Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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I. “A população brasileira é composta por 56,2% de pretos e pardos.” (8º§) II. “O analfabetismo para a população negra é de 11,8% – maior que a média de toda população brasileira (8,7%). Dos jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham, mais de 60% são negros, de acordo com o IBGE.” (9º§)
O autor lança mão de alguns dados de pesquisa com o propósito, sobretudo, de:
Analise a seguinte passagem do texto.
“O poeta Affonso Romano descreveu muito bem o Brasil: ‘Uma coisa é um país, outra um fingimento. Uma coisa é um país, outra um monumento. Uma coisa é um país, outra o aviltamento. Há 500 anos estupramos livros e mulheres. Há 500 anos somos pretos de alma branca’.” (10º§)
Considerando as informações apresentadas nesse excerto, avalie as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. “Os versos do poema de Affonso Romano remetem às origens históricas da escravidão no Brasil, cuja herança se materializou, ao longo do tempo, nas mais variadas formas de racismo, sobretudo, de cunho estrutural e institucional.”
PORQUE
II. “Após a abolição, a ausência do poder público na integração da população negra, por meio do fornecimento de condições materiais e políticas para sua participação em uma sociedade livre, resultou em um perverso sistema de marginalização, que perdura até os dias atuais.”
Assinale a alternativa correta.
De acordo com o texto:
Fonte: https://rockcontent.com/br/talent- blog/ditados-populares/. Acesso em: 20 dez. 2022.
Considerando o que foi apresentado, assinale a opção correta:
I. Um sistema econômico deve dar resposta a quatro perguntas básicas. II. Explicitam-se no texto essas quatro perguntas básicas. III. As respostas a essas quatro perguntas básicas indicarão a eficácia de um sistema econômico.
Essas orações articulam-se com correção e clareza no seguinte período:
MARINHO, Fernando. Texto dissertativo argumentativo. Português. Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/otexto-dissertativo-argumentativo--- modalidade-requisitada-concursosvestibulares-.html. Acesso em: 20 dez. 2022.
O texto dissertativo-argumentativo tem sua estrutura dividida em três – introdução, argumentação e conclusão.
porque
Este tipo de texto tem como objetivo central a formação de opinião do leitor. Assim, ele é caracterizado por tentar convencer ou persuadir o interlocutor da mensagem através da argumentação.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
O DISCÍPULO
de Oscar Wilde
Quando Narciso morreu o lago de seu prazer mudou de uma taça de águas doces para uma taça de lágrimas salgadas, e as oréades vieram chorando pela mata com a esperança de cantar e dar conforto ao lago.
E quando elas viram que o lago havia mudado de uma taça de águas doces para uma taça de lágrimas salgadas, elas soltaram as verdes tranças de seus cabelos e clamaram: "Nós entendemos você chorar assim por Narciso, tão belo ele era."
"E Narciso era belo?", disse o lago.
"Quem pode sabê-lo melhor que você?", responderam as oréades. "Por nós ele mal passava, mas você ele procurava, e deitava em suas margens e olhava para você, e no espelho de suas águas ele refletia sua própria beleza."
E o lago respondeu, "Mas eu amava Narciso porque, quando ele deitava em minhas margens e olhava para mim, no espelho de seus olhos eu via minha própria beleza refletida”.
OSCAR, Wilde. O discípulo. Cultura digital. Disponível em: https://www.culturagenial.com/contoscurtos-para-ler-agora-mesmo/. Acesso em: 20 dez. 2022.
Considerando o que foi apresentado, assinale
a opção correta:

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/- zNm9dqfWx28/TzA2_CLijCI/AAAAAAA AGRo/XtJQqjdWFcU/s400/selosfacebook-frases+%252810%2529.jpg. Acesso em: 20 dez. 2022.
II A partir das informações da charge, a personagem entrevistada demonstra valorizar mais outras línguas do que a Língua Portuguesa.
III A expressão “Aí varêia!!!”, presente na última fala da entrevistada é típica de hipercorreção, uma das formas de utilização da linguagem.
IV A partir domínio linguístico apresentado pela personagem entrevistada, é possível perceber que ela não demonstrou apropriada adequação vocabular em Língua Portuguesa.
É correto apenas o que se afirma em:
Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.
A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmera, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmera a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. "Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar", dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.
A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu... O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sair. E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer! O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era "Dutifri", mas ele não sabia.
– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e... A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício... – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir…
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 37-38.
I O motivo da fotografia na narrativa era evidente: fazer um registro com todos em volta do casal idoso, sendo que o patriarca estava prestes a morrer.
II O caráter humorístico da história se dá pois, enquanto a família discutia suas diferenças, o senhorzinho só queria mesmo acabar com aquele momento desconfortável.
III O patriarca não se importa de fato com o registro da foto, por isso afirmou que sua presença ficaria "implícita", ou seja, ficaria oculta, mas subentendida na foto.
IV A crônica em questão revela diversas facetas de cada personagem, deixando evidente sentimentos como harmonia, confiança, orgulho e sinceridade.
É correto apenas o que se afirma em: