Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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MATOS, Thais. Tomate, café e batata: itens da cesta básica sobem até 117% em um ano e comprometem mais da metade do salário-mínimo. g1, 30 de abril de 2022. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/04/30 /tomate-cafe-e-batata-itens-da-cesta-basica-sobem-ate117percent-em-um-ano-e-comprometem-mais-dametade-do-salario-mínimo.ghtml. Acesso em: 14 out. 2022.
A respeito das informações apresentadas nesse texto, NÃO se pode dizer que, no período pesquisado:

Armandinho, 12/11/2014. Disponível em: https://64.media.tumblr.com /67f5aaf856891264ccfb28851d1a0a2a /tumblr_nfymz917aq1u1iysqo1_1280.png. Acesso em: 14 out. 2022.
Com base na leitura dessa tirinha, percebe-se que há uma dupla interpretação envolvida na conversa entre as personagens. Essa ambiguidade tem origem no uso da palavra:
TWISTER: Filme de 1996 ganhará sequência Steven Spielberg ficou impressionado com roteiro da continuação Omelete 2 min de leitura, Giovanna Breve 17.10.2022, às 21h - Atualizada em 18.10.2022, às 09h25
Twister, filme de aventura sobre cientistas que perseguem tornados, ganhará uma continuação, segundo informação dada pelo Deadline nesta segunda (17). A Universal Pictures e a Amblin Entertainment estariam desenvolvendo uma sequência de grande escala chamada Twisters, que contará com Frank Marshall (Indiana Jones 5) na produção.
Segundo o portal, o próprio Steven Spielberg, da Amblin, ficou impressionado com o roteiro do longa-metragem, escrito por Mark L. Smith (Seance). Os estúdios estão em busca de diretores e alguns nomes na mesa são Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (Free Solo), Dan Trachtenberg (O Predador: A Caçada) e Travis Knight (Bumblebee).
Fontes disseram que a esperança é trazer Helen Hunt de volta, com um drama que foca na filha que ela teve com o personagem interpretado pelo falecido Bill Paxton.
Lançado em 1996, Twister aborda sobre dois grupos rivais de pesquisadores de tempestades. Enquanto a tempestade mais devastadora das últimas décadas se aproxima, a professora universitária Jo Harding e uma equipe de alunos com poucos recursos preparam o protótipo de Dorothy, um dispositivo inovador que coleta dados de tornados, criado por seu ex-marido Bill. Quando Harding diz a Bill que Dorothy está pronto para testes, e que seu rival Jonas Miller roubou sua ideia, Bill se junta à equipe para uma última missão na busca de tornados.
BREVE, Giovanna. Twister: Filme de 1996 ganhará sequência. Omelete, 17 de outubro de 2022. Filmes. Disponível em: www.omelete.com.br/filmes/twister-ganhara-sequencia. Acesso em: 19 out. 2022.
A principal finalidade desse texto é a de:
I.O remédio Paxlovid® foi desenvolvido com o intuito de substituir a vacinação contra a Covid-19.
II.Remédios antivirais já foram empregados, em vários momentos anteriores, no controle de variadas doenças.
III.O remédio Paxlovid® é interessante, porém não constitui uma necessidade primária, visto que a ciência já desenvolveu as vacinas.
É correto o que se afirma em:
PARA levar os filmes a zonas periféricas, as prefeituras dessas regiões devem promover a interiorização dos cinemas, por meio de investimentos no lazer e incentivos fiscais.
O termo em negrito pode ser substituído, sem prejuízo do sentido e da correção, por:
I - No primeiro parágrafo, é destacada a importância do cinema como fonte de lazer e apresenta a situação dessa arte no Brasil.
II - No segundo parágrafo, discutem-se as causas da centralização das salas do cinema nas grandes cidades, o que fez com que as áreas rurais ou periféricas ficassem sem acesso a ele.
III - No terceiro parágrafo, propõe-se a discutir os impactos negativos da falta de democratização, como o fato de algumas pessoas não terem acesso ao lazer, que lhes deveria ser garantido por direito, o que gera a exclusão social.
Está correto o que se afirma em:
I.O remédio Paxlovid® foi desenvolvido com o intuito de substituir a vacinação contra a Covid-19.
II.Remédios antivirais já foram empregados, em vários momentos anteriores, no controle de variadas doenças.
III.O remédio Paxlovid® é interessante, porém não constitui uma necessidade primária, visto que a ciência já desenvolveu as vacinas.
É correto o que se afirma em:
MONTADA NA SELA DO IMPOSSÍVEL
Helena Macedo em depoimento para Maryane
Martins

Comecei trabalhando desde os 15 anos. Aos 13, aprendi a costurar. A minha mãe é costureira, e eu com essa idade já ajudava a fazer roupas. Assim começou. Na maioria dos meses, não tinha tanto serviço. Eu queria ganhar dinheiro, comprar minhas coisas, ajudar em casa. Eu e meus irmãos sempre trabalhamos, desde cedo. Eles carregavam frete. Rogério, com 11 anos, trabalhava com aço, fazendo espora. Faz 21 anos que ele foi assassinado. Hoje, só tenho 6 irmãos vivos.
Um dia, conversando com Ritinha, minha vizinha, disse que queria um emprego pra ganhar dinheiro e trabalhar o tempo todo. E ela, vendo aquela menina, disse: “Vamos pra tenda que eu arrumo um emprego pra você.” Lá eram ela, outra mulher e vários homens. Não tinha nenhuma criança, só adultos. Eu trabalhava à tarde, às vezes à noite. Estudava de manhã. Nunca parei os estudos.
Primeiro, fui ajudante. Fazia mandado, comprava mercadoria, varria a tenda, essas coisas simples. Depois, ainda com 15 anos, me tornei artesã. Tive a oportunidade de aprender. Ritinha é uma pessoa que eu considero muito, a seleira pioneira de Cachoeirinha e que ensinou a tantos, e também foi minha professora. Agradeço pela oportunidade que ela me deu. Trabalhei com ela por uns 3 ou 4 meses. Depois, com o tempo, fui trabalhar com um irmão meu. E meu pai criou uma tenda. Fazia mais de um ano que eu estava trabalhando com couro, mas ainda não fazia sela.
Fazia as peças, e meu irmão montava a sela, até que um dia ele levou uma queda de cavalo. Meu pai falou que eu teria que dar um jeito pra terminar o trabalho do meu irmão. Eu disse que não sabia, e ele mandou eu me virar. Ele sempre foi um homem muito rude, bruto. Falou que eu tinha que fazer, que montar. Eu aprendi quase na marra. E assim comecei a fazer selas.
Meu pai sempre olhava todas as selas que eu montava e ficava tentando arrancar as coisas, pra ver se tava boa ou se tava ruim. Hoje eu entendo que foi uma maneira de ele me ensinar. Mas tem formas mais fáceis de fazer isso. Os homens trabalhavam para ele e faziam a sela por 100 reais. A minha só era 50, metade do preço. Era porque eu era mulher, filha dele e ainda morava em casa. Ser mulher é sofrer preconceito o tempo todo, não só na minha profissão.
O negócio ficou tão difícil que um dia eu e meu pai brigamos e vim trabalhar no quartinho no fundo da casa da minha mãe. Não queria trabalhar na tenda porque tinha muito homem e isso me incomodava. Em casa, poderia fazer sela pra quem eu quisesse. Meu pai quando me viu trabalhando em casa falou que eu tinha que fazer sela pra ele. Bati o pé e falei que não fazia nem queria o serviço mais barato. Meu pai disse: “Já que você não quer fazer sela pra mim, ou você sobe ou desce, mas na minha casa você não mora mais.” Nessa discussão, minha mãe entrou no meio e disse que eu nem subia nem descia, que eu iria ficar em casa. Nem saí de casa nem fiz mais sela pra ele. Agradeço até hoje por minha mãe ter me defendido.
Montava a sela durante a semana e às quintas levava pra feira. Às vezes vendia, outras não. Era um sofrimento que se fosse pra escrever dava um livro. Deixei de ser humilhada pelo meu pai, mas quando chegava na feira, cansada depois de trabalhar a noite toda, os homens ficavam perguntando quanto era a sela, pedindo desconto. Diziam: “Ali tem uma do mesmo jeito só que mais barata.” Aí eu dizia: “Compre, vá comprar. Eu levo de volta pra casa.” Desde pequena eu aprendi a me defender, aprendi que a vida é difícil. O mundo é difícil, e você tem que lutar pelo que você quer. Já trabalhei para selarias em que precisava trabalhar 20 horas por dia. Acordava às cinco da manhã e ia até meia-noite trabalhando. Não conseguia dividir meu tempo, trabalhava muito.

Hoje, eu faço o que eu gosto e para quem me valoriza. Trabalho para duas lojas, uma em Cachoeirinha-PE e outra em Santa Luzia-PB. Uma sela minha custa 1000 reais. Meus clientes brigam pelas minhas selas. Digo que se você achar o encontro das costuras em uma delas, eu lhe dou uma de volta. Ninguém encontra. Sou muito perfeccionista. Porque se eu vir qualquer probleminha, desmancho e faço tudo de novo. Só consigo fazer duas selas por semana. Quando mando para as selarias, vai do Brasil e pro mundo. O céu é o limite.
Minha tenda fica no primeiro andar da minha casa, que divido com uma amiga. Prefiro chamar amiga porque é fofo, mas ela é minha companheira. Eu a conheci em 1999. Se você perguntasse para mim se eu faria tudo de novo, eu diria que sim. Encontraria ela do mesmo jeito, passaria os mesmos perrengues. Foi difícil, mas eu não desisto do que eu quero.
Se eu ganhasse na Mega-Sena e ficasse milionária, eu ainda falaria de onde eu saí. Toda cidade tem alguma coisa, Cachoeirinha tem o couro e o aço. Tudo que eu tenho, todos sonhos que eu já realizei e os que eu vou realizar, são só por conta da minha arte. Eu poderia até fazer outra coisa, mas eu amo o que faço. A vida toda trabalhei. Nunca tive férias. Tenho 47 anos. Daqui pra frente o que ganhar é lucro. Quero comprar um carro, viajar, conhecer Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha, a Europa. O que a gente não pode é deixar de sonhar. Sonhar e trabalhar para realizar.
Meu nome é Helena Macêdo. Sou fabricante de sela de vaquejada e tenho essa profissão há 32 anos. É uma coisa que eu gosto, que eu amo de paixão. Não trabalho só pelo dinheiro. Gosto das coisas impossíveis.
Adaptado de: https://piaui.folha.uol.com.br/montada-nasela-do-impossivel/
Acessado em: 20/09/2022.
Leia a tirinha a seguir:

É possível afirmar que a reflexão proposta pela
tirinha de Armandinho dialoga com o seguinte
fragmento de texto:
I - A construção do texto baseia-se na comparação entre o primeiro sutiã e o primeiro cigarro, destacando o que cada um acarreta de efeitos prejudiciais.
II - A palavra gente é usada no título, no início e no fim do texto, com sentido de nós, mas ao longo do texto é usada a primeira pessoa do plural, primordialmente.
III - No segundo e no terceiro parágrafos, é mostrada a reação do organismo humano ao primeiro cigarro e o descaso a essa reação.
Está correto o que se afirma em
I - Países em que a injustiça acontece fortemente, mas que apresentam um sistema político e social firme, não têm suas estruturas sociais abaladas.
II - A existência da exclusão e da desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos é razão pela qual a violência perdura.
III - Enquanto não houver igualdade de condições a todos os seus habitantes, um país não garante a inexistência da violência.
IV - Um futuro sem agressão e guerra pode ser vislumbrado para os países que ainda têm parte de seu povo na periferia, em condições precárias.
Estão corretas as afirmativas

Na China (onde mais?), um novo museu remete à história do filme e série de ficção Westworld, em que robôs “perfeitamente” humanos convivem com seu criador, praticamente indissociáveis.
O EX Future and Science Museum, na cidade de Dalian, expõe humanóides que em outras partes do mundo seriam vendidos como protótipos de inteligência artificial, de tão perfeitos. Um scaner possibilita pegar qualquer pessoa e reproduzi-la por meio de uma impressora 3D, a ponto de ter veias, linhas nas mãos e até aqueles pelos que ficam aparentes quando nos arrepiamos. E os robôs e imagens se movimentam se o espectador colocar uma luva e começar a “atuar”.
A pele é feita de silicone biônico com graduação médica, segundo o vice-presidente do museu, Yang Jianguo. E neste mês eles apresentaram dois novos robôs que fazem parte da experiência: versões sintéticas de Albert Einstein e Steve Jobs.
Ricardo Ivanov. Revista IstoÉ Dinheiro. “Museu dos
robôs-humanos”. 11 de março de 2022. Edição nº 1264.
Na China (onde mais?), um novo museu remete à história do filme e série de ficção Westworld, em que robôs “perfeitamente” humanos convivem com seu criador, praticamente indissociáveis.
O EX Future and Science Museum, na cidade de Dalian, expõe humanóides que em outras partes do mundo seriam vendidos como protótipos de inteligência artificial, de tão perfeitos. Um scaner possibilita pegar qualquer pessoa e reproduzi-la por meio de uma impressora 3D, a ponto de ter veias, linhas nas mãos e até aqueles pelos que ficam aparentes quando nos arrepiamos. E os robôs e imagens se movimentam se o espectador colocar uma luva e começar a “atuar”.
A pele é feita de silicone biônico com graduação médica, segundo o vice-presidente do museu, Yang Jianguo. E neste mês eles apresentaram dois novos robôs que fazem parte da experiência: versões sintéticas de Albert Einstein e Steve Jobs.
Ricardo Ivanov. Revista IstoÉ Dinheiro. “Museu dos
robôs-humanos”. 11 de março de 2022. Edição nº 1264.
"Em algumas épocas do ano, há mais microplástico do que larva de peixe em suspensão na água junto com o plâncton", comenta o ecólogo marinho Mário Barletta, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que assina, pelo menos, 10 trabalhos mencionados pelo relatório.
Assinale a alternativa que apresenta o correto significado da expressão em destaque do texto: