Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 36.884 questões
MTST ocupa prédio na Praça da Independência, no Centro do Recife
O prédio de número 91 da Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, na área central do Recife, se tornou local de protestos desde a madrugada desta terça-feira (19). Manifestantes do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam o local, numa ação de luta pelo direito à moradia das mulheres do estado. (...) O grupo de manifestantes, que é formado majoritariamente por mulheres, chegou no local por volta das 23h da segunda-feira e dividiu as famílias no espaço. Uma corrente grossa foi colocada na porta para não permitir a entrada de outras pessoas. O MTST afirma contar com cerca de 300 mulheres e crianças na manifestação. De acordo com o movimento, o objetivo é criar um meio de comunicação com a prefeitura e o governo do estado para que o edifício seja destinado a moradias populares e ganhe uma nova utilidade.
(Fonte: G1 PE, 2018. Disponível em:
A reportagem destaca uma forma de organização social que ocorre nas metrópoles brasileiras. O objetivo final justificado pelos movimentos urbanos de moradia é o de:
I. A ocasião determina o comportamento das pessoas que, muitas vezes, não são más, mas assim se tornam devido ao calor do momento.
II. Há milhares de pessoas que encontram ocasião todos os dias, de desviar, de ter uma conduta negativa, e não o são mesmo assim, porque escolheram agir corretamente.
III. Admitir a existência de vícios é saber que nossa humanidade conta com essa condição, mas não podemos justificar todo tipo de erro porque uma grande parte deles são oriundos de nossas escolhas.
IV. Cortella acredita que a maldade é inerente ao homem e que devemos lutar para que ela não se aflore em nossa personalidade.
Assinale

Disponível em: https://www.humorpolitico.com.br/giancarlo/inovacao-emtempos-de-pandemia/. Acesso em: 03
No texto 2, a construção do humor envolve um fator de inovação que representou
Disponível em: https://www.humorpolitico.com.br/giancarlo/inovacao-emtempos-de-pandemia/. Acesso em: 03 nov. 202
Considerando-se as definições apresentadas no texto 1, a resposta à pergunta do texto 2 identifica um tipo de inovação
Texto 5
Encomenda
(Cecília Meireles)
Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.
Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.
Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.
Fonte: MEIRELES, Cecília. Encomenda. In: MEIRELES, Cecília. Vaga Música. Rio de
Janeiro: Global Editora, 2013.
Texto 5
Encomenda
(Cecília Meireles)
Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.
Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.
Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.
Fonte: MEIRELES, Cecília. Encomenda. In: MEIRELES, Cecília. Vaga Música. Rio de
Janeiro: Global Editora, 2013.

O efeito de humor produzido pelo diálogo presente na tirinha de Laerte é produzido
Delicinhas da língua: um breve compêndio do diminutivo no português
Por Gregório Duvivier
O ano já está no finalzinho, disse. E pensei: finalzinho é quando termina o final. Comecinho, não. Comecinho é quando começa o começo. Finalzinho é quando o final tá mais perto do final. Onde eu quero chegar com isso? Não faço ideia. Mas sei que vou devagarinho.
Enquanto quem está pertinho está mais perto, quem está longinho está menos longe. Enquanto a tardinha é no final da tarde, a noitinha fica no começo da noite.
Um minutinho dura mais do que um minuto, talvez uns três ou quatro. Um segundinho pode durar até 30 segundos regulamentares. Devagarinho é mais devagar. Rapidinho é mais rápido. Igualzinho é mais igual.
Pouquinho é mais pouco. Agorinha não é mais agora. Agorinha já foi agora, até que passou. "Ele chegou agorinha" significa que não chegou agora, mas há dois minutinhos.
Moço é o jovem, mocinho é o contrário do vilão. Mocinha só existe na frase "já virou mocinha", eufemismo pra um aumentativo: menstruação.
Todo o mundo gosta do engraçado, todo o mundo odeia o engraçadinho. O bonito dá inveja, o bonitinho dá pena.Todo o mundo quer ser bom, ninguém quer ser bonzinho. Quem está só pode estar feliz. Quem está sozinho, nunca. A voz só se torna vozinha quando irrita. Ninguém diz: "adoro sua vozinha", mas "para de fazer vozinha".
Na contramão: um pássaro pode incomodar. Um passarinho, nunca. Ricardo Araújo Pereira foi quem me alertou: o quente incomoda ou machuca. Diz-se: "cuidado, está quente." Não se diz: "cuidado, está quentinho." Diz-se "vou ficar no quentinho". Não há delícia maior que a delicinha. Nada é mais gostoso que o gostosinho.
A melhor culinária brasileira é toda diminutiva: escondidinho, empadinha, queijadinha. Não gosto muito de caldo, mas adoro um caldinho. Não gosto tanto de caju quanto de cajuzinho. Nunca comi um picado, mas não resisto a um picadinho. Gosto de coxa, mas prefiro a coxinha. Bolo tem sua graça, mas bom mesmo é um bolinho. Um é assado e doce, o outro é salgado e frito. Um serve na festinha, o outro, no barzinho.
Chamamos de soneca um sono curto, mas de soninho um sono gostoso. Sonequinha é um sono ao mesmo tempo curto e gostoso. "Quero estarzinho com ela", diz Raul Bopp em "Cobra Norato", e continua: "querzinho de ficar junto".
A língua portuguesa tem uma palavra pros buraquinhos que surgem no rosto quando se ri, e essa palavra também designa o lugar onde enterramos os mortos. Quando morrer, me enterrem numa covinha.
Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2021/12/delicinhasda-lingua-veja-um-breve-compendio-do-diminutivo-no-portugues.shtml>.
Acesso em: 16 ago. 2022.
A professora de minha filha Joana pede a todos os alunos que escrevam um resumo de um livro que leram. Ela me pergunta para que escrever esse resumo. Tento dar alguma motivação para essa tarefa, e digo-lhe que a professora pode não ter lido o livro e lendo o resumo que ela faria poderia ficar interessada ou não em ler todo o livro. Recebi como resposta: – Mas que professora mais indecisa! Precisa ler 25 resumos para saber se quer ler o livro?.
Fonte: GERALDI, João Wanderley. O ensino de língua portuguesa e a Base Nacional Comum Curricular. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 9, n. 17, p. 381- 396, jul./dez. 2015.
A resposta de Joana permite afirmar que a produção textual na escola deve considerar

O uso que as autoras fazem da tirinha para explicar o que são orações subordinadas adjetivas restritivas trata o gênero textual tira em quadrinhos como