Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2122474 Português
O gigolô das palavras


        Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
       Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com gramática.) A gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em gramática pura.
       Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas —isto eu disse —vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo à custa delas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo de roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
       Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras. 8. ed. Porto Alegre:
L&PM, 1982. Fragmento.)
Para o autor do texto, o que é a gramática?
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Q2122358 Português
A mulher ramada

      Verde claro, verde escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde claro, verde escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
      E via carruagens chegando, silhuetas de damas arrastando os mantos nas aleias, cavaleiros partindo para a caça.
       Mas a ele, no canto mais afastado do jardim, que a seus cuidados cabia, ninguém via. Plantando, podando, cuidando do chão, confundia-se quase com suas plantas, mimetizava-se com as estações. E se às vezes, distraído, murmurava sozinho alguma coisa, sua voz não se entrelaçava à música distante que vinha dos salões, mas se deixava ficar por entre as folhas, sem que ninguém a viesse colher.
        Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
        No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
        Foi preciso esperar. Mas ele, que há tanto esperava, não tinha pressa. E quando os primeiros, tênues galhos despontaram, carinhosamente os podou, dispondo-se a esperar novamente, até que outra brotação se fizesse mais forte.
       Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
       O jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
        – Bom dia, Rosamulher.
      Agora levantando a cabeça do trabalho, não procurava mais a distância. Voltava-se para ela, sorria, contava o longo silêncio da sua vida. E quando o vento batia no jardim, agitando os braços verdes, movendo a cintura, ele todo se sentia vergar de amor, como se o vento o agitasse por dentro.
      Acabou o verão, fez-se inverno. A neve envolveu com seu mármore a mulher ramada. Sem plantas para cuidar, agora que todas descansavam, ainda assim o jardineiro ia todos os dias visitá-la. Viu a neve fazer-se gelo. Viu o gelo desfazer-se em gotas. E um dia em que o sol parecia mais morno do que de costume, viu de repente, na ponta dos dedos esgalhados, surgir a primeira brotação na primavera.
      Em pouco, o jardim vestiu o cetim das folhas novas. Em cada tronco, em cada haste, em cada pedúnculo, a seiva empurrou para fora pétalas e pistilos. E mesmo no escuro da terra os bulbos acordaram, espreguiçando-se em pequenas pontas verdes.
    Mas enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira. Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
     De tanto contrariar a primavera, adoeceu porém o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
    Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando- -se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava.
      Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosamulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
       Então docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou.
     E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
    Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.

(COLASANTI, Marina. A mulher ramada. In: ________. Doze reis e a moça no labirinto do vento. São Paulo: Global, 2006. p. 22-28.)
“Mas enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira. Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.” (13º§). Considerando a relação homem/mulher, o excerto anterior permite inferir que o jardineiro se revela como um homem
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Q2122356 Português
A mulher ramada

      Verde claro, verde escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde claro, verde escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
      E via carruagens chegando, silhuetas de damas arrastando os mantos nas aleias, cavaleiros partindo para a caça.
       Mas a ele, no canto mais afastado do jardim, que a seus cuidados cabia, ninguém via. Plantando, podando, cuidando do chão, confundia-se quase com suas plantas, mimetizava-se com as estações. E se às vezes, distraído, murmurava sozinho alguma coisa, sua voz não se entrelaçava à música distante que vinha dos salões, mas se deixava ficar por entre as folhas, sem que ninguém a viesse colher.
        Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
        No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
        Foi preciso esperar. Mas ele, que há tanto esperava, não tinha pressa. E quando os primeiros, tênues galhos despontaram, carinhosamente os podou, dispondo-se a esperar novamente, até que outra brotação se fizesse mais forte.
       Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
       O jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
        – Bom dia, Rosamulher.
      Agora levantando a cabeça do trabalho, não procurava mais a distância. Voltava-se para ela, sorria, contava o longo silêncio da sua vida. E quando o vento batia no jardim, agitando os braços verdes, movendo a cintura, ele todo se sentia vergar de amor, como se o vento o agitasse por dentro.
      Acabou o verão, fez-se inverno. A neve envolveu com seu mármore a mulher ramada. Sem plantas para cuidar, agora que todas descansavam, ainda assim o jardineiro ia todos os dias visitá-la. Viu a neve fazer-se gelo. Viu o gelo desfazer-se em gotas. E um dia em que o sol parecia mais morno do que de costume, viu de repente, na ponta dos dedos esgalhados, surgir a primeira brotação na primavera.
      Em pouco, o jardim vestiu o cetim das folhas novas. Em cada tronco, em cada haste, em cada pedúnculo, a seiva empurrou para fora pétalas e pistilos. E mesmo no escuro da terra os bulbos acordaram, espreguiçando-se em pequenas pontas verdes.
    Mas enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira. Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
     De tanto contrariar a primavera, adoeceu porém o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
    Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando- -se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava.
      Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosamulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
       Então docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou.
     E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
    Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.

(COLASANTI, Marina. A mulher ramada. In: ________. Doze reis e a moça no labirinto do vento. São Paulo: Global, 2006. p. 22-28.)
Com base na leitura do texto, é correto afirmar que o narrador da história é
Alternativas
Q2122226 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O peso dos ultraprocessados

Trabalhos recentes feitos no Brasil apontam uma associação estatística significativa entre o consumo em excesso de alimentos ultraprocessados e a ocorrência de mortes evitáveis, somada à aceleração do processo de declínio cognitivo na população brasileira. Um artigo publicado em novembro de 2022 na revista American Journal of Preventive Medicine estima que, em 2019, pelo menos 57 mil óbitos prematuros no país teriam sido causados pela ingestão em demasia de ultraprocessados. Outro estudo, que saiu em dezembro de 2022 na revista científica JAMA Neurology, sugere que o consumo exacerbado desse tipo de alimento acelera em 28% o declínio da cognição geral dos adultos.

Os alimentos ultraprocessados apresentam pouco do valor nutritivo de seus ingredientes originais. A categoria, genérica, abrange um conjunto de comidas às quais foram adicionados altos teores de açúcar, gordura, sal ou compostos químicos com a finalidade de aumentar sua durabilidade ou palatabilidade. Como exemplos desse tipo de alimento, figuram embutidos como salsicha, nugget de frango, bolacha recheada, refrigerante, salgadinho, sorvete e doces industrializados. Os ultraprocessados são altamente calóricos. Comer um hambúrguer congelado de 80 gramas (g), por exemplo, equivale a ingerir 25% da quantidade diária recomendada de gordura. Uma lata de refrigerante representa 12% do total de açúcar que deveria ser consumido por uma pessoa em 24 horas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como mortes prematuras aquelas que ocorrem entre 30 e 69 anos e, portanto, não estão associadas apenas à velhice. Acidentes de carro, homicídios, quedas, envenenamentos estão entre as causas mais comuns de óbitos preveníveis, além das chamadas doenças não transmissíveis, como os problemas cardíacos, a obesidade e o câncer.

A partir de uma modelagem epidemiológica, os pesquisadores calcularam o número de mortes não naturais ligadas ao consumo de ultraprocessados no Brasil em 2019. "Nossa modelagem considera como fator de risco para a ocorrência de mortes prematuras quanto uma população consome de ultraprocessados e associa esse dado à estimativa de risco e morte por todas as causas, segundo a literatura científica internacional", explica o biólogo Eduardo Nilson, pesquisador associado ao Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, da Universidade de São Paulo (Nupens-USP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília, autor principal do primeiro estudo.

O trabalho considerou a Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como indicador do nível de consumo de comidas ultraprocessadas no país. O levantamento estimou que o percentual diário da dieta composta por ultraprocessados varia entre 13% e 21% na população brasileira, de acordo com a idade e o sexo dos entrevistados. Esses dados, mais as informações do DataSUS, do Ministério da Saúde, permitiram estimar que cerca de 57 mil mortes prematuras estavam associadas, em 2019, ao consumo de ultraprocessados. O número equivale a 10,5% de todos os óbitos precoces de brasileiros no período. Se forem consideradas apenas as vítimas fatais atribuídas a doenças não transmissíveis, o consumo de alimentos industrializados responderia por uma fatia substancialmente maior: 21,8% dos óbitos dentro dessa categoria.

O artigo, que também contou com a colaboração de colegas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Católica do Chile, projeta, ainda, como seriam três cenários em que os brasileiros diminuíssem a média total de calorias obtidas por meio do consumo desse tipo de alimento pouco saudável. Reduzir em 10% o peso desses itens na dieta evitaria 5,9 mil mortes precoces. Uma redução de 20% pouparia 12 mil óbitos. Um corte mais significativo, de 50% no consumo de ultraprocessados, implicaria 29,3 mil vidas salvas por ano.

O segundo artigo indica ter encontrado uma associação do consumo excessivo de ultraprocessados com um problema mais sutil: uma piora da performance cognitiva. O grupo investigou se uma dieta farta em comida industrializada poderia acelerar o declínio dos domínios de faculdades mentais, sobretudo das chamadas funções executivas. Além de serem importantes para o raciocínio e a capacidade de resolver problemas, essas funções regulam habilidades ligadas à autonomia, como o controle consciente de ações, pensamentos e emoções.

Os dados do trabalho foram coletados entre 2008 e 2017 pelo Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa), que conta com financiamento da FAPESP e do Ministério da Saúde. Foram analisadas informações de 10.775 pessoas, de seis cidades brasileiras - as capitais do Sudeste, além de Porto Alegre e Salvador. Todos os voluntários eram funcionários universitários ativos ou aposentados com mais de 35 anos. A média de idade de todos os participantes era de 50,6 anos. Cada voluntário foi acompanhado por oito anos, em média, e avaliado em três momentos diferentes. Os participantes foram divididos em quatro grupos, de acordo com o nível de ingestão de comida industrializada.

O desempenho cognitivo de cada grupo foi colocado à prova em testes de cognição. Quem obtinha mais de 20% de suas calorias diárias comendo ultraprocessados apresentou uma taxa de declínio geral da cognição 28% mais rápida do que o grupo que retirava menos de 20% de sua energia por meio do consumo desse tipo de alimento. O declínio da função executiva, mais ligada ao controle dos pensamentos e das ações, foi 25% mais rápido nas pessoas que ingeriam muitos ultraprocessados. 

Os trabalhos que exploram a associação entre dois parâmetros, como o consumo de ultraprocessados e a ocorrência de doenças ou mortes, têm limitações. Eles indicam que há fortes correlações estatísticas de que a alteração de uma variável leva a mudanças na outra. No caso, a quantidade de comida industrializada ingerida parece influenciar no aparecimento de doenças e na quantidade de mortes prematuras. Esses estudos, no entanto, não conseguem demonstrar qual seria o mecanismo por trás dessa aparente correlação.

Retirado e adaptado de: ELER, Guilherme. O peso dos ultraprocessados. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-peso-dos-ultraprocessados/ Acesso em: 13 mar., 2023.

Leia atentamente a tirinha a seguir do personagem Armandinho, de Alexandre Beck:

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: br__obt44ec5jw11u11yqoo11_500png 02df967a292f042d514aa7f16577/tumblr_obt4ec5Ijw1u1iysqo1_500.png Acesso em 14 mar., 2023.


Em seguida, analise as afirmações sobre a tirinha. Marque V, para verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A linguagem verbal e a linguagem não verbal colaboram na construção de sentido do texto.


(__)O que causa o efeito de humor da tirinha é a incompreensão do menino sobre a relação entre os alimentos e a terra: estar sobre ou sob o chão.


(__)A tentativa de explicação do menino é decorrente de sua vontade de consumir alimentos menos saudáveis, como a bolacha.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q2122093 Português
Cuidados com a saúde no inverno

A sazonalidade de gripes, de resfriados e de outras infecções virais do sistema respiratório são ameaças comuns à saúde humana que ocorrem no inverno. No Brasil, essa estação do ano que começa no dia 21 de junho e termina no dia 23 de setembro é caracterizada por temperaturas mais baixas que favorecem a sobrevivência dos vírus.

Durante o inverno, também é comum ficarmos mais tempo em locais fechados para evitar o frio, o que dificulta a circulação do ar e facilita a transmissão de vírus e infecções respiratórias entre os indivíduos. A queda na temperatura faz com que o corpo precise de mais energia para se manter aquecido, aumentando a demanda sobre o sistema cardíaco e, eventualmente, agrava os problemas de coração.

O ar seco do inverno também tem sua parcela de culpa nas transmissões, pois as vias respiratórias ficam mais sensíveis, ressecadas e vulneráveis. Assim, a ocorrência de processos inflamatórios ou alérgicos é favorecida e a capacidade do corpo de se defender de invasores é menor.

É comum que as pessoas diminuam a sua exposição ao sol no inverno, o que resulta em uma menor produção de vitamina D e pode agravar sintomas depressivos.

É evidente, portanto, que no inverno as pessoas devem dedicar maiores cuidados à saúde, realizar visitas periódicas ao médico e manter os exames em dia, além de cultivar hábitos saudáveis e esforçar-se para ter uma boa alimentação.

Após ler o texto "Cuidados com a saúde no inverno", analise e julgue o item:


De acordo com o texto, no Brasil, as temperaturas mais baixas do inverno favorecem a sobrevivência dos vírus e estão relacionadas com os resfriados, as gripes e outros riscos à saúde.

Alternativas
Q2122092 Português
Cuidados com a saúde no inverno

A sazonalidade de gripes, de resfriados e de outras infecções virais do sistema respiratório são ameaças comuns à saúde humana que ocorrem no inverno. No Brasil, essa estação do ano que começa no dia 21 de junho e termina no dia 23 de setembro é caracterizada por temperaturas mais baixas que favorecem a sobrevivência dos vírus.

Durante o inverno, também é comum ficarmos mais tempo em locais fechados para evitar o frio, o que dificulta a circulação do ar e facilita a transmissão de vírus e infecções respiratórias entre os indivíduos. A queda na temperatura faz com que o corpo precise de mais energia para se manter aquecido, aumentando a demanda sobre o sistema cardíaco e, eventualmente, agrava os problemas de coração.

O ar seco do inverno também tem sua parcela de culpa nas transmissões, pois as vias respiratórias ficam mais sensíveis, ressecadas e vulneráveis. Assim, a ocorrência de processos inflamatórios ou alérgicos é favorecida e a capacidade do corpo de se defender de invasores é menor.

É comum que as pessoas diminuam a sua exposição ao sol no inverno, o que resulta em uma menor produção de vitamina D e pode agravar sintomas depressivos.

É evidente, portanto, que no inverno as pessoas devem dedicar maiores cuidados à saúde, realizar visitas periódicas ao médico e manter os exames em dia, além de cultivar hábitos saudáveis e esforçar-se para ter uma boa alimentação.

Após ler o texto "Cuidados com a saúde no inverno", analise e julgue o item:


O texto associa comportamentos como realizar visitas periódicas ao médico e esforçar-se para ter uma boa alimentação com uma maior expectativa de vida por parte de pessoas que tiveram gripe.
Alternativas
Q2122091 Português
Cuidados com a saúde no inverno

A sazonalidade de gripes, de resfriados e de outras infecções virais do sistema respiratório são ameaças comuns à saúde humana que ocorrem no inverno. No Brasil, essa estação do ano que começa no dia 21 de junho e termina no dia 23 de setembro é caracterizada por temperaturas mais baixas que favorecem a sobrevivência dos vírus.

Durante o inverno, também é comum ficarmos mais tempo em locais fechados para evitar o frio, o que dificulta a circulação do ar e facilita a transmissão de vírus e infecções respiratórias entre os indivíduos. A queda na temperatura faz com que o corpo precise de mais energia para se manter aquecido, aumentando a demanda sobre o sistema cardíaco e, eventualmente, agrava os problemas de coração.

O ar seco do inverno também tem sua parcela de culpa nas transmissões, pois as vias respiratórias ficam mais sensíveis, ressecadas e vulneráveis. Assim, a ocorrência de processos inflamatórios ou alérgicos é favorecida e a capacidade do corpo de se defender de invasores é menor.

É comum que as pessoas diminuam a sua exposição ao sol no inverno, o que resulta em uma menor produção de vitamina D e pode agravar sintomas depressivos.

É evidente, portanto, que no inverno as pessoas devem dedicar maiores cuidados à saúde, realizar visitas periódicas ao médico e manter os exames em dia, além de cultivar hábitos saudáveis e esforçar-se para ter uma boa alimentação.

Após ler o texto "Cuidados com a saúde no inverno", analise e julgue o item:

A maior sensibilidade, ressecamento e vulnerabilidade das vias respiratórias está relacionada com o favorecimento de processos inflamatórios ou alérgicos, de acordo com o texto.


Alternativas
Q2122090 Português
Cuidados com a saúde no inverno

A sazonalidade de gripes, de resfriados e de outras infecções virais do sistema respiratório são ameaças comuns à saúde humana que ocorrem no inverno. No Brasil, essa estação do ano que começa no dia 21 de junho e termina no dia 23 de setembro é caracterizada por temperaturas mais baixas que favorecem a sobrevivência dos vírus.

Durante o inverno, também é comum ficarmos mais tempo em locais fechados para evitar o frio, o que dificulta a circulação do ar e facilita a transmissão de vírus e infecções respiratórias entre os indivíduos. A queda na temperatura faz com que o corpo precise de mais energia para se manter aquecido, aumentando a demanda sobre o sistema cardíaco e, eventualmente, agrava os problemas de coração.

O ar seco do inverno também tem sua parcela de culpa nas transmissões, pois as vias respiratórias ficam mais sensíveis, ressecadas e vulneráveis. Assim, a ocorrência de processos inflamatórios ou alérgicos é favorecida e a capacidade do corpo de se defender de invasores é menor.

É comum que as pessoas diminuam a sua exposição ao sol no inverno, o que resulta em uma menor produção de vitamina D e pode agravar sintomas depressivos.

É evidente, portanto, que no inverno as pessoas devem dedicar maiores cuidados à saúde, realizar visitas periódicas ao médico e manter os exames em dia, além de cultivar hábitos saudáveis e esforçar-se para ter uma boa alimentação.

Após ler o texto "Cuidados com a saúde no inverno", analise e julgue o item:

Após a leitura do texto, fica evidente que durante o inverno a transmissão de vírus, as infecções respiratórias e os problemas de coração são mais comuns em todos os indivíduos, devido às características comuns desse período do ano.
Alternativas
Q2122089 Português
Cuidados com a saúde no inverno

A sazonalidade de gripes, de resfriados e de outras infecções virais do sistema respiratório são ameaças comuns à saúde humana que ocorrem no inverno. No Brasil, essa estação do ano que começa no dia 21 de junho e termina no dia 23 de setembro é caracterizada por temperaturas mais baixas que favorecem a sobrevivência dos vírus.

Durante o inverno, também é comum ficarmos mais tempo em locais fechados para evitar o frio, o que dificulta a circulação do ar e facilita a transmissão de vírus e infecções respiratórias entre os indivíduos. A queda na temperatura faz com que o corpo precise de mais energia para se manter aquecido, aumentando a demanda sobre o sistema cardíaco e, eventualmente, agrava os problemas de coração.

O ar seco do inverno também tem sua parcela de culpa nas transmissões, pois as vias respiratórias ficam mais sensíveis, ressecadas e vulneráveis. Assim, a ocorrência de processos inflamatórios ou alérgicos é favorecida e a capacidade do corpo de se defender de invasores é menor.

É comum que as pessoas diminuam a sua exposição ao sol no inverno, o que resulta em uma menor produção de vitamina D e pode agravar sintomas depressivos.

É evidente, portanto, que no inverno as pessoas devem dedicar maiores cuidados à saúde, realizar visitas periódicas ao médico e manter os exames em dia, além de cultivar hábitos saudáveis e esforçar-se para ter uma boa alimentação.

Após ler o texto "Cuidados com a saúde no inverno", analise e julgue o item:

Após a leitura do texto, pode-se inferir que uma menor exposição ao sol no inverno está relacionada a um possível agravamento de sintomas depressivos.
Alternativas
Q2122077 Português

Julgue o item a seguir.

Em “O estado brasileiro está engessado em dívidas e não consegue investir mais em saúde” o vocábulo “estado” refere-se ao conjunto de instituições que controlam e administram uma nação e, portanto, está corretamente escrito. 

Alternativas
Q2121789 Português

Bem-te-vi-rajado.

Imagem associada para resolução da questão


O bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus) tem o formato e o tamanho de um bem-te-vi, mas a plumagem é bastante diferente. Apesar de bem camuflado, é fácil encontrá-lo no meio das copas das árvores por causa do canto, que é um chamado repetitivo. Algumas pessoas associam a vocalização do bem-te-vi-rajado ao barulho de um soluço. Faz ninho em ocos de árvores, muitas vezes aproveitando buracos abertos anteriormente por pica-paus.

Disponível em: www.apassarinhologa.com.br (Com corte). 



De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2121517 Português
Leia o texto para responder a questão.

Centenários anónimos
O Outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam

Não sei se há estação mais nefasta do que o Outono, mas as estações são o que elas fizeram conosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O Outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando, com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrarme de como eram. Não consigo.
[...]

Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência, a máquina de escrever obriga-me a projectar as palavras no ar, como se projectava nas aulas de geometria descritiva. Muito rapidamente, basta uma pequena alteração, e percebo que não sei fazer aquilo que faço todos os dias.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais.
Sinto-o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
[...]

Djaimilia Pereira de Almeida. “Centenários anónimos”. In: Quatro cinco um. Novembro de 2022, p. 8. Adaptado.
Sobre o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2121516 Português
Leia o texto para responder a questão.

Centenários anónimos
O Outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam

Não sei se há estação mais nefasta do que o Outono, mas as estações são o que elas fizeram conosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O Outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando, com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrarme de como eram. Não consigo.
[...]

Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência, a máquina de escrever obriga-me a projectar as palavras no ar, como se projectava nas aulas de geometria descritiva. Muito rapidamente, basta uma pequena alteração, e percebo que não sei fazer aquilo que faço todos os dias.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais.
Sinto-o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
[...]

Djaimilia Pereira de Almeida. “Centenários anónimos”. In: Quatro cinco um. Novembro de 2022, p. 8. Adaptado.
Analisando as informações apresentadas, é correto afirmar que
Alternativas
Q2121514 Português
Leia o poema “Soneto ao mar africano” para responder a questão.


Ó grande Mar, que banhas estas plagas
Africanas, em ti ouço recados
Dum mundo a outro mundo, nos teus brados
De prantos, risos, orações e pragas!

Na dramática voz das tuas vagas,
Escuto os que, nos séculos passados,
Choraram nesse canto dos teus fados,
Cantaram nesse choro em que te alagas...

Na tua voz eu ouço o branco bravo,
Que semeou Portugal nestes recantos
Africanos, e ainda o Negro escravo

- ao mesmo tempo indômito e servil –
Que regou com seu sangue e com seus prantos
A semente fecunda do Brasil!

Geraldo Bessa Victor. In: FERREIRA, Manuel. (org.) No reino de Caliban II. Lisboa: Seara Nova, 1975; p.58.
Após a leitura atenta do poema do autor angolano Geraldo Bessa, pode-se afirmar corretamente que
Alternativas
Q2121512 Português
Leia o texto para responder a questão.


As motivações de uso dos sistemas técnicos são crescentemente estranhas ____ lógicas locais e mesmo nacionais; e ____ importância da troca na sobrevivência do grupo também cresce. Como o êxito no processo de comércio depende, em grande parte, da presença de sistemas técnicos eficazes, estes acabam por ser cada vez mais presentes. ____ razão do comércio, e não a razão da natureza, é que preside à sua instalação. Em outras palavras, sua presença torna-se crescentemente indiferente ____ condições preexistentes. A poluição e outras ofensas ambientais ainda não tinham esse nome, mas já são largamente notadas no século XIX nas grandes cidades inglesas e continentais. E a própria chegada ao campo das estradas de ferro suscita protesto. A reação antimaquinista, protagonizada pelos diversos ludismos, antecipa a batalha atual dos ambientalistas. O fenômeno, porém, era limitado. Eram poucos os países e regiões em que o progresso técnico podia instalar-se. E, mesmo nesses poucos, os sistemas técnicos vigentes eram geograficamente circunscritos, de modo que tanto seus efeitos estavam longe de ser generalizados, como a visão desses efeitos era, igualmente, limitada.

SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo, SP. EDUSP, 2002. Adaptado.

Ludismo ou luddismo: movimento, na Inglaterra do século XIX, contra à mecanização do trabalho, propondo a destruição das máquinas.
De acordo com as informações apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2121507 Português
Leia o texto para responder a questão.

Tenho a honra de comunicar que Vossa Senhoria foi sorteado(a) para servir como jurado(a) desta Vara do Júri e DEVERÁ COMPARECER neste Fórum (endereço acima), impreterivelmente no dia: __ DE _____ DE ____ ÀS 10:00 HORAS.

ATENÇÃO: A AUSÊNCIA INJUSTIFICADA DO JURADO ACARRETARÁ IMPOSIÇÃO DE MULTA, NO VALOR DE 1 A 10 SALÁRIOS-MÍNIMOS, NOS TERMOS DO ARTIGO 442 DO CÓGIGO DE PROCESSO PENAL.

Conforme determinado pela Portaria nº 10.134/2022, fica restabelecido o uso obrigatório de máscaras faciais.

OBS: Apresentar-se a qualquer portaria com esta convocação para entrada imediata nas dependências do fórum (não é permitida a entrada de homens trajando bermuda e mulheres trajando roupa curta).

OBS (1): Para quaisquer dúvidas ou pedidos de dispensa, enviar e-mail pelo endereço informado no cabeçalho desta correspondência com o seguinte assunto: “PLENÁRIO XX GRUPO (XX) – DÚVIDA – SEU NOME COMPLETO”

OBS (2): Será fornecido atestado no local.
Assinale a alternativa que analisa as informações apresentadas no texto corretamente.
Alternativas
Q2121505 Português
Leia o texto para responder a questão.

Tenho a honra de comunicar que Vossa Senhoria foi sorteado(a) para servir como jurado(a) desta Vara do Júri e DEVERÁ COMPARECER neste Fórum (endereço acima), impreterivelmente no dia: __ DE _____ DE ____ ÀS 10:00 HORAS.

ATENÇÃO: A AUSÊNCIA INJUSTIFICADA DO JURADO ACARRETARÁ IMPOSIÇÃO DE MULTA, NO VALOR DE 1 A 10 SALÁRIOS-MÍNIMOS, NOS TERMOS DO ARTIGO 442 DO CÓGIGO DE PROCESSO PENAL.

Conforme determinado pela Portaria nº 10.134/2022, fica restabelecido o uso obrigatório de máscaras faciais.

OBS: Apresentar-se a qualquer portaria com esta convocação para entrada imediata nas dependências do fórum (não é permitida a entrada de homens trajando bermuda e mulheres trajando roupa curta).

OBS (1): Para quaisquer dúvidas ou pedidos de dispensa, enviar e-mail pelo endereço informado no cabeçalho desta correspondência com o seguinte assunto: “PLENÁRIO XX GRUPO (XX) – DÚVIDA – SEU NOME COMPLETO”

OBS (2): Será fornecido atestado no local.
Após a leitura do texto apresentado, pode-se concluir corretamente que
Alternativas
Q2121504 Português

Leia a tirinha.

Imagem associada para resolução da questão

<https://tinyurl.com/bdcuccaa> Acesso em: 23.11.2022. Original colorido.


A construção de humor da tirinha se dá devido à

Alternativas
Q2121032 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Tartaruga “sorridente”, extinta há quase 20 anos, é recuperada por grupo de conservação da Ásia

A tartaruga-de-telhado-birmanesa, conhecida por tartaruga “sorridente”, estava na lista de animais extintos há quase 20 anos. A boa notícia é que, por causa de um projeto de conservação muito bem elaborado, a espécie foi trazida de volta.

O trabalho vem sendo realizado por conservacionistas da WCS, Turtle Survival Alliance (TSA), e do Departamento Florestal de Mianmar, país asiático. Eles descobriram que uma tartaruga “sorridente” foi comprada no mercado chinês em 2000 e conseguiram resgatar o animal.

Pouco tempo depois, o grupo descobriu mais animais da espécie em bancos de areia nos rios Dokhtawady e Chindwin, também em Mianmar.

De lá para cá, as únicas tartarugas “sorridentes” foram cuidadas em cativeiro, onde um projeto de conservação foi todo pensado e montado somente para que a espécie sobrevivesse e reproduzisse.

Os profissionais da WCS enfim notificaram a recuperação da espécie nesta semana. Hoje já existe uma população de aproximadamente mil tartarugas sob os cuidados do grupo.

Eles também divulgaram uma série de fotos mostrando as tartarugas birmanesas no criadouro, que fica na vila de Limpha, na região de Sagaing, em Mianmar.

Embora a boa notícia da recuperação da espécie, essas novas tartarugas foram geradas em cativeiro. Ainda haverá o processo de reinclusão do animal em seu habitat natural, que deve acontecer nos próximos meses.

A soltura também pode ser prejudicada pela caça à espécie, que foi exatamente o que causou a sua extinção.

O presidente da Turtle Survival Alliance, Rick Hudson, reconheceu que ainda faltam processos para que os cientistas possam determinar quais aspectos do meio ambiente precisam ser protegidos, evitando que a tartaruga não entre em extinção novamente.

Parte desse processo depende de nós, claro!

Disponível em: https://cutt.ly/DfFUWkx. Acesso em: 17 set. 2020 (adaptado).

Releia este trecho.


“Parte desse processo depende de nós, claro!”


Ao escrever que somos parte desse processo, o autor quer dizer que se deve

Alternativas
Q2121031 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Tartaruga “sorridente”, extinta há quase 20 anos, é recuperada por grupo de conservação da Ásia

A tartaruga-de-telhado-birmanesa, conhecida por tartaruga “sorridente”, estava na lista de animais extintos há quase 20 anos. A boa notícia é que, por causa de um projeto de conservação muito bem elaborado, a espécie foi trazida de volta.

O trabalho vem sendo realizado por conservacionistas da WCS, Turtle Survival Alliance (TSA), e do Departamento Florestal de Mianmar, país asiático. Eles descobriram que uma tartaruga “sorridente” foi comprada no mercado chinês em 2000 e conseguiram resgatar o animal.

Pouco tempo depois, o grupo descobriu mais animais da espécie em bancos de areia nos rios Dokhtawady e Chindwin, também em Mianmar.

De lá para cá, as únicas tartarugas “sorridentes” foram cuidadas em cativeiro, onde um projeto de conservação foi todo pensado e montado somente para que a espécie sobrevivesse e reproduzisse.

Os profissionais da WCS enfim notificaram a recuperação da espécie nesta semana. Hoje já existe uma população de aproximadamente mil tartarugas sob os cuidados do grupo.

Eles também divulgaram uma série de fotos mostrando as tartarugas birmanesas no criadouro, que fica na vila de Limpha, na região de Sagaing, em Mianmar.

Embora a boa notícia da recuperação da espécie, essas novas tartarugas foram geradas em cativeiro. Ainda haverá o processo de reinclusão do animal em seu habitat natural, que deve acontecer nos próximos meses.

A soltura também pode ser prejudicada pela caça à espécie, que foi exatamente o que causou a sua extinção.

O presidente da Turtle Survival Alliance, Rick Hudson, reconheceu que ainda faltam processos para que os cientistas possam determinar quais aspectos do meio ambiente precisam ser protegidos, evitando que a tartaruga não entre em extinção novamente.

Parte desse processo depende de nós, claro!

Disponível em: https://cutt.ly/DfFUWkx. Acesso em: 17 set. 2020 (adaptado).
De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Respostas
11461: A
11462: D
11463: D
11464: A
11465: C
11466: E
11467: C
11468: E
11469: C
11470: E
11471: C
11472: D
11473: D
11474: B
11475: E
11476: B
11477: D
11478: B
11479: A
11480: B