Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A expressão após a vírgula estabelece com a anterior uma relação semântica de:
No trecho, a palavra “como” pode ser substituída, mantendo o sentido global da frase, pela seguinte expressão:
Gato aparece em coletiva do Brasil e assessor é criticado por jeito de retirá-lo
O felino invadiu o local enquanto Vinicius Júnior falava com a imprensa e acabou sendo retirado da bancada pelo assessor de comunicação da entidade, Vinicius Rodrigues.
Um convidado que não estava nos planos da CBF roubou a cena durante a entrevista coletiva desta quarta-feira (7) da seleção brasileira: um gato. O felino invadiu o local enquanto Vinicius Júnior falava com a imprensa e acabou sendo retirado da bancada pelo assessor de comunicação da entidade, Vinicius Rodrigues. O jeito que o assessor pegou o gato, porém, rendeu alguns comentários negativos por parte de torcedores nas redes sociais. Ao mesmo tempo, outros internautas saíram em defesa do funcionário da CBF. "Para que jogar o gato assim? (não importa que o bicho caia em pé). Não custava nada pegar numa boa e colocá-lo no chão", criticou um deles. "Que maldade jogar o gato desse jeito", acrescentou. Outros torcedores, porém, alegaram que Vinicius Rodrigues pegou o gato exatamente do jeito que é recomendado, sem machucá-lo. Disponível em: https://www.gazetasp.com.br/gazeta-online/gato-aparece-em-coletivado-brasil-e-assessor-e-criticado-por-jeito-de/1118230/
A partir do texto, o que se pode inferir sobre a situação e a atuação do assessor?
I. O local onde aconteceu a coletiva deveria ter sido vistoriado com cautela antes da realização do evento para evitar esse tipo de “surpresa” (convidado inesperado).
II. A atuação do assessor foi adequada e gerou elogios por parte dos defensores de animais.
III. A coletiva do jogador Vinicius Júnior foi ritual/protocolar e foi ofuscada pelo incidente com o gato.
IV. Faltou tato e timing do assessor para lidar com a situação. Não bastasse o jeito com que o gato foi retirado da bancada, o assessor retirou o gato no meio da resposta do jogador à pergunta de um jornalista.
V. O assessor deveria ter soltado uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido.
As afirmativas mais adequadas são:
Milly Lacombe
Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.
Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.
Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.
Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.
Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.
Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.
Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.
Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.
O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.

Disponível em: https://www.facebook.com/mulher30/ Acesso em: 18 dez. 2022.
Ao ler a tirinha, percebe-se que o que fez com que a personagem se sentisse
vingada foi