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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q3838890 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
No texto, a enunciadora correlaciona a perda de confiança entre humanos ao avanço da tecnologia digital. A alternativa que apresenta CORRETAMENTE essa correlação é:
Alternativas
Q3837195 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As pessoas que não abrem mão dos disquetes


O último disquete foi fabricado há mais de uma década e não tem capacidade para armazenar sequer uma foto produzida por um celular moderno. Ainda assim, algumas pessoas continuam a usá-lo com entusiasmo. Entre elas está Espen Kraft, músico e YouTuber norueguês, que recorre a caixas cheias de disquetes sempre que uma nova ideia musical surge. Para ele, o ritual de escolher um disco, inseri-lo no sintetizador e aguardar o carregamento faz parte do processo criativo, despertando uma sensação de nostalgia e expectativa que considera essencial.

Os disquetes surgiram por volta de 1970 e, durante cerca de trinta anos, foram o principal meio de armazenamento de dados em computadores. Programas e sistemas eram instalados a partir deles e, apesar de hoje representarem uma tecnologia ultrapassada, mantêm apelo duradouro para determinados grupos. Com o avanço do século XXI, foram gradualmente substituídos por CDs graváveis, outros dispositivos e, posteriormente, pelo armazenamento em nuvem. Seu uso tornou-se inviável para o público geral, já que a capacidade máxima não compete com os padrões atuais.

Mesmo assim, disquetes continuam presentes em sistemas industriais e governamentais. Alguns equipamentos de transporte urbano, aeronaves e máquinas de fábrica ainda dependem deles para operar, inclusive para carregar atualizações críticas de software. Como não são mais fabricados desde 2011, existe um número limitado desses discos em circulação, o que os torna um recurso cada vez mais escasso. Empresários como Tom Persky mantêm esse mercado ativo, vendendo disquetes a entusiastas e usuários industriais em diversas partes do mundo.

Uma das razões para a permanência desse formato está relacionada à segurança. Por se tratar de um meio físico, isolado de redes digitais, o disquete reduz as possibilidades de ataques externos, já que qualquer interferência exigiria acesso direto ao disco. Ainda assim, muitas instituições vêm planejando a substituição definitiva desses sistemas por soluções digitais mais modernas, baseadas em conexões sem fio.

Para usuários como Espen Kraft, porém, o valor dos disquetes vai além da funcionalidade. Ele conserva milhares deles, com amostras sonoras raras coletadas ao longo de décadas, muitas das quais seriam impossíveis de recriar. O contato físico com o suporte, os ruídos do carregamento e a limitação técnica ajudam-no a produzir músicas que soam autênticas, como se realmente pertencessem ao passado.

Pesquisadores e entusiastas compartilham desse apego. Universidades reúnem arquivos de disquetes com jogos, dados e registros de antigas subculturas digitais, enquanto comunidades de fãs de computadores antigos continuam a desenvolver e distribuir novos softwares nesse formato. Para muitos, os disquetes simplesmente funcionam e cumprem o propósito para o qual foram criados, sem exigir investimentos caros em atualização tecnológica.

Embora seja cada vez mais difícil manter sistemas baseados em disquetes, o formato persiste na vida de algumas pessoas por suas características únicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy94nqlnqgeo.adaptado. 
O texto analisa a permanência do uso dos disquetes em determinados contextos, mesmo diante do avanço das tecnologias digitais, destacando razões técnicas, culturais e funcionais que explicam a continuidade desse formato.

De acordo com o texto-base, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3835105 Português

O que é alimentação saudável?



    Uma alimentação saudável deve ser baseada em práticas alimentares com significação social, cultural e afetiva. É fundamental estimular a produção e o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas).


    Algumas das principais características de uma alimentação saudável são:


    1. Variação: estimular o consumo de vários tipos de alimentos, com os diferentes nutrientes necessários para o organismo.


    2. Cores: um prato colorido garante a variedade em termos de vitaminas e minerais, assim como uma apresentação atrativa das refeições.


    3. Harmonia: a quantidade e a qualidade dos alimentos devem considerar os aspectos culturais, afetivos e comportamentais.


    5. Segurança: do ponto de vista de contaminação, com possíveis riscos à saúde, deve haver a garantia de alimentos seguros para a população.



Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde. Adaptado.

De acordo com o texto, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3834776 Português
Cor-de-Rosa

        O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.

        De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpela­dos revela estranha propensão ao suicídio, praticado através da destruição de algo fundamental como é a casa em que vivemos.

         Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga, metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando? Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo, esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário, isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos, e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis, de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem derruba minha casinha!

(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
A partir da leitura da crônica, é correto afirmar que o narrador expressa sua perplexidade ao tratar
Alternativas
Q3834775 Português
Cor-de-Rosa

        O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.

        De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpela­dos revela estranha propensão ao suicídio, praticado através da destruição de algo fundamental como é a casa em que vivemos.

         Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga, metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando? Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo, esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário, isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos, e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis, de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem derruba minha casinha!

(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
Na crônica, o ato do vizinho de pintar a casa de cor-de­-rosa e os beirais de azul-claro é descrito como
Alternativas
Q3834771 Português
Um retorno necessário na estrada da vida

        A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno necessário para que rumos possam ser alterados na estrada da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros. Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.

        É um contingente desafiador que representa quase sete vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a história deste país, que, tendo proclamado a República em 1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres, pretas e periféricas.

        Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica, apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para 1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas (74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há número considerável de matrículas na zona rural (36%).

        Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem educação básica são trabalhadores estudantes que precisam da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais, nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas é também parte das razões para a redução das matrículas nessa modalidade.

(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”, Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
Ao fazer referência à história brasileira, a autora
Alternativas
Q3834770 Português
Um retorno necessário na estrada da vida

        A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o retorno necessário para que rumos possam ser alterados na estrada da vida de milhões de jovens, adultos e idosos brasileiros. Os dados divulgados por órgãos oficiais revelam o tamanho do desafio que ainda enfrentamos em relação à não escolarização dessa população no Brasil. O conjunto compreendido pelas 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que são analfabetas e os 70 milhões de jovens, adultos e idosos trabalhadores com 18 anos ou mais que não concluíram a educação básica conforma a demanda potencial pela EJA.

        É um contingente desafiador que representa quase sete vezes a população total hoje de Portugal, país do qual fomos colônia por mais de três séculos e de quem herdamos, entre outras mazelas, um descaso pela garantia do acesso à escola para todas as pessoas. O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a história deste país, que, tendo proclamado a República em 1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres, pretas e periféricas.

        Entre as 122.469 escolas que ofertam educação básica, apenas 30.188 (24,6%) ofertam a modalidade EJA. A reduzida disponibilidade é justificada por gestores pela ausência de demanda, supostamente evidenciada pela queda do número de matrículas. As matrículas dessa modalidade no Ensino Fundamental caíram de 2,1 milhões em 2018 para 1,6 milhão em 2023, enquanto a EJA no Ensino Médio caiu de 1,4 milhão para 1 milhão no mesmo período. Essas matrículas são, em grande parte, de pessoas pretas e pardas (74%), e, especialmente na EJA no Ensino Fundamental, há número considerável de matrículas na zona rural (36%).

        Em sua imensa maioria, os 70 milhões de brasileiros sem educação básica são trabalhadores estudantes que precisam da EJA e, por características muito próprias a essa condição, não podem frequentar tempos e espaços educacionais, nem mesmo estar submetidos a propostas pedagógicas projetadas, exclusivamente, para a realidade de crianças e adolescentes. Insistir na imposição de um modelo de escola e de currículo que não dialoga com a realidade das pessoas é também parte das razões para a redução das matrículas nessa modalidade.

(Maria Margarida Machado, “Um retorno necessário na estrada da vida”, Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ eja-um-retorno-necessario-na-estrada-da-vida/. Adaptado)
Com base no texto, é correto afirmar que uma das causas da redução das matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) é
Alternativas
Q3834386 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01  


Porta aberta 


Havia muitos e-mails à minha espera, a propósito da minha crônica sobre os telefones celulares. Vocês se lembram de que terminei dizendo: “Tenho medo do e-mail. Tenho medo do celular”. Pois um dos meus leitores me sugeria (com uma pitadinha de ironia...) uma fórmula simples de pôr fim ao meu medo do e-mail: bastava que eu o desativasse. Isso, jamais. Se eu fosse movido a medo, há muito teria me mudado para um mosteiro no alto de uma montanha, para fugir do medo que a cidade me dá. Não há dúvidas de que a vida transcorre com mais tranquilidade na solidão dos mosteiros. Mas o preço de não ter medo é o tédio. Continuarei com o meu e-mail aberto a todos, mesmo correndo o risco das invasões de intrusos. As alegrias compensam. As cartas – que ainda continuam válidas quando o que está em jogo é o amor – nunca serão substituídas por um e-mail, pela simples razão de que não é possível por um e-mail debaixo do travesseiro – somente questões graves e compridas mereciam a trabalheira. Com o e-mail, entretanto, ficou fácil dizer coisas leves e rápidas que, no tempo das cartas, não eram ditas. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Porta aberta. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/opiniaoporta-aberta. Acesso em: 23 dez. 2025. Adapta
O autor considera que a vida 
Alternativas
Q3832849 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


    A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.


    Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.


    Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções. 


    A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.


    A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.


    O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.


    Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.


    Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.


 Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

O texto aborda o uso da chupeta e o hábito de chupar o dedo sob a perspectiva da Odontopediatria, articulando informações científicas e orientações aos responsáveis. Considerando o desenvolvimento do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a tese central defendida. 
Alternativas
Q3832848 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


    A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.


    Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.


    Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções. 


    A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.


    A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.


    O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.


    Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.


    Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.


 Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

Ao comparar os hábitos de uso da chupeta e de chupar o dedo, o texto destaca uma diferença relevante entre eles. À luz dessa comparação, assinale a alternativa que interpreta corretamente essa distinção. 
Alternativas
Q3830842 Português

Leia com atenção o texto abaixo:


Comissão aprova projeto que transforma guardas municipais em polícia municipal


Proposta segue em análise na Câmara


A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que transforma as guardas municipais em polícias municipais. Pelo texto, a nova polícia terá autonomia e competência para atuar na segurança pública local, cooperando com órgãos de segurança estaduais e federais.


Segundo a proposta, entre as competências estão:


- proteger a população e o patrimônio municipal (escolas, praças, prédios);


- fiscalizar e oferecer apoio em ocorrências de perturbação da ordem pública;


- realizar policiamento preventivo e comunitário em bairros e locais de circulação;


- atuar contra a criminalidade de baixa e média complexidade, cooperando com as polícias militar e civil;


- apoiar operações conjuntas com forças estaduais e federais;


- atender ocorrências de violência doméstica, tráfico e depredação; e


- utilizar tecnologia de vigilância e monitoramento na prevenção e repressão de delitos.


Os servidores das guardas municipais atuais passarão automaticamente para as polícias municipais e receberão treinamento para suas novas funções.


Arma de fogo


A proposta estabelece ainda que as polícias municipais poderão usar armas de fogo, conforme regras específicas, e que seus membros devem fazer cursos de formação e atualização seguindo as normas de segurança pública.


Por fim, municípios com polícia municipal poderão firmar acordos com os governos estadual e federal para obter recursos, armas, veículos e treinamento especializado.


Foi aprovado o texto do relator, Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). O substitutivo engloba os projetos de lei 667/25, do deputado Capitão Alden (PL-BA), e 1102/25, do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que tramita apensado.


“Ao contrário do PL 667/25, que condiciona a adoção da nomenclatura ao cumprimento de determinados requisitos, o apensado oferece solução mais uniforme e abrangente, garantindo segurança jurídica à atuação das corporações em todo o território nacional”, observou o relator.


“Além disso, o apensado também define expressamente as atribuições das polícias municipais, reforça a sua integração com as demais forças de segurança e assegura instrumentos necessários à sua efetividade, como porte de armas, treinamento e cooperação federativa”, acrescentou.


Próximas etapas


A proposta será agora analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.


Reportagem – Murilo Souza


Edição – Ana Chalub


Fonte: https://www.camara.leg.br/noticias/1213706-comissaoaprova-projeto-que-transforma-guardas-municipais-em-policiamunicipal

De acordo com o texto, a aprovação do projeto de lei que transforma as guardas municipais em polícias municipais tem como principal finalidade: 
Alternativas
Q3829606 Português
O mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros.


Quando Jake tinha apenas cinco meses de idade, ele teve sua primeira convulsão do tipo tônico-clônica — seu corpinho enrijeceu e ele começou a se debater rapidamente.

"Estava muito quente no dia e ele sofreu uma hipertermia. Testemunhamos o que achávamos ser a coisa mais assustadora que veríamos na vida", declarou a mãe de Jake, Stephanie Smith. "Infelizmente, não foi."

As convulsões começaram a se repetir sempre que fazia calor. Com a chegada dos dias abafados e úmidos do verão, a família recorria a todo tipo de método para tentar manter Jake fresco, travando uma verdadeira batalha para conter as convulsões.

Aos 18 meses, após um teste genético, Jake foi diagnosticado com a Síndrome de Dravet, uma condição neurológica que inclui um tipo de epilepsia e afeta cerca de 15 mil crianças.

As convulsões costumam vir acompanhadas de deficiência intelectual e várias comorbidades, como autismo e TDAH, além de dificuldades na fala, mobilidade, alimentação e sono. O calor intenso e mudanças bruscas de temperatura podem desencadear uma crise.

Aos 13 anos, Jake já passou por incontáveis convulsões ao longo dos anos, sempre que o clima muda.

"Verões cada vez mais quentes e ondas de calor têm agravado ainda mais o desafio de conviver com essa condição, que já é devastadora por si só", afirma Stephanie

A Síndrome de Dravet é apenas uma das muitas doenças neurológicas que se agravam com o aumento das temperaturas, diz Sanjay Sisodiya, da University College London, um dos pioneiros no estudo dos impactos das mudanças climáticas sobre o cérebro.

Como neurologista especializado em epilepsia, ele ouve com frequência relatos da família de seus pacientes contando que as crises pioram durante ondas de calor.

"E eu pensei comigo mesmo: 'é claro, por que as mudanças climáticas não afetariam o cérebro. No fim das contas, muitos processos cerebrais estão envolvidos na forma como o corpo lida com o calor."

Ao se aprofundar na literatura científica, Sisodiya descobriu uma série de condições neurológicas que são agravadas pelo aumento da temperatura e da umidade, incluindo epilepsia, acidente vascular cerebral (AVC), encefalite, esclerose múltipla, enxaqueca, entre outras.

Ele também identificou que os efeitos das mudanças climáticas sobre o cérebro humano já estão se tornando visíveis.

Durante a onda de calor que atingiu a Europa em 2023, por exemplo, cerca de 7% das mortes adicionais estavam relacionadas diretamente a problemas neurológicos.

Percentuais semelhantes foram vistos durante a onda de calor no Reino Unido em 2022.

Mas o calor também pode alterar a forma como nosso cérebro funciona, nos deixando mais violentos, irritados e depressivos.

Assim, diante de um planeta que continua esquentando por causa das mudanças climáticas, qual impacto disso sobre o nosso cérebro?


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y055gyl48o
"Aos 18 meses, após um teste genético, Jake foi diagnosticado com a Síndrome de Dravet, uma condição neurológica que inclui um tipo de epilepsia e afeta cerca de 15 mil crianças."
Considerando o texto-base, assinale a alternativa CORRETA que explica por que o calor intenso e as ondas de calor representam um risco adicional para pessoas com a Síndrome de Dravet. 
Alternativas
Q3827282 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cadê o rio que estava aqui?


Os rios que ora somem, ora reaparecem são conhecidos como intermitentes. Eles são muito comuns no semiárido brasileiro, região que inclui os nove estados do Nordeste e também o norte do estado de Minas Gerais, englobando parte dos biomas Caatinga e Cerrado. As principais características do semiárido são poucas chuvas e Sol muito forte quase o ano inteiro.

Diferentemente dos rios que têm água corrente o ano todo, chamados rios perenes, os rios intermitentes são exclusivamente de água doce, secam de tempos em tempos e só têm água corrente na superfície na estação chuvosa, período no qual podem apresentar volumes abundantes. Quando secam, esses rios formam poças de diferentes tamanhos, que podem ou não estar distantes uma das outras. Essas poças podem permanecer com água ou secar completamente e, quando secam, se tornam um espaço com solo rachado.

A duração das fases de cheia ou seca dos rios intermitentes varia de semanas a meses. Tudo vai depender do quanto choveu, do quanto a água evaporou e do quanto ela infiltrou no solo. Entre as fases de cheia e de seca, o rio e a vegetação em volta passam por mudanças incríveis: algumas espécies de plantas e animais desaparecem, enquanto outras aparecem. O mais importante é saber que a diversidade de organismos que vivem nesse ambiente sabe lidar muito bem com essas transformações radicais da natureza.


https://chc.org.br/artigo/cade-o-rio-que-estava-aqui/
"Eles são muito comuns no semiárido brasileiro, região que inclui os nove estados do Nordeste e também o norte do estado de Minas Gerais, englobando parte dos biomas Caatinga e Cerrado."

Identifique a alternativa que apresenta, de forma CORRETA, o motivo de os rios intermitentes serem comuns no semiárido brasileiro.
Alternativas
Q3827218 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que sempre temos espaço para uma sobremesa, segundo anatomista?


Você se afasta da mesa depois do almoço de Natal, satisfeito com o excelente banquete.

Você realmente não conseguiria comer mais nada − exceto, talvez, um pouco de pudim.

De alguma forma, não importa o quanto você tenha comido, sempre parece haver espaço para a sobremesa.

Por quê? O que há em algo doce que nos tenta a dizer "vamos nessa", mesmo quando cheios?

Os japoneses capturam isso perfeitamente com a palavra betsubara , que significa "estômago separado"

Anatomicamente falando, não existe um compartimento extra, mas a sensação de ainda ter espaço para o pudim é tão comum que merece uma explicação científica.

Longe de ser imaginário, esse sentimento reflete uma série de processos fisiológicos e psicológicos que, juntos, tornam a sobremesa excepcionalmente atraente, mesmo quando o prato principal parece ter nos levado ao limite da saciedade.

Um bom ponto de partida é o próprio estômago. Muitas pessoas o imaginam como um saco de tamanho fixo que se enche constantemente até não poder mais, como se mais uma garfada o fizesse transbordar.

Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar.

Ao começarmos a comer, o estômago passa por um processo de "acomodação gástrica": a musculatura lisa relaxa, criando capacidade extra sem um grande aumento de pressão.

Crucialmente, alimentos macios e doces exigem pouquíssima digestão mecânica.

Um prato principal pesado pode fazer o estômago se sentir distendido, mas uma sobremesa leve, como sorvete ou mousse, mal exige esforço do estômago, permitindo que ele relaxe ainda mais para criar espaço.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gkg0ed91jo adaptado
"Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar."

Segundo as informações apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que o estômago: 
Alternativas
Q3825507 Português
Texto 5A1-I

Em torno a Zeus, os deuses, no paço
assoalhado de ouro, vão deliberando.
E olham para Troia. Zeus fala:
“Cabe a nós decidir que curso dar às coisas.
Incitar a guerra cruel e a discórdia atroz,
ou, sobre os dois lados, fazer que a paz
impere? Se todos aprovarem esta última saída,
a cidade de Troia continuará a existir
e Menelau terá de volta Helena, sua mulher.”

Homero. Ilíada. Haroldo de Campos (Trad.).
São Paulo: Editora Arx, 2008, p. 147 (com adaptações).

Texto 5A1-II

Bem primeiro nasceu Caos, depois Terra (Gaia), a
                                                  [origem de todos.
Terra pariu Céu (Urano) constelado, para cercá-la toda
                                                                    [ao redor.
Pariu altas Montanhas, belos abrigos das Deusas ninfas.
E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas: o
                                                                    [Mar.
Hesíodo. Teogonia. Jaa Torrano (Trad.).
São Paulo: Editora Iluminuras, 2006, p. 109 (com adaptações). 

Texto 5A1-III

      Tales de Mileto: “A água é o princípio (arkhé).”
      Xenófanes de Colofão: “Tudo vem da terra e na terra
termina.”
      Anaximandro de Mileto: “O princípio dos seres é o
ilimitado.”
Os pré-socráticos. Seleção de textos e supervisão de José Cavalcante de Souza.
Coleção Os Pensadores, v. 1. 1.ª ed., São Paulo: Abril Cultural, 1973 (com adaptações)
Com base na leitura do texto 5A1-I, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDUC-SE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Arte | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Ensino Religioso | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Filosofia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Física | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: História | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Informática/Computação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Espanhola | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Inglesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo II - Conservatório de Música - Disciplina: Cargos 16 a 41 | CESPE / CEBRASPE - 2026 - SEDUC-SE - Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo III - Educação Especial - Disciplina: Libras |
Q3825387 Português
Texto CB1A1

        As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou “Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele “sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta será: “Não sei” ou “Não sei direito”.

        Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.

        Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas nesses compêndios, não sabe português.

        É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria língua materna.

        Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem português.

        Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário. 

        Quando entendemos que o conceito de gramática corresponde a um construto mental que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que “não sabemos português”.

        A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as crianças já adquiriram quando começaram a falar.

        O professor, em sala de aula, poderá promover o conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina, tacitamente, esses conceitos.

Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
Uma das principais ideias veiculadas no texto CB1A1 é a de que
Alternativas
Q3824446 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Ordem na Casa


Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legítimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Supergigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e de desamor.


Mas chega uma hora em que é preciso pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E, às vezes, você precisa escutá-la. Às vezes, tem que abrir a jaula e deixá-la sair.


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.


A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é.


Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?


Ou você mesma? O Super que há em você?


Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que está cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite “irrecusável”, que não dá para quebrar um galho para o seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E, se for, faz parte também.


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo para aquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões — A Soma de Todos os Afetos)

"Você também erra, também se atrasa, (...) também tem vontade de mandar tudo praquele lugar.". Falhou a análise do excerto em 
Alternativas
Q3824439 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Ordem na Casa


Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legítimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Supergigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e de desamor.


Mas chega uma hora em que é preciso pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E, às vezes, você precisa escutá-la. Às vezes, tem que abrir a jaula e deixá-la sair.


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.


A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é.


Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?


Ou você mesma? O Super que há em você?


Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que está cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite “irrecusável”, que não dá para quebrar um galho para o seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E, se for, faz parte também.


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo para aquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões — A Soma de Todos os Afetos)

Entre as características da pessoa que recebe a mensagem não consta: 
Alternativas
Q3824437 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


Ordem na Casa


Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legítimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Supergigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e de desamor.


Mas chega uma hora em que é preciso pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E, às vezes, você precisa escutá-la. Às vezes, tem que abrir a jaula e deixá-la sair.


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.


A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é.


Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?


Ou você mesma? O Super que há em você?


Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que está cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite “irrecusável”, que não dá para quebrar um galho para o seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E, se for, faz parte também.


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo para aquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões — A Soma de Todos os Afetos)

"E se for, faz parte também.". Analisa corretamente a intenção do autor:  
Alternativas
Q3815444 Português
        Estive em uma mesa que debatia os sistemas alimentares diante das mudanças climáticas durante o 13º Congresso Nacional de Agroecologia, em Juazeiro da Bahia. Por um lado, alguns expositores fizeram de maneira brilhante a análise do movimento do capital mundial, por outro vozes ancestrais, como Raquel Tupinambá, nos falaram da sabedoria dos povos indígenas. Vozes sertanejas também nos falaram como superaram a fome, a sede, a miséria, a mortalidade infantil, o saque, a migração, com obras pequenas, no pé de suas casas, como as cisternas de produção e de consumo humano, que guardam a água coletada das chuvas. Ali estão seus canteiros agroecológicos, seus quintais produtivos, seu manejo dos animais e tantas outras iniciativas. Não é mais uma experiência alternativa, já é um estilo de vida para cerca de 1 milhão de famílias no semiárido brasileiro.

        Nós já temos muito mais que resistência e resiliência, já temos o presente modificando vidas e desenhando o futuro. Não é mais uma alternativa, é o único caminho que possibilita o futuro humano na Terra. Nas mãos, inteligência e coração das pessoas simples e dos povos tradicionais está a esperança de toda a humanidade.

Internet: <outraspalavras.net>  (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.


O autor do texto defende a agroecologia como a única possibilidade de garantia da sobrevivência do ser humano no planeta Terra. 

Alternativas
Respostas
1461: C
1462: E
1463: A
1464: E
1465: E
1466: C
1467: A
1468: E
1469: B
1470: A
1471: D
1472: A
1473: C
1474: A
1475: E
1476: E
1477: B
1478: C
1479: A
1480: C