Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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TEXTO 2
Um certo jornalista perguntou a Gilbert Keith Chesterton, o famoso escritor e jornalista inglês, qual o único livro que gostaria de ter caso fosse parar numa ilha deserta. Por certo, esperava que ele citasse uma das grandes obras da literatura universal. Depois de uma pequena pausa, ele respondeu: "Já sei: Guia prático para a construção de navios"
Por outro lado, o filósofo francês Luc Ferry (que não é cristão) declarou que escolheria o Evangelho de João, constante no Novo Testamento.
Pensei, então, que livro eu próprio levaria para uma ilha deserta. Teria que ser um "clássico". Para Italo Calvino, um dos grandes escritores italianos do século XX, o clássico seria aquele livro que constitui uma riqueza para quem o tenha lido e amado e que "nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer". Como sou cristão, levaria o Antigo e o Novo Testamento completos. Para mim, são clássicos na real acepção da palavra. Nunca a sua leitura se esgota. Sempre há algo novo a ser percebido, mesmo que sejam lidos várias vezes.
(GONSALVES,
George.https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-literatura.
Acesso em 08/08/2023)
TEXTO 2
Um certo jornalista perguntou a Gilbert Keith Chesterton, o famoso escritor e jornalista inglês, qual o único livro que gostaria de ter caso fosse parar numa ilha deserta. Por certo, esperava que ele citasse uma das grandes obras da literatura universal. Depois de uma pequena pausa, ele respondeu: "Já sei: Guia prático para a construção de navios"
Por outro lado, o filósofo francês Luc Ferry (que não é cristão) declarou que escolheria o Evangelho de João, constante no Novo Testamento.
Pensei, então, que livro eu próprio levaria para uma ilha deserta. Teria que ser um "clássico". Para Italo Calvino, um dos grandes escritores italianos do século XX, o clássico seria aquele livro que constitui uma riqueza para quem o tenha lido e amado e que "nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer". Como sou cristão, levaria o Antigo e o Novo Testamento completos. Para mim, são clássicos na real acepção da palavra. Nunca a sua leitura se esgota. Sempre há algo novo a ser percebido, mesmo que sejam lidos várias vezes.
(GONSALVES,
George.https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-literatura.
Acesso em 08/08/2023)
TEXTO 2
Um certo jornalista perguntou a Gilbert Keith Chesterton, o famoso escritor e jornalista inglês, qual o único livro que gostaria de ter caso fosse parar numa ilha deserta. Por certo, esperava que ele citasse uma das grandes obras da literatura universal. Depois de uma pequena pausa, ele respondeu: "Já sei: Guia prático para a construção de navios"
Por outro lado, o filósofo francês Luc Ferry (que não é cristão) declarou que escolheria o Evangelho de João, constante no Novo Testamento.
Pensei, então, que livro eu próprio levaria para uma ilha deserta. Teria que ser um "clássico". Para Italo Calvino, um dos grandes escritores italianos do século XX, o clássico seria aquele livro que constitui uma riqueza para quem o tenha lido e amado e que "nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer". Como sou cristão, levaria o Antigo e o Novo Testamento completos. Para mim, são clássicos na real acepção da palavra. Nunca a sua leitura se esgota. Sempre há algo novo a ser percebido, mesmo que sejam lidos várias vezes.
(GONSALVES,
George.https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-literatura.
Acesso em 08/08/2023)
No texto, a sentença “já que o café arábica tem um custo mais elevado devido aos cuidados que precisa ter no cultivo” tem o mesmo significado da sentença da alternativa:
I - O autor do texto almeja descrever e diferenciar duas espécies típicas de café produzidas no cerrado brasileiro e, para isso, aponta algumas características de ambas.
II - O autor do texto almeja convencer o leitor a formular uma opinião favorável ou contrária ao sabor do café arábica.
III - O autor do texto discorre sobre os efeitos positivos e negativos do clima da região que se escolhe para o plantio do café do tipo arábica.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02
Extravio
Disponível em: https://www.tudoepoema.com.br/ferreira-gullar-extravio/. Acesso em: 11 set. 2023.
Texto 1
Adélia Prado
Tabaréu
Vira e mexe eu penso é numa toada só.
Fiz curso de filosofia pra escovar o pensamento,
não valeu. O mais universal que eu chego
é a recepção de Nossa Senhora de Fátima
em Santo Antônio do Monte.
Duas mil pessoas com velas louvando a Maria
num oco de escuro, pedindo bom parto,
moço de bom gênio pra casar,
boa hora pra nascer e morrer.
O cheiro do povo espiritado,
isso eu entendo sem desatino.
Porque, mercê de Deus, o poder que eu tenho
é de fazer poesia, quando ela insiste feito
água no fundo da mina, levantando morrinho de areia.
É quando clareia e refresca, abre sol, chove, conforme necessidades.
Às vezes dá até de escurecer de repente
com trovoada e raio. Não desaponta nunca.
É feito sol.
Feito amor divino.
Fonte:
https://www.aio.com.br/questions/content/leia-opoema-tabareu-de-adelia-prado-vira-e-mexe-eupenso-e-numa-toada>
I. A internet é considerada o “novo petróleo”. II. Os dados pessoais podem ser utilizados de maneira direta ou indireta. III. Os dados não pessoais não têm uso amplo na atualidade.
Está(ão) CORRETO(S):
Saneamento e Saúde
A noção da relação entre a água, os dejetos e a saúde data de milênios e se originou quando a humanidade mudou sua relação com o ambiente, e a vida se tornou crescentemente sedentária, associada à necessidade de práticas agrícolas.
A introdução desse modo de vida promoveu uma transformação na maneira de o homem se relacionar socialmente, ao surgirem as primeiras aglomerações humanas.
Junto com a transformação das relações sociais, o advento da agricultura mudou a forma de o homem se relacionar com a natureza, o que repercutiu no aparecimento de diversas doenças.
A derrubada das florestas e o convívio próximo com animais promoveram mudanças no ciclo de vetores e um maior contato do homem com patógenos causadores de doenças nos animais, agora domesticados.
Junto a isso, a concentração humana em um mesmo território aumentou a poluição e a produção de resíduos, favorecendo a proliferação de vetores.
Por sua vez, a eliminação de dejetos em fontes de água resultou na intensificação das infecções por parasitas intestinais e favoreceu a transmissão de doenças bacterianas e virais.
Assim, as alterações ambientais decorrentes da mudança de hábitos e do modo de vida, associadas à falta de saneamento, levaram ao aparecimento de doenças que ainda hoje afetam milhões de pessoas.
(Fonte: Fundação Oswaldo Cruz— Adaptado.)
Saneamento e Saúde
A noção da relação entre a água, os dejetos e a saúde data de milênios e se originou quando a humanidade mudou sua relação com o ambiente, e a vida se tornou crescentemente sedentária, associada à necessidade de práticas agrícolas.
A introdução desse modo de vida promoveu uma transformação na maneira de o homem se relacionar socialmente, ao surgirem as primeiras aglomerações humanas.
Junto com a transformação das relações sociais, o advento da agricultura mudou a forma de o homem se relacionar com a natureza, o que repercutiu no aparecimento de diversas doenças.
A derrubada das florestas e o convívio próximo com animais promoveram mudanças no ciclo de vetores e um maior contato do homem com patógenos causadores de doenças nos animais, agora domesticados.
Junto a isso, a concentração humana em um mesmo território aumentou a poluição e a produção de resíduos, favorecendo a proliferação de vetores.
Por sua vez, a eliminação de dejetos em fontes de água resultou na intensificação das infecções por parasitas intestinais e favoreceu a transmissão de doenças bacterianas e virais.
Assim, as alterações ambientais decorrentes da mudança de hábitos e do modo de vida, associadas à falta de saneamento, levaram ao aparecimento de doenças que ainda hoje afetam milhões de pessoas.
(Fonte: Fundação Oswaldo Cruz— Adaptado.)
A triste realidade do trabalho infantil
Número cresce e, por causa da pandemia, tende a piorar ainda mais no próximo ano. Criança tem o direito de brincar e ir para a escola.
A afirmação não poderia estar mais correta, mas, infelizmente, não é a realidade para cerca de 160 milhões de jovens em todo o mundo.
Segundo o UNICEF, esse é o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. O índice voltou a crescer após uma tendência de queda registrada entre 2000 e 2016. E o que já está ruim pode ficar ainda pior: a entidade alerta que outros 8,9 milhões correm o risco de ingressar nessa condição até 2022, como resultado da crise causada pela pandemia da Covid-19.
A pobreza extrema é a principal razão que leva as crianças ao trabalho.
Nas grandes metrópoles, por exemplo, é comum vermos crianças nos faróis, vendendo balas ou até fazendo malabarismo. Apesar de as cenas cortarem o coração e termos vontade de ajudar, especialistas dizem que dar dinheiro não é o correto a fazer, pois isso incentiva os jovens a permanecerem nas ruas. E, assim, as chances de não estarem na escola ou largarem os estudos muito cedo aumentam. Uma alternativa é ajudar instituições que oferecem apoio psicológico e social aos seus familiares.
Além do problema básico de não estarem na escola, o trabalho infantil traz outras diversas consequências para as crianças. Atuar na agricultura, com o plantio de cana de açúcar, por exemplo, que é muito comum no Brasil, pode resultar em doenças musculares e ósseas; na pesca, em exposição excessiva ao sol e em problemas com o sono; e, na mineração, em doenças respiratórias. Em todos os casos, há grandes chances de os jovens terem problemas psicológicos e serem privados de sua infância, seu potencial e sua dignidade. Ou seja, trabalhar é prejudicial ao seu desenvolvimento físico e mental em diversos aspectos.
(Fonte: Moderna — adaptado.)