Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4159038 Português
Campanha “10 minutos contra a dengue”


Estamos vivendo um tempo atípico, Dengue e Covid-19, distanciamento e isolamento social como prevenção. Aproveite o ficar em casa para limpar quintal, retirar tudo que possa acumular água (garrafa, casca de ovo, plástico, resto de construção lata, pneu, vasos de planta). Verifique também: caixa d’água, calhas, ralos, piscinas, baldes, vasos sanitários, tanques, reservatórios atrás de geladeira e vasilhames de animais. Cheque semanalmente os locais a onde o mosquito costuma colocar seus ovos. Com apenas uma ação semanal de 10 minutos é possível interromper o ciclo da vida do mosquito transmissor da dengue


Responda a questão de acordo com as orientações acima da Prefeitura de Silveiras, publicada no site municipal da cidade. 
Há a orientação que podemos parar o ciclo da vida do mosquito transmissor da dengue com apenas: 
Alternativas
Q4159000 Português
SÃO FRANCISCO

Lá vai São Francisco pelo caminho,
de pé descalço,
tão pobrezinho.
Dormindo à noite junto ao moinho,
bebendo água do ribeirinho.
Lá vai São Francisco de pé no chão,
levando nada no seu surrão.
Dizendo ao vento: Bom dia amigo!
Dizendo ao fogo: Saúde irmão.
Lá vem São Francisco pelo caminho,
levando ao colo Jesus Cristinho,
fazendo festa no menininho,
contando histórias pros passarinhos.
Lá vai São Francisco pelo caminho...

Título original "São Francisco" de Vinícius de Morais e Paulo Soledade Versão cantada por Ney Matogrosso 
Pelo poema São Francisco está:
Alternativas
Q4158999 Português
SÃO FRANCISCO

Lá vai São Francisco pelo caminho,
de pé descalço,
tão pobrezinho.
Dormindo à noite junto ao moinho,
bebendo água do ribeirinho.
Lá vai São Francisco de pé no chão,
levando nada no seu surrão.
Dizendo ao vento: Bom dia amigo!
Dizendo ao fogo: Saúde irmão.
Lá vem São Francisco pelo caminho,
levando ao colo Jesus Cristinho,
fazendo festa no menininho,
contando histórias pros passarinhos.
Lá vai São Francisco pelo caminho...

Título original "São Francisco" de Vinícius de Morais e Paulo Soledade Versão cantada por Ney Matogrosso 
A palavra Surrão, usada no poema, dá o sentido de:
Alternativas
Q4158998 Português
SÃO FRANCISCO

Lá vai São Francisco pelo caminho,
de pé descalço,
tão pobrezinho.
Dormindo à noite junto ao moinho,
bebendo água do ribeirinho.
Lá vai São Francisco de pé no chão,
levando nada no seu surrão.
Dizendo ao vento: Bom dia amigo!
Dizendo ao fogo: Saúde irmão.
Lá vem São Francisco pelo caminho,
levando ao colo Jesus Cristinho,
fazendo festa no menininho,
contando histórias pros passarinhos.
Lá vai São Francisco pelo caminho...

Título original "São Francisco" de Vinícius de Morais e Paulo Soledade Versão cantada por Ney Matogrosso 
Os autores falam da vida de São Francisco de Assis, demonstram que ele é pobre pois:
I-Ele está descalço.
II-Nada leva ao seu surrão.
III-Leva no colo Jesus Cristinho
IV-Fala com o vento e o fogo.
São corretas:
Alternativas
Q4158972 Português
MARAVILHA

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco
Meiga, e muito tímida
Com a chuva molhando, seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!

Jorge Ben / Toquinho

Segundo a música, assinale a alternativa correta, da questão
O amor do autor está:
Alternativas
Q4158971 Português
MARAVILHA

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco
Meiga, e muito tímida
Com a chuva molhando, seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!

Jorge Ben / Toquinho

Segundo a música, assinale a alternativa correta, da questão
O amor do autor está:
Alternativas
Q4158970 Português
MARAVILHA

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco
Meiga, e muito tímida
Com a chuva molhando, seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!

Jorge Ben / Toquinho

Segundo a música, assinale a alternativa correta, da questão
O autor está:
Alternativas
Q4158969 Português
MARAVILHA

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco
Meiga, e muito tímida
Com a chuva molhando, seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!

Jorge Ben / Toquinho

Segundo a música, assinale a alternativa correta, da questão
Segundo o texto: 
Alternativas
Q4158968 Português
MARAVILHA

Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo
Eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
Toda molhada
E despenteada
Que Maravilha
Que coisa linda
Que é o meu amor
Por entre bancários
Automóveis
Ruas e avenidas
Milhões de buzinas
Tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco
Meiga, e muito tímida
Com a chuva molhando, seu corpo
Que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que Maravilha!
A girar!
Que Maravilha!

Jorge Ben / Toquinho

Segundo a música, assinale a alternativa correta, da questão
É chamado de Maravilha: 
Alternativas
Q4158628 Português

Conforme a Proposta Curricular do Município de São José (2020), “além da literatura enquanto gênero canônico, a Língua Portuguesa pode instrumentalizar o aluno para a leitura de textos para os quais se necessite decodificar, compreender ou fazer uso de conhecimentos técnicos ou científicos, promovendo, desta forma, uma apropriação de elementos do texto que possam tornar-se significativos e provocar os educandos” para:


I. Serem capazes de ler e interpretar não somente textos, mas sim realizar o que costumeiramente chamamos de “leitura de mundo”.


II. Priorizarem a educação não formal, absorvendo conceitos por meio da disseminação de ferramentas sociais que instigam o desenvolvimento de uma mentalidade crítica e reflexiva.


III. Perceberem que ler e escrever têm um “porquê”, uma intencionalidade, que parte de alguém e se dirige para outro alguém.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q4158463 Português

Erro de Português


Oswald de Andrade



Quando o português chegou

Debaixo de uma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português



Sobre o poema acima responda à próxima questão:

Assinale a afirmativa correta: 
Alternativas
Q4158236 Português

Leia o poema de Paulo Leminski e responda.


Bem no fundo


No fundo, no fundo,

bem lá no fundo,

a gente gostaria

de ver nossos problemas

resolvidos por decreto


a partir desta data,

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela — silêncio perpétuo


extinto por lei todo o remorso,

maldito seja quem olhar pra trás,

lá pra trás não há nada,

e nada mais


mas problemas não se resolvem,

problemas têm família grande,

e aos domingos

saem todos a passear

o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas.


Assinale a alternativa incorreta: 

Alternativas
Q4158228 Português

Leia a letra da música “Sweet Jardim”, da cantora brasileira Tiê, e responda:


Plantei num jardim um sonho bom,

Mostrei meus espinhos pra você.

Faz que desamarra o peso das botas e fica feliz.

Abre o guarda chuva que hoje o sol desistiu de sair.

Esse perfume de alecrim

Trouxe de volta um sonho bom.

Posso até olhar pela janela

E recitar "une petit chanson"


Cantei pra você meus velhos tons,

Perdi seu ouvido pro jornal.

Eu trago a dança que me inspirou o café sem açúcar e tal

Analise o fundo da xícara, a esperança é igual.

Eu confesso só me resta a vida inteira.

Só me resta vida em mi maior e lá


Sobre o trecho da música podemos afirmar que:


I) A figura de linguagem metáfora é usada diversas vezes na música.

II) “O sol desistiu de sair” representa um dia nublado, com possibilidade de chuva.

III) No trecho “perdi seu ouvido pro jornal”, o eu-lírico reclama da falta de atenção de alguém.

IV) “Mostrar os espinhos” é uma metáfora para mostrar os defeitos para outra pessoa.

Alternativas
Q4157958 Português

Leia e analise as afirmações sobre a tirinha da questão anterior:



I) Ao reclamar da nota, Chico Bento acaba confessando que copiou as respostas da prova do amigo;


II) Pela expressão no rosto da professora, ela não sabia que Chico tinha colado na prova;


III) Chico Bento tirou nota menor que o Zé Lelé porque ele colou na prova.

Alternativas
Q4157887 Português
Leia atentamente a matéria a seguir, publicada no site Revista Galileu, para responder à questão.


Matemático de Harvard soluciona problema de 153 anos do xadrez


    O matemático Michael Simkin, pós-doutorando do Centro de Ciências Matemáticas e Aplicações da Universidade de Harvard, não se considera um grande fã e nem jogador exímio de xadrez. Ainda assim, coube a ele resolver uma incógnita do jogo que permanecia sem solução desde 1869. O matemático atribui a persistência em solucionar o problema, que lhe tomou quase cinco anos, à paixão pela sua área de estudo: a análise combinatória.

    A questão matemática das “n-rainhas” foi proposta em uma revista alemã de xadrez pela primeira vez em 1848. O problema inicial questionava de quantas formas diferentes era possível posicionar oito rainhas em um tabuleiro de oito por oito casas sem que nenhuma delas pudesse atacar a outra. A resposta veio um ano depois: eram 92 possibilidades.

   Só que a partir daí o desafio foi estendido, e a revista questionou as possibilidades em situações similares, mas maximizadas. Quantas posições seriam possíveis em um tabuleiro de mil por mil casas com mil rainhas? E se fossem um milhão de casas por um milhão? O desafio, lançado em 1869, permaneceu sem solução até o final de 2021.

   Foi neste ano que Michael Simkin propôs uma fórmula para solucionar o problema. Segundo ele, para obter o número de possibilidades, basta substituir o número de rainhas pelo “n” na fórmula (0,143n)n. Aplicado a um tabuleiro de um milhão por um milhão de casas, ocupadas por um milhão de rainhas, o resultado seria um número com cinco milhões de dígitos.

    O matemático de Harvard debruçou-se sobre o problema por cerca de cinco anos, e chegou a pedir a ajuda de grandes enxadristas como Zur Luria, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique. Por um tempo, Simkin chegou a abandonar o desafio, mas retomou o ânimo em solucioná-lo em 2020. Foi quando teve uma ideia que o levou à equação final: ao invés de focar nas possibilidades da rainha ocupar todas as casas, ele considerou no cálculo apenas aquelas casas que tinham maior probabilidade de serem escolhidas no jogo.

    A equação do matemático não apresenta uma solução exata para o problema, mas sim um resultado aproximado. Ainda assim, ele afirma que não pretende despender mais tempo em busca da solução final. “Acho que posso, pessoalmente, terminar com o problema das n-rainhas por um tempo. Não porque não haja mais nada a ser descoberto, mas só porque eu já estou sonhando com xadrez e estou pronto para seguir em frente com a minha vida”, afirma Simkin em nota.


(https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2022/01/matematico-deharvard-soluciona-problema-de-153-anos-do-xadrez.html)
1-Leia atentamente as afirmações a seguir:

I– O autor da matéria discorda da autoavaliação de Michael Simkin, pois considera que Simkin é um excelente jogador de xadrez.
II – Segundo o texto, o matemático Simkin não se interessa por análises combinatórias.
III – Segundo a matéria, a revista alemã propôs um desdobramento a partir do primeiro desafio sobre as “n-rainhas”.

São incorretas as afirmativas: 
Alternativas
Q4156174 Português
Leia o Texto 6 para responder à questão.

Texto 6

Mudanças na formação de professores
(Paula Adamo Idoeta e Ligia Guimarães

    Melhorar a formação de professores é considerado crucial no Brasil, mas existe um grande debate sobre como colocar isso em prática.
   O MEC acaba de homologar, em 20 de dezembro de 2019, uma resolução redigida por um órgão independente (embora associado ao ministério), o Conselho Nacional de Educação (CNE), com novas diretrizes para a formação de professores.
     Essa resolução amplia a duração dos cursos de licenciatura (de 3 para 4 anos), obriga que ao menos 25% do curso seja presencial e dá mais ênfase à prática do dia a dia do ensino, e menos à teoria.
    "A resolução induz os cursos [de Pedagogia e licenciaturas] a estarem mais voltados à prática em salas de aula e com estágios desde o primeiro ano, em linha com o que fazem os países com melhores resultados na educação", opinou Nogueira Filho, do Todos Pela Educação.
     Embora não haja um calendário claro de quando essas mudanças começarão a entrar em prática, a resolução diz quais competências são esperadas nos cursos de Pedagogia, o que deve levar a mudanças no Enade (exame que avalia os alunos de cursos de graduação) — isso, por consequência, induzirá a mudanças nos currículos de Pedagogia das universidades, disse Nogueira Filho.
    Não há, no entanto, consenso em torno das ideias por trás da resolução, particularmente quanto a reduzir a teoria pedagógica.
    "O professor sem teoria pedagógica é o mesmo que um engenheiro que não domina a matemática", opinou Daniel Cara. "Falar que o ensino é distante da prática é não conhecer a realidade do ensino superior privado brasileiro, onde só tem prática. [O problema é que] os alunos chegam com um déficit enorme da educação básica, sem serem capazes de formular um argumento, sem saber as operações matemáticas. Como ele vai dar aula assim?"
    Para Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da FGV Rio, "não é que a teoria não faça sentido, mas é preciso ter um diálogo maior entre teoria e prática" do que o que é feito hoje nas escolas. Embora considere a resolução positiva, ela vê como desafio principal colocar o novo currículo de professores em prática.

IODETA, Adamo Paula; GUIMARÃES, Ligia. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2022. 
A ideia apresentada no terceiro parágrafo é a de que os cursos de formação de professores na atualidade 
Alternativas
Q4156173 Português
Leia o Texto 6 para responder à questão.

Texto 6

Mudanças na formação de professores
(Paula Adamo Idoeta e Ligia Guimarães

    Melhorar a formação de professores é considerado crucial no Brasil, mas existe um grande debate sobre como colocar isso em prática.
   O MEC acaba de homologar, em 20 de dezembro de 2019, uma resolução redigida por um órgão independente (embora associado ao ministério), o Conselho Nacional de Educação (CNE), com novas diretrizes para a formação de professores.
     Essa resolução amplia a duração dos cursos de licenciatura (de 3 para 4 anos), obriga que ao menos 25% do curso seja presencial e dá mais ênfase à prática do dia a dia do ensino, e menos à teoria.
    "A resolução induz os cursos [de Pedagogia e licenciaturas] a estarem mais voltados à prática em salas de aula e com estágios desde o primeiro ano, em linha com o que fazem os países com melhores resultados na educação", opinou Nogueira Filho, do Todos Pela Educação.
     Embora não haja um calendário claro de quando essas mudanças começarão a entrar em prática, a resolução diz quais competências são esperadas nos cursos de Pedagogia, o que deve levar a mudanças no Enade (exame que avalia os alunos de cursos de graduação) — isso, por consequência, induzirá a mudanças nos currículos de Pedagogia das universidades, disse Nogueira Filho.
    Não há, no entanto, consenso em torno das ideias por trás da resolução, particularmente quanto a reduzir a teoria pedagógica.
    "O professor sem teoria pedagógica é o mesmo que um engenheiro que não domina a matemática", opinou Daniel Cara. "Falar que o ensino é distante da prática é não conhecer a realidade do ensino superior privado brasileiro, onde só tem prática. [O problema é que] os alunos chegam com um déficit enorme da educação básica, sem serem capazes de formular um argumento, sem saber as operações matemáticas. Como ele vai dar aula assim?"
    Para Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da FGV Rio, "não é que a teoria não faça sentido, mas é preciso ter um diálogo maior entre teoria e prática" do que o que é feito hoje nas escolas. Embora considere a resolução positiva, ela vê como desafio principal colocar o novo currículo de professores em prática.

IODETA, Adamo Paula; GUIMARÃES, Ligia. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2022. 
No segundo parágrafo do Texto 6, a opinião das autoras sobre o tipo de relação estabelecida entre o CNE e o MEC
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Q4156172 Português
Leia o Texto 6 para responder à questão.

Texto 6

Mudanças na formação de professores
(Paula Adamo Idoeta e Ligia Guimarães

    Melhorar a formação de professores é considerado crucial no Brasil, mas existe um grande debate sobre como colocar isso em prática.
   O MEC acaba de homologar, em 20 de dezembro de 2019, uma resolução redigida por um órgão independente (embora associado ao ministério), o Conselho Nacional de Educação (CNE), com novas diretrizes para a formação de professores.
     Essa resolução amplia a duração dos cursos de licenciatura (de 3 para 4 anos), obriga que ao menos 25% do curso seja presencial e dá mais ênfase à prática do dia a dia do ensino, e menos à teoria.
    "A resolução induz os cursos [de Pedagogia e licenciaturas] a estarem mais voltados à prática em salas de aula e com estágios desde o primeiro ano, em linha com o que fazem os países com melhores resultados na educação", opinou Nogueira Filho, do Todos Pela Educação.
     Embora não haja um calendário claro de quando essas mudanças começarão a entrar em prática, a resolução diz quais competências são esperadas nos cursos de Pedagogia, o que deve levar a mudanças no Enade (exame que avalia os alunos de cursos de graduação) — isso, por consequência, induzirá a mudanças nos currículos de Pedagogia das universidades, disse Nogueira Filho.
    Não há, no entanto, consenso em torno das ideias por trás da resolução, particularmente quanto a reduzir a teoria pedagógica.
    "O professor sem teoria pedagógica é o mesmo que um engenheiro que não domina a matemática", opinou Daniel Cara. "Falar que o ensino é distante da prática é não conhecer a realidade do ensino superior privado brasileiro, onde só tem prática. [O problema é que] os alunos chegam com um déficit enorme da educação básica, sem serem capazes de formular um argumento, sem saber as operações matemáticas. Como ele vai dar aula assim?"
    Para Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da FGV Rio, "não é que a teoria não faça sentido, mas é preciso ter um diálogo maior entre teoria e prática" do que o que é feito hoje nas escolas. Embora considere a resolução positiva, ela vê como desafio principal colocar o novo currículo de professores em prática.

IODETA, Adamo Paula; GUIMARÃES, Ligia. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2022. 
Em “Melhorar a formação de professores é considerado crucial no Brasil”, um sinônimo para o termo grifado seria
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Q4156168 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

    Nas aulas de português, muitas vezes, se desvirtua inteiramente o aspecto estranho do texto literário, a dimensão de encantamento estético do poema, quando, por exemplo, se reduz o texto a um ‘ponto de partida’ para a fixação de classificações gramaticais, desviando o olhar do aluno do encantamento que a literatura é chamada a produzir. É como se lhe tapassem os olhos, como se lhe fosse sonegada a oportunidade de desenvolver a capacidade de se emocionar, de sentir a graça possibilitada pelas analogias, pelas metáforas, pelas metonímias, e tantos outros expedientes de ‘trapacear’ a linguagem e atingir os seus ‘deslimites’. [...] Vale a pena lembrar que a leitura de uma crônica, uma fábula, um poema pode não ter outra finalidade senão oferecer aos alunos a experiência de verem como há coisas bonitas, como há coisas interessantes escritas entre nós! Não é necessário que, a cada leitura, se vincule uma tarefa.

ANTUNES, Irandé. Território das palavras: estudo do léxico em sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2012. p. 133-134 (Adaptado).
Um problema que, segundo Irandé Antunes no Texto 4, desvirtua o trabalho com o texto literário nas aulas de português é
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Q4156164 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).
No texto, ao dizer que “a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado”, a autora está dizendo que
Alternativas
Respostas
14561: A
14562: C
14563: B
14564: A
14565: A
14566: D
14567: A
14568: A
14569: A
14570: B
14571: D
14572: A
14573: D
14574: D
14575: B
14576: B
14577: A
14578: D
14579: D
14580: D