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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.873 questões

Q2126137 Português
     Em vez de um nude, o fetiche é receber uma foto íntima de azulejo.
   De repente, meu celular vibra. Entra notificação de mensagem com foto. Retruco com emoji de coração, mas alguém espia por cima do meu ombro e se espanta. "Que é isso? Te enviaram retrato de um ... mictório?". Sim, bem imundo. Tosco. Ogríssimo. No detalhe, porém, o foco gentil em azulejos de florzinha.
   Toda semana recebo registros assim, de quem conhece minha paixão pela vida íntima desses quadradinhos. Eles, que não estão expostos no MoMA, mas nos frontispícios das residências antigas. Revestindo de nobreza aqueles botecos onde cliente ainda é recebido com cerveja e ovo cor-de-rosa.
   Não existe argamassa mais terna para conectar ladrilhos e pessoas. Segundo o Iphan, há 47.873 peças na fachada do Palácio Capanema, no centro do Rio. Vinicius de Moraes, inclusive, fez poema a respeito. Tem noção do que é pular Carnaval e poder se encostar num legítimo Portinari? Fosse durante o calor de um beijo ou no apoio necessário à amarração de um cadarço de tênis. Debaixo de chuva e de sol, arte literalmente ao alcance do povo. Depois, encoberta pelo imenso tapume que embarreirou por anos a nossa cultura.
    Eu, que estive diante dos girassóis de Van Gogh, quantas vezes não me flagrei mais comovida num cemitério de azulejos, ao avistar os ramalhetes esmaecidos que forravam paredes da casa onde nasci.
   Numa época em que tanta gente prefere ser porcelanato retificado de fábrica ao invés de azulejo exposto ao tempo, acho reconfortante que exista uma Escadaria Selarón. No coração da Lapa carioca, a escadaria é formada por 215 degraus de um mosaico caótico e exuberante.
   “Se essa rua fosse minha”, diz a cantiga de roda, “eu mandava ladrilhar”. E mandava mesmo. No mictório, por trás do tapume, do alto de tantas insensibilidades, sempre haverá algo de “sublime” em meio à rudeza. Uma florzinha, um toque de humanidade, um quê de banheiro de tia-avó.

(Bia Braune. Adaptado).
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que a autora 
Alternativas
Q2125928 Português
   A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
   O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume — direi mesmo: de ressentimento ou ódio — “o” ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
   A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações. O que eles pretendem, se bem analiso o sentimento difuso e confuso dos moços, é conviver com o pai, sem obedecer-lhe por obrigação compulsória, fundada em dependência econômica. É fazer do pai o companheiro, a quem desculpam ser mais velho que eles (alegada barreira para o entendimento), e que, por ser mais velho, deve atenuar essa inconveniência procurando assimilar novo estilo de vida e nova tábua de valores, embora ainda pouco nítidos, mas em processo “iniludível” de afirmação.
   O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender. Isto lhe poupará, sem dúvida, o risco de ser eliminado da sociedade futura, com a oficialização do filho de laboratório, planejado por tecnocratas insensíveis à graça e à emoção de gerar pelas próprias entranhas o acontecimento da vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Adaptado).
Analise o trecho abaixo para responder à questão.

“O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender”. 

O trecho apresenta um quadro como uma metáfora do assunto de que a crônica trata. Assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação do que a moldura representa nessa metáfora.
Alternativas
Q2125927 Português
   A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
   O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume — direi mesmo: de ressentimento ou ódio — “o” ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
   A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações. O que eles pretendem, se bem analiso o sentimento difuso e confuso dos moços, é conviver com o pai, sem obedecer-lhe por obrigação compulsória, fundada em dependência econômica. É fazer do pai o companheiro, a quem desculpam ser mais velho que eles (alegada barreira para o entendimento), e que, por ser mais velho, deve atenuar essa inconveniência procurando assimilar novo estilo de vida e nova tábua de valores, embora ainda pouco nítidos, mas em processo “iniludível” de afirmação.
   O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender. Isto lhe poupará, sem dúvida, o risco de ser eliminado da sociedade futura, com a oficialização do filho de laboratório, planejado por tecnocratas insensíveis à graça e à emoção de gerar pelas próprias entranhas o acontecimento da vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Adaptado).
Com relação ao posicionamento que o autor assume nessa crônica, é correto afirmar que ele 
Alternativas
Q2125897 Português
Tomando por base o excerto da matéria abaixo exposta, responda à questão.


NADAALÉM DO NECESSÁRIO


No quiet quitting, nova e ruidosa tendência do mundo corporativo, o funcionário cumpre apenas o que foi estabelecido pelo contrato de trabalho – nem mais, nem menos


        “O trabalho dignifica o homem.” A máxima do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) perdura há mais de um século como a mais nobre definição sobre o termo que, a rigor, deriva do latim tripalium, que designava um instrumento de tortura. O conceito parece estar cada vez mais embaralhado em tempos pós-pandêmicos. A Covid-19 alterou para sempre a dinâmica corporativa, normalizou o home office e escancarou a necessidade de priorizar o bem-estar. Especialmente no começo do surto, funcionários esticaram a jornada por temer a demissão. [...] A conta chegou com efeitos devastadores à saúde física e mental dos sobreviventes. Nesse contexto, surgiu uma alternativa inusitada: o quiet quitting, algo como “desistência silenciosa”, em tradução livre.
             Não se trata exatamente de uma tendência consolidada, mas de uma ideia que ganhou tração nas redes sociais, especialmente no Tik Tok, depois que Zaid Khan, um engenheiro de 24 anos, passou a detalhar seu propósito. [...]
         Por trás disso tudo está um termo em inglês mundialmente conhecido: o burnout, que desde 1º de janeiro é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional. A pane pode acometer qualquer funcionário e deve ser tratada com urgência. [...]
         A consagração do trabalho remoto ou híbrido impôs novos desafios: é possível treinar um estagiário à distância com a mesma eficiência? Para Priscyla Queiroz, analista de recrutamento e seleção do CIEE, trata-se de um caminho sem volta. [...]
       O conceito, ressalve-se, é recauchutado. Em 1996, o sociólogo suíço Johannes Siegrist documentou a necessidade de equilíbrio entre esforço e recompensa no ambiente do trabalho. A falta de reciprocidade pode desencadear uma série de emoções negativas.[...]
         As maiores corporações estão atentas. Há inclusive implicações legais para quem negligenciar a saúde de seus colaboradores.
[...]
         Os especialistas entrevistados por Veja afirmaram que o termo quiet quitting não é o mais adequado, por não se tratar de desistência do trabalho e por não ser uma reação silenciosa, às escondidas. O mérito de Zaid Khan e de seus seguidores foi, na verdade, trazer a questão para o centro dos debates. O segredo é encontrar o equilíbrio.

(Luiz Felipe Castro/Veja, 14/09/22)
Analise as proposições abaixo elencadas, que tratam da relação entre os recursos linguísticos – emprego das classes de palavras e estruturas oracionais – e o sentido do texto, e as avalie como (V) verdadeiras ou (F) falsas.

( ) No sub-título, os adjetivos RUIDOSA e INUSITADA adjuntos de “tendência” e “alternativa”, na caracterização do quiet quitting, reforçam a obscuridade ou incerteza do novo conceito e o fato de ser um fenômeno que chama a atenção.
( ) Os substantivos MÁXIMA e CONCEITO, no parágrafo que inicia o texto, funcionam como recursos de referência, encapsulando o conteúdo expresso na citação que abre o texto: o trabalho como algo dignificante/edificante.
( ) O uso do adjetivo RECAUCHUTADO, em “o conceito, ressalve-se, é recauchutado”, referindo-se ao quiet quitting, favorece a inferência de que a discussão em torno do fenômeno está propensa a falhar.
( ) O último parágrafo faz menção à insatisfação dos entrevistados por Veja em relação ao quiet quitting, o que é justificado por duas estruturas causais que sinalizam o fato de a iniciativa do engenheiro Zaid Khan motivar a inquietação dos seguidores, levando-os a abandonarem os empregos.

A sequência de avaliação CORRETA é: 
Alternativas
Q2125893 Português
Após a leitura da matéria exposta em Superinteressante (set/22), responda à questão.


A quantidade de dinheiro de papel já está diminuindo?


Está, sim. Existem R$ 323,5 bilhões na forma de cédulas e moedas no Brasil (85% circulando, 15% nos cofres dos bancos). Só que já foi mais. Em janeiro de 2021, havia R$ 368,5 bilhões. E esse foi o recorde histórico – dali em diante, a quantidade passou a cair. “Culpa” do Pix, que estreou em novembro de 2020. Note que o dinheiro físico representa uma quantidade ínfima do total de reais na economia. Contando depósitos em conta corrente, fundos, títulos públicos, etc., há R$ 10,1 trilhões. Ou seja: só 3,2% da grana existe na forma de cédulas e moedas. O resto é tudo bit. Entre as notas, a mais popular é a de R$ 50. São 2,5 bilhões de unidades, que representam 130 bilhões. As moedas, juntas, somam só R$ 10,8 bilhões. A quantidade de dinheiro de papel varia porque os bancos entregam ao Banco Central as notas muito gastas que chegam à boca do caixa. O BC, então, devolve a quantia na forma de dinheiro eletrônico. E os bancos só pedem mais cédulas se precisarem. Como a demanda por saques está caindo, eles têm pedido cada vez menos.
As relações semânticas entre as unidades informacionais que formam o texto tornam-se mais claras quando da existência de elementos de conexão. A respeito desses itens, apenas uma afirmação dentre as mencionadas na sequência NÃO é válida. Indique-a. 
Alternativas
Q2125749 Português
Como funciona o cérebro dos gênios

  O que está por trás das mentes que criaram a Teoria da Relatividade Especial, escreveram Hamlet e compuseram A Flauta Mágica?
   Nada indica que dentro da cabeça de Albert Einstein, William Shakespeare ou Wolfgang Amadeus Mozart houvesse mais do que eu e você também temos: uma massa de pouco mais de 1 kg composta principalmente de gordura, água, proteínas, carboidratos e sais.
   Mesmo assim, essas mentes nos deixaram obras e contribuições inigualáveis.
   Saber o que acontece dentro da cabeça de um gênio é motivo de fascinação para cientistas e curiosos há séculos. Várias teorias sobre o funcionamento de seus cérebros foram esboçadas sem chegar a conclusões definitivas.
   Parte do problema é que essas pesquisas se deparam com um obstáculo fundamental. É que já é um pouco tarde para estudar as mentes de gênios famosos que morreram há séculos, como Isaac Newton ou Ludwig van Beethoven.
   No entanto, nos últimos anos estudos encontraram um modus operandi comum na mente de pessoas altamente criativas.

    O que é um gênio?

   Antes de tentarmos navegar pelas mentes dos prodígios mais famosos da história, vamos primeiro estabelecer o que é exatamente um gênio.
   “Uma definição de gênio é alguém que fez contribuições originais e duradouras para a civilização humana, sejam descobertas científicas ou de criatividade artística”, explica Dean Keith Simonton, professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia.
   “Outra definição especifica um QI alto e outra é usada para designar crianças superdotadas”, acrescenta Simonton.
   Na mesma linha, Craig Wright, Ph.D. em musicologia e professor da Universidade de Yale, observa que um gênio é “aquele com a capacidade de pensar com perspicácia e implementar esses pensamentos no mundo real, tendo um impacto na direção do pensamento e atividade humana”.
  “O gênio humano está ligado à alta criatividade”. “É o que Mozart, Shakespeare ou Einstein parecem ser; indivíduos com grandes capacidades criativas que mudam os rumos da humanidade há séculos”.

    Conexões cerebrais

   Como parece improvável que o cérebro de um gênio seja diferente do de uma pessoa de inteligência normal, os neurocientistas se concentraram em investigar como diferentes áreas do cérebro são ativadas ao gerar ideias.
   Wright associa o gênio humano a uma alta capacidade criativa. E para essa qualidade que une alguns dos gênios mais revolucionários da história, existem estudos mais conclusivos.
   Roger Beaty, especialista em neurociência cognitiva da Universidade de Harvard, liderou várias dessas investigações. Especificamente, o pensamento criativo ocorre dentro de três redes. Sua equipe determinou que pessoas altamente criativas tinham melhor comunicação entre essas redes.

   Confronto entre gênio e QI

   A lógica nos diz que um gênio tem um QI acima da média.
   Estima-se que Mozart, por exemplo, tinha um QI entre 150 e 155 pontos. Um nível que sem dúvida lhe confere a distinção de gênio.
   Mas não se trata apenas disso, pelo menos na visão de Simonton.
   “Nem todos os gênios têm QIs excepcionais, e nem todas as pessoas com QI alto alcançam conquistas que os qualifiquem como gênios”, diz ele.
   Simonton lembra um estudo clássico de crianças com alto QI que foram testadas para ver se alguma vez ganhariam um Nobel quando adultas. Nenhum o fez.
   “No entanto, duas crianças que foram rejeitadas por terem pontuações baixas na amostra receberam o Nobel quando cresceram”, diz Simonton.
   “Acho que a educação e a genética influenciam a inteligência e a criatividade de uma pessoa. Há evidências de que você nasce com eles, mas também pode treiná-los”, diz Beaty.
   Neste caso, melhor o quanto antes e com a maior liberdade possível.
   “O mais importante é manter a motivação e evitar decepções. Trabalhe para que os indivíduos expressem todas as suas habilidades e não os classifique primeiro em um campo específico”, diz Wright.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzxd7w8dyo.
Acesso em 01.03.2023).
De acordo com o texto, os gênios 
Alternativas
Q2125748 Português
Como funciona o cérebro dos gênios

  O que está por trás das mentes que criaram a Teoria da Relatividade Especial, escreveram Hamlet e compuseram A Flauta Mágica?
   Nada indica que dentro da cabeça de Albert Einstein, William Shakespeare ou Wolfgang Amadeus Mozart houvesse mais do que eu e você também temos: uma massa de pouco mais de 1 kg composta principalmente de gordura, água, proteínas, carboidratos e sais.
   Mesmo assim, essas mentes nos deixaram obras e contribuições inigualáveis.
   Saber o que acontece dentro da cabeça de um gênio é motivo de fascinação para cientistas e curiosos há séculos. Várias teorias sobre o funcionamento de seus cérebros foram esboçadas sem chegar a conclusões definitivas.
   Parte do problema é que essas pesquisas se deparam com um obstáculo fundamental. É que já é um pouco tarde para estudar as mentes de gênios famosos que morreram há séculos, como Isaac Newton ou Ludwig van Beethoven.
   No entanto, nos últimos anos estudos encontraram um modus operandi comum na mente de pessoas altamente criativas.

    O que é um gênio?

   Antes de tentarmos navegar pelas mentes dos prodígios mais famosos da história, vamos primeiro estabelecer o que é exatamente um gênio.
   “Uma definição de gênio é alguém que fez contribuições originais e duradouras para a civilização humana, sejam descobertas científicas ou de criatividade artística”, explica Dean Keith Simonton, professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia.
   “Outra definição especifica um QI alto e outra é usada para designar crianças superdotadas”, acrescenta Simonton.
   Na mesma linha, Craig Wright, Ph.D. em musicologia e professor da Universidade de Yale, observa que um gênio é “aquele com a capacidade de pensar com perspicácia e implementar esses pensamentos no mundo real, tendo um impacto na direção do pensamento e atividade humana”.
  “O gênio humano está ligado à alta criatividade”. “É o que Mozart, Shakespeare ou Einstein parecem ser; indivíduos com grandes capacidades criativas que mudam os rumos da humanidade há séculos”.

    Conexões cerebrais

   Como parece improvável que o cérebro de um gênio seja diferente do de uma pessoa de inteligência normal, os neurocientistas se concentraram em investigar como diferentes áreas do cérebro são ativadas ao gerar ideias.
   Wright associa o gênio humano a uma alta capacidade criativa. E para essa qualidade que une alguns dos gênios mais revolucionários da história, existem estudos mais conclusivos.
   Roger Beaty, especialista em neurociência cognitiva da Universidade de Harvard, liderou várias dessas investigações. Especificamente, o pensamento criativo ocorre dentro de três redes. Sua equipe determinou que pessoas altamente criativas tinham melhor comunicação entre essas redes.

   Confronto entre gênio e QI

   A lógica nos diz que um gênio tem um QI acima da média.
   Estima-se que Mozart, por exemplo, tinha um QI entre 150 e 155 pontos. Um nível que sem dúvida lhe confere a distinção de gênio.
   Mas não se trata apenas disso, pelo menos na visão de Simonton.
   “Nem todos os gênios têm QIs excepcionais, e nem todas as pessoas com QI alto alcançam conquistas que os qualifiquem como gênios”, diz ele.
   Simonton lembra um estudo clássico de crianças com alto QI que foram testadas para ver se alguma vez ganhariam um Nobel quando adultas. Nenhum o fez.
   “No entanto, duas crianças que foram rejeitadas por terem pontuações baixas na amostra receberam o Nobel quando cresceram”, diz Simonton.
   “Acho que a educação e a genética influenciam a inteligência e a criatividade de uma pessoa. Há evidências de que você nasce com eles, mas também pode treiná-los”, diz Beaty.
   Neste caso, melhor o quanto antes e com a maior liberdade possível.
   “O mais importante é manter a motivação e evitar decepções. Trabalhe para que os indivíduos expressem todas as suas habilidades e não os classifique primeiro em um campo específico”, diz Wright.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzxd7w8dyo.
Acesso em 01.03.2023).
Sobre o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2125747 Português
Como funciona o cérebro dos gênios

  O que está por trás das mentes que criaram a Teoria da Relatividade Especial, escreveram Hamlet e compuseram A Flauta Mágica?
   Nada indica que dentro da cabeça de Albert Einstein, William Shakespeare ou Wolfgang Amadeus Mozart houvesse mais do que eu e você também temos: uma massa de pouco mais de 1 kg composta principalmente de gordura, água, proteínas, carboidratos e sais.
   Mesmo assim, essas mentes nos deixaram obras e contribuições inigualáveis.
   Saber o que acontece dentro da cabeça de um gênio é motivo de fascinação para cientistas e curiosos há séculos. Várias teorias sobre o funcionamento de seus cérebros foram esboçadas sem chegar a conclusões definitivas.
   Parte do problema é que essas pesquisas se deparam com um obstáculo fundamental. É que já é um pouco tarde para estudar as mentes de gênios famosos que morreram há séculos, como Isaac Newton ou Ludwig van Beethoven.
   No entanto, nos últimos anos estudos encontraram um modus operandi comum na mente de pessoas altamente criativas.

    O que é um gênio?

   Antes de tentarmos navegar pelas mentes dos prodígios mais famosos da história, vamos primeiro estabelecer o que é exatamente um gênio.
   “Uma definição de gênio é alguém que fez contribuições originais e duradouras para a civilização humana, sejam descobertas científicas ou de criatividade artística”, explica Dean Keith Simonton, professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia.
   “Outra definição especifica um QI alto e outra é usada para designar crianças superdotadas”, acrescenta Simonton.
   Na mesma linha, Craig Wright, Ph.D. em musicologia e professor da Universidade de Yale, observa que um gênio é “aquele com a capacidade de pensar com perspicácia e implementar esses pensamentos no mundo real, tendo um impacto na direção do pensamento e atividade humana”.
  “O gênio humano está ligado à alta criatividade”. “É o que Mozart, Shakespeare ou Einstein parecem ser; indivíduos com grandes capacidades criativas que mudam os rumos da humanidade há séculos”.

    Conexões cerebrais

   Como parece improvável que o cérebro de um gênio seja diferente do de uma pessoa de inteligência normal, os neurocientistas se concentraram em investigar como diferentes áreas do cérebro são ativadas ao gerar ideias.
   Wright associa o gênio humano a uma alta capacidade criativa. E para essa qualidade que une alguns dos gênios mais revolucionários da história, existem estudos mais conclusivos.
   Roger Beaty, especialista em neurociência cognitiva da Universidade de Harvard, liderou várias dessas investigações. Especificamente, o pensamento criativo ocorre dentro de três redes. Sua equipe determinou que pessoas altamente criativas tinham melhor comunicação entre essas redes.

   Confronto entre gênio e QI

   A lógica nos diz que um gênio tem um QI acima da média.
   Estima-se que Mozart, por exemplo, tinha um QI entre 150 e 155 pontos. Um nível que sem dúvida lhe confere a distinção de gênio.
   Mas não se trata apenas disso, pelo menos na visão de Simonton.
   “Nem todos os gênios têm QIs excepcionais, e nem todas as pessoas com QI alto alcançam conquistas que os qualifiquem como gênios”, diz ele.
   Simonton lembra um estudo clássico de crianças com alto QI que foram testadas para ver se alguma vez ganhariam um Nobel quando adultas. Nenhum o fez.
   “No entanto, duas crianças que foram rejeitadas por terem pontuações baixas na amostra receberam o Nobel quando cresceram”, diz Simonton.
   “Acho que a educação e a genética influenciam a inteligência e a criatividade de uma pessoa. Há evidências de que você nasce com eles, mas também pode treiná-los”, diz Beaty.
   Neste caso, melhor o quanto antes e com a maior liberdade possível.
   “O mais importante é manter a motivação e evitar decepções. Trabalhe para que os indivíduos expressem todas as suas habilidades e não os classifique primeiro em um campo específico”, diz Wright.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzxd7w8dyo.
Acesso em 01.03.2023).
“Antes de tentarmos navegar pelas mentes ‘dos prodígios’ mais famosos da história, vamos primeiro estabelecer o que é exatamente um gênio”. O trecho destacado se refere
Alternativas
Q2125638 Português
A Canoa

Em um largo rio de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

O advogado pergunta ao barqueiro:
– Companheiro, você entende de leis?
– Não – respondeu o barqueiro.
E o advogado, compadecido:
– É uma pena, você perdeu metade da vida.
A professora entra na conversa:
– Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
– Também não – respondeu o barqueiro.
– Que pena! Você perdeu metade de sua vida.
Nesse momento chega uma onda bastante forte e vira o barco. O barqueiro, preocupado, pergunta:
– Vocês sabem nadar?
– Não! – responderam o advogado e a professora.
– Então – disse o barqueiro – é uma pena. Vocês perderam toda a vida!

(Paulo Freire. https://ejaemais.blogspot.com/2017/07/textos-para-eja.html. Adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que o barqueiro atravessava as pessoas 
Alternativas
Q2125637 Português
A Canoa

Em um largo rio de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

O advogado pergunta ao barqueiro:
– Companheiro, você entende de leis?
– Não – respondeu o barqueiro.
E o advogado, compadecido:
– É uma pena, você perdeu metade da vida.
A professora entra na conversa:
– Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
– Também não – respondeu o barqueiro.
– Que pena! Você perdeu metade de sua vida.
Nesse momento chega uma onda bastante forte e vira o barco. O barqueiro, preocupado, pergunta:
– Vocês sabem nadar?
– Não! – responderam o advogado e a professora.
– Então – disse o barqueiro – é uma pena. Vocês perderam toda a vida!

(Paulo Freire. https://ejaemais.blogspot.com/2017/07/textos-para-eja.html. Adaptado).
De acordo com o texto, apenas o barqueiro
Alternativas
Q2125123 Português
O Curupira perdeu a força do mito

             O Curupira é uma entidade mitológica do folclore brasileiro, tão antiga que o Padre José de Anchieta já o citava em 1560. Sua lenda alerta ao povo brasileiro sobre a proteção das matas e dos animais. Dizem que ele emite assovios horripilantes para assustar e confundir caçadores que não respeitam o período de procriação dos animais e caçam além do que necessitam para se alimentar, além de proteger as florestas dos lenhadores que derrubam árvores de forma predatória.
            O Curupira tem os pés virados para trás para confundir com suas pegadas os malfeitores que, ao segui-lo, afastam-se cada vez mais para o centro da floresta e são confundidos com ilusões que os deixam perdidos e enlouquecidos.
        No tempo de José de Anchieta, eram apenas os caçadores e lenhadores. Hoje, além deles, são madeireiros, barrageiros, mineradores, garimpeiros, agronegociadores e principalmente legisladores.
      O Curupira há muito não consegue mais confundir os garimpeiros e mineradores que, com equipamentos mais sofisticados, multiplicam por muitas vezes a velocidade de exploração dos minerais da Amazônia a ponto de suplantar a capacidade de degradação natural de seus rejeitos tóxicos, transferindo como herança para as futuras gerações verdadeiros “cemitérios” de metais pesados nas proximidades da maior bacia hidrográfica do planeta.
           Os mitos e lendas da Amazônia, tal como o Curupira, vêm sendo triturados e liquefeitos pelas serras, turbinas, fornos e engrenagens que nos últimos 50 anos promovem o “desenvolvimento” da Amazônia. Quanto mais se fala em sustentabilidade, a impressão que fica é a de que menos se pratica. Espero que haja tempo para uma reflexão da sociedade sobre o futuro que queremos, para que nossos mitos e lendas tenham algum significado para as futuras gerações.

(Fonte: EMBRAPA - adaptado.)
De acordo com o texto, o que é o Curupira? 
Alternativas
Q2125122 Português
O Curupira perdeu a força do mito

             O Curupira é uma entidade mitológica do folclore brasileiro, tão antiga que o Padre José de Anchieta já o citava em 1560. Sua lenda alerta ao povo brasileiro sobre a proteção das matas e dos animais. Dizem que ele emite assovios horripilantes para assustar e confundir caçadores que não respeitam o período de procriação dos animais e caçam além do que necessitam para se alimentar, além de proteger as florestas dos lenhadores que derrubam árvores de forma predatória.
            O Curupira tem os pés virados para trás para confundir com suas pegadas os malfeitores que, ao segui-lo, afastam-se cada vez mais para o centro da floresta e são confundidos com ilusões que os deixam perdidos e enlouquecidos.
        No tempo de José de Anchieta, eram apenas os caçadores e lenhadores. Hoje, além deles, são madeireiros, barrageiros, mineradores, garimpeiros, agronegociadores e principalmente legisladores.
      O Curupira há muito não consegue mais confundir os garimpeiros e mineradores que, com equipamentos mais sofisticados, multiplicam por muitas vezes a velocidade de exploração dos minerais da Amazônia a ponto de suplantar a capacidade de degradação natural de seus rejeitos tóxicos, transferindo como herança para as futuras gerações verdadeiros “cemitérios” de metais pesados nas proximidades da maior bacia hidrográfica do planeta.
           Os mitos e lendas da Amazônia, tal como o Curupira, vêm sendo triturados e liquefeitos pelas serras, turbinas, fornos e engrenagens que nos últimos 50 anos promovem o “desenvolvimento” da Amazônia. Quanto mais se fala em sustentabilidade, a impressão que fica é a de que menos se pratica. Espero que haja tempo para uma reflexão da sociedade sobre o futuro que queremos, para que nossos mitos e lendas tenham algum significado para as futuras gerações.

(Fonte: EMBRAPA - adaptado.)
Sobre o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2125012 Português
Texto 2:

Entrevista


Virgílio Almeida: Pensador do mundo digital
Cientista da computação alerta para o risco de a internet e suas ferramentas digitais
 aumentarem a discriminação e a desigualdade social.


Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP
Edição 319
set. 2022

       Ao longo deste ano e até abril do próximo, o engenheiro e cientista da computação Virgílio Augusto Fernandes Almeida vai examinar, como pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), as vantagens e as desvantagens da interação entre as pessoas e os algoritmos, que captam e filtram informações da internet, selecionam notícias, recomendam filmes, decidem sobre a qualidade do tratamento médico para cada paciente, enfim, influenciam e, por vezes, moldam a ação humana e a organização social (ver Pesquisa FAPESPno 266).
       Professor emérito do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor associado do Centro Berkman Klein para Internet e Sociedade, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ele tem olhado há anos com desconfiança para os algoritmos – mais recentemente, com colegas da ciência política. Como secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), cargo que ocupou entre 2011 e 2016, e coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), esse mineiro de Belo Horizonte participou da elaboração das regras que organizaram o mundo digital no país e acompanhou a gestação do Marco Civil da Internet, aprovado em 2014.
              [...]
             Já há princípios nessa nova ordem digital?
        Alguns países estão formulando regras. A União Europeia criou uma legislação, a Digital Service Act, que ainda não entrou em vigor. A Alemanha definiu o que é conteúdo ilegal on-line; o país já tinha uma regulação voltada ao off-line, por causa do nazismo. Um fundamento na Europa é: os direitos e as responsabilidades off-line têm de permanecer no on-line. No Brasil, o PL 2.630 [Projeto de Lei nº 2.630/20, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet] estabelece esses limites, mas parou no Congresso. O que tenho visto é que as crises que fazem as coisas andarem. O Marco Civil da Internet saiu depois que o Edward Snowden vazou informações de segurança dos Estados Unidos em 2013 e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais depois do caso da Cambridge Analítica [empresa britânica que em 2014 recolheu informações de até 87 milhões de usuários do Facebook e as utilizou para influenciar a opinião de eleitores em vários países]. As regras também têm de ter uma dosagem porque, se você define certos conteúdos como ilegais, pode ser que as empresas de tecnologia, com receio de multas ou de penalidades, se antecipem, comecem a barrá-los e passem a exercer censura política ou econômica.

       Para governar o espaço digital, temos de reunir todos os participantes, governo, empresas e sociedade civil

           [...]
           O que é a neutralidade de rede?
      As comunicações na internet utilizam protocolos chamados TCP/IP [protocolo de controle de transmissão/protocolo da internet]. Os conteúdos são quebrados em pequenos pacotes e transitam pela rede. Têm origem e destino. A neutralidade de rede implica que as empresas por onde passam os pacotes não podem tratar diferentemente os pacotes em razão da origem ou do destino. Elas têm que ser neutras, não podem interferir. Na época isso era importante porque estabelecia que uma empresa de telecomunicação não poderia bloquear o Skype, por exemplo, mesmo se concorresse com o serviço dela de voz. Outra preocupação é que essas empresas não poderiam dar um tratamento especial a um determinado serviço ou outro.

        Quero identificar formas de colaboração que preservem a individualidade e não deixem o algoritmo fazer tudo

           As empresas aceitaram a neutralidade?
      Foi uma negociação difícil, mas o Marco Civil da Internet dava uma garantia às empresas, porque gerou um ambiente estável e seguro. Estava na lei que qualquer conteúdo só poderia ser removido com uma ordem judicial. Se não fosse o marco civil, a confusão na eleição de 2018 poderia ser ainda maior, porque um político poderia querer tirar da internet um conteúdo que o desagradasse. O Brasil foi um dos pioneiros na neutralidade de rede e na organização multissetorial da internet. Tínhamos um prestígio imenso. À NETmundial, compareceram 1.100 pessoas, de mais de 100 países, ministros de Estado e 100 jornalistas internacionais. Os debates eram ao vivo e havia 30 hubs internacionais. Os grupos discutiam os temas sempre em salas separadas e a tela onde se faziam as alterações de textos era projetada para todo mundo ver o que estava sendo operado. Nas reuniões formais, tinha um palco grande com quatro microfones: um para representantes dos governos, um para o setor privado, um para a sociedade civil e outro para a comunidade técnica e acadêmica. Se alguém de um governo falava, o próximo não poderia ser de outro governo, teria de esperar os representantes dos outros três setores. 
 
Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br.
A entrevista em foco consegue reunir duas pessoas, com o objetivo de alertar sobre o uso de ferramentas digitais. Acerca do diálogo estabelecido, assinale a sequência CORRETA de (V) verdadeiro e (F) falso. 

I- O entrevistador do texto procura estabelecer um diálogo com seu entrevistado e marca essa interação, por exemplo, com o uso de perguntas.
II- A autoridade social do entrevistado é apresentada, sobretudo, nos parágrafos iniciais da entrevista.
III- O diálogo recupera a informação de que Virgílio Augusto Fernandes Almeida participou da elaboração do Marco Civil da Internet.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q2125009 Português
Texto 1:

Por que temos boas ideias no chuveiro? A ciência explica
Você se sente mais criativo no banho? É lá que surgem as respostas para os seus problemas? Entenda o que há por trás desses momentos de epifania.

Por Leo Caparroz
7 out 2022

        O matemático grego Arquimedes talvez seja o primeiro e mais famoso exemplo do chamado “shower effect” – “efeito banho” ou “efeito do chuveiro”, nome dado àquela criatividade que parece surgir naturalmente assim que abrimos o shampoo e a água quente começa a cair.
          A história: Arquimedes teria recebido uma difícil tarefa de um rei – atestar se a sua coroa tinha realmente a quantidade de ouro que foi dada ao artesão. Sem ideia de como fazer isso, o matemático teria entrado em uma banheira e percebido que o volume de água que subia era igual ao volume de seu corpo. Eureca: para descobrir o volume (e, consequentemente, a densidade) da coroa, bastava reproduzir o processo e jogá-la n'água. Problema resolvido.
          Milhares de anos depois do banho de Arquimedes, um grupo de pesquisadores resolveu destrinchar o “efeito do chuveiro” e para entender se ele existe, de fato, e como funciona. Em seu estudo, publicado na revista Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, da Associação Americana de Psicologia, eles explicam o que o efeito significa para nossa mente, o que provavelmente o ativa – e como podemos usá-lo a nosso favor.
             A epifania vivenciada sob o chuveiro é consequência da natureza despretensiosa da tarefa. Segundo a pesquisa, o “shower effect” acontece quando nos engajamos em algo que não demanda muito da nossa cognição – como caminhar, praticar jardinagem e, claro, tomar banho. Ao deixarmos nossa mente vagar livremente (mas não tão livre a ponto de ficar distraída), estaríamos mais propensos a pensar em algo inovador e criativo.
              [...]
          “Imagine que você está empacado em um problema. O que você faz?”, questiona Irving. “Provavelmente não será algo absurdamente chato como ver tinta secar. Em vez disso, você faz algo que te deixa ocupado, como caminhar ou tomar banho. Atividades que sejam moderadamente envolventes.” Então, fica o conselho: se estiver precisando de uma dose extra de criatividade, caminhar até a padaria ou tomar um banho pode, realmente, te ajudar na epifania que você precisa.  

Fonte: https://super.abril.com.br/.

O artigo de Leo Caparroz apresenta características (fatores) de textualidade, as quais possibilitam a configuração desse escrito como um texto e, assim, como um objeto complexo. Acerca dessas características, assinale a seguir a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q2125008 Português
Texto 1:

Por que temos boas ideias no chuveiro? A ciência explica
Você se sente mais criativo no banho? É lá que surgem as respostas para os seus problemas? Entenda o que há por trás desses momentos de epifania.

Por Leo Caparroz
7 out 2022

        O matemático grego Arquimedes talvez seja o primeiro e mais famoso exemplo do chamado “shower effect” – “efeito banho” ou “efeito do chuveiro”, nome dado àquela criatividade que parece surgir naturalmente assim que abrimos o shampoo e a água quente começa a cair.
          A história: Arquimedes teria recebido uma difícil tarefa de um rei – atestar se a sua coroa tinha realmente a quantidade de ouro que foi dada ao artesão. Sem ideia de como fazer isso, o matemático teria entrado em uma banheira e percebido que o volume de água que subia era igual ao volume de seu corpo. Eureca: para descobrir o volume (e, consequentemente, a densidade) da coroa, bastava reproduzir o processo e jogá-la n'água. Problema resolvido.
          Milhares de anos depois do banho de Arquimedes, um grupo de pesquisadores resolveu destrinchar o “efeito do chuveiro” e para entender se ele existe, de fato, e como funciona. Em seu estudo, publicado na revista Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, da Associação Americana de Psicologia, eles explicam o que o efeito significa para nossa mente, o que provavelmente o ativa – e como podemos usá-lo a nosso favor.
             A epifania vivenciada sob o chuveiro é consequência da natureza despretensiosa da tarefa. Segundo a pesquisa, o “shower effect” acontece quando nos engajamos em algo que não demanda muito da nossa cognição – como caminhar, praticar jardinagem e, claro, tomar banho. Ao deixarmos nossa mente vagar livremente (mas não tão livre a ponto de ficar distraída), estaríamos mais propensos a pensar em algo inovador e criativo.
              [...]
          “Imagine que você está empacado em um problema. O que você faz?”, questiona Irving. “Provavelmente não será algo absurdamente chato como ver tinta secar. Em vez disso, você faz algo que te deixa ocupado, como caminhar ou tomar banho. Atividades que sejam moderadamente envolventes.” Então, fica o conselho: se estiver precisando de uma dose extra de criatividade, caminhar até a padaria ou tomar um banho pode, realmente, te ajudar na epifania que você precisa.  

Fonte: https://super.abril.com.br/.

O texto em questão consegue desenvolver um raciocínio, o qual possibilita ao seu leitor ativar vários conhecimentos, mediante um equilíbrio variável entre: repetição (retroação) e progressão textuais. Com base nisso, assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) A relação título-texto estabelecida demonstra como uma investigação científica foi desenvolvida a partir de acontecimentos do senso comum.
( ) O texto apresenta o objetivo de popularizar o conhecimento científico, por meio da divulgação do chuveiro patenteado pela revista Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts.
( ) O uso da palavra epifania, no quarto parágrafo, acontece em uma estratégia de referenciação, a qual é responsável por retomar a temática da criatividade e possibilitar sua progressão textual.
( ) O uso da palavra epifania, na última linha do texto, não compõe uma progressão textual, porque se encontra na conclusão do artigo e há outro tema desenvolvido depois.

Marque a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q2125007 Português
Texto 1:

Por que temos boas ideias no chuveiro? A ciência explica
Você se sente mais criativo no banho? É lá que surgem as respostas para os seus problemas? Entenda o que há por trás desses momentos de epifania.

Por Leo Caparroz
7 out 2022

        O matemático grego Arquimedes talvez seja o primeiro e mais famoso exemplo do chamado “shower effect” – “efeito banho” ou “efeito do chuveiro”, nome dado àquela criatividade que parece surgir naturalmente assim que abrimos o shampoo e a água quente começa a cair.
          A história: Arquimedes teria recebido uma difícil tarefa de um rei – atestar se a sua coroa tinha realmente a quantidade de ouro que foi dada ao artesão. Sem ideia de como fazer isso, o matemático teria entrado em uma banheira e percebido que o volume de água que subia era igual ao volume de seu corpo. Eureca: para descobrir o volume (e, consequentemente, a densidade) da coroa, bastava reproduzir o processo e jogá-la n'água. Problema resolvido.
          Milhares de anos depois do banho de Arquimedes, um grupo de pesquisadores resolveu destrinchar o “efeito do chuveiro” e para entender se ele existe, de fato, e como funciona. Em seu estudo, publicado na revista Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, da Associação Americana de Psicologia, eles explicam o que o efeito significa para nossa mente, o que provavelmente o ativa – e como podemos usá-lo a nosso favor.
             A epifania vivenciada sob o chuveiro é consequência da natureza despretensiosa da tarefa. Segundo a pesquisa, o “shower effect” acontece quando nos engajamos em algo que não demanda muito da nossa cognição – como caminhar, praticar jardinagem e, claro, tomar banho. Ao deixarmos nossa mente vagar livremente (mas não tão livre a ponto de ficar distraída), estaríamos mais propensos a pensar em algo inovador e criativo.
              [...]
          “Imagine que você está empacado em um problema. O que você faz?”, questiona Irving. “Provavelmente não será algo absurdamente chato como ver tinta secar. Em vez disso, você faz algo que te deixa ocupado, como caminhar ou tomar banho. Atividades que sejam moderadamente envolventes.” Então, fica o conselho: se estiver precisando de uma dose extra de criatividade, caminhar até a padaria ou tomar um banho pode, realmente, te ajudar na epifania que você precisa.  

Fonte: https://super.abril.com.br/.

Analise o conteúdo do Texto 1 e selecione a/s proposição/ções CORRETA/s:


I- O artigo de divulgação científica exposto utiliza recursos intertextuais de forma recorrente e consegue, pois, manter a coerência da prática comunicativa desse gênero de texto.

II- O artigo faz uso de intertextualidade, mediante a utilização de vozes de outras pessoas e menção a outros textos.

III- “Imagine que você está empacado em um problema. O que você faz?” difere de intertextualidade.

IV- Esse artigo repele o uso de intertextualidade, em prol do desenvolvimento de argumentos de autoridade.


É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q2124982 Português
Caminhada diária pode prevenir até 10% das mortes prematuras, indica estudo.

     Não é necessário ser um atleta ou praticar esportes para sentir os benefícios do exercício físico — encaixar uma caminhada acelerada na sua rotina pode ser o bastante, sugere uma análise feita por pesquisadores do Reino Unido.
     O estudo descobriu que se todo mundo fizesse apenas 11 minutos de atividade física por dia (o que equivaleria a cerca de 75 minutos por semana), uma em cada 10 mortes prematuras poderia ser evitada.
      A maioria das pessoas não consegue praticar o mínimo recomendado de 150 minutos de exercício por semana. Mas, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Cambridge, praticar algum exercício é melhor do que não fazer nada.
      O NHS, serviço público de saúde britânico, recomenda que todo mundo faça de 150 a 300 minutos de atividade física que aumente a frequência cardíaca toda semana — ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana, aquela que faz você respirar com dificuldade.
     A equipe de pesquisa analisou centenas de estudos anteriores sobre os benefícios da atividade física e concluiu que praticar metade da quantidade recomendada poderia prevenir um em cada 20 casos de doença cardiovascular e aproximadamente um em 30 casos de câncer.
    Isso equivale a 75 minutos por semana — ou 11 minutos por dia — andando de bicicleta, caminhando em ritmo acelerado, fazendo trilha, dançando ou jogando tênis. Praticar essa quantidade de exercício é suficiente para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas e derrames em 17% e câncer em 7%, sugerem os resultados.
     O exercício regular reduz a gordura corporal e a pressão arterial, ao mesmo tempo em que melhora o condicionamento físico, o sono e a saúde do coração em longo prazo.

(Fonte: BBC - adaptado.) 
Conforme o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2124677 Português
Leia o texto a seguir:

As crianças precisam voltar a brincar mais

Um estudo recente, realizado no Reino Unido, mostrou o impacto que a pandemia causou na saúde das crianças. Por lá, as restrições para tentar combater a contaminação por Covid-19 foram bastante severas e implicaram o fechamento de parques e escolas.

Isso fez com que as crianças se tornassem mais sedentárias, já que não havia espaços adequados para a prática de atividades onde elas pudessem gastar toda energia.

O estudo em questão, que mostrou como ficou a saúde das crianças após o isolamento, foi realizado por quatro universidades britânicas que avaliaram crianças na faixa etária entre 8 e 10 anos de idade.

Durante as avaliações os pesquisadores descobriram que 51% das crianças foram classificadas como “inaptas” (em comparação com 35% esperado) e 47% estavam acima do peso ou obesas (em comparação com os 33% usuais).

Os pesquisadores verificaram também que a massa corporal das crianças aumentou em média 6,8 kg, o que corresponde a aproximadamente duas vezes a quantidade esperada neste período de tempo. Logo, podemos observar claramente como o sedentarismo é prejudicial para a saúde das crianças.

A verdade é que a pandemia veio reforçar algo que já é fato há muito tempo. A atividade física é uma necessidade real para as crianças, e os pais devem ficar atentos a isso.

Várias pesquisas já mostraram outros dados alarmantes sobre isso.

Para que você tenha uma ideia, além do estudo realizado no Reino Unido atestando a necessidade urgente das crianças realizarem atividades físicas, uma revisão de mais de 50 estudos científicos, que avaliaram 22 mil crianças em todo o planeta, mostrou que vem reduzindo a quantidade de exercícios feitos por crianças na faixa de quatro e cinco anos de idade.

A revisão mostrou também que essas crianças vêm fazendo, em média, 4 a 5 minutos a menos de exercícios por ano (o que pode até parecer pouco, mas na média, não é).

Além disso, a Organização Mundial da Saúde estima que 80% das crianças entre 11 e 17 anos não cumprem a recomendação diária de 1 hora de exercícios.

Não é segredo para ninguém o quanto os exercícios físicos são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo. Mas, no caso específico das crianças, sabe-se que mesmo os exercícios das mais novas – de 3 a 5 anos de idade – já é suficiente para melhorar o condicionamento cardiovascular, rigidez arterial e pressão arterial.

            Mas afinal, qual exercício as crianças devem fazer?

A resposta é simples… Aqueles que elas sempre fizeram!

Correr, pular, brincar e praticar esportes é o suficiente para que seus filhos fiquem mais saudáveis agora e no futuro.

Afinal, se exercitar agora não apenas ajuda a ter mais saúde depois... Também cria hábitos saudáveis que podem durar a vida toda!

Então, tente ao máximo estimular que as crianças sob sua responsabilidade não fiquem sedentárias. Promova atividades em que elas possam se movimentar, gastar energia e, acima de tudo, se divertir!

Esse é um caminho importante para uma Supersaúde!


Fonte: https://www.jb.com.br/colunistas/saude-e-alimentacao/2022/12/1041406- as-criancas-precisam-voltar-a-brincar-mais.html. Acesso em 02/01/2023. Adaptação
Por meio da leitura do texto, pode-se inferir que:
Alternativas
Q2124533 Português
Na lanchonete, a garota na outra mesa sorri.
O rapaz na mesa em frente sorri também.
Dois jovens encantadores!
Um momento lindo?

Não sorriem um para o outro.
Sorriem olhando para seus celulares.

Sorriem para quem está a quilômetros de distância,
e sequer imaginam a felicidade que poderia ser
se sorrissem um para o outro ...

(Augusto Branco. https://www.pensador.com/
textos_para_jovens_e_adultos/. Adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que a garota e o rapaz estão
Alternativas
Respostas
12141: D
12142: B
12143: D
12144: E
12145: D
12146: B
12147: D
12148: A
12149: D
12150: B
12151: A
12152: B
12153: D
12154: A
12155: D
12156: D
12157: C
12158: B
12159: B
12160: A