Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O termo sublinhado assinala, no contexto, uma
No quadrinho abaixo, os pontos de exclamação utilizados revelam:

Em todas as opções abaixo, pretendeu-se dar destaque ao adjetivo “culto”; assinale a opção na qual o processo para realizar essa estratégia estilística está corretamente indicado.
“Eu comecei minha vida como a terminarei, sem dúvida: no meio de livros. No escritório de meu avô havia livros por toda parte, com a proibição de desempoeirá-los exceto uma vez por ano, antes do mês de outubro. Eu ainda não sabia ler, mas já sonhava com eles, essas pedras erigidas: retas ou inclinadas, enfileiradas como tijolos sobre as prateleiras da biblioteca ou nobremente espaçadas como menhires, eu sentia que a prosperidade de nossa família dependia delas. Elas eram muito parecidas, eu me inquietava num minúsculo santuário, cercado de monumentos sólidos, antigos, que me haviam visto nascer, que me veriam morrer e cuja permanência me garantia um futuro tão calmo como o passado”.
Sobre a estruturação estilística desse segmento, assinale a opção que apresenta uma observação inadequada.
“Sempre fui inimigo do que hoje chamamos, com uma expressão tão ambiciosa quanto absurda, educação física. Não temos que educar ninguém fisicamente, e quem lhes diz isso é um professor de Educação Física. Para criar hábitos saudáveis, que nos acompanhem a vida toda, não há pior caminho que o da ginástica e dos esportes, que são exercícios mecanizados, em certo sentido abstratos, desintegrados, tanto da vida animal como da vida civil. Ainda supondo que tais exercícios sejam saudáveis – e é demais supor isso – nunca nos vão ser de grande proveito, porque não é fácil que nos acompanhem a não ser em alguns anos de nossa efêmera existência. Se conseguíssemos, ao contrário, despertar na criança o amor pela Natureza, que se deleite em contemplá-la, ou ter curiosidade por ela, empenhar-se em observá-la e conhecêla, teríamos mais tarde homens maduros e anciãos veneráveis, capazes de atravessar a serra nos dias mais duros de inverno, pelo desejo de recrear-se no espetáculo dos pinheiros e dos montes, ou pelo afã científico de estudar a estrutura e composição das pedras ou de encontrar uma nova espécie de lagartixas. Todo esporte, ao contrário, é um trabalho estéril, quando não um jogo estúpido. E isso se verá claramente quando uma onda de tolices e de americanismos invada nossa velha Europa”.
(Antônio Machado)
Sobre esse texto argumentativo, assinale a afirmativa correta.
“É também absurdo afirmar que um homem é um alcoólatra porque ele descreve uma orgia, um debochado porque ele relata um deboche e que um homem é virtuoso porque ele é o autor de um livro de moral: todos os dias presenciamos o contrário. – É o personagem que fala e não o autor; seu herói é ateu, o que não quer dizer que ele seja ateu; ele faz agir e falar alguns bandidos e não é por isso que ele deva ser um bandido. Nesse sentido, deveríamos guilhotinar Shakespeare, Corneille e todos os trágicos porque cometeram milhares de assassinatos”.
Sobre esse pequeno texto argumentativo, assinale a afirmativa correta.
O início desse discurso diz:
“Trabalhadores do Brasil,
Depois de quase 6 anos de afastamento, durante os quais nunca me saíram do pensamento a imagem e a lembrança do grato e longo convívio que mantive convosco, eis-me outra vez aqui ao vosso lado, para falar com a familiaridade amiga de outros tempos, e para dizer que voltei a fim de defender os interesses mais legítimos do povo, e promover as medidas indispensáveis ao bem-estar dos trabalhadores.
Esta festa de 1º de maio tem para mim e para vós, uma expressão simbólica: é o primeiro dia de encontro entre os trabalhadores e o novo governo. E é com profunda emoção que retorno ao vosso convívio nesse ambiente de regozijo e festa nacional. Em que nos revemos uns aos outros a céu aberto e em que o governo fala ao povo de amigo para amigo na linguagem simples, leal e fraca que sempre lhes falei.
Nas horas de glória e de triunfo, assim como nas de sofrimento e de perseguições, os trabalhadores foram sempre fiéis, desinteressados e valorosos. E posso repetir hoje, de coração, o que mais de uma vez proclamei: os trabalhadores nunca me decepcionaram. Nunca se aproximaram de mim para pleitear interesses particulares ou favores pessoais. Pleitearam sempre para a coletividade a que pertencem, pelo reconhecimento dos seus direitos, pela melhoria das suas condições de vida, pelas reivindicações da classe e pelo bem-estar dos seus semelhantes”.
A estratégia discursiva que foi empregada predominantemente nesse segmento do discurso de Getúlio Vargas, é
“Senhoras e senhores constituintes.
Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte.
Hoje. 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. (Aplausos). A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.
Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25 por cento da população, cabe advertir a cidadania começa com o alfabeto. Chegamos, esperamos a Constituição como um vigia espera a aurora.
A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo”.
Um manual clássico de Retórica dá uma série de conselhos para a construção de um bom discurso. Entre os conselhos a seguir, assinale aquele que é predominantemente seguido pelo orador.
Quaisquer que sejam as definições ou os pontos de partida teóricos, a região, seja como recorte espacial de uma realidade econômica ou política ou como construção cultural e intelectual da sociedade, está presente pela necessidade de delimitar operacionalmente territórios para controle estratégico e para gestão. Enquanto a ideia do velho regionalismo se nutre da perspectiva da região como questão, ou seja, como recorte espacial continente problemas ou conflitos de ordem cultural, político ou econômico na escala subnacional; o novo regionalismo se qualifica para o debate da região como recorte espacial de inovações e potencialidades econômicas, em escala supranacional.
Adaptado de CASTRO, I. E. Revisitando o regionalismo como fundamento da questão regional, Confins, 49,2021.
A partir do trecho, analise as afirmativas sobre os conceitos de região e regionalismo e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O velho regionalismo é uma ideologia identitária e seus campos preferenciais de manifestação são o literário, o étnico e o linguístico, tematizando tipos sociais e costumes que opõem o ambiente rural ao urbano.
( ) O novo regionalismo resulta da configuração territorial organizada pelos fluxos de capital, de mercadorias e de gestão, a partir de cidades globais, e reivindica a valorização regional como espaço gerador de riquezas.
( ) Em ambos os casos, a regionalização fundamenta-se na construção de uma identidade político-cultural enquanto alteridade, para legitimar reivindicações emancipatórias em relação à centralização do Estado nacional.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Erasmo Carlos seguiu jovem e entendeu a vida melhor que a gente
I. Nas estruturas machistas, os erros cometidos por homens tendem a ter leniência da sociedade.
II. Algumas reações violentas só ocorrem quando mulheres cometem determinado erro.
III. Homens não costumam perder totalmente sua credibilidade no trabalho, nem mesmo quando cometem erros graves.
IV. Considerando uma escala de zero a dez no trabalho, os homens começam no topo da escala perdendo sua credibilidade apenas quando cometem erros graves.
Está(ão) CORRETO(S):
Atenção: Para responder à questão, leia o início do conto “Missa do Galo”, de Machado de Assis.
Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela, trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro. Era pelos anos de 1861 ou 1862. Eu já devia estar em Mangaratiba, em férias; mas fiquei até o Natal para ver “a missa do galo na Corte”. A família recolheu-se à hora do costume; eu meti-me na sala da frente, vestido e pronto. Dali passaria ao corredor da entrada e sairia sem acordar ninguém. Tinha três chaves a porta; uma estava com o escrivão, eu levaria outra, a terceira ficava em casa.
— Mas, Sr. Nogueira, que fará você todo esse tempo? perguntou-me a mãe de Conceição.
— Leio, D. Inácia.
Tinha comigo um romance, os Três Mosqueteiros, velha tradução creio do Jornal do Comércio. Sentei-me à mesa que havia no centro da sala, e à luz de um candeeiro de querosene, enquanto a casa dormia, trepei ainda uma vez ao cavalo magro de D'Artagnan e fui-me às aventuras. Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura.
(Adaptado de: Machado de Assis. Contos: uma antologia. São Paulo: Companhia das Letras, 1988)
*comborça: qualificação humilhante da amante de homem casado
Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo.
No trecho acima, indica uma ação anterior a outra ocorrida no passado a seguinte forma verbal:
Atenção: Para responder à questão, leia o início do conto “Missa do Galo”, de Machado de Assis.
Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela, trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.
Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.
Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro. Era pelos anos de 1861 ou 1862. Eu já devia estar em Mangaratiba, em férias; mas fiquei até o Natal para ver “a missa do galo na Corte”. A família recolheu-se à hora do costume; eu meti-me na sala da frente, vestido e pronto. Dali passaria ao corredor da entrada e sairia sem acordar ninguém. Tinha três chaves a porta; uma estava com o escrivão, eu levaria outra, a terceira ficava em casa.
— Mas, Sr. Nogueira, que fará você todo esse tempo? perguntou-me a mãe de Conceição.
— Leio, D. Inácia.
Tinha comigo um romance, os Três Mosqueteiros, velha tradução creio do Jornal do Comércio. Sentei-me à mesa que havia no centro da sala, e à luz de um candeeiro de querosene, enquanto a casa dormia, trepei ainda uma vez ao cavalo magro de D'Artagnan e fui-me às aventuras. Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura.
(Adaptado de: Machado de Assis. Contos: uma antologia. São Paulo: Companhia das Letras, 1988)
*comborça: qualificação humilhante da amante de homem casado

(Disponível em: https://www.google.com/search?q=lembra+de+ quando+eu+nasci?+n%C3%A3o+conseguia&tbm=isch&safe=vss&chips= q:lembra+de+quando+eu+nasci+n%C3%A3o+conseguia,online_chips:cal vin:83dQhEAClpo%3D&rlz=1C1GCEA_enBR992BR992&hl=ptBR&sa=X&v ed=2ahUKEwiGj5Lgqpn6AhVhM7kGHUGgBcUQ4lYoBnoECAEQKw&biw= 1903&bih=969#imgrc=xjjk2VWNENJmvM.)
Pode-se afirmar que a tirinha anterior apresenta como elemento textual igualmente presente no texto “A rainha está morta: e agora?”