Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2144958 Português
Leia este texto.

       […] O seu cérebro é o que você faz com ele. Cada tarefa que realiza – ler, correr, rir, calcular, debater, dobrar a roupa lavada, cortar a grama, cantar, chorar, beijar, e assim por diante – reforça circuitos cerebrais ativos à custa de outros inativos. Aprender e praticar cria redes neurais no cérebro humano […] 
      O pleno desenvolvimento das características mentais conhecidas como femininas e masculinas também depende da imersão automática da criança na cultura feminina ou masculina, cada uma tão poderosa quanto as cantigas de ninar que cantamos e o alimento que fornecemos. […] Sim, homens e mulheres são diferentes. Sim, seus cérebros são diferentes. […]
    Mas, com relação às diferenças entre meninos e meninas, e até a maioria das diferenças psicológicas entre homens e mulheres, o fato é que as diferenças são muito menores do que comumente se acredita e ainda estão longe de serem compreendidas no nível do cérebro ou da neuroquímica. [...]
ELIOT, Lise. Cérebro azul ou rosa - o impacto das diferenças de gênero na educação. Porto Alegre: Penso, 2013, p. 19.

De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que
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Q2144667 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que é inflamação e como atua o sistema imunológico

As inflamações estão associadas à dor de uma lesão ou às doenças que ela pode causar, mas elas são parte importante da reação imunológica.

De forma geral, o termo "inflamação" designa todas as atividades do sistema imunológico que ocorrem quando o corpo tenta combater infecções reais ou potenciais, eliminando moléculas tóxicas ou recuperando-se de lesões físicas.

Existem cinco sinais físicos clássicos da inflamação aguda: calor, dor, vermelhidão, inchaço e perda da função. Inflamações fracas podem nem mesmo produzir sintomas perceptíveis, mas o processo celular subjacente é o mesmo.

Vejamos o caso de uma picada de abelha por exemplo. O sistema imunológico age como uma brigada militar com uma ampla variedade de armas no seu arsenal.

Depois de detectar as toxinas, as bactérias e a lesão física causada pela picada, o sistema imunológico envia diversos tipos de células imunológicas para o local atacado pela abelha. Estas incluem as células T, células B, macrófagos e neutrófilos, entre outras.

As células B produzem anticorpos. Esses anticorpos matam as bactérias da ferida e neutralizam as toxinas da picada. Já os macrófagos e neutrófilos envolvem-nas e as destroem. E as células T não produzem anticorpos, mas matarão células infectadas por vírus para evitar a difusão viral.

Além disso, essas células imunológicas produzem centenas de tipos de moléculas denominadas citocinas, que ajudam a combater ameaças e reparar danos do corpo. Mas, como em um ataque militar, as inflamações trazem efeitos colaterais.

Os mediadores que ajudam a matar as bactérias também matam células saudáveis. Outras moléculas mediadoras similares causam vazamento dos vasos sanguíneos, gerando acúmulo de fluidos e o fluxo de mais células imunológicas.

Esses danos colaterais são o motivo do desenvolvimento de inchaços, vermelhidão e dores em volta de uma picada de abelha ou de uma injeção.

Quando o sistema imunológico elimina uma infecção ou invasor externo, diferentes partes da reação inflamatória assumem e ajudam a reparar o tecido lesionado.

Depois de alguns dias, o corpo neutraliza o veneno da picada, elimina eventuais bactérias invasoras e cura qualquer tecido que tenha sido afetado.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63901846. Adaptado.
Se você tiver artrite, as suas juntas irão doer. Se uma abelha picar a sua mão, ela irá inchar e ficar rígida. Todas estas são manifestações de inflamações que ocorrem no corpo.
De acordo com o texto base:
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Q2144369 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Acerca da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item.


A expressão “Suas causas” (linhas 29 e 30) faz referência aos motivos das “alterações que ocorrem na comunicação e na deglutição com o envelhecimento do ser humano” (linhas de 22 a 24).

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Q2144363 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Acerca da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item.


A expressão “os números de 2017” (linha 16) refere‑se ao contingente populacional brasileiro cuja idade estava acima dos sessenta anos no ano de 2017.

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Q2144357 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item. 


O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, que é determinado por fatores exclusivamente genéticos. 

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Q2144356 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item. 


Na linha 14, a expressão entre parênteses “acima de 60 anos de idade” explica o sentido da expressão antecedente, “população idosa” . 

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Q2144355 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item. 


Dadas as alterações no organismo relativas à comunicação e à deglutição, a atuação de um profissional de fonoaudiologia mostra‑se importante para a saúde do idoso.

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Q2144354 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item. 


É correto afirmar que as pessoas envelhecem de diferentes formas.

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Q2144353 Português


Internet: <www.tcconline.fag.edu.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item. 


O modo saudável como a população vem envelhecendo é uma das transformações mais significantes do século XXI.

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Q2144161 Português



Internet: : <www.fonosp.org.br> (com adaptações).

Acerca da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item.


A palavra “atuação” (linha 24) foi empregada no texto com o mesmo sentido de atividade.

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Q2144151 Português



Internet: : <www.fonosp.org.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


No que diz respeito à inclusão, o alcance dos propósitos relativos à alfabetização, à EJA e ao ensino superior passa, necessariamente, pela atuação fonoaudiológica.

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Q2144150 Português



Internet: : <www.fonosp.org.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


Uma possível forma de atuação fonoaudiológica está relacionada à definição das políticas de saúde e de educação.

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Q2144149 Português



Internet: : <www.fonosp.org.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


Ações clínicas e de prevenção e promoção da saúde consistem em formas por meio das quais a educação e a fonoaudiologia podem ser interligadas. 

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Q2144148 Português



Internet: : <www.fonosp.org.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


A linguagem oral é considerada o objeto de estudo mais importante da fonoaudiologia.

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Q2144025 Português
Há informações presentes em um texto que nem sempre são representadas por palavras. Estar atento à representação dessas informações é um recurso muito útil à compreensão textual.
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I – Devemos desconsiderar as informações não verbais de um texto, tais como ilustrações, números, gráficos, tabelas, aspas, tipo e tamanho de letra, enfim, todo o aspecto visual do texto impresso

PORQUE

II – sempre há poucas fontes de informação para o leitor eficaz e elas atrapalham a simples leitura do que está escrito diante de nossos olhos.

Sobre as asserções, é correto afirmar que 
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Q2143947 Português
[...]
Ah, a pandemia vai nos fazer valorizar o contato humano! Ah, a pandemia vai nos ensinar a proteger a natureza! Ah, a pandemia vai mostrar ao mundo que a amizade, o convívio e o senso de comunidade devem prevalecer sobre a meritocracia de todos contra todos! [...] a pandemia normalizou sabe o quê? Sabe o quê? Vou falar o quê, pombas: a praga da mensagem de áudio.
Antes da pandemia o WhatsApp era uma espécie de telégrafo. Daí virou conversa, reunião, trabalho, DR. Foi quando liberou o áudio.
[...]
Mandar um áudio sem antes ter a delicadeza de perguntar “posso te mandar um áudio?” é como aparecer na casa de alguém, sem ser convidado, para o jantar. […] Mandar um áudio é como segurar no ombro de um conhecido numa festa e desandar a falar de si próprio, sem ser perguntado.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ antonioprata/2022/08/ha-males-que-vem-para-o-mal.shtml. Acesso em: 20 out. 2022. [Fragmento]
No texto, pode-se observar o posicionamento do autor quanto a uma
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Q2143945 Português
A vida em papelão
“Dormir em caixa custa R$ 2,00 por dia em São Paulo.” Cotidiano, 6 dezembro 1998.
A ideia lhe veio ao observar a quantidade de gente dormindo na rua no centro da cidade.
Existe aí uma demanda potencial, pensou. E como estava, ele próprio, desempregado, resolveu arriscar a sorte em um novo negócio: o aluguel de caixas de papelão.
O que não seria nada difícil. Caixas poderiam ser obtidas em lojas, supermercados, fábricas. E os sem-teto aceitariam com entusiasmo a possibilidade de dormirem menos expostos aos elementos – e aos olhares alheios.
O negócio deu certo, e ele foi sofisticando a oferta. Dispunha de caixas em vários tamanhos, algumas acolchoadas, outras pintadas em cores alegres, várias com rádio e TV. Os preços subiam progressivamente, de acordo com a dimensão da caixa e o conforto desta.
[...]
Ganhou muito dinheiro, encontrou uma linda mulher que aceitou viver com ele. Não numa caixa, naturalmente: ela queria uma casa. Uma casa muito grande e muito bonita.
E uma casa ele fez. Uma casa muito grande e muito bonita, num bairro elegante. É uma casa que chama a atenção de todos, não só pelo design arrojado, como também por uma peculiaridade: é feita de papelão. Papelão especial, muito espesso e impermeável, mas papelão.
Nessa casa de papelão ele vive feliz com a mulher. Só uma coisa o preocupa: tem medo de que algum invejoso bote fogo na casa. O papelão é um grande material, mas, infelizmente, não resiste às chamas. Nada é perfeito.
Disponível em: https://bit.ly/3gYC0OQ. Acesso em: 10 out. 2022. [Fragmento]
Uma característica do gênero evidenciada no texto é a(o)
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Q2143820 Português
Maior incidência de demência em mulheres pode
estar relacionada à desigualdade

    Um estudo envolvendo quase 30 mil indivíduos de 18 países, nos seis continentes, sugere que a desigualdade social e econômica pode explicar a maior incidência de demências em mulheres – no caso do Alzheimer, elas respondem por dois terços dos pacientes. Como os fatores de risco não diferem no que diz respeito ao gênero, o fato de a expectativa de vida feminina ser superior à masculina vinha sendo apontado como uma das principais causas para o surgimento da doença, tese que Jessica Gong, pesquisadora do The George Institute for Global Health e principal autora do trabalho, questiona:
    O número de pessoas vivendo com algum tipo de demência deve ultrapassar 150 milhões em 2050, com um crescimento significativo nos países menos abastados, sem meios de intervir nos indicadores sociais e econômicos associados à doença. Em 2020, artigo publicado pelo “Lancet Commission Report” estimou que 12 fatores de risco modificáveis – todos atrelados a políticas públicas de qualidade – são responsáveis por quase metade dos casos de demência. Segue a lista: baixo nível educacional; hipertensão; obesidade; diabetes; depressão; problemas de audição; consumo excessivo de álcool; fumo; sedentarismo; relações sociais limitadas; poluição atmosférica; e, traumas no cérebro.
    Os pesquisadores estão particularmente interessados na questão da educação, considerada um fator de proteção contra o declínio cognitivo. Em países de renda média ou baixa, as mulheres ainda enfrentam desafios não só para estudar como para conseguir oportunidades profissionais. A epidemiologista Sanne Peters, que integrou o time responsável pelo levantamento, acrescentou a violência doméstica como outro problema cujos efeitos vão se refletir na saúde cognitiva na velhice.
     O Women´s Brain Project (Projeto Cérebro da Mulher), misto de movimento e instituição criado em 2016, quer aprofundar a discussão sobre as diferenças de gênero e sua relação com problemas neurológicos e psiquiátricos. É o que defende sua criadora, a médica Antonella Santuccione Chadha: “temos que investigar para distinguir o que é biológico e o que é social, e se temos uma combinação dos dois fatores”. Historicamente, o nível educacional das mulheres é menor e, em várias partes do mundo, há barreiras para impedir seu acesso à instrução. Além da questão hormonal, cuja produção declina a partir da meia-idade, há aspectos socioculturais que representam um risco extra –um deles seria o estresse de ser cuidadora, função quase sempre feminina.

(Mariza Tavares — Rio de Janeiro. Disponível em: https://g1.globo. com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/02/23/ maior-incidencia-de-demencia-em-mulheres-pode-estar-relacionada-adesigualdade.ghtml. Acesso em: 23/02/2023.)
De acordo com as informações e ideias apresentadas no texto pode-se afirmar que: 
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Q2143818 Português
Maior incidência de demência em mulheres pode
estar relacionada à desigualdade

    Um estudo envolvendo quase 30 mil indivíduos de 18 países, nos seis continentes, sugere que a desigualdade social e econômica pode explicar a maior incidência de demências em mulheres – no caso do Alzheimer, elas respondem por dois terços dos pacientes. Como os fatores de risco não diferem no que diz respeito ao gênero, o fato de a expectativa de vida feminina ser superior à masculina vinha sendo apontado como uma das principais causas para o surgimento da doença, tese que Jessica Gong, pesquisadora do The George Institute for Global Health e principal autora do trabalho, questiona:
    O número de pessoas vivendo com algum tipo de demência deve ultrapassar 150 milhões em 2050, com um crescimento significativo nos países menos abastados, sem meios de intervir nos indicadores sociais e econômicos associados à doença. Em 2020, artigo publicado pelo “Lancet Commission Report” estimou que 12 fatores de risco modificáveis – todos atrelados a políticas públicas de qualidade – são responsáveis por quase metade dos casos de demência. Segue a lista: baixo nível educacional; hipertensão; obesidade; diabetes; depressão; problemas de audição; consumo excessivo de álcool; fumo; sedentarismo; relações sociais limitadas; poluição atmosférica; e, traumas no cérebro.
    Os pesquisadores estão particularmente interessados na questão da educação, considerada um fator de proteção contra o declínio cognitivo. Em países de renda média ou baixa, as mulheres ainda enfrentam desafios não só para estudar como para conseguir oportunidades profissionais. A epidemiologista Sanne Peters, que integrou o time responsável pelo levantamento, acrescentou a violência doméstica como outro problema cujos efeitos vão se refletir na saúde cognitiva na velhice.
     O Women´s Brain Project (Projeto Cérebro da Mulher), misto de movimento e instituição criado em 2016, quer aprofundar a discussão sobre as diferenças de gênero e sua relação com problemas neurológicos e psiquiátricos. É o que defende sua criadora, a médica Antonella Santuccione Chadha: “temos que investigar para distinguir o que é biológico e o que é social, e se temos uma combinação dos dois fatores”. Historicamente, o nível educacional das mulheres é menor e, em várias partes do mundo, há barreiras para impedir seu acesso à instrução. Além da questão hormonal, cuja produção declina a partir da meia-idade, há aspectos socioculturais que representam um risco extra –um deles seria o estresse de ser cuidadora, função quase sempre feminina.

(Mariza Tavares — Rio de Janeiro. Disponível em: https://g1.globo. com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/02/23/ maior-incidencia-de-demencia-em-mulheres-pode-estar-relacionada-adesigualdade.ghtml. Acesso em: 23/02/2023.)
Alguns termos e/ou expressões empregados no texto permitem reconhecer uma carga semântica equivalente como os destacados a seguir, EXCETO: 
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Q2143816 Português
Maior incidência de demência em mulheres pode
estar relacionada à desigualdade

    Um estudo envolvendo quase 30 mil indivíduos de 18 países, nos seis continentes, sugere que a desigualdade social e econômica pode explicar a maior incidência de demências em mulheres – no caso do Alzheimer, elas respondem por dois terços dos pacientes. Como os fatores de risco não diferem no que diz respeito ao gênero, o fato de a expectativa de vida feminina ser superior à masculina vinha sendo apontado como uma das principais causas para o surgimento da doença, tese que Jessica Gong, pesquisadora do The George Institute for Global Health e principal autora do trabalho, questiona:
    O número de pessoas vivendo com algum tipo de demência deve ultrapassar 150 milhões em 2050, com um crescimento significativo nos países menos abastados, sem meios de intervir nos indicadores sociais e econômicos associados à doença. Em 2020, artigo publicado pelo “Lancet Commission Report” estimou que 12 fatores de risco modificáveis – todos atrelados a políticas públicas de qualidade – são responsáveis por quase metade dos casos de demência. Segue a lista: baixo nível educacional; hipertensão; obesidade; diabetes; depressão; problemas de audição; consumo excessivo de álcool; fumo; sedentarismo; relações sociais limitadas; poluição atmosférica; e, traumas no cérebro.
    Os pesquisadores estão particularmente interessados na questão da educação, considerada um fator de proteção contra o declínio cognitivo. Em países de renda média ou baixa, as mulheres ainda enfrentam desafios não só para estudar como para conseguir oportunidades profissionais. A epidemiologista Sanne Peters, que integrou o time responsável pelo levantamento, acrescentou a violência doméstica como outro problema cujos efeitos vão se refletir na saúde cognitiva na velhice.
     O Women´s Brain Project (Projeto Cérebro da Mulher), misto de movimento e instituição criado em 2016, quer aprofundar a discussão sobre as diferenças de gênero e sua relação com problemas neurológicos e psiquiátricos. É o que defende sua criadora, a médica Antonella Santuccione Chadha: “temos que investigar para distinguir o que é biológico e o que é social, e se temos uma combinação dos dois fatores”. Historicamente, o nível educacional das mulheres é menor e, em várias partes do mundo, há barreiras para impedir seu acesso à instrução. Além da questão hormonal, cuja produção declina a partir da meia-idade, há aspectos socioculturais que representam um risco extra –um deles seria o estresse de ser cuidadora, função quase sempre feminina.

(Mariza Tavares — Rio de Janeiro. Disponível em: https://g1.globo. com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/02/23/ maior-incidencia-de-demencia-em-mulheres-pode-estar-relacionada-adesigualdade.ghtml. Acesso em: 23/02/2023.)
Considerando os elementos e recursos utilizados, pode-se afirmar que o texto apresenta como principal objetivo:
Alternativas
Respostas
13361: B
13362: A
13363: C
13364: C
13365: E
13366: C
13367: C
13368: C
13369: E
13370: C
13371: E
13372: C
13373: C
13374: E
13375: A
13376: C
13377: D
13378: C
13379: C
13380: D