Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1933098 Português

Texto 2

Sonho, memória e o reencontro de Freud com o cérebro (fragmento adaptado)

“Para que serve sonhar? No início do século XX esta pergunta ancestral pareceu subitamente ao alcance da Razão, com a publicação de ‘A interpretação dos sonhos’. Neste livro Freud fundou uma nova e ambiciosa psicologia, repleta de novas ideias sobre a mente humana e seus sonhos. A despeito do impacto profundo destas ideias na sociedade ocidental, sua formulação e desenvolvimento não se deram sobre uma base empírica e quantitativa, marcando um divórcio progressivo de método e discurso entre a psicanálise e a biologia. Como resultado, pouca ou nenhuma influência é atualmente atribuída a Freud no que diz respeito à investigação científica do fenômeno onírico.

O fosso não poderia ser mais profundo. Predomina nas ciências exatas a noção de que a contribuição da psicanálise para o entendimento dos sonhos resume-se a um amontoado de observações isoladas, teorias não testáveis, imperativos ideológicos e argumentos de autoridade. Por outro lado, as diferentes vertentes da psicanálise ocupam-se pouco ou nada do estudo experimental e quantitativo dos sonhos, voltando-se exclusivamente para os símbolos e jamais para seu substrato material, o sistema nervoso.

Na contramão deste divórcio, pretendo aqui demonstrar que os avanços da psicologia experimental e da neurociência convergiram nos últimos anos para dois importantes insights psicanalíticos. O primeiro consiste na observação concreta de que os sonhos, muito frequentemente, contêm elementos da experiência do dia anterior, denominados ‘restos do dia’. O segundo é o reconhecimento de que estes ‘restos’ incluem atividades mnemônicas e cognitivas da vigília, persistindo nos sonhos na medida de sua importância para o sonhador. Assim, ainda que de maneira difusa, a psicanálise prevê que a consolidação de memórias e o aprendizado sejam importantes funções oníricas. [...]”

(Sidarta Ribeiro. Disponível em: http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S1516-44462003000600013&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 02/04/2022)

Muitos textos apresentam não apenas o ponto de vista do seu autor, mas também o de outros indivíduos ou grupos sociais.
Uma alternativa em que a palavra sublinhada reflete um ponto de vista que NÃO pode ser atribuído ao autor do texto 2 é:
Alternativas
Q1933096 Português

Texto 1

Por que nós temos pesadelos?

“Essa é uma questão que ainda faz a ciência perder o sono – não há um consenso entre os pesquisadores.

Mas uma explicação recente, e intrigante, é esta: pesadelos são um treino do seu cérebro para enfrentar situações de estresse ou pavor na vida real. Um estudo suíço, de 2019, mostrou que experimentar medo em sonhos está associado a respostas mais adaptadas a sinais ameaçadores durante a vigília (o período em que você está acordado). Os pesquisadores fizeram testes em 89 voluntários e chegaram a uma conclusão surpreendente: aqueles que relataram mais medo em pesadelos costumavam acordar mais ‘valentes’. 

Pois é. Em exames com ressonância magnética, esses participantes apresentaram respostas emocionais mais brandas na ínsula, amígdala e córtex cingulado médio (áreas do cérebro associadas às emoções) quando expostos a imagens amedrontadoras.”

(Maria Clara Rossini. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/ por-que-nos-temos-pesadelos. Acesso em: 01/04/2022)

O texto 1, produzido em registro semiformal, simula uma conversa com o leitor.


Uma palavra ou expressão que produz esse efeito é:

Alternativas
Q1933094 Português

Texto 1

Por que nós temos pesadelos?

“Essa é uma questão que ainda faz a ciência perder o sono – não há um consenso entre os pesquisadores.

Mas uma explicação recente, e intrigante, é esta: pesadelos são um treino do seu cérebro para enfrentar situações de estresse ou pavor na vida real. Um estudo suíço, de 2019, mostrou que experimentar medo em sonhos está associado a respostas mais adaptadas a sinais ameaçadores durante a vigília (o período em que você está acordado). Os pesquisadores fizeram testes em 89 voluntários e chegaram a uma conclusão surpreendente: aqueles que relataram mais medo em pesadelos costumavam acordar mais ‘valentes’. 

Pois é. Em exames com ressonância magnética, esses participantes apresentaram respostas emocionais mais brandas na ínsula, amígdala e córtex cingulado médio (áreas do cérebro associadas às emoções) quando expostos a imagens amedrontadoras.”

(Maria Clara Rossini. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/ por-que-nos-temos-pesadelos. Acesso em: 01/04/2022)

“Essa é uma questão que ainda faz a ciência perder o sono.” Nessa passagem, retirada do primeiro parágrafo do texto 1, o trecho sublinhado produz efeito de humor porque:
Alternativas
Q1933093 Português

Texto 1

Por que nós temos pesadelos?

“Essa é uma questão que ainda faz a ciência perder o sono – não há um consenso entre os pesquisadores.

Mas uma explicação recente, e intrigante, é esta: pesadelos são um treino do seu cérebro para enfrentar situações de estresse ou pavor na vida real. Um estudo suíço, de 2019, mostrou que experimentar medo em sonhos está associado a respostas mais adaptadas a sinais ameaçadores durante a vigília (o período em que você está acordado). Os pesquisadores fizeram testes em 89 voluntários e chegaram a uma conclusão surpreendente: aqueles que relataram mais medo em pesadelos costumavam acordar mais ‘valentes’. 

Pois é. Em exames com ressonância magnética, esses participantes apresentaram respostas emocionais mais brandas na ínsula, amígdala e córtex cingulado médio (áreas do cérebro associadas às emoções) quando expostos a imagens amedrontadoras.”

(Maria Clara Rossini. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/ por-que-nos-temos-pesadelos. Acesso em: 01/04/2022)

O texto 1 procura responder à pergunta apresentada em seu título.


A resposta sugerida ao longo do texto é a de que os pesadelos:

Alternativas
Q1932855 Português

Texto para o item.




Em relação à tipologia e às ideias do texto, julgue o item.


Entende-se da leitura do terceiro parágrafo do texto que a alteração cerebral e as mudanças de humor capazes de gerar tristeza profunda ou desânimo resultam de fatores psíquicos. 

Alternativas
Q1932854 Português

Texto para o item.




Em relação à tipologia e às ideias do texto, julgue o item.


Depreende-se da leitura do texto que é possível que, em alguns casos, a depressão tenha relação com o histórico familiar. 

Alternativas
Q1932853 Português

Texto para o item.




Em relação à tipologia e às ideias do texto, julgue o item.


No texto, estruturado em forma dissertativa, argumenta-se em favor do uso de terapias alternativas para o tratamento de episódios depressivos, em substituição às ações terapêuticas em que sejam prescritos medicamentos psiquiátricos. 

Alternativas
Q1932776 Português
Texto CG2A1

    A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação. Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre essa vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição, e não a cooperação; por isso, gera guerras econômicas e políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos. A essa cultura da violência há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa. É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização. O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de reengenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. Há muito que filósofos veem no cuidado a essência do ser humano. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud.

Leonardo Boff. Cultura da paz. Internet: <edisciplinas.usp.br> (com adaptações)
A partir do trecho “Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases.” (sétimo e oitavo períodos do texto CG2A1) é correto inferir que a evolução e a violência têm sido
Alternativas
Q1932774 Português
Texto CG2A1

    A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação. Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre essa vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição, e não a cooperação; por isso, gera guerras econômicas e políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos. A essa cultura da violência há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa. É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização. O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de reengenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. Há muito que filósofos veem no cuidado a essência do ser humano. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud.

Leonardo Boff. Cultura da paz. Internet: <edisciplinas.usp.br> (com adaptações)
O “processo cosmogênico” a que o autor se refere no sexto período do texto CG2A1 diz respeito à busca de explicar a origem do universo mediante
Alternativas
Q1932773 Português
Texto CG2A1

    A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação. Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre essa vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição, e não a cooperação; por isso, gera guerras econômicas e políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos. A essa cultura da violência há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa. É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização. O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de reengenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. Há muito que filósofos veem no cuidado a essência do ser humano. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud.

Leonardo Boff. Cultura da paz. Internet: <edisciplinas.usp.br> (com adaptações)
O autor do texto CG2A1, por meio de recursos metafóricos, enfatiza como mecanismo exaltador da violência
Alternativas
Q1932714 Português
Indonésia suspende visitas na ilha de Komodo após roubos de dragões

  Os dragões-de-komodo são, no ______ aparência, a coisa mais próximo de um dinossauro vivo que alguém desprovido de máquina do tempo verá na vida. Moradores do leste da Indonésia, eles podem chegar a três metros de comprimento e pesar até 135 quilos, além de possuir uma saliva altamente ______. Até o seu nome científico impõe respeito: Varanus komodoensis – poderia facilmente ser o nome de um dos dragões de Game of Thrones.
   Admirar o maior lagarto do mundo é fácil. Observá-lo de perto, não. Os dragões vivem em poucas ilhas de um arquipélago que integra o Parque Nacional de Komodo, declarado patrimônio mundial da Unesco e voltado à preservação da fauna e flora endêmicas. Pois é. Existem apenas 6 mil dragões-de-komodo no planeta. A espécie, inclusive, é classificada como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
  O governo da Indonésia anunciou uma medida que irá dificultar o turismo no lar dos dragões. A ilha de Komodo, uma das maiores do Parque Nacional, fechará suas portas para visitação a partir de janeiro de 2020.
   A medida, que era estudada desde o início do ano, foi oficializada após o Ministério do Meio Ambiente de lá revelar a prisão de uma rede de contrabando de dragões-dekomodo. Segundo o jornal indonésio Tempo, 41 animais teriam sido comercializados ilegalmente, a US$ 35 mil cada.

(Fonte: Superinteressante – adaptado.)
Em conformidade com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1932594 Português

Texto para o item.






Internet:<http://www.drauziovarella.uol.com.br/>  (com adaptações).

Quanto à tipologia do texto e às ideias nele expressas, julgue o item.


Depreende-se da leitura do texto que uma das causas da obesidade é a falta de determinação do indivíduo para manter o peso ideal. 

Alternativas
Q1932554 Português
A ciência explica: por que choramos?

     Choramos todos os dias para manter a córnea lubrificada. Mas as lágrimas emocionais são as que têm levado a mais investigações: são uma forma de libertar as __________ internas e não devem ser suprimidas por vergonha.
    Em 1872, Charles Darwin escreveu que o choro é um "incidente, tão sem propósito quanto a __________ de lágrimas provocadas por um golpe exterior ao olho". O naturalista britânico desvalorizava a capacidade emocional deste processo fisiológico, ignorando que envolve o sistema límbico (localizado no cérebro e responsável pelas __________).
    É este que estimula o processamento de substâncias como a noradrenalina e a serotonina que levam o sistema nervoso autônomo (responsável por ações motoras, como o piscar de olhos) a contrair a glândula lacrimal que verte a lágrima. A emoção é essencial, Mister Darwin. Até um ator, quando tem de forçar o choro, recorre mentalmente a imagens que geram em si essa comoção em vez de ordenar aos olhos para mecanicamente o fazerem. São as chamadas lágrimas emocionais.
      Além destas, diariamente libertamos lágrimas basais em pequenas quantidades (uma média de 0,75 a 1,1 gramas durante 24 horas) que mantêm a córnea lubrificada e, ocasionalmente, lágrimas reflexivas (quando o olho reage a uma partícula estranha – como os vapores de uma cebola cortada – ou a uma luz forte). Estas são semelhantes na sua composição química (água, sais minerais, gordura).
   Contudo, as lágrimas emocionais (seremos, segundo o psicólogo holandês Ad Vingerhoets, os únicos animais a produzi-las) contêm mais proteínas, por isso que são mais viscosas: isso reduz a velocidade a que correm pela face, ajudando-as a cumprir a missão de serem vistas pelos outros para com eles criar laços.

(Fonte: Lusiadas.com – adaptado.)

 De acordo com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1932341 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica



(POLLO, Luiza. Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica. TAB Uol, 13 jun. 2020. Com adaptações. Disponível em: <
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/13/como-neurociencia-e-psiquiatria-explicam-nossa-dificuldade-em-admitir-erros.htm>)

Tendo em vista as estratégias de retomada referencial usadas na construção de sentidos do texto, é possível afirmar, EXCETO: 
Alternativas
Q1932294 Português
Por que rimos quando sentimos cócegas?

    A pele inteira possui _________ nervosas, mas algumas regiões possuem mais delas: é o caso das plantas dos pés e das axilas. Por isso, ao serem estimuladas, essas áreas causam muitas cócegas.
  Quando recebemos cócegas, sensores do nosso corpo enviam aos neurônios a mensagem de que há um perigo - afinal, a ação é inesperada. Então, os neurônios responsáveis pela sensação de cócegas formam uma conexão com os neurônios que levam ao riso. Aí, tudo se transforma em uma mistura de coceira e gargalhada.
   Diante dessa situação encarada como perigosa, nosso corpo fica tenso e alerta e a risada também é uma forma de relaxar e descarregar essa tensão. Essa reação é involuntária, por isso, mesmo que você não goste de receber cócegas e tente se _________ delas, acaba dando risada.
   Você já deve ter percebido que, se tentarmos fazer cócegas em nós mesmos, não damos risada. Os cientistas acreditam que isso acontece porque, para fazer isso, precisamos mexer os braços, por exemplo. Esse tipo de movimento, ligado a outros circuitos nervosos, desliga a área responsável pelas cócegas.

(Fonte: Abril - adaptado.)
Considerando-se o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1932293 Português
Por que rimos quando sentimos cócegas?

    A pele inteira possui _________ nervosas, mas algumas regiões possuem mais delas: é o caso das plantas dos pés e das axilas. Por isso, ao serem estimuladas, essas áreas causam muitas cócegas.
  Quando recebemos cócegas, sensores do nosso corpo enviam aos neurônios a mensagem de que há um perigo - afinal, a ação é inesperada. Então, os neurônios responsáveis pela sensação de cócegas formam uma conexão com os neurônios que levam ao riso. Aí, tudo se transforma em uma mistura de coceira e gargalhada.
   Diante dessa situação encarada como perigosa, nosso corpo fica tenso e alerta e a risada também é uma forma de relaxar e descarregar essa tensão. Essa reação é involuntária, por isso, mesmo que você não goste de receber cócegas e tente se _________ delas, acaba dando risada.
   Você já deve ter percebido que, se tentarmos fazer cócegas em nós mesmos, não damos risada. Os cientistas acreditam que isso acontece porque, para fazer isso, precisamos mexer os braços, por exemplo. Esse tipo de movimento, ligado a outros circuitos nervosos, desliga a área responsável pelas cócegas.

(Fonte: Abril - adaptado.)
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q1931463 Português
Texto II

Erguer a voz

    Escrever foi uma maneira de capturar, agarrar a fala e mantêla por perto. E então eu escrevia os pedacinhos de conversas, fazendo confissões a diários baratos que logo caíam aos pedaços de tanto serem manuseados, expressando a intensidade da minha tristeza, a angústia da fala - por estar sempre dizendo a coisa errada, fazendo as perguntas erradas. Eu não conseguia restringir meu discurso aos limites e às preocupações necessárias da vida. Escondia esses escritos embaixo da cama, em enchimentos de travesseiros, entre roupas íntimas gastas penduradas. Quando minhas irmãs os encontravam e liam, elas me ridicularizavam e zombavam de mim, debochando. Eu me sentia violentada, envergonhada, como se partes secretas do meu eu tivessem sido expostas, trazidas para fora e penduradas como roupa recém-lavada a céu aberto para todo mundo ver. O medo da exposição, o medo de que os sentimentos mais profundos e os pensamentos mais íntimos fossem desprezados como meros devaneios, sentido por tantas garotas jovens que guardam diários, que recebem e escondem a fala, parece-me agora uma das barreiras que as mulheres sempre precisaram e ainda precisam destruir para que não sejamos mais empurradas para o segredo e o silêncio.
     Apesar de meus sentimentos de violação, de exposição, continuei a falar e a escrever, escolhendo bem meus esconderijos, aprendendo a destruir o trabalho quando nenhum lugar seguro podia ser encontrado. Nunca fui ensinada ao silêncio absoluto; fui ensinada a que era importante falar, mas a conversar uma conversa que era em si um silêncio. Questionar a autoridade, levantar questões que não eram consideradas assuntos apropriados trazia dor, punições – como dizer à mamãe que eu queria morrer antes dela porque não conseguiria viver sem ela; essa era uma conversa doida e esse jeito doido, menina, vai acabar lá no hospício de Western State.

Fonte: HOOKS, Bell. Erguer a voz. São Paulo:Elefante,2019
Segundo o texto II, o sentimento que sintetiza a relação entre escrita e fala é:
Alternativas
Q1931458 Português
Texto I

Perguntar é preciso?

Gustavo Bernardo

   Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso acontece?
  Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”. Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
   Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. 
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar –por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de perguntas.
   Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas, escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê, sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.

Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
A composição do título sintetiza a ideia central do texto, na perspectiva de que:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2022 - CEMIG - MG - Eletricista |
Q1931416 Português
FIO DA REDE ELÉTRICA PARTIDO: CEMIG PEDE MÁXIMA ATENÇÃO PARA EVITAR ACIDENTES

Companhia orienta que não se deve aproximar e nem permitir que outros se aproximem de fios rompidos

   No período chuvoso, as ocorrências com fio partido tendem a aumentar em função de situações típicas dessa época – geralmente provocadas por ventanias e tempestades fortes – como a queda de árvores sobre cabos, lançamento de objetos na rede de energia, colisões de veículos em postes ou até mesmo a incidência de descargas atmosféricas, que podem provocar danos à fiação elétrica. Dessa forma, a Cemig vem, mais uma vez, orientar a população sobre os cuidados que todos devem ter em relação a ocorrências na rede elétrica que envolvam situações de fios partidos.
 
   De acordo com o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares, as pessoas nunca devem se aproximar de fios no chão ou tentar retirar restos de árvores sobre veículos ou até mesmo do solo, caso estejam obstruindo a passagem de uma via ou da garagem. Nesses casos, é essencial que se tenha paciência e espere a chegada do Corpo de Bombeiros e da Cemig.

  “Caso as pessoas se deparem com um fio partido, elas não podem se aproximar ou tocar no cabeamento e, se possível, não devem permitir que outras pessoas se aproximem também. Nos casos em que condutores rompidos caiam sobre veículos, é muito provável que, ao sair do automóvel, a pessoa sofra um choque elétrico, que pode ser de até 13.800 volts, caso seja uma rede de média tensão”, orienta o gerente.

   Em um acidente de carro em que haja a derrubada de cabos de energia na lataria ou no entorno, as pessoas podem se desesperar e querer deixar o automóvel o mais rápido possível. Contudo, o mais seguro é permanecer no interior do veículo.

   “Os veículos são projetados de tal forma para não conduzirem energia elétrica para o seu interior. Assim, o mais seguro para as pessoas é permanecerem dentro do automóvel até a chegada da Cemig para providenciar o desligamento da rede elétrica e permitir que o Corpo de Bombeiros faça o resgate com segurança”, explica. 

  Entretanto, há uma situação em que as pessoas devem sair do veículo imediatamente: quando o acidente provoca incêndio. Dessa forma, o especialista em segurança explica a única forma de deixar o automóvel em segurança. 

   “O único caso em que a pessoa deve deixar o veículo imediatamente é em situações de incêndio. Nessas ocasiões, se for necessário sair do veículo, a pessoa nunca deve tocar na estrutura do automóvel e no solo ao mesmo tempo, porque a pessoa se tornará o caminho da corrente elétrica entre ela e o solo. Isso pode ser fatal ou causar queimaduras gravíssimas. O correto é que a pessoa abra a porta e salte de forma a não tocar no veículo e no solo ao mesmo tempo e sempre longe do cabo partido. Ao cair no solo, a pessoa deve andar em passos curtos até se afastar do veículo ou do cabo partido. Apesar da dificuldade, esta é a única forma de evitar o choque elétrico”, completa.


Disponível em: https://www.cemig.com.br/noticia/fio-da-rede-eletrica-partido-cemig-pedemaxima-atencao-para-evitar-acidentes/ Acesso em: 28 mar. 2022 
Todas as inferências abaixo podem ser feitas com base no texto, EXCETO
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2022 - CEMIG - MG - Eletricista |
Q1931415 Português
FIO DA REDE ELÉTRICA PARTIDO: CEMIG PEDE MÁXIMA ATENÇÃO PARA EVITAR ACIDENTES

Companhia orienta que não se deve aproximar e nem permitir que outros se aproximem de fios rompidos

   No período chuvoso, as ocorrências com fio partido tendem a aumentar em função de situações típicas dessa época – geralmente provocadas por ventanias e tempestades fortes – como a queda de árvores sobre cabos, lançamento de objetos na rede de energia, colisões de veículos em postes ou até mesmo a incidência de descargas atmosféricas, que podem provocar danos à fiação elétrica. Dessa forma, a Cemig vem, mais uma vez, orientar a população sobre os cuidados que todos devem ter em relação a ocorrências na rede elétrica que envolvam situações de fios partidos.
 
   De acordo com o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares, as pessoas nunca devem se aproximar de fios no chão ou tentar retirar restos de árvores sobre veículos ou até mesmo do solo, caso estejam obstruindo a passagem de uma via ou da garagem. Nesses casos, é essencial que se tenha paciência e espere a chegada do Corpo de Bombeiros e da Cemig.

  “Caso as pessoas se deparem com um fio partido, elas não podem se aproximar ou tocar no cabeamento e, se possível, não devem permitir que outras pessoas se aproximem também. Nos casos em que condutores rompidos caiam sobre veículos, é muito provável que, ao sair do automóvel, a pessoa sofra um choque elétrico, que pode ser de até 13.800 volts, caso seja uma rede de média tensão”, orienta o gerente.

   Em um acidente de carro em que haja a derrubada de cabos de energia na lataria ou no entorno, as pessoas podem se desesperar e querer deixar o automóvel o mais rápido possível. Contudo, o mais seguro é permanecer no interior do veículo.

   “Os veículos são projetados de tal forma para não conduzirem energia elétrica para o seu interior. Assim, o mais seguro para as pessoas é permanecerem dentro do automóvel até a chegada da Cemig para providenciar o desligamento da rede elétrica e permitir que o Corpo de Bombeiros faça o resgate com segurança”, explica. 

  Entretanto, há uma situação em que as pessoas devem sair do veículo imediatamente: quando o acidente provoca incêndio. Dessa forma, o especialista em segurança explica a única forma de deixar o automóvel em segurança. 

   “O único caso em que a pessoa deve deixar o veículo imediatamente é em situações de incêndio. Nessas ocasiões, se for necessário sair do veículo, a pessoa nunca deve tocar na estrutura do automóvel e no solo ao mesmo tempo, porque a pessoa se tornará o caminho da corrente elétrica entre ela e o solo. Isso pode ser fatal ou causar queimaduras gravíssimas. O correto é que a pessoa abra a porta e salte de forma a não tocar no veículo e no solo ao mesmo tempo e sempre longe do cabo partido. Ao cair no solo, a pessoa deve andar em passos curtos até se afastar do veículo ou do cabo partido. Apesar da dificuldade, esta é a única forma de evitar o choque elétrico”, completa.


Disponível em: https://www.cemig.com.br/noticia/fio-da-rede-eletrica-partido-cemig-pedemaxima-atencao-para-evitar-acidentes/ Acesso em: 28 mar. 2022 
Todas as afirmações abaixo podem ser comprovadas pelo texto, EXCETO:
Alternativas
Respostas
14121: E
14122: D
14123: A
14124: D
14125: C
14126: C
14127: E
14128: A
14129: D
14130: B
14131: C
14132: E
14133: D
14134: E
14135: D
14136: B
14137: A
14138: C
14139: C
14140: D