicativo, e a polarização, que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis, deixam o indivíduo sem alternativas. Esses mecanismos traduzem a racionalidade de uma razão incapaz de lidar com os antagonismos, as diferenças e a diversidade.


      Portanto, o problema que levanta a violência é muito menos o da irracionalidade do que o de uma racionalidade repleta de “razões” para não se deter diante de limites estabelecidos pela própria razão humana. É a razão que, amplificando os conflitos, reduzindo as alternativas ao impasse e superdimensionando os defeitos dos outros, cria os cenários em que florescem as ideologias legitimadoras da violência. Em outras palavras, o problema da violência está intimamente ligado ao problema das relações sociais, em que a existência do outro aparece como ameaça real ou imaginária. O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro. É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade. No entanto, as razões dessa irracionalidade raramente são explicitadas e, frequentemente, deixam de existir quando o recipiente de atos violentos é o “inimigo”.


Angel Pino. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 763-785, out./2007 (com adaptações).

Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do trecho “Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional.”, do texto CG1A1-I. Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção gramatical e a coerência do texto. 
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Q1886793 Português

Texto CG1A1-I



      Um problema no estudo da violência é sua relação com a racionalidade. Os atos violentos mais graves, praticados com requintes de crueldade, são vistos pela mídia e pela opinião pública como atos irracionais. Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional. É o que ocorre quando certos mecanismos racionais, como a simplificação, que reduz tudo a um único princípio explicativo, e a polarização, que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis, deixam o indivíduo sem alternativas. Esses mecanismos traduzem a racionalidade de uma razão incapaz de lidar com os antagonismos, as diferenças e a diversidade.


      Portanto, o problema que levanta a violência é muito menos o da irracionalidade do que o de uma racionalidade repleta de “razões” para não se deter diante de limites estabelecidos pela própria razão humana. É a razão que, amplificando os conflitos, reduzindo as alternativas ao impasse e superdimensionando os defeitos dos outros, cria os cenários em que florescem as ideologias legitimadoras da violência. Em outras palavras, o problema da violência está intimamente ligado ao problema das relações sociais, em que a existência do outro aparece como ameaça real ou imaginária. O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro. É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade. No entanto, as razões dessa irracionalidade raramente são explicitadas e, frequentemente, deixam de existir quando o recipiente de atos violentos é o “inimigo”.


Angel Pino. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 763-785, out./2007 (com adaptações).

O foco do autor do texto CG1A1-I é defender a ideia de que
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Q1886747 Português

Leia o texto, para responder à questão. 



      Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.


      Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.


      Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”. 


      O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.


      Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.


      Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.


      O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.


(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim. O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)

Para responder à questão, considere a seguinte passagem.

Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.

O trecho em destaque na passagem pode ser substituído, sem prejuízo do sentido, por
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Q1886745 Português

Leia o texto, para responder à questão. 



      Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.


      Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.


      Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”. 


      O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.


      Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.


      Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.


      O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.


(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim. O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)

O enunciado do texto que se expressa unicamente com palavras em sentido próprio é: 
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Q1886744 Português

Leia o texto, para responder à questão. 



      Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.


      Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.


      Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”. 


      O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.


      Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.


      Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.


      O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.


(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim. O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)

Do ponto de vista do autor,
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Q1886743 Português

Leia o texto, para responder à questão. 



      Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.


      Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.


      Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”. 


      O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.


      Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.


      Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.


      O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.


(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim. O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)

De acordo com o texto, a figura do Arlequim
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Q1886701 Português

Leia o poema para responder à questão. 



Casamento (Texto II)


Há mulheres que dizem:

Meu marido, se quiser pescar, pesque,

mas que limpe os peixes.

Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,

ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.

É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,

de vez em quando os cotovelos se esbarram,

ele fala coisas como “este foi difícil”

“prateou no ar dando rabanadas”

e faz o gesto com a mão.

O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

atravessa a cozinha como um rio profundo.

Por fim, os peixes na travessa,

vamos dormir.

Coisas prateadas espocam:

somos noivo e noiva.


(Adélia Prado)

Nos 8° e 12° versos – ele fala coisas como “este foi difícil” – e – O silêncio […] atravessa a cozinha como um rio profundo – os termos em destaque foram empregados, respectivamente, para
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Q1886700 Português

Leia o poema para responder à questão. 



Casamento (Texto II)


Há mulheres que dizem:

Meu marido, se quiser pescar, pesque,

mas que limpe os peixes.

Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,

ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.

É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,

de vez em quando os cotovelos se esbarram,

ele fala coisas como “este foi difícil”

“prateou no ar dando rabanadas”

e faz o gesto com a mão.

O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

atravessa a cozinha como um rio profundo.

Por fim, os peixes na travessa,

vamos dormir.

Coisas prateadas espocam:

somos noivo e noiva.


(Adélia Prado)

É correto afirmar que o sentido da frase dita pelo eu lírico – Eu não. – no 4° verso,
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Q1886699 Português

Leia o texto para responder à questão.



Quando amor e amizade são construídos pelo silêncio (Texto I)


Como crianças, que brincam sozinhas uma ao lado da outra, casais ou amigos aprenderam, na pandemia, novos modos de se aproximar.



      “Quer ler em silêncio sentada ao meu lado no Riverside Park?” Mandei essa mensagem para uma amiga numa tarde de domingo, em julho. Eu estava exausta e apavorada com a aproximação das últimas horas do fim de semana – mas não queria ficar sozinha. “Vamos nos encontrar à uma hora?”, escreveu ela de volta. Arrumei a mochila, animada para passar mais uma tarde sozinha e com uma amiga.


      O termo ‘brincadeira paralela’ geralmente é usado quando crianças pequenas brincam de forma independente, lado a lado, mas também pode ser uma maneira valiosa de pensar no relacionamento entre adultos. O envolvimento em uma brincadeira paralela é parte importante de como a criança aprende a interagir com outras e tornar-se um ser social. Pense em crianças construindo silenciosamente cada uma a própria torre com blocos ou correndo pelo playground sem realmente interagir. Não se envolvem, mas não estão brincando totalmente sozinhas.


      Para os adultos, o que diferencia duas pessoas se ignorando na mesma sala e a brincadeira paralela é a base segura que sustenta seu relacionamento, explicou o Dr. Amir Levine, psiquiatra. “A brincadeira paralela é uma das marcas de um relacionamento seguro, mas tem de ser feita da maneira certa. Se você sabe que a outra pessoa está disponível e que, se precisar, ela prestará atenção em você, isso lhe dá segurança”, diz Levine.


      Quando você não tem um relacionamento seguro, tentar agir de forma independente do parceiro, enquanto compartilha o mesmo espaço, pode dar errado. A existência de brincadeiras paralelas em um relacionamento pode ser o termômetro de um relacionamento saudável.


      Sierra Reed, estrategista social e criativa, comentou que seus amigos mais próximos eram aqueles com quem ela podia estar e não fazer nada. Ela pode trabalhar enquanto um amigo cozinha, por exemplo. “São pessoas com quem posso estar, sentir o amor e pensar: ‘Isso é perfeito’.” 


      “Durante a covid, não podíamos nos afastar com frequência das pessoas com quem convivemos. Embora eu não ache que sempre precisamos de um tempo a sós, às vezes precisamos ‘estar juntos, mas sem interação’.”


(Sophie Vershbow, The New York Times. O Estado de S.Paulo, 23 de out.2021. Adaptado)

Imagem associada para resolução da questão


De acordo com as informações contidas no poema e no texto I, é correto afirmar:

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Q1886696 Português

Leia o texto para responder à questão.



Quando amor e amizade são construídos pelo silêncio (Texto I)


Como crianças, que brincam sozinhas uma ao lado da outra, casais ou amigos aprenderam, na pandemia, novos modos de se aproximar.



      “Quer ler em silêncio sentada ao meu lado no Riverside Park?” Mandei essa mensagem para uma amiga numa tarde de domingo, em julho. Eu estava exausta e apavorada com a aproximação das últimas horas do fim de semana – mas não queria ficar sozinha. “Vamos nos encontrar à uma hora?”, escreveu ela de volta. Arrumei a mochila, animada para passar mais uma tarde sozinha e com uma amiga.


      O termo ‘brincadeira paralela’ geralmente é usado quando crianças pequenas brincam de forma independente, lado a lado, mas também pode ser uma maneira valiosa de pensar no relacionamento entre adultos. O envolvimento em uma brincadeira paralela é parte importante de como a criança aprende a interagir com outras e tornar-se um ser social. Pense em crianças construindo silenciosamente cada uma a própria torre com blocos ou correndo pelo playground sem realmente interagir. Não se envolvem, mas não estão brincando totalmente sozinhas.


      Para os adultos, o que diferencia duas pessoas se ignorando na mesma sala e a brincadeira paralela é a base segura que sustenta seu relacionamento, explicou o Dr. Amir Levine, psiquiatra. “A brincadeira paralela é uma das marcas de um relacionamento seguro, mas tem de ser feita da maneira certa. Se você sabe que a outra pessoa está disponível e que, se precisar, ela prestará atenção em você, isso lhe dá segurança”, diz Levine.


      Quando você não tem um relacionamento seguro, tentar agir de forma independente do parceiro, enquanto compartilha o mesmo espaço, pode dar errado. A existência de brincadeiras paralelas em um relacionamento pode ser o termômetro de um relacionamento saudável.


      Sierra Reed, estrategista social e criativa, comentou que seus amigos mais próximos eram aqueles com quem ela podia estar e não fazer nada. Ela pode trabalhar enquanto um amigo cozinha, por exemplo. “São pessoas com quem posso estar, sentir o amor e pensar: ‘Isso é perfeito’.” 


      “Durante a covid, não podíamos nos afastar com frequência das pessoas com quem convivemos. Embora eu não ache que sempre precisamos de um tempo a sós, às vezes precisamos ‘estar juntos, mas sem interação’.”


(Sophie Vershbow, The New York Times. O Estado de S.Paulo, 23 de out.2021. Adaptado)

Considere as passagens do texto e assinale a alternativa que apresenta informação correta. 
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Q1886694 Português

Leia o texto para responder à questão.



Quando amor e amizade são construídos pelo silêncio (Texto I)


Como crianças, que brincam sozinhas uma ao lado da outra, casais ou amigos aprenderam, na pandemia, novos modos de se aproximar.



      “Quer ler em silêncio sentada ao meu lado no Riverside Park?” Mandei essa mensagem para uma amiga numa tarde de domingo, em julho. Eu estava exausta e apavorada com a aproximação das últimas horas do fim de semana – mas não queria ficar sozinha. “Vamos nos encontrar à uma hora?”, escreveu ela de volta. Arrumei a mochila, animada para passar mais uma tarde sozinha e com uma amiga.


      O termo ‘brincadeira paralela’ geralmente é usado quando crianças pequenas brincam de forma independente, lado a lado, mas também pode ser uma maneira valiosa de pensar no relacionamento entre adultos. O envolvimento em uma brincadeira paralela é parte importante de como a criança aprende a interagir com outras e tornar-se um ser social. Pense em crianças construindo silenciosamente cada uma a própria torre com blocos ou correndo pelo playground sem realmente interagir. Não se envolvem, mas não estão brincando totalmente sozinhas.


      Para os adultos, o que diferencia duas pessoas se ignorando na mesma sala e a brincadeira paralela é a base segura que sustenta seu relacionamento, explicou o Dr. Amir Levine, psiquiatra. “A brincadeira paralela é uma das marcas de um relacionamento seguro, mas tem de ser feita da maneira certa. Se você sabe que a outra pessoa está disponível e que, se precisar, ela prestará atenção em você, isso lhe dá segurança”, diz Levine.


      Quando você não tem um relacionamento seguro, tentar agir de forma independente do parceiro, enquanto compartilha o mesmo espaço, pode dar errado. A existência de brincadeiras paralelas em um relacionamento pode ser o termômetro de um relacionamento saudável.


      Sierra Reed, estrategista social e criativa, comentou que seus amigos mais próximos eram aqueles com quem ela podia estar e não fazer nada. Ela pode trabalhar enquanto um amigo cozinha, por exemplo. “São pessoas com quem posso estar, sentir o amor e pensar: ‘Isso é perfeito’.” 


      “Durante a covid, não podíamos nos afastar com frequência das pessoas com quem convivemos. Embora eu não ache que sempre precisamos de um tempo a sós, às vezes precisamos ‘estar juntos, mas sem interação’.”


(Sophie Vershbow, The New York Times. O Estado de S.Paulo, 23 de out.2021. Adaptado)

Segundo informações presentes no texto, Sierra Reed defende que
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Q1886693 Português

Leia o texto para responder à questão.



Quando amor e amizade são construídos pelo silêncio (Texto I)


Como crianças, que brincam sozinhas uma ao lado da outra, casais ou amigos aprenderam, na pandemia, novos modos de se aproximar.



      “Quer ler em silêncio sentada ao meu lado no Riverside Park?” Mandei essa mensagem para uma amiga numa tarde de domingo, em julho. Eu estava exausta e apavorada com a aproximação das últimas horas do fim de semana – mas não queria ficar sozinha. “Vamos nos encontrar à uma hora?”, escreveu ela de volta. Arrumei a mochila, animada para passar mais uma tarde sozinha e com uma amiga.


      O termo ‘brincadeira paralela’ geralmente é usado quando crianças pequenas brincam de forma independente, lado a lado, mas também pode ser uma maneira valiosa de pensar no relacionamento entre adultos. O envolvimento em uma brincadeira paralela é parte importante de como a criança aprende a interagir com outras e tornar-se um ser social. Pense em crianças construindo silenciosamente cada uma a própria torre com blocos ou correndo pelo playground sem realmente interagir. Não se envolvem, mas não estão brincando totalmente sozinhas.


      Para os adultos, o que diferencia duas pessoas se ignorando na mesma sala e a brincadeira paralela é a base segura que sustenta seu relacionamento, explicou o Dr. Amir Levine, psiquiatra. “A brincadeira paralela é uma das marcas de um relacionamento seguro, mas tem de ser feita da maneira certa. Se você sabe que a outra pessoa está disponível e que, se precisar, ela prestará atenção em você, isso lhe dá segurança”, diz Levine.


      Quando você não tem um relacionamento seguro, tentar agir de forma independente do parceiro, enquanto compartilha o mesmo espaço, pode dar errado. A existência de brincadeiras paralelas em um relacionamento pode ser o termômetro de um relacionamento saudável.


      Sierra Reed, estrategista social e criativa, comentou que seus amigos mais próximos eram aqueles com quem ela podia estar e não fazer nada. Ela pode trabalhar enquanto um amigo cozinha, por exemplo. “São pessoas com quem posso estar, sentir o amor e pensar: ‘Isso é perfeito’.” 


      “Durante a covid, não podíamos nos afastar com frequência das pessoas com quem convivemos. Embora eu não ache que sempre precisamos de um tempo a sós, às vezes precisamos ‘estar juntos, mas sem interação’.”


(Sophie Vershbow, The New York Times. O Estado de S.Paulo, 23 de out.2021. Adaptado)

De acordo com informações textuais, é correto afirmar que
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Q1885060 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nesta quinta-feira, dia 9, ____14h, a Secretaria da Família (Pró-família) faz a doação de mais de 50 produtos, entre bonecas de panos e naninhas (travesseirinhos), ____ integrantes do Clube de Mãe da Hermann Barthel, na Associação de Moradores da Rua Hermann Barthel, no bairro Velha Central.

O objetivo é de contemplar as crianças em situação de vulnerabilidade social e que residem na região com os produtos doados. De acordo com a Pró-família, o próprio Clube de Mãe do local fará a entrega ____ população, em um evento programado para ser realizado já no sábado, dia 11, ____ 16h.

A confecção das bonecas de pano contou com a participação de idosas assistidas pela Pró-família, incluindo integrantes de Clubes de Mães e voluntárias da comunidade. Além de ajudar quem precisa de atenção, tem como objetivo também de resgatar ____ tradição cultural da confecção de bonecas de pano, que foram feitas totalmente com materiais recicláveis doados por empresas parceiras. [...]


Disponível em: https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/fundacao-pro-familia/ pro-familia/secretaria-da-famailia-faz-doaacaao-de-bonecas-de-pano-ao-clubede-maae-da-hermann-barthel17 Acesso em: 07/dez/2021. [adaptado]

No trecho: "De acordo com a Pró-família, o próprio Clube de Mãe do local fará a entrega...", a expressão destacada expressa: 
Alternativas
Q1884833 Português

Texto para a questão a seguir:


Névoas da ignorância


Por Ana Maria Puccinnio, em 03 de Janeiro de 2022.


Acessar um aplicativo de notícias sobre política hoje de amanhã fez surgir em mim o sentimento de que vivemos uma preocupante situação mundial de ignorância. Falta clareza nas notícias e os acontecimentos vão se atropelando, gerando uma guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade que desejamos ao compartilhar os fatos.


Nesse ambiente caótico, a população fica confusa diante das informações potencialmente falsas – as “fake News” – e cai em um processo de entorpecimento que pode prejudicar a vida em sociedade. O diálogo amistoso está se extinguindo e dando lugar ao debate irracional, grosseiro e rude na Web, nas ruas e nos palanques.


Na minha percepção, esses cenários são a consequência de um contínuo distanciamento da humanidade dos seu propósitos fundamentais: a valorização da vida e dos indivíduos.


Me sinto em um mundo onde as coisas são feitas, permitidas ou mesmo tolhidas sem que exista um debate sincero sobre os temas que cercam as grandes decisões. Ideias e projetos importantes, que poderiam melhorar a vida de todos, emperram no paredão da ignorância e na indisposição de grupos que se negam a buscar um acordo com quem tem pensamentos diferentes.


Falta um esforço comum em busca de uma melhor vida para todos.


Olho novamente o aplicativo e as notícias sobre o Brasil me mostram poderes públicos que têm atuado de forma independente, cada um para si. Desde sempre, falta seriedade na gestão pública em nosso país e, dessa forma, a população fica abandonada por aqueles que deveriam zelar e promover a melhora das condições gerais de vida.


Qual é o significado da autorização de elevação do teto da dívida pública? A inflação está crescendo: vão alterar os juros, ou adotar outros meios para o regresso da inflação? Quais medidas estão sendo tomadas para ampliar o acesso ao saneamento básico? Nosso país tem metas específicas de desenvolvimento tecnológico? As respostas a essas perguntas podem tornar nossas vidas um pouco mais difíceis se não forem tomadas as decisões corretas em favor de todos.


Grandes decisões sendo tomadas por pessoas que não têm um interesse legítimo no bem comum pode ser um verdadeiro problema para as próximas gerações.


Percebo que as medidas atualmente adotadas não vão resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios despreocupados sobre o progresso efetivo da humanidade. Há que ser criada uma gestão pública que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro.


No século 21, obscurecido pelas densas névoas da ignorância – onde os fervorosos debates nas redes sociais parecem não ter fim – poucas pessoas percebem a pequenez do ser humano diante da grandiosidade dos desafios da vida. A pandemia revelou que nós não temos a solução para todos os nossos problemas. A humanidade precisa de muita ajuda, mas será que realmente quer ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente em prol de todos?  

Leia o texto 'Névoas da ignorância' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora argumenta que as notícias falsas e os argumentos irracionais na Internet são uma consequência natural e previsível da forma rude com que se tem ensinado política nas casas legislativas.

II. No texto, a autora procura deixar claro que a forma irracional com que as pessoas têm conduzido o debate político no núcleo familiar é a principal evidência de que o sistema educacional possui falhas estruturais.

III. Uma ideia central do texto é a de que as gerações atuais já podem vislumbrar um futuro favorável, pois a maioria dos governos tem adotado medidas que certamente vão resolver os problemas criados por grupos despreocupados com o progresso efetivo da humanidade.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q1884832 Português

Texto para a questão a seguir:


Névoas da ignorância


Por Ana Maria Puccinnio, em 03 de Janeiro de 2022.


Acessar um aplicativo de notícias sobre política hoje de amanhã fez surgir em mim o sentimento de que vivemos uma preocupante situação mundial de ignorância. Falta clareza nas notícias e os acontecimentos vão se atropelando, gerando uma guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade que desejamos ao compartilhar os fatos.


Nesse ambiente caótico, a população fica confusa diante das informações potencialmente falsas – as “fake News” – e cai em um processo de entorpecimento que pode prejudicar a vida em sociedade. O diálogo amistoso está se extinguindo e dando lugar ao debate irracional, grosseiro e rude na Web, nas ruas e nos palanques.


Na minha percepção, esses cenários são a consequência de um contínuo distanciamento da humanidade dos seu propósitos fundamentais: a valorização da vida e dos indivíduos.


Me sinto em um mundo onde as coisas são feitas, permitidas ou mesmo tolhidas sem que exista um debate sincero sobre os temas que cercam as grandes decisões. Ideias e projetos importantes, que poderiam melhorar a vida de todos, emperram no paredão da ignorância e na indisposição de grupos que se negam a buscar um acordo com quem tem pensamentos diferentes.


Falta um esforço comum em busca de uma melhor vida para todos.


Olho novamente o aplicativo e as notícias sobre o Brasil me mostram poderes públicos que têm atuado de forma independente, cada um para si. Desde sempre, falta seriedade na gestão pública em nosso país e, dessa forma, a população fica abandonada por aqueles que deveriam zelar e promover a melhora das condições gerais de vida.


Qual é o significado da autorização de elevação do teto da dívida pública? A inflação está crescendo: vão alterar os juros, ou adotar outros meios para o regresso da inflação? Quais medidas estão sendo tomadas para ampliar o acesso ao saneamento básico? Nosso país tem metas específicas de desenvolvimento tecnológico? As respostas a essas perguntas podem tornar nossas vidas um pouco mais difíceis se não forem tomadas as decisões corretas em favor de todos.


Grandes decisões sendo tomadas por pessoas que não têm um interesse legítimo no bem comum pode ser um verdadeiro problema para as próximas gerações.


Percebo que as medidas atualmente adotadas não vão resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios despreocupados sobre o progresso efetivo da humanidade. Há que ser criada uma gestão pública que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro.


No século 21, obscurecido pelas densas névoas da ignorância – onde os fervorosos debates nas redes sociais parecem não ter fim – poucas pessoas percebem a pequenez do ser humano diante da grandiosidade dos desafios da vida. A pandemia revelou que nós não temos a solução para todos os nossos problemas. A humanidade precisa de muita ajuda, mas será que realmente quer ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente em prol de todos?  

Leia o texto 'Névoas da ignorância' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora expõe no texto o seu posicionamento sobre um determinado tema de interesse público ao afirmar que as decisões importantes da sociedade são predominantemente tomadas mediante uma profunda análise dos fatos e da opinião de especialistas.

II. Uma das estratégias utilizadas pela autora para defender seu ponto de vista é apresentar um conjunto de questões relevantes para a vida, o futuro e o cotidiano dos cidadãos e, em seguida, defender que essas questões devem ser decididas com vistas ao bem comum.

III. As próximas gerações podem ser verdadeiramente prejudicadas se a busca pelo bem comum não for uma premissa adotada pelas pessoas que tomam grandes decisões, afirma a autora do texto. 

Marque a alternativa CORRETA:  
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Q1884831 Português

Texto para a questão a seguir:


Névoas da ignorância


Por Ana Maria Puccinnio, em 03 de Janeiro de 2022.


Acessar um aplicativo de notícias sobre política hoje de amanhã fez surgir em mim o sentimento de que vivemos uma preocupante situação mundial de ignorância. Falta clareza nas notícias e os acontecimentos vão se atropelando, gerando uma guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade que desejamos ao compartilhar os fatos.


Nesse ambiente caótico, a população fica confusa diante das informações potencialmente falsas – as “fake News” – e cai em um processo de entorpecimento que pode prejudicar a vida em sociedade. O diálogo amistoso está se extinguindo e dando lugar ao debate irracional, grosseiro e rude na Web, nas ruas e nos palanques.


Na minha percepção, esses cenários são a consequência de um contínuo distanciamento da humanidade dos seu propósitos fundamentais: a valorização da vida e dos indivíduos.


Me sinto em um mundo onde as coisas são feitas, permitidas ou mesmo tolhidas sem que exista um debate sincero sobre os temas que cercam as grandes decisões. Ideias e projetos importantes, que poderiam melhorar a vida de todos, emperram no paredão da ignorância e na indisposição de grupos que se negam a buscar um acordo com quem tem pensamentos diferentes.


Falta um esforço comum em busca de uma melhor vida para todos.


Olho novamente o aplicativo e as notícias sobre o Brasil me mostram poderes públicos que têm atuado de forma independente, cada um para si. Desde sempre, falta seriedade na gestão pública em nosso país e, dessa forma, a população fica abandonada por aqueles que deveriam zelar e promover a melhora das condições gerais de vida.


Qual é o significado da autorização de elevação do teto da dívida pública? A inflação está crescendo: vão alterar os juros, ou adotar outros meios para o regresso da inflação? Quais medidas estão sendo tomadas para ampliar o acesso ao saneamento básico? Nosso país tem metas específicas de desenvolvimento tecnológico? As respostas a essas perguntas podem tornar nossas vidas um pouco mais difíceis se não forem tomadas as decisões corretas em favor de todos.


Grandes decisões sendo tomadas por pessoas que não têm um interesse legítimo no bem comum pode ser um verdadeiro problema para as próximas gerações.


Percebo que as medidas atualmente adotadas não vão resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios despreocupados sobre o progresso efetivo da humanidade. Há que ser criada uma gestão pública que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro.


No século 21, obscurecido pelas densas névoas da ignorância – onde os fervorosos debates nas redes sociais parecem não ter fim – poucas pessoas percebem a pequenez do ser humano diante da grandiosidade dos desafios da vida. A pandemia revelou que nós não temos a solução para todos os nossos problemas. A humanidade precisa de muita ajuda, mas será que realmente quer ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente em prol de todos?  

Leia o texto 'Névoas da ignorância' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Uma das ideias presentes no texto é a de que a atuação harmoniosa entre os poderes públicos promovida pela atual reforma administrativa é um elemento que certamente irá melhorar a vida dos brasileiros no curto prazo. 

II. Uma das ideias presentes no texto é a de que, ao compartilhar fatos, buscamos objetividade. Atualmente, no entanto, esse requisito não tem sido completamente atendido nos meios de comunicação nos quais as notícias são divulgadas, afirma a autora.

III. Ao término do texto, a autora propõe uma reflexão sobre se a humanidade realmente deseja ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente em prol de todos.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884830 Português

Texto para a questão a seguir:


Névoas da ignorância


Por Ana Maria Puccinnio, em 03 de Janeiro de 2022.


Acessar um aplicativo de notícias sobre política hoje de amanhã fez surgir em mim o sentimento de que vivemos uma preocupante situação mundial de ignorância. Falta clareza nas notícias e os acontecimentos vão se atropelando, gerando uma guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade que desejamos ao compartilhar os fatos.


Nesse ambiente caótico, a população fica confusa diante das informações potencialmente falsas – as “fake News” – e cai em um processo de entorpecimento que pode prejudicar a vida em sociedade. O diálogo amistoso está se extinguindo e dando lugar ao debate irracional, grosseiro e rude na Web, nas ruas e nos palanques.


Na minha percepção, esses cenários são a consequência de um contínuo distanciamento da humanidade dos seu propósitos fundamentais: a valorização da vida e dos indivíduos.


Me sinto em um mundo onde as coisas são feitas, permitidas ou mesmo tolhidas sem que exista um debate sincero sobre os temas que cercam as grandes decisões. Ideias e projetos importantes, que poderiam melhorar a vida de todos, emperram no paredão da ignorância e na indisposição de grupos que se negam a buscar um acordo com quem tem pensamentos diferentes.


Falta um esforço comum em busca de uma melhor vida para todos.


Olho novamente o aplicativo e as notícias sobre o Brasil me mostram poderes públicos que têm atuado de forma independente, cada um para si. Desde sempre, falta seriedade na gestão pública em nosso país e, dessa forma, a população fica abandonada por aqueles que deveriam zelar e promover a melhora das condições gerais de vida.


Qual é o significado da autorização de elevação do teto da dívida pública? A inflação está crescendo: vão alterar os juros, ou adotar outros meios para o regresso da inflação? Quais medidas estão sendo tomadas para ampliar o acesso ao saneamento básico? Nosso país tem metas específicas de desenvolvimento tecnológico? As respostas a essas perguntas podem tornar nossas vidas um pouco mais difíceis se não forem tomadas as decisões corretas em favor de todos.


Grandes decisões sendo tomadas por pessoas que não têm um interesse legítimo no bem comum pode ser um verdadeiro problema para as próximas gerações.


Percebo que as medidas atualmente adotadas não vão resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios despreocupados sobre o progresso efetivo da humanidade. Há que ser criada uma gestão pública que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro.


No século 21, obscurecido pelas densas névoas da ignorância – onde os fervorosos debates nas redes sociais parecem não ter fim – poucas pessoas percebem a pequenez do ser humano diante da grandiosidade dos desafios da vida. A pandemia revelou que nós não temos a solução para todos os nossos problemas. A humanidade precisa de muita ajuda, mas será que realmente quer ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente em prol de todos?  

Leia o texto 'Névoas da ignorância' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A indisposição quanto à busca por acordos com quem tem pensamentos diferentes é um fator apresentado pela autora do texto como sendo um fator impeditivo para a realização de algumas iniciativas que poderiam melhorar a vida das pessoas.

II. O texto traz um alerta ao leitor sobre o risco que as “fake News” causam ao criar uma confusão sobre a população que busca entender objetivamente a verdade dos fatos.

III. Na parte final do texto, a autora reforça a ideia de que “as densas névoas da ignorância” estão presente em nossa sociedade há séculos e, portanto, representam um axioma político equivocado e distante do senso comum.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884829 Português

Texto para a questão a seguir:


Névoas da ignorância


Por Ana Maria Puccinnio, em 03 de Janeiro de 2022.


Acessar um aplicativo de notícias sobre política hoje de amanhã fez surgir em mim o sentimento de que vivemos uma preocupante situação mundial de ignorância. Falta clareza nas notícias e os acontecimentos vão se atropelando, gerando uma guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade que desejamos ao compartilhar os fatos.


Nesse ambiente caótico, a população fica confusa diante das informações potencialmente falsas – as “fake News” – e cai em um processo de entorpecimento que pode prejudicar a vida em sociedade. O diálogo amistoso está se extinguindo e dando lugar ao debate irracional, grosseiro e rude na Web, nas ruas e nos palanques.


Na minha percepção, esses cenários são a consequência de um contínuo distanciamento da humanidade dos seu propósitos fundamentais: a valorização da vida e dos indivíduos.


Me sinto em um mundo onde as coisas são feitas, permitidas ou mesmo tolhidas sem que exista um debate sincero sobre os temas que cercam as grandes decisões. Ideias e projetos importantes, que poderiam melhorar a vida de todos, emperram no paredão da ignorância e na indisposição de grupos que se negam a buscar um acordo com quem tem pensamentos diferentes.


Falta um esforço comum em busca de uma melhor vida para todos.


Olho novamente o aplicativo e as notícias sobre o Brasil me mostram poderes públicos que têm atuado de forma independente, cada um para si. Desde sempre, falta seriedade na gestão pública em nosso país e, dessa forma, a população fica abandonada por aqueles que deveriam zelar e promover a melhora das condições gerais de vida.


Qual é o significado da autorização de elevação do teto da dívida pública? A inflação está crescendo: vão alterar os juros, ou adotar outros meios para o regresso da inflação? Quais medidas estão sendo tomadas para ampliar o acesso ao saneamento básico? Nosso país tem metas específicas de desenvolvimento tecnológico? As respostas a essas perguntas podem tornar nossas vidas um pouco mais difíceis se não forem tomadas as decisões corretas em favor de todos.


Grandes decisões sendo tomadas por pessoas que não têm um interesse legítimo no bem comum pode ser um verdadeiro problema para as próximas gerações.


Percebo que as medidas atualmente adotadas não vão resolver os problemas estruturais criados pelo controle do dinheiro por grupos de interesses próprios despreocupados sobre o progresso efetivo da humanidade. Há que ser criada uma gestão pública que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro.


No século 21, obscurecido pelas densas névoas da ignorância – onde os fervorosos debates nas redes sociais parecem não ter fim – poucas pessoas percebem a pequenez do ser humano diante da grandiosidade dos desafios da vida. A pandemia revelou que nós não temos a solução para todos os nossos problemas. A humanidade precisa de muita ajuda, mas será que realmente quer ser ajudada para se movimentar e agir beneficamente em prol de todos?  

Leia o texto 'Névoas da ignorância' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A autora procura defender claramente a proposta de que é necessária a criação de uma gestão pública que não fique à mercê dos detentores e controladores do dinheiro.

II. Uma das ideias presentes no texto é a de que falta seriedade na gestão pública brasileira, e essa característica do nosso país traz prejuízos para a população, que fica desassistida pelos governantes que têm como missão promover o aumento da qualidade de vida da população.

III. A autora afirma no texto que as notícias com as quais teve contato por meio de um aplicativo criaram nela um sentimento de que a ignorância é uma característica presente em indivíduos de todo o mundo.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884413 Português

EDUCAÇÃO INFANTIL

Baseado no artigo de LIMA et al., 2010. Com adaptações.


De acordo com a Teoria Histórico-Cultural, na infância (até os seis anos de idade), ao fazer de conta, a criança não imita meramente o adulto, mas reproduz para si e em si as aptidões, as habilidades e as capacidades humanas encarnadas historicamente nos objetos. Assim, o faz-deconta representa sua atividade principal, por meio da qual ela aprende e se desenvolve, isto é, a criança desenvolve funções psíquicas e atitudes, como condição para seu desenvolvimento futuro. Nessa atividade, a criança aprende a controlar a conduta, exercita a atenção, a memória, a linguagem, o pensamento e aprende a viver em sociedade. Além disso, desenvolve a função simbólica (quando faz de conta que um pedaço de madeira é um carrinho ou que um pente é um avião), compreende que uma coisa representa outra, condição para mais tarde compreender o que é escrita.

O faz-de-conta, na perspectiva de Leontiev (1988, p. 65), contribui para o desenvolvimento das crianças e para as mudanças mais importantes nos processos psíquicos e nos traços psicológicos da sua personalidade. Compreender a importância do faz-de-conta mostra que o tempo livre destinado à brincadeira representa uma condição fundamental para a garantia do máximo desenvolvimento nesta etapa da vida, ao invés do ensino forçado e antecipado que acabam por encurtar a infância.

Pela exposição realizada até aqui, nas escolas de Educação Infantil, a prática pedagógica intencional e humanizadora é movida, dentre outras coisas, pela ressignificação dos entendimentos sobre a criança, a infância e a sua educação. A partir da observação da capacidade de aprendizagem infantil, torna-se possível uma educação motivadora dos avanços do desenvolvimento da criança pequena, considerando o que ela já sabe e desafiando-a para o que ela ainda não consegue realizar sozinha, mas o faz com a ajuda de um parceiro mais experiente (os educadores).

Vale aqui o destaque para as proposições de Lev Vygotsky (1988) acerca do desenvolvimento humano. Segundo o autor, a Zona de Desenvolvimento Real configura-se como o nível de desenvolvimento no qual a criança é capaz de realizar algo sozinha, independente da ajuda de outras pessoas e mesmo da instrução verbal. Vygotsky aponta também outro nível de desenvolvimento caracterizado como Zona de Desenvolvimento Próximo, isto é, o nível de desenvolvimento no qual a criança realiza ações com a colaboração de um parceiro mais experiente. Para esse mesmo autor, ao realizar a atividade com a ajuda de um parceiro mais experiente, a criança prepara-se para, em breve, realizar a atividade sozinha. Sendo assim, para Vygotsky (1988), o bom ensino incide sobre a Zona de Desenvolvimento Próximo para que ocorra a aprendizagem deflagradora de novas possibilidades de desenvolvimento.

Entendemos que ensinar a criança o que ela já sabe não promove aprendizagem e muito menos desenvolvimento. Ao mesmo tempo, ensinar algo que esteja fora do alcance de aprendizagem da criança, mesmo com a colaboração de outros, também não promove aprendizagem. Nesse sentido, esse bom ensino indicado por Lev Vygotsky (1988) é aquele que acontece a partir de um processo colaborativo, em que o professor e a professora auxiliam a criança e não realizam a atividade em lugar dela. Nesse processo, esses educadores atuam como parceiros mais experientes e auxiliam a criança para que, posteriormente, ela realize a atividade sozinha.

Pelo exposto, em síntese, professores e professoras, ao se constituírem profissionais conscientes de seu papel no processo de ensino e de aprendizagem, oportunizam experiências diversificadas e ricas, promotoras da atividade infantil. Com isso, a escolha do que vai ser oferecido à criança, para inserção e atuação cada vez mais ampla da criança na sociedade, tem grande importância. Essas escolhas envolvem seus interesses e necessidades e a contemplação do desejo de conhecimento das crianças e de seus direitos fundamentais. Especialmente, tais escolhas didáticas (em suas dimensões política, técnica e pedagógica) envolvem a Educação Infantil como expressão de atuação pedagógica intencionalmente organizada, planejada e avaliada. 

Leia o texto 'EDUCAÇÃO INFANTIL' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Para Vygotsky, o ensino deve acontecer a partir de um processo colaborativo, em que os educadores auxiliam a criança e não realizam a atividade em lugar dela, afirma o texto.

II. Os educadores, ao se constituírem profissionais conscientes de seu papel no processo de ensino e de aprendizagem, oportunizam experiências diversificadas e ricas, promotoras da atividade infantil, conforme defende o texto.

III. Para Vygotsky, afirma o texto, ao realizar uma atividade com a ajuda de um parceiro mais experiente, a criança prepara-se para, em breve, realizar a atividade sozinha. Sendo assim, o bom ensino incide sobre a Zona de Desenvolvimento Próximo para que ocorra a aprendizagem deflagradora de novas possibilidades de desenvolvimento, de acordo com o texto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
14861: A
14862: E
14863: D
14864: E
14865: B
14866: E
14867: C
14868: D
14869: B
14870: D
14871: B
14872: E
14873: D
14874: C
14875: A
14876: C
14877: C
14878: C
14879: D
14880: D