Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O primeiro parágrafo do texto apresenta a capacidade
de expressão poética, como a de Carlos Drummond de
Andrade, e a capacidade de formar frases sem fim, típica
da espécie humana e relacionada à recursividade, como
coisas distintas.
Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O texto não fornece nenhum exemplo do que seria o
“mínimo que um ser humano pode fazer”, referido no
segundo parágrafo.
Em relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O texto é construído com base na certeza de que o órgão
da linguagem, presente no cérebro humano, surgiu com
a finalidade de realizar cálculos combinatórios, sendo
posteriormente utilizado com o intuito de combinar
informações linguísticas.
O que essa leitora critica no cronista Rubem Braga é
Atenção: use o Texto III a seguir para responder às duas próximas questões.
Texto III
“Dois amigos meus que leram os três volumes dessa A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Sousa, disseram que é um livro de que a gente fica com saudades quando acaba, quando o herói morre tão moço, ainda capaz de tanto heroísmo e tanta estripulia. Foi isso mesmo que senti chegando ao fim da leitura, vontade de pedir ao historiador a vida de D. Pedro II como quem repete um prato gostoso em um restaurante: ‘Salta mais um Pedro!’”.
(Pedro I, 13/12/1952)
Atenção: use o Texto III a seguir para responder às duas próximas questões.
Texto III
“Dois amigos meus que leram os três volumes dessa A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Sousa, disseram que é um livro de que a gente fica com saudades quando acaba, quando o herói morre tão moço, ainda capaz de tanto heroísmo e tanta estripulia. Foi isso mesmo que senti chegando ao fim da leitura, vontade de pedir ao historiador a vida de D. Pedro II como quem repete um prato gostoso em um restaurante: ‘Salta mais um Pedro!’”.
(Pedro I, 13/12/1952)
Atenção: use o Texto II a seguir para responder a próxima questão.
Texto II
“Vamos arranjar um nome inventado para a cidade: Maranguaia. E também um nome para o coronel: Juca Brito.
Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira, com o pequeno córrego perene fertilizando um vale dentro de um mundo de léguas de caatinga, no fundo do sertão. E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses. Um campo para criação de ema. E – luxo estranho no sertão – pavões reais. Foi o que vimos na visita rápida, quando nosso carro entrou pelo parque da fazenda, entre juazeiros e tamarineiros.
O coronel Juca Brito é dono da casa, da cidade, do município, do
sertão, do mundo.”
(O coronel, 12/05/1951)
Com essa frase, o cronista pretende
Atenção: use o Texto II a seguir para responder a próxima questão.
Texto II
“Vamos arranjar um nome inventado para a cidade: Maranguaia. E também um nome para o coronel: Juca Brito.
Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira, com o pequeno córrego perene fertilizando um vale dentro de um mundo de léguas de caatinga, no fundo do sertão. E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses. Um campo para criação de ema. E – luxo estranho no sertão – pavões reais. Foi o que vimos na visita rápida, quando nosso carro entrou pelo parque da fazenda, entre juazeiros e tamarineiros.
O coronel Juca Brito é dono da casa, da cidade, do município, do
sertão, do mundo.”
(O coronel, 12/05/1951)
Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira...”
Esses segmentos iniciais do texto mostram
Assinale a afirmação correta sobre o entendimento das informações contidas nesse segmento.
Leia o texto a seguir para responder à questão
TEXTO I
Erros e adequação de linguagem - Como evitar o preconceito linguístico?
Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação.
O filósofo Spinoza escreveu: "Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las." (apud BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico).
Diante desse convidativo pensamento do excomungado filósofo racionalista, cabe-nos uma profunda reflexão quando, ao nos referimos às variedades linguísticas de uma determinada língua - neste caso, as variações de uso da língua portuguesa - as tratamos, muitas vezes, sob o signo do erro.
Precisamente em função disso, seria bom esclarecer que há certas afirmações equivocadas, que ainda são bastante usuais para avaliar o desempenho linguístico em geral dos falantes das variantes não-padrão da língua. Afirmações que, além de equivocadas, não são politicamente corretas e, por isso, devem ser evitadas.
Sendo a língua uma realidade essencialmente variável, em princípio não há formas ou expressões intrinsecamente erradas. Há, na verdade, variações. Assim, caberia a todo falante dessa língua adequar seu discurso a determinadas situações linguísticas de uso, que fossem necessárias à comunicação urgente e eficaz, seja ela culta ou não.
Portanto, dentro dessas variações (desde a norma padrão até a forma mais coloquial possível) há defeitos - e não erros - que deveriam ser observados e reparados. De modo que, quando falamos em linguagem coloquial, soa-nos que esta atua como um termômetro social, que mede o quanto um falante está socialmente mais ou menos afastado de uma elite social, falante de um português padrão culto.
Ora, isso não passa, no mínimo, do desconhecimento de qualquer análise de caráter sociolinguístico. Em princípio, mesmo nos falantes que usualmente utilizam, na maior parte do tempo, a chamada variante padrão, percebe-se também em suas falas a utilização da variante coloquial como forma de expressão.
Nossos discursos não são tão puros assim, de tal forma que, ao falarmos, fazemos separações rigorosas daquilo que é formal do que não é formal. Ademais, devemos atentar para as diferenças existentes entre as modalidades falada e escrita da língua. Essas diferenças devem ser estabelecidas e mostradas a todos, de maneira clara e objetiva, quando se aborda o assunto língua.
A partir dessas observações, usar conceitos como adequação e inadequação, dependendo, é claro, da situação comunicativa em que o falante / escritor está inserido, seria mais proveitoso e menos preconceituoso.
Não podemos incidir no mesmo equívoco que algumas pessoas cometem - em manuais, gramáticas ou livros didáticos - quando comparam a variante padrão, escrita, da língua, com a variante não-padrão, falada, se valendo dos mais arraigados e difundidos preconceitos linguísticos contra os falantes dessas variantes não-padrão, dizendo que estes não conhecem a própria língua, pelo fato de "maltratarem-na", "errarem-na" etc.
Tal comportamento explica-se pelo fato de essas pessoas (que atuam praticamente como verdadeiras donas da língua) perceberem a língua como um bloco monolítico, com uma única possibilidade de realização, e que está estática, tal como uma língua morta. E que qualquer manifestação linguística que não siga os padrões do passado (normalmente literários, que são legitimados pelas gramáticas normativas) é traduzida em erro.
Marcos Bagno mostra-nos exatamente isso, quando afirma: "O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo. [...] Também a gramática não é a língua".
Além do mais, o preconceito linguístico está intimamente relacionado à imagem que cada um dos falantes tem do outro, e não necessariamente sobre o grau de conhecimento efetivo que estes falantes têm do padrão culto da língua.
Sobre isso, Marli Quadros Leite afirma o seguinte: "O preconceito decorre de incompatibilidades entre a pessoa e o ato que ela executa, ou, ao contrário, entre o ato e a pessoa, incluído aí o discurso. Isso quer dizer, se se tiver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ele fizer ou disser pode ser aceito, mesmo se o que disser ou fizer for errado, falso ou impreciso. Inversamente, se se tiver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que ela disser ou fizer pode ser rejeitado, mesmo se disser verdades ou se se comportar corretamente." Diante desses esclarecimentos, é fundamental que todos os falantes, sabendo exatamente das diferenças acima citadas, ao falarem linguisticamente em errado / certo, atentem para a existência das variações aqui esclarecidas e comecem a tomar a devida cautela quanto ao uso desses referidos conceitos (certo / errado), que, quando mal empregados, acabam por gerar pré-conceitos não somente nas já referidas gramáticas, manuais ou livros didáticos, mas principalmente em nossos mais variados discursos.
https://educacao.uol.com.br
I- O princípio da adequação linguística é fundamental para o fim do preconceito linguístico.
II- A adequação ou inadequação de uma manifestação linguística deve ser avaliada conforme a situação comunicativa.
III- A variante padrão deve ser considerada superior à variante informal, uma vez que é restrita ao ensino de regras.
IV- As variações linguísticas são próprias da língua como um organismo vivo.
V- O uso frequente da variante informal reforçou a hegemonia do português padrão culto.
Está(ão) de acordo com o texto apenas a(s) afirmativa(s):
Leia a tirinha a seguir.

LEITE, Will. Brincando de adultos. Disponível em:
http://www.willtirando.com.br/brincando-adultos/.
Acesso em: 27 mar. 2022.
A partir da fala da criança no último quadrinho e do
contexto dessa tirinha, é possível de se inferir que
Leia o texto a seguir.
Precisamos falar de evasão escolar
Ricardo Tavares, 23 de março de 2022
O retorno presencial às escolas tem sido incrível. Mas nem todos retornaram. Os efeitos deixados pela pandemia na educação ainda são muitos. Um deles, a evasão escolar, que vinha regredindo a passos lentos na última década, deu um salto em 2020 e 2021. O movimento foi sentido muito forte na rede pública, mas também na área privada.
Mais de 240 mil crianças e adolescentes entre seis e 14 anos estavam fora da escola no segundo trimestre de 2021 na comparação com 2019, quando eram 90 mil alunos sem frequentar as salas de aula. O levantamento é da organização Todos pela Educação, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.
Em termos percentuais, o estudo também apontou queda na mesma faixa etária, de seis a 14 anos, matriculados no ensino fundamental ou médio. Enquanto em 2019, 99% estavam matriculados, em 2021, o índice caiu para 96,2%, o menor desde 2012. Ou seja, um retorno de uma década.
Podemos destacar o fechamento das escolas e a migração para o ensino remoto como uma das causas da evasão escolar. Com dificuldades de acesso ao mundo digital, foi natural o distanciamento dessas crianças da escola.
Seguimos com os números. Reportagem do jornal O Globo, publicada em 3 de março, traz um cenário também preocupante na rede privada. Em dois anos, as escolas particulares perderam quase 1 milhão de alunos, uma queda de quase 10% nas matrículas e a interrupção de uma série histórica de crescimento. Fato que houve migração de parte desta população escolar para as redes públicas, mas no caso da educação infantil, por exemplo, com 600 mil afastamentos nas creches e pré-escolas, justamente a fase em que foi mais difícil trabalhar com o ensino remoto.
Diante desse contexto, precisamos trazer algumas reflexões para o setor tentar mitigar os danos e reverter um cenário futuro que se mostra bastante desafiador, com o envolvimento de todos os agentes da educação: alunos, professores, famílias, empresas educacionais e governos.
Às escolas cabe potencializar o acolhimento e incentivo a estudantes e professores neste retorno às aulas presenciais. Investimentos em programas que revertam o quadro de evasão e incentivem o retorno às salas de aula daqueles que ainda não chegaram, especialmente dos jovens do ensino médio, para formação de futuros profissionais capacitados para o mercado de trabalho, pedem o envolvimento dos governos municipais, estaduais e federal.
O acesso à internet e a devices, como computadores, tablets ou smartphones para a maioria também deve ser prioridade pública.
As empresas de soluções educacionais e editoras de livros e material didático também têm papel fundamental nessa jornada de reconquista dos alunos e enfraquecimento da evasão escolar com a oferta de produtos físicos e digitais de qualidade, interessantes e envolventes. O retorno pede inovação em tempo integral e a velocidade e a criatividade das edtechs podem ser importantes aliadas nessa atratividade. Estar na escola deve ser muito mais legal do que estar fora dela.
Por fim, presto uma homenagem àqueles que em nenhum momento, nem na incerteza da reabertura das escolas, nem nas piores fases da pandemia, nem nas descobertas de novas ferramentas tecnológicas, pararam de ensinar e ter dedicação total a essas crianças e jovens: os professores. Vocês são incríveis. Obrigado por tudo.
TAVARES, Ricardo. Precisamos falar de evasão escolar. Educação, 23 de março de 2022. Blog. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2022/03/23/evasao-escolar-ricardotavares/. Acesso em: 28 mar. 2022.
Com base na leitura desse texto, pode-se afirmar que o
ponto de vista defendido pelo articulista é o de que
Texto para o item.

Ana Holanda. Tudo bem errar. In: Viva Saúde, ano
15, ed. 217, 2022, p. 66 (com adaptações).
Considerando as ideias do texto, julgue o item.
Conforme as informações do segundo parágrafo do
texto, a versão do pudim que “lembra a ambrosia” é
obtida quando se usam somente dois ovos na receita e
se dispensa o banho-maria no cozimento.
Texto para o item.

Ana Holanda. Tudo bem errar. In: Viva Saúde, ano
15, ed. 217, 2022, p. 66 (com adaptações).
Considerando as ideias do texto, julgue o item.
De acordo com o texto, a farofa de banana presente no
cardápio da premiada chef Roberta Sudbrack foi
inventada, na verdade, por outro cozinheiro.

