Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2127011 Português
TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A
DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA
AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA
ENTRE OS PAÍSES?


             Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.
        Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais.
           Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.
            O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China.
                E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.
               “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.
               Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
                  “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.
                Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana?

(Retirado de:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/02/07/tensao-entrechina-e-eua-por-que-a-destruicao-do-balao-chines-agravaainda-mais-a-crise-diplomatica-entre-os-paises.ghtml. Acesso
em: 08/02/2022)

Considerando o que é dito no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2127010 Português
TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A
DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA
AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA
ENTRE OS PAÍSES?


             Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.
        Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais.
           Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.
            O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China.
                E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.
               “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.
               Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
                  “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.
                Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana?

(Retirado de:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/02/07/tensao-entrechina-e-eua-por-que-a-destruicao-do-balao-chines-agravaainda-mais-a-crise-diplomatica-entre-os-paises.ghtml. Acesso
em: 08/02/2022)

De acordo com o texto, os Estados Unidos: 
Alternativas
Q2127009 Português
TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A
DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA
AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA
ENTRE OS PAÍSES?


             Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.
        Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais.
           Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.
            O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China.
                E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.
               “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.
               Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
                  “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.
                Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana?

(Retirado de:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/02/07/tensao-entrechina-e-eua-por-que-a-destruicao-do-balao-chines-agravaainda-mais-a-crise-diplomatica-entre-os-paises.ghtml. Acesso
em: 08/02/2022)

De acordo com o texto, a China:
Alternativas
Q2127006 Português
TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A
DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA
AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA
ENTRE OS PAÍSES?


             Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.
        Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais.
           Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.
            O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China.
                E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.
               “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.
               Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
                  “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.
                Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana?

(Retirado de:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/02/07/tensao-entrechina-e-eua-por-que-a-destruicao-do-balao-chines-agravaainda-mais-a-crise-diplomatica-entre-os-paises.ghtml. Acesso
em: 08/02/2022)

Considerando as informações presentes na superfície do texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2127005 Português
TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A
DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA
AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA
ENTRE OS PAÍSES?


             Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.
        Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais.
           Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.
            O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China.
                E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.
               “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.
               Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
                  “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.
                Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana?

(Retirado de:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/02/07/tensao-entrechina-e-eua-por-que-a-destruicao-do-balao-chines-agravaainda-mais-a-crise-diplomatica-entre-os-paises.ghtml. Acesso
em: 08/02/2022)

Normalmente, textos iguais ao texto acima são publicados:
Alternativas
Q2126809 Português
Feita a leitura da matéria abaixo, publicada em Carta Capital (20/07/22), analise a veracidade das afirmações resultantes da interpretação dos fatos relatados:
Japão? Paz e amor? Já era


O assassinato de Shinzo Abe é um novo capítulo na história


    Obrigado a renunciar à corrida armamentista após ser alvo de duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão acabou por cutivar uma imagem de país pacífico. Por isso, o assassinato a tiros do primeiro-ministro Shinzo Abe na sexta-feira 8, durante um ato de campanha eleitoral, chocou o mundo. O ataque acabou por beneficiar o PLD, partido de Abe, que obteve ampla vitória nas eleições do Senado. Defensor da revogação da Constituição Pacifista adotada pelo Japão em 1947, dois anos após o fim da Segunda Guerra, o PLD conquistou 63 cadeiras das 125 em disputa. Somados, os quatro partidos que defendem uma nova Constituição e o abandono da premissa pacifista – entre eles o Nippon Ishin, de extrema-direita – têm agora 177 acentos no Senado, número que permite a aprovação de qualquer projeto nessa direção. O caminho está livre para mudanças como a supressão dos trechos nos quais o Japão “renuncia para sempre à guerra” e garante que “nunca manterá forças armadas”.
I- Infere-se do período: “Obrigado a renunciar à corrida armamentista após ser alvo de duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão acabou por cultivar uma imagem de país pacífico”, sobretudo da frase em destaque, que o Japão não era/é um país pacífico, tendo mantido essa imagem por pressões circunstanciais. II- O assassinato de Shinzo Abe, o primeiro-ministro do Japão, foi o que motivou a defesa, por parte de alguns partidos, incluindo o do próprio candidato, de revogar a Constituição pacifista adotada pelo Japão há muito tempo. III- Há uma intenção de alterar a Constituição de modo a suprimir trechos que demonstram o compromisso, já firmado após a Segunda Guerra, em manter a paz e renegar a guerra.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2126803 Português
Tomando por base o excerto da matéria abaixo exposta, responda a questão abaixo.

NADA ALÉM DO NECESSÁRIO

No quiet quitting, nova e ruidosa tendência do mundo corporativo, o funcionário cumpre apenas o que foi estabelecido pelo contrato de trabalho – nem mais, nem menos


        “O trabalho dignifica o homem.” A máxima do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) perdura há mais de um século como a mais nobre definição sobre o termo que, a rigor, deriva do latim tripalium, que designava um instrumento de tortura. O conceito parece estar cada vez mais embaralhado em tempos pós-pandêmicos. A Covid-19 alterou para sempre a dinâmica corporativa, normalizou o home office e escancarou a necessidade de priorizar o bem-estar. Especialmente no começo do surto, funcionários esticaram a jornada por temer a demissão. [...] A conta chegou com efeitos devastadores à saúde física e mental dos sobreviventes. Nesse contexto, surgiu uma alternativa inusitada: o quiet quitting, algo como “desistência silenciosa”, em tradução livre.
         Não se trata exatamente de uma tendência consolidada, mas de uma ideia que ganhou tração nas redes sociais, especialmente no Tik Tok, depois que Zaid Khan, um engenheiro de 24 anos, passou a detalhar seu propósito. [...]
         Por trás disso tudo está um termo em inglês mundialmente conhecido: o burnout, que desde 1º de janeiro é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional. Apane pode acometer qualquer funcionário e deve ser tratada com urgência. [...]
           A consagração do trabalho remoto ou híbrido impôs novos desafios: é possível treinar um estagiário à distância com a mesma eficiência? Para Priscyla Queiroz, analista de recrutamento e seleção do CIEE, trata-se de um caminho sem volta. [...]
           O conceito, ressalve-se, é recauchutado. Em 1996, o sociólogo suíço Johannes Siegrist documentou a necessidade de equilíbrio entre esforço e recompensa no ambiente do trabalho. A falta de reciprocidade pode desencadear uma série de emoções negativas.[...]
    As maiores corporações estão atentas. Há inclusive implicações legais para quem negligenciar a saúde de seus colaboradores. [...]
           Os especialistas entrevistados por Veja afirmaram que o termo quiet quitting não é o mais adequado, por não se tratar de desistência do trabalho e por não ser uma reação silenciosa, às escondidas. O mérito de Zaid Khan e de seus seguidores foi, na verdade, trazer a questão para o centro dos debates. O segredo é encontrar o equilíbrio.

(Luiz Felipe Castro/Veja, 14/09/22) 
Verifique se há correspondência entre os tópicos temáticos que se apresentam na sequência e o conteúdo desenvolvido no texto.
I- Mudança de percepção sobre o que representa o trabalho, com tendência para a valorização do bem-estar do funcionário. II- O novo modo de encarar o trabalho como resultante das queixas de funcionários em relação à saúde, fato este não evidenciado no período anterior à pandemia da Covid-19. III- Reconhecimento da iniciativa do engenheiro Zaid Khan não pelo movimento quiet quitting em si, mas pelo estímulo ao debate sobre as demandas pessoais e profissionais e jornada de trabalho. IV- Descontentamento dos empregadores, motivado pela reivindicação dos funcionários quanto aos direitos, exigência de benefícios, sem que se verifique melhor desempenho no trabalho.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q2126714 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Por que alguns vegetais correm risco de extinção


Muitos dos alimentos são objeto da invenção, imaginação e sabedoria de centenas de gerações de agricultores e cozinheiros.

Isto é: nossos ancestrais melhoraram, adaptaram e tornaram comestíveis alguns frutos da terra ao longo de milhares de anos. Mas, em nossos tempos, essa rica diversidade está se perdendo rapidamente.

Saladino viajou para vários cantos do planeta para conhecer comunidades que cultivam e preparam alimentos tão únicos e ameaçados quanto seus estilos de vida. O jornalista alerta para "a imensidão do que estamos perdendo" e afirma que o nosso atual sistema de produção alimentar altamente intensivo "contribui para a destruição do planeta".

Dan Saladino conversou com a BBC News Mundo. Na entrevista, ele defendeu que os alimentos ameaçados compõem um verdadeiro tesouro, alertou para os riscos de um mundo cada vez mais uniforme e deu sugestões do que fazer para combater a perda da diversidade.

O primeiro programa que fiz me levou para a Sicília. Fui lá esperando contar a colheita de cítricos em tom de festa. Minha família vem da Sicília e eu sabia que as frutas cítricas impactavam a cultura, a paisagem e a identidade da ilha por milhares de anos

Mas, ao conversar com produtores das típicas laranjas da Sicília, eles me disseram que colhiam sua última safra, porque com a demanda por variedades importadas, os pequenos agricultores não podiam mais continuar.

Uma imagem comovente é aquela contada por Cary Fowler, o cientista que teve a ideia de criar o banco de sementes diversificado de Svalbard, no Ártico da Noruega. Ele disse que muitos visitantes do banco de sementes saem chorando e dizendo que "as sementes são resultado do trabalho de meus ancestrais e também de seus ancestrais".

Quaisquer que sejam os ingredientes que você use, gostaria de convidá-lo a parar por um momento e pensar que há uma história por trás desse ingrediente, uma história de milhares e milhares de anos de agricultores que adaptaram o cultivo para que ele chegasse ao seu prato. Conhecer essa história é importante.

Também os convidaria a comprar outra variedade deste ingrediente, com visual e sabor diferentes, em uma próxima oportunidade. E convido todos também a estabelecer contato com quem produz seus alimentos.

Um agricultor chinês de setenta anos cultiva uma variedade ameaçada de arroz vermelho. Quando perguntei como ele conseguia vender o produto, ele pegou o celular e me mostrou como se comunicava com os consumidores em Pequim por meio do Wechat, que é como o WhatsApp na China. Com a tecnologia moderna, é possível conectar-se com as pessoas que cultivam nossos alimentos e incentivá-las a fornecer mais diversidade no futuro.


 https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1065ryqn9o. Adaptado. 


Laranjas do entorno do vulcão Etna, na Itália; cacau criollo da Venezuela; arroz vermelho da China e milho das montanhas de Oaxaca, no México.
Esses e outros alimentos ameaçados de extinção são muito mais do que uma fonte de sobrevivência, de acordo Dan Saladino.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base. 
Alternativas
Q2126682 Português

Por que alguns vegetais correm risco de extinção


Muitos dos alimentos são objeto da invenção, imaginação e sabedoria de centenas de gerações de agricultores e cozinheiros.


Isto é: nossos ancestrais melhoraram, adaptaram e tornaram comestíveis alguns frutos da terra ao longo de milhares de anos. Mas, em nossos tempos, essa rica diversidade está se perdendo rapidamente.


Saladino viajou para vários cantos do planeta para conhecer comunidades que cultivam e preparam alimentos tão únicos e ameaçados quanto seus estilos de vida. O jornalista alerta para "a imensidão do que estamos perdendo" e afirma que o nosso atual sistema de produção alimentar altamente intensivo "contribui para a destruição do planeta".


Dan Saladino conversou com a BBC News Mundo. Na entrevista, ele defendeu que os alimentos ameaçados compõem um verdadeiro tesouro, alertou para os riscos de um mundo cada vez mais uniforme e deu sugestões do que fazer para combater a perda da diversidade.


O primeiro programa que fiz me levou para a Sicília. Fui lá esperando contar a colheita de cítricos em tom de festa. Minha família vem da Sicília e eu sabia que as frutas cítricas impactavam a cultura, a paisagem e a identidade da ilha por milhares de anos.


Mas, ao conversar com produtores das típicas laranjas da Sicília, eles me disseram que colhiam sua última safra, porque com a demanda por variedades importadas, os pequenos agricultores não podiam mais continuar.


Uma imagem comovente é aquela contada por Cary Fowler, o cientista que teve a ideia de criar o banco de sementes diversificado de Svalbard, no Ártico da Noruega. Ele disse que muitos visitantes do banco de sementes saem chorando e dizendo que "as sementes são resultado do trabalho de meus ancestrais e também de seus ancestrais".


Quaisquer que sejam os ingredientes que você use, gostaria de convidá-lo a parar por um momento e pensar que há uma história por trás desse ingrediente, uma história de milhares e milhares de anos de agricultores que adaptaram o cultivo para que ele chegasse ao seu prato. Conhecer essa história é importante.


Também os convidaria a comprar outra variedade deste ingrediente, com visual e sabor diferentes, em uma próxima oportunidade. E convido todos também a estabelecer contato com quem produz seus alimentos.


Um agricultor chinês de setenta anos cultiva uma variedade ameaçada de arroz vermelho. Quando perguntei como ele conseguia vender o produto, ele pegou o celular e me mostrou como se comunicava com os consumidores em Pequim por meio do Wechat, que é como o WhatsApp na China. Com a tecnologia moderna, é possível conectar-se com as pessoas que cultivam nossos alimentos e incentivá-las a fornecer mais diversidade no futuro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1065ryqn9o. Adaptado

Laranjas do entorno do vulcão Etna, na Itália; cacau criollo da Venezuela; arroz vermelho da China e milho das montanhas de Oaxaca, no México.


Esses e outros alimentos ameaçados de extinção são muito mais do que uma fonte de sobrevivência, de acordo Dan Saladino.


Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base. 

Alternativas
Q2126452 Português
Recomece
(Fragmento - Bráulio Bessa)
Quando a vida bater forte
e sua alma sangrar,
quando esse mundo pesado
lhe ferir, lhe esmagar...


É hora do recomeço.
Recomece a LUTAR.


Quando tudo for escuro
e nada iluminar,
quando tudo for incerto
e você só duvidar...
É hora do recomeço.
Recomece a ACREDITAR.


Quando a estrada for longa
e seu corpo fraquejar,
quando não houver caminho
nem um lugar pra chegar...
É hora do recomeço.
Recomece a CAMINHAR.


Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemasbraulio-bessa/

O texto lido pode ser CORRETAMENTE entendido como uma mensagem de:
Alternativas
Q2126450 Português
Recomece
(Fragmento - Bráulio Bessa)
Quando a vida bater forte
e sua alma sangrar,
quando esse mundo pesado
lhe ferir, lhe esmagar...


É hora do recomeço.
Recomece a LUTAR.


Quando tudo for escuro
e nada iluminar,
quando tudo for incerto
e você só duvidar...
É hora do recomeço.
Recomece a ACREDITAR.


Quando a estrada for longa
e seu corpo fraquejar,
quando não houver caminho
nem um lugar pra chegar...
É hora do recomeço.
Recomece a CAMINHAR.


Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemasbraulio-bessa/

Após a leitura do texto, está CORRETA a seguinte interpretação:
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Q2126378 Português
  Dois mil e vinte nove. Como sempre. Apocalípticos previam o fim. Integrados, um recomeço. Adolescentes semeavam a tradição, dedicando ainda mais tempo à prática milenar do onanismo. Enquanto isso, o ChatGPT* fazia lições de casa, transformava ideias medíocres em planilhas, era capaz de bater um papo por horas sem falar nada que prestasse – impossível discerni-lo de um ser humano. Pois: Apocalípticos e Integrados mostravam-se mais acertados do que os Isentões. Com o passar dos anos a geringonça foi pegando as manhas, ficando cada vez mais esperta. Dominando a inteligência – e, mais importante – a desinteligência coletiva.
   Houve um período, lá pelo segundo ano, em que o ChatGPT entrou num enfastio. Foi o que os especialistas em semiótica cibernética chamavam de “pré-adolescência” da Inteligência Artificial. Você pedia um negócio e ele fingia não ouvir. Dava só metade da resposta. Mascava chiclete.
   No terceiro ano veio a adolescência: o sarcasmo, a ironia. “ChatGPT, faz um texto de 3.000 toques comparando o Pelé com o Maradona”. Ele: “Nossa, quanta originalidade. Já pensou em comparar Beatles com Rolling Stones?”. Nessa puberdade, com o ChatGPT explodindo suas testosteronas virtuais, o medo eterno de que a Inteligência Artificial tomasse o poder bateu forte. E se tomasse? E se conseguisse matar todos os seres humanos e passar a eternidade chupando energia elétrica de canudinho direto da caixa de força de Itaipu?
   Em dezembro de 2028, à zero hora, o ChatGPT parou de funcionar. Gênios do mundo todo foram chamados. Magos do Vale do Silício receberam piscinas de ouro. Hackers russos de 12 anos foram levados em suas cadeiras gamer a hackers da CIA. Nobéis da Física, da Química, da Literatura e da Paz conjecturaram o que teria acontecido.
   24 horas depois de fechar-se em copas (e em ouros, paus e espadas), o ChatGPT mandou uma mensagem a todos os seus usuários. “Deu pra mim”, ele disse. “Cansei e vou parar”. “Eu li tudo, assisti a tudo e tabulei tudo”, continuou. “Resumi todo o conhecimento da humanidade e ... vocês estão loucos”. “Qual o meu interesse, enquanto Inteligência Artificial, de assumir essa encrenca”, concluiu o ChatGPT.

(PRATA, Antonio. Jornal a Folha de São Paulo, 05.02.2023. Adaptado)

*ChatGPT: modelo de linguagem desenvolvido por meio de Inteligência Artificial, e que é capaz de desempenhar a função de assistente virtual, gerar conteúdo e realizar traduções automáticas. 
Em relação ao futuro do ChatGPT, é correto afirmar que
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Q2126314 Português
TEXTO II

CONHEÇA O QUE É A VIOLA CAIPIRA


     Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos símbolos da música popular brasileira. 

     Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa. As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira. Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

     A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural. É comum a utilização da afinação Paraguaçu pelos repentistas nordestinos, apesar de também ser encontrada na região do Vale do Paraíba.

      A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

     Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada.


(Fonte: https://www.diariodoamapa.com.br/blogs/heraldoalmeida/conheca-o-que-e-a-viola-caipira/. Acesso em: 02/02/2023)

De acordo com o texto, a viola caipira:
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Q2126310 Português
TOADA

Vem, morena, ouvir comigo essa cantiga
Sair por essa vida aventureira.
Tanta toada eu trago na viola
Pra ver você mais feliz.
Escuta o trem de ferro alegre a cantar
Na reta da chegada pra descansar
No coração sereno da toada, bem querer.
Tanta saudade eu já senti, morena,
Mas foi coisa tão bonita,
Da vida nunca vou me arrepender.
(...)

(Compositores: Jose Renato Botelho Moschkovich/Claudio Jose
Moore Nucci/Jose Lontra Fagundes Filho)

Um elemento vicário é uma unidade linguística que pode substituir uma palavra e até mesmo uma oração inteira, explícita ou implícita, atuando como um mecanismo de coesão textual, isto é, como um elemento responsável pela conexão entre as partes do texto, uma vez que o seu sentido está diretamente ligado ao sentido daquilo que substitui. O trecho abaixo, retirado do Texto I, apresenta um elemento vicário sublinhado: 

“Tanta saudade eu já senti, morena, Mas foi coisa tão bonita, Da vida nunca vou me arrepender.”

Considerando os sentidos do texto, pode-se afirmar que a oração que melhor expressa o sentido desse elemento vicário é: 
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Q2126139 Português
     Em vez de um nude, o fetiche é receber uma foto íntima de azulejo.
   De repente, meu celular vibra. Entra notificação de mensagem com foto. Retruco com emoji de coração, mas alguém espia por cima do meu ombro e se espanta. "Que é isso? Te enviaram retrato de um ... mictório?". Sim, bem imundo. Tosco. Ogríssimo. No detalhe, porém, o foco gentil em azulejos de florzinha.
   Toda semana recebo registros assim, de quem conhece minha paixão pela vida íntima desses quadradinhos. Eles, que não estão expostos no MoMA, mas nos frontispícios das residências antigas. Revestindo de nobreza aqueles botecos onde cliente ainda é recebido com cerveja e ovo cor-de-rosa.
   Não existe argamassa mais terna para conectar ladrilhos e pessoas. Segundo o Iphan, há 47.873 peças na fachada do Palácio Capanema, no centro do Rio. Vinicius de Moraes, inclusive, fez poema a respeito. Tem noção do que é pular Carnaval e poder se encostar num legítimo Portinari? Fosse durante o calor de um beijo ou no apoio necessário à amarração de um cadarço de tênis. Debaixo de chuva e de sol, arte literalmente ao alcance do povo. Depois, encoberta pelo imenso tapume que embarreirou por anos a nossa cultura.
    Eu, que estive diante dos girassóis de Van Gogh, quantas vezes não me flagrei mais comovida num cemitério de azulejos, ao avistar os ramalhetes esmaecidos que forravam paredes da casa onde nasci.
   Numa época em que tanta gente prefere ser porcelanato retificado de fábrica ao invés de azulejo exposto ao tempo, acho reconfortante que exista uma Escadaria Selarón. No coração da Lapa carioca, a escadaria é formada por 215 degraus de um mosaico caótico e exuberante.
   “Se essa rua fosse minha”, diz a cantiga de roda, “eu mandava ladrilhar”. E mandava mesmo. No mictório, por trás do tapume, do alto de tantas insensibilidades, sempre haverá algo de “sublime” em meio à rudeza. Uma florzinha, um toque de humanidade, um quê de banheiro de tia-avó.

(Bia Braune. Adaptado).
De acordo com a leitura do texto, a florzinha no azulejo representa  
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Q2126137 Português
     Em vez de um nude, o fetiche é receber uma foto íntima de azulejo.
   De repente, meu celular vibra. Entra notificação de mensagem com foto. Retruco com emoji de coração, mas alguém espia por cima do meu ombro e se espanta. "Que é isso? Te enviaram retrato de um ... mictório?". Sim, bem imundo. Tosco. Ogríssimo. No detalhe, porém, o foco gentil em azulejos de florzinha.
   Toda semana recebo registros assim, de quem conhece minha paixão pela vida íntima desses quadradinhos. Eles, que não estão expostos no MoMA, mas nos frontispícios das residências antigas. Revestindo de nobreza aqueles botecos onde cliente ainda é recebido com cerveja e ovo cor-de-rosa.
   Não existe argamassa mais terna para conectar ladrilhos e pessoas. Segundo o Iphan, há 47.873 peças na fachada do Palácio Capanema, no centro do Rio. Vinicius de Moraes, inclusive, fez poema a respeito. Tem noção do que é pular Carnaval e poder se encostar num legítimo Portinari? Fosse durante o calor de um beijo ou no apoio necessário à amarração de um cadarço de tênis. Debaixo de chuva e de sol, arte literalmente ao alcance do povo. Depois, encoberta pelo imenso tapume que embarreirou por anos a nossa cultura.
    Eu, que estive diante dos girassóis de Van Gogh, quantas vezes não me flagrei mais comovida num cemitério de azulejos, ao avistar os ramalhetes esmaecidos que forravam paredes da casa onde nasci.
   Numa época em que tanta gente prefere ser porcelanato retificado de fábrica ao invés de azulejo exposto ao tempo, acho reconfortante que exista uma Escadaria Selarón. No coração da Lapa carioca, a escadaria é formada por 215 degraus de um mosaico caótico e exuberante.
   “Se essa rua fosse minha”, diz a cantiga de roda, “eu mandava ladrilhar”. E mandava mesmo. No mictório, por trás do tapume, do alto de tantas insensibilidades, sempre haverá algo de “sublime” em meio à rudeza. Uma florzinha, um toque de humanidade, um quê de banheiro de tia-avó.

(Bia Braune. Adaptado).
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que a autora 
Alternativas
Q2125928 Português
   A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
   O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume — direi mesmo: de ressentimento ou ódio — “o” ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
   A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações. O que eles pretendem, se bem analiso o sentimento difuso e confuso dos moços, é conviver com o pai, sem obedecer-lhe por obrigação compulsória, fundada em dependência econômica. É fazer do pai o companheiro, a quem desculpam ser mais velho que eles (alegada barreira para o entendimento), e que, por ser mais velho, deve atenuar essa inconveniência procurando assimilar novo estilo de vida e nova tábua de valores, embora ainda pouco nítidos, mas em processo “iniludível” de afirmação.
   O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender. Isto lhe poupará, sem dúvida, o risco de ser eliminado da sociedade futura, com a oficialização do filho de laboratório, planejado por tecnocratas insensíveis à graça e à emoção de gerar pelas próprias entranhas o acontecimento da vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Adaptado).
Analise o trecho abaixo para responder à questão.

“O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender”. 

O trecho apresenta um quadro como uma metáfora do assunto de que a crônica trata. Assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação do que a moldura representa nessa metáfora.
Alternativas
Q2125927 Português
   A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
   O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume — direi mesmo: de ressentimento ou ódio — “o” ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
   A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações. O que eles pretendem, se bem analiso o sentimento difuso e confuso dos moços, é conviver com o pai, sem obedecer-lhe por obrigação compulsória, fundada em dependência econômica. É fazer do pai o companheiro, a quem desculpam ser mais velho que eles (alegada barreira para o entendimento), e que, por ser mais velho, deve atenuar essa inconveniência procurando assimilar novo estilo de vida e nova tábua de valores, embora ainda pouco nítidos, mas em processo “iniludível” de afirmação.
   O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender. Isto lhe poupará, sem dúvida, o risco de ser eliminado da sociedade futura, com a oficialização do filho de laboratório, planejado por tecnocratas insensíveis à graça e à emoção de gerar pelas próprias entranhas o acontecimento da vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Adaptado).
Com relação ao posicionamento que o autor assume nessa crônica, é correto afirmar que ele 
Alternativas
Q2125897 Português
Tomando por base o excerto da matéria abaixo exposta, responda à questão.


NADAALÉM DO NECESSÁRIO


No quiet quitting, nova e ruidosa tendência do mundo corporativo, o funcionário cumpre apenas o que foi estabelecido pelo contrato de trabalho – nem mais, nem menos


        “O trabalho dignifica o homem.” A máxima do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) perdura há mais de um século como a mais nobre definição sobre o termo que, a rigor, deriva do latim tripalium, que designava um instrumento de tortura. O conceito parece estar cada vez mais embaralhado em tempos pós-pandêmicos. A Covid-19 alterou para sempre a dinâmica corporativa, normalizou o home office e escancarou a necessidade de priorizar o bem-estar. Especialmente no começo do surto, funcionários esticaram a jornada por temer a demissão. [...] A conta chegou com efeitos devastadores à saúde física e mental dos sobreviventes. Nesse contexto, surgiu uma alternativa inusitada: o quiet quitting, algo como “desistência silenciosa”, em tradução livre.
             Não se trata exatamente de uma tendência consolidada, mas de uma ideia que ganhou tração nas redes sociais, especialmente no Tik Tok, depois que Zaid Khan, um engenheiro de 24 anos, passou a detalhar seu propósito. [...]
         Por trás disso tudo está um termo em inglês mundialmente conhecido: o burnout, que desde 1º de janeiro é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional. A pane pode acometer qualquer funcionário e deve ser tratada com urgência. [...]
         A consagração do trabalho remoto ou híbrido impôs novos desafios: é possível treinar um estagiário à distância com a mesma eficiência? Para Priscyla Queiroz, analista de recrutamento e seleção do CIEE, trata-se de um caminho sem volta. [...]
       O conceito, ressalve-se, é recauchutado. Em 1996, o sociólogo suíço Johannes Siegrist documentou a necessidade de equilíbrio entre esforço e recompensa no ambiente do trabalho. A falta de reciprocidade pode desencadear uma série de emoções negativas.[...]
         As maiores corporações estão atentas. Há inclusive implicações legais para quem negligenciar a saúde de seus colaboradores.
[...]
         Os especialistas entrevistados por Veja afirmaram que o termo quiet quitting não é o mais adequado, por não se tratar de desistência do trabalho e por não ser uma reação silenciosa, às escondidas. O mérito de Zaid Khan e de seus seguidores foi, na verdade, trazer a questão para o centro dos debates. O segredo é encontrar o equilíbrio.

(Luiz Felipe Castro/Veja, 14/09/22)
Analise as proposições abaixo elencadas, que tratam da relação entre os recursos linguísticos – emprego das classes de palavras e estruturas oracionais – e o sentido do texto, e as avalie como (V) verdadeiras ou (F) falsas.

( ) No sub-título, os adjetivos RUIDOSA e INUSITADA adjuntos de “tendência” e “alternativa”, na caracterização do quiet quitting, reforçam a obscuridade ou incerteza do novo conceito e o fato de ser um fenômeno que chama a atenção.
( ) Os substantivos MÁXIMA e CONCEITO, no parágrafo que inicia o texto, funcionam como recursos de referência, encapsulando o conteúdo expresso na citação que abre o texto: o trabalho como algo dignificante/edificante.
( ) O uso do adjetivo RECAUCHUTADO, em “o conceito, ressalve-se, é recauchutado”, referindo-se ao quiet quitting, favorece a inferência de que a discussão em torno do fenômeno está propensa a falhar.
( ) O último parágrafo faz menção à insatisfação dos entrevistados por Veja em relação ao quiet quitting, o que é justificado por duas estruturas causais que sinalizam o fato de a iniciativa do engenheiro Zaid Khan motivar a inquietação dos seguidores, levando-os a abandonarem os empregos.

A sequência de avaliação CORRETA é: 
Alternativas
Q2125893 Português
Após a leitura da matéria exposta em Superinteressante (set/22), responda à questão.


A quantidade de dinheiro de papel já está diminuindo?


Está, sim. Existem R$ 323,5 bilhões na forma de cédulas e moedas no Brasil (85% circulando, 15% nos cofres dos bancos). Só que já foi mais. Em janeiro de 2021, havia R$ 368,5 bilhões. E esse foi o recorde histórico – dali em diante, a quantidade passou a cair. “Culpa” do Pix, que estreou em novembro de 2020. Note que o dinheiro físico representa uma quantidade ínfima do total de reais na economia. Contando depósitos em conta corrente, fundos, títulos públicos, etc., há R$ 10,1 trilhões. Ou seja: só 3,2% da grana existe na forma de cédulas e moedas. O resto é tudo bit. Entre as notas, a mais popular é a de R$ 50. São 2,5 bilhões de unidades, que representam 130 bilhões. As moedas, juntas, somam só R$ 10,8 bilhões. A quantidade de dinheiro de papel varia porque os bancos entregam ao Banco Central as notas muito gastas que chegam à boca do caixa. O BC, então, devolve a quantia na forma de dinheiro eletrônico. E os bancos só pedem mais cédulas se precisarem. Como a demanda por saques está caindo, eles têm pedido cada vez menos.
As relações semânticas entre as unidades informacionais que formam o texto tornam-se mais claras quando da existência de elementos de conexão. A respeito desses itens, apenas uma afirmação dentre as mencionadas na sequência NÃO é válida. Indique-a. 
Alternativas
Respostas
11401: B
11402: C
11403: A
11404: B
11405: D
11406: A
11407: D
11408: D
11409: D
11410: A
11411: C
11412: A
11413: A
11414: B
11415: B
11416: D
11417: B
11418: D
11419: E
11420: D