Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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TEXTO II
Cientistas captam asteroide mudando de cor pela
primeira vez
O asteroide 6478 Gault foi flagrado mudando do
vermelho para o azul: entenda por que isso aconteceu
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) flagraram um asteroide mudando de cor pela primeira vez. O objeto 6478 Gault, que tem pouco mais de 4 km de comprimento, estava avermelhado quando, de repente, ficou azul.
“Foi uma grande surpresa”, disse Michael Marsset, do departamento de Terra, Atmosfera e Ciências Planetárias do MIT. “Acho que testemunhamos o asteroide perdendo sua poeira vermelha para o espaço, até que ele foi perdendo suas camadas e exibindo suas capas azuis.”
Uma hipótese para explicar a mudança de cores é que a superfície poeirenta do asteroide ficou avermelhada após milhões de anos de exposição ao Sol. Depois, conforme o corpo espacial foi jogado no espaço, ele revelou sua camada que sofreu menos irradiação, uma parte que parece ser mais azul.
As cores se alteram, segundo os cientistas, devido à rotação do 6478 Gault: a velocidade de giro do corpo permite que as camadas de poeira saiam da sua superfície. A estimativa é que o asteroide faça uma rotação de duas horas, cada uma em um intervalo de algumas horas.
“Cerca de 10% dos asteroides giram muito rápido, o que significa uma rotação de pelo menos duas a três horas”, afirmou Marsset.” Isso ocorre devido ao Sol, que os ajuda a girar.”
Em dezembro de 2018, o 6478 Gault já tinha sido avistado por astrônomos no cinturão de asteroides que fica no nosso Sistema Solar, entre as órbitas de Marte de Júpiter. Na ocasião, o objeto espacial mostrou um comportamento parecido com o de cometas: ele deixou duas trilhas de poeira para trás.
Os cientistas acreditam que o 6478 Gault é um asteroide rochoso. Isso porque, mesmo que a cauda do objeto pareça ser a de um cometa, o mecanismo que a originou é diferente de qualquer cometa ou de qualquer asteroide presente nos principais cinturões espaciais.
Disponível em: https://bit.ly/3wZfXvO.
Acesso em: 29 maio. 2022 (adaptado).
TEXTO I
Um belo de um asteroide
Há mais de mil deles perto da Terra, esperando a hora de cair. Sim, os astrônomos estimam que existam mais ou menos 1.100 mil desses bólidos com 1 km de diâmetro passando rotineiramente pelas redondezas da Terra – todos com o potencial de causar uma catástrofe planetária. Astrônomos têm trabalhado duro para descobrir esses objetos – já foram encontrados cerca de 800. O Brasil também está engajado nessa busca, com um telescópio instalado em Pernambuco, cujo objetivo é justamente monitorar esses pedregulhos. E acompanhá-los é preciso, embora não muitos astrônomos façam esse esforço após a descoberta inicial.
“De todos os asteroides descobertos, 80% são perdidos logo em seguida”, afirma Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional especializada em asteroides e líder do Projeto Impacto, que se dedica a descobri-los no céu. “Eles são monitorados por pouco tempo, uma órbita preliminar é calculada, vê-se que não vão se chocar com a Terra e depois eles são abandonados.”
O problema é que o mundo dá voltas. Ou melhor, os mundos dão voltas. Enquanto giram ao redor do Sol, como são relativamente pequenos, os asteroides podem mudar de órbita e aí entrar em rota de colisão com a gente. Daniela trabalha na busca e na caracterização desses bólidos – para se certificar de que eles não vão mesmo trombar com a Terra. De toda forma, sempre há o risco de um objeto ser descoberto em cima da hora em rota de colisão – e não haver tempo para tomar alguma medida, como lançar uma bomba atômica que desvie a rota do objeto.
Ser atingido por um asteroide, enfim, é um método testado e aprovado para o extermínio em massa, que o digam os dinossauros, extintos numa pancada com um pedregulho de 10 km de diâmetro 65 milhões de anos atrás. Se um episódio similar acontecesse hoje, seria o fim para nós também. O problema não é tanto o impacto em si, que é localizado, mas as consequências dele. Sobem trilhões de toneladas de poeira na atmosfera e a luz do Sol é bloqueada por meses. As plantas morrem. Sem o pasto, o que o boi vai comer? E, sem o gado, o que será das churrascarias rodízio? Você entendeu a ideia… A estimativa dos cientistas sobre a frequência de impactos realmente catastróficos varia bem – os intervalos podem ser largos (a cada 1 bilhão de anos) ou nem tanto (a cada 100 milhões de anos). Mas o que passa o recado de forma ainda mais clara vem lá de cima: vira e mexe, os astrônomos encontram um asteroide que passou ou passará raspando pela Terra. E é como no futebol. O sujeito chuta uma bola na trave, duas, três… Uma hora sai o gol.
Disponível em: https://bit.ly/3NJhmxu.
Acesso em: 29 maio. 2022 (adaptado).
Leia a charge a seguir.

Disponível em: https://bit.ly/3wWv9Kb.
Acesso em: 29 maio. 2022.
Considerando o tema da charge, a queda do meteoro
que foi responsável pela extinção dos dinossauros,
o trecho do texto I que melhor corrobora essa charge é:
TEXTO I
Um belo de um asteroide
Há mais de mil deles perto da Terra, esperando a hora de cair. Sim, os astrônomos estimam que existam mais ou menos 1.100 mil desses bólidos com 1 km de diâmetro passando rotineiramente pelas redondezas da Terra – todos com o potencial de causar uma catástrofe planetária. Astrônomos têm trabalhado duro para descobrir esses objetos – já foram encontrados cerca de 800. O Brasil também está engajado nessa busca, com um telescópio instalado em Pernambuco, cujo objetivo é justamente monitorar esses pedregulhos. E acompanhá-los é preciso, embora não muitos astrônomos façam esse esforço após a descoberta inicial.
“De todos os asteroides descobertos, 80% são perdidos logo em seguida”, afirma Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional especializada em asteroides e líder do Projeto Impacto, que se dedica a descobri-los no céu. “Eles são monitorados por pouco tempo, uma órbita preliminar é calculada, vê-se que não vão se chocar com a Terra e depois eles são abandonados.”
O problema é que o mundo dá voltas. Ou melhor, os mundos dão voltas. Enquanto giram ao redor do Sol, como são relativamente pequenos, os asteroides podem mudar de órbita e aí entrar em rota de colisão com a gente. Daniela trabalha na busca e na caracterização desses bólidos – para se certificar de que eles não vão mesmo trombar com a Terra. De toda forma, sempre há o risco de um objeto ser descoberto em cima da hora em rota de colisão – e não haver tempo para tomar alguma medida, como lançar uma bomba atômica que desvie a rota do objeto.
Ser atingido por um asteroide, enfim, é um método testado e aprovado para o extermínio em massa, que o digam os dinossauros, extintos numa pancada com um pedregulho de 10 km de diâmetro 65 milhões de anos atrás. Se um episódio similar acontecesse hoje, seria o fim para nós também. O problema não é tanto o impacto em si, que é localizado, mas as consequências dele. Sobem trilhões de toneladas de poeira na atmosfera e a luz do Sol é bloqueada por meses. As plantas morrem. Sem o pasto, o que o boi vai comer? E, sem o gado, o que será das churrascarias rodízio? Você entendeu a ideia… A estimativa dos cientistas sobre a frequência de impactos realmente catastróficos varia bem – os intervalos podem ser largos (a cada 1 bilhão de anos) ou nem tanto (a cada 100 milhões de anos). Mas o que passa o recado de forma ainda mais clara vem lá de cima: vira e mexe, os astrônomos encontram um asteroide que passou ou passará raspando pela Terra. E é como no futebol. O sujeito chuta uma bola na trave, duas, três… Uma hora sai o gol.
Disponível em: https://bit.ly/3NJhmxu.
Acesso em: 29 maio. 2022 (adaptado).
As práticas de alfabetização devem privilegiar atividades de memorização e de reiteração de regras, a fim de que o estudante tenha acesso ao mundo mágico da leitura, conforme enuncia Paulo Freire.
Em relação ao texto precedente, julgue o item subsequente.
O poema caracteriza-se como um soneto, composição
poética que integra as obras mais importantes da antologia
de Vinícius de Moraes.
Em relação ao texto precedente, julgue o item subsequente.
Tanto o tom exaltado, repleto de ressonâncias, quanto o tema
e a forma de estruturação dos versos nas estrofes permitem
classificar o poema como parte da poesia inicial de Vinícius
de Moraes, impregnada de religiosidade e misticismo
neossimbolistas.
Em relação ao texto precedente, julgue o item subsequente.
No poema, o eu lírico promete uma entrega total e absoluta,
o que demonstra um sentimento infinito de ambas as partes.
Em relação ao texto precedente, julgue o item subsequente.
O poema é composto de 14 versos decassílabos regulares,
distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.
Considerando as ideias e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
As expressões “Uma delas” (segundo período do quarto
parágrafo) e “A outra” (terceiro período do quarto parágrafo)
remetem, respectivamente, a “animação de computador” e a
“duas linhas” (ambas no primeiro período do quarto
parágrafo).
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Velhice é doença?

(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/sociedade/velhice-e-doenca-entenda-a-polemica/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise a charge a seguir e as proposições que se fazem sobre ela e o texto anterior:

Fonte: https://www.facebook.com/terceiraidadeconectada/posts/3589903227740773/
I. As perspectivas do gerontólogo Alexandre Kalache, apresentadas no texto, e da charge são
negativas.
PORQUE
II. Ambas encaram a velhice de acordo com a classificação da CID, uma doença.
“[...] não favorecem a padronização das ações [...].”
De acordo com as definições a seguir retiradas do dicionário Caldas Aulete Digital, assinale aquela que corresponde à palavra destacada nesse trecho
A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 18 de novembro de 2020 pelo IBGE, revela que as doenças crônicas são um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo. A pesquisa estimou que – no ano passado – mais da metade da população (52,0%) adulta do país recebeu diagnóstico de pelo menos uma doença crônica, como diabetes, depressão e obesidade. Ao mesmo tempo, o estudo mostrou que duas em cada três pessoas no país consideravam sua saúde boa ou ótima, sendo que os homens tiveram uma tendência a fazer uma autoavaliação mais positiva da própria saúde. Alguns hábitos, pelo que o levantamento mostrou podem melhorar. De 2013 para 2019, a proporção de brasileiros que beberam álcool, pelo menos uma vez por semana, aumentou (de 23,9% para 26,4%). Em relação aos hábitos alimentares, 13% da população consumiu no ano passado a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Segundo a organização mundial da saúde, o ideal é comer quatrocentas gramas de frutas e hortaliças por dia, para prevenir as doenças crônicas que afetam mais da metade da população. Além disso, pessoas que vivem em cidades comem duas vezes mais alimentos processados do que quem vive em área rural. A prática de exercícios físicos também ajuda a prevenir as doenças crônicas, mas segundo a pesquisa quarenta por cento dos brasileiros (40,3%) foram classificados como insuficientemente ativos. Para terminar uma boa notícia: em sete anos a quantidade de fumantes no país, diminuiu (de 14,9% em 2013 para 12,8% em 2019).
A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 18 de novembro de 2020 pelo IBGE, revela que as doenças crônicas são um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo. A pesquisa estimou que – no ano passado – mais da metade da população (52,0%) adulta do país recebeu diagnóstico de pelo menos uma doença crônica, como diabetes, depressão e obesidade. Ao mesmo tempo, o estudo mostrou que duas em cada três pessoas no país consideravam sua saúde boa ou ótima, sendo que os homens tiveram uma tendência a fazer uma autoavaliação mais positiva da própria saúde. Alguns hábitos, pelo que o levantamento mostrou podem melhorar. De 2013 para 2019, a proporção de brasileiros que beberam álcool, pelo menos uma vez por semana, aumentou (de 23,9% para 26,4%). Em relação aos hábitos alimentares, 13% da população consumiu no ano passado a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Segundo a organização mundial da saúde, o ideal é comer quatrocentas gramas de frutas e hortaliças por dia, para prevenir as doenças crônicas que afetam mais da metade da população. Além disso, pessoas que vivem em cidades comem duas vezes mais alimentos processados do que quem vive em área rural. A prática de exercícios físicos também ajuda a prevenir as doenças crônicas, mas segundo a pesquisa quarenta por cento dos brasileiros (40,3%) foram classificados como insuficientemente ativos. Para terminar uma boa notícia: em sete anos a quantidade de fumantes no país, diminuiu (de 14,9% em 2013 para 12,8% em 2019).
A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 18 de novembro de 2020 pelo IBGE, revela que as doenças crônicas são um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo. A pesquisa estimou que – no ano passado – mais da metade da população (52,0%) adulta do país recebeu diagnóstico de pelo menos uma doença crônica, como diabetes, depressão e obesidade. Ao mesmo tempo, o estudo mostrou que duas em cada três pessoas no país consideravam sua saúde boa ou ótima, sendo que os homens tiveram uma tendência a fazer uma autoavaliação mais positiva da própria saúde. Alguns hábitos, pelo que o levantamento mostrou podem melhorar. De 2013 para 2019, a proporção de brasileiros que beberam álcool, pelo menos uma vez por semana, aumentou (de 23,9% para 26,4%). Em relação aos hábitos alimentares, 13% da população consumiu no ano passado a quantidade recomendada de frutas e hortaliças. Segundo a organização mundial da saúde, o ideal é comer quatrocentas gramas de frutas e hortaliças por dia, para prevenir as doenças crônicas que afetam mais da metade da população. Além disso, pessoas que vivem em cidades comem duas vezes mais alimentos processados do que quem vive em área rural. A prática de exercícios físicos também ajuda a prevenir as doenças crônicas, mas segundo a pesquisa quarenta por cento dos brasileiros (40,3%) foram classificados como insuficientemente ativos. Para terminar uma boa notícia: em sete anos a quantidade de fumantes no país, diminuiu (de 14,9% em 2013 para 12,8% em 2019).
I. A questão das doenças crônicas aflige a população de todo o mundo. II. A saúde do brasileiro melhorou, graças à mudança de alguns hábitos. III. A saúde das pessoas da região rural é melhor que a das pessoas da cidade.
De acordo com o texto, estão incorretas as afirmativas
• Como sempre se deslocavam pela cidade de carro... (1º parágrafo) • Mas isso depende de treino e prática... (2º parágrafo)
Os termos destacados nos trechos do texto apresentam, correta e respectivamente, relação de:
• Fui um alto funcionário da Companhia, um alto funcionário de categoria... (1º parágrafo)
• Magine, ocê, um cara limpava o prato... (1º parágrafo)
• Aí, eu fui, vesti meu terninho branco, bonito, calça curta. (3º parágrafo)
Nesses trechos, o compositor se utilizou, respectivamente, da: